segunda-feira, 30 de abril de 2007

Traição

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Os comandantes de unidades militares do Exército são obrigados a olhar com tristeza contida, diariamente, para o retrato colorido do presidente Lula da Silva, pendurado na parede dos gabinetes de comando nos quartéis. Os oficiais se sentem incomodados, em seu ambiente de trabalho, com a ironia do sorriso giocondesco do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas. A imagem sorridente ficou mais cruel depois que o Comandante Lula ordenou um corte abrupto de 25 a 38% no orçamento do Exército para este ano.

O Exército ficou sem dinheiro até para garantir a simples alimentação diária da tropa. O Conselho Superior de Economia e Finanças do Exército não tem como fazer mágica diante da falta de dinheiro para as despesas de custeio. Apesar da situação de penúria – forçada pelo governo que esbanja dinheiro em publicidade, mas desinveste, criminosamente, nas Forças Armadas -, a ordem dada pelo Alto Comando do Exército aos seus subordinados é que “tudo deve funcionar normalmente”.

Como? Nem Freud explica. Muito menos o Comandante-em-Chefe Lula da Silva. A dorte dele é que as “legiões” não se revoltam abertamente. A gravidade de tal situação contra uma instituição nacional permanente conduz a algumas indesejáveis indagações. Até que ponto a tesourada presidencial, que atinge indefensavelmente todo o Ministério da Defesa, não representa um crime de responsabilidade, na medida em que o governo inviabiliza o cumprimento do artigo 142 da Constituição Federal?

Outras perguntas não querem calar no seio das “legiões”. Quem deve ser responsabilizado pelas conseqüências do corte orçamentário: o Comandante Lula ou os chefes militares? Quem está traindo a pátria: o promotor da “tesourada” ou os militares coniventes ou lenientes com tal irregularidade? Ou a traição vem de ambas as partes? Eis as questões objetivamente colocadas para serem respondidas por quem de direito. O mais triste e grave é que a resposta pode brotar do silêncio. Ainda bem, como diria Machado de Assis, que “há coisas que melhor se dizem calando”. O título deste filme, que já cansamos de ver será: "O Silêncio dos Culpados".

A situação é de penúria nas divisões, brigadas e organizações militares. A tesourada orçamentária do Comandante Lula praticamente inviabiliza, na prática, o funcionamento normal dos quartéis. Onde já se viu um Exército que cumpre a missão constitucional de defender a pátria, fazendo isto apenas em “meio expediente”? Aqui no Brasil é assim. As atividades logísticas de suprimento, manutenção, transporte e alimentação são as mais afetadas pelo corte de verba.

Do jeito que a situação está, não demora, o Comandante Lula terá a brilhante idéia de lançar um programa Fome Zero para o Exército. Por ironia, até o bem treinado “exército” do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que recentemente até invadiu terras do próprio Exército (e ninguém foi preso, como manda o Código Penal Militar), consegue se manter logisticamente, 24 horas mobilizado, graças às cestas básicas e outros programas assistenciais que recebe, generosamente, do governo do companheiro e Comandante Lula. Daqui a pouco, só falta os militares promoverem um motim ou uma greve, reivindicando isonomia com seus “colegas” do MST.

Melhor sorte que o Exército brasileiro terá o ex-guerrilheiro e atual Bolcheviquepropagandaminister Franklin Martins. O ilustre jornalista comanda os destinos das obesas verbas de publicidade e propaganda da Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto. Não terá problemas de falta de verbas o ex-revolucionário que, em 4 de setembro de 1969, participou do seqüestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick. Aliás, o governo Lula seqüestra recursos de outras áreas prioritárias de governo, como as Forças Armadas (nada amadas pelos petistas), para aplicar em outras áreas, como o “mensalão” pago regiamente à nossa “mídia amestrada”, cada vez mais carente de verbas e benesses oficiais.

Só em 2006, o governo do Comandante Lula torrou R$ 1.015.773.838 em publicidade oficial. O valor bilionário, em pleno ano eleitoral, foi recorde na história do Brasil. O ministro Franklin Martins argumentou que os números da publicidade "refletem uma presença forte das estatais, pois elas estão entre as maiores do Brasil e precisam competir no mercado". Apenas por comparação, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gastou R$ 953,7 milhões em propaganda no ano de 2001. A Secom corrigiu este valor pelo IGPM, da Fundação Getulio Vargas.

Lula gasta cada vez mais com publicidade e propaganda. No seu primeiro ano, em 2003, o petista investiu R$ 667,6 milhões. Os gastos subiram para R$ 956,1 milhões em 2004. No ano seguinte, com os escândalos do “mensalão”, o governo “investiu” R$ 963 milhões em propaganda.. Para chegar ao recorde de R$ 1,015 bilhão no ano passado, o Comandante Lula foi obrigado a fazer gastos concentrados no primeiro semestre e nos últimos dois meses do ano passado. Afinal, durante a fase eleitoral, há restrições legais à publicidade estatal. A Sorte dos tesoureiros da mídia amestrada é que existe a prestidigitação orçamentária. Quando interessa, o governo tem muito dinheiro para torrar.

Mais grave que tal situação é o fato de José Serra (SP), Aécio Neves (MG), Blairo Maggi (MT), Luiz Henrique da Silveira (SC), Marcelo Déda (SE), Roberto Requião (PR), Wellington Dias (PI), Eduardo Braga (AM), Eduardo Campos (PE) e André Puccinelli (MS) se apresentarem hoje, todos subservientes, a empresários e banqueiros das mais importantes instituições norte-americanas e inglesas. Todos participam do Forum de Desenvolvimento Sustentável 2007, da Associação das Nações Unidas - Brasil - Anubra. Os onze governadores de Estados Brasileiros estão em Nova York a convite do empresário Mario Garnero, que é um dos representantes dos banqueiros ingleses Rothschild em nosso País. Os mesmos Rothschild que controlam nossa dívida externa desde 1824, cuidaram e cuidam do programa de privatizações desde a Era FHC e que fazem a reestruturação da BM& F Brasil (a Bolsa de Mercadorias e Futuros).

Resumo da Ópera “Brazil”, um espetáculo repleto de traições, sob a batuta do Comandante Lula:

Aos amigos e aliados da mídia amestrada, tudo. Aos militares, que têm o dever constitucional de defender a pátria, nem a Lei Orçamentária”.

Cabe, agora, apenas perguntar quem são os traidores reais dessa história toda. Responda quem tiver coragem ou um mínimo de vergonha na consciência.

PS - O Portal Terra informa: "Quarenta e quatro juízes do trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) participam durante o feriado prolongado de 1º de maio de um congresso patrocinado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), em Natal, no Rio Grande do Norte. O transporte e a hospedagem em um hotel de luxo foram pagos pela entidade. Segundo o jornal Folha de São Paulo, grande parte dos magistrados ainda compareceu ao evento acompanhado das mulheres ou dos maridos. A Febraban também custeou as despesas com a viagem e a hospedagem dos familiares. O pacote, de valor não revelado, inclui ainda alimentação e lazer. O congresso, batizado de "14º Ciclo de Estudos de Direito do Trabalho", começou sábado e termina amanhã".

Tal notícia merece comentários?

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Isso-é-uma-vergonha!

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Ernesto Caruso

A nova-república ensejou um movimento surrealista na política tupiniquim. Os valores que no passado longínquo levavam ao duelo e lavavam a honra pelo abate do adversário se esvaíram pelos vãos dos dedos que não mais empunham as armas da contenda, mas que com fortes ventosas e involução darwiana a lhes enfeitar o nem sempre sarado corpo com mais um apoio digno dos primatas a se pendurar nos galhos do poder, catando folhas verdes com cifrão e frutos proibidos por lei e por dever de consciência. Ora, lei e consciência para essa gente com a ambição descontrolada é o que menos importa. Isso é uma vergonha!

Como nossos ouvidos foram martelados e bigorneados com palavras de austeros homens públicos de que a solução estava na política. Quanto descaminho se transformou em cenas do quotidiano. Escândalo, um atrás do outro. Prevaleceu a promiscuidade e a permissividade a abraçou sem constrangimento. Nada de preconceito. Palavra repetida em busca da relação pura a serviço da desconstrução e da desvalorização.

As sãs divergências no modo de conduzir, administrar e legislar o município, o estado e o país, por vezes se compunham e encontravam uma resultante democrática, honrada e respeitada reciprocamente. De lá para cá, não é mais assim. As virtudes e o ser virtuoso foram substituídos pelos interesses. Ofensas à honra eram sinais de ruptura definitiva e não admitiam reconciliação. Ser chamado de ladrão, corrupto, canalha, dava mais briga e tiroteio do que ação judicial. Inimigos para sempre...

Agora, amigos para sempre... Lá do Maranhão, o senador Sarney que foi da Arena, do regime autoritário, bastante adjetivado no pretérito está abraçado com o presidente Lula, bem com a senadora Roseana Sarney, que já foi alvo de acusação e desistência de candidatura por conta do milhão no gavetão. Do Pará o deputado e ex-senador Jader Barbalho que foi preso pela Polícia Federal envolvido no escândalo da Sudam que havia renunciado ao mandato de senador, diante das investigações próximas ao seu nome. Lula chegou a beijar a mão de Jader Barbalho em um comício em Belém durante a campanha. Isso é uma vergonha!

O senador ACM (DEM), que foi chamado de hamster do Nordeste por Lula em comícios na Bahia, retrucou afirmando que o presidente Lula é um rato gordo e etílico, cujos furtos no Palácio do Planalto vem denunciado no Congresso Nacionale que está mais para gato caçador de rato ladrão do dinheiro público do que para hamster e que Lula é um roedor implacável, incontrolável para si e para seus familiares, adentrou, recentemente, com pompa e circunstância no gabinete do presidente Lula, como retribuição à visita por motivo de doença. Você, doente — Deus o livre — gostaria de receber uma visita de alguém com os atributos acima? Isso é uma vergonha!

Do Amazonas, o senador Arthur Virgílio (PSDB) se defende da carona no avião presidencial, ao dar lição do que é ser oposição, que o Brasil vive a era Lula 2, respaldado pela diferença de 20 milhões de votos sobre o seu correligionário, Geraldo Alckmin, que a fase Lula 1 evaporou-se, deixando como legado um quadro de corrupção jamais visto no país. Como? Evaporou-se, como se fosse anistia? Existe ou não o legado de corrupção jamais visto no país?

Adversário político honrado é uma condição que admite aproximação, uma folha corrida de crime não. Corrupção não é crime? Então que não se acuse o presidente e a carona não necessitaria de defesa. Isso é uma vergonha!

O que deixou muita gente estupefata, foi a estréia da TVJB, com o jornalista Boris Casoy entrevistando o deputado cassado José Dirceu, que sabidamente está trabalhando e muito ajudado para ser anistiado, em seguida da entrevista da ministra Dilma Roussef, parecendo uma montagem em prol do governo, associando figuras da luta marxista-revolucionária-terrorista no período 60/70.

Logo, quem era muito admirado por sua independência e que foi alvo da truculência desse mesmo governo quando do seu afastamento da TV Record e nas próprias palavras de desabafo do jornalista Casoy.

Lamentando o que houve, diz: “No começo da administração do PT, pressionaram a direção violentamente para me tirar da Record. Ameaçaram cortar a publicidade. A diretoria me deixou a par o tempo todo...As razões da pressão eram as mais estúpidas possíveis. Eles me atacaram muito no caso do BANESTADO. E agora eu entendo porque... pelo menos eu suponho... Fizeram um grande pressão... Não sei se a diretoria vai gostar... Queriam que eu não cobrisse mais o caso Celso Daniel. E olha que eu cobria de maneira absolutamente neutra. Eu não podia ligar o Roberto Teixeira ao Lula. Nem dizer que era amigo do Lula. ... Esse governo pressionou a Record. Foram várias pressões e a final foi do Zé Dirceu. Eram três assuntos que eles não queriam nem que se tocasse. Caso Banestado, o compadre do Lula, Roberto Teixeira e o assassinato do Celso Daniel. ...Eu insistia que acabariam em pizza. ... Houve o telefonema do Zé Dirceu. A diretoria me pôs a par: "Ele disse que vai prejudicar a Record e você pessoalmente se não parar". Essa foi a última... vinha uma série. O Zé Dirceu caiu em 13 de fevereiro, meu aniversário. Depois que ele caiu, as pressões foram reduzidas.”

