sábado, 30 de junho de 2007

Compadrio e Armação

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Diz velho ditado que “Panela em que muito se mexe, ou sai insossa ou salgada”. Mas ainda não se conhece o timbre ou medida exata da panela do Poder Legislativo brasileiro. O que se sabe é que de lá não tem saído nada que preste, desde que se começou a cutucar, mesmo sem aprofundar o mexedor.

Claro que existem figuras de escol no Congresso Nacional, pois toda regra tem exceção. Tanto de um lado (Câmara dos Deputados), quanto do outro (Senado), é possível encontrar pessoas agindo com seriedade. Mas a verdade é que gente assim é contada nos dedos. E talvez nem seja preciso utilizar os dedos das duas mãos.

Se for perguntado: “-Afinal, quem presta?” A memória atuará de forma seletiva e irá mergulhar na visualização dos 81 integrantes do Senado. De imediato, surgem os nomes dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Peres (PDT-AM).

Cada um de nós tem defeitos a enumerar que se perdem de vista, dependendo do lado de quem observa. Pedro Simon e Jefferson Peres podem não ser exemplos de pureza absoluta, mas têm agido com honestidade e desempenhado com honra os seus mandatos.

Há alguns dias, logo no início da crise que revelou a boiada de Renan Calheiros (PMDB-AL), Simon subiu à tribuna e disse que quando falou no nome de Jefferson Peres para presidir o Conselho de Ética, riram na cara dele.

Somente por este fato, dito por um homem do quilate do ex-governador gaúcho, pode se avaliar integrantes da chamada Câmara Alta. No lugar do senador pelo Amazonas, preferiram colocar o suplente da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), Sibá Machado (PT-AC). Ele até já renunciou.

Sem ter recebido um só voto para ocupar tão relevante cargo, Sibá, que quando jovem trabalhou como coveiro, empenhou-se em se envolver nos maiores conchavos, com o objetivo de salvar o presidente do Senado e sepultar de vez qualquer esperança de que agiria com a dignidade que a situação exige.

O Conselho de Ética não serve para nada. Na sexta-feira (29), o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), propôs, inclusive, mudar a sua composição. Ele defende que cada legenda, se tiver no mínimo três senadores, possa indicar um titular e um suplente, evitando o domínio de partidos sobre outros, como agora acontece.

No Conselho de Ética, dormita pedido de cassação do senador Romero Jucá Filho (PMDB-RR), bem fundamentado, provando por A mais B que ele falsificou documentos ao tentar se livrar de pedido de cassação anterior.

Até hoje não se investigou séria denúncia efetuada pelo jornal Folha de S. Paulo, mostrando que sua excelência quebrou o decoro parlamentar ao efetuar empréstimo milionário junto ao Basa – Banco da Amazônia S/A.

Naquele empréstimo, o senador Filho, de acordo com reportagens publicadas no jornal, apresentou como garantia sete fazendas inexistentes no estado do Amazonas, deixando a instituição financeira a ver navios.

Como é que se consegue brecar a violência que se dissemina pelo país, punindo-se ladrões de galinha e assaltantes de rua, se no Senado existem integrantes que carregam milhões de reais dos cofres públicos, é denunciado por jornal importantíssimo como a Folha e tudo parece cair no esquecimento?

Há um processo de saturação que pode aumentar o nível de violência. Ninguém agüenta mais tanta injustiça. É preciso que se grite “Basta” a tudo isso. Fala-se em Renan e Roriz, mas falta outro “R”, o de Romero Jucá Filho nas investigações.

Márcio Accioly é Jornalista.

A Triste História de uma Nação

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Luciano Blandy

Hoje, quero escrever um pouquinho acerca de uma nação que eu conheço e da triste sina que caiu sobre ela.

Esta nação, alegre e pacífica, ocupa uma terra com imensas riquezas naturais que despertam a cobiça de outras grandes e poderosas nações do mundo. Em razão disso, tem visto seus recursos serem diuturnamente solapados e enviados ao exterior, sem que nada se faça a respeito para barrar tal pilhagem;

As forças armadas desta nação encontram-se prostradas, subjugadas e sucateadas, sem possibilidade de reação eficaz à gatunagem diuturna que todos presenciam.

O povo desta nação têm sido diuturnamente massacrado pela violência que assola a totalidade de seu território. Dezenas morrem ou são feridos todos os dias vítimas de grupos armados e treinados em técnicas de guerrilha. Não bastasse isso, a sofrida população verifica ser cada vez mais difícil sobreviver e crescer dignamente. Quando não são os celerados que lhe destroem o fruto do trabalho, é o próprio Estado que o faz.

A classe política não guarda mais qualquer representatividade com os anseios desta nação e de seu povo, governa e legisla em prol de interesses próprios ou de agentes internacionais e de forma totalmente contrária àquilo que a maioria da população entende como justo e correto.

Esta nação está sendo gradualmente submetida a um sistema de Estado e de Governo avesso às suas tradições e à sua história e, embora seu povo não deseje tal destino, não consegue se organizar eficazmente e lutar contra ele.

Esta nação, lançada a tão terrível destino e fadada a extinção como nação livre, soberana e independente atende pelo nome de IRAQUE!

Estou certo que muitos dos leitores pensaram que falava eu do Brasil, mas nossa situação, infelizmente, é muito pior. Vejam:

Assim como eles, nós estamos sendo pilhados em nossas riquezas naturais, porém, os vizinhos do Iraque se insurgem contra essa situação manifestando internacionalmente sua contrariedade a ela, ao passo que no Brasil alguns de nossos vizinhos não só apóiam a dilapidação de nosso patrimônio, que aqui é feita com a conivência e colaboração de gente que se diz brasileira, como ainda partilham o butim.

As nossas Forças Armadas, como as do Iraque encontram-se em estado de absoluto abandono, sofrendo humilhações constantes em seus brios e mais caros princípios, com o agravante de que, ao contrário das deles, as nossas não foram vencidas em nenhum conflito armado por uma superpotência estrangeira, sendo alvo de ação de desmantelamento consciente e planejada internamente.

Nosso povo, como o iraquiano, é massacrado diariamente por uma criminalidade cada vez mais audaciosa. Aqui, contudo, a situação é mais grave, porque, além do fato de que aqui morre mais gente do que lá, ao invés de repressão, os facínoras contam com a complacência do governo instituído, fundada em preceitos ideológicos ultrapassados. Quando não é massacrado pela marginalidade, o cidadão brasileiro ainda sofre com o achaque estatal, dedicando mais de cinco meses de seu trabalho suado para sustentar uma carga tributária escorchante que não se reverte em absolutamente nenhum benefício a ele.

Tal qual ocorre no Iraque, nossa classe política não traduz em nada os anseios da nação e do povo. A diferença é que lá, as decisões políticas são submetidas diretamente às forças de ocupação, enquanto aqui, lamentavelmente, os políticos tomam decisões em benefício próprio e mesmo quando atendem aos anseios de grupos internacionais, o fazem visando exclusivamente a sua riqueza pessoal.

Aqui, como lá, a nação está sendo submetida contra a sua vontade, a um sistema do qual não está acostumada e que é avesso às suas raízes culturais. No nosso caso, contudo, a situação é muito mais grave, porque enquanto lá se submete uma nação inteira à um regime de governo – a democracia – aqui estamos sendo paulatinamente submetidos a um regime puramente de poder, qual seja, o vetusto comunismo de inspiração leninista/stalinista.

É essa a situação em que vivemos. O que fazer? O povo, dia a dia crê menos em uma solução eficaz e se acostuma com o que não deveria sequer aceitar.

Só nos desviaremos do lamentável destino que já nos aponta como certo, se quebrarmos paradigmas e abolirmos os ridículos protocolos do “politicamente correto”.

Está apontado, talvez, o caminho a ser seguido: A defesa intransigente e sem floreios políticos dos preceitos básicos de uma sociedade democrática de direito: A livre manifestação do pensamento, a propriedade privada e a economia de mercado.

Se concordarmos que é isso o que deve ser feito, resta perquirirmos como fazer. Ora, um soldado, sem o fuzil, é apenas alguém com conhecimento de combate que não pode combater. Da mesma forma, um fuzil sem o soldado é um pedaço frio de aço com capacidade de ser letal. É necessário que ambos se unam para que surja uma arma eficaz.

O Brasil de hoje é composto de idosos e jovens igualmente infelizes com o estado das coisas. Experiência e vitalidade. Calma e ímpeto. Vivência e sonhos. Memória e esperança. É preciso que tracemos juntos um outro destino para o Brasil, deixando de lado os nossos projetos pessoais, os anseios, as questões e conceitos ideológicos, as pequenas rusgas e discordâncias pessoais.

Precisamos definir uma forma de salvar o Brasil do trágico destino que desponta em nosso horizonte. Que os mais velhos emprestem sua sabedoria aos mais novos como o soldado empresta sua argúcia ao fuzil e que os mais novos aceitem os caminhos mostrados pelos mais velhos, como o fuzil aceita o manuseio do soldado. Juntos – soldado e fuzil – que bradem no campo de batalha que aqui delineamos: BRASIL ACIMA DE TUDO!

Luciano Blandy é Advogado.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

PM procura por três mísseis terra-ar que narco-terroristas do Alemão usariam para atingir helicópteros ou aviões

Segunda Edição terra-ar de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Exclusivo - A Polícia Militar do Rio de Janeiro procura por um armamento de alta periculosidade em poder de bandidos do Complexo de favelas do Alemão, na Zona Norte. Os narco-terroristas têm três mísseis terra-ar (mesmo usado na guerra do Iraque).Cada armamento, que custa uma média de US$ 30 mil dólares, atinge um alvo a 100 quilômetros de distância. O Alemão tem alcance visual para o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, que precisou ser fechado, na segunda-feira passada, por causa da ameaça dos terroristas. O míssil que mede menos de um metro, persegue ondas de calor.

Dois angolanos são procurados pela Polícia. Sabe-se que eles operam em parceria com as FARC (As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A intenção dos marginais é derrubar helicópteros da polícia. Mas, para aumentar o poder de intimidação, podem até atingir aviões. O Serviço Reservado da PM enviou um documento à Aeronáutica, na segunda-feira passada, revelando que havia três mísseis terra-ar capazes de derrubar aviões, para criar um clima de terror na véspera do PAN 2007. A PM apreendeu celulares dos bandidos, com fotos dos armamentos. Tudo é mantido sob sigilo. Não deveria ser divulgado pela imprensa.

