Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/
Por Jorge Serrão
Especuladores do mundo, uni-vos aos ladrões dos cofres públicos, que se travestem de revolucionários e se aliam ao sistema financeiro e a empresários que dele dependem para assaltar, literalmente, o poder de Estado. O Banqueirismo é o único sistema em vigor, de verdade, no mundo. O Capitalismo Tradicional já foi ultrapassado com a neolibertinagem financeira. O Capitalismo de Estado, vigente na autoritária China, é sócio induzido pelos seus controladores financeiros externos da City Londrina e seus parceiros industriais norte-americanos e europeus. Em resumo: o Partido Comunista parece que dá as ordens na China. Mas quem manda lá, inclusive nos bilionários membros controlam o partidão, é o banco HSBC Group (Hongkong and Shanghai Banking Corporation Limited).
Os controladores dos chineses são os fomentadores econômicos do pretenso socialismo que desejam implantar em nosso continente. A proposta de criação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL) é uma mera corruptela do modelo chinês, fazendo uma mistura dos diabos entre dois ingredientes que conflitam entre si: uma ideologia que se pretende libertadora, práticas também pretensamente liberais de um Estado Mínimo explorado pelos bancos, pelas empreiteiras, pelas ONGs, pelos fundos de pensão e pelos membros do partido político e seus aliados no poder. Da perversa união entre o mentiroso “céu” ideológico e o infernal “paraíso” financista nasce o Governo do Crime Organizado. Tal casamento é a associação, para fins delitivos, entre a classe política dirigente, os três poderes estatais e os criminosos de toda espécie para a exploração do Estado. Os nem sempre justos Judiciários referendam o status quo do poder.
Agora, a nova invenção dos agentes conscientes dos controladores econômicos é o “BRPP”. A sigla, que parece o som emitido por um batráqueo etílico, significa “Bloco Regional de Poder Popular”. O grupo foi idealizado pelo sociólogo comunista germano-mexicano, Heinz Dieterich – conforme nos revelou Graça Salgueiro, do Mídia Sem Máscara. O camarada Heinz é guru do presidente cubano Fidel Castro e assessor de Hugo Chávez. O BRPP vem para colocar em funcionamento as deliberações do Foro de São Paulo. O organismo foi fundado por Lula da Silva, Hugo Chávez e Fidel Castro, em 1990, em uma reunião no Hotel Danúbio, na capital paulista. Trata-se de uma entidade internacional que reúne as esquerdas na América Latina e Caribe. O problema é que o Foro também abriga 153 grupos de narcoguerrilheiros com tendências revolucionárias. Mas isto é apenas um detalhe babaca.
A proposta do BRPP é de ultrapassar o Mercosul. O novo bloco não seria apenas um acordo de cooperação “comercial” entre países da América do Sul e Caribe. Mas promoveria uma integração nos campos político, militar, social e cultural entre as nações que estiverem dispostas a dele participar. Detalhe: nem precisa fazer consultas ao povo ou aos congressos nacionais locais. Os iluminados presidentes dos países referendam o acordo na encolha e botam seus ministérios das relações exteriores para formalizar o que ficou resolvido na reunião do petit comitê “revolucionário”. Tudo, claro, estando justo e perfeito para os controladores econômicos externos. Afinal, os presidentes da nossa região são meros bonecos do ventríloco, referendados no poder por processos eleitorais de duvidosa. Quem puder explicar que explique: Por que Chávez, antes de a Venezuela entrar para o Mercosul, firmou com os ingleses da City o “Tratado dos Povos das Américas com Londres”, em 17 de maio passado? O banqueirismo é uma mãe...
Nos dias 27, 28 e 29 de outubro a cidade de Sucre, na Bolívia, sediou o primeiro encontro do Bloco Regional de Poder Popular. O evento foi batizado de “Primeiro Encontro de Povos e Estados pela Libertação da Pátria Grande”. O encontro reuniu 700 delegados de grupos de esquerda latino-americanos, europeus e norte-americanos. Eles discutiram 11 temas básicos: “Unificação do Movimento Indígena”; “Unificação do Movimento Camponês”; “Unificação do Movimento Operário”; “Intelectuais, Modelo Econômico Regional de Desenvolvimento”; “Direito à Vida”; “Soberania da Pátria Grande e Defesa Militar”; “Defesa Ecológica da Pachamama”; “Poder Local, Orçamento Participativo, Auto-governo e Democracia Direta”; “A Geo-política do Gás e o Petróleo como Armas de Libertação” e “Aliança entre Poder Popular e Estados na Libertação Social, Nacional e Regional”. Viva a revolução em marcha! Logo a saga vira um filme premiado de cineasta banqueiro.
