Edição de Quinta-feira do http://alertatotal.blogspot.com
Por Jorge Serrão
A grande imprensa decretou um estranho silêncio a respeito de uma gravíssima denúncia de um esquema semelhante ao PTduto, envolvendo um governo do PFL, uma grande agência de publicidade e a empresa de turismo do Estado da Bahia. Só a revista CartaCapital deu bola para as revelações do Conselheiro Pedro Lino, do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, condenando as licitações e concorrências ligadas ao governo baiano, sobretudo nas áreas de educação e cultura.
Em junho deste ano, conselheiro Pedro Lino produziu mais de 200 páginas de um relatório sobre as estranhas relações contratuais entre o governo baiano, a agência de publicidade Rede Interamericana/Propeg, do publicitário Fernando Barros, e organizações não-governamentais formadas por servidores públicos, como é o caso da Oficina das Artes. No centro da investigação está a Bahiatursa, estatal de turismo baiana, subordinada à Secretaria de Cultura e Turismo do estado.
O relatório do TCE baiano aponta uma movimentação, entre 2003 e abril de 2005, de R$ 101 milhões por meio de uma conta bancária não registrada no sistema de controle do Erário baiano. O valor representa quase o dobro dos R$ 55 milhões movimentados por Marcos Valério no chamado “escândalo do Mensalão”.
O dinheiro, segundo o relatório, foi utilizado para fazer pagamentos irregulares, uma vez tratar-se de recursos para aumento de capital da estatal. É o que, tecnicamente, chama-se de “créditos de acionistas para aumento de capital”, destinados, exclusivamente, para dar musculatura financeira às empresas. Via de regra, no caso da Bahiatursa, trata-se de dinheiro público, dos cofres estaduais. As despesas não tinham nenhuma relação, portanto, com a finalidade expressa dos recursos,conforme esclarece o documento do TCE.
Desses R$ 101 milhões, R$ 48,1 milhões foram depositados nas contas da Rede Interamericana/Propeg, do publicitário Fernando Barros – um campeão local de licitações. Para ter uma idéia dessa ligação, nos primeiros quatro meses de 2005, 62% de todos os recursos da Bahiatursa foram para a Propeg. Além disso, a estatal, uma empresa dependente do governo estadual, gastou 94,55% do orçamento apenas no primeiro quadrimestre deste ano.
O relatório do conselheiro Pedro Lino revela que a conta 0800-1, do Bradesco, por onde circulou a dinheirama toda, não está registrada nem no Sistema de Informações Contábeis e Financeiras (Sicof) nem no Sistema de Gestão de Gastos Públicos (Sigap), que controlam e fiscalizam os gastos públicos na Bahia. O caminho do dinheiro configuraria um esquema clássico de caixa 2. A Bahiatursa recebe recursos do Tesouro estadual e os repassa para pagamento de despesas e transferências para empresas privadas por meio de convênios pouco ou nada confiáveis.
O relatório do TCE, aliás, mostra que as relações do governo da Bahia com Barros são bastante generosas, desde 1999. Na época, a Propeg assinou um contrato de R$ 40 milhões para prestação de “serviços de comunicação”, durante a gestão do ex-governador e senador César Borges, do PFL.
Em 22 de dezembro de 2000, um termo aditivo prorrogou o contrato original em 12 meses e acrescentou R$ 2 milhões aos valores iniciais. Em 10 de agosto de 2001, quando a Propeg gerou a “empresa-irmã” Rede Interamericana, outros dois aditivos jogaram o prazo de vigência do contrato para frente por mais três anos. Com isso, a agência de publicidade teve outros R$ 25 milhões disponibilizados pelo governo baiano.
Entre as irregularidades apontadas pelo relatório do TCE estão os pagamentos de subfornecedores com notas fiscais que mal discriminam os serviços ou sem apresentação de valores capazes de justificar as escolhas feitas, além de intermediações desnecessárias de serviços para realização de shows.
“Constataram-se, ainda, na amostra analisada, alguns pagamentos efetuados à Rede Interamericana, cujos processos não apresentavam os comprovantes atestando a sua efetivação”, esclarece o documento.