Se um fernadinho-beira-qualquer-coisa convidar alguém... Bem, deixa p’ra lá.

Isso tudo era uma vergonha. Não para todos.

Ernesto Caruso é Coronel R1 da Reserva do Exército Brasileiro.

Clamor Irrecorrível

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

No instante em que se volta a investir na expansão territorial para a produção de cana-de-açúcar, a fim de suprir deficiência energética de nossos atuais colonizadores (desses novos tempos ditos modernos), é bom que se faça a releitura de clássicos da literatura. Começando-se por Celso Furtado e sua “Formação Econômica do Brasil”.

É incrível como tendemos a repetir estratagemas e procedimentos, sejam eles proveitosos ou não. Como um mantra que inebria e oferece a sensação de expectativa mágica, os elementos são sempre os mesmos: Estado, escravidão e religião.

A cana-de-açúcar devastou gerações e parte significativa do Nordeste brasileiro. E vai acabar com o restante do país. Quem tem a oportunidade de atravessar o estado de Alagoas (principal referência), surpreende-se no deserto criado por essa monocultura que enriqueceu meia dúzia e deixou perpétua herança de inenarrável miséria.

Há situações que não têm como ser descritas. Somente a introspecção e o silêncio respeitoso possibilitam seu verdadeiro sentido.

Silêncio diferente da cumplicidade de um Estado, cujo atual supremo mandatário, de forma irresponsável e apropriadamente etílica, colocou recentemente usineiros e assemelhados no panteão dos heróis.

No mundo avançado da ciência (e seu assombroso apuramento tecnológico), o comportamento do ser humano é exatamente igual ao das hordas primevas. Por mais verniz de civilização que faça questão de exibir.

No último domingo (29), a Folha de S. Paulo publicou matéria assinada por Mauro Zafalon, apontando estudo da pesquisadora Maria Aparecida de Moraes Silva (Unesp), em que aborda a situação dos cortadores de cana em São Paulo, estado mais rico de nossa Federação.

O excesso de trabalho hoje imposto a esses cortadores, os quais são obrigados a colher 15 toneladas do produto por dia, faz com que seu período de vida útil na atividade seja “inferior à da época da escravidão”.

Mas quem se importa com isso? Quem toma conhecimento do fato? Que repercussão tal denúncia irá encontrar no meio dos contemplados com bolsas-esmolas e outras de cunho duvidoso, com o objetivo único de aliciar e manter tal cenário?

Num planeta onde já se contabiliza contingente populacional de mais de seis bilhões de pessoas, com os recursos naturais se esgotando e as espécies animais se extinguindo (na invasão descontrolada de seus habitat), talvez tenha sido essa a fórmula encontrada pelas elites, na busca pelo equilíbrio.

No primeiro censo demográfico, realizado em 1872, “existiam no Brasil aproximadamente um milhão e 500 mil escravos”.

Como se sabia que no início do século XIX o País contava com mais de um milhão de escravos, e que nos primeiros 50 anos do mesmo século foram importados mais de meio milhão, “deduz-se que a taxa de mortalidade era superior à de natalidade”.

Morriam como moscas, vítimas de maus-tratos e trabalho excessivo. Expostos à fome, sede e doenças, exterminados pelos senhores de engenho e produtores de açúcar. Os mesmos que pagavam promessas e construíam igrejas com o dinheiro fruto desse massacre, sob as bênçãos do catolicismo.

Como moenda incansável, a história continua a triturar os mesmos corpos e a permanecer muda diante dos mesmos gritos, enrouquecidos na insensibilidade dos séculos. Nem mesmo a promessa de uma eternidade de bem-aventurança parece ser capaz de compensar tanto horror e sacrifício.

Márcio Accioly é Jornalista.

domingo, 29 de abril de 2007

As “Razões” do Entreguismo

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

O Brasil é um País potencialmente rico e com tudo para ser uma poderosa Nação. Mas é mantido artificialmente na miséria por poderes globais que o controlam de fora para dentro. Historicamente, somos uma plataforma de transferência de recursos naturais e financeiros para o exterior. Por isso, o Brasil precisa ser “reinventado” e “redescoberto” política, econômica e psicossocialmente.

Temos o desafio histórico de mudar nossa realidade a nosso favor. Precisamos entregar a Nação a si mesma. O Brasil tem de adotar uma visão estratégica de longo prazo. Precisamos de uma política de Estado com a visão democrática. No máximo, atualmente, temos uma política de governo que é renovada de quatro em quatro anos. Não temos um projeto de Nação para longo prazo.

A Nação brasileira necessita de medidas imediatas e concomitantes, de ordem política, militar, econômica, fiscal e constitucional, para um renascimento institucional. A plena manifestação da Vontade Nacional, o controle social do poder do Estado e o investimento na inteligência social dos brasileiros, com soberania, autodeterminação e independência, são as soluções básicas e imediatas.

Historicamente, o Brasil não nos pertence. Nunca foi nosso, de verdade. O Brasil é uma rica colônia de exploração contemporânea controlada e mantida artificialmente na miséria por um Poder Real externo, cujos interesses e sistemas manipulam uma ociosa oligarquia política interna que pratica o crime organizado nos três poderes do Estado contra os cidadãos. Mas o crime só nos governa porque nós permitimos. Ou nos omitindo, ou nos submetendo a ele e seus reais agentes de controle.

Entender como funciona o mundo real é fundamental. Os cidadãos esclarecidos precisam sair da ignorância e conhecer os reais inimigos de nosso povo e do nosso desenvolvimento. Devem saber que o mundo globalizado é controlado por um “governo secreto” que atua nas sombras. Tal “governo” é exercido por poderosos grupos econômicos que formam uma Oligarquia Financeira Transnacional.

Se alguém duvida disso, é bom ficar esperto sobre alguns movimentos de políticos nos últimos dias e nos próximos dias. Onze governadores de Estados Brasileiros estão fora do Brasil neste feriado prolongado. Estão em Nova York a convite de Mario Garnero, que é um dos representantes dos banqueiros ingleses Rothschild em nosso País – embora as más línguas digam que seu filme anda meio queimado com os “patrões”. Garnero, do Grupo Brasil Invest, organiza o Fórum das Américas, na sede do Council of the Américas. A entidade foi fundada por David Rockefeller, um dos líderes da Oligarquia Financeira Mundial.

Vale sempre lembrar que o pequeno grupo de financistas que mandam no mundo tem uma escalação básica. Os controladores têm entre seus membros de cúpula os Bancos Rothschild, o HSBC, o Barclay’s e o Warburg, a British Petroleum, a Royal Dutch Shell, (do lado inglês e europeu) e o J. P. Morgan, o Kuhn, o Loeb, o Schiff, o Lehman e o Rockefeller, a ExxonMobil e a Chevron (do lado dos EUA). Também entram nesta elite o banco espanhol Santander Central Hispano SA, o norte-americano Bank of América, o Royal Bank of Scotland e o banco belga-holandês Fortis e o holandês ABN Amro.

José Serra (SP), Aécio Neves (MG), Blairo Maggi (MT), Luiz Henrique da Silveira (SC), Marcelo Déda (SE), Roberto Requião (PR), Wellington Dias (PI), Eduardo Braga (AM), Eduardo Campos (PE) e André Puccinelli (MS) falarão a empresários e banqueiros de algumas das mais importantes instituições norte-americanas e inglesas. Os brasileiros vão apresentar aos “investidores” seus principais atrativos, dados macroeconômicos e possibilidades para investimentos em seus Estados. Nesta segunda-feira, todos participam do Forum de Desenvolvimento Sustentável 2007, da Associação das Nações Unidas - Brasil - Anubra.

Especificamente sobre José Serra, pragmático governador tucano, conhecido por ser amigo só de si mesmo, que anda muito próximo dos petistas e do presidente Lula, sonhando sucedê-lo, o jornalista Cláudio Humberto soltou uma notinha enigmática em sua coluna de sexta-feira passada: “O governador de São Paulo, José Serra, viaja sozinho aos Estados Unidos para reuniões no Bird e com Geraldo Alckmin (que ainda nem foi marcada) e ‘palestras’ em Nova York. Mas não informou o local dessas exposições, para grande desapontamento dos admiradores brasileiros que vivem por lá”. É pule de 10 apostar que o papo secreto de Serra será com os representantes dos nossos controladores econômicos. Se não for, troco meu sobrenome de Serrão para serrinha, com letra minúscula.

A classe política brasileira que ocupa o poder é seduzida facilmente pela simpatia da Oligarquia Financeira Transnacional. Os banqueiros internacionais e seus agentes conscientes e inconscientes de controle são muito sedutores. Além disso, a banda do poder mundial toca afinadinha, há séculos. O Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, a Mesa Redonda, o Conselho de Relações Internacionais (CFR, sigla de Council on Foreign Relations), a Comissão Européia, as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e tantas outras entidades corporativo-financeiro-estatais formam a rede universal do Poder Real. Eles mandam. Nossos políticos amestrados obedecem.

São entreguistas por natureza histórica. Afinal, é mais cômodo para uma classe política ociosa como a nossa. O entreguismo pode ser definido como uma ideologia, ou interesse político, que preconiza entregar à exploração de capital estrangeiro os recursos naturais do País e sua própria economia. Trata-se da absoluta “Falta de Vontade Nacional”. Ou a negação ideológica dela. No Brasil, tal pensamento “está sempre na moda”.

O papel colonizado de entreguista (ou de anti-nacional) é uma característica histórica dos nossos dirigentes políticos. As ideologias por eles pregadas são meros instrumentos de dominação daqueles que nos governam e controlam, de fato, mesmo sem direito para isto. Estas “ideologias fora do lugar” (como o neoliberalismo) são oferecidas ao cidadão-eleitor-contribuinte como mercadoria político-eleitoral.

Na eleição presidencial de 2006, os interesses dos controladores ficaram bem amarrados nos apoios de grandes grupos de poder internacionais aos principais candidatos. O Centro Tricontinental (sediado na Bélgica) jogou suas fichas em Lula e no time do Foro de São Paulo. Saiu vencedor. A Comissão Trilateral (também européia) apostou em Heloísa Helena. E o norte-americano CFR (Council on Foreign Relations), que opera o Diálogo Interamericano, fechou com Geraldo Alckmin - que agora virou “professor” nos EUA. Quando retornar, os brasileiros assistirão que aula ele dará.

A Oligarquia Financeira Transnacional tem pelo menos dois objetivos bem definidos, para justificar seu controle. O primeiro é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais do seu território. O segundo é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da Nação, na medida exata de seus interesses transnacionais. Os controladores apostam no acirramento das diferenças regionais. O negócio deles é dividir para governar. Por isso, investem em ideologias que aparentemente se opõem, para criar o caldo de divisão nas nações que controlam.

Todos devem prestar atenção agora no caso boliviano. Um movimento que exige autonomia para a região mais rica da Bolívia ameaça deflagrar um confronto separatista armado contra o governo do cacique Evo Morales. Contando com cerca de 12 mil homens armados, treinados por paramilitares colombianos, o movimento Nação Camba reivindica um território que inclui os estados de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija. Lá estão localizados os principais campos de gás e petróleo da Bolívia, explorados pela Petrobras.

Militares brasileiros temem que, em caso de conflito, a Venezuela intervenha, criando instabilidade na fronteira. Nossas tropas já estão mobilizadas para o risco deste conflito que pode estourar, a qualquer momento, na América Latina. Tudo para alegria da indústria bélica que tantos lucros rende à Oligarquia Financeira Transnacional que a controla. O pau vai comer. E quem tem muito poder vai ganhar ainda mais grana. Eis a realidade cruel do nosso mundo Globalizado.

