segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

O Caos que se anuncia e a volta dos que não foram

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Partidários da candidatura Arlindo Chinaglia (PT-SP), à presidência da Câmara, emitem sinais de grave preocupação com a exposição clara de suas “metas” através dos meios de comunicação. Temem reação desfavorável da opinião pública (pressionando deputados federais), a qual poderia reverter situação que lhes parece vantajosa.

A principal meta é a que trata de compromisso já assumido com o ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP), que deseja simplesmente ser anistiado. O ex-ministro chefe da Casa Civil teve seu mandato cassado pelo plenário e foi indiciado pelo Ministério Público Federal como chefe da quadrilha do mensalão.

Agora, ele pretende reverter o cenário, na retomada de posições chaves do comando institucional, colocando o presidente da República numa situação delicada. No caso de Chinaglia (pronuncia-se “Quinalha”) ganhar a presidência, o grupo de ex-mensaleiros deverá voltar com força e energia redobradas.

A batalha pela direção da Câmara colocou em pontos opostos dois ex-amigos dedicados: o atual líder do PTB, José Múcio (PE) e o ex-deputado federal (também cassado), Roberto Jefferson (RJ).

Foi Jefferson quem denunciou e relatou detalhes do esquema quadrilheiro do mensalão (atribuindo sua chefia a José Dirceu), levando a uma investigação que resultou no indiciamento de 40 integrantes das hostes governistas.

No caso de Chinaglia vencer a disputa, volta-se à estaca zero! Os principais acusados e envolvidos têm se dedicado para que tal aconteça. Entre eles, o professor Luizinho e o ex-presidente da Casa João Paulo Cunha, ambos do PT de São Paulo.

Professor Luizinho foi absolvido pelo plenário depois de admitir ter recebido cerca de 20 mil reais do esquema do publicitário Marcos Valério. Mas foi condenado pelos eleitores, já que não conseguiu votos para um segundo mandato.

João Paulo Cunha, cuja mulher foi sacar 50 mil reais na boca do cofre do Banco Rural, foi reeleito, mas tem evitado circular com a mesma desenvoltura pelos corredores do Congresso Nacional. Todos eles apostam suas fichas na candidatura Chinaglia, como forma de emergirem com segurança do ostracismo em que se vêem mergulhados.

Preocupada com o continuísmo de denúncias que têm pontificado nos últimos anos, uma corrente de novos deputados das urnas de 2006 está lutando abertamente contra a condução do petista, pois deseja promover aquilo que classificam de “reencontro” da representação com os anseios da população brasileira.

Dessa forma, o deputado federal eleito Márcio Junqueira (PFL-RR), desembarcou em Brasília e se tornou um dos principais articuladores da candidatura Aldo Rebelo (PC do B-SP), por entender que “ele reúne atributos de honradez que o país exige”.

Junqueira lembra que Aldo se tornou presidente da Câmara num instante de séria crise (na renúncia do então presidente, Severino Cavalcanti, PP-PE), “colocando ordem no caos então existente e imprimindo novo rumo”.

No seu entendimento, “a única alternativa existente é a recondução do atual presidente, dando seqüência a trabalho que tem trazido resultados altamente positivos”. Ou isso, garante, “ou o imponderável”.O novo parlamentar afirma não acreditar que a Câmara vá optar pelo retorno de uma situação responsável pela ampliação do fosso entre a sociedade e o Legislativo. Ele diz que é preciso “parar de brincar com as instituições e agir com seriedade”.

Resta saber se os novos eleitos terão número suficiente para evitar um desastre.

Márcio Accioly é Jornalista.

3 comentários:

Anônimo disse...

A volta de Zé Dirceu. Caramba. Meu se for pra acontecer isso é melhor que o Chignalia retire sua candidatura URGENTE.

Anônimo disse...

Para mim CHINAGLIA é CHINAGLIA e não QUINALHA. Foi registrado assim e na língua portuguesa é assim que se pronuncia. É proibido usar estrangeirismos nas relações de troca. Quem falou foi o Juiz.

Anônimo disse...

Não seria chanaglia?!