segunda-feira, 31 de julho de 2006

Livro de ex-assessor de imprensa de Lula garante que o presidente participou junto com Dirceu das negociações do Mensalão

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Por Jorge Serrão

O presidente Lula da Silva não poderá mais alegar que nada sabia sobre o escândalo do mensalão. Ele participou das negociações do esquema. A revelação está no livro “Do Golpe ao Planalto”, escrito por seu ex-assessor de imprensa e amigo pessoal, Ricardo Kotscho, que será lançado hoje em São Paulo, editado pela Companhia das Letras. Uma candidata ao Senado pelo estado de São Paulo pelo nanico PTC, Ana Prudente, que aparece com 2% nas pesquisas, promete usar o livro para lançar uma campanha de mobilização nacional pelo impeachment de Lula, em função do objetivo fato novo.

Na obra, Kotscho coloca a marca do repórter acima da carteirinha do partido, ao narrar a negociação do PT com o PL, que ele presenciou em 2002, no apartamento do ex-deputado Paulo Rocha (PA), onde se plantou a semente do mensalão. A negociação juntou, de um lado, Lula e José Dirceu, e de outro, José Alencar e Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Só três anos depois, Kotscho descobriu o móvel principal daquela feroz discussão: R$ 10 milhões. E o pior, é que ele assegura que Lula estava lá, debatendo a “fixação do preço”.

Ricardo Kotscho, que não é filiado ao Partido dos Trabalhadores, acrescentou um pósfácio em que faz duras críticas à corrupção no governo. O jornalista conclui que a corrupção é um “ingrediente trágico em nosso destino”. No livro, cujo objetivo é narrar sua trajetória profissional, Kotscho garante que nos seus dois anos de governo não teve nenhum sinal ou evidência de corrupção. Ele narra que, ao visitar um jornal, em janeiro de 2004, como assessor de imprensa do presidente, recebeu uma saraivada de críticas ao listar as realizações do governo Lula.

Naquele instante, Kotscho desafiou: “Vocês podem falar o que quiserem, mas pelo menos são obrigados a reconhecer que neste governo não tem corrupção”. O assessor só deu azar porque, um mês depois, explodiu o caso Waldomiro Diniz, que foi o estopim de todas as crises que atingiram o governo, com o mensalão, a queda de José Dirceu, o estouro da máfia dos sanguessugas, e, agora, a ainda não explorada Operação Mão de Obra, desbaratada pela Polícia Federal, que denuncia a manipulação de licitações, com um esquema que movimenta mais de meio bilhão de reais com a limpeza terceirizada dos órgãos da União.

Tanta sujeira, junto com a revelação contida no livro, levam a candidata a senadora pelo pequeno Partido Trabalhista Cristão paulista a relançar uma campanha pelo impedimento de Lula, mesmo próximo do período eleitoral. A candidata Ana Prudente considera que a declaração contida no livro de Ricardo Kotscho é o ingrediente final para comprovar que Lula não só sabia desde o começo, mas teve participação ativa na negociação com o PL no processo de cooptação de uma base aliada para o seu governo. Por isso, pretende liderar uma campanha nacional pelo impeachment de Lula.

Lançamento imperdível

O lançamento do livro "Do golpe ao Planalto - Uma vida de repórter" (Companhia das Letras), de Ricardo Kotscho, será hoje, a partir das 19h 30min, no Avenida Club, um bar que tem livraria, na Avenida Pedroso de Moraes, 1036 - Pinheiros/São Paulo).

Independentemente da polêmica que o livro venha a lançar, irritando os petistas na véspera da eleição, a obra de Kotscho sempre tem muito a ensinar, sobretudo aos jornalistas.

Ricardo Kotscho é um dos maiores repórteres brasileiros, com passagens marcantes pelos jornais Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo e Istoé.

Teve sua dura experiência de jornalista “chapa branca” no governo de seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva - com quem se dá desde os tempos das greves operárias do ABC.

No livro, Kotscho revelou que, no passado, teve pressentimentos sobre Lula no poder: O principal era que o presidente, a vida toda habituado a aplausos e elogios, não estivesse psicologicamente preparado para enfrentar uma onda daquele tamanho”.

Fora, Ladrão!

O presidente Lula já pode colocar em sua agenda mais uma manifestação que vai tirar o sono dos integrantes de seu governo.

Está marcado para o dia 27 de agosto, em São Paulo, mais um grande protesto público contra a corrupção e a classe política.

Será a “Marcha Brasil contra a Corrupção”, cujo slogan é simples: “Fora, Ladrão!”.

O recado, embora possa parecer, não é contra o presidente Lula, mas sim contra o governo do crime organizado.

O evento está sendo organizado por internautas, e promete parar a Avenida Paulista, no último domingo do mês de agosto, que tem tudo para ser o mês do desgosto para muito político envolvido em falcatruas com o dinheiro público.

Fraude pela internet

Cláudio Humberto avisa hoje, o que o Alerta Total já chamou a atenção no sábado:

Militantes petistas praticaram uma fraude, espalhando na Internet uma nota publicada por ele em janeiro de 2004, sobre a aposentadoria precoce de Lula.

No texto fraudulento, o nome de Lula é substituído pelo de Geraldo Alckmin.

Mas foi Lula quem se aposentou em 1996 como “perseguido”, retroagindo a 1988.

Hoje ele embolsa R$ 4.294,00 por mês, isentos de impostos, como "aposentado especial".

Aguardada resposta

O Tribunal Superior Eleitoral deve responder, esta semana, a uma consulta feita pelo deputado federal Miro Teixeira (PDT).

O parlamentar defende a tese de que a Constituição obriga os Tribunais Regionais Eleitorais a impugnar os mandatos dos eleitos contra quem a o Ministério Público ou a Polícia tenham recolhido provas de corrupção.

As impugnações devem ocorrer depois da diplomação dos eleitos, em dezembro.

Os acusados têm amplo direito de defesa, e podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

O TSE deverá decidir cada caso antes da posse dos eleitos, em 1º de fevereiro.

70 por cento se vendem?

Até 70% dos 513 deputados e 81 senadores são corruptíveis.

Quem garante é um especialista em corromper políticos.

O empresário Darci Vedoin, dono da Planam, soltou esta verdade em depoimento dado no dia 13 de julho à Justiça Federal, em Cuiabá, no Mato Grosso.

Ligação perigosíssima

Darci Vedoin também revelou que a Cada Civil do governo Lula só liberava emendas para quem apoiava o governo.

O ministro da área tem uma cota. Mas quem aprova e quem paga chama-se Casa Civil. Só paga quem votar junto com ele. Quando se iniciou o governo do PT, a Casa Civil mandava as listas que têm que ser pagas (sic). Todas as emendas são pagas com as listas que saem da Casa Civil. Todas!

Segundo Vedoin, a liberação dos recursos era usada de forma a forçar os deputados, inclusive alguns da oposição, a votarem conforme o mando do Palácio do Planalto.

Sem provas fica difícil...

Apesar disso, Vedoin descartou uma infiltração do esquema dos sanguessugas no órgão que já foi comandado por José Dirceu de Oliveira e Silva.

Questionado pela senadora Heloísa Helena (PSol-AL) sobre a existência de um contato dos sanguessugas dentro da Casa Civil incumbido de acelerar a liberação de verbas orçamentárias, ele primeiro negou. Mas depois, refugou:

Eu não tenho provas, senadora”.

E por fim, quando perguntado se alguém de dentro do esquema já mencionara o nome dessa pessoa, confirmou: “Sim”.

O problema é que Darci Vedoin não disse de quem se tratava.

Seis vão se salvar?

Organização de documentos da CPI dos Sanguessugas mostra que, a princípio, apenas seis dos 90 acusados não são culpados.

Contra os outros 84 há indícios de participação no esquema que fraudava a compra de ambulâncias.

Informações da Secretaria de Receita Federal revelam que a máfia teve um faturamento de R$ 111 milhões, entre os anos 2000 e 2005.

Como tocava a banda sanguessuga

Durante a inquirição feita pela CPI, em Cuiabá, onde estava preso, o dono da Planam contou vários detalhes de como funcionava o esquema.

Enquanto o filho Luiz Antônio gerenciava todos os pagamentos e cuidava das prefeituras, ele próprio era responsável por fazer o lobby junto aos parlamentares, em Brasília.

Abordava-os durante a elaboração do Orçamento da União e oferecia ambulâncias para as cidades onde fazem política.

De acordo com Darci Vedoin, a Planam preparava o pré-projeto e o projeto apresentados ao Ministério da Saúde, acertava a realização da licitação nas prefeituras e acionava os parlamentares com base na previsão de gastos no Orçamento da União.

450 municípios atingidos

A máfia dos sanguessugas teria atuado em 450 dos 5.560 municípios brasileiros.

A empresa que gerenciou a corrupção tem provas de ter pagado propina a pelo menos 77 prefeitos de municípios que compraram ambulâncias da Planam a preços superfaturados.

Em depoimento à Justiça Federal, o empresário Luiz Antônio Vedoin revelou que pagou R$ 1 milhão a prefeitos.

Percentual da propina

Darci Vedoin revelou que os próprios congressistas se ofereciam para ganhar dinheiro no esquema.

Em 90% dos casos, eles mesmos pediam (a propina)”.

O padrão para como corrupção era 10% do valor da emenda.

Eu abria as portas. Depois o Luiz Antônio ia lá fechar”.

Entrega antecipada

O esquema dos sanguessugas estava de tal forma enfronhado em Brasília, como mostra o depoimento de seu mentor, que num dado momento as ambulâncias passaram a ser entregues antes mesmo do pagamento.

Bastava que o parlamentar apresentasse a nota de empenho dos recursos orçamentários.

A nota de empenho é um documento comprobatório de que o governo fez a promessa de pagamento.

O dinheiro propriamente dito pode demorar meses para sair, depende da programação financeira do Ministério da Fazenda e da programação política da Casa Civil.

Medo antigo dos parlamentares

O empresário Darci Vedoin revelou aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Sanguessugas que em dezembro de 2005 "muitos" parlamentares já sabiam que a Polícia Federal estava investigando o esquema.

Mas o escândalo só se tornou público em maio deste ano, ao ser deflagrado pela Polícia Federal, a partir de denúncia do Ministério Público no Mato Grosso.

O empresário contou que vários congressistas o procuraram preocupados com as conseqüências.
Bispo Macedo sem candidatos?

O envolvimento de 14 dos 16 parlamentares da bancada da Igreja Universal do Reino de Deus com a máfia dos sanguessugas está deixando o Bispo Edir Macedo com menos cabelos ainda.

O Conselho dos Bispos já determinou que os envolvidos não poderão concorrer à reeleição, tendo o apoio da máquina de fiéis da Universal.

A maior bronca de Macedo é com sua própria irmã, Edna Macedo, que é candidata a deputada federal por São Paulo.

Bíblia sanguesuga?

Dos 60 deputados da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso, 28 estão entre os investigados pela CPI.

Um dos mais enrolados é o ex-coordenador político da Igreja Universal no Congresso, o ex-deputado Carlos Alberto (Bispo) Rodrigues, que foi obrigado a renunciar para evitar a cassação no escândalo do mensalão.

Dos investigados, 14 são da Igreja Universal, 10 são da Assembléia de Deus, 2 são da Evangelho Quadrangular, 1 da Igreja Batista e 1 da Igreja Internacional da Graça.

A operadora do sistema

A servidora pública Amarildes Costa, conhecida como Ada, era a operadora dos parlamentares da Universal no esquema dos sanguesugas, embora fosse membro da Igreja Batista.

Quem garante é o empresário Darci Vedoin, em depoimento á Justiça Federal.

Ada era assessora do Bispo Rodrigues e tinha a senha dos deputados para acessar o sistema on-line do Ministério da Saúde.

Ada era quem decidia onde seriam aplicados os recursos das emendas ao orçamento.

A moça recebia uma comissão de 3% sobre o valor das emendas, enquanto os deputados ficavam com 10%.

O Hospital evangélico

O Hospital Bom Samaritano, de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, recebeu R$ 10 milhões e 700 mil do Orçamento da União desde 1996.

Boa parte dos recursos foi por meio de emendas apresentadas por deputados acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas, como Isaías Silvestre (PSB), Cabo Júlio (PMDB) e João Magalhães (PMDB).

Até parlamentares de outros estados, como o ex-deputado Ronivon Santiago, que é do Acre, destinaram verbas para o antigo Hospital Evangélico, o que deixa a CPI com a pulga atrás da bíblia.

A emenda de Ronivon teve o generoso valor de R$ 2 milhões.

O quarteto preocupado

O sub-relator de sistematização da CPI dos Sanguessugas, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), pretende ouvir informalmente os quatro deputados cujos nomes surgiram nos levantamentos da Controladoria Geral da União (CGU) como tendo apresentado emendas orçamentárias que beneficiaram empresas ligadas à máfia das ambulâncias.

Serão ouvidos: Aroldo Cedraz (PFL-BA), Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), Arolde de Oliveira (PFL-RJ) e João Almeida (PSDB-BA), todos de partidos adversários do governo.

Sampaio quer entrar em contato diretamente com os quatro e perguntar a cada um quais esclarecimentos desejam fazer sobre as emendas, mas sem notificá-los formalmente.

Problema de FHC ou de Lula?

Um Editorial do Estadão coloca fim na polêmica se a máfia dos sanguesugas começou a operar na Era FHC, como denuncia o PT, ou se foi aprimorada no atual governo, como denunciam Geraldo Alckmin e Heloísa Helena.

A julgar pelos seus trechos publicados na imprensa a partir de quinta-feira, o documento de 150 páginas que contém 9 dias de confissões do capo mafioso Luiz Antonio Vedoin à Justiça Federal não respalda a acusação do candidato tucano de que "a matriz" de mais esse arrombamento do Tesouro é o governo federal. É verdade que o dinheiro para a compra de ambulâncias superfaturadas, a partir de emendas ao Orçamento da União, saía do Ministério da Saúde. Mas não se pode omitir que isso vinha ocorrendo antes que o seu titular fosse o petista Humberto Costa - que Vedoin, segundo o seu advogado, não teria citado - e continuou ocorrendo ao tempo do seu sucessor, o deputado peemedebista Saraiva Felipe, este sim, citado de forma comprometedora e chamado a se explicar pela CPI dos Sanguessugas”.

A conclusão a que o Alerta Total chega é: o problema não são os ocupantes do poder, mas o sistema político e administrativo brasileiro, que opera em favor dos interesses do crime organizado, que é a que é doutrinariamente definido como a sinistra associação objetiva de criminosos formais de toda a espécie com membros dos poderes estatais, para a prática de ações delituosas, utilizando a corrupção sobre as instituições republicanas como o principal meio para atingir seus fins.

Máfia dos combustíveis

Gravações feitas pela Polícia Federal durante investigações sobre a máfia dos combustíveis envolvem quatro dos 16 parlamentares fluminenses supostamente atolados com a Máfia das Sanguessugas.

Os deputados Almir Moura (PFL), Fernando Gonçalves (PTB) e Reinaldo Betão (PL), além de assessores do deputado Dr. Heleno (PSC), foram flagrados negociando liberação de veículos apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e favorecimentos políticos para servidores posteriormente presos na Operação Poeira do Asfalto, em 2004, e condenados pela Justiça Federal do Rio, no ano passado.