A previsão é de furacão no pasto. A vaca já está no brejo. O Boi vai encontrá-la brevemente. E vida que segue.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

A Modelo e o Traficante

Edição de textos surreais deste Domingo no Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

O Alerta Total reproduz reportagem deste Domingo do jornal O Dia, dado o surrealismo da estória entre uma famosa modelo e um narco-varejista que a Polícia não consegue prender, embora tenha a capacidade de lhe grampear o telefone celular.

Por Leslie Leitão
Repórter de O Dia (RJ)

Rio - O medo de tiroteios e de assaltos, que afasta motoristas da Linha Vermelha à noite, fez a modelo Fabiana Andrade tomar uma atitude inusitada para se sentir segura: pediu ajuda a bandidos para atravessar a via expressa. Contratada para apresentar festa em uma casa de shows da Baixada Fluminense, Fabiana solicitou ‘escolta’ ao traficante Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, o Biscoito, um dos gerentes do Morro da Mangueira, com quem mantinha um romance.

O pedido de auxílio foi descoberto pela Polícia Civil, através de uma escuta telefônica autorizada pela Justiça, no fim do ano passado. Em uma das gravações, Fabiana explica ao namorado: “Hoje vai ser aquele show que eu falei com você, do Serginho e Lacraia (funkeiros). Eu vou apresentar, vai ser legal. Tem como deixar alguém ir comigo? Porque eu tenho medo de passar sozinha na Linha Vermelha”, afirma ela.

Encantado pela morena, que já foi musa de diversas escolas de samba, Biscoito não faz objeção. E manda seu homem de confiança para a missão. “Vou ver se eu falo com o Negão. Vou ver se ele vai e mando o anel pra você”, promete ele. Em seguida, os dois se despedem carinhosamente. Alguns telefonemas depois, Fabiana Andrade volta a falar com o bandido identificado como Nego. Braço-direito de Biscoito, é ele quem recebe do chefe R$ 200 para fazer a ‘escolta’ da modelo. Nego segue para a missão com outro suposto traficante, conhecido como Paraíba.

A dupla chegou ao edifício de luxo onde mora a modelo, no Parque das Rosas, na Barra da Tijuca, pouco depois das 21h. Antes de cumprir a tarefa, porém, Nego teve de colocar Fabiana para falar com sua mulher, que não acreditava na história de que o marido iria fazer a ‘segurança’ de uma modelo famosa. “Minha linda esposa não tá acreditando que eu tô falando com a Fabiana Andrade. Aí eu falei: ‘Vou bater pra ela pra tu ver que a gente vai fazer a segurança dela’”, diz ele.

De outro veículo, Nego e Paraíba vão atrás do carro da namorada do chefe. No meio do caminho, Fabiana telefona novamente para Biscoito, pedindo que ele mandasse seus ‘seguranças’ colocar gasolina no carro dela, já que temia não ter combustível suficiente para chegar à Baixada Fluminense.“Pergunta aos meninos se eles têm 50 ou 100 reais, porque esqueci minha carteira em casa, só trouxe os documentos, e vou ter que botar gasolina no carro”, afirma.

Após receber a ordem do ‘patrão’, Nego reclama com Fabiana: “Você não tem que bater (falar) nada pra ele, tem que falar com a gente aqui. E vai direto que aqui não é boa área, não”, fala o bandido, alertando que a área por onde passavam é dominada por traficantes de facção rival à do Comando Vermelho (CV).

Logo depois, ao ligar para o MC Serginho, dono da festa que apresentaria, Fabiana avisa: “Eu vou com dois seguranças, minha prima e o rapaz da filmagem”. Os ‘responsáveis pela escolta’ não foram embora depois de a levar até Nova Iguaçu. “A gente tem que deixar você em casa”, explica um deles.

Procurada na tarde de sexta-feira para comentar os telefonemas para Biscoito, Fabiana Andrade não retornou as seis ligações de O DIA.

UM CRIMINOSO NA MIRA DA POLÍCIA

Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, o Biscoito, é um dos gerentes da Candelária, localidade da Mangueira, e braço-direito de Jonas da Silva Sales, o Joaninha ou Gordão. Ele tem duas anotações criminais. Em 29 de outubro de 2000, fez ameaças a Flávia Lima Diniz, que registrou queixa na Deam de Caxias. Depois, dia 9 de março de 2002, foi autuado pelo roubo de um caminhão de eletrodomésticos em Vila Isabel. Biscoito é investigado por tráfico de drogas e formação de quadrilha em um inquérito da 17ª DP (São Cristóvão) e em outro da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Também é suspeito de ter dado a ordem para moradores incendiarem três carros na tarde de 22 de março, em protesto pela morte de um outro bandido em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Além de mulherengo, outra paixão do bandido é por motos. Em dezembro, agentes da 21ª DP (Bonsucesso) apreenderam três motos usadas por seu bando.

Famosos entre as conquistas

A modelo Fabiana Andrade, de 27 anos, ficou conhecida pelas curvas perfeitas durante os desfiles na Sapucaí, onde já brilhou como rainha de bateria da Império Serrano e como destaque de carros alegóricos como os da Porto da Pedra. Em 2005, a ex-namorada do apresentador Gugu Liberato se envolveu com o craque Ronaldo, na época defendendo a Internazionale de Milão.

Ano passado, ela teve um ‘affair’ com o ex-craque argentino Diego Maradona. Depois da passagem do ídolo pelo Brasil , tatuou nas costas a frase ‘soy loca por ti’, mas confessou que tudo não passara de um rápido romance. “Eu não gosto de bagunça, gosto de respeito”, justificou a modelo, à época.

Fabiana também ganhou, em outubro de 2006, o título de Bumbum mais bonito da Praia de Ipanema. Segundo ela, os 110 cm de quadril já foram motivo de “vergonha” durante a adolescência. No mesmo mês, porém, Fabiana teve um problema com policiais militares durante uma blitz e a confusão foi parar na 13ª DP (Posto Seis).

Os grampos da Polícia Civil revelam também que a paixão por Biscoito não era exclusiva. São telefonemas quase diários de jogadores de futebol, empresários e médicos. Quase todos usando sempre um discurso de “saudade”. Apesar de tantos homens correndo atrás, nas gravações, a modelo revela ter tomado uns drinques a mais por causa do bandido: “Falei que te amava, enchi tua bola. Nunca fiz isso com homem nenhum”..

Reportagem originalmente publicada no jornal O Dia deste Domingo.

O Brasil Não Tem Povo

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Maria Lucia Barbosa

Em 1881, em sua obra, L’esclavage au Brésil, Louis Couty afirmou:

O Brasil não tem povo”, pois, “em nenhuma parte se acharão massas de eleitores sabendo pensar e votar, capazes de impor ao governo uma direção definida”.

Cento e vinte e seis anos se passaram desde que Couty apontou o triste fato: “O Brasil não tem povo”. Mas, será que já tem, apesar das mudanças ocorridas?

Como é impossível analisar num pequeno artigo mais de um século de história, tomo como marco importante o processo de industrialização, iniciado nos governos de Getúlio Vargas e JK, que desembocou no atual perfil do Brasil urbano e em parte modernizado. Persistem, é verdade, os contrastes sociais. Predominam na pirâmide social os mais pobres. Mas, bem diferente do século em que Couty nos visitou agora temos classes médias e uma elite econômica.

Mesmo assim, perdura nosso subdesenvolvimento político que, associado ao vácuo de valores que hoje se observa, leva a indagar se Couty continua ou não tendo razão. Afinal, são eleitos e reeleitos notórios bandidos, trambiqueiros, mentirosos, tanto para o Poder Legislativo quanto para o Executivo e, em muitos casos, não se distingue entre desembargadores, juízes, advogados, políticos, bicheiros e qualquer tipo de marginal. Isto pode significar que são poucos os eleitores que sabem pensar e votar, sendo ao mesmo tempo incapazes de impor ao governo uma direção definida.

A péssima escolha de nossos representantes pode ainda refletir uma profunda identificação popular com seus eleitos no que eles têm de pior, o que indicaria que não temos povo, mas plebe. Ao mesmo tempo, há muita ignorância relativa aos candidatos no que concerne às suas trajetórias políticas, demonstração de que conhecimento e informação não são coisas idênticas, pois não faltam, ainda que filtradas, informações sobre o festival de falcatruas prodigalizado por quem deveria dar o bom exemplo.

Paradoxalmente isso acontece apesar da profusão de ONGs, centrais sindicais, associações de artistas e de intelectuais, dos chamados movimentos sociais, enfim, de tantas entidades que vão das associações de moradores à OAB, à ABI, à UNE, à CNBB e muitas outras, agora denominadas de redes sociais que alguns imaginam ser fontes de conscientização, civismo e solidariedade.

Portanto, as redes sociais que sempre existiram, mas que com a complexidade urbana aliada à velocidade dos meios de transporte e comunicação (Internet e telefonia celular entre as mais recentes e notáveis revoluções da comunicação) se multiplicaram, não produzem necessariamente o cidadão cônscio, o indivíduo capaz de otimizar seu livre arbítrio, o ator que interfere em seu tempo. Novas “comunidades” nem sempre são atestados de “novo cidadão” solidário.

Na diversidade do mundo atual onde os grupos “primários” como a família são trocados por grupos “secundários”, estes podem também abrigar redes, por exemplo, de criminosos, de terroristas, de narcotraficantes que possuem um tipo de solidariedade, de aprendizado e de projetos comuns, mas que estão bem longe do homem naturalmente bom de Rousseau ou do revolucionário “para si” de Karl Marx, que o conteúdo do termo rede social quer ressuscitar.
Conferir à humanidade de hoje virtudes excelsas que ela jamais possuiu, é tão falso quanto o dilema indivíduo x sociedade, pois o que existe é uma interação entre o ser humano e seu ambiente sócio-cultural.

Finalmente, se mudanças sempre estão ocorrendo, pois a vida é dinâmica, por trás das transformações materiais, valorativas e comportamentais certas essências humanas nunca mudam e a humanidade como um todo permanece ignorante, crédula e facilmente manipulável.
No nosso caso, apesar das redes sociais prevalece o “mesmismo” de que falou Roberto Campos e uma acachapante e piorada passividade que tudo aceita como natural e politicamente correto. E continuamos, como, aliás, acontece com todos os povos, tangidos por poderes mais altos e ocultos em bastidores inacessíveis ao vulgo.

Concluindo, apesar das redes sociais o homem continua, como disse Henry Louis Mencken, “o caipira par excellence, um ingênuo incomparável, o bobo da corte cósmica. Ele é crônica e inevitavelmente tapeado, não apenas pelos outros animais e pelas artimanhas da natureza, mas também (e mais particularmente) por si mesmo – por seu incomparável talento para pesquisar e adotar o que é falso, e por negar ou desmentir o que é verdadeiro”. No nosso caso, isso muito se acentua e de certo modo explica, entre outras causas históricas e culturais aqui não abordadas, porque o Brasil não tem povo.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Toque de Avançar

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Marcos Coimbra

Poucas ocasiões, em nosso Brasil, vivenciamos situações tão esdrúxulas como nos dias de hoje. Em momento algum da nossa história escândalos foram de tamanha magnitude e em caráter sucessivo, quase diário. E o pior. Sem qualquer conseqüência. Caminhamos para alcançar a marca olímpica de 40 ministérios nesta malfadada administração petista, digna de figurar em livro de recordes mundiais. Tudo isto para acomodar interesses políticos-partidários menores e anseios pessoais, objetivando nomear apaniguados, obter verbas, aplicá-las em conluio com grupos empresariais ávidos por obras e os maiores contribuintes de campanhas eleitorais. Nunca neste país a nomeação de executivos dos diversos escalões foi vilipendiada desta forma.

Em tempos não muito remotos, o critério para estas nomeações era o do mérito, da competência, da honestidade, da atuação eficaz em suas respectivas áreas de atuação. Por exemplo, os ministros da Justiça eram eminentes juristas, de reputação inatacável, doutores na ciência jurídica, acima do bem e do mal, admirados até pelos adversários. Se analisarmos a lista dos titulares da pasta nos últimos treze anos, vamos constatar a mudança brutal dos critérios mencionados acima. E é o primeiro ministro a ser nomeado pelo presidente, devido ao critério da antiguidade existente desde a instalação da República.

