segunda-feira, 3 de abril de 2006

Palocci ameaça revelar à Polícia Federal que sub-secretário do presidente Lula foi o autor da idéia de violar sigilo do caseiro Francenildo

Edição de Segunda-feira do http://alertatotal.blogspot.com

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Resumo às 7h 30min e Edição completa a partir de Meio-dia.

Por Jorge Serrão

Exclusivo - O verdadeiro mentor intelectual da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo chama-se Cezar Alvarez. Sub-secretário da Secretaria Geral da Presidência e marido de Clarice Copetti (vice-presidente de Tecnologia da Caixa) foi dele a idéia dada a Antônio Palocci de vasculhar a conta poupança de Francenildo na CEF, no dia 16 de março. O ex-ministro Antônio Palocci ameaça revelar tal versão à Polícia Federal, no depoimento marcado para quarta-feira.

Mas a ordem no Palácio do Planalto, onde Alvarez trabalha, é abafar tal versão do escândalo, para não comprometer um dos mais influentes assessores do presidente Lula. A inconfidência é de um assessor da presidência da Caixa.A Agência Brasileira de Inteligência tem conhecimento do fato, que vem sendo comentado no meio militar desde o dia 31 de março, quando foram “comemorados” 42 anos de aniversário do regime de 64.

Alvarez é mais um cotado a prestar depoimentos sobre o caso na Polícia Federal. Ele é um dos mais importantes auxiliares de confiança do presidente Lula, junto com Gilberto Carvalho, que é o chefe da Presidência. Embora negue, Cezar Alvarez foi apontado como habitual acompanhante do irmão mais velho do Presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, em seus “negócios de lobista” junto à Petrobrás, Caixa Econômica e outras empresas e áreas do governo.

Especialista em terceiro setor, o economista Alvarez foi assessor do gabinete do prefeito Olívio Dutra, em Porto Alegre (RS), subsecretário-geral de governo na prefeitura de Porto Alegre, chefe de gabinete e secretário municipal de indústria e comércio durante as gestões de Tarso Genro, além de secretário municipal de administração na gestão de Raul Pont como prefeito de Porto Alegre.

Agora, o ex-blindado Antonio Palocci Filho terá de explicar, na quarta-feira, à Polícia Federal, se foi ele mesmo quem mandou, no dia 16 de março, quebrar o sigilo do caseiro Francenildo Costa – conforme denúncia da Folha de São Paulo, no final de semana. Contrariado por ter sido derrubado do Ministério da Fazenda, Palocci já advertiu ao amigo Lula que “não agüentaria a pressão de ser preso” – indicando que quer ajuda para se livrar dos problemas.

Tal pressão trouxe à tona a versão de que o economista Cezar Alvarez foi o “pai da infeliz idéia” que Palocci levou adiante contra seu aparentemente fraco inimigo Francenildo dos Santos Costa. Palocci agiu o tempo todo induzido de que era verdadeira a informação de que o caseiro estava agindo “financiado” por senadores da oposição. Por isso, tanta insistência em investigar a recente vida financeira do caseiro.

Cabra marcado para cair

O caso Francenildo se transformou no maior show de mentiras oficiais, e pode fazer mais uma vítima no governo, por conta das intrigas palacianas.

O ministro da Justiça está sendo forçado a deixar o cargo o mais depressa possível. Márcio Thomaz Bastos é vítima do fogo amigo do ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e do ex-presidente da Caixa, Jorge Mattoso.

Bastos foi um dos primeiros a saber do crime contra o caseiro, da boca de um assessor dele, o secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Daniel Goldberg.

Inimigos de morte

Os dois ex-inatingíveis membros da área econômica brigam entre si. Mas, nos bastidores, os Palocci e Mattoso manifestam, a amigos próximos, um “ódio mortal” que sentem por Thomaz Bastos.

Eles acusam assessores de Bastos, teleguiados pelo ministro, de terem criado, no ouvido do presidente Lula, as versões que os incriminariam na quebra do sigilo bancário do pobre Francenildo – o famoso caseiro que derrubou a “mansão” do mais poderoso ministro da chamada República dos Banqueiros.

Bastos também é condenado por Palocci e Mattoso por deixar a Polícia Federal fazer tanta pressão contra eles neste caso.

Investigações Ilegais paralelas

A guerra contra o caseiro mobilizou aliados de Palocci dentro e fora do governo.

