terça-feira, 31 de julho de 2007

Brasil entregue: Fundo gerido pela WWF quer levantar US$ 390 milhões para “tomar conta” da Amazônia

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Há mais coisa por trás dos discursos ambientalistas sobre a Amazônia do que supõe a vã filosofia dos brasileiros que nada fazem para ocupar racionalmente e defender a região. O World Wildlife Fund, a famosa ONG WWF (idealizada por banqueiros ingleses e apoiada no Brasil pelos dirigentes máximos das Organizações Globo) prometem montar “um sistema central para ancorar a proteção à biodiversidade da Amazônia”. Acaba de ser criado um fundo administrado por uma fundação brasileira que espera levantar US$ 390 milhões de dólares.

A intenção é criar um grande “Bloco de Conservação do Rio Negro”. Em 2012, a WWF e parceiros esperam colocar uma área maior que a Califórnia dentro do programa. Quem revela é Matthew Perl, o coordenador da WWF na Amazônia. As ações da ONG inglesa consistem em Vencer a batalha pela opinião pública no Brasil, no que eles chamam de “esforço global de preservação do meio ambiente”.

O governo Lula é totalmente conivente com as manobras estrangeiras para gerenciar a região – missão com a qual o governo brasileiro nunca se preocupou e se ocupou, de fato. Em 2003, o governo petista assinou um acordo com a WWF e o Banco Mundial – que são controladas pela Oligarquia Financeira Transnacional que governa o mundo capitalista. O passo seguinte foi a bem intencionada criação de um programa de Áreas Protegidas da Região Amazônica. O projeto consiste em criar “parques nacionais e reservas” que ficam administradas pelas benfeitoras ONGs.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) pediu à Polícia Federal a instauração de um inquérito para apurar informação divulgada pelo jornal O Globo de que o executivo Lu Weiguang, dono da produtora de pisos de madeira e importadora Shanghai Anxin, jura ter comprado, em 2004, dos índios brasileiros, mil quilômetros quadrados de floresta amazônica nativa, na região de Jacira, em Mato Grosso. Em tese, e pela lei em vigor, as terras indígenas são inalienáveis (conforme o Estatuto do Índio, de 1973). A Constituição também proíbe sua exploração.

Todas as propriedades estão em nome de um brasileirinho “laranja”: o filho do chinês, Victor Lu. Weiguang e a mulher Chen Jie, tiveram o filho no Brasil em abril de 2003. Graças ao rebento brasileiro, Lu obteve benefícios do governo chinês e empréstimos em bancos. O empresário chinês garantiu visto permanente no Brasil. Além disso, o casal Weiguang tem “residência fixa” em uma área nobre de Curitiba. Os chineses têm apartamento aqui, mas vivem mais na China e nos Estados Unidos. Viva o “Comunismo” (capitalismo de Estado autoritário) chinês!

O procurador-geral da Funai, Luiz Fernando Villares e Silva promete investigar o caso com rigor A área adquirida ilegalmente pelo chinês, que ele não revela onde é, fica em uma reserva indígena. A mídia estatal chinesa gosta de chamar este empresário de 39 anos de “o primeiro chinês a ser dono de parte da floresta amazônica”. O chinês nada mais é que um “laranja” dos banqueiros ingleses que comandam, de fato, a economia chinesa, e vivem de “olho grande’ na Amazônia.

A terra adquirida pelo chinês é maior que Cingapura, um país de 693 quilômetros quadrados. É equivalente a todo o território de Hong Kong (1.092 quilômetros quadrados), ou mais de duas vezes a ilha de Florianópolis (cerca de 450 quilômetros quadrados). Lu Weiguang teria comprado dos índios uma área de 150 quilômetros quadrados e, posteriormente, outra de 850 quilômetros quadrados. O valor pago ele não revela. Lu afirma que 50 quilômetros quadrados da área adquirida foram devolvidos aos índios, sem explicar a razão.