E nas outras pastas também havia a preocupação de escolha de personalidades da área, mesmo respeitando a necessidade de composição política. Agora é um vale tudo. Figuras fantasmagóricas tomam posse, demonstrando sua ignorância não só para comandar os assuntos de sua respectiva pasta, como também uma pobreza intelectual de causar pena. Em seus pronunciamentos públicos chegam alguns a espancar o vernáculo, propiciando um péssimo exemplo à população, em especial à juventude. Exigem ainda o instituto da “porteira fechada”, ou seja, o direito de nomear seus protegidos para os demais cargos do órgão, até o menor escalão, ocasionando uma solução de continuidade insuportável.

E pensar que em países desenvolvidos como a França, quando uma eleição escolhe uma nova administração, de um modo geral, apenas os cargos de primeiro e segundo escalões são alterados. Existe uma burocracia sólida, bem preparada nas escolas de administração pública, que é mantida no exercício de suas respectivas funções a fim de que haja um bom resultado.

O novo ministro da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, em 15.12.2005, em artigo publicado na imprensa paulista afirmou o seguinte: “Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compara de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos. Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente”. Mudou o pensamento do novo ministro ou ele teria sido cooptado?

A ministra da Secretaria Especial de Política da Igualdade Racial em entrevista à BBC Brasil disse o seguinte: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma ração natural, embora não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”.

É inacreditável. Começa pela titulação do ministério. A ciência afirma que somente existe uma raça. E que, na realidade, todos somos “afro-descendentes”. A ministra que deveria promover a integração entre as diversas etnias existentes está demonstrando uma posição sectária, que em nada contribui para a concretização do Objetivo Nacional Permanente Paz Social. Apenas procura importar para o país da miscigenação situações dramáticas provocadas por intolerâncias de parte a parte, comuns em outros países e civilizações, capazes de provocar a “balcanização” de países.

Enquanto isto, os problemas reais do Brasil não são enfrentados, nem resolvidos. Os “apagões” continuam. O aéreo, o educacional, o energético. Podem ser sintetizados em um só: o “apagão moral e ético”. Rouba-se muito e trabalha-se pouco. É só constatar a variação patrimonial positiva da “nova classe” no poder. E a triste situação da população de nosso País.

Apresentam-se como realizações da atual administração petista até o crédito consignado, na realidade um crédito irresponsável, que leva ao desespero milhões de aposentados e pensionistas, bem como a distribuição de renda, onde se transfere recursos da classe média para a classe mais pobre, enquanto os mais ricos ficam cada vez mais ricos, à moda Hood Robin.

Existe um nivelamento por baixo. O reajuste de 3,3% para os aposentados demonstra que cedo a maioria estará recebendo pouco mais do que um salário mínimo. A criminalidade toma conta do país, enquanto nossas Forças Armadas são deliberadamente sucateadas e desviadas para outras funções.

É chegada a hora de os homens de bem do Brasil, de todas as categorias, as chamadas forças vivas da Nação, unirem-se para combater o bom combate e, a um toque de avançar, reconstruir o país maravilhoso que nossos ascendentes deixaram para nós.

Marcos Coimbra é Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.

sábado, 28 de abril de 2007

“Mole Lex”: A lei manda mas...

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Luciano Blandy

Descobri na noite de Quarta-feira, que uma simples gripe pode significar um verdadeiro inferno na cidade de São Paulo, quando se sai, depois das 19 horas, em busca de um farmacêutico para uma operação simples, como verificar a temperatura do corpo com um termômetro.

Nenhuma farmácia daquelas que consultamos se presta ao serviço, sob a justificativa de que comercializam termômetros para que o paciente faça isso em casa. Muito embora tal prática possa ser considerada reprovável, haja vista que nem todas as pessoas possuem recursos suficientes para, além de medicação, ainda adquirir um termômetro para saber se está com febre, trata-se de questão atinente ao mesmo “capitalismo selvagem” que faz um plano de saúde recusar adesão de pessoas idosas. A mistura entre sociedade capitalista, instituições fracas e pouco confiáveis e povo ignorante quanto aos seus direitos, cria essas injustiças.

O que espanta, contudo, é o puro, simples e consciente descumprimento da Lei. Busquei atendimento em cinco estabelecimentos. Quatro deles não possuíam farmacêutico de plantão, muito embora a Lei 5.991 de 17 de dezembro de 1973, em seu artigo 15 e § 1º determine expressamente a obrigatoriedade deste profissional durante todo o período de funcionamento do estabelecimento.

Em um dos estabelecimentos visitados – a Drogaria Onofre da Alameda dos Nhambiquaras – ao inquirir o funcionário acerca da obrigatoriedade legal do estabelecimento possuir um farmacêutico de plantão, fui retribuído com a seguinte pérola: “A lei manda mas.... o farmacêutico está de folga e não temos ninguém para substituir.”

Dura lex, sed lex. A Lei é dura, mas é a Lei. É um brocardo latino que não se aplica em terras tupiniquins. Por aqui, dura lex é desculpa para o descumprimento. O brasileiro, desde tempos imemoriais tem o reprovável costume de escolher qual lei vai cumprir e qual deliberadamente irá ignorar. Exemplos, além daquele narrado acima, existem vários:

- Embora nossa legislação tributária proíba a cumulatividade de tributos, a CPMF está aí há mais de 10 anos, uma contribuição claramente cumulativa, já que lhe tributa qualquer movimentação feita em conta bancária, a despeito daquilo que você irá recolher ao final do ano fiscal à titulo de Imposto de Renda. A lei manda mas.... a União não pode abrir mão de arrecadação;

- Apesar da Constituição Federal garantir o direito à propriedade privada, Movimentos como o MST et caterva, invadem o que querem, quando e como querem, sem que ninguém faça nada a respeito e, pior, com o incentivo – financeiro inclusive – do Governo Federal. A lei manda mas.... O Governo não pode esquecer os “descamisados”;

- Aliás, por falar em MST e em incentivo financeiro, segundo a nossa legislação pátria, para qualquer pessoa – seja ela natural ou jurídica – movimentar valores, ela precisa existir. Qualquer pessoa menos o MST, que sequer possui registro como entidade, portanto, não existe legalmente. A lei manda mas... é muita burocracia para um governo dito “progressista”;

- A nossa legislação eleitoral determina que o candidato à cargo público deve ter reputação ilibada, no entanto, os mensaleiros, collors e malufs da vida foram eleitos e empossados. A lei é manda mas... o povo assim escolheu;

Exemplos não faltam de que neste país, o entendimento de legalidade é algo totalmente desvirtuado. Ou o brasileiro passa a entender que a lei, seja ela qual for e seja ela o quão injusta for, deve ser cumprida à risca, ou não há que se falar em combate à criminalidade. O crime hediondo é tão ilegal quanto a pequena contravenção que todos comentem no dia-a-dia. A diferença é que o primeiro choca, e a segunda é equivocadamente considerada normal. Se uma lei é injusta, existe outra que lhe dá meios de cobrar os legisladores para alterar a primeira. É esta a perfeição do sistema.

Não se pode matar a abelha-rainha sem antes exterminar as pequenas operárias, da mesma forma que não se pode combater o crime organizado sem antes se criar uma consciência de legalidade na população em geral, portanto, DURA LEX, SED LEX e ponto. Sem mas, nem menos.

Luciano Blandy é Advogado.

No Reino do Lero-Lero

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Não se justificam as razões pelas quais muitos representantes parlamentares se posicionam de forma contrária à redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos, tão somente no caso de tráfico de drogas, tortura, terrorismo e crime hediondo (homicídio qualificado, seqüestro, estupro e roubo seguido de morte).

O menor de 16 anos, no Brasil, pode tudo, mas não é responsabilizado por quase nada. Ele coloca fogo em mendigos dormindo nas ruas, dispara balas assassinas contra incautos transeuntes, trafica, rouba, fere, mutila e, na maioria das vezes, fica por isso mesmo.

Mas ninguém se iluda na crença de que essa medida servirá de panacéia para os males que nos afligem. O Brasil ainda não renunciou à sua vocação para a devassidão. E talvez o caso seja crônico e tal renúncia jamais aconteça.

Um dia antes de a CCJ - Comissão de Constituição e Justiça -, no Senado, aprovar a proposta de emenda constitucional que reduz a maioridade penal, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados livrou três parlamentares de julgamento, por envolvimento no “mensalão” e no caso da máfia dos sanguessugas.

Valdemar Costa Neto (PR-SP), Paulo Rocha (PT-PA) e João Magalhães (PMDB-MG), ficaram livres de qualquer punição, pois os integrantes da Comissão entenderam que eles já foram “absolvidos” pelas urnas.

Os crimes cometidos por suas excelências aconteceram na Legislatura anterior. Não há como puni-los agora, já que não foram condenados antes e estarão livres para sempre. É só não caírem na besteira de perderem seus mandatos. Vale tudo! E como os eleitores os reconduziram aos postos, deram seu aval, conforme entenderam seus pares.

Quem não se lembra do episódio com o então governador da Paraíba (1991-94), Ronaldo Cunha Lima? Certa tarde, sua excelência saiu do Palácio do Governo e foi até um restaurante da capital, João Pessoa, onde almoçava seu desafeto político Tarcísio Burity. Deu-lhe um tiro de revólver 38 na boca e saiu calmamente.

No ano seguinte, disputou a eleição para o Senado, conquistou o mandato e assumiu sem qualquer constrangimento, apregoando aos quatro cantos que o povo da Paraíba o perdoara. Nunca foi preso por isso.

Hoje, deputado federal (2007-11), exibe na sua biografia (no site da Câmara), os títulos de “advogado, promotor de Justiça, professor de Direito e professor de português”. Representantes como ele é que elaboram e aprovam leis no Brasil.

A redução da maioridade penal cria novo problema, em vez de resolver os existentes. É certo que a proposta ainda será votada pelo Senado, duas vezes, e também duas vezes pela Câmara, antes de entrar em vigor. Daqui até lá, vai rolar muita água por baixo da ponte e muita discussão no plenário (das duas Casas).

Mas o menor, no caso de ser condenado, deverá cumprir pena em local “separado dos presos maiores de 18 anos”. O governo terá de providenciar a construção de cadeias e presídios, pois as que aí estão não têm como atender às exigências.

O maior drama de nossas prisões medievais não é o número assombroso de presidiários que se amontoam lá dentro: é o infindável número de condenados que se encontram do lado de fora. Sem contar os que podem cometer crime no grosso e no varejo, sem qualquer admoestação.

A senadora Patrícia Saboya (PSB-CE), deixou a CCJ aos prantos, indignada com o fato de ter sido aprovada a proposta de lei. Mas não ofereceu qualquer alternativa como punição concreta. Será que já não bastam os que estão livres por terem mandato?

Márcio Accioly é Jornalista.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

O BOI


Edição Extra de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com


Ouça agora o novo podcast Alerta Total no seu computador.


No ar às 12h 05min

Por Jorge Serrão
Depois de saberem que algumas redes de Tv andam à procura do BOI, personagem enigmático mas muito influente no regime militar, porque dedurava seus "companheros" de bandeja ao DOPS (Departamento da Ordem Política e Social), leitores do Alerta Total resolveram nos mandar uma foto exclusiva da "besta". Se a imagem é real ou não, só Deus sabe. Certamente, o BOI posou para a câmera disfarçado.

O BOI era o codinome do agente duplo que foi um "importente informante" dos militares e civis que atuavam no combate à esquerda na década de 70. Muitos companheros do BOI caíram por causa dele. O BOI hoje está na sombra. A nossa VACA é que está indo para o brejo. Quem poderia revelar a verdadeira identidade do agente BOI não quer falar. O delegado Romeu Tuma, hoje Senador costeando o alambrado do DEM, tem nada a declarar sobre o BOI que tanto o ajudou a prender subversivos com suas deduragens.

Crítica animal de FHC aos conchavos do PSDB: Tucanos são peixe ou carne de vaca na mesa com Lula?