Bonito na teoria. A utopia é linda e maravilhosa. Um conto de fadas político. De boas intenções socialistas o inferno está cheio. Na verdade, neste sistema, quem manipula e opera por trás é o Banqueirismo. Os banqueiros não tem ideologias. Apenas se aproveitam delas. E os controladores financeiros mundiais investem em seus agentes conscientes no poder. Liderança esquerdista pobre, no poder, já nasceu morta. Todos enriquecem da noite para o dia. Ricos e poderosos, os líderes marionetes mobilizam seus agentes inconscientes. Aí entram os inocentes inúteis, que acreditam na transformação do mundo. Dominados pelas ideologias (fatos primordial de dominação), os “militantes” pensam até que são “militares”. Acreditam que podem até empreender uma luta armada para conquistar o poder e implantar o “socialismo” (que é uma cascata vigente desde o final dos anos 50, com a revolução cubana). Nessa guerra insana, alguns até acabam se convertendo de militantes em meliantes. Alguns. Não todos. Os que conseguem pensar se salvam.
É preciso ficar claro. Os líderes socialistas de hoje são acumuladores de poder e fortunas. Quem tiver dúvidas disso que dê uma avaliada nos dirigentes que comandam seu país. Os fatos objetivos mostram como o Governo do Crime Organizado promove seu projeto falsamente revolucionário. Na América Latina, peguemos apenas os diversos exemplos do Brasil, para que o leitor revolucionário que nos criticar daqui a pouco não fundir seu neurônio Tico com o neurônio Teço. Se isso acontecer, ele pára de pensar, e começa a nos xingar de tudo. Minha mãe já morreu e não quer ouvir as besteiras que vão escrever no link de opinião. Mas mamãe, se viva fosse e era viva, defenderá o direito deles de se manifestarem com argumentos sólidos.
Analisemos apenas as mais recentes “coincidências” políticas por aqui, para comprovar que a proposta socialista para o Brasil, pelo menos a liderada pelo partido príncipe hoje no poder, é uma deslavada ilusão. Vamos recorrer ao caso empresarial de maior sucesso nos últimos tempos: o do empresário Fábio Luiz Lula da Silva. O popular Lulinha, biólogo por formação, é o nosso maior líder empreendedor dos últimos tempos. O pai dele deveria nomeá-lo para o Ministério da Indústria e Comércio. Lulinha é o maior gênio econômico brasileiro dos últimos tempos. Só perde para o fundador honorário do PT, Delfim Netto – um dos maiores leitores de Karl Marx (a quem ele chama de Velho Karl) e que, na década de 70, amealhou recursos em Países do Leste europeu para ajudar outro petista honorário, “ General” Golbery do Couto e Silva, a fundar o partido que se contraporia ao trabalhismo de Leonel Brizola ou Miguel Arraes. Mas isto é outra estória. Voltemos ao nosso empresário-padrão, futuro Cidadão Kane da nossa mídia, se Deus ajudar.
A partir de agora, os relatos objetivos são meras coincidências. Lulinha deu um salto em sua empresa Gamecorp. Tudo graças a uma parceria formada com a Telemar, que lhe rendeu um patrocínio de R$ 5 milhões. A Telemar, controlada por Carlos Jereissati (irmão do senador tucano Tasso Jereissati), acaba de receber um empréstimo recorde de R$ 2 bilhões e 400 milhões do BNDES. O banco fará o desembolso em três parcelas. A primeira, de R$ 1 bilhão, sai ainda este mês. As outras duas virão em 2007 e 2008. Tudo “normal”, não fossem dois fatos. Primeiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social detém 25% do bloco de controle da empresa, desde a sua privatização, no governo FHC. Segundo, a grana foi liberada pertinho da realização, nesta segunda-feira, dia 13, de uma assembléia de acionistas que deve decidir sobre a pulverização do capital da companhia. O presidente do BNDES, Demian Fioca, nega tal “coincidência”. O banqueirismo é uma mãe...