A PM obteve escutas de conversas telefônicas de traficantes fazendo ameaças exageradas. As facções do Comando Vermelho pretendiam colocar uma bomba nos bondinhos do pão de açúcar e outra até para dinamitar uma área próxima do Cristo Redentor. O objetivo é gerar terror para o grande número de turistas no Rio de Janeiro, em função dos jogos panamericanos. O governador Sérgio Cabral Filho pediu que tais informações fossem mantidas em sigilo, para não gerar pânico. A super operação no complexo do Alemão, prevista para semana que vem, foi antecipada para esta semana, por causa da história dos mísseis.

O fato concreto foi que o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) teve as operações suspensas na manhã de segunda-feira passada. O motivo alegado foi um tiroteio no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, próximo do terminal, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Rio. No confronto, três bandidos morreram. Mas o motivo real foi a descoberta da existência dos mísseis. Em comunicado oficial, a Aeronáutica informou que as operações não foram suspensas por causa do mau tempo na cidade, mas sim pelos tiros.

Sem motivos para comemorar

A identificação sobre os riscos de tais armamentos de guerra, em poder dos narco-bandidos, foi classificada pela cúpula da Polícia Militar do Rio de Janeiro como uma das mais bem sucedidas operações de inteligência dos últimos tempos.

A batalha do Alemão conta com levantamento aerofotográfico da região e o auxílio de 150 informantes.

Nada custa lembrar que já foi mais que confirmada a ligação entre os narco-terroristas do Comando Vermelho com as FARC colombianas.

O grupo faz parte do famoso Foro de São Paulo, o mesmo que foi fundado pelo PT, em 1990, e do qual o Partido dos Trabalhadores continua fazendo parte, em um balaio de gatos que junta partidos políticos e grupos de esquerda junto com narco-guerrilheiros.

O poder de destruição

O míssil pulveriza o alvo a mais de 3 mil graus centígrados, não sobrando nada.

Míssil terra-ar (SAM), mais conhecido como míssil superfície-ar, foi projetado para ser lançado a partir de plataformas de superfície (fixas ou móveis) para atingir aeronaves.

O SAM pode ser carregado e lançado por uma única pessoa.

Guerra real

O governo do Rio, afinado com a política federal de segurança pública, já prepara novas incursões para combater o tráfico e reassumir o controle dos morros.

Com ações cirúrgicas, a polícia pretende enfraquecer o primeiro escalão da droga carioca.

Mas os bandidos têm poder de fogo e vão reagir às operações.

Novos rounds

O secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, afirmou ontem que vai estender à Rocinha e a outras quatro favelas do Rio a mesma estratégia de uso da força empregada no Complexo do Alemão.

Beltrame informou que estão sendo planejadas megaoperações em comunidades onde o tráfico se impõe pela força, como Rocinha, Cidade de Deus, Jacarezinho, Mangueira e Complexo da Maré.

As cinco favelas apontadas como os próximos alvos teriam juntas um exército formado por cerca de 850 homens bem armados.

Considerado um dos alvos mais difíceis, por sua localização, só a Rocinha teria 200 traficantes e cem fuzis automáticos.

Direitos Humanos dos bandidos?

Entidades de direitos humanos e parentes de vítimas dos 19 mortos em ação policial anteontem no complexo do Alemão, no Rio, acusaram a polícia de ter matado inocentes e pessoas feridas, incapazes de reagir.

Com base em relatos de moradores, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, João Tancredo, sentenciou que a polícia cometeu "um massacre de civis".

Por que a turma dos “direitos humanos” não defendem, com mais veemência, os direitos humanos das pessoas que são vítimas cotidianas dos bandidos do Alemão e adjacências?

Bico do Fuzil

O secretário José Mariano Beltrame admite a existência e defende um combate imediato a um Estado paralelo nas favelas dominadas pelo tráfico.

O Secretário Beltrame prometeu que o estado não vai usar "o bico do fuzil" para conquistar o apoio dos moradores, mas, sim, programas sociais.

"Temos que agir, garantir o direito de ir e vir dos moradores".

Contribuinte sortudo ou privilegiado

Circula na Internet um e-mail muito sugestivo aos contribuintes.

1. Acessem o site da Previdência Social: http://www.mpas.gov.br
2. Acessem o link: Extrato para Imposto de Renda - IR
3. Digitem o número do benefício: 1025358780
4. Digitem a data de nascimento do beneficiário: 06-10-1945
5. Digitem as letras da imagem
6. Cliquem em: Consulta
7. Tcham! Tcham! Advinhem de quem é? Dele mesmo.

Como pode um cara se passar por anistiado político, se nunca o foi?
Como pode se aposentar, se nunca trabalhou?

Como pode se aposentar com 13,76 salários mínimos e não pagar um centavo de Imposto de Renda?

Quanto a não pagar um centavo de Imposto de Renda, consulte: http://www010.dataprev.gov.br/cws/contexto/irpf01/index.html e digite os dados fornecidos acima.

Uma pessoa que trabalha a vida toda e paga o 'top' do INSS aposenta-se com R$ 2.400,00, no máximo.

O sigilo do homem quebrado

Quem fizer a consulta pelo CPF, terá a seguinte resposta no sistema da Super Receita Federal do Brasil:

Prezado Contribuinte (CPF 070.680.938-68), LUIZ INACIO LULA DA SILVA Os dados da liberação de sua restituição estão descritos abaixo:

BANCO DO BRASIL
0427
01
Disponível a partir de: 15-06-2007

Caso a restituição não tenha sido creditada, ligue para a Central de Atendimento BB, 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades) ou entre em contato com qualquer agência do Banco do Brasil S.A. para solicitar/reagendar o crédito.

Em Brasília – DF - 20/06/2007 - 01:00

Vai dar processo

Em entrevista ao JB, Renan Calheiros acusou a ex-namorada Mônica Veloso e o advogado Pedro Calmon Filho de chantageá-lo em "R$ 20 a R$ 30 milhões".

Tudo para que a história da filha não viesse a público.

Mônica nega e quer processar Renan por tais declarações.

Não fica um, meu irmão...

O Conselho de Ética do Senado cada vez fica mais complicado...

Com base em um recibo e em perícia apontando fraudes em quatro licitações, o Ministério Público Federal acusa o novo presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de receber propina em troca de emendas ao Orçamento destinadas a obras em 1998.

O alvo de investigação da Procuradoria são três emendas do senador, do ano de 1998, que somam R$ 280 mil.

Defensor Geral do Renan

Na cerimônia de recondução de Antonio Fernando de Souza ao cargo de procurador-geral da República, ao lado de Renan Calheiros que estava presente, Lula criticou a forma como o Ministério Público e a Polícia Federal divulgam informações sobre suspeitos.

"Um perigo para a democracia é não termos o cuidado de pessoas serem execradas publicamente antes de serem julgadas".

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, alegou que a preocupação de Lula é defender "os princípios democráticos e os direitos individuais".

E o ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou desejar que Renan seja inocente: "É isso o que todos nós queremos e que o povo brasileiro quer".

Boi, boi, boi, da mala preta

Um bezerro fictício pintado de ouro dançava ontem à tarde na rampa do Congresso, ao som de uma rabeca nordestina, para ironizar o escândalo que atingiu o presidente do Senado.

Faixas e gritos de guerra pediram "cadeia" e cassação para os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Joaquim Roriz (PMDB-DF), outro parlamentar suspeito de corrupção.

O ato foi organizado pelo PSOL com apoio de representantes do PV, PSB e de movimentos sociais.

Aos gritos de "Boi, boi, boi. Boi da cara preta. Pega os senadores que encheram a maleta", os manifestantes conclamaram a população e a sociedade organizada a se unir ao movimento "Fora Renan".

Vingança da Helô

O PSOL foi ator de duas representações por quebra de decoro parlamentar contra os peemedebistas.

A ex-senadora Heloísa Helena (AL) estava presente ao ato e não fugiu a seu tom cáustico:

"Quando a palavra de ordem é acabar com todos os corruptos, seja ele Renan, seja Roriz, seja Lula, é nossa obrigação transformar a lama da corrupção em areia movediça para tragá-los da vida política".

Vítima de massacre?

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), suspeito de participação em suposto desvio de dinheiro do Banco Regional de Brasília (BRB), fez emocionado discurso, da tribuna do Senado, apelando a Deus e à Bíblia e se declarando vítima de "um massacre pela imprensa, injustiças e inverdades".

Roriz, flagrado em conversas gravadas pela Polícia Civil do Distrito Federal fazendo a partilha de R$ 2,2 milhões de origem desconhecida, alegou que nos últimos quatro dias ficou em casa, "chorando, com dores profundas no coração".

Roriz jurou que teve vontade de comparecer ao Senado e "renunciar ao mandato".

Teatro do Roriz

Roriz apresentou páginas em branco, assinadas, autorizando a quebra do seu sigilo bancário, fiscal e telefônico e pedindo à Polícia Federal que investigue suas contas bancárias "em qualquer lugar do planeta Terra".

O senador dramatizou: "Pensei em vir aqui e pedir desculpas a esses homens honrados que compõem o Senado e renunciar ao meu mandato, pela vergonha que invadiu minha alma. Lembrava do meu pai, homem honrado, perguntava 'será que minha mulher acha que eu sou um cafajeste, será que meus amigos estão acreditando nisso?'"

Acrescentou que só encontrou "forças na oração" e que, nos últimos dias, ficava "de joelhos, pedindo a Nossa Senhora forças para enfrentar esses desafios, essas maldades".

Boi expiatório?

O corregedor do Senado, Romeu Tuma, concluiu que são "insuficientes" os documentos apresentados pelo senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) para tentar demonstrar a licitude da partilha de R$ 2,2 milhões do Banco de Brasília.

Ou seja, os senadores querem oferecer Roriz para o abate, em troca de poupar o boi Renan.

O amor é lindo!

Hoje é dia de São Pedro.

E a Chefe de Redação do meu Coração completa hoje mais uma primavera.

Te amo, e Feliz Aniversário.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Jangada de Poucos Paus

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Interessante observar a opinião de jornalistas, em especial daqueles versados em economia, jurando de pés juntos que temos problemas na área política (e o nível de violência é preocupante), “mas os fundamentos da economia são bons e o país está se desenvolvendo”. Que raio de fundamentos são esses?

E muitos repetem tal cantilena, sem a menor preocupação de entender o que dizem. Claro está que profissionais da grande imprensa, pagos em contratos milionários e recebendo jabás de instituições bancárias, sabem muito bem o que escrevem.

O triste é constatar que conseguem convencer milhares de incautos, entre eles boa parte que passa necessidade e fome. Afinal, deve-se fazer a indagação, a economia está bem para quem, ó cara pálida?

Só se for para os bancos, que têm lucros bilionários todos os anos e para multinacionais que carregam recursos naturais do país, seja quem for o entreguista que ocupe provisoriamente a Presidência da República.

