quarta-feira, 3 de maio de 2006

Estatização do petróleo e gás bolivianos é primeira ação de Chávez e Fidel para fundir negócios do setor na América Latina

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Por Jorge Serrão

Exclusivo – Fundar a “Petrosur”, uma empresa petrolífera que vai reunir as maiores empresas de petróleo da América Latina, a partir de uma sonhada fusão entre a PDVSA venezuelana, a YPFB boliviana e a Petrobrás. Eis a verdadeira estratégia do presidente venezuelano Hugo Chávez, ao dar força política e apoio técnico ao presidente Evo Morales na estatização do petróleo e gás da Bolívia. Tal cenário vem sendo acompanhado pelo grande capital anglo-americano, que enxerga facilidades em “controlar” os negócios de petróleo no mundo, a partir da criação dessa holding “Petrosur”.

Lula não gostou do resultado da reunião de sábado passado, em Havana, entre Evo Morales, Hugo Chávez e Fidel Castro. O encontro na capital cubana, do qual José Dirceu tomou conhecimento, decidiu que a PDVSA deveria assumir os negócios da Petrobrás estatizados na Bolívia. Em um primeiro momento, Lula chegou a se sentir traído por Chávez, por não entender a manobra geopolítica. Mas logo seus assessores mais próximos lhe explicaram como a banda toca, e a paz voltou a reinar no chamado Foro de São Paulo, entidade que reúne a esquerda na América Latina e Caribe.

Tanto as pazes foram feitas que o Palácio do Planalto informou que o presidente Lula vai se reunir amanhã, em Foz do Iguaçu, com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, da Argentina, Néstor Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez. Eles vão tratar da “segurança energética da América do Sul”. Ontem, Lula conversou por telefone com Evo Morales, e recebeu do presidente boliviano a garantia de abastecimento de gás natural para o Brasil. O Palácio do Planalto emitiu uma nota oficial avaliando que “a decisão do governo boliviano de nacionalizar as riquezas de seu subsolo e controlar sua industrialização, transporte e comercialização é reconhecida pelo Brasil como ato inerente à sua soberania”.

Empregando uma metáfora futebolística, como adora o presidente Lula, o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (PSB-RS), chegou a recomendar ao brasileiro que imitasse o jogador Dunga e “jogasse duro” com o boliviano Evo Morales. Só que Lula preferiu “baixar sua bola”, e resolveu não seguir na linha de discurso nacionalista, “prometendo lugar pelos interesses brasileiros”, como pretendia inicialmente. Fidel, Chávez, Lula, Morales e até o mais afastado deste grupo Kirchner atuam com interesses comuns. O resto é “jogada para a galera”. O time do Foro de São Paulo está mais unido que nunca, principalmente no campo dos negócios.

Apoiando a medida

Organizações de trabalhadores do setor de petróleo no Brasil anunciaram apoio à decisão do governo boliviano de nacionalizar o setor de gás e petróleo e expropriar uma parcela dos bens de empresas estrangeiras no país.

O coordenador da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Hélio Seidel, disse que a decisão do presidente Evo Morales “e legitima, sábia”.

Nós também lutamos pela manutenção e proteção das nossas reservas”.

Na avaliação de Seidel, a decisão boliviana não é danosa para a Petrobras, que, segundo o sindicalista, reduziu os investimentos naquele país desde que surgiram as discussões sobre a nacionalização.

Conversa do Boi Ta

O ministro do Petróleo e do Gás da Bolívia, André Solíz, garantiu que a decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar as reservas do país não foi influenciada nem por Cuba nem pela Venezuela.

Este é o caminho da dignidade e da soberania da Bolívia. Nós não imitamos ninguém, este é o nosso caminho, que estamos adotando com absoluta independência”.

Mas o ministro do Comércio Exterior da Venezuela, Gustavo Márquez, afirmou que seu país vai ajudar a Bolívia a tornar-se “soberana e livre” em matéria de petróleo e gás, “dando os primeiros para resgatar seus recursos naturais e usá-los para o desenvolvimento do país e o bem-estar de seu povo”.

Petrobrás fica

Apesar de ter sido expropriada em parte de seus bens na Bolívia, a Petrobras não considera a possibilidade de interromper por completo suas operações no país.