Nada menos que 50% da madeira importada pela Shangai Anxin hoje vem do Brasil, onde ela trabalha com mais de cem madeireiras. Lu garante que nenhuma opera ilegalmente. A empresa tem hoje 1.370 empregados no Brasil e na China, e produz anualmente três milhões de metros quadrados de piso de madeira e 36 mil metros cúbicos de madeira bruta nos dois países. Seu faturamento anual ultrapassa US$ 100 milhões. A Shanghai Anxin é membro do Conselho Empresarial Brasil-China, pelo lado chinês.

Amazônia entregue

O jornalista Lorenzo Carrasco, editor e co-autor de “A Máfia Verde”, um polêmico documento anti-ambientalista de vasta circulação, revela a verdadeira intenção dos bondosos ambientalistas estrangeiros e suas ONGs milionárias na Amazônia:

“Essa é uma nova forma de colonialismo, uma conspiração aberta em que os interesses econômicos e financeiros agem através de organizações não governamentais. É evidente que esses interesses querem bloquear o desenvolvimento do Brasil e da região amazônica com a criação e o controle dessas reservas, que são todas cheias de minerais e de outros valiosos recursos naturais”.

Tais ONGs são sempre contrárias a projetos brasileiros que queiram integrar a Amazônia na economia do país através de represas, projetos de mineração, estradas, portos, extração de madeira e exportação agrícola.

Traduzindo a jogada da CUT

O atento leitor Alexandre Montenegro chama a atenção para a recente manobra da Central Única dos Trabalhadores – braço sindical do PT.

Segundo ele, a Central Única dos Trablhadores, CUT, apoiando o governo, vai lançar campanha contra os cidadãos que se mobilizam para protestar contra a canalhice dos bandidos no poder. Os responsáveis pela agitação e propaganda da CUT, omitiram o complemento da sua lista de protestos.

"Contra a hipocrisia da CUT/PT/PC do B e por um movimento que propõe aos brasileiros um caminho sem diversões radicais à direita ou à esquerda, tomando o caminho do meio, propomos que se leia a lista da CUT com os complementos abaixo".

TAMBÉM CANSAMOS!

· do trabalho escravo que continua permitido pelo governo socializante dos trabalhadores
· da sonegação de impostos que enriquece bancos e asseclas de mensaleiros e financiadores de campanhas
· do trabalho infantil, principalmente o que prostitui crianças no norte e nordeste
· da mídia que não aborda os movimentos sociais ideologizados e idiotizantes
· das jornadas de trabalho desumanas que preservam os trabalhadores desinformados e úteis para os protestos que mantém o poder do PT, PC do B e asseclas
· da mídia que criminaliza as lutas populares contra os crimes dos governantes
· da Justiça que privilegia o poder econômico, que deixa ladrões, traficantes e terroristas à solta
· da mídia que só dá espaço aos poderosos que apóiam e financiam campanhas políticas do PT
· do lobby das grandes empresas sobre o poder público para alegria dos corruptos governantes e políticos que envergonham a nação
· das altas taxas de juros que impedem o desenvolvimento livre da nação e enriquecem políticos e ladrões de colarinho branco
· dos acidentes de trabalho que economizam fortunas contra a saúde dos que trabalham e constroem de fato a nação
· da superexploração da mão-de-obra permitida pelas Leis mantidas pelos petistas
· das taxas bancárias escolhidas, apoiadas mantidas pela política econômica do PT/FMI
· da precarização das condições de trabalho mantida e desenvolvida pelos que dizem defender os trabalhadores
· do superávit primário que impede o desenvolvimento e privilegia a importação
· dos ataques aos serviços públicos, a educação, à saúde, à segurança da população
· da falta de direitos trabalhistas para mais da metade da população, refém e massa de manobra das políticas do PT que mantêm o povo brasileiro na ignorância

Segundo o irônico leitor, o destaque em vermelho, como a estrela do PT, é o texto original da CUT.

Em preto, as omissões que enlutam a família brasileira, cansada com tantas mentiras.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Chamem o Ladrão!

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Márcio Accioly

De Roraima, extremo norte do país, estado que possui apenas 16 municípios e a menor taxa demográfica do Brasil (cerca de 400 mil habitantes), o noticiário informa a respeito de problemas seriíssimos na sua rede elétrica, com muitas cidades às escuras por conta de roubo da fiação que ocorre de forma indiscriminada.