No resto, vai tudo muito mal, sim senhor! Os salários são baixíssimos, o dinheiro que se ganha não dá mais para pagar sequer o básico indispensável, e não é preciso ir longe, em qualquer cidade brasileira, para se observarem gatos e macacos colocados em redes de abastecimento d’água e de energia elétrica, em fraude declarada.

Na realidade, as despesas fogem a parcos limites do orçamento doméstico da população. Classes médias de várias faixas compram CDs e DVDs piratas a cinco reais, sem o pagamento de impostos e sem exploração, enquanto a miséria floresce a olho nu.

O sistema capitalista cresceu e se virou contra si mesmo, perdendo hoje bilhões e bilhões de dólares nesse tipo de “sangramento”, oferecendo de forma involuntária a oportunidade de sobrevivência à grande massa de excluídos oprimidos nas ruas.

Ai dessa podre organização social não fosse a fraude, a pirataria e bicos realizados dentro de sistema cruel, pois já estaríamos em ritmo muito maior de guerra civil do que o ora assumido.

Tudo isso, muito embora a violência tenha vindo para ficar. Daqui a pouco, até mesmo “autoridades” que aí se encontram terão a oportunidade de descobrir. Os exemplos impostos à chamada mundiça são os mais vergonhosos e alimentam o crime.

Os Poderes da República estão infestados de ratazanas defendendo a moral e os bons costumes na maior cara-de-pau! Chegamos a forma apurada de utilização do “duplipensar”, tese exposta pelo grande escritor inglês, George Orwell, que consiste em dizer uma coisa e fazer outra de maneira completamente diferente.

Dá-se um doce a quem disser com clareza onde se encontram os investimentos estrangeiros no Brasil. O que existe aqui é uma roubalheira sem fim. Prática essa que alcançou seu ápice na “administração” presidencial FHC (1995-2003), o qual desnacionalizou a economia em 78% e doou quase todas as estatais na bacia das almas.

Aqui não existe qualquer investimento, bastando observar como se deu o desenvolvimento da indústria automobilística, a partir da era Kubitschek (1956-61), louvado como estadista, mas na verdade um dos principais responsáveis pela derrocada.

O país não tem estradas, ferrovia ou navegação (seja pluvial ou de cabotagem), estando agora na iminência de perder acesso aos céus, já que equipamentos de vôo se mostram sucateados, os salários são irrisórios e o número de pessoas capazes de operar torres de controle nos aeroportos é insuficiente.

Diante disso, só um imbecil ou enganador poderia admitir a existência de perspectiva radiosa de futuro, dizendo que estamos na trilha do desenvolvimento.

Márcio Accioly é Jornalista.

Lula Resiste por Fora e Faz Água por Dentro

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Cesar Maia

Mais pesquisas publicadas, mais uma comemoração dos amigos de Lula e mais uma divulgação lúdica. As pesquisas sempre dizem mais no que tem por dentro, nos cruzamentos e nas séries que nas perguntas formais.

O eleitor, quando responde a uma pesquisa política, tem sempre na cabeça uma equação de primeiro grau: quem entraria em seu lugar? Mesmo longe da eleição. Um presidente ou governador/prefeito de grande Estado ou Cidade tem sua avaliação sempre relacionada com a alternativa a ele. E existindo essa alternativa, a carga da crítica aumenta, mesmo que essa alternativa fique calada. É como se o eleitor se sentisse como parte de uma força expressiva. É sinérgico.

As pesquisas - no que tem por dentro e nos cruzamentos- vão mostrando o governo Lula e Lula num processo de desgaste crescente, que ainda não se traduz em sua avaliação pessoal. É como se um edifício estivesse com rachaduras internas, mas as paredes onde elas estão fossem repintadas e por fora se vê um prédio sólido. Os sinais vindos das pesquisas são evidentes, tanto em relação a funções básicas de governo -saúde, segurança...- quanto ao comportamento do presidente (Vavá, etc...). Os analistas dizem: Lula resiste. Na verdade resiste externamente e faz água internamente.

A metástase de opinião pública, ou é impulsionada por uma explosão, ou se dá de forma progressiva. Por isso quando se publicam gráficos de pesquisa em série, pode-se notar as curvas de tendências. Por que o último ponto não é igual ao ponto do meio? Porque o processo de contaminação de opinião pública é progressivo. Lula vai se livrando dos problemas e jogando-os às feras: Delúbio, Dirceu, aloprados, Vavá... Mas novas rachaduras vão surgindo.

As últimas duas pesquisas nacionais - CNT e DEM - mostraram que o impacto do bolsa família é decrescente. Natural, pois quando se recebe pela primeira vez, se vibra. Mas meses depois se quer mais. Afinal 30 ou 50 reais não são o sonho de consumo de ninguém. Esta curva dos gastos assistenciais dos governos populistas é mais que conhecida. Vai se exaurindo no tempo. Hoje -garantidamente - as respostas cruzadas sobre a economia dão mais vitalidade ao governo Lula que o bolsa-família.

Os jornais dizem que os governadores - da base do governo - de outros Estados estão enciumados com os lançamentos do PAC no sudeste. Mas por que no Sudeste, deveriam se perguntar? Pelas razões acima, seja por reflexão, seja por intuição, seja por coincidência.

Se a oposição ler corretamente as pesquisas verá que este processo metástico já está iniciado desde 2005. Mas o edifício não cai sozinho em curto prazo se as rachaduras não aumentarem. Para isso a oposição deve conhecer as rachaduras e trabalhar sobre elas. E personalizar alternativas. Os governadores se inibem por sua condição. Se continuarem vão entrar novos personagens, por fora e o bom comportamento deles, será o desastre para eles em 2008.

O talento de Blair resistiu até o ponto que surgiu uma alternativa (David Cameron) hábil e contundente. Foi esta alternativa que ampliou as rachaduras. Sem ela não haveria Iraque que desmontasse Blair. As eleições de 2005 continham todos estes elementos. Diziam: - voto em Blair, mas estou doido para me livrar dele. É o que já dizem as pesquisas. Para leitores atentos.

Cesar Maia é Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Texto de seu Ex-blog de ontem.

Um Senado entre o Inútil e o Indefensável

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Pedro Porfírio

Para que serve o Senado Federal? Volto à pergunta a propósito dessa sucessão de trapalhadas que expõem a própria instituição legislativa perante uma sociedade cada vez mais perplexa, embora ainda muito passiva.

O questionamento é de ordem institucional. Há no mundo essencialmente dois modelos de Congresso: o bicameral, cuja maior expressão é o dos Estados Unidos, e o unicameral, adotado nos países, por coincidência, com melhor qualidade de vida e maior justiça social, como Suécia, Dinamarca e Finlândia.

Nos Estados Unidos, onde o sistema bicameral existe também em nível estadual, há um fato significativo, como citou Alaor Barbosa em seu estudo sobre o assunto: "quando as treze colônias começaram a se unir para lutar contra o despotismo da Inglaterra, primeiro organizaram, eletivamente, um Congresso Continental, composto de representantes de cada uma das colônias. Um Senado. Esse Senado, denominado Congresso, governou as treze colônias rebeladas, já em via de se converterem, cada qual delas, em Estado independente, durante a guerra de independência e mesmo durante os anos em que, após a independência durou a Confederação."

Casa simbólica

No país onde o Parlamento nasceu, a Inglaterra, o sistema é virtualmente unicameral, já que os poderes se concentram quase exclusivamente na Câmara dos Comuns, como observou Alaor Andrade em “A evolução política dos parlamentos e a maturidade democrática”, citado num completíssimo estudo de Peterson de Paula Pereira, procurador da República no Amazonas.

"A Câmara dos Lordes subsistiu até os nossos dias, como reminiscência da velha cúria medieval. Mas sua função política e legislativa sofreu, nos últimos cem anos, sucessivas limitações, em favor de um contínuo aumento de prestígio e força da Câmara dos Comuns, que é o elemento "autenticamente" popular do governo britânico. Além da câmara alta não participar da escolha do ministério, que é da competência exclusiva da maioria da câmara baixa, a função dos lordes na atividade legislativa ficou reduzida a muito pouco, após as leis de reforma parlamentar de 1911 e 1948, que lhe retiram o direito de apreciar quaisquer projetos de natureza financeira (money bills) e também proibiram que quaisquer resoluções aprovadas na Câmara dos Comuns sofressem alterações ou emendas na Câmara dos Lordes”.

No Brasil, desde sua origem, na Constituição de 1824, o Senado nasceu sob o vício do mandato vitalício e indiferente ao voto popular, de resto seletivo naquele então.

A República conservou essa “câmara alta” com acesso para os mais velhos e um mandato de 9 anos. Nesse período, além de ser um reduto para aposentadorias de luxo, o Senado abrigou também algumas eminências pardas do regime, como Pinheiro Machado, uma espécie de condottriere de sua época.

Na Constituição de 1934, a mais corajosa e de vida mais efêmera que tivemos, o Senado foi mantido, mas como um órgão de colaboração. Na ditadura do Estado Novo, o Congresso foi fechado e o Senado recriado como Conselho de Estado, integrado por ministros do Poder Executivo. depois da vitória oposicionista de 1974, Na ditadura militar, onde o Congresso foi cerceado abertamente, chegou a ganhar senadores “biônicos”, escolhidos de forma indireta.

Casa de privilégios

A partir da Constituição de 1946, o Senado se converteu numa casa legislativa de incríveis privilégios, abrigando principalmente políticos que haviam passado por governos de Estado ou recorriam ao “mandato majoritário” como forma de ter um mandato mais longo, sob pressão mínima e o pretexto acadêmico de uma representação qualitativa diferenciada.

O senador ganha mandato de oito anos e, quando há disputa de duas vagas, o eleitor pode dar dois votos, facilitando escolhas nada representativas. Além disso, a partir da Constituição de 1988, cristalizou-se a maior violência contra a vontade popular: um senador carrega dois suplentes que o eleitor desconhece, mas que podem virar legisladores sem um único voto.
Na prática, o Senado é uma outra Câmara Federal, com maiores distorções. Sob o manto da representação por Estados, um senador tanto pode representar 7 milhões de eleitores - os de São Paulo - como 200 mil, - os dos antigos territórios.

Embora senadores sérios como Pedro Simon entendam que a sua é uma “casa revisora”, a sua existência como segunda Câmara de Deputados com mandatos duplicados e representação duvidosa tornam mais graves os desvios de conduta de seus titulares. Enquanto um deputado começa a se preocupar com a reeleição no dia que toma posse, no Senado esse sentimento crítico é dispensável.

