domingo, 12 de agosto de 2007

A Farda e o Fardo de Nelson Jobim


Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, cometeu crime de “Usurpação e do Excesso ou Abuso de Autoridade”, por “usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tinha direito”. O crime por ele praticado está previsto no Capítulo IV, artigo 172, do Código Penal Militar. O Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969, ainda está em vigor, até aviso em contrário. O Superior Tribunal Militar não pode se omitir neste caso politicamente embaraçoso.

Se fosse denunciado, indiciado, julgado e condenado pelo STM, Nelson Jobim poderia pegar detenção de até seis meses. A mesma punição seria aplicável aos militares que o induziram a cometer tal crime ou foram lenientes com a situação fora da lei. Sorte do poderoso presidente aposentado do Supremo Tribunal Federal que as leis não são aplicadas, rigorosamente, no Brasil. Principalmente, contra os poderosos de plantão ou na moda. Ele tem foro privilegiado. Logo, Jobim está salvo. E pronto para se tornar, em breve, o comandante-em-chefe das Forças Armadas. É só chegar à Presidência da República.

“No Brasil, as leis criminais se fizeram para os pobres” – como bem denunciou Martin Pena, um teatrólogo do século 19. “O crime do rico a lei o cobre, e o Estado esmaga o oprimido. Não há direito para o pobre. Ao rico, tudo é permitido”. E PT saudações. Mas sem trocadilho infame, porque acabamos de plagiar a letra da “Internacional”. Tomara que nenhum oficial melancia (verde por fora e vermelho por dentro) nos repreenda. Oxalá que nenhum bolchevique radical fique revoltado conosco e queira nos condenar por esta apropriação indébita. Pelo menos, o crime de "tirar onda" com um símbolo comunista não esta inserido no Código Penal Militar.

O problema é que o crime de Jobim está. E o pequeno desvio de vaidade simbólica por ele cometido contou com a anuência de seus três comandantes militares. Foi praticado no dia 4 de agosto de 2007, precisamente às 12h 21min, na cidade de Coari, no Amazonas. Tudo foi eternizado pela máquina Nikon D70, do fotógrafo Sales, do próprio Ministério da Defesa. Ele registrou a imagem em que Nelson Jobim aparece vestido com uma farda camuflada do Exército Brasileiro, em cuja gola se destacavam as insígnias de general-de-Exército (Quatro estrelas).

O filme de Jobim ficou queimado por causa da “promoção a general”, durante a Operação Solimões, no Amazonas. A honraria foi indevida, ilegal e inoportuna. Causou um certo mal estar, principalmente entre os oficiais da reserva. Tanto que, no dia seguinte, em visita ao Centro de Instrução de Guerra na Selva e ao CINDACTA IV, em Manaus, o ministro usou roupas civis: camisa pólo azul e calça cinza. Foi assim que ele posou para a foto com a famosa onça pintada do CIGS.

O bicho já este pegando. A cena explícita de puxa-saquismo e desrespeito à Lei Militar em vigor no Brasil foi presenciada por outro integrante do governo Lula da Silva, também presente ao exercício de simulação de defesa de instalações estratégicas próximas a Coari, às margens do Rio Solimões. O Ministro-Chefe da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, Mangabeira Unger, vestia um terno claro. Nada de farda!

Junto deles estavam o Comandante do Exército, General-de-Exército Enzo Peri, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, e o Comandante interino da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Saboya de Araújo Jorge. Todos acompanharam, com o “general” Jobim, as operações de "assalto aeromóvel" e "assalto ribeirinho".

Agora, Jobim e os comandantes militares correm o risco de indiciamento por algum procurador da Justiça Militar. Basta que um deles vire alvo fácil de algum cidadão ou militar (da ativa ou da reserva) que tenha a coragem e disposição de apresentar uma notícia-crime contra quem usou ou deixou usar, indevidamente, uniforme, distintivo ou insígnia militar a que não tenha direito.