No dia 17, um dia após à violação do extrato bancário do caseiro, a Caixa Econômica Federal fez pelo menos duas consultas à Serasa sobre a situação de Francenildo.

A primeira consulta foi às 11h e 16min. A outra, para confirmar, foi às 12h 40min.

Constatou-se que o caseiro estava limpo no Serasa – a empresa de análise de crédito que já foi alvo de uma CPI que acabou em Pizza no governo passado.

Banqueiros trabalhando?

Há indícios objetivos de que os principais aliados do ministro Palocci, os banqueiros, também entraram em campo na operação de guerra contra o perigoso caseiro.

Também na sexta-feira, dia 17, sabe-se lá por ordem de quem, o banco Fininvest e o Cartão American Express acionaram a Serasa para ter informações sobre Francenildo.

No dia 22, o Banco do Nordeste repetiu a mesma operação de consulta ao Serasa, a partir do número do CPF do caseiro – dado que a Super Receita Federal deveria guardar com todo cuidado e sigilo.

Vai processar o governo

Especula-se que o empresário Eurípedes Soares da Silva – por enquanto o suposto pai biológico do caseiro Francenildo – também teve o sigilo fiscal e bancário violado, sob a suspeita de que tenha operado como um laranja para depositar dinheiro na conta de Francenildo.

Tal versão, dos detetives trapalhões de Palocci, não se verificou e o ministro acabou pagando caro.

O empresário piauiense vai processar o governo e a revista Época pelos transtornos causados a sua vida...

Proposta indecente

A revista Veja denuncia uma conversa entre Jorge Mattoso, Antônio Palocci e o advogado Arnaldo Malheiros, amigo do ministro Thomaz Bastos, em que foi levantada a idéia de oferecer R$ 1 milhão a algum funcionário da CEF que se dispusesse a assumir a culpa pela quebra do sigilo do caseiro.

Não se sabe se tal operação realmente aconteceu...

Tal proposta indecente daria um filme mais caliente que o estrelado pela Demmi Moore...

Guerra mortal

No dia 27, antes de ser destronado da Fazenda, Palocci, Mattoso e Bastos estrelaram uma briga recheada de palavrões impublicáveis.

Palocci tentou convencer Mattoso a livrar sua cara depor na Polícia Federal. O ministro argumentou que Mattoso não diminuiria em nada sua culpa se deixasse de responsabilizá-lo sobre o caso.

Mattoso soltou um palavrão, e esbravejou que Palocci tinha acabado com sua vida e que não pagaria o pato sozinho.

Ameaça a Bastos

Depois da recusa de Mattoso, muito nervoso, Palocci brigou com Thomaz Bastos. Ironizou que contrataria um detetive para investigar o caseiro, sob o argumento de que a Polícia Federal só estava trabalhando a favor da oposição e contra o governo.

Palocci ainda ameaçou o ministro da Justiça de implicá-lo no caso, pois seu assessor Goldberg soube de tudo. Bastos soltou um palavrão, e alegou que Palocci chamou seu secretário sem o sem consentimento, pois estava viajando (em Rondônia).

E avisou que não deixaria que a Polícia Federal fosse usada politicamente ou forçada a acobertar uma eventual prática criminosa de membros da cúpula do governo.

Comando da trapalhada criminosa

Na versão que circula na área de inteligência do governo, o sub-secretário da Secretaria Geral da Presidência, Cezar Alvarez, (marido da vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Clarice Copetti) teria tido e dado a Palocci a idéia de vasculhar a vida financeira do caseiro Francenildo.

Pela mesma versão, tal idéia foi prontamente aceita pelo ministro Antônio Palocci, que tinha a convicção, por “fontes seguras”, que Francenildo agia com a proteção de senadores da oposição. O principal suspeito do ministro era o senador Antero Paes de Barros, do PSDB.

Na tarde do dia 16 de março, os agora inimigos Antônio Palocci e Jorge Mattoso se encontram no Palácio do Planalto – onde o Ministro da Fazenda vinha se auto-exilando.

Palocci pede ou ordena a Mattoso que levante a vida do caseiro.

Cadeia de comando

O que acontece a seguir é pura obediência a uma “cadeia de comando” dentro da Caixa Econômica Federal. Jorge Mattoso aciona seu chefe de gabinete, Luiz Phillipe Torelli, que dá a ordem ao vice-presidente de Logística e Gestão de Pessoas, Carlos Alberto Cota (que já foi homem de confiança do PTB de Roberto Jefferson, que o indicou para o cargo).

