terça-feira, 31 de outubro de 2006

Números do TSE revelam que 67 milhões rejeitaram Lula, e 30 milhões protestaram contra as eleições e os políticos

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Ouça também o podcast Alerta Total no seu computador.
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
Edição em áudio a partir de Meio-dia.

Adicione nosso blog e podcast a seus favoritos do Internet Explorer.

Por Jorge Serrão

Os números oficiais da eleição colocam em cheque o adjetivo “acachapante” da vitória reeleitoral de Lula da Silva e revelam que o País está dividido politicamente. Dados da totalização final do Tribunal Superior Eleitoral confirmam que o presidente sofreu uma expressiva rejeição nas urnas, e não “a vitória do Brasil” e do povo brasileiro que ele estampou na camiseta, ao comemorar a vitória, no domingo. O nome de Lula foi rejeitado por exatos 67.617.893 cidadãos, que corresponde a 53,70% dos eleitores. A frieza dos números eleitorais quebra o forjado clima de consagração psicológica de poder dada ao presidente pelos seus marketeiros.

A rejeição corresponde à soma da abstenção (23.914.714), mais os votos “em branco” (1.351.448), mais os votos nulos (4.808.553), junto com os votos dados ao candidato adversário Geraldo Alckmin (37.543.178). Pelas contas, Lula ficou abaixo da maioria, com seus 58.295.042 votos (ou 60,83%). Obteve apenas 46,3% do total de votos das 125.913.479 pessoas aptas a votar. A tradução objetiva do resultado eleitoral é que 53,7% dos brasileiros não referendaram o seu nome. Politicamente, o País está dividido – ao contrário do que tenta demonstrar, principalmente à Justiça que terá de apreciar o mensalão, os sanguessugas e a operação tabajara – casos que podem redundar na abertura de processo de impeachment contra o presidente, no segundo mandato. O primeiro governo Lula continuará sub judice (sofrendo julgamento).

Além de demonstrarem a oposição a Lula, os números do TSE confirmam que o eleitorado, no segundo turno, manifestou sua rejeição ao processo eleitoral como um todo. Nada menos que 30.074.715 cidadãos (ou 23,88% do eleitorado) se recusaram a comparecer ao voto obrigatório (que é anti-democrático por natureza), ou, então, anularam e votaram em branco para protestar contra a classe política e contra o sistema eleitoral eletrônico, nem tão seguro quanto se apregoa. Tal tendência já tinha se desenhado no primeiro turno de votação, quando 29.935.923 (ou 13,77% dos eleitores) se abstiveram, votaram em branco (2.886.205) ou anularam o voto (5.957.207).

A fria análise dos números também chama a atenção para a enorme diferença de 20.751.864 votos de Lula da Silva para Geraldo Alckmin. A comparação com o primeiro turno é inevitável. Dia 1º de outubro, a diferença entre o tucano e o petista foi de 6.693.996 votos. O fato estranho é que os 9.114.237 votos de Heloísa Helena e Cristovam Buarque não tenham migrado para o tucano. E o mais estranho ainda, do ponto de vista estatístico, é que o tucano tenha encolhido sua votação em relação ao primeiro turno. Dia 1º, Alckmin recebeu 39.968.369 votos (ou 41,64%). No domingo passado, Alckmin só teve 37.543.178 votos (ou 39,17%). Das duas uma, poderia até se especular: ou o dedo do eleitor foi muito pesado, ou alguma mão grande e invisível entrou em cena.

Como não se pode auditar o voto eletrônico, porque a urna não imprime um comprovante, só resta ao eleitor confiar que o paraíso eleitoral é aqui na nossa terra. No final das contas, o segundo turno acabou se revelando benéfico para Lula, que sai das urnas com uma blindagem psicológica para que seu governo agüente o que a Justiça lhe reserva, na hora de julgar tantos escândalos da primeira gestão do presidente que nunca sabia de nada errado a sua volta, mas que soube criar uma identificação com quase a metade do eleitorado mais pobre e menos informado que o consagrou nas urnas.

O que Lula não pode esquecer é que uma porção maior que a outra metade o rejeitou. Apenas para usar uma metáfora futebolística, tão ao gosto do candidato “vitorioso”, ele ganhou o campeonato perdendo o segundo jogo por um a zero. Também é bom que fique claro que, se Alckmin tivesse ganho, o Brasil também teria perdido. Tucanos e petistas representam, hoje, uma derrota mortal para a soberania, para a autodeterminação e para a paz social do Brasil.

Ambos seguem a cartilha do Poder Real da nobreza econômica anglo-americana, reunida em grupos de poder como o Centro Tricontinental, o Diálogo Interamericano e a Comissão Trilateral, sem falar no Foro de São Paulo (que repete as idéias destes grupos, dando um verniz cinicamente romântico e ideológico de esquerda). O objetivo do Poder Real que manda no mundo é explorar as riquezas do Brasil, mantendo nosso País artificialmente na miséria. Tudo, claro, contando com a conivência da classe política brasileira. E com a complacência do próprio sub-cidadão e brasileiro, escravizado, ignorante e servil.

Resumo eleitoral do 2º Turno

Eleitorado - 125.913.479
Votos apurados - 125.912.935
Lula da Silva - 58.295.042 (60,83%)
Geraldo Alckmin - 37.543.178 (39,17%)
Diferença entre eles - 20.751.864
Compareceram - 101.998.221 81,01%)
Abstenção - 23.914.714 (18,99%)
Brancos - 1.351.448 (1,32%)
Nulos - 4.808.553 (4,71%)
Rejeição eleitoral (A + B + N) - 30.074.715
Rejeição total a Lula - 67.617.893 (53,70%)
“Vitória-derrota” de Lula - 58.295.586 (46,30%)

Eis a questão: Que representatividade moral pode ter LULA para se apresentar como presidente reeleito de todos os brasileiros?

Lula sub judice

O advogado gaúcho Antonio Augusto Mayer dos Santos, que é especialista em direito eleitoral, chama atenção para três problemas jurídicos a serem enfrentados por Lula, no curto prazo.

O atual presidente da República é réu numa representação (nº 1.176) junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

A denúncia foi formulada pela coligação PSDB-PFL em 18 de setembro.

Pede-se a condenação do presidente e dos demais denunciados por uso de recursos financeiros indevidos para o pagamento de gastos eleitorais não provenientes da conta corrente específica que a Lei Eleitoral exige para campanhas eleitorais.

Risco para o mandato

Em caso de comprovação do crime, a lei prevê ao infrator com perda do diploma (leia-se mandato).

Sendo processados e julgados pelo TSE, em caso de condenação, restará aos réus apenas recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Os efeitos da decisão atingem o vice-presidente e o impedem de assumir o cargo em caso de cassação do presidente.

Haveria, então, uma nova eleição presidencial.

O dossiêgate Tabajara

O julgamento do caso do dossiê tabajara, produzido pelos aloprados amigos do presidente, se ficar comprovado o envolvimento de Lula (o que é pouco provável que seja comprovado), o presidente terá incorrido em crime de responsabilidade, por desobediência à lei eleitoral em vigor.

A jurisprudência do STF admite a responsabilização, no mandato seguinte, das autoridades da República que “hajam incidido em censuráveis desvios éticos no desempenho da elevada função de representação política do povo brasileiro”, uma vez que “o direito ao governo honesto traduz uma prerrogativa insuprimível da cidadania”.

Se Lula fosse punido com impeachment, o vice-presidente assumiria o Poder Executivo, em virtude da natureza não-eleitoral do processo.

Mandato sob risco

O terceiro problema para Lula é o pedido de impugnação judicial do mandato.
Um processo desta natureza já tramita no Tribunal Superior Eleitoral com oportunidade de ampla defesa e presunção de inocência, conforme acentuou o ministro Marco Aurélio de Mello, do TSE e do STF.

Nos termos da Constituição Federal, a impugnação de qualquer mandato eletivo é possível, inclusive o presidencial.

Já a cassação do mandato presidencial é uma hipótese que está necessária e absolutamente condicionada às provas que integrarem o eventual processo.

Em caso de cassação e esgotados os recursos, o vice-presidente da República também seria alcançado pelos efeitos da decisão judicial e não assumiria a Presidência porque o processo tem natureza eleitoral e a sua figura jurídica está vinculada à chapa majoritária, que é única e indivisível.Nesta hipótese, conforme recente (10 de agosto de 2006) jurisprudência do TSE, após o trânsito em julgado desta ação, os segundos colocados são diplomados e assumem os cargos (Presidência da República) até o final do mandato.

Vida fácil e puxa-saquismo

Ao desembarcar ontem na base área de Brasília, Lula foi seguido por cerca de 100 carros de militantes até o Palácio da Alvorada, e aproveitou para fazer um de seus mais significativos comentários dos últimos tempos:

"O segundo turno foi uma dádiva de Deus porque houve gente que achou que isso ia facilitar a vida deles e facilitou a nossa".

Antes, Lula se emocionou com a recepção dada pela banda da Aeronáutica que tocou, quando ele desceu do avião, a mesma música tocada nas vitórias de Airton Senna na Fórmula Um e a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.

Requienscat in pacen

Frase ouvida por militantes do PT que aguardavam no Palácio da Alvorada a chegada do presidente Lula e da primeira-dama, Marisa Letícia:

Deixa o homem descansar”...

Foi o que disse Lula, brincando, em alusão a seu slogan de campanha “Deixa o Homem Trabalhar”.

Supremo lentíssimo

Finalmente, depois de anos de indecisão, retorna à pauta de votação do Supremo Tribunal Federal o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade da Medida Provisória que define a capitalização mensal de juros no mercado financeiro.

Este lento julgamento da Justiça brasileira interessa a todos os cidadãos que compraram um bem ou um serviço a prestação e estão pagando em dia um carnê de crediário.
Editada há seis anos, no ano 2000, a MP 1.963 autorizou bancos e financeiras a cobrar juros sobre juros, nos financiamentos ao consumidor final com prazo inferior a um ano.

Até então, a Lei de Usura, introduzida em 1933 pelo Decreto 22.626, proibia expressamente a incidência de juros sobre juros em periodicidade mensal.

Morosidade injustificável

Apesar da importância desse processo para os consumidores, o relator, ministro Sidney Sanches, só apresentou seu voto em 2002, considerando inconstitucional a MP 1.963.

O segundo voto, do ministro Carlos Velloso, que acompanhou o relator, só foi proferido três anos depois. Em seguida, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Nelson Jobim, que acabou deixando o processo numa gaveta de seu gabinete.

Nada justifica tanta morosidade do Supremo, uma vez que o julgamento da constitucionalidade da Medida Provisória afeta o funcionamento não só do sistema financeiro, mas, também, do comércio de bens de consumo duráveis, do mercado imobiliário e da indústria da construção civil.

Conclusão: Aos banqueiros tudo; aos cidadãos, nem o julgamento da constitucionalidade de uma lei...

Falta de Democracia

Brilhante comentário editorial do Estadão sobre o caso:

“Conjugados com os abusos muitas vezes cometidos pelo Executivo na edição de MPs, ferindo princípios constitucionais, a morosidade judicial e o anacronismo das leis processuais só contribuem para piorar a posição do Brasil nos rankings de competitividade e das economias mais atraentes aos investidores”.

“Para um País que necessita de investimentos privados para crescer, a insegurança jurídica compromete a formação de capital, atrofia o potencial de desenvolvimento e dificulta a geração de empregos”. ”Dito de outro modo, quanto maior é a incerteza com relação às regras do jogo, mais elevados são os custos para se fazer negócios e quem perde com isso é toda a sociedade”.

Ou seja, complementando o Estadão, no Brasil falta democracia, definida como “a Segurança do Direito”.

Jobim para a Justiça?

O Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, está cotadíssimo para assumir o Ministério da Justiça no próximo governo Lula.

Sua missão será promover a interface política entre o Congresso, onde tem trânsito, e o Judiciário (principalmente onde o governo vier a ser julgado).