Primeiro, pelos oito anos, depois pelo caráter majoritário de sua escolha: um político que não logrou ser reeleito vereador no Rio de Janeiro em 1996, ganhou o mandato de senador dois anos depois, em função da aliança estabelecida para a eleição de governador.

O que vem acontecendo hoje no Senado mostra que sua blindagem é muito maior, permitindo que o próprio presidente da Casa comande o seu julgamento diante de desvios de conduta que saltam à vista, graças ao que o seu Conselho de Ética foi para o beleleu e o senador Joaquim Roriz, flagrado ao telefone numa conversa imoral de divisão de propinas, se sinta à vontade para dar versões estapafúrdias sobre seu delito.

Por muito menos, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, teve que renunciar ao mandato e ainda foi punido pelos eleitores do seu Estado, que lhe negaram os votos para voltar àquela casa.

O currículo de um Senado caríssimo e praticamente inútil é tão comprometedor que, em toda a sua história, apenas um senador teve o mandato cassado – o empreiteiro Luiz Estevão, de primeiro e único mandato.

Nessa mesma casa, aconteceu um episódio insólito: o senador João Capiberibe, um homem de bem, perdeu o mandato no TSE por conta de uma denúncia da compra de dois votos, e uma pressão orquestrada do senador José Sarney, serviçal confesso da ditadura, que traiu quando apagaram a luz.

Se hoje o país está indignado com o espetáculo deprimente na nossa “Câmara Alta”, o que posso dizer é que nada disso me surpreende: a democracia representativa é mais vulnerável do que se supõe e, como disse Rousseau, a representação parlamentar está longe de ser verdadeiramente representativa. Exemplo escandaloso disso é esse Senado brasileiro, que transita entre o inútil e o indefensável.

Pedro Porfírio é Jornalista e Vereador no Rio de Janeiro. Artigo publicado na Tribuna da Imprensa desta sexta-feira.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Custo da Classe Ociosa: estudo revela que cada brasileiro paga R$ 32,49 por ano para manter 594 congressistas

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Já definida como “ociosa”, a classe política é muito cara ao cidadão brasileiro. O custo médio com os 594 parlamentares é de R$ 10 milhões por ano. O custo anual por habitante do Legislativo brasileiro é de R$ 32 reais e 49 centavos. O Congresso brasileiro gasta exatos R$ 11.545,04 por minuto com os 513 deputados e 81 senadores. O custo do mandato de cada um dos 513 deputados federais é de R$ 6 milhões e 600 mio reais por ano. Já o custo anual de cada um dos 81 senadores é de R$ 3 milhões e 100 mil reais.

As contas são da ONG Transparência Internacional. Um estudo inédito revelou que o Congresso brasileiro gasta R$ 11.545,04 por minuto com os 513 deputados e 81 senadores. De acordo com a pesquisa, se o Congresso Nacional mantivesse o mesmo orçamento e gastasse um valor compatível com o europeu, o Congresso brasileiro deveria ter 2.556 parlamentares. Nos legislativos europeus mais o Canadá, a média do custo por parlamentar é de cerca de R$ 2,4 milhões por ano. O orçamento de R$ 10 bilhões do Congresso brasileiro só perde, no mundo, para o dos EUA.

O custo por habitante do Legislativo brasileiro só perde para dois países. A população da Itália gasta R$ 64,46, e da França, R$ 34 por habitante com seus parlamentares. Com um orçamento de mais de R$ 6 bilhões para 2007, o congresso brasileiro só perde em números totais para os Estados Unidos. Os norte-americanos prevêem gastos de R$ 8,1 bilhões neste ano nas duas casas legislativas. Porém, se levado em consideração os níveis de riqueza dos países pesquisados, o Brasil é o País que mais gasta com os parlamentares.

O Custo Renan

Sem pensar nos custos da classe ociosa, e muito a contragosto, temendo que o desgaste da classe política acabe prejudicando diretamente seu desgoverno (que só vai bem nas pesquisas amestradas), o presidente Lula enfiou seu dedo na crise do Senado para tentar garantir a permanência de Renan Calheiros na presidência da Casa.

Depois de uma reunião com Calheiros, durante 40 minutos, no Palácio do Planalto, Lula cobrou dos aliados apoio a Renan, em nome da governabilidade, e já operou “milagres”.

Após mais de 12 horas de negociações e várias articulações frustradas, PMDB e PT se uniram na noite de ontem para eleger o senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), aliado de Renan, como presidente do Conselho de Ética.

Vitória da base aliada

Foi uma vitória da maior bancada da Casa, o PMDB, que tem 20 integrantes, com o respaldo do PT, que se recusou a entregar a presidência do conselho à oposição.

Candidato de última hora, Quintanilha derrotou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), por 9 votos a 6.

Dos 16 membros do conselho, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) foi o único que não apareceu - ele não tem suplente.

Maldita gravação

Nem a divulgação de uma gravação, pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, conseguiu freiar os defensores de Renan Calheiros.

A gravação é um forte indício de que Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, pagou despesas de campanha eleitoral do presidente do Congresso.

Foi mais um diálogo comprometedor de Gontijo com a jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha fora do casamento.

Financiamento de campanha

O lobista diz que Renan fazia campanha de maneira audaciosa, indo para a rua "num sol de rachar", mas "pedindo pra Deus e todo mundo".

A jornalista pergunta se o "pedido" era para "pagar a conta" da campanha, e Gontijo responde:

"É sempre assim: 'Cláudio, arruma aí, pede emprestado'".

Mentirinha

O senador Renan sempre jurou que Gontijo era apenas um amigo e que jamais lhe pediu para pagar despesas pessoais.

O advogado da jornalista, Pedro Calmon Filho, alegou que decidiu divulgar a gravação - feita em março de 2005 -, "para que não haja mais especulação sobre o assunto".

Playboi

O Macaco José Simão não perdoa mesmo.

Se a Abril realmente confirmar o convite para que a jornalista Mônica Veloso dê o ar de suas curvas nas páginas da revista Playboy, a publicação terá de mudar de nome.

Terá de se chamar “Playboi” – por causa dos problemas com as notas geladas do gado negociado pelo ilustre senador Renan Calheiros, que descobriu a moça bem antes da Playboy.

Boi expiatório

Para poupar Renan, o “boi” expiatório será o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou ontem que as denúncias contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) são graves.

Tuma requisitou ontem cópia da documentação policial que envolve o nome de Roriz, além de acesso às gravações telefônicas nas quais ele aparece negociando partilha de dinheiro de origem ignorada com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura - suspeito de ter desviado R$ 50 milhões do banco.

Em tese, Tuma avalia que as denúncias configuram quebra do decoro parlamentar, o que implicaria a abertura de um processo que pode culminar na cassação.

Roriz foi flagrado em escutas telefônicas negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura.

Manobras, conchavos e ameaças

O senador Renan Calheiros obteve vitória parcial na tentativa de barrar o processo que pode levar à cassação de seu mandato.

Primeiro, conseguiu que o plenário da Casa aprovasse o nome de Almeida Lima (PMDB-SE) para substituir Valter Pereira (PMDB-MS) no Conselho de Ética.

Em seguida, emplacou como presidente do colegiado um aliado fiel: Leomar Quintanilha (PMDB-TO).

"Esquadrão da morte moral"

O PSOL promoverá hoje, às 15 horas, no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, um ato contra a corrupção.

O partido defende a saída dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Joaquim Roriz (PMDB-DF).

O PSOL convoca ainda a população para participar do ato, que denominaram de "Fora Renan" e "Fora Roriz".

Para o PSOL, Renan, "como prática recorrente de manipulação na mesa do Senado", estaria adiando o julgamento do processo numa tentativa de se colocar como vítima de um "esquadrão da morte moral".

Recesso da Pizza

Além do presidente Lula, Renan Calheiros conversou ontem com os governadores tucanos José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais.

Na hora do almoço, também ligou para o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

A todos pediu que intercedessem junto às bancadas para ser inocentado no Conselho.

No telefonema a Arruda, Renan sugeriu que conta com o recesso do Legislativo, a partir do dia 15 de julho, para esfriar o caso.

Convencendo Lula

Na conversa com o presidente, Renan argumentou que ele e o governo estão sendo vítimas de uma "operação política" cuidadosamente planejada pela oposição.

"É um processo que não tem fim".

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), garantiu que o partido continuará solidário a Renan e que o Conselho de Ética deve desmembrar o processo para que outras eventuais dúvidas sejam apuradas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Caso de "Polícia mineira"

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deve notificar amanhã o deputado Mário de Oliveira (PSC-MG), que terá prazo de cinco sessões para se defender da acusação de ter contratado por R$ 150 mil um pistoleiro para matar o colega Carlos Willian (PTC-MG).

A representação pedindo a abertura de processo por quebra de decoro foi protocolada ontem pelo PTC.

No documento, o partido afirma que os dois parlamentares, que pertencem a Igreja do Evangelho Quadrangular, foram amigos durante 20 anos e se desentenderam porque "Oliveira teria ficado furioso com Willian por tê-lo complicado na Receita".

Mega negócio editorial

A família Bancroft, controladora de 64% do grupo de mídia Dow Jones, pode impedir a negociação de venda do The Wall Street Journal ao magnata anglo australiano Rupert Murdoch.

O dono da News Corp sugeriu a criação de um comitê independente, garantindo o poder sobre editores, mas não sobre o editor do jornal e da agência Dow Jones.

Murdoch teria o interesse de usar a marca Wall Street Journal na promoção de outros negócios, como o futuro canal Fox Business.

Se a família Bancroft concordar com a proposta de Murdoch sobre a questão editorial, as negociações partem para o lado financeiro.

Os sócios majoritários da Dow Jones recusaram em maio a oferta de US$ 5 bilhões feita pelo magnata das Comunicações.

Uma vez PE, sempre PE!

O 2º Batalhão de Polícia do Exército, em São Paulo, comemora seu 55º aniversário no próximo sábado, às 10 horas, no Quartel de Osasco.

Os recrutas incorporados receberão o Braçal da PE, cujo lema é “Uma vez PE, Sempre PE”.

A cerimônia será comandada pelo Tenente Coronel Ildefonso Bezerra Falcão Júnior.

Viva os Seqüestradores!

O Grupo de Estudos Carlos Marighella realizará no sábado, dia 30 de junho, a exibição do documentário “HÉRCULES 56”.

O filme, do diretor Silvio Da-Rim, narra o seqüestro do Embaixador americano Charles Elbriick.

A ação teve como objetivo libertar 15 presos políticos que partiram para o exílio no México a bordo do avião Hércules 56.

Logo após a exibição, haverá um debate com Manoel Cyrilo, um dos participantes do seqüestro do embaixador e depoente do filme.

