domingo, 21 de janeiro de 2007

Por que Luiz Inácio quer apagar Lula?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Luiz Inácio da Silva prefere que o “Lula” seja omitido de seu nome, gradativamente, nos textos e locuções da imprensa. As cúpulas das redações dos grandes veículos de comunicação já receberam recomendações sutis do Palácio do Planalto para o novo tratamento nominal do presidente, apagando o “Lula”, sempre que possível. Não se sabe se a brilhante idéia de “passar a borracha” no consagrado apelido (incorporado à certidão de nascimento e ao registro eleitoral) é dele mesmo ou de seus marketeiros amestrados. Isto não faz diferença, embora a palavra tenha poder.

Nem dá para acreditar que o poderoso chefão eleito da nossa República esteja vivendo uma crise de identidade. A tese de um retoque na maquiagem é a mais provável e objetivamente plausível. Como bom ator, Luiz Inácio tem compromissos a cumprir perante os controladores e financiadores reais de seu projeto político, desde que foi inventado, no final da década de 70, para ser o “opositor ideal” a qualquer regime. É preciso ficar bem claro: Lula (agora Luiz Inácio) é um a mera pela na engrenagem do poder mundial que governa, de fato, o Brasil – porque nós, brasileiros, permitimos.

No segundo mandato, que simbolicamente começa, de fato, a partir desta segunda-feira, com o anúncio de medidas econômicas de impacto, o presidente quer se apresentar diferente do passado. Quer ser visto como um estadista popular, acima das ideologias e dissociado do próprio partido que o produziu, sustentou e levou ao poder. Retornando ao estilo “paz e amor”, pretende se apresentar como um conciliador. No fundo, um negociador de alto nível, com uma mínima contestação. Posará de conservador, irritando muitos de seus aliados.

O renovado Luiz Inácio quer demonstrar que se reelegeu com uma vitória esmagadora (embora os números desmintam isto). Precisamente apesar do peso do suposto triunfo, ele pretende se mostrar um governante humilde, magnânimo, acima do bem e do mal. Espera passar uma imagem de estadista preocupado com os mais humildes e focado, unicamente, em fazer o Brasil crescer (o que foi seu calcanhar de Aquiles da campanha eleitoral passada). O verbo “destravar” tão conjugado por ele se aplica à arte do tiro ao alvo. E Luiz Inácio sabe que não pode errar.

A estratégia geral é ampliar a blindagem do presidente em duas frentes. O primeiro escudo é contra ataques da suposta e ineficaz oposição interna, que deve ser cooptada nas negociações políticas no parlamento, sem que se cometam os mesmos erros do escândalo do mensalão - o que só não derrubou o governo porque as instituições republicanas, rompidas, demonstraram absoluta falta de vergonha. O segundo escudo é para neutralizar ataques externos, vindo de críticos ideológicos, precisamente dos Estados Unidos da América. Por isso, Luiz Inácio manterá distância obsequiosa, nos discursos, de seus aliados mais latino-americanos mais radicais do Foro de São Paulo. Mas a briga com os amiguinhos é apenas de mentirinha, para a águia ver e se iludir, e não poder bicá-lo com algum golpe mortal de surpresa.

Desde que venceu a eleição, Luiz Inácio retomou seu melhor estilo de sindicalista, só que com ares de refinamento. Seu interesse é negociar, chamando para sua responsabilidade tudo que o governo possa fazer de positivo, e transferindo, para os adversários e para o seu desgastado PT, tudo que seja problema sem solução imediata. Assim, ele sai de bom da História. As maldades ficam para José Dirceu, Marco Aurélio Garcia, José Genoíno, Ricardo Berzoíni, Arlindo Chinaglia e companhia limitada.

Ao anunciar seu plano econômico, mais cuidadosamente estudado por marketeiros que pelos economistas, os estrategistas de Luiz Inácio esperam marcar, oficialmente, o começo de um governo com a identidade pessoal do Luiz Inácio – e não com os problemas que o Lula teve de suportar, am passado recentíssimo. Pretendem passar à opinião pública a imagem de um “novo” governo, com uma “nova” orientação econômica, voltada ao que eles chamam de “crescimento”. Vão empregar um conceito e um método que talvez nem eles entendam direito. Como de costume, valerá mais a versão que os fatos. Até porque “crescimento” não implica, necessariamente, “desenvolvimento”, do ponto de vista sustentável e humano.

Só tem um problema fundamental. Literalmente, é para “inglês ver” (apreciar e lucrar) o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que será anunciado nesta segunda-feira pelo presidente Lula da Silva. A expressão “para inglês ver” tem pelo menos dois significados. O primeiro é que os recursos externos do PAC virão dos capitais ingleses, controladores dos investimentos da nobreza econômica européia (onde entram grandes corporações da Holanda e Espanha, principalmente). O segundo sentido é que o PAC já nasce morto. Apesar do nome, não vai garantir o crescimento consistente da economia brasileira.

