sexta-feira, 28 de abril de 2006

Caminhando sobre a Espada

Artigos de final de semana do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Já faz algum tempo que importante ministro desta mais do que desmoralizada administração federal petista declarou que o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), havia deixado de beber. Mas tem dias que sua excelência comete impropriedades que levantam dúvidas com relação à declaração. Fica-se sem saber: deixou de beber ou não?

Na inauguração do novo Centro de Distribuição das Casas Bahia, última sexta-feira (28), em São Paulo, nosso amável beberrão (que se garante ser ex-beberrão) disse que “o Brasil crescerá como as Casas Bahia”.

Ainda bem que o dito por sua excelência não se escreve (como garantia). Fosse assim, teríamos de nos preparar para atuar na venda de eletrodomésticos. O mais alto mandatário do país, que nada sabe do que acontece debaixo do próprio nariz, tem oferecido os piores exemplos. E quando abre a boca é um deus-nos-acuda.

O comando petista transformou o país em bandalheira generalizada. Somente Dom Luiz Inácio não sabe. Na época em que a roubalheira escancarada acontecia, sua excelência ainda bebia como uma espoja, ou como um gambá. Bela desculpa! Mas não se imagine que os desmandos cessaram. As denúncias de que continuam são diárias.

A bem da verdade, o programado desmonte de há muito atingiu seu ápice na gestão entreguista FHC (1995-2003). Sua ex-excelência fez tudo que o grupo de países do chamado G-8 determinou. E recebeu títulos universitários pelo mundo afora.

Entregou nossas riquezas, praticando crimes de lesa-pátria, e agora desfila com cara-de-pau envernizada, anunciando a possibilidade de ser candidato a governador de São Paulo, vejam só! Enquanto nosso amável beberrão nada vê, FHC, que via tudo, está incluído na categoria do “nada assumo”.

Na camisa-de-força em que se encontra aprisionada a vida política nacional, a população fica quase sem opção. Na maioria de cada uma das unidades da Federação, as opções que se apresentam são as piores possíveis: entre o fedor e a catinga.

Com o agravante de que, muitas vezes, o cidadão ou cidadã defende posições louváveis e admiradas, conquistando corações e mentes, apenas para repetir falcatruas e malfeitos depois de eleito e empossado.

No estado de São Paulo, por exemplo, os nomes mais conhecidos na atual corrida eleitoral são os de José Serra (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). É como trocar seis por meia dúzia, ou nada por coisa nenhuma. Como se fala que José Serra estaria muito doente (nada disso é confirmado), já se defende a opção FHC.

Mais tarde, irão culpar a população. Dir-se-á que não sabe escolher. FHC teve dois filhos: um com a jornalista Miriam Dutra (Rede Globo) e outro com a cozinheira do senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Não assumiu nenhum dos dois. O sociólogo boca frouxa só põe os olhos nos seus próprios interesses.

No Congresso Nacional, o Senado, transformado em casa de tolerância (já que tolera tudo), o presidente Renan Calheiros, ex-membro da equipe Collor de Mello e signatário da portaria que criou a reserva indígena Raposa Serra do Sol em Roraima (gestão FHC), quer o PMDB alinhado com Dom Luiz Inácio.

E o senador José Sarney (PMDB-AP), agindo na moita, luta com unhas e dentes pela antecipação da Convenção Nacional, para colocar sua legenda nas mãos do chefe dos petistas. A receita é simples: deixar a população sem outra opção que não seja a de reeleger a quadrilha que no momento dita as regras.

Depois, quando a insatisfação popular explodir nas ruas, dirão, a exemplo do Ali Babá, chefe dos 40 ladrões, que não sabiam de nada! O desfecho é previsível.

Márcio Accioly é jornalista

1 comentários:

Anônimo disse...

best regards, nice info » » »