Na Capital, Boa Vista, parques e avenidas importantes se vêem constantemente às voltas com o mesmo problema, mobilizando a prefeitura municipal no dispêndio de altos recursos financeiros, na insana tarefa de repor o material carregado.

Roraima há alguns anos, foi palco de estratégia de desvio milionário do dinheiro público, efetuado por suas principais autoridades. Teve o envolvimento de governadores, deputados e até membros do Poder Judiciário, numa trampolinagem que ficou nacionalmente conhecida como “escândalo dos gafanhotos”. Ninguém está preso.

Foi aquele estado que mandou para Brasília, na sua representação senatorial, o pernambucano Romero Jucá Filho (PMDB), mais tarde acusado de ter arrancado empréstimo de alguns milhões de reais junto ao Basa (Banco da Amazônia S/A), apresentando como garantia sete fazendas inexistentes no estado do Amazonas.

O jornal Folha de S. Paulo denunciou amplamente a negociata, colocando em Filho, inclusive, o nada lisonjeiro epíteto de “Fazendeiro do Ar”. Por conta disso, sua excelência, depois de indicado ministro da Previdência da gestão Dom Luiz Inácio (PT-SP), ficou apenas quatro meses no cargo e teve de sair de maneira inapelável.

Mas o pior é que, depois disso, ele foi indicado líder do governo petista no Senado, onde permanece até os dias atuais. Mesmo tendo contra si pedido de cassação que o Conselho de Ética engavetou há mais de um ano, comprovando ter utilizado documentos falsos para livrar-se de três pedidos semelhantes anteriores.

E nem adiantou enviar ofício ao corregedor-geral daquela Casa, Romeu Tuma (DEM-SP), o qual jamais se dignou responder no espaço de mais de seis meses decorridos. Tuma, agora, na sua santa indignação, quer cassar Gim Argello (PTB-DF), suplente de Joaquim Roriz (PMDB-DF) que renunciou ao mandato.

Como se recorda (antes do desastre da TAM que matou 200 pessoas), e antes de ser constatada a entrega de notas falsas (para comprovar rendimento), por parte do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, Tuma declarou que queria “absolvê-lo”.

Renan é acusado de receber dinheiro de lobista da construtora Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso com quem tem uma filha. Como devem ser considerados tais exemplos, oferecidos por aqueles que supostamente são responsáveis pela legislação e guarda dos bens públicos?

Em Brasília, e também em diversas outras unidades da Federação, quadrilhas organizadas roubam fios da rede elétrica e torcem para que sejam incluídas nos processos que têm como objetivo a punição de alguns senadores e deputados.

Mas se a Justiça é lenta de um lado, não deixa de mostrar celeridade em outro: por artigos nos quais atos criminosos foram denunciados, este repórter foi condenado a pagar “indenização” ao senador Jucá Filho, inclusive com o próprio Banco Central sendo acionado para bloquear recursos financeiros que circulem por sua conta bancária.

Numa anunciada mudança de costumes (feitas nos graves instantes de crise), espera-se que o Senado deixe de agir como casa de tolerância e trate de julgar os bandidos e salafrários que ali agem impunemente. Ou se faz isso ou o país irá afundar na desordem, pois tudo tem um limite e estamos próximos de descalabro generalizado.

Márcio Accioly é Jornalista.

Marketeiros do governo não sabem como conter fenômeno da explosão, natural ou induzida, de vaias a Lula

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Por Jorge Serrão

Despenca ladeira abaixo a popularidade do presidente Lula da Silva. As pesquisas de opinião amestradas terão dificuldade de salvá-lo do desgaste de imagem. O medidor do inferno político de Lula é a crescente quantidade de vaias em público. No domingo, Lula foi vaiado em dois significativos eventos. De manhã, ele e seu governo foram alvo de ataques na marcha organizada por familiares das vítimas da tragédia da TAM, em São Paulo. No começo da noite, o Maracanã voltou a apupá-lo. Seu nome sequer foi anunciado pelo locutor oficial da cerimônia de encerramento do Pan 2007. Bastou uma simples referência ao presidente, para a massa vaiá-lo.

