quarta-feira, 17 de maio de 2006

Advogada garante que PCC nada sabia sobre terrorismo que parou São Paulo, e Polícia investiga ação do ETA na guerrilha urbana

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Por Jorge Serrão

A onda de terror sobre São Paulo não foi concebida por presos rebelados. Confirma-se a tese de que a organização criminosa Primeiro Comando da Capital não foi mesmo a articuladora principal dos atos terroristas que amedrontaram e paralisaram São Paulo desde a madrugada de sexta-feira. A advogada criminal da ONG Nova Ordem, Iracema Vasciano, que visitou os líderes do PCC isolados no presídio de Presidente Bernardes, revelou que os detentos lhe indagaram por que haviam sido transferidos para a cadeia de segurança máxima, se o sistema carcerário estava calmo – segundo informações dos presos.

Os serviços de inteligência das Forças Armadas descobriram que a bem organizada ação de guerrilha urbana foi montada por “forças subterrâneas” treinadas e coordenadas por especialistas em terrorismo do grupo separatista basco ETA. O mesmo grupo, secretamente, vem dando treinamento de guerrilha, há dois anos, a membros do Movimento dos Sem Terra e à Via Campesina (que invadiu, em março, a Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul). O objetivo de tais ações de terror é travar uma guerra psicológica para desmoralizar as autoridades de segurança e enfraquecer, politicamente, os governos estaduais, como teste para futuras ações revolucionárias.

A Polícia de São Paulo deve confirmar hoje se havia membros do MST entre os 115 suspeitos presos até agora e no meio dos 71 suspeitos de ataques mortos em confronto. Serviços de inteligência das Forças Armadas confirmavam ontem que tal informação é real. Mas o envolvimento dos “revolucionários” pode não ser tornado público, para não atrapalhar as investigações e para não “politizar o caso”, já que os sem-terra figuram como uma linha explícita de ação direta e defesa do governo Lula.

Os militares consideram “insustentável” a tese apresentada até agora de que líderes do PCC, como o bem articulado leitor de livros de Lênin, Marcos Camacho, o Marcola, tenha liderado, de dentro da cadeia, uma ação de guerrilha urbana tão bem organizada e eficiente. A guerrilha urbana que parou a região metropolitana de São Paulo, foi obra de especialistas no assunto e que já atuam há mais de dois anos no Brasil, treinando guerrilheiros.

Relatório de Juiz

Um relatório preparado pelo juiz Edmar de Oliveira Ciciliati, da Vara de Execuções Criminais de Tupã (SP), contendo uma hora de escutas telefônicas, feitas no início de abril pela Polícia Militar, em celulares de presos, sugere que o PCC contou com a colaboração dos sem-terra para organizar um protesto em 18 de abril, em São Paulo.

Participaram da manifestação mais de 4.000 pessoas, no que foi a maior concentração de parentes de condenados já vista no Brasil.

O ato, que reivindicava mudanças no regime de visitas dos presídios, mostrou uma capacidade até então inédita de articulação dos detentos.

Ligações perigosíssimas

As gravações indicam que o contato com o MST teria começado por meio das relações pessoais de um dos presos com integrantes do movimento.

As dicas dos sem-terra teriam sido transmitidas em "palestras" ministradas a pessoas em liberdade, que depois as repassaram para a facção criminosa.

A polícia investiga um tal “Gaúcho” que seria o elemento de ligação entre a cúpula do MST e os membros do PCC.

O personagens da estória

As escutas feitas pela polícia de São Paulo, no início de abril, flagraram conversas, por celular, entre prisioneiros, todos apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC):

Orlando Mota Júnior, conhecido como Cala Calu, então preso na cidade de Iaras, que é condenado a 48 anos de prisão.

Douglas Azevedo, o Da Paz, na ocasião, preso em Araraquara, condenado a 16 anos.

Marcos Willians Camacho, vulgo Marcola ou Narigudo, atual cabeça do PCC, condenado a 39 anos.

Denis e Luizinho, outros dois integrantes do grupo, sendo que Luizinho está solto.

O PCC pede ajuda ao MST

Logo na primeira fala, entre Orlando Mota Júnior, o Cala Calu, e Denis, fica evidente a ligação de membros do PCC com integrantes do MST:

Cala Calu: Eu acabei de conversar com os líderes do MST e eles vão dar umas instrução (sic) pra gente.

Destronando Raínha

A segunda conversa acontece entre Cala Calu e Douglas Azevedo, o Da Paz:

Da Paz: O Narigudo (Marcola) conhece um dos líderes dele, que estava em Bernardes. É sujo, o Rainha (José Rainha).

Cala Calu: ­ É sujo, né?

Da Paz: ­Sujo, sujo. Nem conversava (...) Mas um outro que assumiu e é líder-geral deles lá, que é o Alemão, e o nome dele é Gaúcho, ele já mandou as cartas para o irmão aqui (Marcola). Ele é um cara da hora, irmão, e está fechando com a gente de igual.

Fala 3, com os mesmos personagens

Cala Calu: Nós pode (sic) ficar tranqüilo que ele (o suposto integrante do MST) tem experiência com isso, ele vai conduzir a situação nossa, aí veio a idéia de (...) ter uma maior orientação no campo de batalha, entendeu? (...)

Da Paz: ­ Pra você ver que, às vezes, os ventos estão a nosso favor, né, cara?

Cala Calu: ­ Ele deixou à nossa disposição até mesmo a gráfica dele e as pessoas que faz (sic) faixa para ele pra todo tipo de manifestação. Da Paz: ­ Não tô acreditando no tamanho do negócio que estamos proporcionando. O bagulho é evolução, mesmo. O barato vai ser mil grau (sic).

Organização criminosa é real

O PCC paulista e o Comando Vermelho carioca possuem muitos fornecedores de armas e de drogas em comum. I

ntegrantes da facção paulista costumam viajar ao Rio para receber treinamento de membros do grupo carioca para ações criminosas. Um dos redutos do CV que estaria recebendo criminosos paulistas é o morro da Mangueira (zona norte).

O PCC também usaria cidades do sul fluminense, como Volta Redonda e Angra dos Reis, para montar bases de distribuição de drogas. O CV atuaria na Baixada Santista.

A aliança entre os dois grupos foi firmada em 2001 quando os então líderes do PCC, José Márcio Felício, o Geleião e César Roriz, o Cesinha, estiveram presos no complexo penitenciário de Bangu e mantiveram contatos com os chefes do CV.

Neste mesmo ano, Alejandro Camacho, irmão do atual líder do PCC, Marcos Hebas Camacho, o Marcola, foi preso em uma favela dominada pelo CV.

Negociação impossível

Autoridades do governo paulista e a advogada criminal Iracema Vasciano, representante da Nova Ordem, organização que trabalha na ressocialização de detentos em São Paulo, confirmaram que estiveram no presídio de Presidente Bernardes, onde estão isolados os oito principais líderes do PCC, entre eles o famoso Marcola, que estuda para se transformar em um futuro Antônio Gramsci.

Em entrevista coletiva, ela praticamente desmentiu os demais integrantes do grupo e o governador, Claudio Lembo, além do delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antônio Desgualdo, que negaram ter havido acordo entre as autoridades do Estado e o crime organizado para que a onda de violância no Estado chegasse ao fim.

Iracema viajou ao interior num avião da Polícia Militar, acompanhada de três representantes das forças de segurança paulistas — o corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes; o delegado José Luiz Ramos Cavalcante, da Polícia Civil; e o coronel Ailton Araújo Brandão, comandante do Comando de Policiamento Interior —, atendendo, segundo ela, a pedidos feitos pelos familiares dos presos a fim de averiguar a integridade física dos criminosos.

Pode não ter havido uma negociação para terminar a ação de guerrilha urbana, que não foi mesmo concebida pelos presos (e sim por gente muito mais experiente e acima deles).

Mas que o encontro na penitenciária negociou alguma coisa, isso não resta dúvida. E o PCC sabia das ações criminosas. Só não foi o mentor da guerrilha urbana.

Olho na Nova Ordem

A Polícia investiga se existem ligações entre os problemas ocorridos em São Paulo com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), fundada em outubro do ano passado por iniciativa do ex-investigador e carcereiro policial Ivan Barbosa, que ficou preso na penitenciária de Avaré por 153 dias após ser acusado, pela CPI da Pirataria, de integrar uma quadrilha de contrabandistas que agia em São Paulo.

Absolvido pela Justiça, Barbosa fundou a organização para dar assistência aos detentos e seus familiares, com a experiência que teve dentro da cadeia.

Barbosa calcula que a Nova Ordem tem entre 15 e 20 mil associados, a maioria familiares de presos.

Que Bosta, Bastos!

Reunião do pré-candidato tucano ao Planalto, Geraldo Alckmin, com políticos do PSDB, PFL e especialistas em segurança pública, chegou à conclusão de que um dos grandes responsáveis pela ofensiva do crime organizado em São Paulo é o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Tucanos e pefelistas criticaram uma lei de dezembro de 2003, patrocinada pelo ministro da Justiça, que muda a Lei de Execução Penal e impede diretores de presídios de agirem sem autorização judicial.

Com isso, o governo de São Paulo ficou impedido de transferir o líder do PCC, Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, para um presídio de segurança máxima, intenção que teria desde janeiro.

A justiça ainda não deu resposta ao pleito, e Marcola acabou por ser transferido sem essa autorização, segundo denúncia do PSDB.

Balanço do Caos

Os números da guerrilha urbana em São Paulo foram assustadores:

Suspeitos de ataques mortos: 71, dos quais 19 na madrugada de terça
Suspeitos presos: 115
Armas apreendidas: 113
Ataques: 251 ataques, dos quais 80 a ônibus.
Policiais militares mortos: 23
Policiais civis mortos: 6
Guardas municipais mortos: 3
Agentes de segurança penitenciária mortos: 8
Cidadãos mortos: 4
Feridos: 22 policiais militares, 6 policiais civis, 8 guardas municipais, 1 agente penitenciário, 16 cidadãos
Detentos assassinados em rebeliões: 13

“Soluções” tecnológicas

A Promotoria da Cidadania do Estado de São Paulo decidiu abrir inquérito civil para exigir que as operadoras de telefonia desenvolvam tecnologia para bloquear o sinal de celulares nos presídios. O processo deverá ser custeado pelas próprias empresas.

O procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Pinho, ressalta que a exigência leva em conta o princípio da responsabilidade social.

O promotor lembrou que São Paulo já comprou bloqueadores para as penitenciárias, mas, como o processo de licitação demorou, quando os equipamentos chegaram, já estavam obsoletos.

O Ministério Público convocará as operadoras para uma conversa e, caso não haja acordo, entrará com ação civil pública para obrigar as empresas a cumprir a exigência.

“Soluções” legislativas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado decidiu formar uma comissão legislativa que apresentará, em 48 horas, medidas emergenciais de combate à criminalidade no país.

O colegiado será composto por Arthur Virgílio (PSDB-AM), Aloizio Mercadante (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS) e comandado por Demóstenes Torres (PFL-GO), designado como relator do grupo pelo presidente da CCJ, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), em razão de seu conhecimento sobre o tema.

A idéia de Torres é reunir todas as matérias sobre legislação penal e segurança pública que tramitam no Congresso e apresentar à CCJ para que as matérias sejam aprovadas em regime de urgência urgentíssima.

Risco da pressa

Diante das iniciativas do Congresso para votar novas medidas de combate ao crime, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, insistiu nesta terça-feira que iniciativas como essa, movidas a pressão da opinião pública, podem não ter a eficiência esperada.

Para Bastos, a “legislação de pânico” produz mais problemas que soluções:

Isso gera o risco da desarmonização do sistema penal, a perda da lógica interna”.

Alckmin se defende

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano à Presidência da República, disse que a onda de violência que o PCC espalhou pelo Estado não vai atingir a sua campanha eleitoral.

Isso não tem nada a ver com candidatura, absolutamente nada. Essa é uma questão suprapartidária, não tem questão de natureza eleitoral”.

Mesmo assim, segundo Alckmin, com 22% da população brasileira e 44% da população carcerária do país, o Estado tem 140 mil pessoas presas e um “quadro mais difícil” com que lidar.

Greve à vista

Os agentes penitenciários do Estado de São Paulo vão cruzar os braços na terça-feira.

O objetivo é reivindicar mais segurança, melhores condições de trabalho e uma gratificação de R$ 580,00.

Se as reivindicações não forem atendidas, a greve será retomada no dia 30, por tempo indeterminado.

Mapeando os bandidos

Responsável por estabelecer e fiscalizar diretrizes para o Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou ontem a criação de um banco de dados eletrônico de todos os presos do País.

A medida prevê fichas detalhadas de cada presidiário, com informações como o crime pelo qual foi condenado, a pena, o histórico de comportamento no cárcere e relatos sobre eventual participação em rebeliões.

A criação do banco de dados deve começar em 30 dias, mas não se sabe quando estará funcionando plenamente.

Os integrantes do CNJ acreditam que os dados podem ajudar autoridades da área de segurança a prever rebeliões e combater ofensivas do crime organizado.

Mágica contra o crime

Na tentativa de tornar mais rigoroso o controle sobre integrantes de organizações criminosas nos presídios, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado começa a votar hoje um pacote de 13 medidas que incluem projetos de lei e propostas de emenda constitucional.

Entre as medidas, está a criação do regime penitenciário de segurança máxima, que prevê isolamentos de até 720 dias para presos problemáticos.

Um dos projetos considera a posse de celulares nos presídios uma falta grave, punida com o isolamento.

Outro, aumenta de 20 para 40 anos o tempo que uma pessoa pode ficar presa. A proposta de vincular parte da arrecadação federal, estadual e municipal aos gastos com segurança, o que depende de mudança na Constituição, também entrou na lista de prioridades.

O pacote reúne projetos de lei que já tramitam no Senado, outros que serão apresentados por senadores e duas propostas de emenda constitucional. Todos serão relatados pelo senador Demósthenes Torres (PFL-GO).

Contra os ladrões

A 44ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se realiza em Indaiatuba, no interior de São Paulo, divulgou documento, intitulado Declaração sobre o Momento Eleitoral, em que recomenda aos católicos que não votem nos candidatos com “campanhas financeiras vultosas, que facilitam a compra de votos”.

De acordo com o texto, os fiéis também devem ficar atentos plataformas que “camuflam interesses particulares” e com aqueles que não têm “escrúpulos em reproduzir o esquema de corrupção eleitoral”.

Os cardeais católicos reunidos na assembléia também faz cobranças aos partidos, exigindo-lhes que apresentem candidatos honestos e comprometidos também em não “legitimar o aborto e a eutanásia”.

Embora reconheçam que a população está decepcionada com os políticos, incentivam a população a não votar nulo e a procurar “candidatos idôneos, com propostas sérias”.

Corrupção endêmica

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou ontem uma declaração sobre o cenário político na qual considera a corrupção brasileira como “endêmica”.

O documento defende a utilização da Lei 9.840 - contra a compra de votos e uso da máquina pública - para que o País possa sair do “tradicional círculo vicioso da corrupção”.

Os bispos defendem, ainda, urgência na reforma política, que deve ser 'capaz de proporcionar uma estrutura de maior participação popular nas eleições, que controle o poder econômico e bloqueie a corrupção”.

Lula blindado

A oposição desistiu, definitivamente, de qualquer ação institucional para confrontar Luiz Inácio Lula da Silva, que já conta como certa sua reeleição, depois de várias manobras de bastidores bem sucedidas, no âmbito da Justiça, que garantiram a blindagem do presidente.

O governo conseguiu que a OAB desistisse de pedir a abertura de processo de impeachment.

Além disso, o governo obteve vitórias no Supremo Tribunal Federal, que travou a investigação do Caso Celso Daniel, e na Procuradoria Geral da República, que não vai misturar Lula com o processo que investiga os 40 denunciados por fazerem parte da “organização criminosa” que assaltou o Estado brasileiro.

Fora do Mensalão

O Procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, confirmou que manterá o nome de Lula excluído do inquérito criminal do Mensalão, por falta de indícios contra o presidente.

O procurador-geral alega que quem acusa Lula “está fazendo uma leitura política” e anunciou que o Ministério Público não servirá a interesses partidários.

Antonio Fernando de Souza tem defendido a mesma tese a deputados e senadores que o procuram para pedir providências duras e urgentes no inquérito criminal do Mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Esqueçam o banqueiro...

A CPI dos Bingos adiou para hoje a decisão sobre a convocação do banqueiro Daniel Dantas, que poderia explicar os achaques que o banco Opportuniy sofreu do PT, de acordo com denúncia da revista Veja.

Tudo indica que a CPI desistirá de convocar Dantas, que nega ter feito investigações privadas em que desvendou contas milionárias no exterior em nome do presidente da República, de ex e atuais integrantes do primeiro escalão do governo e até do diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda.

Se fosse à CPI, o banqueiro explicaria o pagamento de elevadas somas em dinheiro para pessoas próximas do presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu, como forma de obter simpatia do governo, conforme denúncias da revista Veja.

Ontem, após uma reunião reservada no gabinete do senador Efraim Morais (PFL-PB), o relator Garibaldi Alves (PMDB-RN) saiu dizendo que o melhor, neste momento, é se concentrar no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito. Os senadores pretendem encerrá-la no início de junho.

Processando a Veja

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci vai processar a revista Veja e o banqueiro Daniel Dantas por causa da divulgação da denúncia de que ele e outros petistas teriam contas no exterior.

Para a defesa de Palocci, a documentação é uma “falsificação primitiva” e o nome do ex-ministro é “grotescamente imitado”.

Palocci vai entrar na próxima semana com uma ação civil indenizatória, alegando que a documentação é falsa, uma vez que seu nome completo é Antonio Palocci Filho e não Antonio Palocci Júnior, como aparece na lista.

Segundo os dados que teriam sido fornecidos por um ex-agente da CIA a Dantas, Palocci teria US$ 2 milhões no exterior.

E o Waldomiro?

Dois anos e três meses depois de ser demitido do governo, acusado de pedir propina ao empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz terá prisão preventiva pedida pela Delegacia de Combate às Ações do Crime Organizado do Rio.

Waldomiro foi um dos principais assessores do então ministro José Dirceu.

Além dele, outras sete pessoas serão indiciadas no inquérito pede a prisão preventiva de Cachoeira e do ex-deputado e ex-bispo da Igreja Universal Carlos Rodrigues, que já está preso em Cuiabá, acusado de desvio no esquema das ambulâncias.

Sanguessugas em ação

Levantamento da Controladoria Geral da União (CGU) constatou irregularidades na compra de ambulâncias em 60 municípios distribuídos por 17 estados.

Direcionamento da licitação, falhas na aquisição e na entrega dos veículos, falsificação de documentos fiscais e superfaturamento nos valores de compra foram as principais ilegalidades encontradas pela fiscalização feita nas prefeituras.

Além desse levantamento, a CGU já enviou à Polícia Federal 301 processos de prestação de contas de convênios para compras de ambulâncias recolhidos nos núcleos estaduais do Ministério da Saúde.

A partir da análise desses processos, a CGU constatou a presença do mesmo grupo de empresas, liderado pela Planam, em cerca de 90 % dos casos.

Livro Caixa

O livro-caixa e o relatório de projetos da máfia dos sanguessugas, a organização acusada de vender ambulâncias superfaturadas para prefeituras, caíram como uma bomba na Comissão Especial da Corregedoria da Câmara encarregada de investigar o envolvimento de parlamentares com a quadrilha.

Com a movimentação diária dos pagamentos de propina da organização, o livro deverá aumentar o número de deputados sob suspeita de prestar serviços para os sanguessugas.

O livro, que registra pagamentos de R$ 5 mil a R$ 50 mil, foi entregue ontem à Comissão Especial pelo delegado Tardelli Boaventura, coordenador da Operação Sanguessuga.

O livrinho envolve até 80 parlamentares.

Suborno abafado

Integrantes da quadrilha presa na Operação Sanguessuga tentaram subornar a assessoria da presidência do Supremo Tribunal Federal.

Quem denuncia é o juiz federal Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal de Cuiabá (MT). A tentativa de suborno é uma das justificativas apresentadas pelo juiz para decretar a prisão preventiva de 44 suspeitos de participar da fraude.

Em seu despacho, o juiz cita textualmente a tentativa de suborno. Mas não foi possível identificar os responsáveis pela tentativa de suborno, que são citados nos autos do processo, que corre em segredo de Justiça.

O Bicho vai pegar...

O advogado da ex-servidora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, Eduardo Mahon, ingressará no STF uma reclamação pedindo a libertação de sua cliente.

Mahon informou que irá entregar também ao STF o HD (disco rígido) que identifica todas as emendas apresentadas, os parlamentares e prefeituras envolvidas no esquema e o valor da propina paga a cada um dos envolvidos.

Muita gente boa vai aparecer na listinha da Maria da Penha...

Cobrando dos deputados

O presidente da Finep, Odilon Marcuzzo do Canto, afirmou ontem que cobrará ressarcimento de recursos indevidamente gastos por entidades assistenciais contempladas por emendas parlamentares.

Reportagem publicada domingo pelo Estado mostra que três ONGs ligadas a parlamentares do Rio - investigados pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga - foram beneficiados por convênios no valor de R$ 3,3 milhões, assinados em janeiro com a Finep.

A estatal, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, é responsável pelo financiamento de estudos e projetos científicos.

Com a corda no pescoço

O Senado recebeu um relatório assustador demonstrando como as pessoas estão encalacradas com os bancos.

Existem 37 milhões e 750 mil pessoas endividadas em bancos, gerando de juros R$ 1 bilhão e 500 mil por mês aos bancos.

A maioria dos endividados é composta por aposentados e pensionistas: 11 milhões e 900 mil devendo e sofrem descontos mensais dos pagamentos das dívidas diretamente de seus proventos.

Fedeu para os motoristas

Carta confidencial da Petrobrás às distribuidoras revela que é sombrio o futuro de quem apostou nos veículos movidos a gás.

Petrobrás vai tirar o incentivo de IPVA aos carros a gás.

Além disso, depois da eleição, o litro do gás deve chegar a R$ 1,95 até 2,10. Mas só depois da eleição... Ou da reeleição...

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) informa que a frota de carros a gás era de 1 milhão e 118 mil veículos até março deste ano.

Os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo concentram cerca de 65% desses veículos.

Petrobrás perdeu mais uma

As últimas negociações da Petrobras com a PDVSA sobre os contratos de exploração de petróleo na Venezuela foram terríveis para os brasileiros.

Acordo fechado no final de março, mas que até agora não havia sido divulgado, mostra que a Petrobras foi obrigada a aceitar a PDVSA como sócia majoritária na exploração de cinco campos de petróleo no país.

Pelos termos finais da negociação, a PDVSA assume 60% do negócio da Petrobras na Venezuela: a extração diária de 70 000 barris de petróleo por dia – dos 3 milhões de barris de petróleo diários produzidos naquele país governado por Hugo Chávez.

O golpe da moedinha

Por serem campos antigos, ou maduros, no jargão da indústria, esses locais precisam de tecnologia avançada de extração, uma das especialidades da Petrobras.

O contrato que foi renegociado com a PDVSA previa que a estatal brasileira recebesse bônus cada vez que superasse as metas de produção, o que sempre aconteceu.

Mas a Petrobrás está recebendo em bolívares, a moeda Venezuelana, que não vale nada em relação do dólar...

Vida que segue...

Recramações, ilogius ou revelassões bomba para:

jorgeserrao@gbl.com.br

Fiquem com Deus

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

4 comentários:

Anônimo disse...

Jornalismo inteligente passou bem longe daqui...acusar o ETA pela falta de política de segurança é totalmente equivocado, o que aconteceu tem nome, ou melhor nomes, Sr. Alckmin, Furukawa, Saulo, e evidentemente o Congresso e o sistema judiciário nacional, sem esquecer do Governo Federal, acho bom você inventar notícias sem relacionar o ETA, que pelo jeito você não conhece e nem sabe do que se trata!

Anônimo disse...

Ablué, bulúlúúlúlú....
Esqueceu de tomar remédio hoje hein?
Já tá babando na gravata etaetaetaeta....

Anônimo disse...

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