Não deixe de Conferir
Leia no pé desta edição, a tradução do enigmático texto de Diogo Mainardi, na Veja.
Baianos contra o Bispo Macedo
O Ministério Público Federal da Bahia resolveu rodar a baiana contra um dos livros do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. Os procuradores entraram com uma ação civil público para que seja tirado de circulação e seja suspensa a venda do livro “Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?”.
Os procuradores da República Sidney Madruga e Cláudio Gusmão, reclamam que a obra, além de preconceituosa e discriminatória, “dedica quase que a totalidade de suas páginas a promover ofensas às religiões afro-brasileiras”.
Se forem condenados, Edir Macedo, a Gráfica Universal e a própria Igreja Universal do Reino de Deus serão obrigados a suspender a venda e a circulação do livro em todo o Brasil e a recolher todos os exemplares disponíveis em estoque, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Banco do Sílvio Santos condenado
O banco PanAmericano,que pertence ao empresário Silvio Santos, está proibido de veicular a campanha publicitária Cred Amigo, considerada propaganda enganosa.
Na peça publicitária, o banco anuncia taxa de juros zero em empréstimos para aposentados.
Na verdade, os juros podem chegar a 3,4% ao mês em determinadas parcelas.
A decisão liminar é do juiz Luiz Carlos Cervi, da Vara Federal de Erechim, no Rio Grande do Sul. A ação foi ajuizada pelo procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa.
O juiz fixou multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão, a ser revertido para o Fundo de Defesa de Interesses Difusos e Coletivos.
Os aposentados e pensionistas agradecem ao magistrado pela decisão.
Pirataria presidencial
O presidente Lula deveria trocar de pai de santo. O Palácio do Planalto foi obrigado a assumir o constrangimento de admitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu a uma cópia pirata do DVD do filme "2 filhos de Francisco". Foi durante a viagem de volta de Moscou, a bordo do Aerolula, no dia 18 de outubro. A Assessoria presidencial jogou a culpa em uma "falha da ajudância-de-ordens".
O DVD com o filme sobre a vida dos cantores sertanejos Zezé Di Camargo e Luciano só será lançado oficialmente nas lojas dia 7 de dezembro. O caso foi denunciado pela Sony, que detém os direitos de distribuição do filme.
Lula, ao saber do caso, ficou muito constrangido, até por ser amigo dos cantores.
O problema é que pirataria dá cadeia...
Sem isenção para investigar
O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) contesta a declaração do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, de que não pode pôr a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na investigação porque não há indícios de que as ligações telefônicas do pefelista ou de outros integrantes das CPIs em curso no Congresso tenham sido monitoradas.
ACM Neto contou que remeteu, no dia 3 de novembro, uma carta ao GSI, à presidência da Câmara e ao Ministério da Justiça, apontando os indícios de grampo nos seus celulares e frisou que nunca levantou suspeita de grampos nos telefones de seu gabinete, apenas nos celulares.
O deputado afirma haver dados concretos de que a Abin, subordinada ao GSI, fez os grampos. ACM Neto reclama que general Félix tem conhecimento do que aconteceu e não leu a carta.
Por isso, para o pefelista, a agência não tem isenção para apurar sua denúncia:
“Quem tem que dar respostas sobre as denúncias que fiz é a Polícia Federal, o Ministério da Justiça”.
Prece e a Pizzaria
O Prece - fundo de pensão da Companhia de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro (Cedae) - conseguiu do Supremo Tribunal Federal (STF) uma liminar em mandado de segurança que impede que a CPI dos Correios quebre seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
O ministro Sepúlveda Pertence concordou com o pedido dos advogados do fundo de que não havia nenhuma justificativa plausível para a medida.
A decisão de Pertence vale até que o plenário do Supremo analise o caso, o que não tem data marcada para acontecer.
Os advogados do fundo alegaram que, conforme a Constituição Federal, a CPI não teria a atribuição de quebrar sigilos de entidades vinculadas à sociedade de economia mista estadual.
É o Valerioduto encostando no governo do Rio...
