terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Perdas internacionais da “Colônia Brazilis”: País não vê um centavo dos US$ 100 milhões biopirateados na Anazônia

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Por Jorge Serrão

As chamadas “perdas internacionais”, tão denunciadas pelo falecido caudilho Leonel Brizola, ganham contornos reais e objetivos. A biopirataria na Amazônia movimenta US$ 100 milhões por ano nas indústrias química, farmacêutica e cosmética. E o Brasil não vê um único centavo proveniente desses recursos. Como se não bastasse, a exploração econômica da colônia Brasil também é legitimada pela bandeira do ambientalismo. ONGs internacionais estão servindo de instrumento político de governos e empresas estrangeiras interessados na desnacionalização da Amazônia.

Além de agir livremente na região, sem qualquer controle do governo, ONGs como a Greenpeace, WWF, Amigos da Terra e Survival Internacional movem campanhas contra a soberania do Brasil sobre a Amazônia no exterior. Os instrumentos para frear o Brasil, atrasando nosso desenvolvimento, fazem parte de uma estrutura hierárquica de interesses econômicos no eixo Estados Unidos-Europa. Quem denuncia é o jornalista Lorenzo Carrasco, autor de A máfia verde: o ambientalismo a serviço do governo mundial. Na verdade, tal “eixo” é liderado pela nobreza econômica européia, cujos controladores operam a partir da City de Londres e seus banqueiros amestrados.

Segundo o livro, a intervenção estrangeira não se dá por meio de tropas militares convencionais. Nesta guerra assimétrica, onde pesam a informação, a desinformação e a contra-informação, as armas são “campanhas ambientalistas” como a do boicote à soja brasileira ou a chantagem por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. A propaganda contra a soja brasileira ecoada por ONGs como o Greenpeace propaga que o grão é a semente do desmatamento da Amazônia. Movida por interesses externos ou não, a organização afeta a exportação do grão pelo Brasil, onde a produção rende R$ 9 bilhões anuais.

No reportagem do Jornal do Brasil destaca que as organizações não-governamentais são alvo de denúncias constantes de irregularidades, como roubo de material genético e aquisição ilegal de terras públicas para grilagem. Mas, até hoje, poucas investigações resultaram em condenação. A Fundação Amazonas Forever Green foi citada na CPI da Grilagem e teve 172 mil hectares de terras no Sul do Estado de Roraima desapropriados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2001.

O professor Argemiro Procópio Filho, do departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, que estuda a presença estrangeira na região há 20 anos, denuncia que os garimpos ilegais estão "efervescendo". Segundo o pesquisador, o diamante e o ouro são exportados para os países desenvolvidos, via África, por organizações criminosas internacionais. O professor também acusa empresas e ONGs estrangeiras de se aproximarem de índios para fazer biopirataria. Argemiro Procópio Filho ressalta que a corrupção é desenfreada. E põe o dedo na ferida:

Molham-se as mãos das autoridades, e assim as irregularidades continuam”.

Amazônia onde brasileiro não entra

“Existem espaços na Amazônia em que brasileiro não entra, tem o acesso impedido”.

Quem reclama é o secretário de Biodiversidade e Florestas do ministério, Rogério Magalhães.
Magalhães cita como exemplo o Instituto Norte-Americano Smithsonian, conveniado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa): em 2001, o Smithsonian fechou um espaço no terreno do Inpa, impedindo a entrada de qualquer brasileiro.

Ninguém sabia o que era pesquisado lá. Era como se fosse um território norte-americano fincado em plena Amazônia. Em um espaço desses, qualquer espécie pode ser analisada sem autorização do governo”.

Resumo da ópera

A reportagem do JB aponta alguns fatores para o descontrole e o entreguismo na Amazônia:

Absoluto descontrole oficial sobre a atuação das ONGs.

Ausência do governo nas comunidades mais carentes da Região Norte.

Legislação pouco adequada para conter abusos.

Conivência do governo e da comunidade acadêmica brasileira com interesses externos.

Tudo isso tem feito da Amazônia o celeiro de uma riqueza monumental, que beneficia uma massa de estrangeiros que circula com desenvoltura na floresta.

Nem os controladores entenderam?

O governo petista faz o que pode para agradar seus controladores externos da City de Londres – os que realmente mandam no Brasil.