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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No ar às 12h 05min

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Por Jorge Serrão

O tucano é peixe ou carne de vaca diante de Lula? Eis a questão. O dilema político-filosófico-animal foi lançado ontem pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC reclamou de sua preocupação com os recentes e freqüentes encontros das principais lideranças tucanas com o presidente Lula da Silva. O Príncipe dos Sociólogos teme que o povo não veja com bons olhos o tete-à-tete dos tucanos com Lula.

FHC faz críticas diretas ao PSDB por se aproximar de Lula sem consistência oposicionista, ontem à noite, em entrevista ao Telejornal do Brasil, ancorado pelo jornalista Boris Casoy, na nova TVJB (ex-CNT). FHC ironizou seu próprio partido: . "O povo está olhando para nós e dizendo: o que vocês são, peixe ou carne de vaca? Que é que vocês são? Senão vamos dar a impressão de que não somos nada".

No PSDB, o bicho está mesmo pegando. A ex-deputada federal paulista Zulaiê Cobra se desfiliou esta semana do PSDB. Cobra saiu mordida com os tucanos. Acusou o partido de ter perdido sua identidade oposicionista. Cobra fez duras críticas às lideranças da agremiação, como o governador de São Paulo, José Serra. Cobra detona os tucanos: "Ninguém diz que é contrário a este governo de tantas situações vergonhosas. Deixo o PSDB de cabeça erguida, em um momento que o partido não tem um perfil distinto, de ser uma oposição".

Zulaiê reclamou estar saindo "muito decepcionada" com as atitudes da legenda, principalmente no relacionamento de aproximação com o governo do presidente Lula. "As pessoas me questionam nas ruas sobre o papel do PSDB na oposição. E o partido, principalmente nos últimos dois anos, no campo da investigação, não tomou a atitude firme que o brasileiro esperava".

A ex-deputada criticou principalmente as recentes conversas do presidente da legenda, senador Tasso Jereissati, do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também do PSDB, e do governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), com o presidente Lula. As conversas levantaram suspeita de uma aliança entre os dois partidos para as próximas eleições, em 2010. "O Tasso vai e conversa com o Lula, sem motivo aparente, e sai dizendo que a oposição tem que ser racional. Aí vemos as duas lideranças do partido, Serra e Aécio, mostrando que querem ser candidatos a presidente em 2010 com o apoio do Lula. E não adianta eles negarem, alguma coisa aconteceu para os jornais começarem a noticiar isso".

Viva a Liberdade deles...

A Associação dos Magistrados Brasileiros lançou uma nota de apoio à libertação de magistrados suspeitos de envolvimento com a máfia dos bingos, presos em recentes operações da Polícia Federal.

A AMB, que reúne 14 mil juízes, em nota oficial, afirmou apoiar as ações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), "cujas decisões , pautadas pelo respeito irrestrito à lei e à Constituição, vêm sendo cumpridas pela Polícia Federal".

A nota se refere às operações da Polícia Federal que resultaram na prisão e indiciamento de diversos magistrados e outras autoridades.

Confira a Íntegra da nota:

"Decorridos treze dias das operações que resultaram na prisão e indiciamento de diversos magistrados e outras autoridades, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) , que congrega cerca de 14 mil juízes, torna público seu apoio às ações presididas pelos Ministros Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal e Felix Fischer do Superior Tribunal de Justiça, cujas decisões, pautadas pelo respeito irrestrito à lei e à Constituição, vêm sendo cumpridas pela Polícia Federal”.

“Dentro dos parâmetros do Estado Democrático de Direito vigente, a AMB defende que os magistrados, cuja culpa for comprovada, sejam punidos exemplarmente. A Associação dos Magistrados Brasileiros reafirma o compromisso na defesa de um Poder Judiciário transparente, democrático e livre da mancha da corrupção, ao mesmo tempo em que repudia qualquer tipo de generalização contra seus integrantes".

Independente

O juiz Ricardo Regueira, denunciado por venda de decisões judiciais, defende suas medidas em favor de casas de bingo.

Regueira culpou ora o governo ora o Ministério Público e a Polícia Federal por sua prisão.

O magistrado negou ter recebido valores de propina por decisões judiciais.

Regueira reclama ser perseguido por ser "independente", o que incomoda o Executivo.

Viva a impunidade

O Conselho de Ética da Câmara decidiu que não abrirá novos processos de cassação contra os deputados João Magalhães (PMDB-MG), Waldemar Costa Neto (PR-SP) e Paulo Rocha (PT-PA).

O primeiro é suspeito de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.

E os outros, com o esquema do mensalão.

Segredo da beleza

A atriz Drew Barrymore é a mais bela do ano, segundo a lista anual das cem pessoas mais bonitas da revista "People".

A atriz, de 32 anos, está na capa da última edição da revista, que chegará às bancas amanhã.

Foi a quarta vez que a famosa e bela protagonista de "E.T." ocupa este lugar de honra entre todas as celebridades de Hollywood.

Seu segredo, segundo é a revista, é a felicidade.

"As pessoas felizes são bonitas. Elas refletem essa felicidade".

Essa gata sabe tudo... sabe tudo...

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

STJ abre caminho para a recuperação da Varig

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho” - Art 203 do Código Penal

Pena - detenção de um ano a dois anos, e multa, além da pena correspondente à violência. (Modificada pela L-009.777-1998)

Por Pedro Porfírio

A decisão do STJ não deixa dúvida e ainda abre uma grande estrada para o governo reavaliar sua política em relação à aviação comercial, agindo a tempo para preservar a presença de nossa bandeira em aeroportos estrangeiros e impedir que se forme um oligopólio num setor que não pode ser carterlizado sob nenhuma hipótese.

Por 7 votos a 1, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça rejeitou o agravo regimental interposto pela União e pelo Ministério Público Federal (MPF) para reverter decisão da Primeira Turma da Casa que garantia indenização devida à Varig. A empresa cobra da União cerca de R$ 3 bilhões – em valores de 1992 – relativos aos prejuízos causados pelo congelamento de tarifas durante o governo do ex-presidente José Sarney, na segunda metade da década de 80.

Interrompido desde o dia 22 de novembro do ano passado, o julgamento recomeçou na tarde desta quarta-feira (25) com a apresentação do voto-vista do ministro Herman Benjamin, que divergiu do relator, ministro Castro Meira.

Apesar desse voto divergente, prevaleceu o entendimento do relator, ministro Castro Meira, que havia votado pelo não-provimento do agravo por compreender que a argumentação da União e do MPF era baseada em provas novas, que não haviam sido apreciadas nas instâncias ordinárias.
O voto divergente suscitou caloroso debate no plenário da Primeira Seção. Para o ministro José Delgado, não havia “matéria jurídica remanescente” que demandasse o julgamento dos embargos. Já o ministro João Otávio de Noronha afirmou que o ministro Herman Benjamin teve que buscar argumentos fora do acórdão contestado para dar provimento ao agravo.

Além de Noronha e Delgado, os ministros Humberto Martins, Denise Arruda e Teori Albino Zavascki votaram com o relator Castro Meira. Com isso, fica mantido o resultado do julgamento da Primeira Turma que negou provimento ao Recurso Especial no qual União e MPF tentavam derrubar a decisão da instância ordinária em favor da Varig.

A volta da Varig

A ser coerente com seu novo discurso e atento aos efeitos da crise aérea que gerou duas comissões parlamentares de inquérito, o governo deve chamar os seus ministros mais ligados à questão do transporte aéreo e do direito ao trabalho para adotar a única medida plausível a esta altura dos acontecimentos: pagar à verdadeira Varig com o compromisso de voltar a ocupar seu espaço nos céus do mundo.

Essa é, de fato, a única saída honesta para o impasse criado com a sucessão de erros, desacertos inexplicáveis e tentativas primárias de ludibriar a opinião pública, os magistrados, as autoridades aeronáuticas brasileiras e a ICAO - Organização da Aviação Civil Internacional.

O governo que teve a iniciativa de incorporar alguns dos seus críticos mais radicais – como o PDT e o agora ministro Mangabeira Unger – que foi muito até agora mal orientado na questão dos transportes aéreos, tem a oportunidade de desatar o nó dado por uma meia dúzia de sabidinhos, monitorados pelo Martln Paterson, um fundo abutre, especializado em maquiar empresas caídas.

Os três bilhões de reais devidos à Varig não serão nenhum “dinheiro do contribuinte desviado para uma empresa falida”. A sábia decisão do STJ trouxe no seu bojo o reconhecimento implícito de que desde o presidente Sarney e o estelionato eleitoreiro do Plano Cruzado, o governo federal vinha corroendo as principais companhias aéreas de então, tanto que nenhuma delas suportou a pressão, beneficiando as concorrentes novas que são hoje as donas do pedaço.

Não há crime perfeito

A sorte é que não há crime perfeito. Tudo o que se tentou nesses últimos anos foi livrar os compradores das elementares obrigações trabalhistas, sem a perda da marca consagrada há 80 anos e, o que é mais complexo, dos slots (reservas de pousos e decolagens) nos aeroportos daqui e dalém mar.

Daí estar o sr. Constantino Jr totalmente iludido, pensando que vai ganhar a Varig limpa de dívidas e com o melhor dos mercados, só porque a arrematante do leilão - Aéreo Linhas Aéreas ençãS.A - mudou sua razão social para VRG S.A e criou um novo CNPJ. No primeiro caso, para dizer que a Varig é a mesma, preservando os slots conquistados através de décadas; no segundo, que não é a mesma, livrando-se principalmente das obrigações trabalhistas,com o que pretende desconhecer os artigos 10 e 448 da CLT.

O que esse grupo abutre conseguiu foi tumultuar a outrora competitiva aviação comercial brasileira. Num dos “apagões”, você deve recordar, a TAM tinha deixado de cumprir seus compromissos por estar com seis aparelhos em manutenção. E nesse ramo não se pode agir como numa serralheria, que atende uma encomenda em 24 horas.

Com as decisões do STJ e do STF (este, por unanimidade,mandou instalar a CPI do Apagão aéreo) o governo deve se convencer de que esgotou a tolerância com seu amadorismo no trato com uma transporte tão essencial a um país continental, que tem no crescimento das exportações um dos pilares de sustentação.

De nada vai adiantar contrapor novos recursos protelatórios. Isso pode até acontecer com base na fartura de variáveis do nosso arcabouço legal. Mas e daí? A solidez da decisão do STJ é um indicativo que se basta. Ou há insensíveis nesse governo que prefiram esperar pela morte dos milhares de dependentes do Aerus, cujas reservas estão praticamente exauridas?

Não é crível que um governo de coalizão com o discurso do crescimento acelerado continue na área da aviação comercial subordinado a manipulações espúrias que, em essência, só servem para favorecer às companhias estrangeiras, que já estão recebendo de mão beijada mais de 1 milhão de passageiros brasileiros.

Daí a importância do crescimento unitário da mobilização de todos os profissionais – aeronautas, aeroviários e aeroportuários – para a audiência pública do dia 4 de maio, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Pedro Porfírio é Jornalista. Artigo publicado em sua coluna na Tribuna da Imprensa desta sexta-feira.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

História Useira e Vezeira

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Até a instalação da CPI do Judiciário (1999), por conta de pressões exercidas pelo senador ACM (DEM-BA), as denúncias contra os togados ficavam penduradas, literalmente, na brocha. No inegável corporativismo, apontar deslizes cometidos pelos chamados “magistrados” se constitui grave operação de risco.

Mas as coisas estão mudando. Lentamente, é verdade, mas vêm mudando. Se não se processam na velocidade que seria de se esperar (ou desejar), percebe-se agora pelo menos maior espaço para exposição nos meios de comunicação. E o que se presencia não é nada agradável. Afinal, magistrados são como demiurgos.

Quem tiver a curiosidade de compulsar jornais diários, publicados nos últimos anos, irá constatar a reincidência de casos escabrosos de juízes vendendo sentenças e participando de atividades criminosas na estruturação de sólidas quadrilhas.