Em conversa gravada no dia 24 de fevereiro de 2003, o deputado Almir Moura combina com o então superintendente da PRF no Rio, Francisco Carlos da Silva, o Chico Preto, um encontro na sede do PL — partido ao qual era filiado na época. O parlamentar afirma:

A gente está precisando bater um papo, rapaz. Pra gente pegar uma ‘situação’ que eu tive aí. (...) Eu acho que emplaco alguém aí”,

A deputada estadual Cidinha Campos (PDT), que há anos investiga as ramificações da máfia dos combustíveis no Rio, reclama que não foi aberto procedimento algum na Justiça contra esses deputados.

Eles só pegaram os peixes pequenos. É preciso saber qual era a participação desses parlamentares no esquema”.

Golpe no futuro Congresso

O presidente Lula da Silva, caso consiga se reeleger, como espera, foi aconselhado por estrategistas a repetir a mesma estratégia de Hugo Chávez para evitar problemas com um congresso corrupto em seu segundo mandato.

Uma das idéias é propor um plebiscito para que a população brasileira decida sobre a dissolução do Congresso, convocando eleições em 180 dias.

A intenção dos maquiavélicos é que a proposta vença a consulta popular, e, nas novas eleições, o governo consiga usar sua máquina para dobrar os votos.

Livro contra as fraudes eleitorais

Já está à venda, via Internet, o livro “Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico”

Os autores são o engenheiro Amilcar Brunazo Filho e a Advogada Maria Aparecida Cortiz, que são representantes de Partidos Políticos junto ao TSE desde 2000.

O livro recebeu prefácios do jornalista Paulo Henrique Amorim e do jurista Sérgio Sérvulo da Cunha.

É indicado para eleitor que queria compreender melhor as garantias do sistema eleitoral no qual é obrigado a declarar (digitar) o seu voto, e também é indispensável aos Partidos Políticos que queiram desenvolver esquemas de proteção contra fraudes eleitorais.

A obra descreve como fraudes eleitorais podem surgir no sistema informatizado de eleições e quais as possíveis defesas disponíveis.

Pode ser adquirido no endereço: http://www.votoseguro.org/livros

Oposição “desaforada”

O presidente Lula da Silva chamou a oposição de “desaforada, por vender a idéia de que o governo e ele não são éticos”, durante comício, ontem, em Santa Catarina.

Lula considerou muito bom que algumas pessoas sintam ódio do seu governo, pelas coisas boas que realizou.

Ele pediu aos militantes do PT que respondam a todas as acusações.

Nada de chute na canela

O presidente garantiu que está mais paz amor do que nunca e advertiu:

"Se nós temos pessoas que erraram, se nós temos pessoas que podem errar, nós temos que ter instrumentos de apurar e de punir. O governo não vacilou em nenhum momento em punir aqueles que provadamente fizeram alguma coisa. Vamos ter humildade para reconhecer quando erramos, mas vamos ter ousadia para defender a nossa dignidade, para defender a nossa honra e para defender a ética neste País".

No final, deu um recado aos petistas para que “não deixem chutar a canela de vocês”.

Lula prometeu “continuar com o sacrifício de fazer campanha no final de semana e administrar o Brasil durante a semana”.

Frase de fujão

Presidente que foge de debate mostra que prefere ficar escondido atrás de publicidade paga com dinheiro do povo em vez de ir para o ringue lutar em igualdade de condições”.

Não. Não é ninguém sacaneando o presidente Lula. Mas tal sentença bem serviria para ele mesmo.

A frase foi dita em 1998 pelo próprio candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que agora não deseja participar dos debates previstos para este ano.

O da Rede Globo já está confirmado para o dia 28 de setembro, com Lula ou sem Lula.

Na época, Lula atacou seu adversário FHC – que não quis saber de debate, e conseguiu se reeleger presidente.

Recado para Lula na parada gay

A candidata do PSOL aproveitou para alfinetar o presidente Lula, em plena Parada do Orgulho Gay, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Usando uma camiseta do PSOL com um arco íris, a Helô chamou Lula no guando:

O Lula deveria se comportar como homem e presidente e não fugir dos debates”.

Fustigando a Heloísa

O ministro das Relações Institucionais, Tasso Genro, arranjou a maior confusão com sua ex-companheira Heloísa Helena, ao comparar o comportamento político da candidata do PSOL com o senador Jorge Bornhausen, do PFL, porque ambos teriam posições contrárias ao Pro-Uni – Programa do governo que financia o ensino universitário para estudantes pobres. Tasso ironizou:

Veja como a esquerda e a direita se encontram na mesma posição política sobre uma questão essencial para o País, que é a inclusão educacional”.

Em campanha na parada gay no Rio de Janeiro, Heloísa Helena detonou Tarso:

Tarso não tem o que fazer no porque o governo é incompetente. Não vou bater boca com moleque de recado do presidente. Ele que vá arranjar um trabalho para fazer e me tirar da cabeça, porque ele está com a idéia fixa com Heloisinha”.

Votos que a Helô não quer I

A senadora Heloísa Helena está até agora constrangida com a declaração de voto dada pelo empresário Darci Vedoin, em depoimento à CPI dos Sanguesugas:

Eu vou votar na senhora, pelo que a senhora está fazendo aqui, agora. Não só eu. A minha família toda”.

Vedoin fez o agrado no momento em que era duramente interrogado pela candidata a presidente pelo PSOL, mas a Helô não deu bola para a declaração de voto e seguiu em frente, imprensando o dono da empresa que corrompeu pelo menos 132 políticos na venda a prefeituras e estados de ambulâncias a preços superfaturadas.

Votos que a Helô não quer II

A candidata do PSOL, que raramente veste um vestido, está na maior saia justa com a declaração de voto, em favor dela, feita pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Antony Garotinho, que fracassou em seu sonho de ser candidato a presidente pelo PMDB, e cujo governo da mulher, Rosinha, é alvo de várias denúncias de corrupção.

Heloísa Helena repete a toda hora que não conversou e nem quer conversa com o casal Garotinho.

A Helô garantiu que não vai procurar Garotinho, e negou que tenha recebido qualquer apoio formal dele.

Mas o vice dela quer Garotinho

O pragmático candidato a vice-presidente na chapa do PSOL, César Benjamin, gostou do apoio de Garotinho e de sua filha Clarissa Matheus, que é presidenta da Juventude do PMDB no Rio de Janeiro.

Seria incoerente se nós tivéssemos feito uma negociação política. O Garotinho é um cidadão. Ele apóia quem ele quiser e todo apoio é bem-vindo. Se ele diz, inclusive, que apóia, pressionado por suas bases populares, eu fico orgulhoso de receber o apoio que vem das bases populares”.

Benjamin garante que não houve qualquer negociação do PSOL com Garotinho.

O retorno de Palocci (mais esbelto)

Quinze quilogramas mais magro, o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, retorna à cena política nesta semana com sorriso de candidato, disposto a conquistar mandato de deputado federal e foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF) para responder às denúncias que pesam contra ele.

Acusado pela Polícia Federal de ordenar a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, Palocci inicia a campanha com a "Carta ao Povo de São Paulo".

Com dez receitas para o País "crescer mais e reduzir a desigualdade", que serão distribuídas por ele em palestras, o texto prega uma trégua no tiroteio político para continuar as reformas estruturais.

Palocci defende o ajuste fiscal de longo prazo e a autonomia operacional do Banco Central.

Livro no forno

Desde que foi demitido, em 27 de março, Palocci dedica cinco horas por dia para escrever um livro sobre sua experiência na Fazenda e a "parte humana de ser governo".

"Não se preocupem: é um livro do bem. Não quero expor pessoas nem fazer críticas".

Foi a forma que ele, médico, encontrou para enfrentar a depressão aos 45 anos.

No laptop sobre a mesa de seu escritório há material suficiente para cem páginas.

Palocci garante que não lançará nenhuma linha antes da eleição, pois não quer abrir brecha para que seu livro seja usado na disputa.

Fechando a boca

Para emagrecer, Palocci fez a famosa dieta de Atkins, rica em gordura e proteína e pobre em carboidrato, que iniciou ainda no carnaval, antes de ser derrubado do Ministério.

Atualmente, faz um regime hipocalórico, que, na sua definição, consiste em "fechar a boca".

"Já ganhei do Lula por um quilo".

Palocci faz referência aos 14 quilos perdidos pelo presidente.

Mais bandidos para o Rio, não!

O governo do Rio de Janeiro recusou-se a atender a um pedido da União para receber 300 presos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que seriam transferidos dos presídios paulistas para os fluminenses enquanto prisões de São Paulo, destruídas nas recentes rebeliões, seriam reformadas.

O secretário de Administração Penitenciária do Rio, Astério Pereira dos Santos, ainda não respondeu oficialmente à solicitação, assinada pelo diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Maurício Kuehne, mas divulgou nota em que anunciou a negativa e explicou seus motivos.

"Recebemos nesses três anos e sete meses, vindos da União, para emprego na área penitenciária, R$ 165 mil para a instalação do cinturão de segurança (cerca cortante) em Bangu. Historicamente foi o período em que menos verbas foram repassadas para o nosso estado, embora sejamos o segundo no ranking dos arrecadadores de recursos para a União".

Retrato do caos

O Estado do Rio tem cerca de 500 presos que foram julgados e condenados pela Justiça Federal e se encontram custodiados no sistema penitenciário estadual, já que a Superintendência da Polícia Federal no Rio desativou sua carceragem há três anos.

Os detentos ocupam vagas no presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte da capital.

As delegacias do Rio têm 4.500 presos, que dependem da abertura de vagas para ingressarem no sistema prisional.

Lembo não vê a cor do dinheiro

O governador de São Paulo voltou a reclamar no domingo que não recebeu qualquer ajuda do governo federal para a segurança pública.

Cláudio Lembo se solidarizou com seu Secretário de Segurança, Saulo de Abreu Filho, que denunciou ao jornal Estado de São Paulo que o governo Lula negou o uso de tropas do Exército, o envio de 200 homens da Força Nacional de Segurança, além do repasse de R$ 740 milhões para projetos como a interligação de um banco de dados sobre criminosos.

Abreu denunciou que o ministro da Justiça (que não existe), Márcio Thomaz Bastos, recebeu o papel com as reivindicações e ficou quieto.

Gasto com Beira-mar

Primeiro e por enquanto único detento da Penitenciária Federal de Catanduvas, Interior do Paraná, o megatraficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, é o preso mais caro do Brasil.

Ainda não existe uma previsão de quanto a unidade vai custar aos cofres públicos, mas uma estimativa, feita com base nas despesas com salários de agentes penitenciários, indica que a diária do bandidão na cadeia sai por R$ 38 mil e 300 reais.

Não estão incluídos outros gastos, como os referentes à manutenção do presídio e à alimentação de Beira-Mar.

Quando o quadro dos 250 presos estiver completo, vai absorver R$ 1 milhão e 750 mil por mês ou R$ 58 mil e 300 reais por dia.

Fleury perdeu

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou pedido de direito de resposta do deputado federal Luiz Antonio Fleury Filho, candidato à reeleição pelo PTB, na revista Veja.

No dia 12 de julho, a revista publicou a reportagem Museu Vivo do Código Penal, que trazia a foto de candidatos à eleição de 2006 que sofrem processo por improbidade administrativa.

O deputado pediu o direito de resposta para restabelecer sua honra, que teria sido abalada pelo teor da notícia.

Fleury alegou que seu nome jamais poderia ter sido incluído na reportagem. Segundo ele, o ato de improbidade administrativa atribuído a ele é de natureza civil, não tipificado no Código Penal e nem em legislação extravagante.

Maluf e Pitta perdem mais uma

O ex-prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta foram condenados a pagar indenização, por danos morais, no valor de R$ 30 mil para Mário Covas Neto, o Zuzinha, filho do ex-governador Mário Covas.

Quem bateu o martelo foi a 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu recurso de Covas Neto contra sentença do juiz Francisco Antonio Bianco Neto, da 1ª Vara Cível Central da Capital.

Na Folha de São Paulo de 12 e 17 de março de 2000, referindo-se à briga entre Pitta e sua ex-mulher Nilcéia, Maluf bateu no filho de Covas, cujo pai defendeu os ataques de Nilcéia:

“A única pessoa que defendeu foi o Covas (Mário), que quer encobrir os escândalos do filho, Mário Covas Neto, de codinome Zuzinha. O Zuzinha está envolvido em irregularidades na Tejofran, empresa do padrinho de casamento dele, e na companhia de habitação do Estado”.

Falar demais custou caro também a Pitta, que repetiu as palavras de Maluf.

Para os amantes de Fidel, Chávez e Bin Laden

Os brasileiros poderão assistir aos discursos intermináveis de Fidel Castro e a novelas de Cuba, assinando a Cubavision Internacional, uma emissora via satélite gerada em Havana.

Ela terá pela terá pela primeira vez um estande na feira da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), que acontece de amanhã até quinta-feira, em São Paulo.

A programação da Cubavision Internacional é formada, além de novelas, por telejornais, filmes, documentários e muitas imagens das paisagens turísticas da ilha.

Também estará na feira da ABTA a Telesur, do presidente venezuelano Hugo Chávez, que também tenta acordo com operadoras brasileiras para entrar nos pacotes dos assinantes.

O estande da TV de Chávez, curiosamente, é vizinho do da Cubavision.

Outra novidade na feira é a presença da Al Jazira, do Qatar, considerada a "CNN árabe", famosa mundialmente desde a Guerra do Afeganistão, que já negocia a distribuição com as operadoras de televisão por assinatura brasileiras.

A feira da ABTA acontece das 12h às 20h, no ITM Expo (rua Dr. Roberto Zuccolo, 555, Vila Leopoldina, SP).

Problemas para a Record

O Ministério Público Federal ajuizou Ação Civil Pública contra a Rede Record de Televisão, por veicular a imagem de uma criança de sete anos portadora de leucemia.

Caso a denúncia seja aceita, a Rede Record terá de pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 4 milhões e 250 mil reais, o que equivale a 0,5% do seu faturamento bruto de 2006.

Segundo o MP, em 2005, a emissora explorou a imagem do garoto, que chorava compulsivamente enquanto seu cabelo era raspado.

A reportagem traçava paralelo com a personagem Camila, representada por Carolina Dieckmann, na novela Laços de Família, exibida pela TV Globo.

As imagens foram ao ar por 30 minutos com a mesma trilha sonora da novela.

Em alguns momentos, com a sobreposição da imagem da personagem pela do menino.

Abuso dos apresentadores?

O Ministério Público também considerou um abuso a discussão entre os apresentadores, a mãe e o repórter a respeito dos procedimentos médicos e da cirurgia na frente do menino.

De acordo com o artigo 221 da Constituição Federal, as emissoras são obrigadas a respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família, dentre os quais se encontram, indubitavelmente, a dignidade humana e os direitos da criança e do adolescente.

