quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Terrorismo: manipulação de bomba achada no metrô no reveillon levou pelos ares paiol da PM em São Paulo

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Por Jorge Serrão

Exclusivo - A explosão e destruição de um paiol do 3º Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, na manhã de ontem, foi, no mínimo, conseqüência de um ato terrorista. Tudo aconteceu na hora em que a vítima fatal do incidente, o sargento da PM José Alberto Mini, de 36 anos, periciava uma bomba encontrada em uma estação do metrô, durante o reveillon. Além de omitir este fato, de conhecimento apenas do comando geral da corporação, a PM nega a versão de “atentado” ou “ação de terror”. Mas as Forças Armadas já estão de prontidão para o risco de novos atentados (ou “acidentes” entre aspas) em unidades militares, no eixo Rio de Janeiro e São Paulo.

Era tão grande o poder de destruição do artefato, provavelmente subestimado pelo militar, que sua detonação acidental (ou provocada externamente) destruiu completamente o único carro com proteção anti-bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM paulista. O sargento Mini, profissional experiente, manipulava o artefato dentro do veículo, quando ocorreu a explosão. O galpão, de cerca de 25 metros quadrados, era utilizado para guardar material suspeito apreendido pelo Gate, além de emulsões, espoletas e detonadores utilizados na detonação dos artefatos.

O comandante do Policiamento de Choque da Polícia Militar, Jovino Conceição Lima, apenas admitiu que, por volta das 9 horas, ocorreram três explosões: duas fortes, no próprio galpão, e uma mais fraca, que atingiu um microônibus que continha munição da PM. A corporação alega que tudo não passou de “um incidente de trabalho”. Acontece que o trabalho era de manipulação em uma bomba de grande poder de destruição montada por algum especialista em terrorismo. Este fato inegável é omitido pelas autoridades de segurança do governo José Serra.

É evidente a possibilidade de que a bomba achada no metrô tenha sido um “ovo da serpente” levado para ser explodido dentro do quartel da PM. O sargento Mini era um profissional extremamente treinado e especializado no desmonte de bombas. Se ele decidiu desarmar o artefato dentro do quartel, no interior do carro anti-bombas que não suportou a explosão, foi porque não acreditava que a bomba tivesse tamanho poder de destruição. Certamente, o militar pensou que se tratava de mais uma bomba no padrão PCC – e não uma arma montada por algum profissional do terrorismo, de grupos como o IRA irlandês ou do ETA basco, que já estariam atuando no Brasil, segundo informações de serviços de inteligência das Forças Armadas – como o Alerta Total já cansou de divulgar e alertar.

Oito pessoas ficaram feridas no incidente. Dezesseis carros da polícia ficaram danificados. Uma vidraça do quartel do Corpo de Bombeiros, que fica ao lado do prédio do Gate, também foi quebrada com a força das explosões. Casas próximas ao paiol tremeram. Mas quem ficou mesmo abalada foi a estrutura preventiva da segurança pública contra ações de terrorismo. O conceito é claro: terrorismo é um ato político radical com objetivos claros ou dissimulados, visando à ampliação de espaços políticos ou à tomada do poder.

Papo do chefe

O presidente Lula da Silva, que no dia de sua posse classificou como terrorismo a onda de violência que vem atingindo o Rio nos últimos dias, admitiu ontem que é preciso modificar a legislação penal como uma forma de endurecer o combate ao crime organizado.

Ao ser perguntado sobre a necessidade de mudar as leis, Lula batraqueou a jornalistas:

"Temos que discutir, se for o caso, mudança na legislação. Não podemos permitir que alguém possa entrar no ônibus e tocar fogo para as pessoas morrerem. Você não pode tratar como crime comum gestos como aqueles que ocorreram em São Paulo e no Rio".

Terror o interior?

Em Cabreúva, a 76 km de São Paulo, a explosão de um cilindro de gás na segunda-feira destruiu uma guarita que estava sendo construída no distrito de Jacaré.