Diva de Souza Dias, diretora da área de logística da CEF, recebe a ordem de Cota e aciona o consultor Ricardo Schumman.

Alegando tratar-se de um “assunto sigiloso”, ele repassa a ordem a Sueli Aparicida Mascarenhas, da Superintendência nacional de Integração de Políticas de Gestão da CEF.

Sueli repassa o nome e o CPF do caseiro Francenildo recebidos de Schumman ao gerente Jeter Ribeiro, que usa seu laptop (computador portátil) e sua senha para acessar o sistema da Caixa e verificar a conta de Francenildo.

Exatamente às 20h 58 min 21seg de quinta-feira, dia 16, enquanto o caseiro prestava depoimento à Polícia Federal, em Brasília, Jeter imprimia um extrato com o sigilo bancário do caseiro.

Imediatamente, ela repassa os dados a Shumman, que também os mostra a Torelli, chefe de gabinete de Mattoso.

As informações são levadas, em mãos, a um restaurante onde Jorge Mattoso estava jantando.

Minutos depois, Mattoso recebe uma ligação no celular de Antônio Palocci, que estava no Planalto.

Duas horas depois, Mattoso entrega os extratos de Francenildo nas mãos de Palocci.

Quando recebeu os “documentos bomba”, que iriam desmoralizar o caseiro, Palocci estava acompanhado de duas pessoas: seu assessor de Comunicação Social, jornalista Marcelo Netto, e de Daniel Goldberg, Secretário Nacional de Direito Econômico e um dos principais auxiliares do ministro da Justiça.

Na versão da revista Veja, Goldberg teria sido chamado ao encontro com a missão de convencer a Polícia Federal a fazer vistas grossas sobre o caso de quebra do sigilo, que vazaria para imprensa no dia seguinte.

Minutos antes de Mattoso chegar à casa de Palocci, quem saiu de lá foi o chefe-de-gabinete do ministro Bastos, Cláudio Alencar, alegando que tinha outro compromisso".

Na sexta-feira, dia 17, depois das devidas checagens à Serasa, novamente feitas pela Caixa e pelos bancos amigos, o assessor de Comunicação de Palocci, Marcelo Netto, teria passado o dado à revista Época, que publicou uma cópia do extrato de Francenildo, em seu blog.

Explique-se, Palocci

Na próxima quarta, quando Antonio Palocci deve prestar depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Fazenda será questionado sobre o que fez com o extrato da conta do caseiro Francenildo Santos Costa na Caixa Econômica Federal.

Segundo o ex-presidente da CEF Jorge Mattoso, Palocci recebeu em mãos uma cópia do extrato no dia 16 passado. No dia seguinte, os dados da movimentação bancária do caseiro na Caixa foram divulgados pelo blog da revista Época.

A PF também quer saber como a devassa na conta do caseiro começou — se a CEF foi acionada pelo Ministério da Fazenda ou se agiu por conta própria.

Outra questão é saber como as autoridades envolvidas no caso souberam que Francenildo tinha uma conta bancária na Caixa.

Segundo o próprio caseiro, o policial federal que o interrogou teve acesso ao seu cartão bancário.

Ajuda da PF

O delegado da Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) Benedito Antônio Valencise continua aguardando uma ajuda da Polícia Federal para intimar o ex-ministro Antonio Palocci para depor no inquérito que apura irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Ribeirão Preto, quando Palocci era prefeito.

Estamos trabalhando em conjunto, e Palocci será intimado pela Polícia Federal para nós até o fim desta semana”.

Palocci teme que sua prisão preventiva acabe decretada pela Justiça, agora que não tem mais o foro privilegiado de ministro.

Pede socorro ao Planalto, e ameaça “vender caro” se não receber a devida ajuda no tempo certo.

Justificando o impeachment

Sem qualquer espírito golpista, segue a pressão da sociedade contra os desmandos autoritários do governo que viola os direitos dos cidadãos.

O Movimento Pró-Congresso - formado na maioria pela oposição e criado no ano passado com o objetivo de restaurar os princípios da ética na política - vai apresentar esta semana um pedido para abertura de processo de impeachment do presidente Lula.

Um dos líderes do grupo, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), acusa o presidente Lula de crime de responsabilidade no episódio da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo.

Brincando de espionagem?

Nos bastidores do Palácio Guanabara, o Agente 171 do Alerta Total ouviu a versão para que Rosinha Garotinho não renunciasse, além da briga declarada com seu vice Luiz Paulo Conde.