Palocci dia 22
O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), confirmou que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, comparecerá à Comissão de Assuntos Econômicos da Casa no dia 22. De acordo com o senador, a iniciativa de comparecer à CAE foi do próprio ministro.
Mas o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), adverte:
“Ele resolveu se antecipar, mas só vai adiantar a vinda dele se chegar com argumentos convincentes. Do contrário, o próximo convocado nas CPIs será o ministro”.
Os Maia contra o Ministro
O líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), detonou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci:
“Digo com todas as letras que o ministro da Fazenda, além de envolvido em vários esquemas, escândalos de corrupção, é mentiroso, não cumpre sua palavra. Faz acordos com a base e com a oposição relativos a Estados e municípios e nada cumpre.”
Rodrigo Maia reclama que Palocci não cumpriu nenhum dos acordos feitos com a prefeitura do Rio, comanda por seu papei Cesar desde janeiro de 2003.
Leão rosna para o tucano
Terminou em pizza a troca de farpas entre o técnico do Palmeiras, Émerson Leão, e o prefeito de São Paulo, José Serra. O presidente do clube, Affonso Della Mônica, entrou no meio do fogo cruzado e intermediou uma reunião entre os dois, ontem à tarde, na Prefeitura, para colocar panos quentes.
Na véspera, o treinador havia afirmado que Serra, torcedor palmeirense roxo, deveria ter ficado quieto após a goleada de 4 a 0 sofrida diante do Atlético-PR, em vez de criticar os laterais e atacantes da equipe.
Leão não gostou da bola fora do prefeito tucano e retrucou que, da mesma forma, poderia falar dos buracos da cidade, já que a “Prefeitura tem um bom comandante, mas o secretariado dele é uma porcaria.”
É a síndrome de candidato... Fala demais... Até sobre futebol...
Batom na cueca
O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), apresentou ontem os documentos sigilosos que, segundo ele, comprovam que dinheiro público abasteceu o Valerioduto.
A papelada, enviada pelo Banco do Brasil à comissão, registra a movimentação financeira da DNA Propaganda e mostraria que recursos da Visanet foram usados para comprar de CDBs no banco BMG.
Esses papéis, por sua vez, serviram de garantia para um empréstimo tomado pela empresa de Rogério Lanza Tolentino, sócio de Valério, que depois repassou o dinheiro ao PT e a aliados por meio da corretora Bonus Banval e da 2S Participações, também de propriedade de Valério.
A dança da nota fria
Uma nota fiscal fria e milionária foi o centro da polêmica na CPI do Mensalão. A Visanet confirmou a versão do empresário Marcos Valério de Souza sobre uma nota fiscal emitida pela DNA Propaganda, agência da qual era sócio, contra a empresa.
Inicialmente, a Visanet havia declarado que a nota fiscal 33601, no valor de R$ 6 milhões, apontada em relatório da Receita Federal como fria, não constava da sua relação de pagamentos efetuados.
Depois do comunicado do empresário — segundo o qual a “NF 33601, emitida e cancelada em 07/11/2003, foi substituída pela NF 33997, emitida em 11/11/2003” —, a Visanet informou que o novo documento, emitido na data citada por Valério, no valor de R$ 6.454.331.43, consta da relação de pagamentos da empresa.
Ainda de acordo com a Visanet, a referida nota se refere a pagamentos feitos no âmbito do fundo de incentivo a atividades de marketing e a responsabilidade por tais campanhas era do Banco do Brasil.
Sem credibilidade
Membros da CPI dos Correios desqualificaram as provas que Marcos Valério afirma ter para mostrar que o Banco do Brasil lhe deve R$ 3 milhões.
O relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), advertiu que cabe ao BB apresentar as notas dos serviços prestados.
Afirmou que os documentos de Valério não têm credibilidade porque a Receita Federal, num lote de 27 notas, encontrou 11 que eram frias.
Consentimento indevido
A CPI dos Correios concluiu que empresas estatais, como Correios e Eletronorte, foram usadas, de forma consentida, para emprestar um ar de legalidade aos empréstimos contraídos em bancos pelo empresário Marcos Valério, com a finalidade de repassar o dinheiro ao caixa dois do PT.