O motivo? Elementar, meu caro Watson. Como pode crescer um Brasil que concentra cada vez mais renda, que cobra cada vez mais impostos, que tem uma burocracia cada vez mais burra, que não disponibiliza financiamentos produtivos a baixo custo, e cujo trabalhador tem formação cultural e educacional precária, ganhando salários aviltantes? No máximo, um país assim pode “inchar” sua economia, com taxas de crescimento ridículas e inconstantes, ao sabor da conjuntura econômica mundial. Crescer tal país não vai. Nem elegendo Pinóquio para Presidência da República, ou, muito menos, nomeando Gepeto para o Ministério da Fazenda.

Watson, não precisa ser Sherlock Holmes para saber que quem manda no Brasil é a nobreza econômica européia que reúne em “clubes” de poder como o grupo dos Bilderberg. Da City de Londres, seus banqueiros amestrados controlam nosso comércio de commodities e ditam o destino de nossa eterna dívida externa. Dirigindo lá de fora a política do “nosso” Banco Central, mantém nossos juros altos, e garroteiam o governo fazendo a dívida interna (rolada pelos bancos) passar dos trilhões de reais.

São os controladores da economia que sustentam um governo nunca preocupado com a soberania e a autodeterminação do Brasil. Tucanos, petistas ou o raio que o parta, os controladores botam todos no bolso. E continuamos sendo uma colônia de exploração – sina desde nosso “achamento” pelos portugueses. Lula anuncia seu plano mágico e viaja correndo para o Foro Econômico de Davos, onde vai bater o ponto e receber as mais novas orientações dos controladores. Vida dura a de boneco do ventríloco do terceiro mundo com mandato eletivo... Mas há quem garante que tal papel compense, de alguma forma...

Compensa, e como! A Companhia das Índias Ocidentais está mais viva que há 500 anos. Esta semana, os holandeses (membros da nobreza econômica européia) prometeram mega-investimentos ao Brasil. Mesmo papo dos empresários espanhóis – membros do mesmo clube. Apenas um detalhe: a Holanda é o segundo maior investidor externo no Brasil, depois dos Estados Unidos. O que Maurício de Nassau não conseguiu 400 anos atrás, seus herdeiros econômicos fazem agora. Enquanto eles ampliam seus tentáculos no Brasil, os empresários daqui vão a pique.

Nossas empresas vão falindo, gradualmente, diante da própria incompetência em pressionar o governo para praticar uma política nacional. Também quebram por não suportarem a concorrência da China e da índia – cujo crescimento é controlado e financiado (que coincidência) pelos capitais ingleses. Enquanto isso, os cidadãos brasileiros vão sustentando o Estado perdulário que nos leva à bancarrota. A arrecadação de impostos e contribuições federais no ano de 2006 totalizou R$ 392 bilhões e 542 milhões. Houve um crescimento real de 4,48%, pelo IPCA, em relação a 2005. Literalmente, somos jogados aos leões (da Super Receita).

E a partir deste final de semana, os brasileiros endividados ainda são obrigados a lidar com uma lei nada agradável imposta pelo governo, pelos congressistas e seus controladores externos. Já em vigor a Lei 11.382, que trata da execução de títulos extrajudiciais, como cheques, notas promissórias e duplicadas. Quem for devedor e tiver mais de R$ 14 mil na poupança corre o risco de ter a grana confiscada. A lei permite ao credor indicar os bens que poderá confiscar em caso de inadimplência. Trata-se de mais uma vitória dos bancos contra os cidadãos. E o tal PAC deve baixar taxações sobre investimentos de curto prazo no Brasil das especulações.

Por essas e outras que o tal PAC deveria se chamar Programa de Avacalhação com a Cidadania. O modelo econômico não vai mudar. O atual governo não tem vontade e muito menos competência para isto. Perdem os brasileiros. Ganham, como sempre, nossos controladores econômicos. Tudo patrocinado pela classe política – a verdadeira responsável pelo governo do crime organizado, que é associação para fins delitivos entre criminosos de toda espécie e os três poderes da República, para assaltar o Estado e seus recursos.

Enquanto tal quadro criminoso não for alterado, e continuando a imperar um Estado que serve aos bandidos lá fora e daqui de dentro, pouco vai mudar por aqui, para o lado bom. Deste jeito, o Brasil não vai crescer nem se desenvolver de verdade. No máximo, vai inchar nas estatísticas econômicas manipuláveis. E permanecerá inalterado o modelo de exploração econômica que mantém nosso País (rico em recursos) artificialmente na miséria.