Mas nem sempre a retórica brasileira convence os patrões.

Em palestra na sede do Banco da Inglaterra, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu ontem o PAC – o mágico Programa de Aceleração do Crescimento, que espera contar com a grana da City londrina para aumentar ainda mais nossa dependência externa aos banqueiros que lá têm assento.

O problema foi que os analistas reunidos no evento demonstraram dúvidas.

O PAC chegou a ser chamado por um deles de "salada geral", por não explicar como a economia do País vai crescer os anunciados 5% ao ano.

Comunista come empresariozinho

A China Comunista, na verdade um Capitalismo de Estado com bolsões de crescimento econômico financiados pela nobreza econômica européia, já promove um estrago tsunâmico na economia brasileira.

A competitividade da China está fazendo o Brasil perder, de maneira vertiginosa, participação nas importações de produtos manufaturados pela Argentina, que era nosso maior parceiro comercial e um dos principais no mundo.

O problema é confirmado por estudo da consultoria argentina abeceb.com, citando o caos enfrentado pelo setor de informática brasileiro, mais precisamente no grupo que engloba impressoras e semicondutores de luz, usados em telas de aparelhos celulares.

Em 2003, do total das importações argentinas desses produtos, o Brasil tinha uma participação de 73% enquanto a China, de 14%.

No ano passado, os chineses respondiam por 90% e os brasileiros, por nada.

Veja, Gigi...

Gigi Carvalho, diretora-presidente, Grupo O Dia de Comunicação, que ameaça processar a Veja por ter noticiado que seu jornal estaria à venda, deveria ficar atenta ao assédio dos comprados endinheirados e que têm muita fé nos bons negócios que fazem.

O pesado Agente 171 do Alerta Total, infiltrado no submundo de nossa mídia de merda, revela que uma ONG do casal Antony e Rosinha Garotinho estaria disposta a investir, junto como Bispo RR Soares, a módica quantia de R$ 85 milhões para adquirir O Dia.

No comunicado intitulado "O Dia não muda", publicado ontem na capa do jornal, Gigi de Carvalho garantiu:

"Não estamos em negociação com qualquer representação religiosa, empresários ou arrivistas e aventureiros que, de passagem, vivem hoje no e do mundo da comunicação".

Notinha e Notão

A notinha "À venda", publicada no Radar da Veja, afirmava o grupo interessado iria pagar R$ 70 milhões pelo jornal carioca.

Segundo a Veja, a direção de O Dia já havia sido sondada por um advogado da Igreja Universal, que controla a TV Record; pelo pastor R.R. Soares, que apresenta o Show da Fé na TV Bandeirantes; e pelo empresário Nelson Tanure, que controla, entre outros, a Gazeta Mercantil e o Jornal do Brasil.

O Grupo O Dia pensa em processar a Veja pela informação.

País dos endividados

A demanda por crédito no Brasil cresceu nove vezes mais rápido que a economia, no ano passado.

Impulsionado pelas operações com desconto em folha, o volume de empréstimos atingiu, em dezembro, R$ 732 bilhões e 835 milhões, o equivalente a 34,3% do PIB.

O porcentual é o maior desde abril de 1996, quando se chegou a 34,4% do PIB.

O juro ao consumidor caiu mais do que a taxa básica (Selic) em 2006.

A taxa média da pessoa física baixou de 59,3% para 52,1% (7,2 pontos) em um ano, enquanto a Selic teve queda de 4,75 pontos, de 18% para 13,25%.

Como lucram os bancos

O juro já não é o fator que mais pesa na hora de os bancos determinarem o custo de um empréstimo.

Estudo do Banco Central divulgado ontem revela que o spread bancário - diferença entre o custo que o banco tem para captar o dinheiro e o valor que cobra nos empréstimos - desbancou a taxa básica da economia (Selic) e passou a ser o principal componente que onera as operações de crédito do sistema financeiro.

Nos empréstimos ao consumidor, por exemplo, mais de dois terços do valor pago pelo crédito vai direto para os cofres dos bancos.

No crédito a empresas, esse percentual ultrapassou 50% pela primeira vez no ano passado.

Cerco aos cartéis?

Depois de recomendar na semana passada "punição exemplar" para fornecedores de gases industriais e hospitalares acusados de formação de cartel, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça promete fechar ainda mais o cerco à combinação de preços e à divisão de mercados.