Em notas oficiais, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a Eletronorte negaram que tivessem conhecimento de que o empresário Marcos Valério de Souza usava os contratos fechados por suas empresas com companhias estatais como garantia para obter empréstimos do banco BMG.
O grande erro
Em depoimento na CPI do Mensalão nesta quarta, o ex-secretário de Finanças do PT no Rio Grande do Sul e atual secretário de Assuntos Institucionais do Diretório gaúcho do partido, Marcelino Pies, admitiu que foi um erro usar o dinheiro das empresas de Marcos Valério de Souza para financiar a sigla.
Marcelino declarou que essa nunca fora uma prática comum no PT, mas vigorou no ano passado, por orientação do ex-tesoureiro Delúbio Soares.
O ex-secretário petista recebeu R$ 1,150 milhão de Delúbio no ano passado, dinheiro que, de acordo com ele, quitou compromissos administrativos do diretório do PT gaúcho.
A dança do adiamento
O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que havia anunciado que leria o requerimento de prorrogação da CPI dos Bingos ainda ontem, transferiu a sessão conjunta da Câmara e do Senado em que o pedido seria apresentado aos parlamentares para as 9h desta quinta.
A CPI tem prazo até o fim deste mês para concluir seus trabalhos, mas quer mais 180 dias para prosseguir com as investigações.
A dança dos "inocentes"
No Conselho de Ética, o deputado Professor Luizinho (PT-SP) negou que tenha sido beneficiado pelo Valerioduto.
Luizinho jurou que os R$ 20 mil sacados de uma conta do empresário Marcos Valério de Souza por seu assessor José Nilson dos Santos foram usados para pagar campanhas de petistas — mas não a sua — na região do ABC paulista, em 2002.
Sempre viajando ou fugindo?
O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), obteve liminar e não compareceu ontem à CPI dos Bingos para prestar depoimento.
Pereira alegou que não foi convocado com “mínima antecedência” e informou ao STF que estaria viajando.
No pedido ao Supremo, o petista argumentou ainda que a CPI dos Bingos teria determinado que ele fosse conduzido ao Congresso algemado por não ter sido encontrado há duas semanas, quando a comissão tentou ouvi-lo.
Turma do Valério se explica
Nesta quinta-feira, o Conselho de Ética vai ouvir duas testemunhas de acusação no processo do deputado petista José Mentor (SP).
A ex-secretária de Valério Fernanda Karina Somaggio e o advogado Rogério Tolentino, sócio do empresário, devem ter muito a dizer. O problema é dizerem a verdade...
Santa sinceridade, Adauto!
O atual prefeito de Uberaba e ex-ministro dos Transportes do governo Lula, Anderson Adauto, surpreendeu nesta quarta parlamentares da CPI do Mensalão ao confessar que sempre usou caixa dois para se eleger.
Ele participou de 11 campanhas em sua vida pública, nove das quais como candidato. Ministro da cota do PL, partido aliado do governo, Adauto também informou que recebeu de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT , “apenas” R$ 410 mil para saldar dívidas de campanha, e não R$ 1 milhão como o acusam. E disse considerar natural receber o dinheiro, uma vez que o PL dava apoio ao governo.
O preço da sinceridade
A declaração do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto de que sempre usou caixa dois em suas campanhas eleitorais pode levá-lo à prisão.
A deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP), integrante da CPI do Mensalão, avalia que Adauto poderá sofrer as conseqüências dos crimes eleitorais que praticou:
“Ele pode ser cassado, processado e pode até ir para a cadeia”
Mais um que se salva
O plenário da Câmara aprovou ontem o parecer do Conselho de Ética que recomendou o arquivamento do processo de cassação do deputado Sandro Mabel (PL-GO). Dos 468 deputados presentes na sessão, 360 votaram a favor do arquivamento da ação, e 108 contra.
O deputado foi acusado de quebra do decoro parlamentar com base na denúncia da deputada tucana Raquel Teixeira (PSDB), que afirmou ter sido procurada por ele com uma oferta de R$ 1 milhão de “luvas” mais mesada de R$ 30 mil para trocar o PSDB pelo PL.
Desabafo do Mabel: “Foi o fim de um pesadelo. Tudo caminha bem quando a gente tem a verdade ao nosso lado”.
Presente de grego
O Conselho de Ética aprovou a cassação do mandato do deputado Romeu Queiroz (PTB-MG) no dia do seu aniversário de 57 anos. Ele foi beneficiário de R$ 350 mil do generoso Valerioduto
Imagine que comemoração ele teve... Mas o aniversariante se disse 100% confiante de que será salvo em votação no plenário da Câmara...
Ronivon no cadafalso
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) suspendeu a sessão de ontem que decidiria sobre a perda ou não do mandato do deputado Ronivon Santiago (PP-AC).
O deputado, um dos personagens da suposta compra de votos para a reeleição de FHC, em 1998, foi cassado, em 2004, pelo Tribunal Regional (TRE) do Acre.
Ele foi acusado de ter comprado votos nas eleições de 2002.
Não perdeu o mandato porque conseguiu uma liminar. Em setembro, no entanto, a liminar foi cassada.
Partido dos Desempregados
Mais 37 funcionários do PT foram demitidos ontem do Diretório Nacional da sigla, em São Paulo, que empregava até então 125 pessoas.
Na semana passada, dentro da programação de cortar 40% dos gastos totais com pessoal para fazer frente à sua crise financeira, 15 trabalhadores foram dispensados do Diretório Estadual do PT.
Os afetados pelo corte decidiram fazer assembléia para discutir o que fazer.
Deveriam fundar o Partido dos Desempregados, o PD.
Gol a favor
O ex-funcionário da CBF em Santa Catarina, João Guilherme dos Santos Almeida, foi condenado a três anos de reclusão por oferecer propina ao então senador Geraldo Althoff, relator da CPI do Futebol no Senado. Mas a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e multa de 120 salários mínimos.
A sentença foi do juiz substituto Alexsander Fernandes Mendes, da Vara Federal de Tubarão (SC). Almeida teria oferecido vantagens ao senador com o intuito de tirar do relatório final da CPI denúncias contra pessoas vinculadas à Confederação Brasileira de Futebol.
Privilégio indevido
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, aproveitou uma audiência da Câmara para avisar que recebeu do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a garantia de que as alíquotas de importação de equipamentos para TV e rádio digital serão reduzidas a quase zero.
Costa argumentou que o governo Fernando Henrique conseguiu uma oferta do governo japonês de doação de equipamentos de TV digital, que não se concretizou porque o Brasil ainda não havia decidido o tipo de tecnologia digital que iria utilizar.
Perguntinha idiota: Será que o mesmo privilégio (isenção) será dado aos consumidores que comprarão aparelhos digitais ou as tais caixinhas (Top Set Box) de conversão de sinais para a TV?
A arte de sonegar
Quatro fiscais do trabalho do Amazonas vão continuar respondendo ação penal por sonegação fiscal. O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, negou liminar para trancar a ação. Eles são investigados na chamada Operação Zaqueu.
O grupo foi denunciado por corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha, concussão, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e crimes contra o Fisco. Para a defesa dos fiscais, não há condição de punibilidade já que não existe processo administrativo para apuração de crédito fiscal.
Super-Receita goela abaixo
A Câmara aprovou ontem a Medida Provisória 258, que cria a Receita Federal do Brasil, chamada de Super-Receita.
O texto seguirá agora para o Senado, onde o Planalto vai ter de fazer um novo esforço para aprová-lo até o dia 18, quando deixa de vigorar.
A arte de afanar
O ex-secretário da Receita Osiris Lopes Filho afirmou que a aprovação da MP 258, que cria a chamada Super-Receita, vai permitir que a União “afane” R$ 20 bilhões dos contribuintes.
Osíris argumenta que os recursos que não pertencem à União, mas sim ao fundo previdenciário. O ex-leão da Receita acha que tais recursos deveriam constituir reserva para atender às necessidades futuras de aposentadorias, pensões e pagamento de direitos dos servidores da ativa.