O Casal Garotinho teria recebido informações de uma empresa israelense – especializada em investigar lobistas –, cujo teor causaria terror na turma do Palácio do Planalto.

Os aliados de Antony Garotinho e Rosinha descobriram que vai ser detonada uma bomba política contra Lula até o final de abril.

A gravidade do fato, se não derrubar o presidente, pode deixá-lo muito vulnerável eleitoralmente. Foi baseado nessa e em outras “informações secretas” que Rosinha teria preferido ficar em seu cargo até o fim do governo.

Mais detonação ao presidente

Além dos vários pedidos de impeachment que começam a pipocar na Justiça, o governo federal recebe mais um ataque que acerta em cheio o coração de seu comandante.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) vai pedir o indiciamento do presidente Lula no relatório da CPI dos Correios.

Dias vai apresentar amanhã uma emenda ao relatório, pedindo a responsabilização criminal de Lula.Ele considera que, no caso do Mensalão, estão claros os indícios de autoria e materialidade de delito.

Na definição do senador, ficam evidentes “a conduta displicente, irresponsável e, por que não dizer, colaboracionista do presidente da República em face da gravidade das condutas praticadas sob os auspícios de seu governo e apelidadas de Mensalão".

Correndo disso

O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), está querendo vetar a apresentação de emendas como essa.

Para facilitar a aprovação do trabalho do relator, Delcídio diz que só aceitará “votos em separado”, isto é, relatórios substitutivos ao do relator.

Nesse caso, Alvaro Dias pretende incluir a emenda no relatório e apresentá-lo como substitutivo.

O relatório foi apresentado e lido no plenário pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), na quarta-feira passada. O relator Serraglio descreveu com detalhes toda a cadeia de fatos que alertaram Lula para o Mensalão, mas não conclui que o presdiente tinha conhecimento do esquema de financiamento dos partidos da base aliada.

Manobras dos petistas

A bancada do PT na CPI dos Correios já apresentou um documento de cinco páginas com os pontos que pretende alterar no relatório do deputado Osmar Serraglio.

Os petistas pretendem principalmente retirar a afirmação de que o mensalão foi comprovado. Preferem, no lugar, afirmar que o esquema do valerioduto se tratou de um sistema de alimentação de caixa dois de campanhas eleitorais. O PT também quer vincular o esquema de Marcos Valério ao PSDB, que o teria criado em Minas, na campanha de 1998 ao governo do Estado.

Os petistas interpretam que a CPI comprovou que o PSDB de Minas Gerais foi o criador do valerioduto, engendrando um modelo de obtenção de recursos que, tanto em 1998 como em 2002, tinha por objetivo a captação de recursos ilegais para candidatos e partidos políticos.

Manifesto de Brasília

Uma série de entidades, formadas majoritariamente por militares da reserva, divulgaram, neste final de semana, o Manifesto de Brasília.

O documento tem 10 pontos básicos:

1 – Combater, permanentemente, a corrupção no Brasil.

2 – Participar do processo político, sem partidarismo, em defesa dos valores éticos e morais, concitando a sociedade brasileira a expurgar do cenário brasileiro, indivíduos envolvidos em crimes que atentem contra estes valores.

3 – Lutar pela soberania nacional na defesa dos interesses do nosso país no processo de globalização.

4 – Lutar pelo o fortalecimento da Forças Armadas e pelo estabelecimento de um novo conceito de Segurança Nacional.

5 – Ficar ao lado dos companheiros que estão sendo, injustamente, processados por pessoas que, em busca de indenizações milionárias, mobilizam a sociedade com mentiras e calunias.

6 – Despertar na juventude o interesse pela busca da verdadeira historia da Contra-Revolução de 1964, salvadora da democracia brasileira.

7 – Alertar a Nação Brasileira que a invasão da privacidade, o desrespeito ao direito de propriedade, a violação da independência dos poderes e a impunidade são o caminho para a destruição da democracia.

8 – Reafirmar os princípios patrióticos que inspiram o povo brasileiro a compor uma sociedade livre e democrática, opondo-se sempre a modelos políticos totalitários.

9 – Afirmar que a solução da crise brasileira encontra-se no caminho do exercício do sistema democrático da escolha pelo voto.

10 – Reafirmar que os princípios da democracia brasileira, a defesa do cidadão e da liberdade serão, sempre, os objetivos daqueles que assinam este manifesto, buscando o bem comum do Brasil.