No STJ (Superior Tribunal de Justiça), por exemplo, as atuais acusações a um ministro, por envolvimento na venda de habeas corpus, não são novidade. Antes do caso que agora implica Paulo Medina, o STJ, em decisão inédita (no dia 02/04/03), afastou de suas funções o então ministro Vicente Leal.

Sua ex-excelência, de acordo com relatório da comissão de sindicância do tribunal, foi flagrado num esquema de venda de habeas corpus para a quadrilha do traficante Leonardo Dias de Mendonça.

E quem se lembra dos juízes Rocha Mattos (“acusado de encabeçar uma rede que vendia sentenças para contrabandistas”), Pedro Aurélio Rosa de Farias (TJDF), Roberto Haddad (TRFSP) Casem Mazloum e Ali Mazloum, entre outros?

O desembargador Haddad, “acusado de falsificar documento da Receita Federal”, foi beneficiado pelo STF – Supremo Tribunal Federal, com base num voto proferido pelo ministro Gilmar Mendes (nomeado pelo ex-presidente FHC, 1995-2003).

E Gilmar Mendes é acusado de “agir em causa própria” por integrantes da Procuradoria Geral da República. O ministro responde a ação de improbidade, oferecida pelo procurador da República Luiz Francisco dos Santos, por “enriquecimento ilícito”.

A Folha de S. Paulo do último dia 11 de março trouxe matéria de Frederico Vasconcelos, a qual sua excelência não respondeu ou comentou. Os fatos ali levantados demandariam investigação minuciosa, se quase tudo aqui não caísse no esquecimento.

Na reportagem, decisões tomadas por Gilmar Mendes são seriamente questionadas, especialmente as referentes à Operação Anaconda, deflagrada pela Polícia Federal em 2003.

Os juízes Casem Mazloum e Ali Mazloum, ali denunciados, “livraram-se de ações penais em decisões com votos de Mendes”. O caso foi motivo de grande frustração entre policiais federais. Provas irrefutáveis foram colocadas abaixo com uma simples canetada do ministro.

Outro fato que se evidencia é a absoluta falta de punição para autoridades encontradas com a mão na cumbuca. Saem da vida pública, mas levam para a privada suas gordas aposentadorias. Não perdem privilégios adquiridos.

Seria bom colocar as barbas de molho. Porque tal bandalha gera enorme desconforto no seio da chamada mundiça, o povo comum, propiciando a ascensão de aventureiros e autoritários de plantão.

Hugo Chávez, na Venezuela, desmontou a mais alta corte do país sem que o povo se mobilizasse para defendê-la. Bolívia e Equador seguem o mesmo rumo. Na onda populista que varre nosso continente, as caldeiras estão sendo alimentadas.

Márcio Aciolly é Jornalista.

Perguntas que não Querem Calar

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Aluisio Madruga de Moura e Souza

Tenho me perguntado sobre quais seriam as reais razões da insistência das esquerdas em continuar buscando desmoralizar as Forças Armadas, em particular, por meio de mentiras as mais diversas possíveis tais como: lutávamos contra a ditadura! Como? Se muito antes da Contra-Revolução de 31 de março de 1964, ou seja, a partir de 1961 militantes adeptos da Luta Armada já realizavam curso de guerrilha no exterior, principalmente em Cuba e China?

Muito também tem sido publicado de maneira tendenciosa pela mídia infiltrada a respeito da tortura ideológica sobre presos que “depois de torturados teriam sido posteriormente assassinados”. Essas reportagens repetem apenas o que é dito pelos próprios subversivos e terroristas muitos deles assassinos, assaltantes de bancos e “justiceiros” dos próprios companheiros de organização subversiva. Eles seguem as normas dos criminosos comuns: nunca confessam. Sempre alegam que confessaram seus crimes sob tortura, sob coação. E este é um direito que lhes cabe.

O que não é admissível é que jornalistas que deveriam buscar a verdade, ao entrevistarem o outro lado publiquem de maneira tendenciosa, o que lhe disse o entrevistado. Se quisessem a verdade investigariam mais profundamente a matéria e publicariam, com isenção as versões encontradas, dando ao leitor a oportunidade de fazer seu próprio juízo.

E sempre que nos aproximamos do 31 de março, dia da Contra-Revolução; do dia do Exército Brasileiro, ou seja, 19 de abril; além de 25 de agosto, dia do Soldado e 27 de novembro, quando os comunistas brasileiros durante a Intentona Comunista de 1935, assassinaram seus colegas, alguns dormindo, notícias espalhafatosas e “requentadas” buscando denegrir as Forças Armadas são publicadas.

Este ano inovaram. Além da invasão do MST em terras do Exército, como não poderia deixar se ser, os jornais O Estado de Minas e o Correio Braziliense publicaram, com grande estardalhaço, até agora, nos dias 15, 16, 17, 18 , 19, e 22 de abril, reportagens do Jornalista Lucas Figueiredo cuja chamada na primeira página foi “Livro secreto do Exército mostra engrenagem da repressão”.

As reportagens tratam do projeto de pesquisa realizado pelo EB há 19 anos atrás denominado inicialmente de ORVIL – livro ao contrário. Nas matérias publicadas a pesquisa que ficou ao final com o nome de “As Tentativas de Tomada do Poder” é rebatizada com o nome de “O Livro Negro do Terrorismo no Brasil”. Pelo que li nos jornais Lucas Figueiredo realmente tem em mãos cópia da pesquisa original. Como a conseguiu? E, o que é mais importante, será que fará bom uso dela?

Artur da Távola costumava dizer que “ todo jornalista que se preza tem na gaveta três listas: uma de pessoas e organizações sobre as quais sempre fala mal. Outra, sobre as quais ele sempre fala bem e uma terceira, sobre as quais jamais fala”. Até agora, para mim, em relação aos assuntos militares e de inteligência, estamos na primeira lista do jornalista Lucas Figueiredo. Espero estar enganado. Vamos aguardar.

Se ele fizer bom uso do Projeto Orvil, publicando os asuntos sem sensacionalismo, sem escolher frases que estão inseridas no contexto, esclarecerá a população muitos fatos desconhecidos que levarão o brasileiro a conhecer a história recente do nosso País. E isso seria de grande valia para nossa Pátria pois não correríamos o risco de repetir um período triste de nossa história.

Mas as perguntas que não querem calar continuam.

Quais as reais razões do total estado de abandono imposto pelo Governo Lula as Forças Armadas brasileiras, com graves ameaças à sua eficácia operacional?

Quais as razões das freqüentes tentativas por parte de militantes e políticos do PT e do próprio Presidente da República como recentemente no caso dos controladores de vôo, em denegrirem a imagem das Forças Armadas e destruírem o que elas tem de mais caro que é a disciplina militar?

Quais as razões do total descalabro em que se encontram a segurança pública, a saúde e a educação?

Como fica a corrupção desenfreada e desavergonhada em todos os escalões dos poderes constituídos, como se tudo natural fosse?

E o que dizer do total beneplácito dos órgãos governamentais em relação as ações do MST, do MLST e outros grupos que recebem verbas do governo para realizarem invasões de propriedades particulares e até de instalações de órgãos governamentais, mesmo sem possuírem CNPJ já que não são organizações legalizadas? Como é feita esta "maracutaia"?

O certo é que como friso em meio livro Desfazendo Mitos da Luta Armada, os tempos mudaram. Estamos em um novo século. E os comunistas e os ávidos de vantagens em todos os sentidos e a qualquer custo multiplicaram-se e viraram “estrelas”. E assim o PT chegou ao governo depois de uma campanha milionária e mal explicada. É o comunismo disfarçado, o terrorismo institucionalizado, marcado por “saques” dissimulados. Surgem várias perguntas, mas não as respostas.

Por que Celso Daniel foi seqüestrado, assassinado ou “justiçado” ?

Foi em razão de não mais querer participar de esquemas de obtenção de dinheiro público para o PT e ter se rebelado? Foi porque sabia demais? Por que atrapalharia a escalada dos “heróis”, “das vítimas da ditadura”? Por que ocuparia o lugar que José Dirceu acabou por ocupar?

São tantas perguntas que não querem calar. Por que o prefeito de Campinas, o Toninho do PT foi assassinado?

Lula, que não foi guerrilheiro, nem terrorista, apenas um sindicalista que paralizava o país com suas greves e um dos fundadores do PT, foi levado pelo voto à Presidência da República, com os companheiros do partido, José Dirceu militante da guerrilha urbana , José Genoíno da guerrilha rural e vários outros guerrilheiros, subversivos e até ex-terroristas chegaram ao topo do governo.

O povo deu-lhes a chance de governar o País. Deu no que deu. E continua dando. Não fosse o deputado Roberto Jefferson, também com o dedo sujo que apontou as falcatruas de alguns, estaríamos sem nada saber a respeito de propinas, mensalões, dinheiro de bingos e outros.

De escândalo em escândalo foram caindo de um em um os envolvidos nas falcatruas do governo. Respingou sujeira para todos os lados. Caiu José Dirceu e para o seu lugar o Presidente colocou como Ministra da Casa Civil , a senhora Dilma Rousseff.

O Presidente Lula, que diz que governa, é um homem atrapalhado, que profere discursos lamentáveis, óbvios, fala dos pais analfabetos, mas não dos problemas nacionais que precisam urgentemente de soluções. Anuncia programas mirabolantes que não saem do papel; pisoteia a escola e quem faz esforços homéricos para estudar, quando se vangloria de ter chegado à Presidência sem ter curso superior, formação que, ao que parece ao estufar o peito, no seu entender desnecessária e inútil.

Essas atitudes são ameaças concretas, disfarçadas sob os mais variados matizes e acobertadas por uma pretensa oposição política que se vende ao Presidente por qualquer ministério que este lhe oferece, passando então a fazer parte da base governamental.

E foi por insistentemente repetir “isto é uma vergonha” que o Boris Casoy perdeu o emprego. E talvez seja por esta razão que algumas redes de televisão, algumas revistas e muitos jornalistas, de maneira distorcida, escrevem o que o governo deseja que o povo tome conhecimento. Estão destruindo os valores cívicos, éticos e morais da Nação Brasileira, com destaque para a destruição das Forças Armadas. Enquanto o atual Governo e o PT tudo fazem para transformar as Forças Armadas em guarda nacional; cria a Força Nacional de Segurança, futura KGB dos que imaginam criar a nova República Popular Sindical; e novo Exército Popular que terá origem nos quadros do MST.

Os desvios de rumos são muitos. Por conveniência, muitos fingem que não estão vendo nem ouvindo. Estão esquecidos que a desordem institucional, aliada à omissão dos homens e mulheres de bem, é a passarela que conduz os tiranos ao poder.

Pensem nisso e vamos provocar as pessoas que amam o Brasil e a liberdade a saírem da apatia e passarem a exercer sua cidadania. O Brasil merece.

Aluisio Madruga de Moura e Souza é autor dos livros : “Guerrilha do Araguaia - Revanchismo – A Grande Verdade” e “Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada”

Revanchismo

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Paulo Napoleão Nogueira da Silva

A Folha de São Paulo publicou (26.8.2001, Caderno 2, Cultura, p.1), A convivência dos militares com a democracia. Nela estão depoimentos de 14 ex-ministros da Marinha, Exército e Aeronáutica sobre a ótica e o comportamento das Forças Armadas a partir da "Nova República".

O ponto comum nesses depoimentos é o revanchismo da mídia. Segundo o brigadeiro Sócrates da Costa Monteiro, a Revolução de 1964 perdeu totalmente a batalha da mídia, até hoje é execrada, e nada do que foi positivo é noticiado. Como também disse o almirante Henrique Sabóia, a anistia foi estrada de uma via só: os militares anistiaram legalmente, mas até agora não foram moralmente anistiados. Na verdade, acrescentamos ao depoimento, essa atitude da mídia e da classe política desconfirma a Constituição.

Têm razão o brigadeiro e o almirante, como outros que depuseram no mesmo sentido. E no entanto, é de justiça reconhecer que no episódio da posse de José Sarney na Presidência, o que permitiu a volta do poder civil, as Forças Armadas se comportaram estritamente no seu papel de garantir o cumprimento da Constituição. E, quando do impedimento de Fernando Collor não se manifestaram: mais uma vez pautaram-se nas competências políticas previstas na Constituição.