As vaias que tanto foram ouvidas durante toda a competição e que incomodaram alguns atletas não tiveram os esportistas como alvo. Nem adianta a equipe de comunicação do Palácio do Planalto fabricar uma versão enganosa para explicar tal fenômeno, ou então atribuir as vaias a uma anti-claque organizada pela oposição. As vaias de ontem do Estádio Mário Filho ficaram restritas ao presidente Lula da Silva. Conforme esperado, Lula não compareceu à festa, simplesmente pela covardia de encarar a massa, depois de ter sido vaiado várias vezes na abertura do PAN. Seus marketeiros já receberam ordens expressas de criar grandes eventos no Norte/Nordeste, onde Lula ainda é popular, na tentativa de minimizar o desgaste na região Sul/Sudeste.

Os governistas já tem com o que se preocupar no final de semana. O mundo virtual Internet apronta a maior vaia real para o presidente Lula da Silva. Uma comunidade do site de relacionamentos Orkut mobiliza paulistanos para a “Passeata da Grande Vaia: Dia do Fora, Lula”. A manifestação está confirmada para sábado, dia 4 de agosto, às 14 horas, em São Paulo. A motivação do evento é: “Fazer o que for possível para essa grande vaia acontecer. Se não acontecer o amanhã será pior”. A concentração será na Avenida Paulista, esquina com Pamplona. Será um ato de “desobediência civil”, já que a prefeitura paulistana proíbe atos deste tipo no local.

A cúpula petista aposta no fracasso da manifestação. Até porque, no horário agendado para o ato público, a Avenida Paulista fica bastante esvaziada e com tráfego menos intenso. Mas a combustão espontânea das massas é sempre um fator imprevisível. Ainda mais, se por trás da marcha, houver grupos organizados que desejam aproveitar o momento de fragilidade psicológica do governo Lula, para açoitá-lo politicamente.

Leia o artigo: A Alegria dos Palhaços é Ver o Brasil Pegar Fogo?

Veja também o texto: Um Programa para Mudança

Presidente Teflon? Até quando?

O cientista político David Fleischer não acredita numa queda abrupta na popularidade do presidente, depois do agravamento da crise aérea:

Ele é um presidente Teflon, nada gruda nele”.

Fleischer avalia que, diferentemente de outros momentos negativos, como no caso do mensalão e da demissão do ex-assessor Waldomiro Diniz, flagrado por câmeras pedindo propina a um salário, o caos aéreo mexe no dia-a-dia da população, não se limita ao mundo político.

Sobrou até para o Imperador do Rio...

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador do Pan Rio-2007, Carlos Arthur Nuzman, fez então vários agradecimentos, dos voluntários aos torcedores, mas evitou citar o presidente Lula.

Já o presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), Mario Vázquez Raña, não teve a mesma cautela.

Apesar de nem citar o nome de Lula, bastou agradecer ao "apoio do excelentíssimo senhor presidente da República" para as vaias tomarem conta do estádio Mário Filho.

Os gritos acabaram sobrando também para o prefeito do Rio, Cesar Maia.

Cubanos que sobraram...

A festa começou com homenagem às vítimas do acidente aéreo da TAM, no último dia 17: nove policiais militares que participaram do resgate das vítimas carregaram a bandeira nacional que seria hasteada.

Um momento tocante, pois foi homenageado pela rara aparição da lua em meio à chuva.

Depois de entoado o hino oficial dos jogos e de uma apresentação de índios guaranis, diversos atletas entraram em campo e a atenção recaiu sobre os cubanos que ainda ficaram no País - transportados em 11 ônibus até o Maracanã, eles novamente carregavam bandeiras de seu país e do Brasil.

Pior das crises

A crise aérea é a maior já enfrentada pelo governo pelo presidente Lula da Silva, e seus principais assessores.

O cientista político David Fleischer avalia que nem a crise do mensalão, em 2005, que afetou a popularidade do presidente, fez tanto estrago na imagem do governo como o caos vivido nos aeroportos brasileiros desde a colisão de um avião da Gol com um jato Legacy, em setembro, e agora agravada com o acidente de um avião da TAM no Aeroporto de Congonhas.

A avaliação contra Lula foi feita em entrevista ao jornal O Globo de ontem.

Lula vaiado, só para variar...

Durante a passeata, os manifestantes vaiaram o presidente Lula, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi.

O ato foi promovido por entidades como Associação Brasileira de Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos (ABRAPAVAA), Cidadão, Responsável, Informado e Atuante (CRIA Brasil), Campanha Rir para não Chorar, Casa do Zezinho, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Brasil Verdade, Instituto Rukha e Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade.

O cantor Seu Jorge, que estava num carro de som, leu um texto de repúdio ao descaso das autoridades em relação à crise área no país no início da caminhada.

Durante os 4 km entre o Ibirapuera e o prédio da TAM Express destruído pelo avião, parte dos cerca de 6.500 manifestantes que enfrentaram o frio de 11º C da capital paulista gritaram palavras de ordem como "Fora, Lula!". "Fora, Marta!" e "Assassinos!".

Dia do Pé no Chão

Os organizadores da passeata estão convocando para o próximo dia 18 de agosto um boicote às viagens de avião.

É o chamado “Dia do Pé no Chão”.

O protesto uma forma de alertar para o descaso das autoridades em relação ao setor.

O Brasil é isso!

O prédio da TAM Express, atingido por um Airbus da TAM no último dia 17, amanheceu pichado no domingo, apesar da presença de policiais e bombeiros no local.

De acordo com a Defesa Civil, três homens foram presos em flagrante após entrar nos destroços e escrever com tinta branca:

O Brasil é isso”.

Os pichadores merecem 100 anos de cadeia pela sinceridade...

Tese da pichação confirmada

Quatro servidores públicos são punidos com demissão a cada 5 dias.

Em 35% dos casos, o servidor demitido pela União usou o cargo para obter vantagens.

Dos 505 mil servidores federais, cerca de 23 mil respondem a processo administrativo por suspeita de praticar irregularidades.

Este é o Governo do Crime Organizado - definido como a associação, para fins delitivos, entre a classe política, os membros dos três poderes (Executivo, legislativo e Judiciário) e criminosos de toda espécie, para usurpar o poder do Estado.

Guerra do Madeira

A briga entre as construtoras Camargo Corrêa e Norberto Odebrecht pela construção das duas hidrelétricas do Rio Madeira esquentou tanto, que é melhor os representantes das empresas não se encontrarem no leilão da primeira usina, em outubro.

Nos últimos dois dias, lobistas da Camargo Corrêa fizeram um périplo por Brasília para convencer o governo a desfazer contratos que, entende, beneficiam irregularmente a Odebrecht.

A empreiteira levantou suspeitas sobre a retenção de informações pela concorrente.Para a Camargo Corrêa, a união da Odebrecht com a estatal Furnas Centrais Elétricas para participar do leilão coloca os demais concorrentes em posição desigual e, por isso, defende que o poder público encontre um caminho para desfazer a parceria.

Manifestação exemplar

Um protesto de parentes e amigos de vítimas do Acidente com o Airbus da TAM, além de representantes de entidades que lutam pela segurança aérea, reuniu milhares de pessoas em frente ao prédio da TAM Express, atingido pela aeronave.

Pela primeira vez, ontem, a Defesa Civil liberou o trecho da Avenida Washington Luiz, para que os manifestantes ficassem bem em frente ao prédio.

Segundo o texto lido pelo cantor Seu Jorge, "o caos aéreo é uma das mais trágicas conseqüências do descaso das autoridades. Ele é tão chocante quanto a comoção provocada pelos desastres aéreos e a passividade frente as tragédias de cada dia".

Desgastante encontro marcado

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, encontra-se hoje com o presidente Lula.

Também está agendada reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil, presidida por Jobim.

O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, deve criar um gabinete de crise à semelhança do que foi criado para o apagão elétrico e comandado por Pedro Parente, para quem o ajuste de agora precisa "atingir todo o sistema".

Dilma quer te pegar...