Assinam o documento os Grupos: Guararapes, Ternuma, Atitude Nacional e UND, Inconfidência, Ad Sumus, Emboabas, ANMFA e Anhanguera.

Despencando

O Palácio do Planalto teve as estruturas políticas abaladas com uma consulta eleitoral – daquelas não publicadas, apenas para consumo interno de partidos.

Lula desceu 12 pontos de uma vez na avaliação de seu governo.

Na disputa presidencial, o placar atual seria: Lula 45, Alckmin 40.

Mulher-foguete

O que mais surpreendeu e preocupou analistas palacianos foi a Senadora Heloísa Helena.

O nome dela já aparece em algumas consultas com variações de 15 a 21 por cento nas intenções de voto.

E a tendência é de subida...

Serrando

O Instituto Ágora deve entrar hoje com uma ação civil pública contra o agora ex-prefeito e pré-candidato ao governo de São Paulo José Serra.

O presidente da ONG, Gilberto de Palma, alega que a medida se justifica porque Serra teria quebrado “um contrato de representação” e deveria “renunciar à renúncia”.

Ele assumiu o compromisso de governar a cidade por quatro anos e deve honrar o compromisso com os eleitores”.

Palma fez questão de ressaltar que a decisão tem o objetivo exclusivo de defender os interesses dos eleitores e não de partidos, para defender a coerência com os princípios democráticos.

Ao Senado

Depois de conseguir o milagre de convencer José Serra a concorrer ao governo do Estado de São Paulo, FHC se prepara para mais uma missão.

O ex-presidente espera ser conclamado pelos membros de seu partido a concorrer ao Senado na eleição deste ano.

Quem detesta a idéia é a deputada Zulaiê Cobra, que pretendia disputar o senado na vaga tucana. Mas vai abrir mão da disputa, naturalmente, para o chefe FHC...

Outro descontente

Quem também não vê com bons olhos é o presidente da Associação Comercial de São Paulo.

Guilherme Afif Domingues pretendia ser candidato a governador pelo PFL. Como Serra entrou na disputa, e os dois partidos devem se coligar, ficou ruim para ele.

O prêmio de consolação seria a vaga ao Senado. Mas se FHC realmente entrar em campo, Afif fica na pior. Vai lhe restar ser vice do Serra, e olhe lá...

Aposentadoria Rural

O presidente Lula encaminhou ao Congresso projeto de lei para manter o direito dos trabalhadores rurais à aposentadoria por tempo de serviço, que seria extinto a partir de julho deste ano segundo prevê a legislação em vigor.

Os demais trabalhadores só podem se aposentar por idade. Para garantir a manutenção da regra atual, que também não exige comprovação de contribuição dos agricultores, Lula pode recorrer a uma medida provisória, caso o Congresso não aprove o projeto até julho.

Atualmente, o INSS tem pouco mais de 40 mil trabalhadores rurais ativos registrados, mas 7 milhões e 360 mil segurados rurais recebem cerca de R$ 2 bilhões e 220 milhões de reais em benefícios.

A idade mínima para que o trabalhador rural tenha direito à aposentadoria é de 60 anos para homens e de 55 anos para mulheres, mas, para ter direito ao benefício, ele precisa comprovar no mínimo 12 anos e seis meses de tempo e trabalho em economia familiar.

Consórcios picaretas

O Banco Central resolveu combater golpes cometidos por falsas administradoras de consórcios e financeiras.

A medida foi tomada depois que o BC recebeu 144 reclamações de vítimas, entre os dias 10 de janeiro até o dia 23 de março último.

O número de queixas este ano é quase 50% maior que as de todo o ano passado.

O chefe da Divisão de Atendimento ao Público do BC, João Evangelista, adverte que os investidores devem tomar cuidado com empresas que vendem "cartas de crédito já contempladas" para aquisição de imóveis, carros e motos.

Segundo o Banco Central, os incautos pagam o equivalente a 10% do valor do bem aos golpistas, mas nada recebem pela operação.

Soberania boliviana

Os campos de petróleo e gás hoje em mãos de companhias multinacionais, incluindo os da Petrobrás, devem ser entregues à estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales da Bolívia (YPFB).

O novo modelo contratual, que deixará as atuais concessionárias apenas como prestadoras de serviço, está sendo preparado no Ministério dos Hidcrocarbonetos, e deverá ser publicado ainda este mês.

As empresas do setor perderão a gestão sobre jazidas que descobriram nos últimos anos.

Índio quer apito...