O presidente Lula não poderia fazer melhor escolha para a sucessão de Márcio Thomaz Bastos, um dos mais brilhantes advogados criminalistas que já serviram a um governo.

Gabinete de sombra virtual do Imperador

O Imperador do Rio, ave Ceasar Maia, resolveu transformar seu ex-blog (como ele chama sua newsletter diária via Internet) em SHADOW CABINET.

Segundo Maia, ele se inspira em uma prática britânica, com auge nos anos 50, onde o partido de oposição constituía um ministério na sombra, onde cabia a cada ministro designado acompanhar com rigor o trabalho do ministro oficial.

O Virtual Shadow Cabinet trabalhará com teoria aplicada e crítica à ação, simultaneamente, em todas as áreas do governo federal.

Cesar Maia promete que, antes de terminar o mês de novembro o SHADOW CABINET desse ex-blog estará em campo, marcando corpo a corpo, cada um dos ministérios e o presidente.

Anti-Paloccismo desautorizado

O presidente Lula da Silva desautorizou ontem os ministros que na véspera haviam decretado o fim da "era Palocci".

Em quatro entrevistas concedidas a emissoras de TV, Lula reforçou que a política econômica não era do ex-ministro da Fazenda, mas sim do governo.

Lula prometeu que a economia vai crescer com a "mesma seriedade na política fiscal".

Morderam a língua

Anteontem, Tarso Genro (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil) e Luiz Marinho (Trabalho) deram declarações sobre a política econômica do primeiro mandato, dizendo que "o primeiro momento" havia acabado.

Tarso afirmou que era o fim do período de "taxas baixas de crescimento, preocupação neurótica com a inflação sem pensar em distribuição de renda".

E Marinho detonou: "Palocci já foi".

O presidente Lula foi enfático ontem ao decretar que a frase de Tarso foi uma "produção independente", não foi discutida com ele, e que "a política econômica do nosso governo era determinada pelo governo e, sobretudo, por mim".

Que bom, pelo menos o presidente Lula admitiu ontem que sabe de alguma coisa em seu governo... Já é um bom começo...

Gerdau para a Fazenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer levar o empresário Jorge Gerdau Johannpeter para o ministério.

Gerdau seria uma "surpresa" para comandar a Fazenda.

Empresário de um dos maiores grupos privados do país, Gerdau é um dos "nomes de peso da sociedade", na expressão do próprio Lula, que ele pretende convidar para o segundo mandato.

Missão para o Guido

Lula analisa o remanejamento do atual titular da Fazenda, Guido Mantega para a Previdência, sobre a qual já apresentou ao presidente planos de gestão.

Mantega continua no governo até quando eu quiser. Ele não deixará o governo por causa da especulação de um ou de outro".

Foi o que garantiu Lula, em entrevista à TV Bandeirantes.

A Reforma da Previdência, seguindo planos que interessam a Luiz Gushiken e aos Fundos de Pensão controlados pelos petistas, é um dos pontos de convergência entre o PT e o PSDB, sendo usado no acordo secreto tucano-petista que detonou a candidatura Alckmin no nascedouro, no mês de maio, como o Alerta Total informou.

Pan 2007 sob risco

Hoje à tarde, o futuro governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB) tem uma reunião delicadíssima com o Presidente Lula, no Palácio do Planalto.

Cabral falará dos problemas de atraso nas obras que ameaçam os Jogos Pan-Americanos, que ocorrerão no Rio de Janeiro, em julho de 2007.

Como a União é um dos principais financiadores do evento, também é responsável pelos atrasos em andamento.

Bola com os governadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a iniciativa e já começou a convocar os governadores eleitos a Brasília para discutir as reformas constitucionais de seu segundo mandato.

Hoje Lula vai receber os governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Depois do feriado, o presidente deverá receber, além de lideranças da oposição, o bloco de governadores eleitos.

Aécio quer liderar

O governador reeleito de Minas e futuro candidato a presidente em 2010, Aécio Neves, que busca a liderança dessa frente de governadores, espera gestos concretos de Lula em torno dessa negociação.

Aécio acredita que uma proposta de consenso sobre a legislação do ICMS e da reforma política que será feita em 30 ou 60 dias.

A exemplo do governador eleito de São Paulo, José Serra, Aécio busca fortalecer sua bancada de deputados para valorizar seu poder de negociação com o presidente Lula.

Cobranças

A pauta dos governadores é extensa, mas passa, principalmente, pela reforma tributária e pela renegociação as dívidas estaduais.

Eduardo Campos (PSB) mostrou-se ontem interessado numa frente de governadores em defesa da reforma tributária.

"É preciso melhorar a qualidade do tributo no Brasil para que ele não onere a produção. Estou disposto a participar desse grupo de governadores".

Já na primeira reunião dos governadores, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, pretende cobrar o pagamento das dívidas da União com o estado correspondentes à redução dos ressarcimentos pela desoneração das exportações.

Fase de cooptação

O presidente Lula da Silva não pretende esperar o fim do mandato para dar início ao seu segundo governo.

Pretende chamar já para o diálogo partidos que possam a apoiá-lo no Congresso, como PMDB, PP, PDT, PTB e PSB, e oferecer-lhes vagas num governo de coalizão.

O PT manterá ministérios importantes, mas vai perder espaço.

O presidente pretende ainda correr atrás de integrantes da oposição que considera dispostos ao diálogo, como FHC.

Oposição dura e constante para inglês ver?

O Senador Tasso Jereissati reafirmou a intenção do PSDB de manter-se na oposição ao governo durante o segundo mandato de Lula e negou qualquer possibilidade de participação no próximo governo.

Tasso advertiu que o presidente Lula não conseguirá "cooptar" o apoio de Aécio Neves e José Serra.

"O governador Aécio Neves e o governador José Serra são absolutamente incooptáveis. Os cooptáveis são os do mensalão. Espero que o presidente Lula não venha a repetir que ocorreu no primeiro mandato com o mensalão. Ou seja, sair com dinheiro público comprando apoio".

Procurando pelo povo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso culpou a falta de comunicação do PSDB com o povo pelo fraco desempenho na disputa presidencial.

Segundo ele, o partido continuará na oposição, que foi a escolha democrática dos eleitores.

"Nós, o PSDB, os aliados não fomos capazes de convencer o povo. Eu não discuto resultado (...) tem que ver, fazer uma análise com mais calma. O PSDB precisa ser mais afirmativo nas suas propostas e mais próximo do povo, não pode deixar passar essa idéia de que nós não nos preocupamos com a população. Faltou a capacidade de fazer com o que o povo sentisse que nós tínhamos melhores condições."

Sobre suas expectativas para os próximos quatro anos do presidente reeleito, Fernando Henrique afirmou que "não é pessimista", mas que o segundo mandato é sempre mais "difícil e apertado".

"É preciso que ele volte a ter respeitabilidade, e não popularidade. Ficou abalada, muitos escândalos. Como você vai confiar? Governar não é ter voto, é você ter o respeito dos outros".

Desconversa sobre o futuro

Questionado sobre a corrida presidencial de 2010, da possibilidade de o candidato do PSDB ser José Serra, governador eleito de São Paulo, Aécio Neves, reeleito em Minas Gerais, ou Tasso Jereissati, presidente da sigla, Fernando Henrique desconversou.

"Isso vai depender do caminho, do percurso de cada um. Qualquer um deles pode perfeitamente ser presidente da República. Qual deles? Eu, de minha parte, vou dizer em alto e bom som, eu não sei. E não vou me jogar por ninguém agora, porque, se eu fizer isso, eu estou atrapalhando o Brasil, o PSDB".

Cachaça, não

O Comando da 1ª Divisão do Exército (DE) proibiu o consumo do produto e demais bebidas alcoólicas nas ruas e no interior de um bar, dois quiosques, um minishopping e uma padaria da Vila Militar, em Deodoro, no Rio de Janeiro.

A ordem passou a vigorar oficialmente em 9 de agosto e vem causando polêmica na região, onde moram mais de 13 mil pessoas.

Segundo a determinação do Exército, o motivo é para evitar “dissabores entre consumidores” e preservar a imagem da corporação “que não comunga com posturas sociais inadequadas”.

Ligado à administração municipal, o subprefeito da Vila Militar, Janir Moreira, resolveu intermediar solução e vai procurar o comandante da 1ª DE, general-de-Divisão Rui Monarca da Silveira, para tratar do assunto.

Acredite quem quiser

Um relatório preparado a pedido do governo britânico prevê que as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global reduzirão a economia mundial em 20% dentro de 50 anos.

Os países em desenvolvimento poluem menos, mas são os que sofrerão mais.

Um bilhão de pessoas ficarão sem água, grandes partes da Floresta Amazônica podem desaparecer, cidades costeiras serão alagadas pelo mar e a agricultura entrará em colapso.
Pelo menos é o que prevê o relatório.

Confusão no ar

A operação-padrão deflagrada pelos controladores de tráfego aéreo em Brasília - que provoca atrasos e suspensão de vôos no país - forçou o governo a tomar duas medidas.

A Aeronáutica suspendeu o vôo de aviões não regulares, como jatos e particulares, nos horários de pico em parte do País.

Além disso, o ministro da Defesa, Waldir Pires, "convidou" controladores aposentados a auxiliar nos radares.

O quarto dia de vôos atrasados nos principais aeroportos do País é uma prévia da confusão que se anuncia para o Feriado.

Confusão na mídia

Circula na Internet o tiroteio entre o jornalista e filósofo Olavo de Carvalho e a direção do jornal Zero Hora, que censurou um artigo dele no domingo:

Marcelo Rech, Diretor de Redação do ZH, mandou a seguinte carta a Olavo de Carvalho: “Em razão de sua manifestada incompreensão dos valores éticos que norteiam este jornal, solicito que considere desnecessário o envio de novos artigos para publicação. Os pagamentos pelos artigos anteriores serão efetuados até este domingo”.

Olavo de Carvalho respondeu no sei site Mídia Sem Máscara:” Já mandei seu jornal à merda ontem. Sua cartinha é desnecessária, assim como o seu dinheiro. Quanto aos seus "valores éticos" o senhor tem toda a razão: não os compreendo. Quanto mais os conheço, menos os compreendo. Eles são um verdadeiro mysterium iniquitatis”.

Olavo considera que os "Valores éticos" alegadados pelo jornal para não publicar seu artigo foram a desculpa perfeita para evitar a publicação de críticas duras ao partido-estado que vai mandar e desmandar no país por mais quatro anos.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:

jorgeserrao@gbl.com.br

Faça comentários clicando no link abaixo.
Ouça as informações clicando no link da rádio (podcast) Alerta Total:
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal/

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Lula tem urgência em criar novo partido trabalhista e compor com os EUA para conseguir "governabilidade"

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Ouça também o Alerta Total no seu computador.
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
Edição em áudio a partir de Meio-dia.

Adicione nosso blog e podcast a seus favoritos do Internet Explorer.

Por Jorge Serrão

O presidente reeleito (de forma acachapante) Lula da Silva tem quatro prioridades imediatas, antes que o segundo mandado comece de verdade. Primeiro, vai procurar todas as forças políticas para barrar qualquer oposição mais radical ao seu governo. Segundo, acelerar as negociações com os partidos aliados para desmontar o PT e iniciar a montagem do que seus ideólogos chamam de “reforma política”, que não vai reformar nada, apenas promover um rearranjo de forças, em novos partidos. Terceiro, negociar, nos bastidores, com o Judiciário, para evitar surpresas nos julgamentos de casos como o Mensalão e do dossiê Tabajara feito pelos Aloprados, que poderiam lhe render um processo de impeachment. Quarto, blindar-se internacionalmente, negociando, depressa, um dificílimo pacto de não agressão e tolerância com os Estados Unidos. Se sobrar um tempinho, Lula tentará governar.

Agora, o grande temor de Lula é alguma ação contra ele, articulada fora do Brasil. O medo real de Lula é a briga pelo controle da hegemonia mundial entre os norte-americanos e a nobreza européia que reunida no Centro Tricontinental, no Clube dos Bilderberg e cujo pensamento é infiltrado no Diálogo Interamericano. Lula teve o apoio destes três grupos de poder mundial em sua reeleição. Estes três grupos dão sustentação ao chamado Foro de São Paulo (entidade fundada pelo PT, em 1990, que reúne a esquerda na América Latina, misturando-se com 153 grupos radicais de narcoguerrilha). Lula sabe que sua situação interna se complica, se os EUA jogarem pesado na América Latina, contra a ação do Foro de São Paulo na Venezuela, na Bolívia e, sobretudo, na Colômbia.

Para neutralizar tal ação da Águia de Washington, Lula já planeja uma viagem, o mais urgente possível, para um encontro com o presidente George Bush. Quer oferecer aos norte-americanos oportunidades de negócio, em troca de sustentação política. Se vai conseguir... Isto são outros bilhões de dólares... E muito tempo de quase impossível negociação política. Os EUA precisam de um governo, no Brasil, que apóie seu Plano Colômbia. Bush, a Secretária de Estado Condollezza Rice e o Diretor Nacional de Inteligência John Negroponte sabem que Lula, envolvido com a nobreza européia e o Foro de São Paulo, não é o perfil de governo que lhes interessa.

No campo interno, ainda seguindo o modelo da nobreza econômica européia que é sua parceira político-ideológica, Lula pretende criar um novo partido para substituir o PT desgastado por casos de corrupção. A proposta é criar um partido com linha ideológica de centro-esquerda, nos moldes do Partido Trabalhista inglês, que é liderado pelo Primeiro-Ministro britânico Tony Blair. O novo partido, ainda sem nome definido, vai reunir a maioria dos integrantes do PT, PC do B (de Aldo Rebelo), PRB (do senador Marcelo Crivella), Ciro Gomes e, ao que tudo indica, o mineiro Aécio Neves, que deve deixar o ninho tucano para os paulistas. Deve agregar setores do PMDB, como o ex-tucano Sérgio Cabral Filho, eleito governador do Rio de Janeiro, e Roberto Requião, reeleito no Paraná.

O novo partido já vai trabalhar a sucessão de 2010, evitando desgastes para o segundo mandato do presidente. Lula sabe que, no atual PT, não tem um nome com a sua capacidade de identificação eleitoral, para sucedê-lo. Por isso, a preferência de Lula vai balançar entre Aécio Neves e Ciro Gomes (ou na própria composição de forças entre ambos). Afinal, o cearense e o mineiro são aves originalmente tucanas. Ambos têm perfis sociais-democratas. Mas ninguém deve descartar a possibilidade de uma reforma constitucional, já aventada por Lula, que permita a reeleição indefinida para a Presidência da República e os governos estaduais. Assim, Lula seria o candidato dele mesmo, a exemplo do que ocorre com o venezuelano Hugo Chávez.

Atenção: Leia, abaixo, as análises Sem novidades, exceto as piores e Apertem os cintos, o piloto não sumiu, além do artigo de ontem: Quem reclama já perdeu a Amazônia?

Anestesiando a oposição

Lula fez seu primeiro discurso público de reeleito mandando um recado direto que atingiu dois alvos bem definidos.

Primeiro, seus aparentes inimigos internos do PSDB de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo, seus aliados mais radicais, nos sindicados, no Movimento dos Sem Terra e nos outros chamados “movimentos sociais”:

A eleição acabou. Não tem mais adversário. Agora, são todos se juntando para o Brasil crescer e se fortalecer no mundo. Contra estes argumentos, não temos adversários. Quero conversar com todos os partidos, sem exceção. Agora, o problema do Brasil é de todos nós, para que o País não perca mais nenhuma oportunidade. Inclusive, aos companheiros sindicalistas, peço que reivindiquem tudo que puderem. Mas a gente só vai dar o que a responsabilidade permitir”.

Tática bem definida

Depois de ser aplaudido pela claque petista, sendo cutucado por Luiz Dulci (que estava atrás do presidente e soltou uma gargalhada irônica), Lula emendou a maior inverdade objetiva dos últimos tempos:

O Brasil é de todos. A vitória não é do Lula, do PT, do PC do B, do PRB. A vitória é eminentemente da sabedoria do povo brasileiro”.

O presidente Lula proclama que o Brasil saiu mais unido do que entrou na campanha presidencial, e anuncia sua tática imediata:

"Até dezembro, pretendo conversar com todas as forças políticas, todos as forças sociais e irei interferir mais nas negociações com o Congresso Nacional".

Fingindo que se opõe

Antes mesmo de reconhecer, oficialmente, a vitória de Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avisou que o PSDB deverá fazer uma "oposição dura, mas responsável" no segundo mandato de Lula:

"Não pensem que vou baixar a cabeça. Numa democracia, quem não ganha faz oposição. A governabilidade não depende de quem perde".

Foi o que antecipou FHC, depois de votar, ontem pela manhã, no Colégio Nossa Senhora do Sion, em Higienópolis, na região central de São Paulo:

"O voto será respeitado, mas o presidente vai ter que dançar com pé na música da lei, da Constituição. Não pode jogar a sujeira para debaixo do tapete".

FHC lançou dúvidas sobre o novo ministério no segundo mandato de Lula:

"É de gente que inspira confiança ou serão quadrilheiros de novo?".

Quase apanhou

Geraldo perdeu a eleição por mais de 20 milhões de votos, mas quem quase apanhou, literalmente, foi o Poderoso Zé.

A eleição na Zona Eleitoral 258, na região de Moema, zona sul de São Paulo, foi marcada ontem por uma grande confusão.

Foi lá onde votou José Dirceu, ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil do governo Lula.

O Zé foi recebido pelos demais eleitores com muitas vaias e gritos de "ladrão".

Dirceu quase foi agredido por um deles.

Ele foi salvo por policiais militares e correligionários do PT que estavam no local.

Antes da confusão, Dirceu declarou que vai retomar a carreira política

Reafirmando as divisões

No discurso de agradecimento aos eleitores, ontem à noite, na avenida Paulista, Lula advertiu que pretende evitar erros no segundo mandato:

"Não temos mais o direito moral, ético e político de cometer erros daqui pra frente".

O presidente afirmou ainda que a reeleição o deixou realizado, "porque foi a vitória dos de baixo contra os de cima".

"Esse país baniu nessa eleição o preconceito. O preconceito não deve ser reciclado, deve ser extirpado, banido da política brasileira".

Correndo para articular

Nos próximos dias, a agenda do entendimento pensada pelos articuladores de Lula deve incluir encontros com os governadores eleitos.

Para isso, Lula colocará em pauta a renegociação das dívidas dos estados e a reforma tributária.

A intenção é estabelecer o diálogo com interlocutores importantes, como os tucanos Aécio e Serra.

Lula só pensa em esfriar os ânimos políticos, exacerbados pelo escândalo do dossiê e pela briga travada na Justiça Eleitoral e no Congresso.

Promessa de grandiloqüente

No segundo mandato, prometeu fazer um governo melhor do que no primeiro, voltado de preferência, para os mais pobres que o reelegeram, combinando rigor fiscal com distribuição de renda.

Um dos pontos mais criticados pelos adversários na campanha, Lula ontem fez uma promessa grandiloqüente:

"O Brasil vai sair do grupo dos emergentes e atingir o padrão de país desenvolvido. O Brasil vai crescer mais, aumentar a distribuição de renda, será colocado entre os países desenvolvidos do mundo. Cansamos de ser potência emergente".

Fim da Era Palocci

Antes mesmo de abertas as urnas, o coordenador político de Lula, ministro Tarso Genro, anunciou "o fim da era Palocci", prometendo mudanças na economia neste segundo mandato:

"Preocupação neurótica com a inflação sem pensar em distribuição de renda e crescimento, isso terminou".

Genro classificou como "monetarista e conservadora" a política econômica defendida por Palocci.

Para o ministro, o eventual segundo mandato de Lula será marcado pela visão econômica defendida pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Em seu primeiro discurso após a proclamação dos resultados, Lula disse que manterá "uma política fiscal dura", mas que não quer "um ajuste pesado que faça o povo sofrer".

As idéias de Lula, em economês

A cúpula petista deixou vazar ao jornal Valor Econômico qual será o perfil econômico do novo-velho governo Lula:

Para destravar o crescimento da economia, o segundo governo Lula prepara um programa fiscal para os próximos dez anos, cujo foco será conter a expansão dos gastos públicos, inclusive nas áreas sociais.

Não haverá redução real das despesas correntes, mas alteração na forma de corrigir a soma de recursos destinados inclusive à saúde e educação, que passaria a ser indexada à variação do IPCA mais a taxa de crescimento populacional, com uma meta de aumento da despesa per capita no longo prazo.

Discute-se também a possibilidade de trocar as metas de superávit primário por metas de saldo em conta corrente do setor público, conceito que exclui investimento público do cálculo das despesas.

Em estágio avançado de elaboração, mas ainda em processo de construção de consenso dentro do governo, o novo programa fiscal deve ser gradual, centrado na redução do gasto como proporção do PIB, no aumento dos investimentos em infra-estrutura.

De imediato o governo deve elevar de 0,2% do PIB para 0,5% do PIB as aplicações nos PPIs (projetos piloto de investimentos) - e realizar uma reforma tributária que desonere exportações e investimentos privados.

Vitória do Índio

O grande vencedor do segundo turno não foi Lula, nem o povo brasileiro, mas o índio Evo Molares, que preside a Bolívia.

O governo boliviano venceu, na noite do último sábado, a queda-de-braço que mantinha há seis meses com a Petrobras, ao impor à petroleira um acordo para a assinatura do novo contrato de prestação de serviços com a estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

De olho no resultado eleitoral e na segurança do abastecimento de gás natural do Brasil, representantes da Petrobras e do governo brasileiro capitularam e assinaram, já na madrugada de ontem, o novo contrato benéfico aos bolivianos.

Além de impor um compromisso de investimento de US$ 1,5 bilhão à Petrobrás, o documento prevê uma carga de impostos e royalties de 82%.

O jornal inglês Financial Times critica o acordo e comenta como é estranho que os investidores estrangeiros, incluindo a Petrobrás, aceitem pagar um imposto de 82% sem pestanejar.

Nova formação do time

Na formação da nova equipe de Lula, a disputa mais acirrada gira em torno do Ministério da Fazenda.

O ministro Guido Mantega tem o apoio dos desenvolvimentistas do governo para permanecer.
A votação obtida em Minas pelo presidente, no entanto, reforça o cacife do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, para o cargo.

Henrique Meirelles tem tudo para ficar na presidência do Banco Central.

Só não se sabe, ainda, em que ministério Lula vai colocar Marta Suplicy, Aloísio Mercadante, Olívio Dutra, Nelson Jobim e o Delfim Neto.

Redesenho do “poder” interno

Pelo menos 17 dos 27 governadores estão alinhados com o governo do presidente Lula.
O PMDB venceu em sete Estados. O PSDB fez seis governadores e o PT, cinco.

Apesar da derrota de Alckmin, o PSDB, com seis governadores eleitos em estados mais ricos, vai administrar 51% do PIB, contra 8% do PT.

O partido que Lula quer ver pelas costas, mesmo contra sua vontade íntima, venceu em cinco estados, quatro no Nordeste e um no Norte.

Plasticidade compensa

O PMDB, que tende a ser governista, passou de 79 para 89 deputados federais, tornando-se a maior bancada e sinalizando sua pretensão à presidência da Câmara.

O PFL foi praticamente varrido do mapa eleitoral e governará apenas Brasília, embora tenha uma bancada federal eleita de 65 deputados.

O PT passou de 81 a 83 deputados.

O PSDB viu crescer sua bancada de 58 para 66, e ficou no terceiro plano ao nível do PFL. Seu crescimento não alterou sua expressão política na Câmara.

Vitórias e derrotas

Ontem, o PMDB venceu nos governos do Paraná (Roberto Requião), Rio de Janeiro (Sérgio Cabral) e Santa Catarina (Luiz Henrique da Silveira).

Os tucanos ganharam no Rio Grande do Sul (Yeda Crusius) e Paraíba (Cássio Cunha Lima).
Com 54%, Yeda derrotou Olívio Dutra (PT) e será a primeira mulher a governar os gaúchos.

Também foi a primeira vez que o PSDB vence uma eleição no RS, forte reduto do PT nos últimos anos.

Jackson Lago (PDT) derrotou Roseana Sarney (PFL), candidata do presidente Lula "contra as elites".

Se perdeu no Sul, o PT saboreia a vitória de Ana Júlia (Pará), cuja campanha foi coordenada por Jader Barbalho.

O segundo turno mais disputado foi no Paraná, onde Requião venceu o senador Osmar Dias por uma diferença de apenas 10 mil votos.

Um vitória acachapante foi de Eduardo Campos, eleito governador de Pernambuco com 65,36% dos votos, contra 34,64% de Mendonça.

Promessas do Cabral

Eleito com 68% dos votos fluminenses, Sérgio Cabral Filho anunciou a redução no número de secretarias:

"O momento exige mudança radical no organograma do Estado. Vamos cortar gastos. Vamos reduzir o tamanho do Estado para que se torne mais eficiente".

Cabral avisou que fará o "governo do entendimento".

Ele informou que já agendou encontros com o presidente Lula e a governadora Rosinha Garotinho, e que vai procurar também o prefeito César Maia.

"Vou fazer o governo do diálogo, colocando o Rio de Janeiro em primeiro lugar".

Garotinho que se cuide

O grupo político do ex-governador Antony Garotinho que se cuide.

Ele e a mulher Rosinha vão ficar sem mandato por pelo menos dois anos.

Ela tentará se candidatar á prefeitura de Campos, e ele, à prefeitura do Rio, em 2008.

Mas tudo vai depender do Tribunal Superior Eleitoral, que ainda terá de julgar um recurso do Ministério Público Eleitoral, pedindo que Rosinha e Garotinho tenham seus direitos políticos suspensos, por envolvimento em irregularidades na eleição municipal de Campos dos Goytacazes.

Mesmo risco corre o candidato a deputado federal apoiado por eles, Geraldo Pudim, o prefeito envolvido nos problemas, naquela ocasião.

Além disso, Garotinho já deve saber que Cabral vai lhe tomar todo o espaço na máquina do Estado...

Vitória acachapante

O segundo turno acabou se revelando benéfico para Lula, que sai das urnas mais fortalecido.

Ele aumentou a sua votação em todas as regiões, inverteu a desvantagem que tinha no Sudeste e Centro-Oeste, sendo derrotado apenas na região Sul.

Lula viu seu resultado crescer de 46 milhões e 700 mil votos para 58 milhões e 300 mil votos.

Lula venceu por uma diferença de 20.751.192 votos válidos.

Geraldo encolheu

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, encolheu em relação ao primeiro turno e, mesmo onde venceu, viu sua vantagem se reduzir.

No primeiro turno, Alckmin teve 39.968.369 votos. No segundo turno, ficou com 37.542.978.

Em São Paulo, seu principal reduto eleitoral, Alckmin viu sua diferença para Lula cair da casa dos 4 milhões de votos para apenas 1 milhão de votos.

Grande perda

O candidato tucano perdeu cerca de 2 milhões e 400 mil votos entre o 1º turno e o 2º turno.

Os resultados da votação mostram que Alckmin não só deixou de agregar votos, nos 28 dias de campanha do segundo turno, como perdeu eleitores.

Alckmin ganhou no Estado de São Paulo e em mais seis Estados, quatro a menos que no primeiro turno, contando o Distrito Federal, mas com uma diferença bem menor.

Ao vencedor...

Ao vencedor, as batatas! Quentes e podres!

Peço, novamente, desculpas pelo plágio ao imortal Machado de Assis.

Mas foi uma derrota mortal para a soberania, para a autodeterminação e para a paz social do Brasil este previsível triunfo reeleitoral do Presidente da República.

Não adianta Lula da Silva discursar sobre seu feito, trajando a demagógica camiseta “A Vitória é do Brasil”, nas cores nacionais.

Muito menos adianta Lula declamar, demagogicamente, que tal vitória “é fruto, eminentemente, da sabedoria do povo brasileiro”. Nada disso.

A vitória dele é a expressão e continuidade do Poder Real da nobreza econômica anglo-americana, reunida em grupos de poder como Centro Tricontinental e o Diálogo Interamericano, que mandam no mundo e exploram as riquezas do Brasil, mantendo nosso País artificialmente na miséria.

Sua Excelência, O Candidato

O ator Reynaldo Gianecchini está tão triste ou mais que o candidato Geraldo Alckmin.
Depois de oito anos vivendo com Marília Gabriela, o jovem ator se separou dela na última sexta-feira.

Enquanto estiver em cartaz na capital paulista com a peça “Sua Excelência, O Candidato”, Gianecchini ficará entre a ponte aérea Rio-São Paulo.

No Rio, ele está filmando "O Primo Basílio" e não deve comparecer hoje à exposição ‘Síntese’, para a qual posou, de Fernando Torquatto.
Em dezembro, quando encerrar a temporada teatral, o ator voltará a fixar residência em seu apartamento na Gávea.

Mais desolado que o Gianecchini, só sua excelência o candidato Geraldo, abandonado e traído pela cúpula tucana na disputa em que perdeu para Lula.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.
Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:
jorgeserrao@gbl.com.br
Faça comentários clicando no link abaixo.

Ouça as informações clicando no link da rádio (podcast) Alerta Total:
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal/

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Sem novidades, exceto as piores

Edição Especial de Análise Eleitoral do Alerta Total

Por Olavo de Carvalho

Com a reeleição de Lula, o Brasil continuará sendo governado diretamente das assembléias e grupos de trabalho do Foro de São Paulo, sem a mínima necessidade de consultar o Parlamento ou dar satisfações à opinião pública; o direito da esquerda ao crime e à mentira, já exercido sem maiores restrições, será consagrado como cláusula pétrea da moral política nacional, e os que a infringirem se sentirão pecadores e réprobos; os representantes das Farc e do Mir continuarão circulando livremente pelo território onde vendem drogas e seqüestram brasileiros.

Os cinqüenta mil homicídios anuais subirão para sessenta ou setenta, mas a liquidação de quadrilhas locais concorrentes da narcoguerrilha colombiana continuará sendo apresentada como vitória esplêndida da lei e da ordem; o MST continuará ditando a política agrária federal; e os empresários que não participem de mensalões ou esquemas similares continuarão sendo criminalizados pela Receita. Até aí, tudo será como antes, exceto do ponto de vista quantitativo, no sentido de que o ruim ficará incalculavelmente pior. As únicas novidades substantivas previsíveis são as seguintes:

(1) Nossas Forças Armadas, que até agora conseguiram adiar um confronto com a realidade, terão de escolher entre continuar definhando ou integrar-se alegremente na preparação de uma guerra continental contra os EUA, ao lado das Farc e sob o comando de Hugo Chávez.

(2) Como Lula promete para o seu segundo mandato a “democratização dos meios de comunicação”, os órgãos de mídia que se calaram quanto aos crimes maiores do presidente serão recompensados mediante a oficialização da mordaça. Não deixa de ser um upgrade.

(3) Alguns políticos com veleidades legalistas, que faziam alarde de querer punir os crimes do PT, partirão para o adesismo retroativo e inventarão para isso justificativas sublimes. Tudo o que ficou impune será esquecido ou premiado.

Geraldo Alckmin perdeu porque sacrificou sua candidatura, sua consciência e até sua religião ao voto de silêncio no que diz respeito ao abortismo, ao Foro de São Paulo, às ligações de Lula com as Farc e do PT paulista com o PCC. No último debate, uma insinuação velada – ou ato falho – mostrou que ele estava bem avisado pelo menos quanto a este último ponto, mas não queria passar a informação aos eleitores. Gastou seus quinze minutos de fama empregando nisso o melhor da sua covardia, e não se pode dizer que se esforçou em vão.

Simultaneamente, um artigo meu sobre o Foro de São Paulo era censurado na Zero Hora de Porto Alegre e o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh fazia o que podia para calar o jornal eletrônico Mídia Sem Máscara . No tópico do abortismo, pela primeira vez na história das eleições no mundo um partido proibiu, com sucesso, toda menção pública a um item do seu próprio programa oficial. Os que violaram o voto de censura pagaram pela audácia: o arcebispo do Rio de Janeiro teve sua casa invadida pela polícia e, em Belo Horizonte, dois jovens foram presos por distribuir folhetos sobre o compromisso firmado por Lula no sentido de legalizar o aborto no país. Nunca um partido teve um controle tão completo sobre a lista dos argumentos permitidos e proibidos na propaganda eleitoral. Os últimos dias da campanha deram uma amostra do que o segundo mandato de Lula promete ao Brasil.

A auto-estupidificação moral de um povo

Se julgar da culpa ou inocência alheia fosse habilidade natural e espontânea do ser humano, todos seríamos magistrados de nascença. Desde que o mundo é mundo, porém, a sabedoria das civilizações reconheceu as tremendas responsabilidades do ato de julgar, delegou essa tarefa a indivíduos especialmente dotados e, ao longo dos séculos, veio aprimorando os meios de exercê-la e acumulando o imenso patrimônio intelectual da ciência jurídica.

Inversamente, escolher entre dois pretendentes ao mando aquele a quem se prefere obedecer é decisão de foro íntimo que cada um tem de tomar por si mesmo, livremente, valendo aí os conselhos dos sábios e o testemunho das ciências tão-somente como sugestões, sem nenhum poder determinante.

É mais fácil, em suma, escolher um governante do que decidir se um réu é culpado, e qual a pena que lhe cabe. Por isso, a diferença entre decisão eleitoral e decisão judicial é um dos pilares da ordem democrática e da própria racionalidade nos debates públicos.

Por duas vezes, já, o Brasil desprezou essa diferença. Primeiro, quando julgou e condenou Fernando Collor antes de ter uma certeza juridicamente consistente quanto aos crimes que lhe imputavam. Segundo, quando protelou toda iniciativa judicial contra Lula até transferir aos eleitores, hoje, a decisão quanto à culpa ou inocência do acusado.

No primeiro caso, o réu foi absolvido, depois de desgraçado politicamente, nos 103 processos movidos contra ele na Justiça. Como é impossível uma nação inteira arrepender-se de haver condenado um inocente, a mídia e a opinião pública desprezam solenemente a decisão da Justiça e continuam a tratar Collor como se fosse culpado.

Quanto a Lula, as provas existentes da sua culpabilidade já são tão volumosas, que dificilmente ele escapará de uma condenação se elas forem levadas à Justiça. Então, pela lógica da história recente, não restará alternativa senão continuar tratando o culpado como inocente.

Duas mentiras colossais, consagradas como opinião geral, bastam para destruir completamente a capacidade de julgamento moral de um povo. Por meio delas, a nação inteira tornou-se culpada de injustiça, e, reprimindo em si própria a compreensão do que fez, não há de reencontrar tão cedo o sentido do que é consciência moral.

Olavo de Carvalho é jornalista e filósofo. Publicado hoje no Diário do Comércio e no site Mídia Sem Máscara.

Apertem os cintos, o piloto não sumiu

Edição especial de Análise Eleitoral do Alerta Total

Por Pedro Porfírio

Se a maioria não quis Lula, uma maioria ainda maior (com perdão da redundância) não queria e continua não querendo Alckmin/tucanos”.

Clovis Rossi, FOLHA DE SÃO PAULO, 27.10.2006

São três da tarde de domingo eleitoral quando começo a escrever esta coluna. Nem que não queira, não posso deixar de falar do Brasil a partir de hoje. Esse Brasil devidamente programado, como escrevi com todas as letras no dia 6 de fevereiro de 2006.

Naquela coluna, fui muito claro ao afirmar que o sistema estava feliz mais da conta com o presidente Luiz Inácio e sua corte. Ele se enquadrava como uma luva nos planos estratégicos de uma integração inteligente do país no mundo oligopolarizado, sob a hegemonia de um império decadente.

Fui direto quando escrevi: “Substrato de todos os sofrimentos da ralé, o companheiro Lula, pau-de-arara, operário e delirante corintiano, converteu-se na fórmula mais aperfeiçoada dos cibernéticos laboratórios do sistema. Sob seu reinado, o proletariado sublima o pão que o diabo amassou, o lumpesinato farta-se com as sobras do banquete e as elites eufóricas estouram a champanha todo fim de expediente”.

Quando falo pau-de-arara, não me ocorre nenhuma discriminação. Eu também sou cearense e estou no Rio de Janeiro desde os 16 anos. Essa é uma “condição heróica” que toca fundo os corações dos nordestinos. Quando a gente parte e vence os desafios, os outros que lá ficaram (falo de uma época diferente e falo por mim) têm sempre um certo orgulho da proeza.
Pois o conterrâneo Lula foi ganhando a confiança dos sumos sacerdotes do sistema simultaneamente com o crescimento de sua popularidade e a reformulação do seu discurso. Passou da química para evitar Brizola no segundo turno em 1989 à melhor alternativa aliada diante do desgaste do tucanato de FHC.

Aliado do sistema

Ao assumir o governo no bojo de uma verdadeira revolução eleitoral fez por merecer. Mudou de lado sem trocar a camisa, passando a cumprir na América Latina, África e parte da Ásia o mesmo papel do trabalhista Tony Blair na rica Europa.

Manteve a política econômica receitada pelo FMI e foi até mais longe: aumentou as metas do esdrúxulo superávit primário (que pelo primeiro acordo com o FMI em 1999 era de 2,6% do PIB e hoje é de 4,25%) e conservou o orçamento atrelado a compromissos da dívida pública, embora isso não passe de um ardil para contingenciar obrigações do governo com investimentos em infra-estrutura, educação e saúde.

Na política externa, ao contrário do que propaga a direita psicótica, é a melhor ponte de Bush junto aos governos que já não rezam por sua cartilha. Quando um nacionalista como Hugo Chávez dissemina a idéia bolivariana de uma pátria latino-americana, é ele quem dá o corte.
Foi assim nas eleições do Peru, em que o sr. Luiz Inácio se colocou ao lado do corrupto Alan Garcia, contra o militar nacionalista Ollanta Humalla; no México, quando torceu por Felipe Calderón contra López Obrador, e no Equador, onde prefere o magnata Álvaro Noboa ao nacionalista Rafael Correa, posições assumidas sob pretextos de que precisa apoiar investimentos brasileiros, especialmente da Petrobrás, e acordos com esses países.

Foi ainda nessa postura de linha auxiliar de Washington que o presidente Luiz Inácio mandou tropas brasileiras para o Haiti, onde permanecem até hoje como parte de um intricado jogo de interesses políticos.

Lula é também o governante ideal para o projeto de paralisação social baseado em políticas compensatórias. Essa idéia é um dos pilares do “Diálogo Interamericano”, a astuta super-ong, encabeçada pelo banqueiro David Rockfeller, do Chase Manhattan Bank.

Esse projeto parte de uma leitura de Karl Marx, (quem diria?) que apontou o lumpesinato como antídoto do proletariado reivindicador no Século XIX. A reserva de mão de obra desempregada seria utilizada como ameaça aos trabalhadores que lutavam contra a jornada de 14 horas.
O sistema internacional, que joga pesado no sucateamento das Forças Armadas e na desfiguração do ensino público, fomenta uma sub-classe de dependentes da caridade oficial, fazendo dela o mais numeroso exército de eleitores fiéis ao gestores dessa ajuda.

O voto de cabresto

Pelo menos 20% dos votos de Lula vieram da rápida disseminação do boato de que só ele era a favor do programa “Bolsa-Família”, em torno do qual gravitam miseravelmente 48 milhões de brasileiros.

O apego desses eleitores ao programa compensatório não é nenhum distúrbio existencial. Do outro lado da gangorra está a redução dos empregos, a queda da renda assalariada e a inviabilização da vida nos grandes centros urbanos, o que produz um retorno traumático da mão de obra não qualificada às suas origens agrárias. Com experiência cosmopolita, grupos de sem-destino correm atrás das terras de uma prometida reforma agrária, que se arrasta e não responde a seus objetivos essenciais.

Ao mesmo tempo em que o governo Lula cumpre religiosamente a cartilha traduzida por Henrique Meireles (leia-se Bankboston) seu colega na super-ong, pela qual galgou o Banco Central, Lula foi capaz de manter uma réstia de esperança entre os mais pobres. E os pobres, como lamentava Oscar Wilde, infelizmente se conformam com muito pouco. Se não for uma cesta básica, até a promessa de uma vida eterna ao lado de Deus já basta.

Já a chamada “sociedade organizada” – leia-se sindicatos, UNE, UBES, ongs que profissionalizaram a solidariedade – foi cooptada de forma direta, participando do governo, ou indireta, através da maldita terceirização com a transferência de recursos do Estado para arapucas particulares.

O que virá daqui para frente boa coisa não será. Engana-se a esquerda delirante que votou no candidato do PT sob o pretexto de livrar-se da OPUS DEI. Engana-se, aliás, provavelmente de propósito, de olho numa sinecura qualquer, como aconteceu com certo intelectual que passou um ano falando mal do governo até que um dia refez sua avaliação.

Uma coisa é certa: o piloto é o mesmo. Não sumiu e está cheio de si, sentindo-se à vontade para dar as piruetas que quiser. Nada mais confortador do que continuar com a chave do cofre, por delegação do povo, mesmo depois de pilhado em tantas travessuras.

Portanto, a partir de hoje, apertem os cintos PORQUE O PILOTO NÃO SUMIU.

Pedro Porfírio é Jornalista. Artigo publicado na Tribuna da Imprensa de hoje.

domingo, 29 de outubro de 2006

Lula faz discurso mentiroso da “vitória do Brasil”, para neutralizar oposição interna, e quer compor com os EUA

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Ouça também o Alerta Total no seu computador.
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
Edição em áudio a partir de Meio-dia.

Adicione nosso blog e podcast a seus favoritos do Internet Explorer.

Por Jorge Serrão

Ao vencedor, as batatas! Quentes e podres! Desculpe pelo plágio, imortal Machado de Assis. Mas foi uma derrota mortal para a soberania, para a autodeterminação e para a paz social do Brasil este previsível triunfo reeleitoral do Presidente da República. Não adianta Lula da Silva discursar sobre seu feito, trajando a demagógica camiseta “A Vitória é do Brasil”, nas cores nacionais. Muito menos adianta Lula declamar, demagogicamente, que tal vitória “é fruto, eminentemente, da sabedoria do povo brasileiro”. Nada disso. A vitória dele é a expressão e continuidade do Poder Real da nobreza econômica anglo-americana, reunida em um grupo chamado Centro Tricontinental, que manda no mundo e explora as riquezas do Brasil, mantendo nosso País artificialmente na miséria.

Lula sabe que a previsão do tempo para seu próximo governo é de desgastes e confrontos políticos, com risco de radicalizações e até pancadas ocasionais. Temperatura em elevação, com risco de ebulição institucional. Exatamente para afastar qualquer risco de impeachment (ou golpe, como José Dirceu, Luiz Dulci e Tarso Genro preferem lamuriar), Lula fez seu primeiro discurso público de reeleito mandando um recado direto que atingiu dois alvos bem definidos. Primeiro, seus aparentes inimigos internos. Segundo, seus aliados mais radicais, nos sindicados, no Movimento dos Sem Terra e nos outros chamados “movimentos sociais”:

“A eleição acabou. Não tem mais adversário. Agora, são todos se juntando para o Brasil crescer e se fortalecer no mundo. Contra estes argumentos, não temos adversários. Quero conversar com todos os partidos, sem exceção. Agora, o problema do Brasil é de todos nós, para que o País não perca mais nenhuma oportunidade. Inclusive, aos companheiros sindicalistas, peço que reivindiquem tudo que puderem. Mas a gente só vai dar o que a responsabilidade permitir”. Depois de ser aplaudido pela claque petista, sendo cutucado por Luiz Dulci (que estava atrás do presidente e soltou uma gargalhada irônica), Lula emendou a maior inverdade objetiva dos últimos tempos: “O Brasil é de todos. A vitória não é do Lula, do PT, do PC do B, do PRB. A vitória é eminentemente da sabedoria do povo brasileiro”.

Lula entende que não precisa temer a oposição que lhe será promovida pela classe política, que foi sócia do impune mensalão no primeiro mandato. Lula sabe muito bem que tal “oposição” só existe na ficção política. È fácil compor com ela, em função de interesses de negócio. O acordo empresário-eleitoral, costurado em maio com FHC, dará bons frutos para todos os lados envolvidos nas moedas de troca. Agora, o grande temor de Lula é alguma ação contra ele, articulada fora do Brasil. O medo real de Lula são os adversários norte-americanos de seus atuais sustentadores do Centro Tricontinental. Lula sabe que se os EUA jogarem pesado, sua situação complica. Para neutralizar tal ação da Águia de Washington, Lula já planeja uma viagem, o mais rápido possível, para um encontro com o presidente George Bush. Quer oferecer aos norte-americanos oportunidades de negócio, em troca de sustentação política. Se vai conseguir... Isto são outros bilhões de dólares. Os EUA precisam de um governo, no Brasil, que apóie seu Plano Colômbia. Bush e Condollezza Rice sabem que Lula não é o perfil de governo que lhe interessa.

Lula também sabe que, apesar da sua vitória e da debilidade da oposição, a sucessão de 2010 já está aberta previamente. No PT, não existe um nome com o brilho da estrela para suceder Lula. Ciro Gomes tentará se credenciar, esperando um retorno pelo seu comportamento cordato e fiel com o governo petista. Quem caiu na disputa é Aécio Neves. O governador reeleito de Minas deverá abandonar o ninho tucano. O neto de Tancredo viverá o dilema de se aninhar no sempre governista PMDB, o que é uma operação de alto risco político, ou fazer uma composição com o presidente Lula para fundar o partido que seria alternativo ao atual Partido dos Trabalhadores, que também está com os dias contados.

A partir de agora, se quiser evitar instabilidades internas, Lula será obrigado a se livrar do PT, o mais depressa possível. O seu partido carrega máculas de denúncias objetivas de corrupção, que terão de ser julgadas ao longo do segundo mandato presidencial. Uma prova disto é a pressa da cúpula do PT, liderada por Tarso Genro, em priorizar a tal “reforma política”. Dirigentes petistas sabem muito bem que vitória das urnas, no segundo turno, não foi de Partido dos Trabalhadores. Mas uma conquista pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva – com quem a maioria do eleitorado de baixa renda do País se identifica.

Lula surfa na onda de sua imagem construída desde o final da década de 70, quando “gênios” maquiavélicos, liderados por Golbery do Couto e Silva, agiram nos bastidores e movimentaram o sistema de poder para dar toda ajuda a criar um partido com ideologia de esquerda, formado por intelectuais e metalúrgicos, com o objetivo de neutralizar qualquer outra força de oposição ao regime que defendesse um projeto nacional soberano. O sistema criou o PT para anular o velho trabalhismo de Leonel de Moura Brizola – que tinha muitos defeitos políticos, mas que tinha um discurso patriótico.

É fato irônico da história que Delfim Netto cumpriu a missão de arrecadar dinheiro com empresários das Alemanhas Ocidental e Oriental para viabilizar a fundação do PT. Naquela época, a dita “dura”, em processo de abertura lenta, gradual e irrestrita, deu mole para o futuro do Brasil e viabilizou o nascimento do projeto petista. A turma do Golbery criou uma utopia política-ideológica, com discurso moralista, e muita sede de poder, que degenerou em desvios e corrupção. O PT, desgastado, hoje se mantém porque se constitui na força motriz que atende aos interesses dos controladores da economia mundial que mandam, de verdade, no Brasil.

O problema para Lula é que as forças econômicas européias, que hoje o apóiam, estão em guerra pela hegemonia mundial com os Estados Unidos da América. A Águia opera de acordo com seu sistema monolítico de poder que lhe garante a soberania. Mas justamente tal soberania dos EUA é ameaçada pelos seus rivais europeus, principalmente os ingleses, que controlam áreas estratégicas do mundo, como o petróleo, a geração de energia, as bolsa de valores e o comércio de commodities, além do poderoso sistema bancário internacional.

Atualmente, para se manter soberanos, os EUA dependem de uma saída honrosa do Iraque, de uma impossível vitória contra o inimigo difuso do terrorismo (alimentado por seus inimigos) e de uma retomada das relações econômicas e comerciais com a América Latina. O Plano Colômbia é decisivo para a retomada da soberania dos EUA, principalmente para os interesses de sua lucrativa indústria bélica. Com o governo petista no poder, os norte-americanos sabem que tal projeto fica inviável, no curto prazo. Os EUA gostariam de contar com um governo brasileiro que os apoiasse – o que não será nunca o caso de Lula, que, mesmo assim, vai tentar contar suas estorinhas para Bush.

Lula só irá sobreviver ao desgaste do segundo mandato, caso se seu governo não sofra uma intervenção dos Estados Unidos, em função do apoio a adversários dos EUA no continente, como Hugo Chávez, hoje um aliado dos controladores europeus da economia, com quem já firmou o Tratado dos Povos das Américas com Londres, em 17 de maio deste ano. Lula aposta na parceria com Fernando Henrique Cardoso, para garantir a governabilidade para o segundo mandato. Também conta com a compreensão de Aécio Neves, candidato já lançado pelos controladores europeus à Presidência da República, em 2010.

Mas a grande aposta de Lula é que a expressividade de sua vitória, com mais de 58 milhões de votos, convença os membros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral a não lhe arranjarem problemas nos processos de corrupção no governo que fatalmente terão de ser julgados – quem sabe, um dia. Pelo andar da carruagem, Lula pode contar com os Homens da Capa Preta. Mas não deve ignorar que o Tio Sam, quando quer, tem um grande poder de convencimento em todos os poderes, e pude lhe puxar o tapete. Te cuida, Lula.

Quem reclama já perdeu a Amazônia?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Quem reclama já perdeu”. Esta sentença fatalista era emitida, ironicamente, pelo saudoso jornalista e comentarista esportivo João Saldanha, sempre que bebia umas a mais e chutava seu balde de gelo sobre a nossa incapacidade nacional de se antecipar aos problemas com soluções objetivas – em vez de ficar chorando sobre o whisky derramado. Vivo fosse, pois era muito vivo, fatalmente, o comunista Saldanha (que foi um dos primeiros repórteres do mundo a entrar na China, junto com a revolução de Mao Tse Tung) seria um crítico ferrenho do atual estado de coisas no mundo em geral, e no Brasil, em particular.

O comentarista que o Brasil consagrou” – como era conhecido o João Sem Medo, por ter sido o treinador que classificou a seleção brasileira, em 1969, para a Copa do Mundo de 70 – seria um crítico da atual Globalização. O João, que não perdoava Mané, estranharia um mundo em que o capitalismo é controlado por uma nobreza econômica européia, comandada pelos banqueiros Rothschild e seus parceiros associados, que manipulam diferentes e conflitantes ideologias, apenas para satisfazer seus interesses de poder e dinheiro. Eles se reúnem em grupos de poder como o Centro Tricontinental e o Clube dos Bilderberg, além de seus primo norte-americanos, o Council on Foreign Relations e o Diálogo Interamericano.

O crítico Saldanha condenaria, sem dó nem piedade, a jogada de poder dos verdadeiros governadores econômicos do mundo do capital. Eles controlam os negócios do maior império do Capitalismo de Estado do Planeta, que é a República Popular da China. Lá, na terra de um inexistente comunismo (tão falso quanto a mais ordinária mercadoria pirateada de lá para cá) quem dita o mercado não é o Estado autoritário. Quem dá as cartas são os ingleses, através de um poderoso banco chamado The Hongkong and Shanghai Banking Corporation Limited (nome original do HSBC Group), que é uma da marcas mais reconhecidas pelos consumidores de todo o mundo. O banco existe desde 1865, para financiar o crescimento do comércio entre a China, a Europa e o resto do mundo.

Apenas para dar um exemplo do poder quase feudal de manipulação dos nobres europeus sobre o mercado mundial de commodities. Quando se deseja aumentar os preços do petróleo, do minério de ferro e de outros metais nobres usados pela indústria de alta tecnologia, basta que os controladores apertem o botão que escancara o crédito na sede chinesa do HSBC. Cheios de grana para gastar, os chineses começam a importar commodities sem parar. A demanda provoca aumento dos preços. Como os controladores manipulam as cotações das bolsas de valores de Londres e Nova York (que atualmente são uma bolsa só para negócios transnacionais), seus lucros são astronômicos.

No final das contas, os lucros do comércio ficam com o sistema financeiro, que financiam o crédito das trades. Os bancos são controlados pela mesma City londrina que controla o comércio de minérios, de petróleo, de energia e as empresas relacionadas ao negócio. Assim fica claro como o “milagroso” crescimento chinês, além de nada ter de milagroso, também não é um “crescimento chinês”. Na verdade, é um crescimento do poder financeiro e político dos nobres europeus (principalmente os ingleses) que manipulam os negócios do mundo, usando o Capitalismo de Estado chinês (travestido de comunismo) como testa de ferro.

A manipulação se estende ao resto do mundo, já que o HSBC tem 9.500 agências em 76 diferentes países e territórios da Europa, Ásia Pacífico, nas Américas, no Oriente Médio e na África. Tanto que o lema deles é: “We are the world's local bank” (“Nós somos o banco mundial local”). Mais justo e perfeito, impossível. Por suas ramificações mundiais, o HSBC é um dos principais agentes de controle da Bolsa de Valores de Nova York. Enquanto isso, os Rothschild manipulam a política monetária mundial. Eles são os principais controladores do mercado virtual do dólar (uma moeda cujo valor na contabilidade do comércio mundial não corresponde à quantidade de papel moeda emitida pelo Tesouro dos Estados Unidos da América). Logo, o dólar é uma moeda falsa, artificialmente cotada pelos interesses anglo-americanos que comandam o Banco Central dos EUA.

O famoso Federal Reserve é um Banco Central tão independente quanto a famosa Escrava Isaura (antes de arranjar um marido rico, na ficção). O Federal Reserve é um organismo privado, e não estatal (como faz parecer ao resto do mundo ignorante). O FED é dirigido pelos interesses da nobreza européia associada ao grande capital norte-americano. Além de manipular o banco central dos EUA, totalmente dependente dos interesses deles, os controladores ingleses também tomam conta dos papéis das dívidas externas dos países do Terceiro Mundo, que são os principais fornecedores de matérias primas (commodities) e também os grandes consumidores, atuais, dos produtos fabricados pelo crescimento induzido da China.

As manobras especulativas dos controladores afeta, diretamente, o Brasil, que é o País das commodities agrícolas e minerais. Eles ditam os preços nos diferentes mercados mundiais. A recente aquisição da “canadense” Inco pela “brasileira” Vale do Rio Doce é uma jogada de mestre dos controladores. Os controladores ingleses articularam o pool de 20 bancos, liderados por ABN Amro, Credit Suisse, Santander e UBS, que puseram à disposição da Vale US$ 34 bilhões para financiar a compra da Inco. Uma empresa capitalizada como a Vale teve de pagar o mico de tomar dinheiro emprestado, para remunerar bancos futuramente, pagando juros. A lógica do negócio é resolver o problema dos bancos abarrotados de crédito a oferecer e prontos a lucrar, cada vez mais, com os juros futuros a receber.

Uma outra grande jogada dos controladores é faturar muito dinheiro com o chamado Crédito de Carbono (Carbon Disclosure Project’s). Os ingleses esperam movimentar a bagatela de US$ 10 trilhões com o negócio, no mundo todo. Os Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. As agências reguladoras de proteção ambiental emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País. Depois, são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. As empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei tem de comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. Qualquer semelhança com a brincadeira de banco imobiliário não é mera coincidência. A diferença é que os banqueiros ganham de verdade...

Agora, outro assunto sério que mais parece piada de português. Mas não é. É piada de inglês. Daquelas que a gente tem dificuldade para achar graça. No começo deste mês, nós, brasileiros, fomos obrigados a levar muito a sério um “factóide” lançado pelo secretário de Meio Ambiente britânico, David Miliband, manifestando o interesse em transformar a floresta Amazônica em uma grande área privada, internacional. O malandro inglês jogou o balão de ensaio, mas depois recuou, estrategicamente. A carta do jogo estava marcada, para variar. Mr Miliband só não precisou recuar muito, porque a vontade dos controladores ingleses contava, previamente, com a conivência do governo brasileiro e da nossa honesta e patriótica classe política, que tem toda a pre$$a do mundo em regulamentar a Lei de Gestão de Florestas.

Conforme denúncia tardia no horário eleitoral esta semana (mas feita bem antes pelo Alerta Total, em nossa edição de 4 de outubro), o governo Lula mandou ao Congresso, aprovou e sancionou o projeto que permite a exploração de terras da floresta em regime de concessão. O concessionário da floresta poderá explorá-la por 30 anos, renováveis por mais 30 anos. Fica sendo o dono temporário da terra pública e pode derrubar as árvores públicas e vendê-las para seu lucro privado dentro de um plano de manejo que pretende evitar a derrubada predatória. Quem pagar mais poderá explorar os bens florestais daquela área, desde que obedecido o plano de manejo anualmente aprovado.

Teoricamente, a Lei 11.284 prevê a possibilidade de explorar madeira, frutas, remédios e outros produtos da floresta amazônica sem prejudicar o meio ambiente. E ainda ajudar as populações ribeirinhas, os índios e os quilombolas que vivem na região. Para controlar o processo, foi criada até uma agência independente. O “Serviço Florestal” será financiado por taxas pagas pelos concessionários da floresta. O problema concreto é: de boas intenções, o inferno está cheio de banqueiros ingleses e de brasileiros entreguistas.

A jogada dos controlares, e de seus políticos e governantes amestrados, é muito cínica. Eles querem provar que o Brasil não tem competência, sozinho, para administrar a região, na conceituação deles, “patrimônio da humanidade” – e não do Brasil. Na estratégia de convencer o mundo – e os brasileiros, ignorantes, disto, a tática deles é a desinformação. Os controladores investem na atuação de agentes de influência, que são as ONGs, a mídia e os chamados “movimentos populares”, para defenderem a tese de que o governo brasileiro precisa de parceiros (steakholders) para tomar conta da Amazônia – e, naturalmente, de suas riquezas minerais ou da biodiversidade.

A jogada de desinformação é tão tacanha que os inimigos da soberania do Brasil na Amazônia tentam vender a enganosa informação de que as Forças Armadas não têm competência para proteger a região. Os fuzis dos nossos militares ficam arrepiados quando alguém pronuncia tamanha besteira. O Comando Militar da Amazônia está preparado para rechaçar qualquer tentativa de invasão da Amazônia, do ponto de vista formal. Em tese, o Exército não poderia agir no campo econômico. Mas apenas em tese, pois, na prática, existem os dois artigos 142. O da Constituição Federal e o do Código Penal Militar.

Apenas para os ignorantes da lei, vale recordar o teor de cada um deles. O artigo 142 da CF deixa bem claro. “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. A segurança da Lei Maior depende do estrito cumprimento dessa missão das Forças Armadas. Afinal, as Forças Armadas têm a obrigação constitucional de zelar pela “Segurança do Direito”, que é o verdadeiro conceito de Democracia.

A regra é clara. A defesa da Pátria é um dever supra-constitucional. O Exército, a Marinha e a Força Aérea servem para garantir a defesa da Pátria contra qualquer ação (interna ou externa) que submeta risco à Soberania Nacional. A Doutrina também é clara. A defesa é a ação efetiva para se obter ou manter o grau de segurança desejado. A segurança é a condição em que o Estado, a sociedade e os indivíduos não se sentem expostos a riscos ou ameaças objetivas.

Todo militar aprendeu na escola que a Política de Defesa Nacional trabalha com dois conceitos básicos. A Segurança é a condição que permite ao País a preservação da soberania e da integridade territorial, a realização dos seus interesses nacionais, livre de pressões e ameaças de qualquer natureza, e a garantia aos cidadãos do exercício dos direitos e deveres constitucionais. A Defesa Nacional é o conjunto de medidas e ações do Estado, com ênfase na expressão militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou manifestas.

Já o artigo 142 do Código Penal Militar não vale apenas para os militares. Ele se aplica a quem “tentar” cometer três crimes. I – Submeter o território nacional, ou parte dele, à soberania de país estrangeiro; II – Desmembrar, por meio de movimento armado ou tumultos planejados, o território nacional, desde que o fato atente contra a segurança externa do Brasil ou a sua soberania; e III – internacionalizar, por qualquer meio, região ou parte do território nacional. A pena prevista é de reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças; de dez a vinte anos, para os demais agentes infratores. E um detalhe importante: no Código Penal Militar não existe o regime de progressão de pena. Quem for condenado tem de cumprir a integralmente a pena prevista.

A “iniciativa” (prevista no Artigo 142 da Constituição e do Código Penal Militar) deve e pode ser dos comandantes das Forças Armadas, em cumprimento do dever de ofício. Os dois artigos 142 devem ser cumpridos, imediatamente, pelos militares, sem perguntar nada a ninguém, nem a seu eventual chefe supremo, seja ele quem for. Agir de forma contrária significa incorrer em crime de responsabilidade ou até de prevaricação, dependendo do caso. Quem não cumprir merece cadeia. Os militares conhecem a lei. Logo, serão obrigados a aplicá-la. Não tem desculpa.

Por isso, neste domingo, discutir se o corinthiano será reeleito, ou se o sãopaulino vai ganhar no milagre, é pura especulação de torcedor de futebol. Como torço pelo Flamengo e pelo Brasil – coisas mais sérias – cometo até a heresia de evocar a memória de um botafoguense doente - como João Saldanha, um jornalista que tinha compromisso com a nossa Pátria, independentemente da ideologia que professasse. Flamengo e Botafogo não jogam, neste domingo, no cassino eleitoral do Al Capone. O destino do Brasil também não está em jogo com o resultado desta eleição, que é um mero mecanismo de escolha.

Lula da Silva ou Geraldo Alckmin? Não faz diferença. Petistas e tucanos, com plumagens diferentes, e maquiagens ideológicas, sentam na mesma mesa de negócio com os controladores da economia mundial. Por isso, o destino da Nação não depende deles. O destino do Brasil está nas mãos dos brasileiros conscientes, que não aceitam ser roubados pelo governo do crime organizado, comandado lá de fora, mas tocado pelos bonecos do ventríloco aqui de dentro.

É preciso reagir contra os verdadeiros criminosos, os inimigos reais do Brasil. Tudo com a máxima urgência. Do contrário, Saldanha estará certíssimo. Quem reclama já perdeu! Chega de reclamar. E vamos agir.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Brasil na rota do caos

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Adriano Benayon

Estamos em mais uma etapa do processo de imersão no caos e de dissolução da sociedade nacional. As eleições de 2006 não oferecem senão mais uma falsa escolha: você erra escolhendo qualquer dos candidatos. Repete-se a ausência de opções reais dos pleitos de 1989, 1994, 1998 e 2002, sempre em situação cada vez pior que a anterior.

A Constituição da “Nova República” nasceu sob a égide da dívida externa, armadilha montada durante os governos militares. Estes investiram na infra-estrutura, fomentaram a Petrobrás, o sistema elétrico em desenvolvimento, estabeleceram o programa siderúrgico, o sistema de telecomunicações, entre as importantes realizações no âmbito estatal. Não foi isso que resultou na dívida externa, mas sim, terem deixado a Fazenda e o Banco Central em mãos de gente ligada aos centros do poder mundial.

O que gerou o desequilíbrio das contas externas foram as transferências de recursos, efetuadas por transnacionais, e a dependência tecnológica, acentuada pelo predomínio dos investimentos diretos estrangeiros. Tudo em conseqüência de as transnacionais se terem assenhoreado da produção e dos mercados no setor privado, com subsídios públicos, a partir do golpe de 1954 e de JK (1956-1960). A submissão ideológica correspondente ao modelo econômico fez aceitar absurdas taxas bancárias e de juros, especialmente a partir de 1979. Três anos mais tarde, o endividamento externo ficou totalmente fora de controle.

A Constituição de 1988 (CF) surgiu com os vícios determinados pela estrutura de poder econômico dissociada dos interesses nacionais. Ainda assim, os agentes do processo de destruição social não tiveram coragem de impedir fosse incluída no Texto Magno a limitação da taxa de juros reais em 12% aa., nem de propor ou sequer discutir o dispositivo referente ao Orçamento da União, que favorece os pagamentos do “serviço da dívida”.

Entretanto, já reinava no Brasil o império financeiro mundial, pois: 1) a limitação da taxa de juros tornou-se letra morta, tendo sido suprimida da CF em 2003; 2) o dispositivo privilegiador do “serviço da dívida” entrou no Texto da CF de 1988 por meio de estelionato, conforme documentado em trabalho accessível em: http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/.

As eleições, em todos os níveis, têm sido presididas pela total disparidade de recursos e de espaço na mídia entre, de um lado, os candidatos coniventes com o sistema de poder que transforma o Brasil em zona desregrada de saqueio e, de outro lado, os que expressam desconformidade em relação a tal sistema. A combinação do dinheiro grosso com o controle absoluto sobre as redes de TV faz com que os submissos ao sistema de poder constituam mais de 90% dos “escolhidos” nas eleições proporcionais. Nas presidenciais são 100%, e algo próximo a isso nas demais eleições majoritárias.

Chegou a haver ocasião (1989), em que esteve perto de ser eleito candidato à presidência não vinculado ao sistema concentrador. Pode-se discutir se Leonel Brizola, se eleito, teria condições efetivas de resistir à constante ocupação de espaço na política econômica por parte desse sistema. Mas só o fato de isso ser cogitado foi suficiente para eliminá-lo, por meio de fraude na contagem dos votos do 1º Turno, o que levou Lula ao 2º Turno, versus Collor.

Na Eleição de 1994, o Dr. Enéas obteve excelente votação, ficando em 3º lugar, à frente de nomes prestigiosos, apesar de espremido pelo exíguo tempo do horário gratuito de TV, único meio de expressão de que dispõe, dado não receber doações de grupos econômicos. A reação foram mudanças na legislação, as quais lhe tornaram o caminho ainda mais penoso.

Agora, em 2006, é de tal ordem o marco antidemocrático, que os escândalos veiculados pela mídia não tiveram por efeito sancionar os políticos envolvidos, mas sim acentuar a ojeriza indiscriminada e desinformada dos eleitores à política de modo geral. As repercussões do mensalão e dos sanguessugas causaram queda substancial de audiência no horário de propaganda gratuita, o que agravou ainda mais a desvantagem quase que absoluta dos candidatos não-protegidos pelas benesses do dinheiro farto. Ademais, a grande corrupção, a de atacado, é omitida pela mídia. Seus beneficiários - potentados, no pólo ativo, e políticos, no pólo passivo - são, ao contrário, tratados como líderes e figuras ilibadas.

Aquela ojeriza fez com que, por exemplo, em São Paulo, segundo as pesquisas, 70% dos eleitores não tivessem candidato a deputado federal até as vésperas da Eleição. Suscitou também intensa campanha pelo voto nulo. Estranhamente, no resultado oficial, a soma de votos nulos e brancos nessa eleição foi de minguados 15%.

Que quer dizer isso? Mais um indício para pôr sob suspeita a urna eletrônica sem voto impresso, isto é, sem qualquer possibilidade de verificação das manipulações do software, passíveis de acontecer em mais de uma etapa do processo. Os esclarecimentos dos professores de segurança da informação são elementos indispensáveis para a formação de nossa consciência política. Vejam no site: www.votoseguro.org.

Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”. Editora Escrituras: www.escrituras.com.br e-mail: benayon@terra.com.br.

Voto Consciente - Artigo censurado no Zero Hora

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Olavo de Carvalho

O artigo abaixo reproduzido, "Voto consciente", foi censurado pela direção do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, sob a alegação de que feria o seu código de ética. Não tenho a menor idéia do que a palavra ética possa significar nesse contexto, se não a obrigação de ocultar fatos que indiquem a verdadeira gravidade da situação brasileira. Esses fatos têm estado ausentes das páginas noticiosas do jornal gaúcho desde há muitos anos, não havendo portanto razão para que não sejam retirados também da minha coluna. A explicação suplementar fornecida pelo editor da página, Nílson Souza, explicava menos ainda. O motivo para suprimir o artigo, disse ele, era que as informações que o compunham vinham de um blog sem credibilidade suficiente. A premissa do argumento é que o jornal que oculta notícias não só adquire credibilidade por isso, mas a adquire em quantidade bastante para julgar a dos que as publicam. Ademais, mencionei esse blog a esmo, já que fontes suplementares existem em abundância e eu mesmo já as citei tanto que cheguei a ser chamado de obsessivo por isso. Mas, se os diretores de Zero Hora se fazem de bobos, é por uma razão muito séria: eles são realmente bobos. Infelizmente, acabarão entendendo isso demasiado tarde, quando perceberem o que Lula quer dizer com "democratização dos meios de comunicação". Confira o artigo censurado:

Dados colhidos do blog http://ex-petista1.blogspot.com/2006/08/notas.html:
Maurício Hernandez Norambuena, o agente do MIR chileno que liderou o seqüestro de Washington Olivetto, tem como advogado Iberê Bandeira de Mello, que foi defensor de Lula e hoje é o de Silvio Pereira (PT) e Klinger Luiz de Oliveira Sousa (PT). Enquanto Norambuena ia para cadeia e a elite petista fazia tudo para tirá-lo de lá, Lula e seu guru ortográfico Luiz Dulci se reuniam com representantes do MIR no XXII Encontro do Foro de São Paulo, em julho de 2005, na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, para planejar estratégias comuns entre a quadrilha chilena, o PT e outras organizações esquerdistas, entre as quais MST, MSLT, FARC, MIR, CUT, PCB, PC do B, ELN, Partido Comunista Chileno, MAS e Partido Comunista Cubano. Norambuena ficou preso em Presidente Bernardes com a cúpula do PCC, cujo líder máximo, Marcos William Herbas Camacho, é irmão de Gabriel Herbas Camacho, deputado federal do MAS (Movimiento al Socialismo), partido de Evo Morales e participante ativo do Foro de São Paulo.

Com dez por cento dessas boas relações, Lula e sua gangue já deveriam ter sido expelidos da política decente há um bom tempo. A história está bem documentada nas atas do Foro de São Paulo e no próprio site da Fundação Perseu Abramo. Pode-se acrescentar a isso um detalhe especialmente encantador: a Polícia Civil de Santo André informa que Jilmar Tatto, Arselino Tatto e Enio Tatto, todos do PT-SP, são ligados à facção criminosa paulista PCC. Jilmar Tatto foi secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.

Como nada disso foi abordado nos debates eleitorais, o povo brasileiro vai hoje às urnas seguro de que está praticando o tal do “voto consciente”.

***

A ONG Rede 13, de Santa Catarina, foi fundada em abril de 2003, coletou vinte milhões do governo, deu-os à filha de Lula e, cumprida essa sua nobre finalidade, fechou em agosto do mesmo ano. A operação foi coordenada pelo churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti (v. http://news.tce.sc.gov.br/aplic/clipping.nsf/$defaultview/6CDFE26CA1BF526683257209003BBA7B?OpenDocument).

***

A semi-estatal Brasil-Telecom já possui o software “Narus Insight Discover Suite”, que tem capacidade para ler nossos e-mails, vasculhar nossas contas bancárias e ouvir nossas conversas no Skype. Quer dizer: adeus, privacidade. Para a dinastia Lula, porém, isso pode ser uma boa notícia. Era essa a empresa que, segundo a Veja, o bem-aventurado Fábio Lulinha estava tentando comprar, só não o fazendo graças a entraves legais. Mas estes são, é claro, removíveis. Se tudo der certo, o futuro selo do Brasil ostentará a orelha do Lulinha, aquele que tudo ouve.

***

Uma estudante, Mirian Macedo, enviou a Louise Caroline, vice-presidente da UNE, uma carta contra o programa abortista do PT. Recebeu a seguinte resposta, que transcrevo na ortografia originária: “pois vai perder tudo, querida... até seus livros e a limpeza nojenta dos seus filhinhos. toma cuidado... nossa aliança com o Chávez e o Fidel vai chegar qualquer dia desses na sua casa feliz. e vai ser uma delícia.” Louise Caroline, cujo nível de instrução é mais ou menos o da mãe do Lula ao nascer, compensa esse handicap com sobra de truculência. É a universitária ideal criada pela educação petista.

Não quero me “alvorar” (falando presidencialmente) em profeta, mas acho que Louise, Lulinha e Lurian são o futuro deste país. Ou melhor: dêfte paíf.

***

Em tempo: O MIR chileno é um dos signatários do manifesto emitido pelo “Congreso Bolivariano de los Pueblos”, no dia 3 de outubro, em favor da candidatura Lula. A gratidão é a mãe de todas as virtudes.

Olavo de Carvalho é jornalista e filósofo. Escreve de Washington, D.C.

Eleição - É nóis na fita mesmo?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Obe Fainzilber

Eu poderia assinar este artigo como Arnaldo Jabor, Fernando Veríssimo, ou tantos outros que já são consagrados. Prefiro ser eu mesmo, e que tantos quantos leiam saibam quem e porque escreveu, pois creio que nunca devemos ficar sobre o muro ou esconder nossos rostos atrás de outrem.

Poderíamos iniciar falando de todo blá-blá-blá que a mídiacridade nos apresenta, publicando apenas o que interessa aos poderosos. Mas quando falo em poderosos, falo daqueles que patrocinam os governantes financiando-lhes suas campanhas políticas; falo daqueles, cujos interesses escusos e gananciosos de poder ilimitado nunca mostram sua verdadeira cara;
daqueles que produzem fatos tais como forças ocultas que levaram Getúlio Vargas ao suicídio;
falo dos que induziram Jânio Quadros à renuncia; falo dos que criaram “uma diverticulite” em Tancredo Neves; falo das forças que levantaram Collor de Melo para depois retirá-lo do poder quando este mostrou-se mais independente do que esperavam seus poderosos patrocinadores; falo dos que levaram FHC ao poder e lhe mantiveram por 8 longos anos no “poder”;
falo das “forças” invisíveis que pelo mesmo mecanismo em vias paralelas levaram Lula ao Governo e agora utilizam de todos os meios lícitos e ilícitos para mantê-lo mais 4 anos, visto que as grandes corporações transnacionais, industriais e financeiras obtiveram uma lucratividade muito acima do combinado antes da sua eleição; falo das negociatas que fizeram com que houvessem uma divisão de poderes entre PT e PSDB, de forma que as campanhas para os Governos de São Paulo e Minas fossem vencidas pelo PSDB, a Presidência da Republica, Rio de Janeiro e Bahia para o PT ou algum coligado;

Estas negociatas jamais virão a público pois que é do seus interesses o sigilo.

À primeira vista quem observa o cenário político, mesmo que atentamente, mas desconhece o que se passa atrás da cortina do palco, interpreta o espetáculo pela fala dos atores/políticos, e geralmente não lê o conceito mais abrangente que só é discutido nos bastidores dos interesses econômicos, estes sediados nos camarins onde os comuns mortais nunca conseguem acessar.
Assim é que para podermos exercer nossa CIDADANIA em sua plenitude devemos saber quem verdadeiramente a rouba de nós, quais seus métodos, os meandros deste devastador poder invisível aos nossos olhos, tão maquiavélico que seus feitos passam como “teoria da conspiração” com mais facilidade do que podemos esperar.

Difícil é crer que alguém, ou algum grupo de pessoas sejam tão frios, calculistas e poderosos que consigam engendrar um mecanismo tal, que possam se manter no poder decisório em vários países ao mesmo tempo, através do mais amplo espectro de ideologias políticas, manobrando os mais variados partidos políticos, e por mais que o povo pense que está efetivamente exercendo UM NOBRE DIREITO DEMOCRÁTICO DO VOTO, está apenas sendo manobrado igual gado que vai ao matadouro, pois seja quem for que maneja o embarque o destino é sempre o mesmo: sustentamos estruturas governamentais, onde graçam a corrupção e estes alimentam de lucro grandes empresas e seus interesses escusos.

No primeiro plano, os funcionários dos pequenos escalões, deputados e senadores, pequenos e médios empresário, a raia miúda dos mesalões e sanguessusgas, que tratam de levar o seu, constitui-se das pequenas evasões do erário que envolvem de pouco milhares a alguns milhões de Reais (ou outras moedas). Em outro plano, este invisível aos nossos olhos, são as grandes negociações que envolvem sub faturamento de reservas minerais exportadas, comodities, abertura e fechamento do comercio internacional que podem incentivar a indústria e outros setores da economia interna ou devastá-la, para que grandes corporações transnacionais operem seus lucros como melhor lhes convém.

A ficha da vez é a China, produzem lá e colocam no 3º mundo o maior número de produtos possível, e assim a industria Brasileira está sendo sucatada, com o beneplácito dos governantes que vão pessoalmente visitar “países amigos”, em aviões presidenciais de alto luxo, para “negociar nossas exportações” de reservas minerais (nossa maior riqueza), a preços subfaturados rendendo-nos um PREJUÍZO DIÁRIO de U$ 700,000,000.00 (setecentos milhões de Dólares), ou seja 240 bilhões anuais, suficiente para anistiar todos os brasileiros de seus impostos de renda por 6 anos e financiar o fim da pobreza e miséria no Brasil sem onerar impostos.

Quando se fala de exportar nossas maiores riquezas a preços subfaturados e o conseqüente prejuízo, ainda fica de fora a temática da venda em natura, sem beneficiamento e assim transferindo aos grandes importadores (principalmente europeus e seus parceiros asiáticos) o lucro referente ao valor que será agregado, para posterior exportação ao Brasil na forma de produto acabado. Nós perdemos na ida e eles ganham na volta.

Enquanto isso, os políticos em campanha fazem belos discursos sobre aumento de empregos, melhoria na saúde (vai saber de quem), segurança (?), educação, e ataques interpessoais. Afinal partem do suposto que “o povo quer mesmo pão e circo”, celebre frase do Imperador romano, cujo império transformou-se na maior instituição clérica.

ASSIM NO CIRCO DA DEMOCRACIA, QUANDO PENSAMOS QUE ESCOLHEMOS, ESTAMOS APENAS REFERENDANDO A ESCOLHA DOS INVESTIDORES, QUE ESCOLHERAM 3 OU 4 CANDIDATOS, QUE APÓS ELEITOS SABEM MUITO BEM QUAIS INTERESSES DEVEM ASSISTIR.

Parafraseando meu amigo Dr Antonio Ribas Paiva: “A DEMOCRACIA É A SEGURANÇA DO DIREITO”. Mas de qual direito estamos aqui falando? Estamos falando do direito mais amplo possível e imaginável, do direito à vida com qualidade e conforto, do direito à saúde, do direito à propriedade, do direito, do direito, do direito....! Mas sobretudo quero expressar quais direitos me parecem mais importantes cobramos daqueles que deveriam, por dever de ofício, nos garantir independente de qualquer pleito.

O direito que me parece intrínseco à idéia de democracia e cidadania plenas é aquele que nos garante:

Direito à transparência dos feitos públicos;

Direito à transparência das contas públicas;

Direito à transparência dos contratos internos e internacionais que os governos assinam em nosso nome;

Direto a informação transparente e completa sem o menor resquício de censura, não este bacanal que fizeram da nossa imprensa, essencialmente sufocada em dívidas, a maior parte fiscal, que lhes atrela aos interesses individuais dos governantes como dos demais credores;

Direito a uma mídia formadora de opinião realmente, não esta coisa apresentadora de grandes espetáculos, futebóis, novelas com conteúdo de amoralidade nauseante, esportes, carnavais, filmes enlatados, musicais, etc, que só servem para manter o povo alienado, na nova ordem mundial de apatia e idiotismo, sem percepção clara das conseqüências dos atos de Governo e seus comandantes ocultos; transformaram assim a mídia na mais eficiente arma de violência contra a verdadeira Cidadania;

Direito de sabermos quais foram os votos dos nossos representantes nas Câmaras e Assembléias, em todas as votações onde se decide o destino de todos nós;

Direito à Justiça independente, eficaz, rápida e com Leis simples e claras, sem subterfúgios; DIREITO A UM JUDICIÁRIO SUJEITO A PENAS POR ARBITRAGEM FORA DOS LIMITES DA LEGISLAÇÃO;

Direito que deveríamos ter às informações, cristalinas, do que se faz, se trata e decide em nome do Povo Brasileiro;

Direito a um quadro de Forças Armadas financeira e tecnicamente preparadas para a defesa da INTEGRIDADE DO PATRIMÔNIO NACIONAL – A SOBERANIA SOBRE NOSSAS RIQUEZAS, FRONTEIRAS E PAZ SOCIAL, tal como manda a Constituição;

Direito de cassar o mandato do representante do Povo, que locupleta-se do mandato a ele conferido pelo voto, e se necessário julgá-lo que não seja por seus pares;

Direito a um Estado menos oneroso aos nossos bolsos;
Enfim, direito a uma CIDADANIA PLENA E UMA CONSTITUIÇÃO DIGNA DO RESPEITO, DE TODOS OS BRASILEIROS E DOS ESTRANGEIROS QUE NOS VISITAM, em todo seu conteúdo filosófico e pragmático.

DIREITO À SEGURANÇA DO DIREITO.
Quero finalizar, sugerindo a todos, que lerem estas poucas linhas, que já no dia 30/10/2006 comecem a discutir seus Direitos de Cidadania, ao invés de se martirizarem com a inóspita discussão partidária e defesa da simpatia por este ou aquele representante dos interesses escusos.

Vamos mudar o foco das discussões, buscando o que realmente interessa, assumirmos a condução dos nossos interesses nacionais e patrióticos com a mesma garra que defendemos as cores do time de futebol, da escola de samba, do partido político (que pertence aos políticos de interesses próprios).

Vamos formar novas lideranças realmente comprometidas com as bases de onde surgem. Chega de governantes delegados por terceiros, criados e mantidos por capitais escusos. Chega de ideologias de direita ou esquerda, pois que as ideologias são escravagistas em seus métodos.

Vamos decidir por nossa soberania, e pela integralidade de nossas riquezas.

Vamos tirar a bunda da cadeira e assumir o que nos compete, nossas vidas.

Vamos assumir um PATRIOTISMO pragmático, com mais ações verdadeiras e menos dialética e discursos inflamados na defesa das ferramentas ideológicas utilizadas para submeter aos povos do chamado Terceiro Mundo ao escravagismo (trabalhamos 145 dias por ano para sustentar o nosso senhorio: a máquina estatal que alimenta aos grandes capitais) que nos impõe alimentar e sustentar o luxo e a pompa dos capitalistas transnacionais cujos escrúpulos não mais do que o resto de qualquer lixão.

Obe Fainzilber é médico.