O MP alega que a emissora recusou diversas propostas de se ajustar as exigência legais, como a veiculação durante uma semana de programas independentes, produzidos por ONGs, como forma de atenuar os prejuízos causados à coletividade.

Olho no fundo 157

Quem pagou IR (imposto de renda) entre 1967 e 1983, teve a opção de investir parte do valor a recolher no chamado Fundo 157 de várias instituições financeiras.

Há um saldo não reclamado de R$ 500 milhões, segundo a Comissão de Valores Mobiliários.

Se for seu caso, acesse http://www.cvm.gov.br/, clique no "acesso rápido ao Fundo 157" e veja, usando o CPF, em que instituição bancária está o seu dinheiro.

Se não for seu caso, avise seus pais, avós, tios, amigos mais velhos, etc.

Socorro aos velhinhos

Os 62 velhinhos abandonados pela família, que moram na Associação Aliança dos Cegos, estão passando por uma situação terrível.

Está ameaçada de despejo, com o prédio penhorado pela Caixa Econômica Federal, e está com dificuldades para alimentar os idosos.

A entidade fica na Rua 24 de maio, 47 - São Francisco Xavier, na cidade do Rio de Janeiro - Tel.: 2502-4632 / 2273-3052,

Quem puder ajudar não é para doar dinheiro, e sim alimentos.

Precisam de: FEIJÃO, ARROZ, MACARRÃO, FUBÁ, ÓLEO, SAL, AÇÚCAR, LEITE EM PÓ(p/ tomarem os remédios), AVEIA, ACHOCOLATADOS, BISCOITO, FRUTAS, LEGUMES, VERDURAS, MATERIAL DE HIGIENE E LIMPEZA (sabonetes/pasta de dente / escova de dente/ Prestobarba / desinfetante /cloro / papel higiênico / sabão em pó), COBERTORES, ROUPA DE CAMA, TOALHA DE BANHO, ROUPAS P/ FRIO (casacos / meias / calça comprida)

A Associação está aberta para visitação e entrega de doações, das 8 às 17 horas.

500 mil na parada

Mesmo embaixo de Chuva e frio, 500 mil pessoas acompanharam a XI Parada do Orgulho GLBT (de gays, lésbicas, bissexuais e travestis), ontem, na orla de Copacabana.

A festa foi transferida para o dia 31 de julho, por causa da Copa do Mundo.

Tradicionalmente, acontece no dia 28 de junho.

Vingança dos vascaínos

A cervejaria Schincariol anda bronqueada com dois donos de supermercados do Rio de Janeiro, que resolveram boicotar a venda de seus produtos, depois que a empresa assinou o contrato de publicidade com o Flamengo – bicampeão da Copa do Brasil, nas costas dos cruzmaltinos.

A participação da Schin no mercado do Rio de Janeiro caiu de 4,5 para 4,1 por cento, em função do boicote.

A cervejaria de Itu espera que o recente título do Mengão melhore suas vendas no RJ.

Não tem jeito...

Não dá nem para comemorar o bi-campeonato da Copa do Brasil.

O Flamengo abusou do direito de perder gols e acabou derrotado por 1 a 0 pelo Atlético-PR, ontem, na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro.

Com a derrota, o Flamengo permanece com 14 pontos e cai para a zona do rebaixamento.

Piada que vale para os inimigos

Um soldado norte-americano no Iraque recebeu uma carta da sua namorada, que dizia:

"Querido John. Não podemos continuar com esta relação. A distância que nos separa é muito grande. Tenho que admitir que fui infiel já por duas vezes desde que você foi embora, e acredito que nem você nem eu merecemos isto! Portanto, penso que é melhor acabarmos com tudo! Por favor, mande de volta a foto minha que te enviei. Com amor, Mary".

O soldado John, muito magoado, pediu a todos os seus colegas que lhe emprestassem fotos das suas namoradas, irmãs, amigas, tias, primas, etc...

Juntamente com a foto de Mary, colocou todas as outras fotos, que conseguiu recolher com seus colegas, em um envelope. No envelope que enviou à Mary, estavam 57 fotos e uma nota que dizia:

"Querida Mary. Peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem é você. Por favor, procure a sua foto no envelope e me envie de volta as restantes. Com carinho e muito amor, John".

MORAL DA HISTÓRIA: "Mesmo derrotado, é preciso saber arrasar o inimigo".

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:

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Fiquem com Deus!

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domingo, 30 de julho de 2006

Problemas para o próximo governo

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

O próximo governo brasileiro - seja ele presidido por quem for - será uma gestão de alto grau de instabilidade política, econômica e psicosocial. O responsável por isso será o crescente poder do crime organizado, que é doutrinariamente definido como a sinistra associação objetiva de criminosos formais de toda a espécie com membros dos poderes estatais, para a prática de ações delituosas, utilizando a corrupção sobre as instituições republicanas como o principal meio para atingir seus fins. Tudo dominado por um “controlador maior externo”.

Não existe crime organizado sem a participação do poder estatal, sob influência da classe política que aparentemente o governa, obedecendo a ordens de um sistema montado por um controlador externo maior – que inviabiliza a soberania brasileira do ponto de vista político e econômico. Este utiliza a corrupção, a violência e as sutilezas ideológicas como instrumentos de dominação da sociedade. O crime organizado é o verdadeiro inimigo do Estado democrático moderno.

Democracia é a Segurança do Direito. Ou existe objetivamente, ou não existe. A evidente ausência de democracia desenha um cenário bem previsível. Aumento da violência urbana com o fortalecimento de agentes conscientes do crime. Eclosão de conflitos rurais, pela reação à ocupação ilegal de propriedades privadas. Surgimento de novas denúncias sem fim contra a classe política, que é um dos principais agentes ativos e passivos da corrupção, seguida da histórica ausência de Justiça.

Todas essas ações criminosas são possíveis graças à impunidade, gerada pela falta de instrumentos práticos, jurídicos e vontade política para combater a verdadeira essência da organização criminosa e seu modo de “governar” nosso País. Se os setores esclarecidos da sociedade não derem um basta ao atual processo de ruptura das nossas instituições republicanas, nosso País corre o risco de continuar do jeito que sempre foi.

Esse é o real e fatal perigo para a Nação que não consegue viver o momento presente. O Brasil sofre da chamada “doença do amanhã”. Tem a vã pretensão de ser o País do futuro. A oligarquia dominante - que corrompe e se deixa corromper - é a promotora de nossa inércia nacional. Seus poderes nada ocultos sabotam e enfraquecem nossas instituições, quando se locupletam do poder delas.

A criatividade delas instituiu, ao longo dos últimos 50 anos, um modelo de corrupção que pode ser batizado de “mensalão”. Tecnicamente, essa é a propina periódica paga a políticos ou aliados de um governo, resultante de participações nas negociatas de empresas que prestam serviços ou vendem produtos para o poder Estatal. Assim se rouba o dinheiro público no Brasil, gerando fortunas desonestamente, pelo uso criminoso da política.

A mão grande e invisível do poder criminoso impede nossas instituições de cumprir seus objetivos originais e permanentes. A debilidade institucional é vítima da própria corrupção, que é o meio usado para desmoralizar e controlar, ainda mais, as instituições republicanas. Eis por que a corrupção parece um fim em si mesma, mas não é. A cultura da corrupção é um mecanismo de controle exercido pelos verdadeiros controladores e manipuladores dos interesses nacionais.

Os ocupantes do poder – no Executivo, no Legislativo e no Judiciário – não resolvem o problema por vários motivos: ou não querem e lhes falta vontade política; ou não podem porque estão envolvidos no “sistema”; ou não vale a pena, porque, para eles, aparentemente, tudo está bom do jeito que está. O problema real não é quem está ocupando o poder e se locupletando, eventualmente dele. A matriz da corrupção no Brasil está em cada um de nós, que não conhecemos o verdadeiro inimigo, e, por conseguinte, não sabemos como combatê-lo.

O brasileiro sobrevive “enxugando o gelo” em uma nação que só produz e reproduz, a cada dia, mais corrupção, violência, intolerância, desrespeito, desigualdade, injustiça, impunidade e – consolidando tudo isso, no plural – despotismos, mentiras, medos e ilusões sem fim. Nossos “controladores” fazem a festa. Nossa leniência os ajuda a exercer seu poder histórica e culturalmente importo – e por nós aceito.

Ser leniente significa “ser brando, manso e suave e não ter um mínimo de disciplina e rigor com as coisas”. O brasileiro parece tão leniente que isso beira à conivência – que é o vício de tolerar coisas socialmente aceitas como “erradas”. Errar é humano, mas ser leniente e conivente, às vezes, torna-se desumano. Ou até criminoso. Não devemos ser “legais” com a corrupção. Mas somos, o que nos coloca no mesmo nível da organização criminosa que nos governa, em nome de interesses “superiores” de um controlador externo.

É fundamental compreender com funciona o governo real do crime organizado. O controlador comanda as organizações político-administrativas do País. Emprega agentes de influência, que são a mídia, as organizações não-governamentais e os chamados “movimentos populares”. Conta com um partido político no poder, como força-motriz de sua ação estratégica de controle. O controlador exerce influência, corrompendo, sua força de sustentação – que é o governo formal, nos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo (dominando o Ministério Público, as Forças Policiais e o Fisco).

O controlador também opera com um quatro elemento, que são as chamadas “forças subterrâneas”. Elas executam, na prática, as atividades criminosas. Aí ocorre uma simbiose entre os poderes de Estado, dominados pelo controlador, e os marginais formais, membros das chamadas facções criminosas. Eles estão aliados à chamada narcoguerrilha, cujos integrantes atuam como agentes conscientes ou inconscientes. Eles acreditam e pregam uma pretensa “ordem revolucionária”, agindo nas áreas rural e urbana.

O controlador opera com três instrumentos básicos de Dominação. São eles: o terrorismo, as ideologias (ou idéias fora do lugar) e as diferenças regionais (econômicas, sociais, religiosas e raciais). Opera com dois objetivos fundamentais. O primeiro é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais do seu território. O segundo é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da nação, na medida exata dos interesses transnacionais do mesmo controlador.

O chamado “Governo Real Mundial” elege como parceiros alguns organismos que fazem os governos de países do Terceiro Mundo, como o Brasil, agirem para cumprir seus objetivos – e não os objetivos nacionais. Fazem parte do time do controlador o Council on Foreign Relations (que junta os auto-denominados conservadores), o Diálogo Interamericano (que junta sociais-democratas) e o Foro de São Paulo (que reúne a auto-definida “esquerda revolucionária" da América Latina).

Na verdade, todas essas tendências obedecem a um “controlador maior”. As ideologias que defendem são mero instrumento de dominação do qual o controlador se aproveita. Embora pareçam entidades com diferentes tendências de pensamento, na realidade objetiva, são meros instrumentos reprodutores das mesmas ações políticas, econômicas e ideológicas emanadas da City de Londres – que é o centro estratégico do real poder financeiro mundial, em que os banqueiros ingleses Rothschild & Sons exercem seu papel de “controladores” há vários séculos, desde o advento do capitalismo, atuando em parceria com a sociedade (que já foi mais secreta) Bilderberg-gruppen.

Foi em 1954, em Oosterbeek, na Holanda, que quatro homens fundaram a sociedade secreta. O primeiro encontro decorreu de 29 a 31 de Maio de 1954, no Hotel Bilderberg. David Rockefeller, Denis Healey, Joseph Retinger e o príncipe Bernhard da Holanda, pai da atual monarca, são os fundadores desta espécie de "Maçonaria dos bilionários". Mas a organização foi apadrinhada, designadamente, pelo governo britânico, pela casa real holandesa, pela presidência dos Estados Unidos da América e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Bilderberg surgiu sob os auspícios dos militares, dos homens de negócios, de agências de espionagem e do poder político. É na sua origem um instrumento da guerra-fria que visa a unificação da Europa (incluindo a reunificação das Alemanhas), a “concertação” de posições entre as elites deste continente e do americano, além do exercício do governo mundial. A evolução da organização acentuou o domínio do capital financeiro e a sua influência através dos meios de comunicação social, dos meios acadêmicos e de institutos e fundações.

A banda do poder mundial toca desta forma. Sob o manto das corporações transnacionais, nascem instituições, fundações e organizações que produzem idéias, influência e quadros. A elite forma os herdeiros que vão lhes suceder nas empresas, no campo político, nos meios acadêmicos e no campo dos meios de comunicação social. Eles controlam o mundo. Nos governam, e a gente não sente. Cuidam dos interesses deles, e a gente que se dane. Daí o mérito da eficiente estratégia de dominação e controle.

Em Bilderberg, os poderosos do mundo ensaiam as jogadas do xadrez global. Refinam a sua arte de guerra. Alinham todas as suas forças para policiar o mundo e multiplicar os seus lucros. Os senhores do mundo se reuniram pela última vez, entre os dias 8 e 11 de junho passado, em Otava, na província de Ontário, Canadá, no 54º encontro de Bilderberg. O debate à porta fechada, sem conclusões nem declarações, incidiu sobre oito tópicos: relações Europa-América, energia, Rússia, Irão, Médio Oriente, Ásia, terrorismo e imigração.

Tantos conceitos objetivos, embora polêmicos e pouco conhecidos pela maioria, são necessários para que possamos desenhar o cenário previsível para o Brasil, depois de primeiro de janeiro. O resultado das eleições pouco importa. Até porque o agora bem identificado “controlador” não joga sua sorte no cassino eleitoral do Al Capone, com urnas eletrônicas totalmente passíveis de fraudes, embora o Superior Tribunal Eleitoral tente nos fazer acreditar no contrário. O jogo dele tem as cartas marcadas, e independe de quem vai vencer. Afinal, ele controla as diferentes tendências ideológicas.

Compreendidas tantas nuances políticas, vamos a um exercício objetivo de futurologia. Imaginemos que o presidente Lula da Silva consiga cumprir o seu sonho de reeleição. Diante de tantas denúncias objetivas e comprovadas de corrupção, envolvendo gente de seu partido e da base aliada do governo, sem contas as revelações de favorecimentos pouco éticos a seus familiares e amigos mais próximos, tudo indica que Lula tem grandes chances de sequer conseguir passar do primeiro ano do eventual segundo mandato, sem sofrer um processo de impeachment ou ser impedido por outras forças que realmente sejam oposição ao que ocorre hoje no Brasil.

Lula já tem entre seus adversários internos declarados o sistema policial do Estado. A Polícia Federal já age de forma independente do governo. O mesmo acontece com a Agência Brasileira de Inteligência. A PF e a ABIN já pularam do titanic do governo há muito tempo. Os dois organismos, o policial e o de inteligência, já atuam em parceria com o Ministério Público Federal, que, há algum tempo, vem sendo abastecido de informações por agentes do Direção Nacional de Inteligência dos Estados Unidos da América. O Tio Sam George Bush e a tia Condoleezza Rice não vêm com bons olhos as articulações do governo Lula com inimigos dos EUA, como Fidel Castro e Hugo Chávez.

Lula vencendo, seus maiores adversários, depois da aparente oposição (que tem mais similaridades com ele que diferenças de essência e prática governativa), serão o grupo ideologicamente mais radical que lhe presta “apoio crítico” e as entidades criminosas ligadas umbilicalmente a tais grupos. Nem a caneta mágica que assina o Diário Oficial consegue controlar bandidos de fato que compõem o chamado “quarto elemento”. O governo não terá como atender a pressão de tais grupos. No que não atender, vira inimigo destes grupos.