A sessão acontece na Casa da cidadania, localizada na Rua Floriano Peixoto, 480 – Centro - em Ribeirão Preto, a partir das 14 horas.

A entrada é franca para "militares melancias" (só não sei o que significa tal frutinha).

PCC do EB

Depois do mega-aumento de DAS dado por Lula, o que beneficiou o bolso de militares em postos burocráticos no Ministério da Defesa, já circula uma piadinha, na Ilha da Fantasia, falando da criação de um novo partido político aliado do governo.

Tem a sugestiva sigla de PCC do EB, traduzida, maldosamente, como “Partido do Contra-Cheque do Exército Brasileiro”.

Segundo os gaiatos de plantão, com um cala-boca financeiro, as legiões da ativa neutralizam qualquer ataque ao governo, e passam a fugir, como o diabo da cruz, de grupos que pretendam fazer oposição mais radical ao governo Lula, entre os militares da ativa e da reserva.

Esta igreja é o Senado?

Bento 16 que me perdoe, mas esta piada da hora anda circulando na internet.

Um solteirona descobre que uma amiga ficou grávida só com uma oração que
rezou na igreja duma cidade próxima.

Uns dias depois, a solteirona foi a essa igreja para conferir o milagre com o Padre:

- Bom dia Padre.

- Bom dia minha filha. Em que posso ajudar?

- Sabe Padre, soube que uma amiga minha veio aqui e ficou grávida só com uma
Ave Maria.

- Não, minha filha, foi com um Padre Nosso, mas já o expulsamos do cargo.

Vida que segue...

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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Amigo de Lula preso pela Xeque-Mate revela que o presidente tem interesse na legalização do jogo no Brasil

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Por Jorge Serrão

O poderoso Lula da Silva tem todo interesse na expansão dos jogos de azar no Brasil, embora, no começo de seu governo, tenha jogado para a platéia, reprimindo os bingos, para parecer o contrário. Lula defende o crescimento dos bingos, e vê o setor com bons olhos como um “gerador de empregos”. Curioso é que estas “boas intenções” de Lula em relação à jogatina acabam de ser reveladas por um dos presos mais notórios na operação Xeque-Mate – a mesma que enrolou o primeiro-irmão Vavá.

Preso na custódia da Polícia Federal em Campo Grande, o empresário Nilton Cezar Servo revelou a repórteres de um jornal de Mato Grosso do Sul que é amigo de Lula, mas não do presidente. Servo jura que nunca se aproveitou da amizade para tirar vantagens. Servo contou que participou de aniversário do presidente. Confidenciou que foi Lula quem lhe apresentou Dario Morelli (famoso compadre do presidente e homem de “inteligência” do PT) e Genival Inácio da Silva, o Vavá. Os dois foram indiciados na operação Xeque-Mate. Servo responde por crimes de contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e falsidade ideológica.

Servo contou que uma figura foi decisiva para sua aproximação com Lula: o empresário paranaense Valter Sâmara, de 66 anos. Em 2002, Sâmara apoiou a campanha de Lula à presidência e o hospedou em sua casa. Servo abriu o jogo literalmente, e ressalvou que pediu a Lula, já eleito, em conversa telefônica, que regularizasse o jogo. Nesta época, o empresário Servo representava uma associação de donos de bingos. Servo salientou que voltou a cobrar do governo uma postura pró-bingo. Mas ressalvou que, nesta nova tentativa, quem lhe atendeu foi um secretário do presidente, que ele identificou como Aurélio. Do interlocutor veio a resposta do presidente, segundo Servo, de que o pedido tinha sido remetido ao ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, para que desse “atenção especial”.

Na interpretação de Nilton Servo, o presidente ficou em “saia justa” em relação aos jogos de azar. Tudo após as denúncias contra Waldomiro Diniz, ligado ao ex-ministro José Dirceu e flagrado pedindo propina ao empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Depois da entrevista de apenas uma hora, dada por Servo, na carceragem da PF, às repórteres Maristela Brunetto e Nadyenka Castro, do Campo Grande News, Lula não poderá dizer que não sabia de nada sobre o esquema do jogo no Brasil.

Zeca do PT complicado

Uma investigação, que corre sob sigilo de Justiça, pode complicar a vida do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT (1999-2006).

Em parceria com o Ministério Público, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) investiga as denúncias feitas pela ex-servidora Ivanete Martins sobre a existência de um esquema de caixa 2 com as verbas de publicidade durante os dois governos da Zeca do PT.

Os agentes fizeram buscas em nove endereços em Campo Grande – entre eles, a casa e o escritório do ex-secretário de Coordenação Geral de Governo, Raufi Marques (2004/2006).

Foram apreendidos documentos e computadores.

A denúncia

Ivanete aparece num DVD de 56 minutos onde detalha o que seria um esquema de desvio de dinheiro público através da subsecretaria de Comunicação, ligada à Secretaria de Coordenação Geral de Governo.

Segundo ela, havia uma “comissão” que variava entre 5 e 10 por cento de todos os contratos de publicidade e compra de notas fiscais para justificar serviços nunca feitos.

No DVD, ela afirma que o ex-governador Zeca do PT tinha conhecimento do esquema.

Mudando de conversaA ex-servidora da Subsecretaria de Comunicação no governo Zeca tentou desqualificar o DVD como prova em depoimento ao Ministério Público no último dia 15 de maio.

Ivanete afirmou que não sabia que estava sendo gravada e não falou sobre o conteúdo da gravação.

Mas o MP não desqualificou a evidência, e decretou sigilo nas investigações na semana passada, alegando que é para proteger os trabalhos e evitar vazamento de informações.

O MP também determinou que um policial militar fizesse a segurança da ex-assessora do governo Zeca do PT, mesmo não tendo sido feito nenhum pedido oficial de proteção.

Nossa Caixa 2?

O Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal afirmam haver "fortes indícios" da existência de um esquema de desvio de recursos públicos na Nossa Caixa, banco oficial do governo de São Paulo.

Os investigadores apontam a existência de esquema idêntico ao que fraudou os cofres do BRB, banco oficial do Distrito Federal.

As mesmas empresas, com procedimentos e contratos da mesma natureza, mas em valores superiores.

Lula aprovado

As causas da vergonha para o brasileiro não atingiram a imagem do presidente Lula.

Ele recebeu a segunda melhor avaliação desde 2005.

De acordo com a pesquisa CNT/Sensus, 64% aprovam Lula.

Problema de percepção

A corrupção e a violência são os problemas que mais envergonham o brasileiro.

Para 41,3% dos entrevistados, a corrupção é o principal motivo desse sentimento.

A violência aparece em segundo lugar, assinalada por 17,1%.

A pobreza é o terceiro item, citado por 12,7%.

A pesquisa CNT/Sensus, divulgada ontem, ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios.

Leiam os artigos:

Como Dois e Dois
e Brasileiros “cagam” para o Crime e para a Justiça?

Um já caiu...

Pressionado e sem conseguir dar andamento ao processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Siba Machado (PT-AC) anunciou ontem à noite sua renúncia da presidência do Conselho de Ética da Casa.

Durante o dia, sem conseguir um novo relator para o processo, Sibá afirmou que colocaria em votação hoje o arquivamento do caso.

É a terceira renúncia relacionada ao caso, depois da desistência de dois relatores.

A oposição cobra também investigação das denúncias contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF).

Saidinha

A cúpula do DEM (ex-PFL) decidiu pedir ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que se licencie do posto até que sejam concluídas as investigações contra ele.

O partido também pede a nomeação imediata de um relator para o Conselho de Ética.

Em meio à crise, o Conselho se reúne hoje, pela quarta vez, para tentar decidir se arquiva ou leva adiante o processo contra Renan - que se diz vítima de um "esquadrão da morte moral".

Fim do sigilo em alta velocidade

Um convênio assinado pela presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ellen Gracie Northfleet, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, permitirá que juízes de todo o País tenham acesso em 20 segundos a dados fiscais de investigados.

Para obter as informações, após tomar a decisão de determinar a quebra do sigilo, o juiz entrará na base de dados da Receita Federal por meio de um processo de certificação digital no qual ficará registrado o seu nome, horário do acesso e número do processo que originou a consulta.

Tanto Ellen Gracie quanto Jorge Rachid afirmam que essa inovação tornará mais rápido e seguro o processo de transferência de dados fiscais da Receita Federal para o Judiciário.

Ou seja, o sigilo fiscal acabou no Brasil. O Judiciário ganha ainda mais poder de pressão sobre os outros poderes. Afinal, informação é poder.

Velhos Comunas do Brasil

O Brasil "é o maior alvo" do comunismo na América Latina.

O presidente João Goulart é "um oportunista que ascendeu ao governo com o apoio da esquerda e tenta, desde então, aumentar seu poder pessoal ao fazer concessões, alternadamente, à direita é à esquerda".

Já Leonel Brizola se tornou "o líder demagogo antiamericano" brasileiro, "com propaganda fortemente financiada por industriais nacionalistas".

A avaliação sobre a situação das esquerdas no Brasil nos anos 60 é da CIA.

Tudo escancarado?

A agência de inteligência norte-americana, em documentos até então secretos.

Os dossiês foram divulgados na tarde de ontem e colocados no endereço oficial do órgão, http://www.cia.gov/.

São mais de 11 mil páginas abertas agora,

A maioria traz análises sobre a antiga União Soviética, a China e as relações entre os dois países nas décadas de 1950 a 70.

Divergências comunistas

Documentos secretos revelados pela CIA revelam que o líder cubano Fidel Castro e os soviéticos mantiveram divergências sobre a implantação de uma revolução comunista no Brasil no início dos anos 1960.

O capítulo que trata do assunto chama-se "A Batalha Sino-Soviética em Cuba e o Movimento Comunista Latino Americano".

O documento, datado de 1963, aponta um discurso de Fidel no aniversário da Revolução Cubana em 1961, no qual teria dito que as condições estariam dadas para implantar processos de guerrilha na região, principalmente no Brasil e na Venezuela.

No Brasil, isso fica evidente, diz o documento, quando Fidel conclama os brasileiros a recorrer à guerrilha para lutar contra "militares reacionários" que haviam provocado a renúncia do então presidente Jânio Quadros, em agosto do mesmo ano.

Desconfiança soviética

Mas os documentos da CIA também relatam a desconfiança soviética em relação às pretensões e métodos de Fidel.

"A atitude demonstrada pela União Soviética e sua aderência durante a primavera, verão e o começo do outono de 1961 aos chamados de Castro para construir o socialismo (na região) mostra uma renovada falta de confiança nele como alguém incontrolável e imprevisível".