Mas tal caso tem tudo para dar em nada. Logo surgiria a dúvida cruel: Jobim poderia ser processado no STM? A resposta, em formato de pizza, tenderia a ser negativa. Como ministro de Estado, Jobim teria direito a foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. Aquela Corte suprema ele conhece bem. Por acaso, algum ministro do STF ousaria criar embaraços para um ex-presidente de lá? Nem a super otimista Velhinha de Taubaté acreditaria em tal possibilidade. Ninguém imporia tal fardo por causa de uma farda, por mais protegidas legalmente que a idumentária camuflada e sua insígnia estejam.

O crime de uso indevido da farda e da insígnia de general-de-exército ocorreu objetivamente. O artigo 5º da aplicação da Lei Penal Militar é claro e objetivo. “Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado”. O artigo 9º define: Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: I - os crimes de que trata este Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial.

Para os comandantes militares ainda pode sobrar o dissabor de um indiciamento no artigo 161 do Código Penal Militar, que proíbe: “Praticar o militar diante da tropa, ou em lugar sujeito à administração militar, ato que se traduza em ultraje a símbolo nacional”. A farda pode ser considerada um símbolo nacional do Exército. A insígnia de general do alto comando, também. A detenção prevista é de um a dois anos para quem comete tal desonra simbólica. O Código penal Militar só não tem pena prevista para o suposto crime de bajulação.

Ainda conforme previsto no Título II, artigo 29, do Código Penal Militar, “o resultado de que depende a existência do crime somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido”. O parágrafo 2º complementa: “A omissão é relevante como causa quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; a quem, de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; e a quem, com seu comportamento anterior, criou o risco de sua superveniência”.

O artigo 30 do Código Penal Militar também define com clareza: “Diz-se o crime: consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal”. O artigo 33 define como “crime doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo” ou “culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, ou diligência ordinária, ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá-lo”. E, para fechar, o artigo 40, preceitua: “Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode invocar coação irresistível senão quando física ou material”. Para um bom entendedor, meio código penal militar basta...

O Alerta Total antecipa: nada acontecerá ao "supremo general" Jobim ou aos chefes militares que o “homenagearam” com as insígnias que, no mínimo, igualavam o ministro da Defesa a eles. Tal forçada de barra tem lógica. Na verdade, os comandantes militares estão encantados com Jobim. Depois de conhecer a estrutura do Comando Militar da Amazônia, em Manaus, e acompanhar simulações de guerra das Forças Armadas em Coari, o ministro prometeu construir uma estratégia nacional de defesa. Jobim se comprometeu, especificamente, com a proteção da Amazônia. Curioso. Anos atrás, quando era político profissional, no Congresso, Jobim combatia o projeto Calha Norte.

O tempo e a nova oportunidade política, certamente, lhe fizeram mudar de idéia: do Tatu para o Urutu. Jobim explicou que a defesa nacional deve estar alinhada ao desenvolvimento. Para isso, segundo Jobim, é preciso, primeiramente, formular um plano e, depois, pensar nos recursos necessários. "Definidos os objetivos, vamos tratar dos meios". Foi a promessa dele aos líderes do Exército, Aeronáutica e Marinha. Todos fartos do fardo de administrarem forças armadas com falta de verbas.

Além de lhe emprestar a farda de Alto Comando, o Exército resolveu endeusar Nelson Jobim. Na semana que passou, em solenidade realizada no “Salão de Honra” do gabinete do comandante do Exército, no Forte Apache, em Brasília, o General Enzo Peri recebeu o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para a imposição da Ordem do Mérito Militar, no grau de Grã-Cruz. O comandante do Exército destacou: “Ministro Nelson Jobim, a razão desta solenidade, antecedendo a nossa reunião de trabalho, é muito especial, porque celebra a promoção de Vossa Excelência ao Grau Grã-Cruz na Ordem do Mérito Militar, a mais alta hierarquia da maior distinção honorífica do Exército Brasileiro”.

Em seu discurso, o General Enzo Peri frisou, como de costume: “Por oportuno, reafirmo nosso compromisso com o Estado Democrático de Direito, em particular, com as nossas missões constitucionais”. Foi o costumeiro recado "anti-golpes". E o comandante foi além no louvor a Jobim: “Esta promoção testemunha a consideração e o apreço do Exército e de seus integrantes e, também, evidencia a confiança que depositam na capacidade de Vossa Excelência bem conduzir os destinos do Ministério. Permito-me dizer que o vasto currículo de serviços prestados à Nação, aliado à obstinação e dedicação demonstradas desde os primeiros dias no exercício do cargo, credenciam-no ao êxito nesta desafiadora missão". Jobim foi nomeado o novo “Presidente Honorário do Conselho da Ordem do Mérito Militar”.