É totalmente explosiva a combinação do partido do governo com os pretensos revolucionários do MST, articulados com delinqüentes de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), e treinados por organismos terroristas internacionais como o grupo separatista basco ETA, as FARC colombianas e integrantes do terror islâmico como o Hezbollah. Se o PT pensa que vai fazer “revolução” com essa turma, está enganado. Em pouco tempo, no processo revolucionário, perde o controle da situação para estes grupos, que vão lhe cortar a cabeça ou ajudar a perdê-la.

Imaginemos, agora, que a eleição seja vencida pelo segundo colocado nas pesquisas, o tucano Geraldo Alckmin. No mínimo, ele perderá uns dois anos e meio apenas tentando desmontar as armadilhas montadas pela máquina petista e de seus partidos da base aliada, que se apossaram do poder de Estado. Além disso, vai contar com a oposição radical e violenta do “quarto elemento” ligado ao PT. Os tucanos não têm condições objetivas de enfrentá-los. A guerrilha urbana promovida este ano em São Paulo (e o Dia dos Pais está chegando) foi um mero ensaio do caos. O jogo de verdade, bem mais violento, é previsto para uma segunda etapa.

Se o eventual governo Alckmin tiver a coragem de jogar pesado, o País vai mergulhar em uma guerra civil bem mais evidente que a que vivemos hoje. Aí terão de entrar em cena as Forças Armadas, cuja cúpula, atualmente, prefere fazer vistas grossas para a teoria de que o crime organizado está agindo, segundo interesses externos, contra a Constituição e a soberania nacional pela qual o Exército, a Marinha e a Aeronáutica têm o dever legal de zelar.

Mas a cúpula não é unanimidade entre o generalato. Existem altos oficiais que sabem que terão de intervir, e já se preparam para isso. E não é idéia de golpe militar, como poderia parecer para os analistas mais ignorantes. É a necessidade de uma intervenção urgente no combate ao crime organizado. Sabe-se que será uma batalha dificílima, já que nossas Forças Armadas não tem vivência objetiva em combate, por mais bem treinadas que sejam, para se defrontar, sem grandes perdas, contra o “quarto elemento”.

O cenário mais previsível é de confronto. No entanto, vencendo Lula, Alckmin ou qualquer outro boneco bêbado do ventríloco, uma situação não se altera – a não ser que os segmentos esclarecidos da sociedade tomem uma posição soberana: o controlador não vai ter afetados seus planos para o Brasil. Como o Alerta Total já revelou no artigo “O Governo Real Mundial e o Brasil de Lula”, na edição de 25 de junho passado), o controlador já tem planos econômicos ambiciosos para o nosso País, ganhe quem ganhe a eleição na roleta das inseguras urnas eletrônicas.

É sobre o jogo do controlador que deve se voltar a atenção dos brasileiros esclarecidos – e não para a baixaria do quadro eleitoral que já estamos vivendo.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

sábado, 29 de julho de 2006

Banalização de Horrores

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total: http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Os escândalos que pipocam em todo o Brasil se acumulam de maneira tão impressionante que o sentimento de repulsa vai se transformando em indiferença. Vivemos numa sociedade muito perigosa. Onde o desvio do dinheiro público, a desfaçatez e a pouca-vergonha são fatos corriqueiros.

Nada mais faz sentido. Não bastasse isso, verifica-se que a Rede Globo de Televisão, responsável pela desmoralização dos costumes (na conversão do país num antro de devassidão), parece disposta a aprofundar distorções comportamentais (geradas por seus programas pornográficos), sem dissimular.

A nova novela das oito (Páginas da Vida) ultrapassa todos os limites aceitáveis que se devem impor a emissora aberta, pois envergonha os lares e estimula a juventude à obscenidade e ao desrespeito.

O mais preocupante é perceber que a TV dos Marinhos procede como se nada tivesse a ver com a grave incidência de gravidez na adolescência, num país onde boa parte das jovens até 17 anos de idade são mães de até três ou quatro filhos. A nova novela das oito nada fica a dever a filmes pornográficos.

Mas onde se encontra a autoridade responsável pelos órgãos de comunicação? Segundo a revista IstoÉ desta semana, pelo menos no caso do ministro das Comunicações, Hélio Costa (ex-repórter do Fantástico da Rede Globo), muito bem, sim senhor! Sua excelência acaba de reforçar o pé-de-meia de um amigo.

Participando de negociação pra lá de suspeita, num acordo em que a Telebrás foi obrigada a arcar com a quantia de quase 254 milhões de reais. O acordo teve a participação direta de Hélio Costa, e seu amigo Uajdi Menezes Moreira já recebeu uma parcela de 59 milhões e 500 mil reais.

Dinheiro da União, da população que trabalha e vive à míngua, obrigada a suportar vivarachos que alardeiam a condição de seus representantes. O escândalo é tão ruidoso que tirou momentaneamente de foco a máfia dos sanguessugas, cuja CPI se agiliza em Brasília em ritmo de prometida impunidade.

Esse caso contra a Telebrás teve desfecho que deixou de boca aberta a maioria dos advogados, tributaristas e administradores que já lidaram com caso parecidos. Pura bandalheira, sem camuflagem.

Uajdi Menezes Moreira, segundo a IstoÉ, é dono da VT1 Produções e Empreendimentos Ltda., responsável por trazer para o Brasil a idéia dos sorteios através do serviço 0900, realizados pela Televisão a partir de chamadas telefônicas.

Ele fechou contrato com a Embratel e a Telebrás “para operar o sistema”. Como “em 1998 os pagamentos foram suspensos de forma unilateral”, Uadji resolveu entrar com um processo judicial, já que se sentiu lesado. Ao longo de audiências e citações, os números referentes a uma possível indenização foram aumentando.

Através de acordo com o empresário, em fevereiro de 2005, a Embratel (privatizada por FHC) saiu do processo. Deixaram a Telebrás assumir sozinha, numa ação cuja velocidade causou surpresa aos habituados a tramitações dessa natureza. Caso típico de incontestada suspeição.

No final, o peso de Hélio Costa foi decisivo. E seu amigo empresário, em cuja companhia foi visto no Japão e em Miami, lavou a burra por assim dizer. O caso deverá reverberar pelos meios políticos e certamente exigirá posicionamento do presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), nosso amável beberrão que nunca sabe de nada.

Até quando iremos suportar passivamente tantos absurdos?

Márcio Accioly é jornalista

O público e o privado

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total: http://alertatotal.blogspot.com

Por Adriana Vandoni

O Presidente da República usou carro oficial no seu comício. Usou um bem público em benefício próprio. Eureca!, encontrei a diferença entre Lula e o povo brasileiro. De quem é o bem público? Deveria ser de todos nós. Mas a cultura brasileira diz que o bem público é de ninguém e para Luis Inácio o bem público é dele.

Lula nunca soube fazer a diferença entre o que é dele, do partido ou do Brasil, não por maldade, mas por ninguém ter ensinado. Na infância e juventude isso nunca tinha feito parte dos seus pensamentos e ele ainda era povo, logo, a pracinha de perto da sua casa era de ninguém.
Lula foi inventado por Zé Dirceu e alguns intelectuais, muitos desses já deixaram o PT e hoje são anti-Lula porumuitos se tornaram anti-Lula hoje, poruque ublicado no jornal A Gazeta e para comemorar escrevi que perceberam que criaram não um monstro, mas um ser disforme e incompleto.

Lula era um líder sindical. Sim, isso é indiscutível. Mas quem o transformou em um líder que defendia uma ideologia foi uma meia dúzia ou mais de intelectuais marginalizados pelo regime, que para passarem a existir politicamente, precisavam de um Ser com algumas habilidades: ser um bom orador para a massa de trabalhadores, que falasse a língua do povo sem compromisso com a teoria. Alguém que não possuísse capacidade de percepção de riscos e que se mostrasse tão destituído de idéia que conseguisse burlar a rígida Lei de Segurança Nacional e passasse pelo sistema sem representar uma ameaça. Alguém que mesmo com restrita habilidade intelectual, possuísse capacidade de reprodução, isto é, poderiam colocar na cabeça dele o que deveria fazer ou falar.

Esse homem era Lula. Perfeito!

Os pensadores do PT já tinham o líder, agora precisavam inventar a esquerda. Partiram do marco zero. Desprezaram tudo que já existia no Brasil em termos de luta revolucionária e se colocaram como os primeiros. O momento ajudou, claro. Lula foi feito presidente do partido e líder das massas. Os pensadores passavam a ele as diretrizes, cuidavam da vida dele, instruíam como deveria agir, pensar e falar. Sua família virou o partido e sua vida foi se mesclando com o PT. Não o ensinaram a diferenciar o que era dele e o que era do partido, mesmo em termos físicos, da estrutura física mesmo, dos bens do partido. A sede do partido era uma extensão da sua casa. Era seu trabalho e seu lazer.

Viajava pelo Brasil e pelo mundo e nunca soube quem pagava as despesas. O partido tratava desse assunto. Tinha, e isso é fato, clara noção de como os operários/trabalhadores/militantes contribuíam com para a criação do PT. Aliás, essa é uma reclamação de muitos que hoje são senhores aposentados e vivem com míseros salários. Assim como no filme de Elia Kazan, “Sindicato dos Ladrões”, os operários do ABC eram induzidos a entregar parte dos seus salários para a construção de um “ideal”. Os que não aceitavam, eram marginalizados pelos outros, com eles era feita uma espécie de pressão que os fazia sentir politicamente incorretos. Não existia o meio termo, quem não contribuía era do mal e os outros do bem. Acabavam cedendo. Assim nasceu Lula.

A personalidade do presidente sempre me intrigou. Procurei algumas descrições da psiquiatria tentando encaixá-lo, mas ele é um mix. Lula possui vários tipos de Transtornos de Personalidade. É um psicótico múltiplo, se é que isso existe. Apresenta traços de Transtorno Dependente, aquele que tem dificuldades para tomar decisões e necessita que os outros assumam a responsabilidade de seus atos. Por mais incrível que pareça, Lula apresenta sinais de Transtorno anti-social, descrito como aqueles que “desrespeitam e violam os direitos dos outros, não se conformando com normas. Mentirosos, enganadores e impulsivos, sempre procurando obter vantagens sobre os outros”. Luis Inácio apresenta também traços de psicopatia narcisística, definida como: “auto-referência excessiva, grandiosidade, tendência à superioridade e exibicionismo, dependência excessiva da admiração por parte dos outros, superficialidade emocional, crises de insegurança que se alternam com sentimentos de grandiosidade”.

Esse foi o produto da invenção de Zé Dirceu e seus amigos, um ser de comportamento Psicótico, destituído de consciência moral e ética, de discernimento do que é seu ou do outro, sem limites.
Essas pessoas não conseguem captar que o que é de todos não é só seu. Em termos mais simples, imagine que eu fosse governadora e para conseguir algo em benefício próprio, tipo um empréstimo privado, eu desse como aval um pedaço do Estado.

Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Articulista do Jornal A Gazeta. Blog: http://argumentoeprosa.blogspot.com

Quadrado Trágico

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Por Maria Lucia Barbosa

Conforme analisei em um dos meus livros, “América Latina – em busca do paraíso perdido", entre 1810 e 1824, aconteceu o processo de independência das colônias hispânicas e a situação que daí se originou marcou o destino dos futuros países latino-americanos: findou-se um equilíbrio e outro não surgiu em seu lugar.

Um fato marcante daquela época que se esvaía sob o estilhaçamento do império espanhol foi o nascimento das repúblicas sob a égide dos caudilhos. Eles emergirão das guerras da independência, lutando à frente dos seus bandos armados. Bastante numerosos de início serão reduzidos, submetidos pouco a pouco por supercaudilhos. Surge a era de um Rosas na Argentina, de um Porfírio Díaz no México e de outros mais. Eles foram o protótipo dos futuros ditadores latino-americanos e sua “pedagogia política” foi feita na mesma linha de violência e autoritarismo, de intolerância e brutalidade dos conquistadores espanhóis e das sociedades pré-colombianas mais evoluídas.

Tudo isso significa que as “revoluções” das oligarquias nativas continham muito mais o elemento da tradição que o da mudança. O que se desejava alterar era a composição do poder e não a sua essência. Assim, a partir da “Espanha invertebrada” (expressão de Ortega y Gasset), não houve na América espanhola independente a “comunidade de propósitos” que faz com que grupos integrantes “convivam não por estar juntos, mas sim por fazer algo juntos”, conforme o lapidar pensamento orteguiano.

E, nas nascentes sociedades invertebradas, o isolamento entre as camadas sociais, a falta de “minorias seletas” que comandassem o processo emancipatório, a inexistência de espírito associativo (substituído pela vivência do pequeno mundo familiar ou clânico), gerarão o desequilíbrio estrutural cujas manifestações mais graves são sentidas até hoje: o atraso econômico, o individualismo, a desconfiança generalizada, o populismo, o nacionalismo xenófobo, a tendência autoritária, os Estados leviatânicos incompetentes e corruptos.

Se a Espanha foi um “licor forte” para suas colônias, nós bebemos o “vinho verde e leve” de Portugal. Sem o radicalismo espanhol viemos ao mundo marcados por um certo desleixo, pela plasticidade de costumes e também pela veleidade que nos faz “ser e não ser, ir e não ir, indefinição de formas e vontade criadora”, conforme Raymundo Faoro.

Porém, se somos primos e não hermanos dos nossos vizinhos, se nos diferenciamos do restante da América Latina pela nossa dimensão territorial e fatos de nossa história como, por exemplo, a presença da corte Portuguesa em território nacional e a ausência da participação popular em nosso processo de emancipação de Portugal, guardamos certos traços comuns com os citados acima, que por outras vias históricas marcaram a América Espanhola.

Desse modo, a situação que hoje existe na América Latina como um todo reproduz em muitos aspectos a continuidade da mentalidade do atraso que sempre nos caracterizou. Permanece a atração por caudilhos autoritários e líderes populistas; a defesa do pai Estado que nos castiga com seus monopólios, seus impostos exorbitantes, sua burocracia asfixiante; a corrupção endêmica de nossos governos; o ódio aos Estados Unidos como sublimação de nossas mazelas; a incapacidade de romper o atraso político e econômico; as quimeras revolucionárias que sempre prometeram o paraíso e geraram o inferno; a falta de minorias seletas capazes de nos dotar de um projeto comum.

Quanto ao palco político, desenhou-se por essas plagas um quadrado trágico que por sua característica ideológica de fazer a América Latina dissociar-se em termos comerciais e políticos dos países mais desenvolvidos, de cultivar traços populistas e paternalistas que mantém os pobres sempre pobres através das caridades oficiais, de apresentar vezo estatizante e forte tendência autoritária, arrasta os latino-americanos pela contra-mão da historia.

O quadrado trágico é composto pela Venezuela, Bolívia, Cuba e Brasil, respectivamente governados por Hugo Chávez, Evo Morales, Fidel Castro (ressuscitado por Chávez no que foi apoiado pelo presidente brasileiro) e Luiz Inácio Lula da Silva.