O texto também revela que os soviéticos temiam que uma entrada "repentina e dramática" do comunismo, como a defendida por Fidel, pudesse assustar camadas pequenas e médias da "burguesia" a se juntar ao Partido Comunista Brasileiro.

Ação de Prestes

A CIA aponta, inclusive, que uma certa moderação de Fidel em relação ao país e à região a partir de 1963 poderia ter se dado por meio da interferência do então secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, Luís Carlos Prestes.

"Embora a principal preocupação de Prestes fosse assegurar um acordo com os cubanos para que parassem de apoiar dissidentes comunistas rivais no Brasil, também é possível que ele tenha pedido, em nome de Moscou, alguma moderação para a postura pública cubana em geral na América Latina".

Prédio da Bloch

O prédio da Bloch Editores, no Rio de Janeiro, pode acabar nas mãos da Universidade Salgado de Oliveira (Universo).

Em leilão realizado ontem, como a Universo é inquilina do imóvel até 2011, exerceu seu direito de preferência.

O lance foi de R$ 28.391.000,50.

Jaquiito vai pular...

Mas como o valor é inferior ao da avaliação inicial – R$ 37.701.508,65 –, o leilão foi condicional.

Ou seja: todas as partes envolvidas têm que aceitar o valor: Pedro Jack Kapeller, o Jaquito, sobrinho de Adolpho Bloch; pelo síndico da massa falida, Walter Soares; e pela juíza Maria da Penha Victorino, da 5ª Vara Empresarial do TJ-RJ, responsável pelos processos de dívida trabalhista da Bloch.

Se não for aceito, o prédio voltará a leilão.

Se todos concordarem, a Universo tem 15 dias para depositar 20% do valor total.

E os trabalhadores lesados?

A dívida total da Bloch gira em torno de R$ 300 milhões.

A dívida trabalhista, avaliada em R$ 33 milhões, é a menor delas.

Até agora, 650 processos já foram extintos.

Mais de 2 mil ex-funcionários ainda aguardam a resolução dos seus processos.

Vitória do You Tube

A justiça de São Paulo negou pedido do bispo Edir Macedo e da Igreja Universal do Reino de Deus para a retirada de vídeos do YouTube.

A ação da Universal argumentava que o conteúdo caracterizava crime de “difamação, calúnia e injúria”.

Entre os vídeos, estava uma série de reportagens da Rede Globo que mostravam imagens com o bispo explicando aos seus pastores como conseguir doações.

Atenuantes

O juiz Maury Ângelo Bottezini, da 31ª Vara Cível de São Paulo, entendeu que não havia provas e que as informações poderiam ser de interesse público, apesar de afirmar na sentença que “os danos decorrentes da inclusão das informações repudiadas pelos autores são perfeitamente indenizáveis”.

O fato de o bispo morar em Nova York também foi abordado.

O juiz lembrou que mesmo que a justiça nacional decidisse pela retirada do vídeo, o mesmo poderia não ocorrer nos Estados Unidos, onde estão os servidores do site.

A justiça também indeferiu o pedido da Igreja de impedir o Google Earth, ferramenta de localização do Google, de usar o símbolo da Igreja em seu sistema.

Vida que segue...

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Como Dois e Dois

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Os marginais de classe média alta, que agrediram de forma covarde a empregada doméstica no Rio de Janeiro, vão cumprir pena no mesmo presídio em que se encontram os que mataram o índio Galdino: nas ruas, shoppings e boates do país.

Para quem não se recorda, Galdino estava dormindo numa parada de ônibus em Brasília, capital do Distrito Federal, quando filhinhos de papai num carro possante o viram, decidindo, então, ir até um posto de gasolina comprar combustível para atear fogo no seu corpo. Sua vida foi destruída cruelmente!

Os cinco bandidos continuam soltos: Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves de Oliveira, Max Rogério Alves e Antônio Novely Cardoso. O quinto integrante do grupo de assassinos, Gutemberg Nader de Almeida Júnior, sequer chegou a ser detido na época, por ser “de menor idade”.

O Brasil, país governado e administrado por perigosas quadrilhas, faz tempo que ultrapassou ponto de reversibilidade. Estamos sendo conduzidos a desfecho dos mais desastrosos. Basta observar o registro da história para se ter noção do que ainda virá.

Num país onde a Justiça não funciona, onde ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça), flagrados vendendo sentenças e acumpliciados com meliantes, não são punidos, boa parte dos cidadãos começa a desenvolver a idéia de que a Justiça deve ser feita com as próprias mãos.
É assim que nascem grupos paramilitares, de extermínio e justiceiros, como os que já povoam grande parte do território nacional.

Em Pernambuco, desde o primeiro de maio deste ano, quatro jornalistas criaram uma página na internet (http://www.pebodycount.com.br/), onde registram, diariamente, homicídios cometidos no estado. Nesta terça-feira (26), o número estava em 630 mortes, o que dá uma média de mais de 11 corpos por dia.

Quando existirem páginas como essa, cobrindo os 26 estados mais o Distrito Federal, teremos real fotografia da ruína nacional. Tal desordem reflete impunidade em todos os níveis (com os péssimos exemplos oferecidos pelos mais altos escalões), o analfabetismo, o descaso social e a derrocada de um país que já foi do futuro.

Os poderes se encontram desacreditados e afundando na desmoralização nos menores episódios e detalhes. Veja-se o caso do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que se pretende acima da lei e da ordem e reina absoluto.

O Conselho de Ética do Senado é um órgão de fancaria. O corporativismo não permite a punição de nenhum malfeitor, por mais fortes que sejam provas e argumentos. O mesmo acontece na Câmara dos Deputados, onde mensaleiros e sanguessugas, flagrados com a mão no dinheiro público, são absolvidos em plenário.

Recentemente, a Polícia Civil de São Paulo descobriu até mesmo um plano para assassinar o deputado federal Carlos Willian (PTC-MG), elaborado pelo também deputado federal Mário de Oliveira (PSC-MG).

O caso já foi enviado para o STF (Supremo Tribunal Federal), porque os dois têm direito a foro privilegiado. Significa que tudo deverá ficar por aí mesmo e ninguém será punido.

Se não se tomar providência imediata, o cenário corre o risco de se desmontar velozmente. Existe preocupação muito grande, em setores militares, mas tudo em fase embrionária. E o problema está a exigir completa mudança de rumos.

Não dá mais para ficar como está. A menos que se queira a consolidação de grupos paramilitares, no aplauso da população, fazendo Justiça com as próprias mãos.

Márcio Accioly é Jornalista.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Brasileiros “cagam” para o Crime e para a Justiça?

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

A criminalidade, a violência, a impunidade, a corrupção e a injustiça atingem um nível escatológico no Brasil. Convido cada leitor a fazer um exame de consciência e responder a si mesmo, com toda sinceridade a uma gravíssima questão. Até que ponto cada um de nós, brasileiros, somos coniventes ou lenientes com o crime, a violência, a impunidade, a corrupção e as injustiças? Responda, refletindo sobre o conceito de governo do crime organizado – que é a associação, para fins delitivos, entre a classe política, membros dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e criminosos de toda espécie, para usurpar o poder do Estado e praticar crimes contra a sociedade.

A pergunta é cabível diante de variados acontecimentos recentíssimos de nosso escatológico cotidiano. O Diretor-Geral da Polícia Federal resolveu desabafar. Chamou a imprensa, pediu que desligassem câmeras e gravadores, e soltou o verbo: “Não existem valores absolutos, a privacidade de um delinqüente deve ser invadida sim em defesa dos interesses da sociedade. Mas existem outros valores constitucionais, como o direito à vida, ao patrimônio público e ao patrimônio pessoal, que devem ser verificados para que a sociedade tenha preservados os seus valores". Foi o comentário do delegado sobre as investigações que miram servidores públicos corruptos e sobre mudanças na Lei 9.296/96, que autoriza a escuta telefônica.

Em resumo, o policial quis reafirmar tese de que não devemos ser coniventes ou lenientes com bandidos, concedendo-lhes privilégios. Nas entrelinhas, fica a lição de que não devemos negociar com bandido. Quem incorre neste erro se iguala aos criminosos, e ajuda ao crime a “evoluir” e se perpetuar. O velho provérbio caipira se aplica direitinho à realidade: “Quem se junta aos porcos, chafurda na lama”. Também vale o velho bordão do antigo radiofônico policial “Patrulha da Cidade” (da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro): “Quem não reage rasteja”. Comprovemos tais teses com tristes exemplos recentes de nosso escatológico cotidiano.

Um relatório do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes, divulgado hoje, revela que o Brasil tem 860 mil usuários de cocaína. Em percentuais, o estudo da UNODC calcula que 0,7% da população brasileira entre 15 e 64 anos de idade utilizava cocaína, em 2005. O Brasil apreendeu, no ano passado, 16 toneladas de cocaína. Em 2001, 1% dos brasileiros entre 15 e 65 anos consumia a droga. O índice subiu para 2,6% em 2005. Houve também aumento no consumo de anfetaminas, que chega a 0,7% dos brasileiros, e de ecstasy, consumido por 0,2% da população. Detalhe: estas são drogas típicas da classe média.

A Polícia Federal confirma que o número ficou 6% acima do ano de 2004. Só por comparação, na Colômbia, foram apreendidas 217 toneladas. Mas tais números são o “de menos”. O mais grave é: quase um milhão de brasileiros são coniventes com o tráfico. “Consomem, logo o tráfico existe”. O dilema é cartesiano. Não temos uma política pública de conscientização sobre o uso e abuso de drogas. Que droga!

Outro exemplo de grave complacência com o crime vem do Rio de Janeiro. Um casal de tenentes da Força Aérea teve seu Ford EcoSport “seqüestrado” por bandidos no final de semana. Os bandidos cobraram um resgate para devolver o veículo. Os militares aceitaram. Negociaram com os marginais, “pagaram o resgate” e recuperaram o carro. Parêntesis: militares não deveriam negociar com bandidos. No domingo, quando se dirigiam à 35ª DP (Campo Grande) para informar a recuperação do carro foram vítimas (no mínimo) do despreparo de nossas forças policiais. Na rua Pontes Leme, eles foram interceptados por PMs, que identificaram o “carro roubado”. Como os oficiais da FAB não pararam, os policiais disparam mais de 30 tiros contra eles. Pelo menos 20 atingiram o veículo.

Para piorar agravar a estória, os PMs estavam fora de sua jurisdição, em área de policiamento do regimento de Polícia Montada (RPMont). Agora, estão em prisão administrativa. Inconsolável está a família da primeira-tenente Larissa Carolina, de 26 anos. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu. Seu marido, o também primeiro-tenente Douglas Goshniyshi Marques, de 26 anos, recupera-se dos tiros que levou. A Aeronáutica abriu inquérito para apurar o que realmente aconteceu com os oficiais lotados no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial (Binfae) do Campo dos Afonso.