O simbolismo só tem uma tradução: manda quem pode; obedece quem tem juízo. Os militares já verificaram que Jobim significa muito mais que um simples Ministro da Defesa. Além disso, na Ilha da Fantasia, todos sabem qual é o verdadeiro sonho dele: a Presidência da República, em 2010. Com homenagens exageradas e até passando por cima do próprio Código Penal Militar (com a insígnia de quatro estrelas na farda camuflada), os chefes militares fazem um investimento, antecipado, naquele que tem tudo para ser o futuro “Comandante-em-Chefe” das Forças Armadas do Brasil. O tempo vai dizer quem está com a razão. Só depende que nenhum procurador militar crie obstáculos, ou que o Superior Tribunal Militar não leve adiante um eventual processo por causa do “crime da farda”.

Uma coisa é certa. O presidente Lula da Silva foi um gênio maquiavélico ao nomear Nelson Jobim para a pasta de Defesa, no lugar do inofensivo e muito atacado amigo Waldir Pires, um baiano de velha tradição de esquerda, e um dos primeiros cassados pela ação político-militar de 1964. Alguns estrategistas petistas, que acham “saber tudo”, andavam espalhando que uma “crise militar” estava em curso, depois que cresceu o desgaste do governo, com a classe média, após a tragédia da TAM – decorrente do apagão aéreo. De onde os petistas tiraram o “clima de crise” ou “risco de golpe”? Nem o Freud (que trabalha para a equipe de “inteligência” do PT) explica.

A paranóia governista era fato, embora não procedesse no mundo real. Tanto que Lula, em um discurso, ameaçou seus eventuais opositores: “o que vem depois da democracia é muito pior”. Lula cometeu mais um erro, para variar. Dizer que existe democracia no Brasil é piada de botequim. Nunca existiu democracia em 507 anos de nossa história. Democracia é a prática da segurança do Direito, através do exercício da razão pública. Nunca tivemos isto por aqui. Tivemos e temos, apenas, estelionatos democráticos. A democradura é real e objetiva.

Vide o abusivo e impune poder dos sistemas financeiro e tributário. Os bancos e o fisco fazem o que querem. A ditadura de ambos massacra a cidadania brasileira, diariamente, junto com o Governo do Crime Organizado - que é a associação, para fins delitivos, entre as classes política e empresarial, junto com membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e criminosos de toda espécie e ideologia, todos unidos para usurpar o poder do Estado e praticar o roubo, a corrupção e o atraso econômico do País.

Diante da paranóia golpista, Lula resolveu apelar para um nome forte, totalmente desvinculado dos quadros ideológicos do PT ou da esquerda tradicional capaz de segurar qualquer tsunami oposicionista. Por isso, Lula nomeou Nelson Jobim para o Ministério da Defesa. Só ele teria a força real de um comandante-em-chefe das Forças Armadas, para anular qualquer articulação golpista que eventualmente envolvesse os oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Tal articulação não existia. Mas, em sua paranóia política, Lula preferiu se antecipar ao problema com o amargo remédio Jobim.

Uma outra coisa é certa. Ao dar tanto poder a Nelson Jobim – e ele sabe usá-lo com maestria -, Lula enfraquece o próprio núcleo de poder de seu partido. Ao escalar Jobim, Lula antecipou, prematuramente, a sua sucessão presidencial. A super poderosa ministra Dilma Rousseff, sua candidata preferida para 2010, não seria páreo para Jobim na disputa interna das articulações. Além disso, Lula abriu uma briga interna, ainda oculta, com seu ministro da Justiça. Tarso Genro e Nelson Jobim não se beijam. Os dois se aturam desde os tempos da faculdade de Direito, no Rio Grande do Sul. Logo, a velha briga vem à tona. É só a candidatura de Jobim decolar, que os petistas serão obrigados a sabotá-la. Conseguirão tal intento? Tudo indica que não.

