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Por Jorge Serrão
O Presidente Lula deu ontem mais uma prova de ignorância e inútil violência verbal e intolerância gratuita com seus adversários políticos – que ele e o PT, na verdade, enxergam como “inimigos a serem exterminados”. Na abertura do 13º Encontro Nacional do PT, Lula declarou que ele e seu partido estarão prontos para rechaçar a oposição, desde que sua base aliada e o PT se mantenham unidos com os partidos de esquerda.
Lula advertiu aos petistas que todos devem se preparar para uma campanha muito dura. Justificou que “no Brasil não é nossa tradição receber elogios de adversários”. Em discurso de guerra, o general Lula deixou claro que “neste momento não existe espaço para dúvida, para vacilação”. Lula deixou claro: “Temos de saber quem são os inimigos, os adversários e os nossos aliados”.
O militante Lula esbravejou que o partido não pode aceitar ser “julgado” pela oposição. Lula insiste na pretensa tese de que o PSDB e PFL estão fazendo a “oposição do vale-tudo”. Lula também acusou a imprensa de não estar tratando seu governo de forma democrática. “Duvido que tenha no mundo um defensor maior do que eu da liberdade de imprensa, mas uma parte da imprensa sabe que não tem sido democrática comigo”.
O presidente defendeu a idéia os petistas precisam estar preparados para reconhecer os erros e receber o julgamento do povo brasileiro e da Justiça, mas não da oposição. “Não podemos aceitar que os adversários sejam os julgadores do PT, porque a história está cheia de exemplos de julgamentos precipitados”.
No encontro petista, além da virulência verbal do presidente Lula com os “inimigos”, ficou clara a estratégia de poder do PT a curso e médio prazos. Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, defendeu que o objetivo é fazer com que a esquerda tome e consolide seu poder nos países da América Latina.
Pomar destacou: "A oposição de direita e seus aliados internacionais têm consciência da importância estratégica da eleição presidencial brasileira". Ele revelou publicamente as intenções do PT e do Foro de São Paulo, que reúne partidos de esquerda no continente, sob a liderança de Cuba: "Não reeleger Lula no Brasil seria um grande golpe no processo de vitórias de partidos que estão mais à esquerda na América Latina".
Documento elaborado pela direção do PT para ser aprovado no Encontro Nacional do partido, neste fim de semana, apresenta a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como fator decisivo para consolidar o avanço da esquerda na América Latina, como força de oposição "ao imperialismo norte-americano, ao domínio do sistema financeiro internacional e ao neoliberalismo" na região.
O documento preparado pelo partido vai nessa linha: "A oposição de direita e seus aliados internacionais têm consciência da importância estratégica da eleição presidencial brasileira". Os petistas advertem: "As forças neoliberais querem recuperar o controle do governo federal, retomando a repressão contra os movimentos sociais, a submissão aos interesses norte-americanos, a ideologia e a prática do Estado mínimo e das privatizações".
Valter Pomar comentou: "Os Estados Unidos não podem dizer isso em público, mas não interessa a eles nossa vitória no Brasil. O simples fato de o Brasil ter um governo do PT é um incentivo para outras forças antiimperialistas e pós-neoliberais no continente. O isolamento nos fragiliza, como vimos no caso de Cuba e, nos anos 70, no Chile".
Para a direção do PT, as eleições de outubro no Brasil estão relacionadas com processos eleitorais que ocorrem este ano na Colômbia, Peru (ambas em maio), México (julho), Equador (outubro) e Nicarágua (novembro), onde candidatos de centro-esquerda tentam chegar ao poder, além da Venezuela, onde Hugo Chávez buscará a reeleição.
Os Estados Unidos não vêem com bons olhos a expansão da esquerda na América Latina. E os petistas estão certos. A reeleição de Lula é essencial para o destino da hegemonia política dos EUA no continente e no mundo. O grande capital inglês, que hoje se confronta com os norte-americanos na luta por este mesmo poder, joga na estratégia para a expansão “controlada” da chamada esquerda. O banqueiro “controlador” da City londrina quer manter e ampliar sua hegemonia geopolítica por aqui e no resto do mundo. Bush e suas “águias” sabem disso.
A evolução do processo histórico vai mostrar quem pode mais ou pode menos.
O jornalista Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
3 comentários:
Isso não é jornalismo, isso é propaganda política. Tendencioso até o fim da vida.
That's a great story. Waiting for more. »
totalmente imparcial
(ironic mode/on)
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