domingo, 10 de setembro de 2006

Os inteligentes, os ignorantes e seus controladores

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total: http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Os controladores ingleses da economia brasileira já definiram que Lula da Silva vai ganhar a eleição agora. Também já definiram, dois anos atrás, exatamente no dia 16 de maio de 2004, em uma festança no humilde castelo do Barão Rothschild, que o sucessor de Lula, em 2010, será Aécio Neves (atual governador praticamente reeleito de Minas Gerais). Para garantir essa previsão, Lula e Aécio aproveitarão a próxima reforma política para criar um novo partido. E PT saudações para o atual PT, que vai virar "Plutão".

Os controladores não jogam para perder. Só para ganhar – de preferência, bilhões. Nunca fazem apostas – e arriscam seus interesses seculares - no cassino eleitoral do Al Capone. Muito menos ainda no pleito em que os eleitores fazem suas apostas pretensamente democráticas em urnas eletrônicas que o Tribunal Superior Eleitoral não deixa passar por uma auditoria técnica – conforme denúncia da empresa fabricante do software que as equipa.

Não importa quem vença a eleição no Brasil, os interesses ingleses e de seus investidores amestrados estão bem amarrados nos apoios de grandes grupos de poder internacionais a todos os nossos candidatos. Os controladores cercam por todos os lados – como se fizessem uma “fézinha” no tradicional Jogo do Bicho inventado pelo Barão de Drummond. O Centro Tricontinental (sediado na Bélgica) joga suas fichas em Lula e no time do Foro de São Paulo, que tem Lula como candidato à reeleição. A Comissão Trilateral (também européia) aposta em Heloísa Helena. E o norte-americano CFR (Council on Foreign Relations) fecha com Geraldo Alckmin. Os três grupos são farinha do mesmo banco: o Rothschild.

O novo partido sonhado por Aécio e Lula (substituto do desgastado PT, envolvido em tantas denúncias) conta com o apoio internacional do Centro Tricontinental (grupo de poder sediado na Bélgica) que joga suas fichas em Lula e no time do Foro de São Paulo – a entidade que reúne as “esquerdas” na América Latina e Caribe. O mesmo organismo - que obedece ao grupo de banqueiros Rothschild (o controlador do mercado de derivativos e das dívidas externas dos países do terceiro mundo) – dá sustentação à recém anunciada “revolução socialista” do presidente Hugo Chávez, na República Bolivariana da Venezuela.

Uma coisa é certa na eleição deste ano para o Brasil. Nosso País estará abrindo mão, ainda mais, de sua soberania e independência. Seja qual for o resultado, ficaremos cada vez mais longe da verdadeira Democracia, que é a “Segurança do Direito”. Os controladores morrem de rir com as disputas ideológicas. Para eles, as ideologias são meros instrumentos de dominação dos políticos (de direita ou de esquerda, só para usar uma definição inútil, que nada explica objetivamente). E os militantes destas ideologias são meros agentes conscientes (ou inconscientes) do poder político e econômico dos controladores que têm dois interesses bem claros e definidos: cada vez mais poder e cada vez mais dinheiro, para assegurar o poder.

No Brasil, o governo real dos controladores atua diretamente sobre as organizações político-administrativas, comandando-as com seus bonecos do ventríloco. Os marionetes sabem aquém obedecem. O objetivo dos controladores é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais de nosso território. Além disso, trabalham, nos bastidores do poder, para a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares do Brasil, na medida exata de seus interesses transnacionais. Para eles, não interessa um Brasil soberano.

O governo real emprega agentes de influência sobre o “governo formal”.Os principais são a mídia, as organizações não-governamentais e os chamados “movimentos populares”. Conta com um partido político no poder, como força-motriz de sua ação estratégica de controle. O controlador exerce influência, corrompendo, sua força de sustentação – que é o governo formal, nos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo (dominando o Ministério Público, as Forças Policiais e o Fisco).

O controlador também opera com um “quatro elemento”, como são as chamadas as “forças subterrâneas do crime”. Elas executam, na prática, as atividades criminosas e o terrorismo. Aí ocorre uma simbiose entre os poderes de Estado, dominados pelo controlador, e os marginais formais, membros das chamadas facções criminosas. Os marginais estão aliados à chamada narcoguerrilha, cujos integrantes atuam como agentes conscientes ou inconscientes. Eles acreditam e pregam uma pretensa “ordem revolucionária”, agindo nas áreas rural e urbana, para conquistar o poder e, na crença deles, derrubar a “burguesia” e criar uma “nova” ordem revolucionária – de preferência, com o rótulo socialista. O rótulo "capitalista" é privativo dos controladores.

Vale repetir a doutrina, para ficar bem claro e objetivo. O controlador opera com três instrumentos básicos de Dominação. São eles: o terrorismo, as ideologias (ou idéias fora do lugar) e as diferenças regionais (econômicas, sociais, religiosas e raciais). Opera com dois objetivos fundamentais. O primeiro é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais do seu território. O segundo é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da nação, na medida exata dos interesses transnacionais do mesmo controlador. Nesta ação de contenção, entra o governo do crime organizado. Compreender tal conceito é fundamental para se entender o que acontece no Brasil de hoje.

O crime organizado e seus terrorismos fazem o jogo dos controladores. A associação sinistra dos criminosos de toda espécie, com membros do poder de Estado, para fins delituosos, define o crime organizado, na prática. Este utiliza a corrupção, a violência e as sutilezas ideológicas como instrumentos de dominação da sociedade. Os ocupantes do poder – no Executivo, no Legislativo e no Judiciário – não resolvem o problema por vários motivos: ou não querem e lhes falta vontade política; ou não podem porque estão envolvidos no “sistema”; ou não vale a pena, porque, para eles, aparentemente, tudo está bom como está.

Vamos repetir por três vezes três vezes, até algum idiota da objetividade aprender. Crime organizado não é o PCC paulista e nem o CV carioca. Os membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são meros agentes conscientes do governo do crime organizado. Os “bandidos formais” são comandados por interesses superiores de uma organização criminosa, bem articulada política e ideologicamente, que age em todo o continente. Na realidade, o crime organizado é instrumentado por um grande capital transnacional, que é um inimigo invencível no curto prazo, sempre à espreita de todas as oportunidades de lucro sem fim.

O eleitor brasileiro que não quiser enxergar esse processo objetivo do funcionamento do governo real mundial deve fazer como a jovem mãe Camila Cardoso Duarte do Patio, de 23 anos, moradora na capital do Estado do Mato Grosso do Sul. Ela misturou maconha ou a tal erva do Santo Daime ao leite de seu filhinho de apenas três meses de idade. A criança ficou gravemente intoxicada. Tão grave quanto isto é fato do garotinho não ter Registro Civil. Não foi registrado. Ou seja, é uma criança "que não existe", de uma mãe que existe menos ainda e deve perder a guarda do filho, internado na Santa Casa de Campo Grande.

Desculpem pelo exemplo grotesco, mas bem real, que mostra bem “o povo inteligente e preparado” cantado em prosa e verso, pelo candidato Lula da Silva, enquanto tomava um cafezinho ao sair do Hotel Morotin, ontem de manhã, durante campanha em Santa Maria (RS). Certamente, a mãe desnaturada é apenas uma amostra radical do eleitorado ignorante que prefere votar “naquele que ignora”, que os gregos muito bem chamaram de “Apedeuta”. Um povo que não sabe de nada talvez mereça um presidente que saiba tanto quanto ele. É assim que funciona o processo da “identificação”. O eleitor ignorante se identifica com Lula. Por isso, ele é o favorito.

Mas não só por isso. Outro fator fundamental para o franco favoritismo de Lula é a falta de oposição real. O eleitor tem dificuldades em enxergar a alternativa. Não porque ele seja cego. Mas porque tal alternativa não existe. A oposição de Lula só funciona – e muito mal – no pessimamente articulado discurso político. Na prática, todos os pretensos opositores de Lula são “farinha do mesmo banqueiro inglês”. Obedecem aos interesses maiores dos controladores internacionais da política e da economia brasileira.

Prova disso. Por que nenhum candidato a presidente da oposição fala das perdas internacionais do Brasil com o subfaturamento do Nióbio, que chegam a US$ 100 bilhões por ano? Por que nenhum deles fala na revitalização do agronegócio no Brasil? Por que nenhum deles toca na questão ferroviária e na recuperação da Marinha Mercante para mudar o modelo comercial do País? Por que nenhum deles se compromete com a queda dos juros e spreads bancários de verdade? Por que não defendem um orçamento real para as Forças Armadas cumprirem seu papel de segurança nacional das nossas fronteiras. Enfim, por que nenhum dos candidatos defende, objetivamente, soberania do Brasil?

São perguntas que, para nossa vergonha nacional, se auto-respondem. Se o imortal Machado de Assis vivo fosse – porque muito vivo era – sapecaria um seco comentário político sobre a vitória eleitoral que se avizinha: “Ao vencedor, as batatas. E PT saudações”.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

4 comentários:

Reginaldo Almeida disse...

Jorge,

O teu post soa como teoria da conspiração.

Que tal você colocar algumas referências, algumas provas? Tipo o Nóbio, quem o produz, quem o compra?

Gostaria de acreditar em tudo isso, mas como está me parece muita especulação.

Kozel® disse...

O seu post soa como verdade,o grande capital é alheio a ideologias,o nióbio é apenas uma das milhares de negociatas que não chegam ao conhecimento de quem não se informa direito,enquanto isso o cidadão médio se mata de pagar impostos,os produtores rurais são asfixiados pelo câmbio e pela falta de política consistente,os industriais texteis e calçadistas amargam prejuízos enormes e saem do ramo quebrados.É o aniquilamento da classe média,que sufocada,tenta se livrar dos tentáculos do molusco que compra pesquisas ,institutos, e desmoraliza instituições.
Me pergunto,se toda essa teoria é fato,até onde os criadores conseguirão manipular a criatura.
Ainda tenho esperanças de reversão no quadro eleitoral...

Corisco disse...

Preposição Partidária,

rs

Vale a pena "ver" a Carta-Resposta da Presidência da República:

www.jucelinodaluz.com.br/cartas2.htm

Anônimo disse...

Após ler o seu artigo "Os inteligentes, os ignorantes e seus controladores", fui invadido por uma tremenda e extranha sensação de impotencia e desesperança. Sou apenas um simples brasileiro, trabalhador, sem nenhuma projeção politica, cultural ou mesmo social, porém revoltado e inconformado com a atual situação do pais, buscando nas entre-linhas dos artigos inteligentemente escritos contra o apedeuta, alguma esperança de ver o quadro politico-eleitoral tender para uma solução mais digna para nós. Buscando, em vão,enxergar nas palavras soltas, de que existe alguma instituição democrática e patriótica que nos garanta a tranquilidade no momento mais crítico que certamente virá. E agora, o que fazer diante de tamanha desesperança? Será que não mais teremos um novo 1964?
Seu criado
C.T.Orleans
Patriota