Ainda em relação ao nosso Lulinha. O rapaz parece ter um magnetismo mágico para atrair dinheiro aos seus parceiros de negócio. A Telemar, por coincidência, já se deu bem. Quem também ficou numa boa foi o Grupo Bandeirantes de Comunicação. A Band agora está abrindo seu capital, virando Sociedade Anônima. Que bom, poderemos ser sócios de lá... A Band é parceira de Lulinha no ex-canal 21 de São Paulo. Agora, a tevê virou PlayTV. O sócio dela é Lulinha e sua Gamecorp, fabricante de jogos de videogame. Por a santa coincidência não fez a Band ser aquinhoada com grandes volumes de publicidade estatal nos últimos anos – conforme revelação de Diogo Mainardi, na Veja? Em 2005, foram R$ 113 milhões e 181 mil reais. Em 2006, só até setembro, o governo despejou na Band R$ 151 milhões e 593 mil reais.
Viva o Socialismo petista! Lulinha nada tem a ver com tal estória. Tudo é apenas coincidência do sistema banqueirista, onde o Estado financia os empresários a perder de vista. Mainardi revela outra coincidência na Veja. A agência que cuida da publicidade da Presidência da República é a Matisse. A Matisse nasceu numa sala dos fundos da M7, a produtora de Kalil e Fernando Bittar, sócios do filho de Lula na Gamecorp. Segundo Mainardi, o mercado até suspeita que eles sejam sócios ocultos da agência. A verba que o gabinete de Lula destina à Matisse aumenta todos os anos. Foram R$ 3 milhões e 687 812 reais em 2003. Mais R$ 36 milhões e 941 315 reais, em 2004. Outros R$ 37 milhões e 882 635 reais, em 2005. E, em 2006, outros R$ 59 milhões e 858 210 reais. O número de 2006 reúne os gastos até setembro, mas o governo já autorizou um acréscimo de R$ 37 milhões de reais para os últimos meses do ano. Segundo Mainardi, a Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes.
O jovem guerreiro Lulinha também parece dar sorte para os seus parceiros em difíceis batalhas. Esta é coincidência mesmo. Lulinha tem sorte, mas não tem tanto poder. Ou o governo do pai dele tem? Ou os empresários que vivem em órbita do governo dele têm? Não sabemos. Mas o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Telemar não deve ao Estado de Roraima ICMS sobre ligações internacionais realizadas entre 1995 e 1998. Os ministros da 2ª Turma do STJ anularam, por unanimidade, uma decisão do Tribunal de Justiça de Roraima, que determinava que a Telemar recolhesse o imposto referente ao período ao Estado. A operadora de telefonia fixa alegou, em sua defesa, que naqueles anos não prestava serviços de DDI (chamadas internacionais), mas apenas faturava, arrecadava e repassava o valor do serviço à Embratel, concessionária responsável pelas chamadas internacionais. Azar do governo e do povo de Roraima.
Para terminar, uma coincidência charmosa e muito gostosa. A maior doadora pessoa física da campanha de Lula foi a modelo Lula de Oliveira, com R$ 336 mil reais. Só pode ser coincidência que o monumento de beleza seja ex-esposa do mega-empresário Eike Batista, “parceirão” dos controladores ingleses da economia mundial no negócio de siderurgia e mineração, além de ser o contratador de um dos mais renomados consultores e advogados do mundo, José Dirceu de Oliveira e Silva – que também é um pobre “blogueiro” como eu. Pena que eu não lutei na luta armada e terrorista para implantar o socialismo banqueirista na América Latina. Pena que não perdi meu mandato de deputado federal e os direitos políticos. Pena que não sou (ainda) processado pelo Procurador Geral da República.
Por falar em processo, a mais recente coincidência vem de um jantar revelado pelo Correio Braziliense e relatado por Josias de Sousa. Na última quarta-feira, o presidente Lula se reuniu com um grupo de amigos em torno de uma mesa do Rosental, um restaurante simples, de boa cozinha, na Vila Planalto, um bairro próximo ao Palácio do Planalto. Lula deixou o Planalto por volta de 22h. Foi direito para o restaurante. A proprietária espantou-se com sua chegada. Dona Lúcia recebera um telefonema de Gilberto Carvalho. O chefe-de-gabinete de Lula freqüenta amiúde o restaurante. Pediu-lhe que reservasse mesa para dez. Mas não informou que Lula seria um dos comensais. Ao chegar, acompanhado da mulher Marisa, o presidente foi à cozinha. Cumprimentou a proprietária, posou para uma foto, beliscou um torresmo e dirigiu-se à mesa.