Lula tirou da aposentadoria muito bem remunerada uma cobra criadíssima para mordê-lo no calcanhar de Aquiles, na hora em que for necessária. Nelson Jobim é o candidato a sucedê-lo. Ele conta com o apoio da chamada Oligarquia Financeira Transnacional para sua futura empreitada eleitoral. Ou seja, Jobim é o candidato dos banqueiros e dos grandes grupos econômicos do mundo globalitário. Tanto ele é o predileto dos poderosos mundanos que o também candidato queridinho da oligarquia, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, já pensa em desistir de sua pretensão ao Palácio do Planalto, pelo menos em 2010. Aécio não entraria no fogo para enfrentar Jobim, nas atuais circunstâncias. O neto de Tancredo Neves prefere esperar para outra oportunidade.

Jobim tem a faca, o queijo e as insígnias na mão. Espera seguir o mesmo ritual cumprido por Fernando Henrique Cardoso, no começo da década de 90, quando FHC assumiu o Ministério da Fazenda do então presidente Itamar Franco. FHC se posicionou bem no cargo. Formalizou alianças com o grande capital internacional, interessado nas privatizações-entrega e no controle do sistema financeiro nacional. Com tal blindagem, FHC partiu para a batalha por dois mandatos vitoriosos na presidência, derrotando Lula da Silva duas vezes. Jobim já é uma montanha no caminho petista rumo a 2010. Não demora, o controle do desgoverno sairá, irremediavelmente, das mãos dos petistas.

Jobim é o grande fardo do PT. Quem já tinha uma armadura garantida pelos banqueiros nacionais e internacionais tem 90% do caminho pavimentado rumo ao Palácio do Planalto. Agora, cada vez mais articulado com o “poder fardado”, Jobim só terá fortalecida sua blindagem. Também terá aumentado seu poder de fogo para sentar na cadeira de Lula, no próximo mandato, pelo eternamente governista PMDB. O negócio é só se candidatar. Tropa eleitoral ele já tem de sobra.

Quem ainda não analisou, leia também o artigo: A Alegria dos Palhaços é Ver o Brasil Pegar Fogo?

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

24 comentários:

Kika disse...

Jorge Serrao,

Bem que os oficiais poderiam estar vestidos de palhaço e o japoneis de "caipira de festa junina"... Ia combinar muito mais!

Anônimo disse...

Ele não estava fardado, estava fantasiado.

Bastilha disse...

Link p/ vídeo do Olavo de Carvalho,com duração de 36 min.
vale a pena assistir

Impressionante






http://video.google.com/videoplay?docid=-2591293788423643517&hl=en

Anônimo disse...

Como nunca acreditei na galhardia militar, não me assusta este tipo de coisa. Militares são adestrados apenas para obedecer, não têm capacidades de iniciativas. Não me venha com o golpe de 64. Estavam obedecendo ordens superiores (dos donos do ouro do mundo). No neoliberalismo, aceitaram as humilhações impostas. Hoje, não são nem mais “espantalhos”; tornaram-se servis e subservientes de governos traidores da pátria e da dignidade de uma nação.
Os bravos, heróis e dignos militares narrados pela história, só o foram porque ousaram romperam com o servilismo doutrinário militar.

Anônimo disse...

PARA QUEM TINHA DÚVIDAS DO COMPROMETIMENTO DOS CHEFES DA ARMADA,EB E AERONÁUTICA,UMA PROVA CABAL DE TAL REALIDADE,O PAÍS ACABOU!

Anônimo disse...

DUQUE DE CAXIAS DEVE ESTAR SE REMEXENDO EM SEU TÚMULO........QUE VERGONHA PARA O EB!

Anônimo disse...

Jorge,

Quando se imagina que o circo fez o último número, sempre vem mais uma surpresa.

Anônimo disse...

Código penal militar nos prevaricadores.
É uma afronta ao Poder Executivo, achincalhado nossas Honrosas forças. Mais uma vez ficou comprovado que a força política burla qual ética e leis. Desrespeitam os nossos símbolos. Isto que foi mostrado é só uma ponta dos abusos que eles comentem, com a certeza de impunidade porque tem foro privilegiado. Com base nisso nascem outros abusos velados.
Uma pergunta que não quer calar: O brasil é sério?

