terça-feira, 20 de novembro de 2007

Sou negra e fico revoltada

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Sônia van Dijck

Depois da história do falso quilombo na Bahia (na região onde cresci - em janeiro, lá estarei para honrar os Orixás), surgem novas histórias de quilombos. Não consigo fazer comentários políticos, diante da safadeza do governo Lula sobre essa questão, porque tudo isso me toca muito de perto.

O PT e Lula, que não conhecem escrúpulos, usam o movimento negro (profundamente infestado pela praga petista) para seu projeto socialista fajuta. Como negra, me sinto no direito de dizer que a merda do oportunismo e da pretensa esperteza não levam a lugar nenhum - ou os negros se impõem como cidadãos ou vão ficar sempre como os que entram pela porta dos fundos (da esperteza, do casuísmo, da fraude, do oportunismo, das quotas para a universidade).

Para evitar outros comentários, cito trecho do texto abaixo e dou por cumprida a lembrança do Dia da Consciência Negra (aqui em Paris já é 20 de novembro), sabendo que em todas as comunidades há sempre honestos e desonestos, corretos e oportunistas.

A mim, cabe apenas lamentar os rumos que o movimento negro tem tomado, comprometendo-se com a bandeira de um partido e procurando levar vantagens ditadas pela ocasião, com as quais nem mesmo os Orixás estariam de acordo, pois Xangô era legítimo em seu reino e não se narra de Ele ter sido desonesto para tomar propriedades que não lhe eram legítimas.

Mas isso é coisa dos tempos primordiais, cuja lembrança está sendo corrompida pelo socialismo fajuto do governo Lula. Vamos à citação:

"Despreparados e apavorados, esses pequenos produtores rurais estão sendo vítimas da Revolução Quilombola, a mais cruel, rápida e traiçoeira forma de expropriação inventada pelo governo Lula para arrancar a propriedade de particulares e torná-las coletivas, usando para isso a bandeira de defesa dos direitos dos afro-descendentes. É a manifestação mais recente e eficiente do ódio socialista à propriedade particular!" (Atílio Faoro).

Muito AXÉ a meus amigos.

Sônia van Dijck é Professora universitária aposentada.

6 comentários:

JOSÉ disse...

Prezada Professora Sonia.
Brilhante o seu artigo.
O que o APEDEUTA-MOR e seus asseclas estão fazendo com o Brasil é infame. Estão querendo nos dividir para mais facilmente nos detonar! Estão desejando nos “guetificar”. Criar divisões raciais, que no caso do Brasil, não “bate”.
Na verdade somos um povo, ninguém é branco, negro ou mestiço. Somos uma mistura de tudo, graças a Deus.
Somos todos cidadãos brasileiros, que no momento estamos muito preocupados em TER do que SER.
Saudações fraternas,
Braga

JOSÉ disse...

Prezada Professora Sonia.
Brilhante o seu artigo.
O que o APEDEUTA-MOR e seus asseclas estão fazendo com o Brasil é infame. Estão querendo nos dividir para mais facilmente nos detonar! Estão desejando nos “guetificar”. Criar divisões raciais, que no caso do Brasil, não “bate”.
Na verdade somos um povo, ninguém é branco, negro ou mestiço. Somos uma mistura de tudo, graças a Deus.
Somos todos cidadãos brasileiros, que no momento estamos muito preocupados em TER do que SER.
Saudações fraternas,
Braga

Isaac disse...

Prezada Professora Sônia.
Achei seu artigo excelente, pois de uma maneira coerente botou o dedo na ferida. Essa política diferenciada que o Imperador Lulla está fazendo é estimular o preconceito de raça com esse tratamento diferenciado aos negros, já que todos nós quer negros, brancos ou amarelo, pertencemos à mesma espécie Homo sapiens e temos a mesma capacidade e os mesmos diretos. Abraços Isaac

Ricardo Fernandes disse...

Nada é mais destrutivo para a vontade de progredir de uma pessoa do que ser contaminada pelo coitadismo.
Os negros mais competentes não só vão estar sujeitos às dificuldades normais (as mesmas que os brancos sofrem) mas não lhes será reconhecido o esforço. Sempre vão acreditar que conseguiram por "meios escusos" como cotas de privilégios.
Faz parte da natureza humana tomar o caminho mais fácil. Mas isso nem sempre é o melhor.

ELZA A. disse...

CARA SONIA.

Graças a Deus existem pessoas como você, que sabem muito bem o que está acontecendo em nosso país.
Tenho,eu, uma culpa.
No segundo turno acabei votando no "apedeuta mor"...
Na verdade, o brasileiro está ficando sem opções, pois a corrupção interna dos partidos não permite que ninguém "decente" seja candidato a nada.
Para "sair" candidato -indicado pelos "caciques", tem que "cooptar", ou então não sai...
E, VEJA BEM, ELES ESTÃO "FORTALECENDO" OS PARTIDOS, EM "DETRIMENTO DOS CANDIDATOS"...
Sou carioca e nunca vi nenhum diferença entre negros, mestiços e brancos, até mesmo porque esse é um país de mestiços, graças a Deus.
Este irresponsável, à custa de "atrair simpatias a si próprio", está FOMENTNDO O RACISMO em um país em que esta carcterística não é das mais "marcantes"...

Está -também- permitindo e fomentando o ódio dos componentes do MST, contra a classe média do Brasil.
São os "MADRAÇAIS" DO MST... VEJA:

http://veja.abril.com.br/080904/p_046.html
Temo que, antes do que imaginamos, teremos problemas muito sérios, tanto INTERNOS quanto EXTERNOS , envolvndo o nosso Brasil.
Que, sempre foi um país que marcou por ser pacífico...
Parabéns por sua sábias posições. Não podemos deixar as coisas "correrem" contra o que é melhor para o povo e o país!
Abraços.
Elza A.

Márcia disse...

Prezada Sônia,
Quero parabenizá-la pelo comentário. É criminoso o racha que esses demagogos estão criando !Não nego o racismo, existe sim. Mas o Brasil é um país único e especial ! Não acho que a denominação Afro-Brasileiro seja adequada para "diferenciar" raças neste nosso país de raça única BRASILEIRA ! Não admitiria de modo algum ser "classificada" como sei lá ... Luso-Italo-Anglo-Brasileira!
e talvez Afro também ... Somos da RAÇA BRASILEIRA ! Somos únicos no mundo e isso sim deve ser motivo de orgulho para todos nós ! O que não se pode permitir são as diferenças sociais, a fome, a miséria, a ignorância ... Grande atitude sua levantar tão bem essa questão ! É necessário que mais brasileiros negros, brancos, índios e todas as infinitas nuances que nos ligam uns aos outros tenham essa capacidade e coragem de se manifestarem ! Um grande abraço,
Márcia Ferraz