O profissionalismo das Forças Armadas na sua missão constitucional, se já estava presente antes de 1985, acentuou-se depois do retorno pleno dos civis ao poder.

A propósito da Revolução de 1964, algo deve ser refletido e dito, a bem da verdade, e de não permitir que as gerações futuras continuem sendo culturalmente esbulhadas pelo absurdo conceito do "politicamente correto", no qual a mídia - sobretudo por ignorância e por falta de senso democrático - se encastela, transformando em correto o historicamente incorreto.

Quem deflagrou a revolução, os militares? Com certeza, não. Que já se conspirava em 1963, é certo; mas o que deu o seu "start" foram as "marchas da Família com Deus e pela liberdade", organizadas pela Igreja Católica, que reuniram mais de milhão de pessoas em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro, assim como em Belo Horizonte, além de números menores, mas significativos, em outras cidades.

O que pretendia a Igreja? Apenas, lutar vigorosamente contra o comunismo que visivelmente tomava conta do governo de João Goulart. De anotar, ainda não havia os "padres de passeata" e sua "teologia da libertação". Mas, não foi só a Igreja quem protestou: políticos de todos os matizes viviam batendo às portas dos quartéis, clamando contra o avanço do comunismo.

Quando ficou claro que era preciso agir, quem organizou a revolução? Quatro civis: Júlio de Mesquita Filho, diretor do jornal "O Estado de São Paulo", Ademar de Barros, governador de São Paulo, Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais, e Carlos Lacerda, governador da Guanabara. Como articuladores militares, três marechais reformados -- Odílio Denys, ex-Ministro da Guerra de Juscelino e de Jânio, Nelson de Mello, ex-Chefe da Casa Militar de Juscelino, e Cordeiro de Farias, figura emblemática do Exército - e mais os almirantes Sílvio Heck e Grunevald Radmacker, e os brigadeiros Grün Moss e Correia de Mello.

Durante todo o regime "militar", quem foram os principais Ministros de Estado, os que verdadeiramente procediam à administração? Roberto Campos, Otávio Gouveia de Bulhões, Mário Henrique Simonsen e Delfim Netto, na área econômica e financeira; Antônio Azeredo da Silveira e Mário Gibson Barbosa, nas relações exteriores; Ivo Arzua e outros civis, na Agricultura; Milton Campos, Gama e Silva, e Petrônio Portela, na Justiça; assim como em outros ministérios. Enfim, quase todos civis.Mas, o que fez de bom o regime "militar", hoje é ocultado pela mídia que só se atém a aspectos que possam ser objeto - justa ou injustamente - de "malhação". Aqui, deve-se acautelar os internautas e leitores, não se está defendendo o retorno de um eventual regime de preponderância militar, mas somente defendendo a verdade histórica em relação ao que realmente ocorreu.

Não houve o denominado "milagre econômico brasileiro", porque milagres só Deus faz. Mas, houve, sim, uma grande realização humana: o Brasil, que em 1964 ocupava o 43° . lugar no "ranking" das economias mundiais - um verdadeiro vexame em face de suas dimensões continentais - em apenas oito anos, 1972 - já ocupava a 8° . posição!

A inflação, que no governo Goulart era de 81% ao mês, em um ano foi reduzida para 25% ao ano, e se manteve em patamares suportáveis durante anos. A agricultura tinha financiamento, sem burocracia ou entraves: a qualquer pequeno agricultor - imagine-se aos grandes - o Banco do Brasil dava crédito imediato. O reequipamento da industria, igualmente: o financiamento de máquinas pelo FINAME era concedido quase que no ato. Sem as falcatruas dos pseudo-projetos que no regime posterior a 1985 têm caracterizado a atuação da SUDAM, SUDENE e outros órgãos.

O Brasil passou a ter indústria naval, construindo navios para a maior parte do mundo, e concorrendo em pé de igualdade com as indústrias navais escandinava, inglesa, e norte-americana. Substituiu o obsoleto sistema de comunicações, pelas telecomunicações via satélite.

Além, a indústria bélica brasileira incomodava os Estados Unidos, Europa Ocidental, e União Soviética: seus clientes importadores eram a Líbia, o Iraque, o Irã, Israel, os próprios Estados Unidos, Grã-Bretanha, França etc.Acima de tudo, não se cogitava de aumento de preços nos supermercados: meses e anos a fio, o consumidor encontrava o mesmo custo para todos os produtos; e não havia prateleiras vazias, como durante os cinco primeiros anos da "Nova República". A propósito, os combustíveis tiveram o mesmo custo durante anos.

E finalmente, a política era séria: não havia a pletora de "ambições menos dignas" - a que se referiu Rui Barbosa - disputando o primeiro lugar do Estado. Nem, presidentes ofendidos e desprestigiados, contestados, como agora, ou desmentindo no dia seguinte o que haviam afirmado na véspera.

Havia, além de tudo, um grande respeito institucional pela História do País, e pela formação cívica dos jovens: além das cadeiras de Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira, e de Estudos de Problemas Brasileiros, era celebrado o culto aos símbolos nacionais, inclusive com hasteamento da bandeira e canto do Hino no início das aulas. Mas, o poder civil pós-1985 acabou com tudo isso entendendo que era prática "militar".

A conseqüência é a de que os nossos jovens, hoje, antes de aprender a escrever no idioma nacional, preferem freqüentar cursos de inglês.Em face dessas realidades, é de indagar por qual motivo a mídia continua penalizando as Forças Armadas, excluindo-as da anistia concedida pelo próprio regime de 1964.A razão é simples. Em 1964 os militares saíram às ruas, motivados pelos apelos e "marchas" da sociedade civil e dos políticos, por entenderem que - no seu grosso - a classe política estava moralmente falida; entendimento que, anote-se, não seria inadequado nos dias atuais. Relembre-se, a propósito, que já no seu "Diário" de 1861, Dom Pedro II anotou só ver na classe política interesses e disputas pessoais: o problema é antigo.

Em virtude de sua constatação quanto à falência da classe política, o regime de 1964 cortou suas asas: competências foram retiradas ao Congresso, exigências foram impostas à criação de partidos. Tudo isso provocou grande ressentimento dos políticos - sempre preocupados com sua situação pessoal, e não com a do País - e provocou retaliação após 1985.

Ocorre que, para tal retaliação a classe política necessitava da comunicação de massa, da mídia; e esta também fora cortada no seu sensacionalismo e mercantilismo pela Revolução. Resultado: uniram-se ambas, após 1985, para execrar as Forças Armadas; temerosas - e, acautelando-se - de que não viessem a ser, no futuro novamente reduzidas às suas verdadeiras dimensões.

Assim, por obra da mídia e da classe política as atuais gerações são levadas a abominar o período de 1964-1985. Na verdade, se soubessem exatamente a realidade, talvez agradecessem por esse período, mormente nas circunstâncias em que ele se iniciou e desenvolveu.Relembre-se, a partir de 1985 os consulados portugueses no Brasil chegaram a ter um número flutuante e permanente, superior a 250.000 brasileiros pedindo visto para irem viver em Portugal; a cidade de Governador Valadares tornou-se campeã nacional de imigrados para os Estados Unidos. Hoje, brasileiros continuam indo buscar melhores oportunidades em Portugal, Estados Unidos e Japão. Nada disso havia durante o denominado "ciclo militar".

E, a censura? Com certeza, ela é uma instituição nacional. Nada pior do que a censura de Floriano Peixoto, de Artur Bernardes nos seus quatro anos sob estado de sítio, e de Vargas.

Entretanto, muito pior é a censura atual da "democratura" civil que vivemos, com a mídia inteiramente aliada ao governo - cooptada e "bancada" - só veiculando o que for do interesse deste e das oligarquias das quais uma e outro dependem."Fazem as cabeças" de incautos telespectadores, como foi no caso de um programa da Rede Globo - "Fantástico" -- sobre os "perigos" dos remédios elaborados à base de ervas medicinais, como se não fosse isso o que os laboratórios fazem; e sobre o aumento da "carteira assinada", óbvia fonte de arrecadação para o Estado loteado por facções políticas, que malversam impunemente o dinheiro público arrecadado com a tal "carteira assinada".

Em qualquer país que se preza, ninguém recolhe para a previdência social: todos se aposentam ao atingir os limites de idade estabelecidos, e o dinheiro sai do recolhimento normal dos impostos.Parece que está na hora de o povo brasileiro ser libertado dessa submissão, desse condicionamento de consciências, feito a quatro mãos pela classe política e pela mídia. De ter, enfim, a sua História não mais sujeita à decomposição dos cadáveres, mas conhecida e mantida na sua verdadeira feição e nos seus reais significados. É hora de alguma coisa ser feita.

Paulo Napoleão Nogueira da Silva é Jornalista. www.brasilrealidade.com.br

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Lula quer dividir o Ibama em dois, retomar programa nuclear e tirar poder de Marina Silva no Meio Ambiente

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Por Jorge Serrão

Sem querer-querendo, o presidente Lula da Silva toma uma decisão que prejudica a ação da chamada “máfia verde” que usa e abusa das boas intenções ambientais como forma de inviabilizar projetos de desenvolvimento para o Brasil. Lula decidiu dividir em dois o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Lula também avisou à ministra Marina Silva que o governo retomará o programa nuclear, com a construção de Angra 3 e outras cinco usinas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tratou da reestruturação ontem com o presidente Lula e promete apresentar hoje as mudanças ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A divisão do Ibama foi decidida depois que o presidente Lula reclamou da demora do Instituto em dar licença para a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.. As obras, segundo o Planalto, são fundamentais para alavancar o Programa de Aceleração Econômica (PAC). Mas a motivação real do governo é que o investimento de R$ 20 bilhões interessa às grandes empreiteiras aliadas do governo.

A reestruturação do Ibama virá por Medida Provisória a ser editada nos próximos dias. Uma parte do novo Ibama cuidará do licenciamento ambiental e de tudo o que se referir à área; A outra tratará das unidades de conservação da natureza. Na nova estrutura, a Secretaria de Recursos Hídricos vai cuidar também de problemas urbanos relacionados com a água. A canetada de Lula vai gerar mais cargos para os aliados. Serão criadas duas secretarias: uma de qualidade ambiental e mudanças climáticas e, outra, que cuidará só do extrativismo.

Burocracia criminosa

Até ontem, não seria dada, de imediato, a licença prévia para a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira (RO).

A direção Ibama rejeitou o parecer técnico elaborado por especialistas da autarquia contrário à concessão de licença, "em face da dubiedade de suas conclusões".

A diretoria do Ibama determinou uma nova rodada de "complementação" dos estudos de impacto ambiental (EIA) diretamente com representantes do consórcio formado por Furnas e Construtora Norberto Odebrecht.

Desejo mortal

"Se eu pudesse acabaria com o Ibama".

A confissão de Lula foi ouvida por interlocutores íntimos dele – segundo revelou o blog de Ricardo Noblat.

Lula está irritado com as exigências feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para conceder licenças ambientais.

Discurso ambiental

O rio Madeira é o terceiro do mundo em volume de sedimentos transportados e um dos campeões em biodiversidade.

Havia o risco, que acabou tecnicamente afastado, de os sedimentos se acumularem nas duas represas, provocando o alagamento de grandes áreas.

Permanece o risco das represas barrarem a migração de peixes bagres, dourados e afins.

Do consumo e da venda deles dependem cerca de 2.500 pessoas que vivem às margens do rio.

Por que não começa em casa?

O Presidente Lula da Silva vai baixar um decreto presidencial para instituir a Política Nacional sobre o Álcool.

Não se trata de mais um programa factóide em favor da produção do Etanol, mas sim uma série de medidas oficiais para combater o consumo excessivo de bebidas.

Entre as iniciativas previstas, estão a proibição de vender bebidas ao longo das estradas federais e incentivos para que prefeituras limitem esse tipo de comércio na vizinhança de escolas e hospitais.

A imposição de restrições à propaganda de bebidas deverá fazer parte de outro texto - uma resolução que já está pronta, mas cuja adoção ainda depende de discussões dentro do governo.