Sem mais,
um militar indignado,
Multiplicar

Anônimo disse...

Esses Generais, Brigadeiros e Amirantes estão todos comprados!

Não esperem nada desses sanguessugas, o resto que arrisquem suas vidas, passem fome e se danem...

Bastilha disse...

PÁÍS GOVERNADO POR BANDIDOS

QUERIAM O QUÊ?

OS IGUAIS SE ATRAEM


Dados da Polícia Federal mostram que foragidos de outros países preferem se esconder no Brasil

Maria Mazzei

Rio - O Brasil é o país da América Latina mais procurado por criminosos internacionais foragidos, segundo a Polícia Federal (PF). E o Rio é o paraíso da Difusão Vermelha — lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC), a conhecida Interpol, em que constam os nomes dos procurados de alta periculosidade. De acordo com a Interpol brasileira, dos 20 estrangeiros presos no Brasil este ano, sete viviam no Rio. A Interpol do Rio explica que a cidade é o principal destino por ser turística. O segundo país mais procurado é a Argentina.

“O Rio é tradicionalmente uma cidade receptiva e é mundialmente conhecida. É atraente devido ao clima, praias e belezas naturais, além de ser turístico. O estrangeiro foragido se passa por turista sem levantar suspeitas. Um traficante monta uma empresa e usa para ‘lavar’ dinheiro das drogas”, afirma o delegado da Polícia Federal Wanderley Martins, chefe da Interpol no Rio.

O tráfico de drogas lidera o ranking dos crimes mais praticados pelos estrangeiros que fogem para o Brasil, conforme a PF. Depois estão os delitos financeiros. Segundo a Interpol, em 2006, foram presos 33 estrangeiros no País. Desses, nove viviam no Rio.

Ainda de acordo com dados da PF, a maior parte dos criminosos brasileiros foge para a Europa. Entre os brasileiros, o homicídio é o crime mais cometido.

Presos oito brasileiros no exterior

Oito foragidos brasileiros foram presos no exterior em 2006. Este ano, já são seis e a maioria estava na Europa. Segundo a Secretaria Geral da Interpol em Lyon, na França, cerca de 800 processos de extradição estão em andamento, envolvendo brasileiros no exterior e estrangeiros no Brasil. A extradição pode ser ativa, quando brasileiros são trazidos do exterior, ou passiva, quando estrangeiros no Brasil são devolvidos às suas nações de origem.

No Brasil, são as autoridades policiais, membros do Ministério Público e do Judiciário que informam quando o acusado está foragido. Eles emitem o alerta via Difusão Vermelha, enviado aos 184 países membros da Interpol. Quando a pessoa é localizada, o governo brasileiro faz pedido de prisão preventiva seguido de pedido de extradição. A inclusão na lista depende do interesse judicial e do governo.

Através do sistema, centenas de foragidos já foram presos, como os traficantes Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar; João Arcanjo Ribeiro, o Comendador Arcanjo; e, na terça-feira, o colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía.

Fiscalização difícil em alguns locais

Segundo agentes da Interpol brasileira, a procura do Brasil por criminosos estrangeiros é cada vez maior porque o País é muito grande, dificultando a fiscalização. “Temos muitos quilômetros de fronteira com a Colômbia, Bolívia e Paraguai, onde a fiscalização é complexa. Isso é um atrativo para traficantes”, afirma um policial, sem se identificar.

Para Wanderley Martins, a Constituição brasileira pode favorecer, já que não autoriza a extradição dos fugitivos, mesmo os estrangeiros, para países onde se aplica a pena de morte ou prisão perpétua.

Pelas leis brasileiras, no Brasil, para se prender um foragido internacional, é necessário que as autoridades do país que o procuram encaminhem, por meio do Supremo Tribunal Federal, um mandado de prisão. Só com o documento a Interpol brasileira pode capturar o foragido. Segundo os agentes, o intervalo entre a localização da pessoa e a autorização de prisão não existe nos Estados Unidos e Argentina, por exemplo. Se o criminoso for procurado pela Difusão Vermelha, poderá ser preso provisoriamente por 30 dias, evitando sua fuga.