A polícia investiga se o incidente foi provocado por um acidente ou o local foi alvo de um atentado.

A suspeita é de que o cilindro de gás tenha sido usado para fazer uma bomba caseira.

Com a explosão, o prédio chegou a inclinar e o alicerce ficou destruído. As barras de ferro que sustentam os pilares se romperam com o impacto.

Por sorte, ninguém estava no prédio no momento da explosão.

Soluções do Varejo

O governo do Rio de Janeiro resolveu criar um grupo antiterror.

Batizado de Coordenadoria de Inteligência, o novo departamento terá como meta garantir a segurança no transporte de passageiros e de cargas e também reprimir a pirataria e o tráfico de drogas no setor.

Dirigida pelo chefe do Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal, Denis Gouveia, a Coordenadoria terá o apoio das polícias Civil, Militar e Federal.

De acordo com a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), 10 ônibus já foram incendiados e outros três depredados no estado desde o dia 27.

No período, 19 pessoas morreram, oito delas queimadas.

Polícia aterrorizada?

A onda de ataques de criminosos a delegacias, postos policiais, batalhões da PM e dos bombeiros na Região Metropolitana do Rio aterroriza a Polícia.

Um cartaz colado na porta da 134ª DP (Campos) avisava que, por questões de segurança, o atendimento à noite e durante a madrugada estaria restrito aos registros de homicídios e prisões em flagrante.

Policiais bem armados fazem a triagem das ocorrências de extrema urgência.

Quando não são casos graves, orientam as partes a retornarem no dia seguinte, pela manhã.

ETA bomba

O governo espanhol suspendeu oficialmente as negociações de paz com o grupo basco ETA em função da explosão de um carro-bomba no aeroporto de Madri, atribuída aos terroristas separatistas.

O ETA matou mais de 800 pessoas em quatro décadas de luta separatista para o País Basco, dividido entre o norte da Espanha e o sudoeste da França.

Mas as autoridades acreditam que o ETA, enfraquecido, não terá capacidade de manter uma série de atentados.

O ETA não assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas a polícia disse que, em um dos três telefonemas anônimos com alertas antes da explosão, a pessoa se identificava como membro do grupo.

Tamos Lost

A emissora AXN, que exibe o seriado "Lost" no Brasil, confirmou a data de estréia da nova temporada do programa.

Os brasileiros poderão assistir a chegada de Rodrigo Santoro à ilha perdida a partir do dia 5 de março, às 21h.

Mas só quem tem TV a cabo poderá assistir ao ator brasileiro devidamente “lost’.

Na TV aberta, a Globo prepara a exibição da segunda temporada do seriado em fevereiro.

Vida que segue...

Os terroristas não deixam eu curtir minhas férias...

Fiquem com Deus...

6 comentários:

Anônimo disse...

Alguém tem que trabalhar neste país!!!!

ZAQUEU disse...

É MEUS CAROS AMIGOS;


COMO DISSE O GRANDE CHICO BUARQUE, ENFRENTAR MAR É DIFERENTE DE ENFRENTAR MARNHEIRO.

inconformado disse...

"A explosão e destruição de um paiol do 3º Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo..."


A história se repete, este filme já vimos acontecer com o soldado Kozel!

Mario disse...

Num país onde narco-terroristas das FARC's, ETA tem livre trânsito e até são recebidos em palácio, não há que se estranhar fatos desta natureza. E isto é só começo.

Anônimo disse...

O PT deveria dar cursos pelo Brasil afora, de como ser oposição...



competência pra isso elles tem

Anônimo disse...

Agora ou nunca! Precisamos da ajuda de todos! Nosso objetivo:
melar o projeto do Lula em fazer o presidente da Câmara e assim impedi-lo na sua costumeira prática autoritária em intervir cada vez mais e vergonhosamente no Legislativo, sempre com objetivos espúrios!!!!
Nem Arlindo Nem Aldo!


Detalhes:
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