Mais de 300 processos por cartel estão em curso.

Só neste mês a SDE firmou dois acordos de leniência, que prevêem redução de pena para infratores que se apresentam espontaneamente e denunciam os parceiros de crime.
No ano passado foram seis acordos, e, em 2005, quando o instrumento começou a ser usado, só um.

A expectativa da titular da SDE, Mariana Tavares, é que o número de condenações também cresça. Segundo levantamento feito pelo Cade a pedido deste jornal,

Punições caindo...

Do ano 2000 até o ano passado foram registradas 70 condenações por cartel.

Na década passada, nenhuma empresa foi punida.

Porém, nos últimos dois anos caiu o número de condenações por cartel.

Foram seis punições em 2006, contra dez em 2005 e 16 em 2004.

Companheiros contra Camaradas

A fratura exposta entre o PT de Arlindo Chinaglia e o PC do B de Aldo Rebelo ficou evidente no debate realizado ontem, na TV Câmara, entre os três candidatos à presidência da Câmara.

Aldo chegou a dizer que uma vitória do petista seria negativa para a democracia.

"Não creio que se deva dar ainda mais poder a um único partido. Não julga bom nem para a democracia, nem para o País, nem para o próprio PT a concentração de tanto poder em suas mãos".

Chinaglia se defendeu, dizendo que sua candidatura era mais ampla do que o PT.

Distância do Zé?

O petista também se exaltou ao negar que esteja promovendo a anistia do ex-deputado José Dirceu, cassado no ano passado.

Insinuação a esse respeito havia sido feita por Gustavo Fruet (PSDB-PR), o terceiro candidato à presidência da Câmara.

Será que Chinaglia se esqueceu que a disputa em questão é para Presidente da Câmara, e não para presidente do Clube do Pinóquio?

Lalau para o Lar

A Justiça Federal determinou ontem a volta do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, de 78 anos, à prisão domiciliar.

A decisão, em caráter liminar, foi dada pela juíza federal Suzana Camargo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que acolheu pedido de habeas corpus da defesa.

Lalau, como carinhosamente ficou conhecido, estava preso na carceragem da Polícia Federal desde a última quarta-feira, dia 24.

Globo e Renascer, nada a ver...

O Superior Tribunal de Justiça rejeitou medida cautelar da Editora Globo, que continua obrigada a indenizar em R$ 410 mil o casal Estevam Hernandes e Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo.

O STJ ordenou que a editora pague a indenização em até 15 dias.

Os dois processam a Globo pelas reportagens "Os Caloteiros da Fé" e "Onde esta o dinheiro", publicadas na revista Época, que denunciaram vários crimes que o casal teria cometido por meio da Igreja.

Ontem foi adiada, pela segunda vez, a audiência que definiria o indiciamento do casal na justiça dos Estados Unidos por contrabando de dívidas e não-declaração na alfândega.

Se condenados, os dois cumprirão pena nos EUA e depois serão extraditados para responder aos demais processos movidos no Brasil.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Um comentário:

jandira disse...

a Imprensa oculta o grande estrago que já está feito na Oposição. O primeiro racha começou com o inteligente apoio do PFL a Aldo Rebelo. Foi ao mesmo tempo uma estocada no Governo Lula e no (ex-) aliado PSDB. Os tucanos, por sua vez, às voltas com problemas internos, precisando acertar um novo rumo e sem grandes alternativas, decidiram pragmaticamente apoiar Chinaglia. Mas aí houve a grita geral da ala conservadora lacerdista e seu principal braço político, a Imprensa. Os tucanos recuaram para uma candidatura da "terceira via" salvadora e agora se preparam para o voto secreto de um segundo turno, quando poderão quase certamente votar em Arlindo Chinaglia. A eleição é um marco na divisão maior entre PFL e PSDB e também na divisão dentro do próprio PSDB: de um lado, os progressistas e pragmáticos (Serra, Jutahy, etc.); de outro, os lacerdistas (Fernando Henrique, Tasso - que por sua vez apóia Ciro - e Alckmin). Aécio está dividido, mas tende mais para a oposição a Serra. No final da eleição da Câmara, vença um ou vença outro (mais provavelmente Chinaglia), o Governo Lula vai sorrir feliz: terá um aliado na direção da Câmara e terá uma Oposição desarvorada