O pai de Larissa, um militar reformado, que vinha em outro carro, atrás do deles, assistiu a toda a cena do fuzilamento. E também deve ter participado da “errada” negociação com os bandidos, antes da tragédia acontecer. O único fato concreto é: todos, policiais militares e oficiais da FAB, estavam no lugar errado, na hora errada, fazendo a coisa errada. O destino costuma ser implacável com tantos erros em cascata. Que Deus tenha piedade dos pecadores de Campo Grande. Por que será muito difícil ter piedade ou misericórdia dos jovens pecadores da riquíssima Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Cinco jovens de classe média alta produziram uma das maiores barbaridades dos últimos tempos. Confundiram uma doméstica (que esperava um ônibus no ponto) com uma prostituta e a encheram de porrada. De quebra, também roubaram a bolsa de Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos. No julgamento medieval da pervertida mente dos moleques, a “mulher da vida” teria direito a apanhar. Por quê? Só a ignorância deles explica.

Para tornar a estória ainda mais grave, o pai de um dos agressores (curiosamente, um jovem estudante de Direito) saiu em defesa do pobre filhinho com uma tese macabra. “Manter estas crianças presas é desnecessário. Eles estudam, têm famílias e não são bandidas”. O empresário Ludovico Ramalho Bruno, de 47 anos, exagerou na dose de irracionalismo e foi mais além: “Existem crimes piores. Eles não podem se misturar com bandidos na Polinter. Bandidos estes que estão diariamente trocando tiros com policiais em morros como o da Vila Cruzeiro. Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa. Mas não é justo manter presas crianças que estão na faculdade, estudando, trabalhando. Vão acabar com a vida deles. Peço ao juiz que dê uma chance aos nossos filhos”. O pai admitiu que “o álcool ou a droga podem ter sido fatores motivacionais para tamanha brutalidade”.

Detalhe: desta tivemos notícia. Muitas iguais a esta são cometidas, e ninguém fica sabendo. Sirley ainda teve de explicar ao filho de três anos de idade o que lhe acontecera. O pequeno João Gabriel acordou chorando, e perguntou quem tinha feito aquilo com ela. Agora, o menino se agarra na saia da mãe e nem quer ela saia de casa para trabalhar. A doméstiva está com fratura no rosto e sente muita dor de cabeça. Por isso e muito mais, merecem punição exemplar os jovens Felippe de Macedo Nery Netto (de 20 anos, estudante de administração), Júlio Junqueira (de 21, estudante de gastronomia), Leonardo Andrade (técnico de informática, de 19 anos), Rodrigo Bassalo (estudante de turismo, de 21 anos), além de Rubens Arruda (estudante de Direito, de 21 anos, cujo pai elaborou a brilhante defesa exposta nas linhas anteriores). Todos vão responder por roubo e tentativa de assassinato.

Para encerrar o relato de tanta “merda social”, deveríamos falar dos senadores de Brasília. Mas hoje vamos poupar os leitores do tradicional dissabor ao qual os submetemos diariamente no Alerta Total. Vamos tratar de um caso escatológico literal. A “cagada” aconteceu ontem, dentro do cartório da 5.ª Vara Criminal de Jaú, cidade distante 47 quilômetros de Bauru, no interior de São Paulo. Não foi um “erro” judicial. Mas um protesto inusitado contra uma provável injustiça. O escriturário Romildo Segundo Giachini Filho, de 49 anos, abaixou a calça e defecou sobre a papelada do processo a que respondia. Pela “cagada” foi parar no 2.º distrito policial.

O escriturário fora condenado em 2005 num processo que apurou crime de posse ilegal de arma. Giachini Filho aceitou um acordo processual que determinou que, por 24 meses, ele deveria comparecer ao cartório da 5.ª Vara mensalmente, comprovando sua presença com uma assinatura no processo. Ontem foi o dia da última assinatura. Em vez de pôr fim ao caso, ele resolveu extravasar - literalmente. Além de defecar na papelada, ameaçou esfregar tudo “na cara do juiz e do promotor” que o condenaram.

O escriturário alegou ao delegado que defecou sobre o processo porque não se conformava com a condenação que, segundo ele, teria sujado seu nome, colocando-o como se fosse um marginal, o que ele não aceitava. Giachini Filho foi autuado em flagrante pelo crime de inutilização de documento público”. A pena prevista para quem “caga no processo” é de dois a cinco anos de prisão. Giachini Filho foi mandado para a Cadeia Pública de Barra Bonita.

Diante desse radical exemplo escatológico, cabe indagar, finalmente: E a punição para quem “caga” para o poder do crime, da violência, da impunidade, da corrupção e das injustiças no Brasil? Respondam: qual é a pena prevista? A pena simplesmente não existe, e, se existe, não é aplicada por aqui. Eis o motivo por que somos governados pelo crime organizado. Cagada maior, impossível. Feliz o País em que 64% dos entrevistados pelo Instituto Sensus aprovam o desempenho de Lula da Silva como Presidente da República. O desempenho do governo é considerado positivo por 47,5%.

Uma sociedade com tamanha “percepção” da realidade (considerando-se a pesquisa realmente verdadeira) suporta qualquer grau de escatologia. E vida que segue. Na merda, para quem gosta. Eu não gosto! E protesto, apertando o botão da descarga deste texto. O último a se indignar que feche a tampa do vaso sanitário.

PS – Nesta quarta-feira, voltamos com a edição normal do Alerta Total, no horário normal, mais cedo. A edição de ontem não foi para o ar por motivos de força maior em nossa Chefia de Redação. Um milhão de desculpas a minha meia dúzia de leitores.

Jorge Serrão é jornalista, radialista e publicitário, especialista em Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total (http://alertatotal.blogspot.com)

domingo, 24 de junho de 2007

Forças Ocultas e Forças Desarmadas

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Tem gente muito boa que jura que Papai Noel existe. Não só existe como é um símbolo do capitalismo que tem o rostinho igual ao do bom velhinho Karl Marx. O cara ainda se veste de vermelho. E, ainda por cima, distribui presentes, como se fosse um exemplo de socialista. Crer ou não crer no Papai Noel não é a questão de agora. O ceticismo maior do nosso Brasil atual é não acreditar, no fato objetivo, de que existem “forças ocultas” (ou nem tanto) agindo contra o Governo do Crime Organizado. O mal logo cairá - de tão podre. Pode ser antes, ou depois, do Natal.

Os políticos da nossa Ilha da Fantasia cercada de corruptos deveriam jogar seus telefones celulares no lago Paranoá. Sim, eles deveriam imitar o marido traído daquela piada manjada que prefere jogar o sofá pela janela para se livrar do chifre. A culpa só pode ser do “telemóvel” (como chamam, lá na terrinha, os celulares grampeáveis). A Polícia Federal deu um xeque-mate no primeiro-irmão Vavá. Agora, a Polícia Civil do DF mancha a aquarela do senador Joaquim Roriz. Tudo depois que o Renan Calheiros foi detonado pela ex-amante. Quem estaria por trás de tais ações da Polícia Federal contra a classe política? Eis a verdadeira questão.

Enquanto você pensa, damos outra boa sugestão aos habitantes desonestos do Planalto: Todos deveriam “relaxar e gozar”, jogando a culpa de todo o apagão aéreo nos 14 controladores de vôo punidos. O software do Cindacta não funciona direito, e os sargentos se transformam no “sofá” da história. Atacar as lideranças deles - que realmente agem como sindicalistas de resultados, com jeitinho de futura pretensão política – é desviar o foco sobre os verdadeiros responsáveis pelo caos no ar, no mar e na terra do Brasil.

Sem perda de tempo, é preciso deixar claro que os culpados de tudo foram os governos dos presidentes FHC e Lula. Foram eles os responsáveis pelos “desinvestimentos” criminosos nas Forças Armadas, que são a real causa dos apagões aéreos, e do descontrole em nossas fronteiras terrestres e marítimas que facilitam os tráficos de drogas e armas que são parceiros do Governo do Crime Organizado. Os dois presidentes, Lula e FHC, e seus respectivos ministros da Defesa, junto com os presidentes da Anac e da Infraero, deveriam ser enquadrados em crime de responsabilidade.

O problema é que as instituições brasileiras foram tão corrompidas pela ação do crime organizado que se torna impossível esperar que eles sejam capazes de alguma reação contra ele. Algum louco até propõe a ação, mas o Legislativo ou o Judiciário não deixam o processo acontecer ou ir adiante. "Parece tudo dominado" - como diriam os narco-bandidos pés de chinelo, que são as bolas da vez das nossas guerras urbanas, trabalhando para poderosos que se locupletam com a verdadeira gerência do crime organizado.

Sem misturar incompetência e corrupção, analisemos os fatos por partes. De novo, as escutas telefônicas comprometem mais um senador aliadíssimo do Palácio do Planalto. O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) foi flagrado em comprometedoras conversas, nas quais eram negociados bilhões que nem poderiam se transportados em um carro. O interlocutor dele era o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura. Ele está preso desde a semana passada, sob suspeita de comandar um esquema de desvio de dinheiro de cartões de crédito que chega a R$ 50 milhões.

A Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal, pegou em cheio o senador Joaquim Roriz e botou no rolo outro empresário queridinho do Palácio do Planalto: Nenê Constantino" (presidente do Conselho de Administração da Gol e dono de empresas de ônibus da capital federal).Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, revela uma movimentação referente a um cheque em nome de uma empresa agrícola supostamente para Nenê Constantino. Há um saque no BRB de R$ 2,231 milhões, coberto por um cheque em nome de uma empresa do ramo agropecuário, que seria nominal a ele. Mas a assessoria de Nenê Constantino garante que ele nunca teve conta na instituição nem jamais entregou um cheque de R$ 2 milhões a Roriz.

Vida que segue, seguindo no assunto “forças ocultas”, vale a pena um replay de um comentário deixado esta semana na (agora moderada) área de comentários do Alerta Total. O texto, que está circulando na Internet, fala dos militares e da atuação deles diante de crises institucionais como a que vivemos agora. Vamos analisar alguns trechos do comentário do nosso leitor que se “identificou” pelo nick (apelido) “Sargento da Marinha”.