O secretário especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, tentarão o milagre de convencer o presidente da Bolívia, Evo Morales, a evitar a nacionalização dos ativos da Petrobras naquele país.

O índio Morales está determinado a retomar o controle das reservas de petróleo e gás que estão em mãos de companhias estrangeiras.

Os investimentos da Petrobras na Bolívia somam US$ 1 bilhão e 500 milhões de dólares, desde 1996, além de US$ 2 bilhões investidos no transporte de gás.

A decisão de Morales pode encarecer o gás natural atualmente usado por indústrias, consumidores residenciais e donos de veículos no eixo Rio-São Paulo. Pouca gente sabe, mas o gás que usamos vem lá da Bolívia, e não da Bacia de Campos, onde a maior parte do produto acaba sendo jogada fora, na extração de petróleo...

Protesto lusitano

Jornais portugueses reclamam da detenção, no último sábado, de cinco turistas portugueses, na praia de Ponta Negra, em Natal, no Rio Grande do Norte, durante a mega-operação policial de combate à exploração do turismo sexual.

Todos foram pegos por estarem sem passaporte.

A Imprensa portuguesa contesta tal motivo porque, devido ao grande número de assaltos ocorridos no Brasil, os agentes de viagens e as próprias autoridades brasileiras aconselham os turistas estrangeiros a não transportarem consigo os documentos, grandes quantias em dinheiro e outros valores.

Lembram, também, que, no Brasil, a prostituição não é crime para a pessoa que se prostitui por vontade própria – o que acaba gerando, cada vez mais, prostituição.

Um estudo realizado no Brasil traçou o perfil do turista que visita o país tendo como principal objetivo o sexo: é europeu, de classe média e com idade entre 20 e 40 anos.

Assalto oficial

No Brasil dos impostos e dos juros altíssimos, um estudo da Unicamp constata que mais da metade do que a economia brasileira produziu, no ano passado, acabou comida pela voracidade do fisco.

A carga tributária foi recorde em 2005, com R$ 754 bilhões e 400 milhões.

O volume de impostos foi correspondente a 38,9% do Produto Interno Bruto.

O PIB medido pelo IBGE em R$ 1 trilhão e 937 bilhões de reais no ano passado.

Em números, o crescimento do valor dos impostos cobrados contra quem produz foi estimado em R$ 100 bilhões e 300 milhões, enquanto o PIB cresceu R$ 171 bilhões.

Conclusão trágica: pelo menos 58,6% do aumento da produção no País acabou nos cofres públicos.

Tal voracidade fiscal explica, mas não justifica, por que o empresariado prefere especular e ganhar no cassino do mercado financeiro a produzir, gerar empregos e distribuir mais renda no Brasil.

Bando Central

A lógica empresarial rege o tráfico no Rio.

Quando a venda de drogas cai, o dinheiro investido na compra de fuzis é recuperado com o aluguel de homens e armas para assaltos.

Informações privilegiadas do asfalto levam quadrilhas dos morros a terceirizar roubos.

Do jeito que a organização funciona, com tamanha competência gerencial, nossos bandidos acabarão cotados para assumir o Ministério da Fazenda ou o Banco Central, por exemplo...

Bandidos de fino trato

Está muito enganado quem pensa que marginais pobres comandam o comércio de drogas.

Investigações policiais revelam o perfil de um novo tipo de traficante no Rio: jovens de classe média, que passam longe das favelas, aliciados por empresas de fachada para trazer drogas sintéticas da Europa e vendês-la em festas rave e até pela internet.

Moradores de condomínios de luxo na Barra da Tijuca, na nobilíssima Zona litorânea Oeste do Rio de Janeiro, são alvo de uma investigação sobre o consumo da poderosa droga Ecstasy – que já o segundo entorpecente mais consumido no Brasil, depois da maconha.

Em três anos, a Polícia Federal apreendeu no País 220 mil comprimidos da droga, 33 mil deles de uma só vez, no Rio.

Ano passado, a Polícia Civil fez três grandes operações, prendendo 40 jovens que vendiam drogas sintéticas.

A grande diferença

Texto de uma charge que circula na Internet comparando o governo Lula e o nosso astronauta tenente-coronel Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço, enquanto o governos nos manda para o espaço todo dia. Ei-lo:

Com o astronauta brasileiro, foram gastos milhões para enviá-lo ao espaço...

Já o governo do presidente Lula gastou milhões e foi tudo para o espaço...

Vida que segue...

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