Evidentemente esses presidentes possuem pesos políticos diferenciados no cenário latino-americano. Mas, infelizmente, o Brasil, que por tanto tempo e dada sua envergadura econômica salientou-se como líder natural da América Latina, hoje segue a reboque de Hugo Chávez. Este ajudou eleger Evo Morales, amargou derrotas de seus candidatos no Peru e no México e agora apóia Luiz Inácio.

O quadro é trágico porque conduz aos confins do subdesenvolvimento. É preciso, pois, frear sua escalada. No nosso caso temos uma “arma” ao nosso alcance para fazer isso: o voto.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Governo petista continua pagando em dia a empresas acusadas de fraudar licitações para terceirização de mão de obra e serviços

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Por Jorge Serrão

A grande mamata da terceirização no setor público, que se tornou um negócio milionário e governado pela corrupção do crime organizado no Brasil, é mais um calcanhar de Aquiles na campanha à reeleição do presidente Lula da Silva. As empresas acusadas de fraudarem licitações pela Operação “Mão de Obra” da Polícia Federal - e que recebem quase meio bilhão de reais em contratos com a União – continuam sendo beneficiadas pelo poder estatal. Suspeita-se que venha destes contratos o folclórico “mensalão”.

Tecnicamente, essa é a propina periódica paga a políticos ou aliados de um governo, resultante de participações nas negociatas de empresas que prestam serviços ou vendem produtos para o poder Estatal. Apesar dos problemas com a Justiça, as empresas Ipanema e a Conservo, duas das três empresas envolvidas no esquema ilegal, continuassem recebendo recursos liberados pela ignorante gestão petista (cujos dirigentes, a começar pelo chefe, afirmam ignorar aquilo que acontece de errado ou ilegal). O governo do PT continua a fazer empenhos (reserva de recursos para pagamento) e pagamentos em favor das empresas sob suspeita.

A revelação é da ONG Contas Abertas, que tem se notabilizado por escancarar o desperdício e o uso irregular do dinheiro público no Brasil. Os gastos estão sendo investigados pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pela Agência Brasileira de Inteligência. O Ministério público do Trabalho vem realizando, por todo Brasil, inquéritos para apurar se as empresas que terceirizam mão de obra para os diferentes governos estão cumprindo a legislação trabalhista, o que não ocorre na maioria dos casos.

Vários gastos estão sendo investigados. Só no ano passado, a União gastou R$ 690 milhões com a compra de material de limpeza e higiene e a contratação de empresas que prestam serviços de limpeza e conservação. As despesas com a manutenção da informática do governo consumiram R$ 2 bilhões e 600 milhões de reais, com serviços, compras ou aluguéis de equipamentos.Até 26 de julho deste ano, esta conta já chega a R$ 725 milhões. Outro gasto sob suspeita é o pagamento de serviços de vigilância nos três poderes. O governo desembolsou R$ 635 milhões e 400 mil reais em 2005.

Agora, a leniência do governo é com as empresas investigadas pela PF. O Ministério do Planejamento fez um empenho no valor de R$ 39.949,61 à Conservo, dois dias após estourar o escândalo. O empenho é referente ao reconhecimento de dívida adquirida na repactuação de preços de contratos com o órgão. A empresa foi apontada pela Polícia Federal como líder da organização criminosa.

Vários empenhos também foram feitos em favor da empresa Ipanema, todos no dia 27 de julho. A Delegacia do Trabalho do Distrito Federal empenhou quase R$ 161 mil para a prestação de serviços de limpeza e conservação no órgão. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no estado de Tocantins também empenhou R$ 2.399,74 e R$ 726,21 para pagamentos de recolhimento do INSS sobre serviços prestados pela empresa.

Para assegurar contratos milionários com órgãos públicos e deixar para trás as concorrentes, as empresas envolvidas no esquema de corrupção pagavam subornos e propinas a funcionários do governo. Em troca, os funcionários envolvidos forneciam informações privilegiadas e alteravam editais. As empresas concorrentes, por sua vez, se comportavam como figurantes apresentando propostas "de fachada" ou desistindo da licitação.

O santo nome do Dirceu

O Correio Brasiliense de hoje traz matéria sobre a ligação dos sanguessugas com a Casa Civil da Presidência.

O empresário Darci Vedoin, sócio da Planam, diz em depoimento secreto na CPI que dinheiro para o esquema da máfia das ambulâncias era liberado pelo ministério então comandado por José Dirceu”.

Mas no seu site do jornal, quem clicava na matéria, fosse na chamada, fosse na parte interna, não conseguia acessar mais que a expressão “página 4”, repetida várias vezes.

Será que os Hackers que defendem o governo aprontaram mais uma para dificultar a leitura da matéria?

Batom na cueca de outro ministro

Mais um escândalo para atrapalhar a tumultuada campanha reeleitoral do presidente Lula.

Reportagem da Revista Isto É deste final de semana revela que o Presidente da Telebrás, Jorge da Motta e Silva, e a assessoria jurídica da empresa protestam contra um acordo que obrigou a estatal a pagar R$ 253 milhões e 900 mil a um grande amigo do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

O empresário Uajdi Menezes Moreira, que é dono da empresa VT1 Produções e Empreendimentos Ltda, terá direito a receber, a partir de segunda-feira, a primeira das 40 parcelas de R$ 900 mil reais como indenização judicial por prejuízos no contrato com o antigo serviço 0900, do qual o amigão de Costa era detentor dos direitos de uso no Brasil.

O ministro Hélio Costa, que afirma não saber de nada sobre o caso durante o seu trâmite judicial, agora é acusado pela revista de fazer corpo mole para que a Telebrás, vinculada ao seu ministério, não tivesse recorrido da sentença no prazo correto e com a medida jurídica precisa.

A mega-indenização

No dia 29 de maio de 2006, às 17h12, a juíza substituta da 11ª Vara Cível de Brasília, Mônica Iannini, deu 24 horas para a Telebrás pagar R$ 506 milhões e 200 mil à VT1.

O problema é que a estatal não recorreu, porque a Advocacia Geral da União não entrou no caso, apesar da recomendação do presidente da empresa, por escrito, em diversos ofícios, ao ministro Hélio Costa, que é amigo de Uajdi desde os tempos em que trabalharam juntos na Rede Globo, na década de 70.

Em 9 de junho, dia em que foi assinado o acordo e mais de um mês antes de o mesmo ser homologado, Uajdi recebeu a primeira parcela do que fora combinado: R$ 59,5 milhões.

As outras 40 parcelas ele começa a receber a partir desta segunda-feira.

E o ministro peemedebista Hélio Costa, por causa da repercussão do caso, é cotadíssimo a ser forçado pelo PT a pedir demissão do cargo na próxima semana, antes que mais um escândalo macule a santa imagem do candidato Lula da Silva.

Será que o problema é o sobrenome?

Outro que está sendo pressionado a renunciar – mas a sua candidatura ao governo de Pernambuco – é o petista Humberto Costa, ex-ministro da Saúde de Lula.

O empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam (empresa acusada de operar o esquema dos sanguessugas) garante que Humberto Costa fazia parte do esquema.

Em seu bombástico depoimento sigiloso à Justiça Federal, que já vazou mais que o titanic, Vedoin detalha reuniões com Humberto Costa para conseguir o pagamento de R$ 8 milhões que ficaram pendentes do governo Fernando Henrique Cardoso.

Também está enrolado o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), outro ex-ministro da Saúde de Lula, que conseguiu aprovar entre 2003 e 2005, emendas no valor de R$ 829 mil para a compra de ambulâncias, segundo denúncias de Vedoin.

Ambulância para quem precisa de socorro

Além do ex-ministro da Saúde, o empresário comprometeu 3 prefeitos e ex-ministro do PT Dono da Planam acusa Humberto Costa de pertencer ao esquema.

O empresário garante ter pago R$ 35 mil a José Airton Cirilo (PT-CE) para conseguir a liberação da verba.

Vedoin revela que, em nome do prefeito petista de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias, um secretário identificado apenas como André recebeu R$ 32 mil do esquema sanguessuga.

O único André que integrou o secretariado de Lindberg é André Ceciliano (PT), hoje prefeito petista de Paracambi (Baixada Fluminense).

No estacionamento da Alerj

Ex-secretário de Governo de Lindberg, André Ceciliano havia sido citado 29 linhas antes na mesma página do depoimento.

Vedoin afirma que ele recebera R$ 15 mil em dinheiro neste ano, no estacionamento da Assembléia Legislativa do Rio.

O empresário cita André Ceciliano em três episódios. Segundo Vedoin, Ceciliano atuou como emissário de Lindberg, no período em que trabalhou como secretário de Governo de Nova Iguaçu, nos seis primeiros meses de 2005, quando travava uma briga judicial para assumir o governo de Paracambi.

Teria pago R$ 32 mil a Ceciliano pela venda de seis ambulâncias no valor de R$ 400 mil.

Segundo o depoimento, quem entregou o dinheiro ao prefeito foi Ricardo Waldman, dono de empresa de fachada da Planam.

Número que não pára de crescer

O número de parlamentares e ex-parlamentares envolvidos no esquema de propina na compra de ambulâncias por prefeituras já chega a 127.

O empresário Luiz Antonio Vedoin apontou em depoimentos ao Ministério Público Federal o nome de 121 congressistas e ex-congressistas.

Com outros seis investigados pelo Supremo Tribunal Federal, mas não citados no depoimento de Vedoin, a soma de sanguessugas atinge 127.

Desse total, 90 congressistas (87 deputados federais e três senadores) já foram notificados pela CPI para apresentar defesa.

Os demais nomes estão em análise – e boa parte é formada por ex-congressistas, cuja investigação ficará a cargo do Judiciário.

Tudo na base dos 10 por cento

Nas 151 páginas de transcrição, o dono da Planam, empresa que encabeçava o esquema, detalhou a forma como negociava as emendas feitas pela quadrilha ao Orçamento da União.

Segundo ele, os parlamentares ganhavam uma comissão, em torno de 10%, que era recebida na conta de assessores, parentes, em parcelas ou dinheiro vivo.

Com isso, a Planam garantia a venda de ambulâncias superfaturadas por meio de emendas às prefeituras.

Efeito multiplicador

O empresário Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, disse em depoimento à Justiça que o esquema da máfia dos sanguessugas foi se multiplicando por apresentações de deputado em deputado.

O esquema incluía presentes, propinas, pagamento de festinhas particulares e até de prostitutas.

Muitos parlamentares faziam emendas cruzadas e com linguagem vazia para disfarçar as benesses que recebiam como corrupção.

Concorrência entre quadrilhas

A CPI dos Sanguessugas descobriu índicios de que pelo menos quatro organizações criminosas corrompiam parlamentares no Congresso para fraudar emendas destinadas à compra de veículos e equipamentos hospitalares.

A concorrência entre as máfias foi revelada pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, preso pela PF em depoimento à Justiça.

Ele revelou que uma emenda do deputado Almir Moura (PFL-RJ) chegou a ser negociada com sua empresa mas acabou favorecendo a Médica Engenharia de Veículos de Brasília.

Em seu site, a Médica oferece técnicas modernas para transformar veículos em unidades móveis de saúde.

Mas no galpão da empresa ontem só havia dois ônibus em mau estado de conservação. Vedoin disse que há outra quadrilha no Rio Grande do Sul.

Cuidado com a mão

O senador Amir Lando (PMDB-RO), relator da CPI dos Sanguessugas, já apresentou ao governo sua conta para evitar que as investigações atinjam ainda mais o Executivo.

Quer a direção do Incra, a da Funai e a da Funasa em Rondônia, além do apoio de Lula a sua candidatura ao governo do estado.

Pelo menos a parte dos cargos o presidente topa pagar, segundo revela o Radar da revista Veja.

Ação de servidores contra o Governo

O reenquadramento de servidores administrativos e auxiliares da Receita Federal no plano geral de cargos do Poder Executivo está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal.

O Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos e Auxiliares da Receita Federal ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade contra artigo da MP 304/06, que trata do assunto.

O sindicato alega que a regra “ofendeu a isonomia, em razão da razoabilidade” por que a MP foi publicada no período de férias, causando prejuízos a vários servidores.

Também sustenta prejuízo a segurança jurídica, liberdade, igualdade e estabilidade do direito subjetivo.

A entidade pede a concessão da Medida Cautelar para suspender os efeitos do parágrafo 3º, do artigo 3º da MP 304/06, até o julgamento da ADI.

Sabotagem na Internet?

Está circulando na internet um e-mail sobre o site de campanha do Alckmin indicando um endereço de acesso cuja falsa aparência é www.brasilcomalckmin.com.br.

Cuidado, fique Alerta: Se você clicar, executará um arquivo de virus, que dará pau no seu computador.

Para identificar o falso blog, sobreponha o mouse sobre o link (sem clicar).

Se no rodapé aparecer algo com a terminação .exe, portanto "executável". NÃO CLIQUE! DELETE!

Obviamente que isto é sabotagem da oposição, que está clonando o site oficial.

Perigo das urnas eletrônicas

O problema da vulnerabilidade e da impossibilidade de conferência da apuração das urnas-e brasileiras utilizadas no Paraguai (a eleição lá será em novembro) continua sendo discutida com muito mais participação da imprensa de lá do que no Brasil.

O mínimo que se fala das urnas-E brasileiras é que são "deploráveis", não dão "clareza" ao processo eleitoral e que são obsoletas quando comparadas, por exemplo, com as urnas usadas na Venezuela (que permitem a conferência da apuração)”.

Quem faz o Alerta é o engenheiro Amilcar Brunazzo Filho, do Voto Seguro.org

Tragédia Varig

A Varig vai demitir 5.500 funcionários, do total de 9.485 pessoas que trabalham no País.

Por meio de um comunicado, a companhia informou que 3.985 trabalhadores serão mantidos.

Esse total inclui empregados que não podem ser cortados porque estão em férias, por exemplo.

A princípio, a VarigLog, que comprou a empresa, havia anunciado que iniciaria as operações com 15 aviões e 1.680 funcionários - há ainda 2.305 empregados sobrando.

Por isso, a Varig admite que novos cortes poderão ocorrer.

Incompetência bem remunerada

Embora os bancos tenham recebido do Ministério da Previdência R$ 7 reais e 50 centavos por cada recadastramento de aposentado e pensionista, não tiveram nenhum cuidado de checar as informações declaradas e preenchidas, durante os meses de outubro, novembro e dezembro do ano passado.

Por isso, dos 121 mil segurados do INSS que tiveram seus benefícios suspensos pelo INSS após a primeira etapa do censo, 22.725 aposentados ou pensionistas terão que passar por novo recadastramento.

Os afetados são aqueles cujos dados foram atualizados com inconsistências só percebidas quando as informações chegaram à Previdência.Há casos em que o nome do segurado ou de sua mãe foi abreviado e até erros de digitação de CEP e CPF.

Pressão contra o SBT

O Ministério Público Federal entrou com Ação Civil Pública para que o SBT cumpra a classificação etária formulada pelo Ministério da Justiça.