Conceitos do Imperador

Cesar Maia, em seu ex-blog de hoje, traz alguns conceitos que a turma do Planalto deveria aprender:

Política é reunir pessoas em torno de idéias.

Partido é organizar pessoas em torno de idéias.

Populismo é reunir pessoas em torno de pessoas.

Demagogia é reunir pessoas em torno de quaisquer idéias.

Recado duro dos militares

Os militares promovem hoje um grande desfile para pedir a “dignificação da condição militar”.

Sob o lema ‘Dignificação da Condição Militar’ e devidamente identificados pelas faixas com os emblemas das associações, os militares e seus familiares irão vestir ainda camisetas brancas com as palavras “condição militar” escritas com as cores da bandeira.

O movimento é liderado pela Associação Nacional de Sargentos (ANS), pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e pela Associação de Praças da Armada (APA).

Calma, comandante...

O presidente Lula, comandante em chefe de nossas Forças Armadas, só respira aliviado porque tal protesto acontecerá em Portugal.

Os militares portugueses prometem protestar durante o desfile comemorativo do 33.º aniversário do 25 de Abril (A Revolução dos Cravos) em Lisboa e no Porto.

As associações militares portuguesas não temem novos processos disciplinares movidos pelo governo lusitano contra elas.

Guerra aos militares

Como é ruim viver em um País em que as Forças Armadas, amadas ou não, vivem sucateadas, com ridículos investimentos em armamentos, equipamentos e logística, com 38% dos recursos cortados para alimentação da tropa, recebendo soldos incompatíveis e bem abaixo de outros órgãos do Estado.

Além disso, as Forças Armadas brasileiras são vítimas de uma guerra assimétrica.

Movida por questões ideológicas, uma campanha difamatória tenta atribuir aos militares a culpa por todos os problemas do passado.

Se tal processo criminoso perdurar, logo o Brasil terá um Exército, uma Marinha e uma Aeronáutica de mentirinha.

Fim de papo

A Aeronáutica encerrou as negociações com controladores de vôo, especialmente sobre a desmilitarização.

A ordem é ver como ficam as coisas, pois está em contagem regressiva a CPI do Apagão Aéreo no Senado.

Os partidos terão 20 dias para indicar os integrantes da comissão.

Até lá, o governo tentará evitar a investigação que mexe na Infraero, podendo pegar irregularidades desde o governo FHC até o atual.

Tal risco justifica as recentes reuniões de emergência entre lideres tucanos com o presidente Lula.

Condenação inútil

Aviso aos navegantes: As decisões do Tribunal de Contas da União são meramente administrativas, não tendo força de condenação judicial.

Embora tenha equivocadamente a designação de “Tribunal”, o TCU é um órgão auxiliar do poder Legislativo, com a função de fiscalizar atos administrativos do governo.

Por isso, pode dar em nada a sugestão de auditores do TCU para que o ex-ministro Luiz Gushiken e o secretário adjunto do setor de publicidade do Palácio do Planalto, Marcos Flora, sejam obrigados a pagar multas de até R$ 30 mil reais por má gestão na propaganda do governo Lula

Decisão aloprada

O presidente Lula só não pode é beber a cachaça do santo; o resto pode tudo, pois está politicamente blindado.

Por unanimidade, seis ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram ontem arquivar a representação do PSDB e DEM (ex-PFL) contra a suposta existência de abuso de poder por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral de 2006.

Eles seguiram o voto do corregedor do TSE, César Asfor Rocha, que julgou improcedente a representação por entender que não há provas que configurem a existência de crime eleitoral no episódio do dossiegate.

Rocha alega ainda que não existem indícios de que o dinheiro apreendido com Gedimar Passos e Valdebran Padilha fosse do PT, nem qualquer comprovação do envolvimento do presidente Lula ou do presidente do PT, Ricardo Berzoini, com a apreensão.

Lembrete

O julgamento ocorreu seis meses após o episódio da compra do suposto dossiê.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi réu na investigação, ao lado do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, do presidente do PT, Ricardo Berzoini, do ex-assessor da Presidência Freud Godoy, do empresário Valdebran Padilha e do advogado Gedimar Passos.

Na ação, os partidos de oposição, que estudam como recorrer da decisão de ontem, relatam que a PF prendeu em 16 de setembro de 2006 Valdebran Padilha e Gedimar Passos, com US$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão, respectivamente.

O dinheiro seria usado para comprar um dossiê contra os candidatos do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra.

Tá na Hora do Pau II

A Justiça cospe no malandro pequeno, mas se ajoelha diante da maioria dos canalhas da corrupção e do corporativismo sórdido. Basta serem amigos, cúmplices ou protetores do “Príncipe” canalha e de seus asseclas.”

Geraldo Almendra faz uma adaptação parcial do texto divulgado na internet, decorrente de uma frase-título citada por um ministro do superior Tribunal Militar, deixando no ar poluído pelo corporativismo sórdido que circula nos corredores dos podres Poderes da República, uma pergunta ao próprio ministro citado.

Leia o artigo na postagem ao final desta edição: Tá na Hora do Pau II

Afastamento, já!

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro Vantuil Abdala, relator da sindicância do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) defendem que fiquem afastados do cargo enquanto estiverem sob investigação criminal ou disciplinar todos os magistrados envolvidos na Operação Hurricane da Polícia Federal.

Abdala, que é ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e membro do CNJ, afirmou que no dia 15 de maio próximo o conselho deverá decidir sobre afastá-los e abrir processo disciplinar contra cada um.

Os magistrados são investigados por desvio de conduta.

Acredite quem quiser

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem os 47 projetos de lei, decretos e portarias interministeriais que compõem o Plano de Desenvolvimento da Educação, o PAC da Educação.
A intenção é investir na área R$ 8 bilhões até 2010, segundo o governo.

Um mês após admitir que a educação brasileira está entre as piores do mundo, o presidente Lula batraqueou que, se o Plano de Desenvolvimento da Educação for implantado integralmente, seu governo entrará para a História por botar o Brasil "em pé de igualdade com qualquer País do mundo desenvolvido, na área de educação".

Pirotecnia educacional

Entre as medidas do PDE estão o repasse, nos próximos 12 meses, de R$ 1 bilhão adicional aos mil municípios com ensino de pior qualidade.

Também será criada "Provinha Brasil", para avaliar alunos de 6 a 8 anos.

As universidades terão autonomia para fazer concursos e contratar professores.

Até 2010, serão construídas escolas técnicas em 150 municípios, sete deles no Rio

Acredite quem quiser II

Além de destinar R$ 1 bilhão neste ano aos mil municípios com piores indicadores no setor, o Plano de Desenvolvimento da Educação premiará escolas públicas que conseguirem melhorar seu desempenho.

Para isso, haverá acréscimo de 50% no orçamento do Programa Dinheiro Direto na Escola, que transferiu R$ 327 milhões em 2006.

Acredite quem quiser III

Indicado para assumir a diretoria de Política Monetária do Banco Central, o economista Mário

Torós afirmou que a taxa de juros do País "é cadente e pode cair muito mais nas próximas reuniões" do Comitê de Política Monetária (Copom).

Torós, que foi sabatinado e teve a indicação aprovada por 52 votos a 7, no Senado, garantiu que o Brasil não está condenado a ter juros elevados por muito tempo.

Embora ressalvando que o BC precisa ser prudente, o economista alega que a inflação controlada permite o relaxamento da política de juros.

Perigo, Perigo...

Investidores estrangeiros aplicaram US$ 1,940 bilhão em títulos da dívida interna em março, o maior volume desde maio de 2006.

O dinheiro externo busca os juros altos brasileiros, depois que a farta liquidez internacional reduziu o retorno dos títulos negociados no exterior.

O movimento ganhou impulso com a isenção de Imposto de Renda aos estrangeiros, concedida em fevereiro de 2006.

Desde então, os ingressos somaram US$ 14,5 bilhões.

Os capitais aplicados em títulos ajudam a inundar o mercado de câmbio, reforçando a tendência de apreciação do real.

Alguns analistas alertam que a estratégia poderá gerar instabilidade, pois os mercados não têm liquidez.

Foi o que aconteceu em maio de 2006, quando "hedge funds" que queriam sair do país pressionaram os mercados.

Brincando com a grana alheia

O governador de São Paulo, José Serra, anuncia hoje a criação do salário mínimo paulista, que será o maior do País.

Haverá faixas de piso conforme a atividade profissional, entre R$ 410,00 e R$ 490,00 - o piso nacional é de R$ 380,00.

A medida valerá somente para trabalhadores da iniciativa privada.

As categorias que já têm piso definido em acordo coletivo estarão fora.

O projeto terá de ser aprovado pela Assembléia.

Grande negócio

A BM&F inicia na 1ª semana de maio o pregão dos contratos futuros de etanol.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros serão negociados títulos de 30 metros cúbicos desse biocombustível.

Entrevista importante

Será apresentada nesta quarta-feira, às 19 horas, entrevista dada pelos Professores Bautista Vidal e Adriano Benayon à TV-Senado, que transmite sua programação por cabo na NET, para todo o Brasil.

O tema é a perspectiva de o Brasil virar plataforma de exportação de álcool combustível (Acordo Energético EUA-Brasil).

Os entrevistados pelo jornalista Beto Almeida discutem também alternativas compatíveis com o bem-estar da sociedade brasileira.

Quem não assina a NET, pode ver e ouvir ao vivo pela Internet no site http://www.senado.gov.br/.

Na página principal, clicar no ícone da TV, ao alto à direita. Ou então, há ainda a antena parabólica.

Saudades da Varig

Está na Internet um novo vídeo é mais um feito para Homenagear aos Homens e Mulheres que fizeram a História da VARIG.

É uma homenagem a todos os Homens e Mulheres pela luta em prol da Maior Empresa Aérea Brasileira de todos os tempos.

http://www.youtube.com/watch?v=--JwN8CCaxc

Bela jogada

A Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), responsável hoje por 88% do volume de transferências bancárias, quer reduzir os limites das transferências eletrônicas (TED), hoje em R$ 5 mil.

Também planeja concentrar as operações de pagamento realizadas em celulares e padronizar sistemas de arrecadação tributária, substituindo boletos por meios eletrônicos de cobrança.

Os bancos estão incentivando as transações eletrônicas, porque elas hoje são lastreadas em títulos público, e não em dinheiro.

Briga de banqueiro grande

A disputa pelo banco americano La Salle pode reabrir a maior fusão entre bancos da história.

Incluído na operação Barclays/ABN, foi vendido para o Bank of América, mas é objeto de desejo do Royal Bank of Scotland, líder de consórcio de que faz parte o Santander.

Cobrando do ABN mais informações sobre as condições do negócio, o Royal Bank está agora estudando fazer uma contraproposta.

Marketing para tarados

Tem gente que não acredita que o mundo seja movido por poder, dinheiro e sexo.

A revista Sexy, que chega às bancas na próxima segunda-feira, com a ex-BBB Flávia Viana, esbanjando a sensualidade de seus 23 aninhos, tem uma novidade de marketing.

Retirando o adesivo da capa, Flávia aparece nuazinha.

A moça assinou contrato com a poderosa Rede Globo para ser assistente de palco de Luciano Huck.

Reduzindo a mordida

A Câmara dos Deputados aprovou ontem a medida provisória que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 4,5 % ao ano, até o ano de 2010.

A medida, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), também altera leis tributárias prorrogando benefícios e prazos.

Agora, o assunto tem de ser apreciado pelo Senado.

Dúvida fiscal

Um Auditor da Receita Federal foi acionado para tirar a seguinte dúvida de um contribuinte:

"Sou corinthiano e pago carnê de sócio. Estou fazendo minha declaração de Imposto de Renda. Como pago a prestação todo mês, devo lançar o Corinthians como meu dependente?".
Resposta dos Auditores da Receita:

Claro que não. Somente deve lançar dependente na Declaração de Imposto de Renda quem ganhou alguma coisa em 2006 . No seu caso, uma simples Declaração de isento é o suficiente”.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos