domingo, 26 de novembro de 2006

Golpe de Mestre II (A Confissão)

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com
Por Geraldo Almendra

"Não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me pergunte a solução, que eu não a tenho, mas vou encontrar, porque o país precisa crescer".
Luis Inácio Lulla da Silva

O silêncio alarmante da sociedade diante dessa frase que deverá ficar registrada na história da política estelionatária que se pratica no país há décadas, é de um absurdo digno de um profundo estudo pelos especialistas na análise do comportamento da imbecilidade e da covardia coletiva de “determinadas” nações, que se omitem em lutar contra o império da prostituição da política, da corrupção, e do corporativismo no poder público.

Acabamos de presenciar uma campanha eleitoral em que o presidente reeleito vivia gritando em seus comícios para abestalhados comprados com os cartões de preservação da pobreza, que o país estava com todos os seus fundamentos estabelecidos, e pronto para o vôo da águia do desenvolvimento auto-sustentado, prometendo a felicidade, enfim, batendo às portas de todos os brasileiros.

Se o presidente não está acometido de um profundo desequilíbrio mental – caso de internação imediata para o bem do país – ele, com suas novas declarações acima destacadas, nos permite classificá-lo – o que já não é nenhuma novidade – como um incorrigível mentiroso, entre tantos outros adjetivos extremamente pejorativos adequados, mas indesejados no papel quando se fala do presidente do nosso país em determinados contextos. Não preciso nem escrever, pois todos os que me lêem sabem exatamente do que estou chamado esse “senhor” neste momento. Escolham o que de pior vocês podem encontrar nos dicionários e na linguagem popular.

Nosso país está realmente anestesiado de qualquer tipo de cidadania, ética, moral e responsabilidade com seus filhos e o futuro de suas famílias.

Nada mais incomoda a sociedade louca e patética em que vivemos: homens públicos com suas mentiras deslavadas fazendo o povo de imbecis e palhaços; prática ostensiva e impune de prevaricação; corruptos literalmente saindo pelo ladrão sem serem punidos; o relativismo de uma estúpida Justiça corporativista preservando os amigos do mais sórdido filho dos ovos da serpente da prostituição da política e a síndrome das Vitrines de Amsterdã tomando conta dos podres Poderes da República.

A tragédia grega da destruição do nosso país está em plena exibição sob os intensos aplausos da canalha ávida de empregos públicos e poder, enaltecendo a coalizão vagabunda e prostituta babando e se dependurando “naquela” região corpórea do apedeuta.

Em contrapartida, o triste silêncio dos covardes que ficam vendo a apologia marrom disfarçada do desgoverno feita pelo JN e, depois, novelas promotoras da destruição dos valores morais, éticos e familiares da sociedade. Essa gente simplesmente perdeu a vontade de sair de casa e gritar “fora prostitutos e prostitutas da política, parem de destruir nosso país!”.

Diante desta confissão do presidente, de que simplesmente não sabe ainda o que fazer para cumprir suas mentiras de campanha – que o fez se reeleger –, evidencia-se aquilo que já sabíamos: mais um estelionato eleitoral, complementado agora com o seu Golpe de Mestre da coalizão, com os manequins disformes de vergonha na cara “dançado nas Vitrines de Amsterdã”, oferecendo seus “corpos” à manipulação da prostituição política de uma associação espúria, para a disputa do poder pelo poder.

Os detalhes do acabamento da gestão anterior do presidente cantada em verso e prosa em sua campanha de reeleição, que enaltecia como um dos “tantos” exemplos de sua competência de “estadista”, o “quase perfeito sistema de saúde do país”, simplesmente são a própria fundação inexistente de um projeto de governo para o nosso país, que simplesmente não se apresentou, ou melhor, somente existiu com a finalidade de promover a destruição das frágeis bases de nossa democracia e implantar o comunismo no Brasil, este sim um sofisticado e competente projeto macabro financiado com o dinheiro escandalosamente roubado dos contribuintes para promover as maracutais da compra das almas apodrecidas dos cúmplices e lacaios do fascismo populista, que foi seguramente o fator responsável direto pela preservação do petismo no poder.

Como diria um economista não vendido ao “sistema petista”, nem à maior rede de televisão do país: tudo que de bom aconteceu no primeiro mandato do desgoverno petista foi exógeno.

Endógeno apenas foi uma absoluta destruição moral e ética do poder público do país.

No segundo mandato será muito pior, pois o exógeno já não é mais sustentável pela falta dos alicerces fundamentais necessários ao crescimento econômico necessário de mais de 5 % ano, para evitar o caos da anomia social.

Geraldo Almendra é articulista.

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