A ação ainda pede que a emissora seja condenada a pagar R$ 800 milhões como indenização pelos danos morais coletivos.

De acordo com o procurador Regional dos Direitos do Cidadão Sérgio Suiama, a emissora descumpriu o Estatuto da Criança e do Adolescente quando exibiu filmes, novelas e seriados fora do horário determinado pelo Ministério da Justiça.

Pânico para o bolso da RedeTV!

A RedeTV! foi condenada a pagar R$ 35 mil de indenização por danos morais para a atriz Carolina Dieckmann.

Motivo: a atriz se sentiu ofendida porque o programa humorístico Pânico na TV forçou sua participação no quadro Sandálias da Humildade.

A emissora também está proibida de fazer referência ao nome da atriz e de exibir sua imagem ou do local onde mora.

Quem bateu o martelo foi o juiz Rogério de Oliveira Souza, da 20ª Vara Cível do Rio de Janeiro.

Para o juiz, o programa ultrapassou a gaiatice e a graça inocente para se apresentar como verdadeiro julgador de conduta, como júri do comportamento alheio.

O tenente coronel boiola?

Os militares prometem encher de cartas ou atolar o e-mail do escritor Manoel Carlos e da Central Globo de Produções.

Os milicos consideram um achincalhe da emissora do plim, plim transformar em bissexual o personagem do Tenente Coronel Aviador SILVIO, interpretado pelo ator Edson Cellulari.

Depois que se separar da personagem encarnada pela atriz Ana Paula Arósio (que costuma receber até vendedores de porta, de calcinha e sutiã à mostra, por trajar-se de um roupão aberto, desatacado), por discordar do comportamento anti-ético da jovem esposa, o elegante militar será punido pelos deuses que escrevem a novela.

O tenente coronel, de aviador, vai se transformar em um discreto viado, sentindo atração por homens.

Os militares acham que é mais uma estratégia para sujar a imagem de um Oficial bem sucedido da Força Aérea Brasileira.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:

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sexta-feira, 28 de julho de 2006

Lula já deve R$ 8 milhões a seu marketeiro, e “acionistas” temem doar para a campanha do PT, que está com problemas de caixa

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Exclusivo – Aperte o cinto, presidente Lula: o dinheiro para sua campanha sumiu. O medo de envolvimento em escândalos que pipocam a cada instante, depois do “mensalão”, dos “sanguessugas” e da recente “mão de obra” cria dificuldades para o Partido dos Trabalhadores arrecadar dinheiro para a reeleição. A campanha de Lula já apresenta sérios rombos de caixa. São problemas inesperados para quem ocupa o poder e tem a “caneta mágica” do Palácio do Planalto.

O PT não sabe como pagar R$ 4 milhões em débitos apenas deste mês. Além disso, o partido está devendo R$ 8 milhões e 100 mil reais ao marketeiro João Santana, que já pressiona o partido com constantes cobranças, desabafou seu “drama financeiro” a amigos próximos de seu “parceiro” e conterrâneo Duda Mendonça. O publicitário também anda descontente com a apresentação pública do candidato Lula. O presidente dá um susto no baiano cada vez que improvisa no discurso não combinado previamente. Além disso, o resultado de pesquisas sigilosas, indicando a realização de segundo turno eleitoral, eleva a tensão petista.

Somada à pressão de Santana por seu dinheiro e por uma atuação mais profissional como candidato, Lula demonstra tensão com a falta de dinheiro do PT. O cobertor curto do orçamento já ameaça os deslocamentos do candidato pelo País. Lula sabe que não pode abusar da máquina da presidência, sobre a qual existe grande fiscalização no período eleitoral. O presidente tem reclamado com assessores mais próximos, porque não entende o motivo de estar passando por “tal necessidade”.

Membros de sua equipe dão uma explicação para a surpreendente falta de dinheiro na campanha petista. Na versão deles, os “acionistas” estão com medo de investir no PT por causa dos escândalos de corrupção. Todos têm medo de problemas em um eventual segundo mandato. Alegam que as investigações estão chegando muito perto do núcleo que controla o partido, praticamente esbarrando no presidente. A cada dia Lula encontra mais dificuldades para posar de “apedeuta” (do grego “pessoa ignorante”, “sem instrução”), sugerindo que ele não sabe de nada em volta de si mesmo e da realidade).

E os banqueiros amigos?

Os grandes bancos – que tiveram lucros recordes graças à política econômica adotada pelo atual governo petista - estão deixando Lula na pista.

O motivo não é falta de dinheiro, mas como gerenciar o excesso de grana doável dentro da lei.

Os banqueiros doadores não podem mais fazer triangulação para esquentar dinheiro, como ocorria no mensalão, cujo mecanismo ficou manjado demais.

Além disso, o PT já não conta mais com um “boi de piranha” com a confiabilidade de um Marcos Valério para esquentar o dinheiro.

O temido dossiê Shirley

Agentes de informação do presidente Lula entraram em pânico ontem com o que escutaram do ex-presidente Itamar Franco.

Itamar está dizendo que tem um documento para envolver o presidente Lula e José Dirceu em crime de corrupção passiva.

Em momento oportuno, adverte Itamar aos seus interlocutores, jura que vai mostrar tais documentos.

Em Minas Gerais, Itamar ontem se encontrou com Geraldo Alckmin, e o candidato tucano lhe ponderou não quer se envolver com essa estória de acusações – que nos bastidores está sendo apelidado de “dossiê Shirley”.

A ira de Itamar

O ex-presidente Itamar Franco confirmou ontem sua adesão à candidatura de Geraldo Alckmin, alegando ter feito uma escolha pela ética.

Itamar criticou o presidente Lula da Silva, a quem chamou de "arrogante":

"Quando o presidente Lula escolheu o seu caminho e as suas companhias, nós escolhemos um outro caminho e uma companhia ética, e é nessa companhia ética que nós vamos caminhar aqui, juntamente com o governador Aécio Neves, e com o candidato a senador Eliseu Resende, defendendo a candidatura do nosso presidente Alckmin".

A grande vingança

Na verdade, Itamar dá um troco ao PT, que rechaçou sua candidatura ao Senado em troca de apoio ao ex-governador Newton Cardoso (PMDB).

Itamar ficou tão injuriado que também deixou o PMDB após o episódio.

O ex-presidente deixou claro seu ressentimento com Lula pelo caso, uma vez que o presidente não o avisou que preferia outro nome para o Senado.

Na eleição de 2002, Itamar apoiou a candidatura Lula e, em retribuição, foi nomeado embaixador em Roma em 2003, mas deixou o cargo dois anos depois.

Palavras duras

Itamar pegou pesado na crítica ao governo Lula.

"A responsabilidade é minha no que vou dizer agora: de uns tempos para cá, o governo Lula virou um feixe de palha. Feixe de palha, qualquer vento leva esta palha. Então, a partir de um certo momento, ele se esgarçou".

Também metralhou o PT:

O partido não deveria ser um partido de governo, tinha que ser um partido de sociedade para poder influenciar o governo, ficou sendo prejudicado pela postura não ética do seu presidente da República, que era, antigamente, um militante. Hoje, me desculpe a expressão, ele é um homem arrogante".

Modelo de ética

Geraldo Alckmin retribuiu o apoio ao dizer que também Itamar é um político ético.

"Fico muito honrado com o apoio do ex-presidente Itamar Franco. O presidente Itamar Franco é uma referência de ética na política brasileira, neste momento triste da nossa política... E não vou decepcionar o presidente Itamar. Se Deus quiser, vamos fazer um governo pautado em princípios, em valores, eficiência, crescimento econômico, para melhorar a vida do povo".

O coordenador da campanha de Alckmin em Minas Gerais será Henrique Hargreaves, atual chefe da representação do governo de Minas em Brasília, e um dos políticos mais próximos a Itamar.

Fugindo dos debates

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou a seus assessores, de forma definitiva, que não participará de debates na televisão durante a campanha presidencial, pelo menos nesse primeiro turno.

Lula não quer ser alvo do ataque, ao vivo, de todos os seus adversários juntos.

Lula batraqueia que vai repetir a mesma estratégia usada por Fernando Henrique Cardoso quando disputou a reeleição em 1998.

Risco da cadeira do covarde

Na campanha presidencial de 2002, Lula aceitou ir à televisão, mas o PT conseguiu reduzir o número de debates.

O candidato petista acredita que, sem a sua presença nos debates, o dano eventual será menor.

Conforme a "TV Globo" tem anunciado aos candidatos, a cadeira daquele que não comparecer ficará vazia.

Será que vai dar Ibope?

Os estrategistas do PT convenceram o presidente Lula de que o debate sem ele tenderia a perder audiência depois dos primeiros 15 minutos.

Se isso for verdade, a "Globo" fica na merda, pois havia acertado que apenas quatro candidatos participariam dos debates.

Lula, Geraldo Alckmin (PSDB), Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT).

Para correr da raia, Lula aposta que, caso o debate aconteça só com os seus três concorrentes mais diretos, a situação será delicada para Alckmin que passaria a ficar sujeito aos ataques verbais de Heloísa Helena.

Segundo turno certo

A cúpula de campanha petista já sabe que o Datafolha tem análises sigilosas, já garantindo que Lula está no segundo turno – que vai mesmo ocorrer.

Os estrategistas de Lula avaliam que ele precisa recuperar terreno, e fortalecer sua imagem de esquerda, não perdendo votos para a ex-companheira Heloísa Helena.

O maior temor ontem do núcleo de decisão petista era que surgisse o envolvimento de mais um ministro de Lula no escândalo dos sanguessugas.

Lexotan para Helô

Os marketeiros de Heloísa Helena estão preocupados com a agressividade da candidata, que passa a imagem de insultar a imprensa em suas entrevistas.

Mas a Helô está sendo treinada para que abaixe um pouco mais o tom da sua habitual agressividade política.

Avaliam que se a Helô não mudar sua didática e seu discurso, pode acabar dando grande vantagem a Alckmin, que pode crescer entre os indecisos que agora enxergam a senadora alagoana como “novidade” na campanha, como se fosse um “Enéas de Saia de extrema esquerda”.

Tem segurança disso, Geraldo?

Temendo ser criticado pelos problemas de violência e insegurança pública em São Paulo, o candidato Geraldo Alckmin lançou ontem mais uma proposta administrativa e burocrática completamente inútil.

Se eleito, prometeu criar o Ministério da Segurança Pública e avisou que trabalhará junto com os estados para desarticular o crime organizado.

Em entrevista ao "Jornal da Band", a TV Bandeirantes, o tucano também se comprometeu a aumentar o repasse de verbas para o setor.

Como o crime se organiza?

Perguntado sobre os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, Alckmin ressaltou que "o crime sempre se organiza":

"Mas o governo não pode ter medo de reação. Tem que ir para cima".

O candidato bem que poderia aprender que o correto e doutrinário conceito de crime organizado é: “a sinistra associação de criminosos formais com membros dos poderes estatais, para a prática de ações delituosas”.

Ou seja, sem o envolvimento do Estado, conceitualmente, não existe crime organizado.

Por falar no PCC

Está sendo divulgada, no câmbio negro, a tabelinha de preços do PCC para garantir as mordomias de seus filiados na prisão:

R$60,00/mês dá direito a um celular pré pago.

R$100,00/semana garante uma cesta com alimentos, baterias ,armas a cada visita

R$100,00 para cada relação sexual com a mulher já inclusa.

Distribuição da propina

O esquema de distribuição de propina também está sendo investigados pela Agência Brasileira de Inteligência e por serviços de inteligência da PM paulista, que descobriram informações aterradoras:

30% iria para o Diretor de presídio que aceita o jogo dos bandidos;

20% vai para alguém na secretaria de assuntos penitenciários, policia militar e carcereiros;

E 50% fica com o PCC, para financiar suas atividades fins (criminosas).

Desarticulando a organização?

A Polícia Civil em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, identificou ontem 12 pessoas de uma quadrilha de tráfico de drogas que era comandada de dentro de penitenciárias por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Oito delas estavam presas e quatro foram detidas.
Nos últimos meses, a quadrilha teria comercializado mais de 1,5 tonelada de maconha, segundo a polícia.

Gestores do bando

O bando era liderado por Carlos Roberto Souza, o Beto, que estava em liberdade, e por Rômulo Silva Costa, o Baixinho ou Lili, preso na Penitenciária de Junqueirópolis, e Valter Benedito de Oliveira, o Pequeno, detido na Penitenciária de Assis.

Foi nessas duas penitenciárias que agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) encontraram livros com a contabilidade do PCC e uma rede de telefones e nomes dos chefões da facção.

Segundo o delegado Donizete Curti, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Rio Preto, Souza é acusado de ter coordenado os ataques do PCC em maio.
Durante os ataques, um agente penitenciário que trabalhava no Instituto Penal Agrícola (IPA) foi assassinado a tiros.

Outras quatro pessoas - Elder Santos Ferreira, preso em Presidente Bernardes; Eduardo Rodrigues Filho, detido no CDP de Rio Preto; Rogério Rache, detido em Mirandópolis; e Elizandra Nogueira, presa na penitenciária de Sant'Ana, na capital - também foram formalmente acusadas de pertencer à quadrilha.

Carequinha reclamando

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza reclamou ontem que foi vítima de um "jogo político" em que seu nome foi usado "de forma sórdida por grupos que disputavam o poder nesse País".

O chororô de Valério foi para o juiz da 4ª Vara Criminal de Minas Gerais, Walter Luiz de Melo, durante depoimento no Fórum Lafayette, em processo por crime de emissão de notas fiscais falsas.

Ao negar qualquer participação nos fatos que motivaram o processo, Valério alegou que a imprensa divulgou "inverdades" e que chegou a hora de se provar "uma série de coisas" ao seu respeito.

Conforme denúncia do Tribunal de Justiça de Minas, Valério e outras sete pessoas são acusadas de participação na emissão de notas falsas entre 29 de agosto de 2001 e 21 de novembro de 2003.

Candidato a Santo

Os documentos simulavam prestações de serviços da empresa Wlhad Prestação de Serviços Ltda. à agência SMPB Comunicação.

Segundo a Promotoria de Justiça, a Wlhad recebia entre 3% e 4% sobre o valor da nota legal emitida.

Valério, que foi acusado de falsidade ideológica, negou conhecer a empresa.

Pintou mais sujeira no governo

O serviço terceirizado tornou-se um negócio milionário e alvo fácil de corrupção, gerando os mensalões da vida par alimentar os sanguessugas do poder público.

Só no ano passado, por exemplo, a União gastou R$ 690 milhões com a compra de material de limpeza e higiene e a contratação de empresas que prestam serviços de limpeza e conservação.

Os gastos com a manutenção da informática do governo também são elevados.

Em 2005, foram gastos R$ 2 bilhões e 600 milhões de reais com esses serviços e compras.
Até 26 de julho deste ano, a conta já chega a R$ 725 milhões.

Para o pagamento de serviços de vigilância nos três poderes o governo desembolsou R$ 635 milhões e 400 mil reais em 2005.

A revelação é da ONG Contas Abertas, que tem se notabilizado por escancarar o desperdício e o uso irregular do dinheiro público no Brasil.

