terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Boris Casoy deixa a Record e pode voltar ao SBT com programa de entrevistas

Edição extra de terça-feira do http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

O jornalista Boris Casoy pode voltar a ser uma atração do SBT, apresentando um talk show diário de entrevistas, no fim de noite. Boris e seu fiel escudeiro, o diretor executivo Dácio Nitrini, encerraram seu contrato, neste final de semana, com a Rede Record, onde a equipe deles era responsável pelo Jornal da Record. O retorno de Boris ao SBT está sendo negociado para a apresentação de um programa nos moldes do Programa do Jô, na Globo.

A Record ainda não definiu quem vai substituir a equipe de Boris Casoy, que atuava desde 1997 na Record. O "rádio corredor" da emissora da Igreja Universal do Reino de Deus confidencia que o jornalista Carlos Nascimento (atualmente âncora do Jornal da Band) pode ser contratado. Por enquanto, o Jornal da Record será apresentado por Janine Borba, que era uma das apresentadoras do matutino Fala Brasil. Mas Paulo Henrique Amorim pode mudar de horário, voltando a ser âncora de um jornal em horário nobre.

Em 2004, Boris Casoy recusou um convite milionário (R$ 5 milhões) da Rede Globo para apresentar um dos jornais da vênus platinada. Preferiu ficar na Record, em nome da independência editorial que tinha garantida, por contrato. Ultimamente, sua equipe vinha funcionando isolada do Departamento de Jornalismo da Record, comandado por Douglas Tavolaro, que ganha poder com a saída de Casoy e acumula prestígio depois dos recentes prêmios recebidos pelo jornalismo da emissora.

Na redação da Record, comenta-se que "caiu o muro de Berlim". Literalmente, uma parede de vidro que separava o estúdio principal do jornalismo e a redação em que atuava a equipe de Casoy, separada. Boris estava insatisfeito na Record, que barrava seu projeto do programa de entrevistas. O sonho dele pode, agora, virar realidade no canal do homem do Baú, cujos investidores exigem mais atrações em jornalismo e novelas - e menos programas de auditório.

Reação do Planalto

No Palácio do Planalto, a saída do ar (ao menos temporária) de Boris Casoy deixa o governo aliviado.

Será menos um a falar mal da gestão do presidente Lula, que vai tirar uns dias de descanso até quinta-feira.

Tomara que as "férias forçadas" de Boris não demorem muito...

Big Band Tupy premiada

Outra estrela que sobe no mundo televisivo é a da Big Band Tupy, do Rio de Janeiro.

A orquestra, comandada pelo maestro-show Bruno Rodrigues, venceu, no domingo passado, a competição do quadro "Pistolão", do programa Domingão do Faustão.

A Big Band Tupy, há 15 anos no mercado, prepara agora o lançamento de seu primeiro DVD ao vivo. O novo produto deve estar nas prateleiras em março.

Contabilizando 148 prêmios, o maestro Bruno Rodrigues aguarda o convite de uma emissora de tevê para que sua Big Band Tupy atue em um programa de auditório ou de calouros.

Quem quiser conhecer mais detalhes da Big Band Tupy pode acessar os sites:
www.katraka.com.br
ou www.orquestratupy.com.br

Judiciário versus ACM

A briga promete ficar ainda mais horrível. O Supremo Tribunal Federal deu um prazo de 48 horas para o senador Antonio Carlos Magalhães esclarecer as acusações que fez contra os desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). ACM garante que tem mais chumbo grosso para atirar no judiciário baiano.

Dois pedidos de interpelação foram apresentados ao STF — um pelo presidente do TJ-BA e outro por um grupo de 23 desembargadores do tribunal.

Em discurso, no dia 13 de dezembro, o senador baiano afirmou que desembargadores venderam votos nas eleições para o presidente do Tribunal.

O discurso proferido no Plenário foi reproduzido no jornal Correio da Bahia, de propriedade da família ACM, com o título “Vamos reagir contra um Judiciário prostituído”.

Motivos da guerra

Os magistrados baianos alegam que a acusação de ACM não identifica os autores e é subjetiva e ambígua.

Afirmam que as declarações se configuram, em tese, como crimes contra a honra e precisam ser esclarecidas.

O STF também será responsável em julgar a ação de crime contra a honra, caso a interpelação não satisfaça os desembargadores.

O escândalo que abalou a imagem do Poder Judiciário baiano e tirou o humor dos desembargadores foi gerado pela gravação (clandestina) de conversa do arquiteto e lobista Fernando Frank sobre suspeitas de troca de votos por favores e presentes na eleição para a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia.

O irmão de ACM, desembargador Eduardo Jorge Magalhães, foi derrotado na disputa pela presidência do Tribunal de Justiça da Bahia. Chegou a ser acusado, por colegas, de ser o responsável pelos "grampos".

A acusação gerou a ira da ACM, que soltou o verbo na tribuna do Senado, onde tem imunidade parlamentar.

Malvadeza jurídica?

Os magistrados que se sentiram agredidos pelo discurso do baiano contrataram o advogado Eduardo de Vilhena Toledo para interpelar ACM, que denunciou o escândalo no Congresso Nacional.

Segundo o jornal da família ACM, o advogado ficou famoso por ser o defensor do ex-policial João Arcanjo Ribeiro, o "Comendador", que está preso no Uruguai e é acusado de chefiar o crime organizado em Mato Grosso.

Essa guerra toda ainda vai dar muito pano para a manga. ACM tem uma bronca histórica do Judiciário. E vice-versa.

O Alerta Total retorna com sua edição normal a partir do dia 5. Ou volta a qualquer momento, em mais uma edição extra. Vida que segue e Feliz 2006...