Só por coincidência, na mesa estavam os deputados petistas Sigmaringa Seixas (DF), José Eduardo Cardozo (SP) e Luiz Eduardo Geenhalgh (SP), além do advogado-geral da União, Álvaro Ribeiro da Costa. O inesperado foi encontrar na mesa do jantar de Lula o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro do STF Sepúlveda Pertence. Ribeiro da Costa cuida de defender o governo em seus apertos judiciais. Antonio Fernando é o autor da denúncia do mensalão, aquela que empilhou acusações contra os integrantes da “quadrilha” dos 40. Pertence é um dos onze juízes incumbidos de julgar a peça. Freqüenta a lista de ministeriáveis de Lula. Está cotado para a pasta da Justiça, por indicação de Nelson Jobim, que tentará ser presidente do PMDB. Todos comeram, na entrada, tira-gosto de lingüiça com mandioca. Em seguida, serviram-se rabada, carré à mineira, galinha ao molho pardo e picanha. Tudo acompanhado de quiabo, polenta, jiló, couve e abobrinha. O que não dá para acreditar é que os comensais tenham conversado abobrinhas. Nem a Velhinha de Taubaté acreditaria.
Sou um mero filho da mãe em analisar tantas coincidências. Vivo fosse, e como era vivo, um dos mais malditos cronistas da história nacional, Lima Barreto, ampliaria ainda mais sua magistral versão do livro “Os Bruzundangas” – pouquíssimo lido por nossos intelectuais, que são reféns do academicismo e das ideologias que os incentivam a encher a cara nos botecos da vida. Aliás, o pobre Lima Barreto era alcoólatra. Mas não se deixava enganar pelas mentiras produzidas pelo pensamento pseudo-intelectual vigente. Se fosse atualizado, “Os Bruzundangas” mereceria um capítulo especial sobre o banqueirismo revolucionário tupiniquim. Quem sabe alguém não escreve sobre o tema em papel higiênico? E vida que segue...
Jorge Serrão é jornalista, radialista e publicitário, especialista em Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total (http://alertatotal.blogspot.com)
4 comentários:
Você não tem tomado o remedinho que o psiquiatra passou? :o
Ou é apenas pela manutenção do bom humor que você escreve essas fantasias?
Você poderia escrever um livro: é muito bom na ficção...
...e no humor: estou por aqui me acabando de tanto rir...
Ri palhaço! E vista você a sua fantasia vermelha de capacho de banqueiro! Parabéns Serrão! Pior cego é mesmo aquele que não quer ver. Se tirarem uma foto do lula roubando o cofre, vão dizer que ele estava botando dinheiro lá dentro. São os pentecostais da empulhação nacional.
Pelo que tenho visto, a diferença fundamental entre direita e esquerda no Brasil é que a direita rouba com cinco dedos ao passo que a esquerda rouba com quatro.
Prezado Jorge Serrão,
Tudo bem? Quanto tempo, né?
Vamos por partes...(até porque houve entrada).
"...tira-gosto de lingüiça com mandioca. Em seguida, serviram-se rabada, carré à mineira, galinha ao molho pardo e picanha. Tudo acompanhado de quiabo, polenta, jiló, couve e abobrinha."
Jorge, esta história de banqueirismo "devi di dá" muita fome, além de muita grana no bolso, não acha? Fico profundamente feliz em saber que esta gente suja passa bem e se nutri que é uma coisa, como todo bom tirano metido e disfarçado de comunista. Não tem problema, quem paga esta conta que alimenta estes miseráveis mesmo...é o contribuinte capitalista.
Jorge: o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sentado a mesma mesa, com toda esta gente? Nunca soube que o vinagre e o azeite se misturavam, viu? Ou a água sempre foi barrenta, e eu um ingênuo?
Ainda prefiro ser ingênuo, e admitir a inconciliável relação dos primeiros, do que a "oculta" consubstancialidade do segundo, Jorge.
Se a substância sempre foi a mesma, acho que estamos pisando num terreno - perigoso - jamais imaginado.
P.S.: Estava de férias. Volto com as "Relíquias autobriográficas do Alemão".
Postar um comentário