Máfia da Mão de Obra

As empresas Conservo e Ipanema, acusadas de fraudarem licitações, receberam da União, de 2000 até 26 de julho deste ano, um total de R$ 474 milhões e 400 mil reais.

Descobertas durante a "Operação Mão de Obra", da Polícia Federal (PF), ambas prestavam serviços de conservação, vigilância e transporte ao governo.

O esquema funcionava com pagamentos de propinas, suborno e contava com a participação de funcionários públicos.

A empresa Brasília Informática também foi apontada pela PF como integrante da quadrilha.

Os detidos

Entre os presos na operação, estão três empresários: Vitor Cúgola, da prestadora de serviços Conservo, Márcio Pontes Veloso, da Brasília Informática, e José Carvalho, da prestadora de serviços Ipanema.

Também foram detidos um funcionário da Abin e dois funcionários das empresas envolvidas no esquema de favorecimento.

Estão sob suspeita mais 11 pessoas, entre elas cinco funcionários públicos. Novas prisões poderão acontecer nos próximos dias.

Situação da Conservo

Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) indicam que os contratos das empresas com o governo federal engordaram ao longo dos anos.

Em 2000, a Conservo recebeu R$ 11 milhões e 500 mil referentes ao pagamento de contratos de terceirização.

No ano passado, esse pagamento atingiu R$ 80 milhões e 200 mil.

Em 2006, a empresa já recebeu um total de R$ 50 milhões e 700 mil.

Obrigado, senadores!

O Senado Federal é um dos clientes que fechou contratos generosos com a empresa.

Nos últimos seis anos, a Casa desembolsou cerca de R$ 10 milhões para o pagamento dos serviços da Conservo.

Quase metade desse valor está concentrada no ano de 2005, quando a Conservo recebeu mais de R$ 5 milhões e 200 mil do Senado.

Este ano, até 27 de julho, o Senado já pagou cerca de R$ 1 milhão e 700 mil à empresa.

Outros grandes clientes

Só este ano, o Ministério da Justiça já pagou mais de R$ 8 milhões e 300 mil à Conservo.

No mesmo período, o Ministério das Comunicações desembolsou R$ 1 milhão e 300 mil para a empresa. Os contratos com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) – órgão ligado ao MCT – também são milionários.

De 2003 até 2005, o CNPq já havia pago R$ 4 milhões e 300 mil à empresa.

Só em 2005, o órgão desembolsou mais de R$ 1 milhão e 600 mil referentes aos serviços da Conservo.

Até 27 de julho de 2006, o valor chega à cerca de R$ 766 mil.

Ganhos da Ipanema

A Ipanema recebeu, em 2000, R$ 8 milhões e 300 mil reais.
Em 2005, esses pagamentos deram um salto para R$ 30 milhões.

Este ano, até agora, R$ 20 milhões e 200 mil reais já saíram reais dos cofres públicos para pagamentos dos serviços prestados pela Ipanema.

O esquema sujo

As investigações da PF indicam a suspeita de fraudes articuladas pela quadrilha em licitações em, no mínimo, seis órgãos federais.

O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Senado Federal, o Ministério da Justiça, o Ministério dos Transportes e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) são citados.

Para conseguir os contratos milionários, a quadrilha atuava junto aos órgãos com pagamento de propinas a funcionários públicos que atendiam aos interesses dos empresários na elaboração dos editais.

Os funcionários envolvidos forneciam ainda informações privilegiadas sobre as licitações.

Outras empresas que tentavam fechar contratos com o governo recebiam dinheiro para abandonarem as concorrências públicas ou apresentarem propostas "de fachada".

A PF, que investiga o esquema de fraudes há três anos, também suspeita de alteração nos valores dos contratos.

Preço da máfia sanguessuga

O empresário Luiz Antônio Vedoin confessou em depoimento a Justiça que a máfia dos sanguessugas adiantava dinheiro para deputados e senadores envolvidos na fraude.

Os parlamentares recebiam a propina antes mesmo de apresentar emendas para destinar dinheiro público à compra de ambulâncias e equipamentos superfaturados.

Segundo Vedoin, até hoje a máfia têm créditos a receber com pelo menos oito parlamentares, no valor de R$ 830 mil.

A quadrilha, ao ser presa pela PF na Operação Sanguessuga, cobrava pelo empréstimo juros de R$ 9 mil mensais e parcelas de R$ 50 mil.

O grande “devedor”

A maior dívida de R$ 279 mil é do deputado Ricarte de Freitas (PTB-MT).

Mas tem o caso do ex-deputado Bispo Rodrigues que embolsou R$ 300 mil.

Segundo Vedoin, o deputado Lino Rossi (PP-MT) pioneiro no esquema cobrava 2% de propina sobre as emendas de cada parlamentar que cobrou para a máfia.

A arte de mentir bem

Criou um racha na CPI dos Sanguessugas a inclusão no relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) de mais quatro parlamentares cujas emendas ao Orçamento da União beneficiaram empresas do esquema de venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras.

Membros da comissão viram na decisão uma jogada política do governo para tentar atingir nomes da oposição - três deles aliados do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Para o presidente Lula "essas coisas estão vindo a público porque o governo federal resolveu fiscalizar".

Mais cinismo que isso é impossível, até mesmo para o maior dos cara de paus da República.

A PF desmente Lula

Dados da Polícia Federal mostram que a empresa Planam - a fornecedora de ambulâncias da máfia das sanguessugas- teve maior movimentação financeira nos anos de 2004 e 2005, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A Planam movimentou R$ 229.126,64 em 2000; R$ 196.584,16 em 2001 e R$ 3.462.290,32, no último ano de FHC no poder, em 2002.

No ano seguinte, em 2003, a movimentação foi de R$ 3.199.878,62.

A partir daí, os valores dispararam e chegaram a R$ 21.220.249,18 (em 2004) e a R$ 14.465.448,62 (em 2005).

Os números da PF contrariam os da CGU (Controladoria Geral da União).

Anteontem, a CGU divulgou relatório apontando uma maior atuação da Planam de 2000 a 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A oposição acusou a controladoria de fazer uso político do relatório.

Entregou geral

No depoimento de nove horas que prestou na Justiça Federal, o empresário Luiz Antônio Vedoin, chefão da máfia dos sanguessugas, listou o nome de 103 deputados, senadores e ex-parlamentares aos quais teria pago propina em troca da aprovação de emendas, e ainda contou como fez cada “acerto”.

Deu nomes, datas, locais, além de apontar os laranjas que parlamentares teriam indicado para receber o suborno.

Revelou que boa parte embolsou o pagamento em dinheiro no próprio Congresso Nacional.

Mas houve quem preferisse receber em hotéis, estacionamento de restaurante. E até por meio de igreja.

O esquema permitia à Planam, empresa que comandava a fraude, vender para municípios ambulâncias e equipamentos hospitalares a preços superfaturados.

Questão de método

Para manter sob controle os parlamentares envolvidos, a máfia que intermediava a compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro de emendas ao Orçamento da União produziu e guardou provas do esquema.

Seus integrantes pegaram recibos e fizeram depósitos nas contras dos próprios políticos, como moeda de troca.

"Os congressistas recebiam não só vantagem em dinheiro, mas também de natureza política, porque eram municípios em que eles passavam a ter relação direta com os prefeitos".

Foi o que constatou o presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ).

Na opinião dele, os parlamentares apostaram na impunidade, ao permitir que a quadrilha fizesse depósito em suas contas pessoais.

Com base nos depoimentos do empresário Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planan, os parlamentares sanguessugas operaram pessoalmente o esquema de fraudes, cooptando prefeitos, o que desmontaria a tese de que a participação deles era só com a apresentação de emendas.

Números que não batem

Integrantes da CPI dos Sanguessugas avaliam que dispõem, até agora, de "provas irrefutáveis" para pedir a cassação do mandato de cerca de 30 parlamentares.

Mas a comissão está investigando 91 deputados e 3 senadores com indícios de envolvimento com a máfia das ambulâncias.

E Vedoin citou em seu depoimento como corrompeu 103 políticos.

No Congresso, serviços de inteligência asseguram que a máfia dos sanguessugas envolve 176 parlamentares.

Novos membros

Mais quatro deputados passaram a ser formalmente investigados pela CPI dos Sanguessugas.

Agora, são 94 parlamentares suspeitos de participar do esquema de fraudes na compra de ambulâncias superfaturadas com verbas do Orçamento da União.

Os nomes foram anunciados ontem pelo presidente da CPI, Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ).

Os novos investigados são Aroldo Cedraz (PFL-BA), Arolde de Oliveira (PFL-RJ) — ex-secretário de Transportes do Rio — , João Almeida (PSDB-BA) e Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG).

Os três primeiros são da oposição e o último da base do governo.

Eles fazem parte da última lista de autores de emendas beneficiando prefeituras com recursos para compra de ambulâncias enviada à CPI pela Controladoria Geral da União (CGU).

Em busca da impunidade parlamentar

Entre os 94 investigados, 88 (93,62%) tentam se reeleger.

Dos 88, 81 deputados tentam voltar à Câmara, quatro disputam mandatos legislativos estaduais, e concorre a suplente de senador.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disputa o governo do Mato Grosso e Ney Suassuna (PMDB-PB) busca sua reeleição ao Senado.

Veja a situação dos deputados e senadores investigados:

Candidatos a deputado federal
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Agnaldo Muniz (PP-RO)
Alceste Almeida (PTB-RR)
Almir Moura (PFL-RJ)
Amauri Gasques (PL-SP)
Almeida de Jesus (PL-CE)
Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ)
Arolde de Oliveira (PFL-RJ)
Aroldo Cedraz (PFL-BA)
Benedito de Lira (PP-AL)
Benedito Dias (PP-AP)
Benjamin Maranhão (PMDB-RJ)
Cabo Júlio (PMDB-MG)
Carlos Nader (PL-RJ)
Celcita Pinheiro (PFL-MT)
Cleonâncio Fonseca (PP-SE)
Cleuber Carneiro (PTB-MG)
Coriolano Sales (PFL-BA)
Coronel Alves (PL-AP)
Dr. Heleno (PSC-RJ)
Edir de Oliveira (PTB-RS)
Eduardo Gomes (PSDB-TO)
Eduardo Seabra (PTB-AP)
Elaine Costa (PTB-RJ)
Enivaldo Ribeiro (PP-PB)
Érico Ribeiro (PP-RS)
Fernando Gonçalves (PTB-RJ)
Feu Rosa (PP-ES)
ilberto Nascimento (PMDB-SP)
Helenildo Ribeiro (PSDB-AL)
Heleno Silva (PL-SE)
Ildeu Araújo (PP-SP)
Irapuan Teixeira (PP-SP)
Iris Simões (PTB-PR)
Itamar Serpa (PSDB-RJ)
Isaias Silvestre (PSB-MG)
Jefferson Campos (PTB-SP)
João Almeida (PSDB-BA)
João Batista (PP-SP)
João Caldas (PL-AL)
João Correia (PMDB-AC)
João Grandão (PT-MS)
João Magalhães (PMDB-MG)
José Militão (PTB-MG)
Jonival Lucas Junior (PTB-BA)
Jorge Pinheiro (PL-DF)
Josias Quintal (PSB-RJ)
Josué Bengston (PTB-PA)
Júnior Betão (PL-AC)
Laura Carneiro (PFL-RJ)
Lino Rossi (PP-MT)
Marcelino Fraga (PMDB-ES)
Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Mario Negromonte (PP-BA)
Mauríco Rabelo (PL-TO)
Nélio Dias (PP-RN)
Neuton Lima (PTB-SP)
Nilton Baiano (PP-ES)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Osmanio Pereira (PTB-MG)
Pastor Amarildo (PSC-TO)
Paulo Baltazar (PSB-RJ)
Paulo Feijó (PSDB-RJ)
Paulo Gouveia (PL-RS)
Paulo Magalhães (PFL-BA)
Pedro Henry (PP-MT)
Raimundo Santos (PL-PA)
Reginaldo Germano (PP-BA)
Reinaldo Betão (PL-RJ)
Reinaldo Gripp (PL-RJ)
Ribamar Alves (PSB-MA)
Ricardo Estima (PPS-SP)
Ricardo Rique (PL-PB)
Ricarte de Freitas (PTB-MT)
Saraiva Felipe (PMDB-MG)
Teté Bezerra (PMDB-MT)
Vanderlei Assis (PP-SP)
Wellignton Fagundes (PL-MT)
Wellington Roberto (PL-PB)

Candidatos a deputado estadual:
César Bandeira (PFL-MA)
Edna Macedo (PTB-SP)
Marcos Abramo (PP-SP)
Robério Nunes (PFL-BA)

Candidata a governadora
Serys Slhessarenko (PT-MT)

Candidato a senador
Ney Suassuna (PMDB-PB)

Candidato a suplente de senador
Carlos Dunga (PTB-PB) - na chapa de Cícero Lucena-PB

Tem mandato até 2011 como senador
Magno Malta (PL-ES) - Senador até 2011

Candidaturas vetadas pelo partido
José Divino (PTB-RR)
Vieira Reis (PRB-RJ)

Não serão candidatos
Bispo Wanderval Santos (PL-SP)
João Mendes de Jesus (PSB-RJ)
Zelinda Novaes (PFL-BA)

Apuração até domingo?

Até domingo, estarão concluídas as investigações individuais sobre os parlamentares notificados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas.

A afirmação é do relator de Sistematização da CPMI, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Carlos Sampaio informou que a comissão trabalha em três linhas: a investigação dos parlamentares propriamente envolvidos nas fraudes; a análise do esquema, desde a apresentação das emendas no Congresso às licitações de compra de ambulância nos municípios; e a apresentação de propostas para evitar que processos como esse persistam.

Origem dos sanguessugas

A Controladoria Geral da União (CGU) divulgou um levantamento das prefeituras e das emendas parlamentares que originaram os convênios com a empresa Planam, uma das acusados de superfaturar a compra de ambulâncias com recursos públicos.

Foram analisados 3.048 convênios entre os anos de 2000 e 2004, dos quais 891 têm a participação da empresa, cujos donos foram presos pela Operação Sanguessuga, da Polícia Federal.

Apenas 291 não tiveram origem em emendas parlamentares, ou seja, podem ter sido alocados pelo poder Executivo.

O restante teve origem no Congresso, dentro do processo de elaboração do Orçamento Geral da União.

Trabalho danado!

O levantamento foi feito em parceria com o Ministério da Saúde, que recolheu em todos os estados do país as prestações de contas dos convênios já executados e que envolviam ambulâncias.

A partir daí, os auditores cruzaram dados para registrar as emendas parlamentares que originaram os recursos públicos.

Com isso foi possível indicar prefeituras, deputados, senadores e ex-parlamentares suspeitos de envolvimento com as fraudes. Vários deles, inclusive, não estão sendo investigados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas.

Problema vem de longe...

Segundo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que também participou da entrevista coletiva, disse que o esquema de fraudes com recursos do Orçamento Geral da Unão existe provavelmente desde 1998.

A maior parte dos convênios da Planam analisados corresponde aos anos de 2001, com 961, e 2002, com 615.

Desde 2000, a Planam movimentou R$ 78 milhões e 900 mil somente com convênios para ambulâncias.