Anônimo disse...

Prezado e estimado Jorge Serrão,

eu conheço bem os militares. Sei, com certeza, que eles não são nada disso que os comentaristas estão dizendo. Levam vida espartana e seguem as regras do jogo. Apenas isso. E são educados para isso. Mas sabem pensar e muito bem. Confiem em nossos milicos. Não sou milico mas se fosse e lá estivesse não teria como agir de outra forma. Você tem que conhecer seu inimigo como a si mesmo. Saber suas fraquezas. Afinal estamos numa democracia... Entendam a sutileza. Confiem em seus militares sempre. Eles nunca os decepcionarão.Darão sua vida por nós, acreditem. Mas antes de tudo tentem votar com sabedoria e procurem ser honestos em tudo. Cuidem bem de suas famílias e dêem bom exemplo a seus filhos. Brasil, acima de tudo!

Cadinho RoCo disse...

Muito coerente o desenho político dessa publicação. Para ralçar, surge notícia por aqui de que o Governador Aécio ensaia apoio à candidatura Itamar Franco para Prefeitura de Belo Horizonte, que não deverá surgir via PMBD, atual partido de Itamar. Se isso acontecer, o eventual ajuste entre Pimentel PT e Aécio PSDB cai por terra. Eis a demnstração de que mudanças de estratégias estão em curso na sutileza dos atos e intenções.
cadinho RoCo

Bagli&Blog disse...

Prezado Jorge Serrão,

Boa tarde.

Cara, você não acha que está sendo hortodoxo e rigoroso demais?

Veja bem...Nós não temos um Congresso [o Cortelho de Luis II] que constantemente usa as folhas da Constituição Federal para limpar o rabo e as próprias cagadas, sempre que possível?

Ministros de Estado não são afastados, indiciados por crimes cometidos, embora continuem a viver impunimente?

Que mal há, então, na atitude deste membro da quadrilha partidária peemedebista em se vestir de Falcon e brincar de Rambo?

Será que ele está "di brincanu"? E quem realmente usa farda, também?

Serrão, seja mais "flexível", e pare de patrulhar estes vigaristas que apoiam o Bandido da Luz Vermleha e sua Organização Criminosa [PT], pois eles estão indo super bem, viu?

Se no Brasil, nos tempos da República Vermêia do Foro de São Paulo, Ministros de Estado podem comenter crimes e continuarem impunes, livres, leves e soltos, então...é a polítca de Tim Maia & Sandra Sá: "Vale tudo", meu caro.

Se os mais elevados mandatários políticos, militares e magistrados, literalmente cagam para a lei e o seu rigoroso cumprimento, encobertando a moral e a ética através da exposição cínica - experiêncial provocada, intencional - da contradição, só nos resta...Sei lá o que nos resta, sabia?

Quando um patife chega ao poder e o seu povo celebra esta figura, este vigarista como a de um homem honesto e imaculado, algo de muito perigoso está por vir. Isto, é INSOFISMÁVEL e IRREFUTÁVEL.

Excetuando-se apenas uma intervenção numinosa, não espero nada de bom no Brasil para os próximos meses e anos.

Mas como já disse, a cobrança, o tributo por este atraso, será elevadíssimo. Não duvide!

Não posso esperar nada de bom, já que a nossa população absolutamente boçal e inculta, não faz idéia, ainda, do quadro de criminosos e bandidos que estão instalados no poder federal.

Dizer mais o quê?

Abração,

Bastilha disse...

Novos Programas de Governo!! - by Maximus Decimus Meri

Como parte do P.A.C. (PÃO, ÁGUA e CIRCO), serão criados mais 6
programas de governo :

1 - Balanço de Operações

Legislativas Avançadas - B.O.L.A.


2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto - P.I.A.D.A.


3 - Programa de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais
Nacionais e Autarquias - P.R.O.P.I.N.A.


4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas - M.E.R.D.A.


5- Frente Extra Ruralista de Reorganização de Ongs Urbanas - FERROU


6 - Base de Operações Sociais Trabalhistas e Agrarias- B.O.ST.A.

E para resolver a crise da aviação um novo centro de estudos:
Centro de Aviação Internacional Unificada - C.A.I.U.