Derrota que custará caro
O governo sofreu no Supremo Tribunal Federal uma derrota que pode custar até R$ 29 bilhões ao Tesouro Nacional. Por seis votos a quatro, os ministros do STF julgaram inconstitucional uma lei que aumentou a base de cobrança do PIS/Cofins.
Para aumentar a arrecadação tributária, foi editada em 1998 a Lei 9.718, que modificava a base de cálculo do PIS/Cofins: em vez do faturamento, o critério passou a ser a receita bruta das empresas. A medida aumentou a arrecadação de forma significativa.
No mesmo ano, foi editada a Emenda Constitucional 20, dando legitimidade à nova regra. De acordo com a maioria dos ministros do STF, a lei deve ser derrubada porque, quando foi editada, não havia o respaldo de nenhuma norma da Constituição Federal.
Foi uma grande lambança da Era FHC, os que hoje se auto-denominam gênios na área econômica...
Bem Te vi no Inferno
Para quem gosta de cenas fortes, um leitor do Alerta Total envia um link sobre a morte do traficante Bem Te Vi pela Polícia.
http://www.ogrish.com/archives/drug_dealer_shot_by_cops_in_brazil_Nov_04_2005.html
Bandido Ilustre
A Polícia apresentou ontem, no Rio, um dos homens que assaltaram em maio deste ano a mulher do ministro Gilberto Gil, Flora Gil.
Segundo os policiais, Edvaldo Lima da Silva Júnior, de 23 anos, deu mais de dez tiros no vidro do carro em que Flora estava com a irmã, num sinal de trânsito, em Botafogo, e chegou a ficar com a mão presa no veículo.
Ele foi preso na noite de terça-feira, em São Gonçalo. Já está com prisão preventiva decretada. O homem que deu cobertura a Edvaldo no assalto também está preso.
Gancho no João Kleber
A RedeTV! distribuiu comunicado à imprensa em que afirma desconhecer qualquer ofício proibindo a exibição do programa Eu Vi na TV, tampouco do programa Tarde Quente, ambos apresentados por João Kleber, conforme está sendo divulgado pelo Ministério Público, através da imprensa.
A emissora também afirma que não foi notificada sobre a decisão judicial que impede a exibição do Tarde Quente / Pegadinhas.
No entanto, mesmo tomando conhecimento extra-oficialmente, a RedeTV! achou por bem suspender a exibição da atração, sendo certo que irá recorrer, por considerar que a decisão é abusiva e transgride a Constituição Federal, especialmente no que tange a liberdade de expressão e censura.
Traduzindo Diogo Mainardi
Internautas não prestam. Quem consultar o site de buscas Google, citando o nome do colunista Diogo Mainardi, consegue obter uma tradução de seus artigos cifrados, publicados nos últimos finais de semana, na Revista Veja, que está sendo processada pelo PT.
Sobra chumbo grosso para petistas e tucanos e outros bichos.
Confira, abaixo, a tradução do até então enigmático artigo “Roteiro para uma CPI”:
"Sou colunista, não sou político. Mas aqui vão algumas perguntas que deveriam ser feitas ao irmão do senador para esclarecer seus laços com o bananão dos bananões
Sala de reunião do Congresso Nacional. O irmão (Carlos Jereissati) do senador (Tasso Jereissati), depõe na CPI. Congressistas se alternam nas perguntas.
Vossa senhoria doou 6 milhões de dólares à campanha eleitoral do bananão dos bananões (presidente Luis Inácio Lula da Silva), como afirmou o oráculo de Ipanema?
O pagamento foi feito pelo doleiro biribol (Vivaldo Alves, o Birigüi) O mesmo biribol (Birigüi) que, no passado, depositou 5 milhões de dólares na conta do marqueteiro (Duda Mendonça) do bananão dos bananões (Lula) O mesmo biribol (Birigui) que, segundo outro doleiro (Toninho da Barcelona), foi poupado na CPI do Banestado (que teve o deputado José Mentor (PT-SP), como relator) pelo partido (PT) do bananão dos bananões (Lula)?