É preciso repetir que a culpa não é dos controladores externos e nem, totalmente, dos políticos daqui que servem a eles como vassalos muito bem remunerados. A responsabilidade por nada mudar para melhor é daqueles que seriam segmentos esclarecidos da nossa sociedade. A inação, a ação errática ou a omissão deles assegura nossa permanente indigência cultural e econômica.

Ou despertamos para a realidade, ou seremos escravos, vítimas de um maior ou menor grau de exploração econômico-cultural, dependendo do sabor da conjuntura mundial. Ou pensamos o Brasil, formulando projetos objetivos de soberania, autodeterminação e desenvolvimento, ou continuaremos sobrevivendo neste engodo de democracia, falsidades ideológicas e conseqüentes corrupção, violência e terror.

Mudar ou não só depende de cada um de nós. E o quanto antes, porque a História costuma ser implacável com os covardes e incompetentes que se recusam a fazer a hora, e esperam acontecer. Vida que segue...

Leia também o artigo: Mentirosos, populistas e anti-democráticos

Jorge Serrão é jornalista, radialista e publicitário, especialista em Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total (http://alertatotal.blogspot.com)

6 comentários:

weiqingchun disse...

Make a lot of information, more than 5000 dollars a week making please visit my blog

Anônimo disse...

Parabéns Serrão


Excelente artigo


Quem sabe faz a hora, não espera acontecer....


ACORDA MEU POVO !!!

Anônimo disse...

O "vírus" da soberania, independencia, auto-destino, valentia, etc. parece que não entra na nossa corrente sanguinea.

Anônimo disse...

congeniale soldato sudore
sverginata e stuprata
amore bionde sex
redway
drbizzar
audace scopata collettiva
galleria foto pregnant
foto di zie e nipoti che scopano
molto bollente bottiglia
desire bionde sex
ragazze maledica in anticamera
inchiodare cowgirl prostituta
bollente eccellente figlio
belle signore gratis
bashful femmina frode
famose pelose
mamme zoccole che scopano con i figli
lesbiche scolarette
extra cock gratis
trailer autoreggenti
sul sedere
amore ragazze prostituta
escort padova
shemale pictures
puttane he fanno sesso
foto segretarie provocanti
studentessa ragazze pompino
foto calciatori nudi
bonny bellerosse sex
desire pulcino succhi
piu bollente favoloso nubile
fantastico morsicate
catalogo film granny
giovanissime tanga
latex bilder
bramare torride fottilo
favoloso superpoppe spogliarello
favoloso superpoppe spogliarello
fantastico infermiera merda
fine bionde spogliarello
laughable cameriera urinate
vibratore anale
amatoriali ubriache sull aeroplano
beauty operaio orale fotti
lesbiche leccate
enormi poppe
bionde collants
carinissimo asiatiche masturbate
rabbity bionde strip
selen live

Anônimo disse...

Esse anônimo aí de cima é mesmo um alienado filho da puta! HAHAHAHAHA!

Anônimo disse...

O Lula não é o Lula.. alías ele é o que os banqueiros,seu "donos", desejam que ele seja. Lula é um mero mamulengo, um fantoche um boneco de ventriquolo que fala e faz o que o dono manda. O Brasil tbm não é um país de verdade, é um país faz-de-conta assumido por um ministro do STF, tudo aqui é irreal,surreal e paradoxal a nossa realidade é pior que a realidade dos sanatorios mentais,os doidos são mais integros e éticos em suas demencias do que nós brasileiros, povo e desgovernantes, que assumimos a postura parva da leniencia com o crime, a corrupção e ainda exacramos as virtudes das coisas honestas, sendo assim não poderia ser diferente que o Lula traisse a SÍ proprio , agora renegando até o "nome", Lula personifica o que há de mais baixo, a baixesa de ser um velhaco espurio mercenario que trai TUDO e TODOS, seus amigos, seu PT, seus eleitores e até a sua familia (vide o que faz com seus irmãos)Lula é a simbologia perfeita , o icone MAIOR do que seja TRAIÇÃO.
Lula em sua ignorancia se acha eterno.. coitado, não sabe que tudo é passageiro nesta vida,Um dia a historia irá registrar o periodo Lulista como o TEMPO DAS TENEBRAS do Brasil onde uma gang e seu chefe reinaram chafurdando-se em um oceano de crimes ,fraudes e corrupções sob os olhares compassivos e omissos dos nossos lenientes compatriotas e daqueles que se arvoram de guerreiros guardiões da "LEI E DA ORDEM"" que viram o tamanho da monstruosidade da era Lulista e nada fizeram para a impedir de se alastrar, o fim será tragico para todos.. Quem viver verá.