domingo, 11 de novembro de 2007

“Não fica um, meu Irmão!”

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Engana-se quem imaginar que somente o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) e “entourage” gostam de jogar dinheiro público pela janela, sacado com os tais cartões de crédito corporativos. A gestão petista é farra monumental.

Contam-se centenas de milhares de reais na boa vida dos governantes, todos eles preocupados, é claro, com bom atendimento ao distinto público. Se os recursos que se observam escorrer por dedos mágicos de gestores, fossem investidos em algo produtivo, certamente teríamos mais empregos e um país indiscutivelmente melhor.

Na realidade, vemos muitos “governantes” sem qualquer noção de administração pública, em discursos pomposos e vazios, apenas surfando na onda do momento e torrando recursos financeiros da coletividade. Quem governa mesmo são os países do chamado primeiro mundo, ditando normas e regras.

E quem faz tudo é o funcionalismo público, assalariados massacrados pelos “líderes” de pés-de-barro e bolsos forrados. Classe dirigente sem habilidade ou qualificação, seja lá em que plano for. Dinheiro aos borbotões!

Alguém já se dispôs a fazer levantamento do despendido pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), nas intermináveis viagens que faz desde que assumiu o cargo? Qual a relação custo-benefício para tantas idas e vindas à França e à Suíça, com permanência em cidades paradisíacas?

E o prefeito de Recife, João Paulo (PT), à frente de municipalidade miserável, num dos estados mais violentos da Federação? Recentemente, o prefeito ficou 18 dias em países da Ásia com razoável comitiva, passeio que custou exatos 247 mil, 388 reais e 28 centavos aos cofres públicos.

Sem contar que sua excelência, vez por outra, dá um pulinho na França, Espanha, ou mesmo Alemanha, como se Recife tivesse interesse a ser defendido por aquelas bandas. Tudo isso pago com dinheiro do contribuinte, já que ninguém é de ferro. Cada viagem custa mais do que a outra.

Já no Mato Grosso do Sul, está comprovado e documentado o mensalão do então governador, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Orcírio, um ex-bancário, ficou na oposição imensurável tempo, combatendo desvios e irregularidades, até se eleger governador e repetir de forma ampliada o que antes condenava.

Hoje, quem olha para Orcírio, ou Zeca do PT, imagina-se diante de grande empresário ou bem-sucedido magnata: ternos bem cortados, cabelo arrumado, gravata no lugar, carros do ano, dinheiro no grosso e no varejo. Indiscutível sucesso.

Zeca do PT ficou no posto governamental por oito anos (1999-2007). Onze dias antes de sair, a Assembléia Legislativa aprovou uma pensão que ele deveria receber até à morte, correspondente ao salário de governador.

Precavido, o então governador leu na lei aprovada um artigo dizendo que no caso de morrer (que os céus o deixem na Terra por muito tempo ainda, fazendo o bem ao povo), sua esposa receberá metade do valor do benefício até partir desta para melhor.

A pensão foi finalmente suspensa pelo atual governador, André Puccinelli (PMDB), em decisão confirmada pelo Supremo Tribunal Federal – STF. Zeca do PT não era o único governador a receber tal pensão.

A diferença é que sua ex-excelência, vez por outra aparece no noticiário policial. A última delas é na confissão do comandante da Polícia Militar do MS, coronel Geraldo Garcia Orti, de integrar o mensalão local, recebendo cinco mil reais por mês.

O comandante fez acordo de delação premiada (deixou de ser réu), e está arrasando quarteirões com suas denúncias sobre a gestão Zé Orcírio. Impossível que caminhemos para final feliz. É o caso de se gritar:

“- Socorro!”

Devemos chamar quem?

Márcio Accioly é Jornalista.

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