“Pessoal, os militares não são bobos. Nós conhecemos o povo brasileiro. Qualquer atuação militar não é executada sem antes ter sido feita uma análise minuciosa da situação. Nenhum comandante militar inicia um movimento ou uma guerra, sem saber se terá condições de vencê-la. A atual conjuntura mundial e a globalização, não permitem uma intervenção militar no Brasil. A época de hoje é diferente da de 64. Naquele tempo havia apoio internacional para que aquele movimento ocorresse, pois o comunismo e o fascismo, já andavam dando as caras por aqui. Era do interesse da comunidade internacional que houvesse uma intervenção militar”.

O “Sargento da Marinha” vai além: ”Hoje é diferente, os tempos são outros. Os EUA jamais apoiariam uma nova intervenção militar hoje. O Brasil está do jeito que qualquer grande potência gosta. Suas forças militares estão fracas, o seu povo não possui patriotismo, o estado é corrupto, a população é desinformada e sem estudo, e etc”.

O Sargento da Marinha ainda desenha um cenário: Vejamos o que aconteceria hoje, se houvesse uma intervenção militar:

- Os políticos iriam iniciar discursos inflamados contar o regime, alegando que não haverá mais democracia (liberdade para que possam fazer suas libertinagens corruptivas);

- O povo iria para a rua protestar. Levados por cantores e artistas, interessados nos lucros que terão com a queda do regime e a volta a normalidade, diga-se, "roubalheira desenfreada". Esses artistas seriam recompensados com incentivos a cultura R$, cargos no governo R$, verbas gigantescas para redes e emissora de radio e TV etc...;

- Os estudantes, os Sem Terra, os Sem Teto e outros mais, iriam para as ruas forçar o confronto, realizando badernas, fechando estradas, invadindo escolas, invadindo hidrelétrica e fazendas produtivas e causando muita destruição etc...;

- As diversas ONGS, interessadas nas nossas riquezas iriam atuar ativamente contra o novo regime, divulgando informações mentirosas e caluniosas etc...

- Os movimentos de defesas dos direitos Humanos iriam fazer diversas denúncias com já o fazem hoje, etc... e muito mais.

Diante desce cenário, nosso leitor “Sargento da Marinha” adverte: “Não esperem nada dos militares, pois para que aconteça algo hoje nesse sentido, teria que vir do povo, o povo teria que legitimar esse movimento, a comunidade internacional teria que ver e reconhecer como um movimento legitimo para que o País continue com o seu comércio exterior, pois ninguém investe ou faz negócios em um País em ebulição.E se isso não ocorrer logo, se o povo não acordar, talvez quando tentar reagir, seja tarde de mais. Aí não vai adiantar mais reclamar. O futuro é sombrio”.

Será que os militares concordam com o leitor “Sargento da Marinha”? Quem puder que responda, antes que as “forças ocultas” (ou nem tanto assim) derrubem o Governo do Crime Organizado. Uma constatação é objetiva: os militares não podem ser vistos como “inimigos” ou “ditadores” pela opinião pública que teve a cabeça feita pela propaganda ideológica pós-64 - que transforma o agora “general genérico” Carlos Lamarca em herói, e os militares em criminosos que precisam ser punidos com a revisão da lei de anistia no Brasil.

A Pátria Brasil, que precisa ser defendida pelas Forças Armadas, não necessita de profissionais que se comportem como meros funcionários públicos fardados, mal remunerados em sua base, mas não em sua cúpula, que vivem acuados pela guerrilha ideológica praticada pelo Governo do Crime Organizado, cuja missão é manter o Brasil artificialmente na miséria, para que continue sendo uma histórica colônia de exploração. Em resumo: Forças Desarmadas de Consciência Patriótica servem para nada. Ou melhor, servem, sim: ao governo do crime. E PT saudações (sem trocadilho infame a la Casseta & Planeta).

Por isso, reafirmamos o desafio institucional: Será que os militares concordam com o leitor “Sargento da Marinha”? Quem puder que responda, antes que as “forças ocultas” promovam a faxina geral.

Jorge Serrão é jornalista, radialista e publicitário, especialista em Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total (http://alertatotal.blogspot.com)

Desprezíveis Roedores

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

O Brasil, em algum momento (não se tem como alongar sem data marcada), vai ter de fechar pra balanço. Fazer levantamento de seu tremendo potencial e resgatar reais talentos e valores. Varrer do comando os alcoólatras, entreguistas e bandoleiros que dele se apossaram, numa faxina radical.

O certo é que não há como continuar da forma como tudo se encontra. A única certeza hoje existente é a de que súcias de (in)competentes, larápios ou não, aboletaram-se nos mais altos postos e mantêm a nação manietada. O país se apresenta refém de escória inqualificável, posando de vestal.

A mais nova denúncia emergiu nas páginas da revista Época desta semana, colocando em foco o senador e ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PMDB). Sua excelência foi fisgado numa gravação comprometedora.

Na CPI do Orçamento (93), descobriu-se que Roriz havia movimentado 14 milhões de dólares em contas bancárias. Tal qual o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ele afirmou, na ocasião, ter ganhado aquela dinheirama toda com a venda de bois.

Só se tivesse feito negócio, também, com emissários de outros planetas do nosso Sistema Solar. Não foi cassado, não foi afastado do cargo e continuou “lucrando” muito com os mesmos bois, elegendo-se governador (1999-2006) e agora é senador.

No período governamental, nomeou Tarcísio Franklin de Moura presidente do BRB (Banco de Brasília) e com ele sua excelência conversa na gravação grampeada pela Polícia Civil do DF. O assunto envolve dois milhões e 200 mil reais.

Dinheiro sacado no BRB e levado para o escritório de Nenê Constantino, proprietário da companhia aérea Gol, sendo dividido, segundo a gravação efetuada, entre os bucaneiros.

Seguindo linha de raciocínio paralela à de Renan Calheiros, o senador Joaquim Roriz afirmou que o dinheiro lhe foi emprestado para comprar bois. Somando-se a ministros, desembargadores, parlamentares de todos os matizes e membros do Executivo, eis os integrantes de nosso Estado democrático de Direito.

Pior de tudo é verificar que omissos e incompetentes tripudiam sobre a população, conscientes de planarem acima da lei. Como é que se admite a permanência de uma ministra, pedindo desculpas ou não, que diz ao passageiro para “relaxar e gozar”, diante de apagão aéreo que se torna crônico?

Como é que se tolera a continuação do ministro Guido Mantega (Planejamento), depois de afirmar que “-Não existe caos aéreo. Há um problema aéreo. E também há um aumento do fluxo de tráfego. É a prosperidade do país (?)”.

Os poderes constituídos supuram de maneira fétida! Somente na primeira leva de indiciados da gestão Dom Luiz Inácio (PT-SP), o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, apontou 40 envolvidos na quadrilha do mensalão, rol este encabeçado pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil, Zé Dirceu (PT-SP).

E notem que nunca mais se falou no filho do presidente da República, envolvido em negócios bem-sucedidos e milionários depois que o pai ocupou o Palácio do Planalto. Sem contar que a receita do PT subiu 545% em quatro anos, com a criação de cargos comissionados que são distribuídos aos militantes. Tudo fruto do dízimo.

É possível que a maioria dos nossos dirigentes imagine estar à frente de uma nação de escravos covardes que devem obedecer cegamente aos seus ditames. Mas o clima está se tornando pesado. Num perigoso processo de saturação.

Márcio Accioly é Jornalista.

sábado, 23 de junho de 2007

Sociedade Desorganizada

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Quando ainda era deputado estadual (1979-83), pelo então MDB, Renan Calheiros cunhou epíteto para o hoje também senador, Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que funcionava como antonomásia. Ele só o chamava de “Príncipe da Corrupção”.

Naquela época, e este é um dos graves prejuízos causados por qualquer ditadura, qualquer bazofiador que dissesse meia dúzia de desaforos contra o regime militar (1964-85), seria considerado pessoa de “coragem”, “limpa”, “honesta”, amante da liberdade democrática.

Foi assim que se revelaram “lideranças políticas” cuja maioria, nos dias atuais, despojada da máscara de moralidade, expõe apenas cara de pau oportunista e de assaltante dos cofres públicos. Pior do que grande parte daqueles a quem combatia.

Hoje, observa-se grande número de ex-combatentes da ditadura envolvidos em falcatruas das mais vergonhosas e levando o país no velho rumo da gatunagem, modelo imposto desde que Cabral aqui aportou, lá pelos idos de 1500. Estão riquíssimos!

Pois bem: em 1990 quando Collor era presidente da República, Renan Calheiros pontificou como líder do seu governo na Câmara dos Deputados. Na página biográfica mantida no Senado, sua excelência diz que foi líder, mas não lembra de quem.

Mais tarde, por conta da disputa governamental em Alagoas, quando Collor optou por Geraldo Bulhões, Renan ficou no escanteio. Deu-se inevitável rompimento e cada qual foi cuidar de sua vida à sua maneira, com o presidente da República sendo afastado por corrupção (92) e depois absolvido em todos os processos julgados no STF.

Collor cumpriu banimento compulsório determinado por lei e tentou ser prefeito de São Paulo, mas deu com os burros n’água. Elegeu-se senador no último ano, em campanha eleitoral na qual as acusações de fraude se amontoaram.

No Brasil é impossível recontar votos, aferir a lisura de disputas eleitorais ou tirar dúvidas, pois a lei não permite imprimir e arquivar o voto. Dessa forma, há de se confiar nas boas intenções, num país onde a bandidagem impera e domina.

No dia 30 de março, em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o técnico Amílcar Brunazo Filho afirmou existirem “pelo menos 120 pontos em que o processo eletrônico pode ser atacado, desde a elaboração do programa até a totalização do resultado eleitoral”.

O professor Clóvis Torres Fernandes, professor da Divisão da Ciência da Computação do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), já havia analisado as urnas utilizadas nas eleições de Alagoas e sua constatação foi preocupante.

Ele concluiu que “em 44,19% delas houve alguma perda de integridade”. E vai ficando tudo por isso mesmo: tanto a eleição de Collor (que está completamente mudo no episódio Renan), quanto a do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).

Isso aí é só para lembrar como são feitos os arranjos e engendradas as tramóias: na indiferença das classes médias que fecham os olhos à consecução de absurdos dos mais vis, fazendo passeatas inócuas contra a violência, sem cobrar dos representantes.

Enquanto isso, os desfavorecidos das classes mais baixas, a chamada mundiça vem no seu desamparo marcando presença contra a injustiça que a massacra, no Estado formal devastador, registrando número perto de 100 mil homicídios anuais.

As lições de desrespeito e pouca-vergonha, com a permanência de meliantes flagrados e confessos nos mais altos postos da República é que precipitam o Brasil no abismo. Talvez ainda falte muito para o fundo do poço, mas até aqui vamos indo bem.

Só falta um incidentezinho para o caldo ser entornado.

Márcio Accioly é Jornalista.