Essa avaliação foi passada pelo presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, ao presidente Lula.

Gabrieli advertiu que o aumento de impostos sobre a produção e comercialização de gás incidiria apenas sobre o mercado interno boliviano.

Assim, a Petrobrás só teria uma perda de rentabilidade naquele mercado, mas não pressionaria o preço do gás boliviano distribuído no Brasil.

Gás mais caro

Mas os consumidores brasileiros devem preparar o bolso. A Fiesp acredita que haverá prejuízos ao abastecimento da indústria brasileira. E aumentos de preços

O certo é que a Bolívia vai forçar um aumento no preço do gás por eles vendido.

Para o Brasil, o preço deve ficar em torno de US$ 3,23 por milhão de BTUs (cada BTU equivale a 26,8 metros cúbicos de gás).

O Brasil paga hoje cerca de US$ 2,10 por milhão de BTUs.

Risco de apagão

Apesar de ter investido cerca de US$ 1 bilhão e 500 mil dólares na Bolívia, nos últimos dez anos, o Brasil corre o risco de sofrer um “apagão do gás”.

O alerta é do professor Adriano Pires, da UFRJ, especialista em energia.

"Se essa crise da Bolívia realmente afetar o mercado das distribuidoras, fazendo com que elas tenham de cortar determinados consumidores, a gente vai ter uma situação muito parecida com 2001-2002, quando vivemos o apagão de energia elétrica".

Para o especialista, a decisão boliviana será uma oportunidade para o governo brasileiro avaliar melhor futuras parcerias com governos vizinhos e projetos ambiciosos, como o gasoduto que ligaria a Venezuela à Argentina.

Guerra à vista

O governo boliviano avisou que não venderá gás para o Chile até que Santiago atenda à reivindicação de La Paz por uma saída para o mar.

Poderíamos vender termoeletricidade para as mineradoras chilenas, mas não vamos, porque essa é a nossa forma de pressionar o país no que diz respeito à pendência que tem com a Bolívia na questão marinha”.

O recado foi do ministro boliviano do Petróleo e do Gás, Andrés Solíz, a uma rádio colombiana.

Até a morte política

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho ameaçou ontem manter sua greve de fome até a morte, caso não consiga o espaço desejado na mídia para se defender das acusações de irregularidades na arrecadação de recursos para sua campanha a candidato do PMDB na sucessão presidencial.

À imprensa estrangeira, Garotinho soltou mais uma de seu discurso teológico-político:

Vou fazer greve de fome mesmo que isso me leve à morte. Quem vai me julgar é Deus, não são os homens”.

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho até ontem já tinha perdido 1 quilo e 300 gramas desde que iniciou sua greve de fome, no domingo, e seu estado de saúde é estável.

A mão de Deus

Em meio ao confronto entre manifestantes e seguranças do PMDB, ontem, no centro do Rio de Janeiro, a governadora Rosinha Garotinho, com um megafone, incitou eleitores, que davam apoio ao pré-candidato, a levar mais pessoas às ruas enquanto seu marido estiver em greve de fome:

A cada minuto que Garotinho estiver se definhando lá em cima, chame um companheiro às ruas. Os que debocham não conhecem o poder e o peso da mão justa do meu Deus”.

A manifestação pacífica de policiais civis e agentes penitenciários, na porta da sede do PMDB, terminou em pancadaria com o fechamento da Avenida Almirante Barroso por cerca de quatro horas.

Garotinho versus Globo

O ex-governador Anthony Garotinho entrará hoje com notificação prévia, acompanhada de ampla documentação, exigindo direito de resposta das Organizações Globo.

O pré-candidato à Presidência, que leu nota no início da noite de ontem, afirmou que só quando conseguir o direito de resposta interromperá a greve de fome que começou às 17h15 de domingo, na sede do PMDB.

Garotinho teria dito que vai até o fim e estaria disposto a morrer para “salvar sua honra”, caso as condições que ele impõe para o fim da greve de fome não sejam atendidas: instituição de uma “supervisão internacional no processo político-eleitoral brasileiro” e direito de resposta em publicações brasileiras.

Esquece, Bolinha...

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, recebeu ontem carta assinada pela assessoria de Anthony Garotinho.

O peemedebista pede que a OEA supervisione as eleições no Brasil.

A organização esclareceu que só atende a esse tipo de pedido quando é feito pelo governo do País.

Quase prescrevendo

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região deverá voltar a julgar hoje os envolvidos no escândalo do Fórum Trabalhista de São Paulo.

Serão julgados recursos contra sentença de 2003 que condenou apenas o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, Nicolau dos Santos Neto, e absolveu o ex-senador Luiz Estevão de Oliveira (PMDB-DF) e os empresários Fábio Monteiro de Barros e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz, da construtora Incal.

O julgamento ocorrerá no último dia antes da prescrição dos crimes em relação a Nicolau, beneficiado pela redução das penas por ter mais de 70 anos de idade.

Viva são Lalau!

O Ministério Público Federal pretende obter a condenação à pena máxima de Nicolau, de Luiz Estevão e dos empresários Monteiro de Barros e Teixeira Ferraz, pelos crimes de corrupção, peculato, estelionato, formação de quadrilha e falsidade documental.

Se a sessão sofrer um novo adiamento, o juiz Nicolau, que já cumpre prisão domiciliar por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, estará livre de uma eventual condenação por outros crimes de que também é acusado pelo desvio de R$ 169 milhões e 500 mil reais da obra.

O caso do caseiro

O Ministério Público Federal pediu ontem que a Polícia Federal volte a interrogar o ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso no inquérito sobre a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Num parecer enviado à Justiça Federal, os procuradores Gustavo Velloso e Ana Lívia Tinoco pedem também que a polícia tome o depoimento, pela segunda vez, do ex-secretário nacional de Direito Econômico Daniel Goldberg e do chefe de gabinete do Ministério da Justiça, Cláudio Alencar.

Os dois participaram de reuniões com Palocci nos dias 16 e 17 de março passado, data da quebra de sigilo.

Francenildo livre

Os procuradores sugerem ainda a prorrogação das investigações por, pelo menos, mais 30 dias.

No documento, encaminhado à juíza Maria de Fátima de Paula Pessoa, da 10ª Vara Federal, Velloso e Ana Lívia também recomendam o arquivamento das investigações sobre suposta lavagem de dinheiro por Francenildo.

Para os dois procuradores, não há indícios que justifiquem a investigação.

Dirceu depondo

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu terá de explicar amanhã ao Ministério Público Estadual qual a origem e o destino de recursos que teriam sido repassados de Santo André ao PT na campanha eleitoral de 2002. Ele foi notificado para depor a partir de 14 horas.

Investigação da promotoria criminal aponta Dirceu como suposto recebedor de dinheiro desviado dos cofres públicos de Santo André por meio de um esquema de corrupção e fraudes nos processos de licitação.

Também deverá depor como testemunha o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi.

A promotoria quer saber como o partido pagou os honorários do advogado Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da República, que foi contratado para defender o PT em Santo André.

O promotor Roberto Wider suspeita de que o dinheiro saiu do valerioduto.

Conexão Pedro Caroço

Um irmão de Celso Daniel, o médico João Francisco Daniel, contou aos promotores que em 2002 - uma semana depois do assassinato do prefeito -, ouviu do secretário particular do presidente Lula, Gilberto Carvalho, que parte do dinheiro da corrupção era enviada à cúpula do PT, então dirigido por Dirceu.

É isso que queremos investigar: se o dinheiro foi para Dirceu, qual o destino dado a ele?”.

O promotor Wider quer saber como foi feita a lavagem do dinheiro em Santo André.

Depoimento quente

O Ministério Público de São Paulo em Santo André vai ouvir o empresário Ronan Maria Pinto nesta quarta-feira sobre a compra de um terreno suspeita de irregularidade.

O promotor Roberto Wider revelou que o empresário adquiriu a área por R$ 40 mil e passou a escritura por R$ 80 mil.

O Banco Rural, encarregado de hipotecar a propriedade, avaliou-a e R$ 1 milhão 800 mil.

Na quinta, será a vez do ex-ministro José Dirceu prestar depoimento em Santo André sobre o esquema de corrupção montado na prefeitura da cidade para alimentar o caixa de campanha do PT.

Desenterrando Daniel

Na reta final dos trabalhos, a CPI dos Bingos ainda deve incomodar o PT e o governo.

O relator da comissão, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), adiantou ontem como deve tratar os principais temas investigados pela comissão no documento final da CPI.

O assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel, por exemplo, será citado como um crime político, provocado por desentendimento entre os integrantes de um esquema de corrupção que existia na prefeitura.

Coladinho com o Lula

Garibaldi Alves deverá fazer referência ao chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, mas não pedirá seu indiciamento.

Carvalho foi citado pelos irmãos de Daniel como o suposto responsável por transportar dinheiro arrecadado em Santo André para o então presidente do PT, José Dirceu.

O próprio presidente Lula, apesar de não estar envolvido em qualquer dos crimes apurados, deverá ser citado duas vezes no relatório.

Bingo neles

O relator estuda se pedirá ao Ministério Público o indiciamento de Okamotto, Gilberto Carvalho e Dirceu.

O ex-ministro Antônio Palocci e o ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso também devem ter o indiciamento solicitado.

Eles foram apontados pela PF como os responsáveis pela violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.

Para Garibaldi, é importante que a CPI ratifique o entendimento da PF.

Mas o defensor do governo na CPI, o senador Tião Vianna (PT-AC) advertiu que, se o relator for muito além do fato que motivou a comissão, a investigação sobre as casas de bingos, os governistas podem recorrer ao STF.

Outro crime estranho

No ano em que se completam cinco anos da morte do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, a Justiça ouve amanhã três testemunhas que devem ser as últimas a prestar depoimento na fase processual do caso.

Uma delas traz uma nova versão — a sétima —, que contradiz a oficial, da Polícia Civil e do Ministério Público.

Toninho foi morto em setembro de 2001, quando saía de um shopping da cidade.

Versões que não batem

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) de São Paulo e a Promotoria apontam que os três disparos, de uma pistola 9 mm, foram feitos por um dos integrantes da quadrilha do seqüestrador Wanderson de Paula Lima, o Andinho, que fugia em um Vectra prata. Apenas

Andinho está vivo. E para o DHPP, o crime foi comum e Toninho estaria atrapalhando a fuga do bando.

Para a Promotoria, a motivação do crime é uma incógnita. No entanto, o último tiro foi disparado quando a quadrilha já havia ultrapassado o Palio de Toninho.

Dia de pizza

Seguindo a tendência das últimas decisões, o plenário da Câmara deve absolver hoje mais um parlamentar acusado de receber recursos do valerioduto, o deputado Josias Gomes (PT-BA).

Ele foi pessoalmente à agência do Banco Rural, em Brasília, retirar R$ 100 mil das contas da SMP&B e até deixou lá cópia de carteira parlamentar, mas deverá ser beneficiado com a absolvição como já foram outros nove deputados mensaleiros.

Antes do julgamento em plenário, o Conselho de Ética tentará aprovar o pedido de cassação do deputado Vadão Gomes (PP-SP), acusado de receber R$ 3 milhões e 700 mil das contas do empresário Marcos Valério.

Neste caso, a maior preocupação do presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), é o quórum reduzido, já que até ontem o PT não havia indicado os dois titulares a que tem direito depois que os representantes do PSOL renunciaram às vagas como protesto contra as absolvições do plenário.

Heil, Lula!

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), reclama que o governo Lula faz propaganda da mesma maneira que os fascistas e os nazistas fizeram: alardeando grandes obras e projetos que não saíram do papel.

Durante debate com empresários em Fortaleza (CE), que acompanharam uma palestra do candidato tucano à sucessão presidencial, Tasso acusou o governo de fazer propaganda de obras como a transposição do rio São Francisco e a Transnordestina como se fossem realizações efetivamente concretizadas.

Você liga a televisão e vê a quantidade de farsas, inaugurações, lançamentos, programas. Parece que o governo foi muito generoso em relação ao Nordeste. Mas eu pergunto, me aponte uma obra no Ceará, uma, por favor, uma! Agora, no imaginário popular, em razão da falsa propaganda, existe. Isso é nazismo, isso é fascismo. É assim que se fez no fascismo”.

Tasso ressaltou que até mesmo as obras feitas no governo Fernando Henrique Cardoso, como a do aeroporto de Fortaleza, são incluídas na propaganda do governo como executadas pelos petistas.

Déficit petista

Na primeira prestação de contas oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde a eclosão da crise do Mensalão, o Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou um balanço patrimonial de 2005 em que expõe uma situação financeira dramática, com R$ 28 milhões e 400 mil em déficits acumulados.

Os déficits decorrem principalmente de dívidas com fornecedores, que somam R$ 17 milhões e 100 mil reais, e de débitos com o sistema financeiro, no valor de R$ 14 milhões e 100 mil reais.

O partido declara ainda dívidas de origem trabalhista e fiscal no montante de R$ 2 milhões, além de R$ 6,9 milhões decorrentes de arrendamento mercantil.

Bom saldo de campanha

O balanço não reconhece R$ 55 milhões dos empréstimos cobrados pelo empresário Marcos Valério de Souza.

Ironicamente, o balanço relativo exclusivamente às campanhas apresenta saldo positivo.

Ao contrário das anunciadas dívidas de campanha, nessa atividade específica foi apurada sobra de R$ 111,34.

Jogando para platéia

O ex-presidente Itamar Franco, pré-candidato do PMDB à Presidência da República, fez ontem críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou que está na hora de mudanças no Palácio do Planalto.

Eu só acho que é hora de substituir. Já estamos em 12 anos de paulistério”.

Analisando a crise política, Itamar reclamou que falta humildade a Lula.

Insatisfeito com as declarações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Itamar assegura que continua lutando pela sua pré-candidatura até o próximo dia 13, data da pré-convenção nacional.

Até lá, ele não fala em candidatura ao Senado, mas depois da data, tudo é possível.

Tucanos se bicando

Um violento choque na área de comunicação trouxe à tona uma disputa no comando da campanha do tucano Geraldo Alckmin à Presidência da República.

Contrariado com a contratação do sociólogo Antônio Lavareda para análise de pesquisas de opinião sobre o desempenho do candidato, o jornalista Luiz Gonzalez —cotado para assumir a comunicação da campanha — reclama da tentativa da cúpula do PSDB de interferir em seu trabalho.

No partido, Lavareda é associado ao presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e ao PFL.

Batendo no Lula

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, promete explorar as contradições do governo do PT na campanha eleitoral.

Ao encerrar seu terceiro dia de visita ao Ceará e o quarto ao Nordeste, onde tem baixos índices de intenção de voto, o ex-governador paulista disse que Lula age com soberba e ironizou a declaração do petista de que seu governo será julgado pelo povo.

Confio no julgamento popular. Tenho apreço pela democracia. O povo acerta mais que as elites. Mas o presidente está soberbo. Está vestindo salto 15. Eu vou de sandálias da humildade”.

Em Fortaleza, Alckmin fez palestra sobre o panorama político e econômico do Brasil para cerca de 400 empresários, a convite do Centro Industrial do Ceará (Cic), na sede da Federação das Indústrias (Fiec).

O tucano acredita que subirá nas pesquisas com o início do horário eleitoral gratuito e anunciou que a partir de julho, quando a campanha começar de fato, atacará Lula e seu governo.

PMDB contra Garotinho

O PMDB, governista ou de oposição, quer distância da greve de fome do pré-candidato do partido à Presidência da República Anthony Garotinho.

Por isso, o partido não pretende sequer se reunir para debater o tema.

A atitude de Garotinho só acelerou a disposição de setores do PMDB de enterrar de vez a candidatura própria do partido.

Imaturidade

O senador Renan Calheiros avalia que “a greve de fome é uma demonstração de imaturidade política”.

O deputado e ex-ministro da Saúde Saraiva Felipe (PMDB-MG) foi mais longe:

Garotinho passa a figurar na lista dos políticos folclóricos. Se já era difícil viabilizar sua candidatura, imagina agora”.

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB-PR), foi irônico com Garotinho:

Ele vai conseguir com essa medida perder alguns quilos e as papadas, que está precisando. Ele está gordo. Cometeu um tropeço, mas não se resolve isso fazendo greve de fome”.

Vida que segue...

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