Tá tudo dominado?

O governo pode até afirmar que o problema vem desde a Era FHC.

Mas, ao que tudo indica, o governo petista (que agora alega ter mandado investigar tudo) herdou o esquema e se beneficiou dele também.

O escândalo abala ainda mais a credibilidade do governo Lula, e inibe seus eventuais financiadores de campanha à reeleição, que não desejam ser “acionistas” de tantos problemas.

Mês do desgosto

O relatório final da CPI deve ser votado na primeira semana de agosto.

O presidente da comissão, Antônio Carlos Biscaia, quer que o documento seja apresentado nos dias 8 ou 9.

Mas o relator, senador Amir Lando (PMDB-RO), tem afirmado que só conseguirá finalizar o trabalho no dia 18.

A fortuna do barão Richthofen

O Ministério Público de São Paulo reabriu as investigações sobre um possível enriquecimento ilícito do engenheiro Manfred von Richthofen.

Ele e a mulher, Marísia, foram brutalmente assassinados em outubro de 2002 pelos irmãos Christian e Daniel Cravinhos, com a ajuda da filha do casal, Suzane von Richthofen.

Christian, Daniel e Suzane foram julgados e condenados pela morte do casal na semana passada. Daniel e Suzane, que eram namorados na época, foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão. A sentença de Christian é de 38 anos e seis meses de prisão.

Empresa de Manfred

A investigação em torno do dinheiro de Manfred havia sido arquivada, mas foi reaberta em razão do surgimento de novos dados.

O Ministério Público recebeu anonimamente documentos sobre a movimentação de uma empresa de engenharia em São Paulo, de nome M.A.V.R. Engenharia, registrada em nome de Manfred Albert von Richthofen.

A sede da M.A.V.R. fica próxima à casa da família Richthofen.

A mesma documentação trouxe dois números de contas com depósitos em dinheiro na Europa.

Sob sigilo

O caso está sob sigilo de investigação com a promotora Ana Maria Aiello.

As investigações não prosperaram e, no ano passado, por falta de elementos, o promotor Túlio Tavares pediu o arquivamento.

Na última sexta-feira da semana passada, a promotora Ana Maria Aiello avisou o promotor Roberto Tardelli que reabriria a investigação.

Histórico do pai de Suzane

Manfred era funcionário da Dersa, empresa estadual de desenvolvimento rodoviário, e participou do projeto de construção do Rodoanel de São Paulo, via expressa que contorna a cidade, ligando várias rodovias.

Há suspeitas de que ele estaria envolvido em um esquema de desvio de verbas e possa ter remetido dinheiro ilegalmente para o exterior.

Manfred recebia na estatal R$ 11 mil mensais.

Marísia, que mantinha um consultório psiquiátrico, tiraria em torno de R$ 20 mil em consultas.

Mas no tribunal que julgou Suzane e os irmãos Cravinhos, a especulação era de que o patrimônio familiar estava orçado em R$ 2 milhões.

Problemas para o desembargador

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Celso Limongi, aceitou representação do Ministério Público Federal e determinou abertura de processo administrativo contra o desembargador Eduardo Antonio Di Rissio Barbosa.

O magistrado aparece em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça durante investigação sobre esquema de corrupção no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

O desembargador Eduardo Di Rissio é pai do delegado André Di Rissio, presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, preso há quase um mês sob a acusação de liberação ilegal de cargas no aeroporto de Viracopos e por tráfico de influência.

O delegado, segundo a investigação, recorria ao pai para beneficiar amigos que tinham pendência na Justiça.

Festinha na Federal

A operação Cerol, da Polícia Federal passando um cerol em si mesma, está investigando quem bancou um show de mulatas da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, com a presença de ritmistas, em plena sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) do Rio, na Praça Mauá.

A Azul-e-Branca da Baixada Fluminense animou confraternização de fim de ano de 2005, ainda na gestão do ex-superintendente José Milton Rodrigues — um dos alvos da Operação Cerol, desencadeada há uma semana.

O evento, realizado em dezembro no pátio da instituição, provocou descontentamento na maior parte do efetivo da PF, que avaliou como inadequados tanto o ‘palco’ quanto a ‘atração’.

E o dinheiro sumido?

A festinha aconteceu perto de uma época de grande crise na Federal do Rio.

Em setembro, haviam sido furtados R$ 2 milhões de um cofre na sede da instituição.

O dinheiro tinha sido apreendido pela PF de suspeitos de tráfico internacional de drogas durante a Operação Caravelas.

Ao todo, 60 agentes — entre eles cinco delegados — são investigados pelo sumiço da quantia.

Todos livres

Na Operação Cerol, foram presos 17 acusados de corrupção, entre eles delegados, empresários e advogados.

O grupo foi liberado pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal, cinco dias depois.

É por isso que, como bem cantava Noel Rosa na década de 30, “O povo já pergunta com maldade: onde está a honestidade? Onde está a honestidade”.

Miau, Recarey

Foi decretada ontem a prisão dos empresários da noite Chico e Arturo Recarey, por furto de energia elétrica e receptação.

O mandado foi expedido pela 4ª Câmara Criminal e, até o fim da noite, eles ainda não tinham sido encontrados por agentes da Polinter.

Funcionários de Chico informaram que ele estaria na Bahia.

Gato velho

O processo foi iniciado há cinco anos, quando a Light descobriu o “gato” no antigo Restaurante Mediterrâneo.

O primeiro furto ocorreu entre os dias 9 e 28 de agosto de 2001, e o prejuízo foi estimado em R$ 38.465,04.

Numa segunda inspeção, realizada no dia 11 de setembro do mesmo ano, técnicos da empresa descobriram a instalação de um medidor roubado, usado para disfarçar uma ligação clandestina.

O débito chegou à quantia de R$ 18.274,77.

Avestruz falido

O juiz Carlos Magno Rocha da Silva, da 11a Vara Cível de Goiânia, decretou a falência do grupo Avestruz Máster.

Também pediu a prisão temporária de seu presidente e principal sócio-proprietário, Jerson Maciel de Silva, em razão de "fortíssimos indícios de crime falimentar".

O juiz decretou também a indisponibilidade de bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal das empresas do grupo e de sócios e de seus ex-dirigentes.

A quebra do grupo causou prejuízos a milhares de pessoas que aplicaram dinheiro em cotas de criação de avestruzes.

O grupo Avestruz Master é composto pelas empresa Avestruz Master Agro-Comercial Importação e Exportação, Abatedouro Struthio Gold Importação-Exportação e Comércio, Masterbom Avestruz Criação e Comércio, JRF Avestruz, Struthio Master Avestruzes, Avestruz Master Agro-Comercial, Latruch-Ostrich Restaurante, Avestruz Master Hotelaria e Serviços, African Black Tecnologia em Criação de Avestruzes e Struthio Arts Artigos de Couro de Avestruz Ltda.

Cadeia para o Papatudo

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva do empresário Artur Osório Marques Falk, dono do extinto título de capitalização Papatudo.

A ordem foi expedida a pedido do Ministério Público Federal, que acusou Falk de estar tentando atrapalhar o processo de liquidação do banco Interunion, empresa que administrava o Papatudo.

Falk foi preso por policiais federais, em seu escritório, na avenida Rio Branco, no Centro do Rio.

No início do mês o TRF já havia mantida a condenação de Falk a nove anos e dois meses de prisão, por crimes contra o sistema financeiro.

Baixa renda prejudicados

O prejuízo causado aos poupadores do Papatudo é estimado em R$ 168 milhões.

A maioria dos lesados são pessoas de baixa renda, que compraram os títulos do Papatudo.

Entre janeiro de 1994 e dezembro de 1995, Falk e seus sócios geriram a empresa que captava recursos dos pequenos investidores, que, por sua vez, compravam títulos impressos pela Interunion com os quais podiam participar de sorteios periódicos de prêmios em dinheiro e de outros bens de consumo duráveis.

Ao fim de um ano, os poupadores não contemplados nos sorteios receberiam 50% do valor pago pelos títulos.

Ocorre que, de acordo com a denúncia, esses papéis estariam sendo emitidos sem lastro financeiro.

De acordo com informações do processo, foram emitidos pela Interunion 544 milhões de títulos, 155 milhões dos quais ainda não resgatados.

Decisão polêmica

A Companhia de Bebidas da América, a Ambev, não conseguiu liminar para compensar o PIS — Programa de Integração Social com a Cofins – Contribuição Social sobre o lucro e com a Contribuição Social sobre a Folha de Pagamento, tributos da mesma espécie.

O Superior Tribunal de Justiça negou a liminar pedida pela empresa.

A Ambev tentou suspender recurso interposto contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O STJ ressaltou que não há razão urgente que justifique a concessão de liminar, ainda mais pelo fato de a Ambev não ter demonstrado prejuízo concreto decorrente da decisão recorrida.

O caso do PIS

A empresa questiona, especificamente, a restituição dos valores pagos a mais do tributo durante o período da edição dos Decretos 2.445, de junho de 1988, e 2.449, de julho do mesmo ano, até a edição da resolução do Senado Federal em outubro de 1995, que suspendeu a execução de ambos os decretos.

Esses decretos modificaram a base de cálculo, alíquotas e o período de apuração do PIS.

Os efeitos para o contribuinte, entretanto, só foram parcialmente sanados com a edição da Medida Provisória 1.212/95.

Com a MP, o governo permitiu a devolução dos valores por meio de compensação ou da repetição de indébito.

Risco de aderir ao plano

Termina hoje o prazo para que os servidores públicos pertencentes ao Plano de Classificação de Cargos (PCC) assinem o termo de renúncia ao novo Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), criado pela Medida Provisória 304.

Quem não assinar, será automaticamente enquadrado no plano.

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) suspeita que a MP contenha expressões que prejudicam, do ponto de vista previdenciário, os trabalhadores.

A Condsef preparou ação de protesto para ser utilizada pelas entidades filiadas com o objetivo de resguardar, na Justiça, os direitos dos servidores.

Lula tirou o dela dessa reta

O veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei nº 79/2004, que modificava a regulamentação da profissão de jornalista, foi publicado ontem no Diário Oficial da União.

O projeto, aprovado pelo Congresso Nacional e de autoria do deputado Pastor Amarildo (PSC-TO), ampliava de 11 para 23 as atividades que deveriam ser exercidas por profissionais com diploma de jornalismo.

O diploma passaria a ser obrigatório para fotógrafos, cinegrafistas, comentaristas, ilustradores e outras funções.

Erro dos bancos

Embora os bancos tenham recebido R$ 7,50 por cada recadastramento de aposentados e pensionistas, não tiveram nenhum cuidado de checar as informações.

Por isso, dos 121 mil benefícios suspensos pelo INSS após a primeira etapa do censo — convocados em outubro, novembro e dezembro —, 22.725 terão que passar por novo recadastramento, segundo o ministro Nelson Machado (Previdência).

São pessoas cujos dados foram atualizados com inconsistências só percebidas quando as informações chegaram à Previdência.

Há casos em que o nome do segurado ou de sua mãe foi abreviado e até erros de digitação de CEP e CPF.

Ainda não foi decidido como os segurados serão chamados para refazer o censo. Deve haver reunião entre representantes da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e da Previdência Social para discutir o assunto.

Quem vai repetir

Segundo o Sindicato dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, o Banco do Brasil teria que repetir nove mil atualizações de dados, de um total de 639.598 beneficiários.

O Bradesco reconheceu 2.063 formulários com inconsistências. Unibanco e Itaú não responderam.

A Caixa teria 3.911 atualizações a refazer. Nesse caso, 83% seriam por causa de abreviação do nome da mãe do segurado.

A instituição, porém, só informa que os erros ocorreram em 0,02% dos recadastramentos.

A Caixa tinha 356.371 censos a fazer na primeira etapa.

A nova atualização ocorrerá quando o segurado for ao banco.

Nova refinaria aonde?

A Petrobrás construirá a maior refinaria do País prevista para entrar em operação em 2014, com capacidade para processar 500 mil barris por dia.

Segundo o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, a nova unidade suplantará a Refinaria do Planalto Paulista (Replan), que processa 360 mil barris/dia.

Os estudos do empreendimento se encontram em fase preliminar e não há previsão da localização do projeto e do valor dos investimentos.

Costa admitiu, no entanto, que a refinaria possivelmente ficará no litoral, para que o transporte de derivados ali produzidos seja feito em grande parte pelo mar.

Projetos do Benjamin

O novo projeto da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é uma fábrica de latas, que deverá ser instalada no Sul do Estado do Rio.

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, reuniu-se com a governadora Rosinha Garotinho para discutir o enquadramento, no programa de incentivos estaduais, do plano de investimento, estimado em R$ 6 bilhões e 500 milhões e que inclui usina siderúrgica, com dois alto-fornos, a ampliação do Porto de Itaguaí e uma fábrica de cimento.

Outra usina, também com dois altos-fornos, deverá ser instalada em Minas Gerais.

Os investimentos totais programados pela CSN somam cerca de R$ 7 bilhões e 880 mil reais.

Com tarifa alta é mole

O lucro da Telemar cresceu 38,67% no segundo trimestre.

Passou de R$ 282 milhões e 600 mil, elevando o resultado do semestre a R$ 427 milhões e 100 mil.

O diretor de relações com investidores José Luís Salazar, atribuiu o lucro à melhora do resultado operacional e à redução de custos, incluídos os financeiros.

Ameaçando a Volks

A Volkswagen, a maior exportadora do setor, não estará habilitada ao juro menor se mantiver o plano de demissões programado para acontecer a partir da próxima semana.

A montadora está prestes a iniciar um programa de enxugamento que prevê a eliminação de 5 mil a 6 mil postos de trabalho até 2008.

A primeira fase deve começar na fábrica de Taubaté (SP) na próxima semana, com a eliminação de 160 vagas.

Olho no banco de Hugo Chávez

Em resposta à insistente proposta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de criação de um "Banco do Sul" para investimentos no continente, o governo brasileiro negocia com os vizinhos o fortalecimento de um banco regional já existente, com um capital de US$ 5 bilhões e aportes de US$ 2 bilhões e 500 milhões de dólares em projetos de integração de infra-estrutura sul-americana em 2005.

É a Corporação Andina de Fomento (CAF), que o Brasil vai propor como candidato ao "Banco do Sul" na próxima reunião da Comunidade Sul-Americana de Nações.

Chávez tenta criar um banco para atender aos interesses de seus controladores ingleses da banca Rothschild.

Armação chavista

A ANDE (Administracion Nacional de Eletrecidad) - sócia em 50% de Itaipu, a outra metade é da Eletrobrás - esta vendendo toda sua divida.

O valor é de quase US$ 7 bilhões.

Quem está comprando é Hugo Chavez, colocando assim o Brasil a mercê dos preços dele para a energia.

Mais uma do intelectual Stédile

Depois de sua polêmica palestra, semana passada na Escola Superior de Guerra, o ideólogo dos sem terra, João Pedro Stédile.

Ontem, ele deu uma palestra, também sobre o tema "Reforma Agrária" na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.

Vários militares simpatizantes da causa do MST foram convidados a participar do evento...

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:

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