A ex-mulher de biribol era diretora da empresa de vossa senhoria? Ela trabalhou também para o banco Safra, onde biribol (Birigui) mantinha o dinheiro do beirutão dos beirutões (Paulo Maluf)
É verdade que a filha de Biribol é sócia de uma rede de lojas nos shopping centers de vossa senhoria?
Biribol (Birigui) depositou os 6 milhões de dólares para a campanha do bananão dos bananões (Lula) no Trade Link Bank? Esse dinheiro foi usado para cobrir os empréstimos do Banco Rural ao carequinha (Marcos Valério)?
Vossa senhoria doou dinheiro também para a campanha do bigodão dos bigodões (Aloísio Mercadante), senador pelo principal Estado do país (São Paulo)?
Quantas palestras o senador bigodão dos bigodões (Mercadante) proferiu nas empresas de vossa senhoria (Grupo La Fonte e Telemar) Quanto ele recebeu por cada palestra?
Quantas vezes vossa senhoria emprestou a casa de veraneio ao bigodão dos bigodões (Mercadante)? A pedido do dono da siderúrgica (Benjamin Steinbruch, da Companhia Siderúrgica Nacional)?
Sabe-se que foi por intermédio do bigodão dos bigodões (Mercadante) que, na época das privatizações, os fundos de pensão bancaram o dono da siderúrgica (Steinbruch). O bigodão dos bigodões (Mercadante) cumpriu o mesmo papel para vossa senhoria?
Foi um advogado com nome de ave agourenta (Luiz Rodrigues Corvo) quem apresentou vossa senhoria ao dono da siderúrgica (Steinbruch)? E foi o dono da siderúrgica quem apresentou vossa senhoria ao sócio (Miguel Ethel) do genro (Jorge Murad, marido da senadora Roseana Sarney) do marimbondo de fogo (José Sarney)?
O sócio (Ethel) do genro (Murad) do marimbondo de fogo (Sarney) intermediou a operação que garantiu a vossa senhoria o dinheiro dos fundos de pensão para a compra da operadora de telefones (Telemar) Quanto ele recebeu pelo trabalho?
Vossa senhoria pagou uma propina de 90 milhões de reais ao tesoureiro tucano, conhecido como Big (Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de Relações Internacionais do Banco do Brasil, e coordenador financeiro das campanhas de Fernando Henrique à reeleição e de José Serra à prefeitura de São Paulo), pelo dinheiro que ele conseguiu no Banco do Brasil, para a compra da operadora de telefones (Telemar)
Vossa senhoria foi o autor dos grampos no BNDES? Aqueles grampos que depois foram editados e parcialmente divulgados no plenário pelo bigodão dos bigodões (Mercadante)
Naquela época vossa senhoria já tinha um acordo com o partido (PT) do bananão dos bananões (Lula)
Foi por causa desse acordo que, entre 1998 e 2002, os diretores eleitos (Jair Bilachi, presidente, e Henrique Pizzolato, Vitor Paulo Camargo e Arlindo Magno de Oliveira, diretores da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) dos fundos de pensão, pertencentes ao partido do bananão dos bananões, autorizaram o aporte de mais de 1,5 bilhão de reais às empresas de vossa senhoria (Telemar)?
Vossa senhoria confirma que mandou uma funcionária distribuir bolsas Louis Vuitton aos ministros de um tribunal em Brasília (STJ — Superior Tribunal de Justiça)? Quanto vossa senhoria já deu para as campanhas eleitorais do presidente do tal tribunal (Edson Vidigal)? Em que sentenças vossa senhoria foi beneficiado por ele?
Quem são os jornalistas que prestam assessoria formal ou informal à empresa de vossa senhoria?
O presidente da CPI interrompe a sessão. A segunda parte é marcada para a semana seguinte.
Essa tradução vai dar o que falar na Ilha da Fantasia...
Vida que segue...
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1 comentários:
Orichas, caboclos e guias: deuses ou demônios?
Vou tratar de comprar o meu exemplar o mais rápido possível, antes que esses 'nazistas' do Ministério Público Federal na Bahia exterminem o que é meu de direito.
Ami Veras.
(amiverbr@yahoo.com.br)
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