Brasil: um pais de Tolos Obedientes a Demagogos Oligarquicos Sádicos

Agora o Brasil vai para F.R.E.N.T.E.
Ferrou o Resto que Estava Na
Tola Esperança.

Felipe disse...

É... Nelson Jobim está mexendo uns pauzinhos para si...
Adorei o texto.

Abraços

Eduardo disse...

Caro Jorge Serrão,

Só me responde duas coisas... Por que a foto publicada não está de busto inteiro, onde poderíamos ver o rosto do ilustre Ministro????
Não passou pela sua iluminada cabeça que essa foto pode ser uma MONTAGEM???
Vamos usar a "imprensa virtual" com fatos e fotos realísticas. Senão ficaremos no conto de pescadores que pegaram um baita peixe mas não tiraram foto!!!
Aguardo resposta.

Eduardo

Anônimo disse...

Não se sabe onde tudo isso vai parar, tem teatro para tudo neste Brasil cada vez mais carente de pulsos firmes, de carater. Não é possivel que essas pessoas não tenham dor na consiência quando se deitam a noite para dormir. Se um ministro da Defesa se preocupa até com o espaço das poltronas dos aviões comerciais? Sera que ele não tem coisa mais importante para cuidar? Senhor Ministro cuide dos desvios de conduta da sua turma na Anac, seriamuito melhor, tudo entraria nos eixos naturalmente.Coloquem pessoal técnico para trabalhar, estamos cheios de politicos incapazes em certas funções. Parem de barganhar cargos, o custo é muito alto para a sociedade. Acordem, por favor.

Lazarini disse...

Caro Jorge Serrão,
Acredito ser mais salutar para toda a nossa classe ver o nosso atual Ministro da Defesa envergando uma farda e não um terno ou mesmo um conjunto estilo "safari", pois nos dá a impressão de que ele está vestindo a nossa "camisa".
E ainda, julgo que deveríamos utilisar nosso tempo, ao invés de questionar a sua vestimenta, para cobrar ações quanto aos reajustes nos vencimentos, tão prometidos por seus antecessores e os recursos para o reaparelhamento das FFAA

jpachecopoa disse...

Há se todos usassem a farda, com o mesmo intuíto,mesmo que "fantasiado" de alguém que veste a camisa, para poder trabalhar pelo Brasil e pelo Exército. Usar o Código Penal quando usar a Farda para fazer o contrário.

Nero disse...

Prezado amigo ai de cima.....

Você faz parte dessa população absolutamente boçal e inculta que ocupa o seu país!

Diego disse...

[continuando...]

Com todo o respeito, Jorge Serrão, mas acho de verdade que você só "esticou" alguma discussão de outros desinformados de outro local. E nem vou dizer que "pegou o bonde andando", porque o que foi feito aqui foi "sair do bonde e puxá-lo com uma Ford F-350".

Cautela, amigo, antes de se revoltar com as discussões de outrem! Pode acabar inflamando uma briga sem sentido, por nem ter parado para analisar os motivos da briga!

Concordo que o Ministro usar a farda do Exército PODE SER uma "puxação de saco" sem tamanho, mas quem sabe ele mudou e agora quer realmente "vestir a camisa"? A verdade sobre isto é subjetiva, mas não se pode afirmar nem uma coisa nem outra. E você afirmou UMA e esqueceu-se da OUTRA. E por mais que eu tenha o meu ponto de vista (bastante semelhante ao seu, por sinal), não tenho armas para sugerir sanções ao Ministro, porque o mesmo (infelizmente) está amparado. Certamente que se ele não estivesse amparado, não cometeria um erro tão grosseiro e "bobo".

Sem ressentimentos, ok? Foi só meu ponto de vista! Você pode ter suas observações particulares com relação à pessoa do Ministro e eu respeito totalmente (certamente concordarei com algumas - ou várias - delas), mas com relação ao uso da farda, o questionamento e sugestão de sanção disciplinar não procede.

Abraços!

[PS 1 - Amigo Eduardo, a foto certamente é verdadeira. Já vi pessoalmente o Ministro com o camuflado e usando esta insígnia (mas quando vi, ela trazia a inscrição "MD" no interior do símbolo - exatamente como afirmei mais acima). Mas como eu disse, ele está amparado.]

[PS 2 - Jorge Serrão, encontrei um outro blog seu, e confesso que gostei muito! Inclusive quando fala do Ministro aqui citado! Acho esta questão de "medalhar" todo mundo um desrespeito ao próprio princípio meritório da medalha, para não dizer "banalização do mérito". Pior para quem faz jus às mesmas, não é verdade? Esta banalização acaba nivelando por baixo quem de fato merece a honra. E nivelando por cima quem, no fundo, nem por baixo conseguiria ser nivelado. Ótimo artigo!]

Diego disse...

Vocês são muito ignorantes... A maioria de vocês, melhor dizendo... Não no sentido pejorativo da palavra, mas no sentido de total desconhecimento da farda do Exército.

Ninguém reparou que o distintivo que o Ministro usa NÃO É DE GENERAL-DE-EXÉRCITO?

Sim, é muito semelhante e facilmente confundido. Mas este é um distintivo que "não existe", não no Regulamento de Uniformes do Exército (RUE). Ele foi criado e autorizado seu uso pelo Presidente da República, nosso "querido" Pres. Molusco, e traz em seu interior a inscrição "MD" (impossível de ser vista na resolução da foto deste site), como referência a "Ministro da Defesa".

O distintivo REAL de General-de-Exército é este aqui:

http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&f=85115878_4694.jpg&v=E

[Me desculpem, mas não há uma imagem semelhante em algum domínio ".eb.br" que não esteja no RUE em PDF (ou seja, não há link direto para a imagem).]

Reparem que o símbolo acima das quatro "estrelas" (que na foto daqui do site não dá nem para identificar como sendo realmente estrelas) NÃO É o Brasão do Exército, e sim um símbolo diferente que, conforme eu disse acima, é específico do Ministro da Defesa.

Nelson Jobim não está infringindo lei militar alguma, por três motivos:

1) O distintivo não é de General-de-Exército, e o uso do seu "personalizado" foi autorizado pelo Pres. Molusco.

2) Não existe lei no Brasil que proteja o uso de farda apenas por militares (infelizmente - sou contra, mas fazer o quê?). Prova disto é que qualquer um pode ir em uma loja de artigos militares e comprar o uniforme que bem desejar. Eu mesmo posso entrar Primeiro-Tenente QEM (como sou de fato) e sair Coronel de Infantaria. No máximo o vendedor estranharia a compra de insígnias de Coronel por minha parte, mas nem assim barraria a venda.

3) Ele é o Ministro da Defesa. As FFAA estão subordinadas a ele antes de se subordinarem ao Presidente da República. Falando de outra forma, aplicar a lei militar que o mesmo é responsável por ela seria um contrasenso. Pode ser inconsistente com a postura que se espera de um Ministro da Defesa (aquela coisa de "dar o exemplo"), mas dados os dois fatos que citei anteriormente, ele está amparado - fazer o quê?.

Enfim...

Acho que a história sobre isto morre aqui (acho - sempre tem gente que gosta de discutir! hehe). Mas se surgirem novas discussões, vamos a elas!

Só fica o meu protesto ao tamanho da postagem do blog (mas não posso falar muito também, né?), aumentando desproporcionalmente os efeitos do uso de uma farda pelo Sr. Nelson Jobim. Não precisava de tanto. E bastaria um pouquinho de olhar crítico para ver que ele não se fez de General.

[continua...]

Anônimo disse...

Fui soldado da gloriosa Força Aérea Brasileiro(FAB), por 4 anos. Até hoje tenho orgulho da força em que servi ao meu Brasil, e da farda que horei.
Fui comandado no antigo ministério hoje comando geral por Lélio Viana Lobo,Mauro Gandra,Ministros e comandantes de verdade. Uma vez em vistoria ao cassino dos oficiais na unidade em que servia, achei uma canícula( camisa azul do uniforme de passeio)Aspirante Aviador,se caso eu a usasse para me aparcer na cidade onde morava, e fosse descoberto seria expulso da FAB, agora o Nelson Jobim o pessoall não fez nada, o hipocrisia.

Anônimo disse...

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