Há a expectativa de que o ministro anuncie as mudanças na Infraero e na Agência Nacional de Aviação Civil.

Os diretores estão sendo pressionados por Lula % Cia a renunciar aos seus cargos.

Para esquentar ainda mais o caldeirão, o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, disse que um novo aeroporto em São Paulo só deve ser finalizado em 2050, contrariando as declarações da ministra Dilma Rousseff.

Alerta sobre a Amazônia

Dependendo do ponto de vista, o apoio financeiro à reserva natural no Rio Negro por parte do World Wildlife Fund pode ser tanto uma tentativa louvável para conservar a floresta amazônica – quanto o ponto de partida de um plano infame por parte de grupos ambientalistas estrangeiros para usurpar o controle do Brasil sobre a maior floresta tropical do mundo e passá-lo para o controle internacional.

Em 2003, depois de assinar um acordo com a WWF e o Banco Mundial, o governo brasileiro criou o programa de Áreas Protegidas da Região Amazônica.

Desde então, um grande número de parques nacionais e reservas cobrindo uma área maior do que a de Nova York, Nova Jersey e Connecticut juntos foram incorporados ao programa e receberam uma infusão de novos fundos.

Quem faz tal alerta aos brasileiros é o jornalista Larry Rohter, do Ney York Times, aquele mesmo que quase apanhou e por pouco não acabou expulso do Brasil, por ter revelado os hábitos etílicos do presidente Lula da Silva...

Grande negócio no ar...

O governo federal decide esta semana o sistema de rádio digital que será usado no País.

A previsão é de que as transmissões comecem este ano, com mais qualidade de som e opções de canais.

A nova tecnologia deve estimular a produção nacional de aparelhos e movimentar mais de R$ 100 bilhões em dez anos.

Alta traição fora das pistas

Em mais um capítulo da novela sobre a espionagem na Fórmula 1, a Ferrari agora acusa a McLaren de traição, por não ter cumprido um acordo acertado entre as duas escuderias sobre o episódio.

O chefe da Ferrari, Jean Todt, revelou que havia acordado com o patrão da McLaren, Ron Dennis, para "evitar denúncias recíprocas diante da autoridade desportiva (FIA)" quando a escuderia britânica já era plenamente consciente do caso de espionagem".

Algumas semanas depois do GP da Austrália, o diretor geral da McLaren me propôs uma espécie de acordo para tentar melhorar nossas relações e evitar denúncias eventuais recíprocas diante da autoridade desportiva. De início, rechacei a proposta, mas depois reconsiderei minha postura, acreditando que o acordo era possível. E, finalmente, concordei com ele, no dia 9 de julho”.

Vida que segue...

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domingo, 29 de julho de 2007

A Alegria dos Palhaços é Ver o Brasil Pegar Fogo?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Lá em casa, quem manda é a minha Chefe de Redação. Eu obedeço, porque não sou um jornalista tão otário quando pareço! Parece que na casa do Nelson Jobim é a mesma coisa. Pelo menos o nosso gaiato presidente, sempre com piadas de bom gosto, garantiu que Jobim aceitou o Ministério da Defesa porque a mulher dele não mais o agüentava em casa, como ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal. E há quem jure – como amigos muito próximos – que o sonho de Adrienne Jobim é ser primeira-dama do Brasil.

Realidade ou ficção jornalístico-política? Só Deus e o casal Jobim sabem. O certo é que tem alguém faltando com a verdade nesta estória. Na quinta-feira passada, no dia em que Lula puxou o tapete do velho amigo Waldir Pires (cometendo o arakiri baiano de reconhecer a incompetência de seu “governo top-top” na condução da crise aérea), Nelson Jobim quase jurou que não tinha pretensões políticas porque sua mulher Adrienne não deixava. Também alegou que assumia a pasta de Defesa contra a vontade da mulher. O indiscreto Lula revelou que ocorreu o contrário...

Vale a versão ou o fato? Depende muito... Jobim só voltaria à vida pública para ser presidente. Quando se aposentou prematuramente do STF, fez de tudo para ser o vice de Lula, indicado pelo eternamente governista PMDB. Infelizmente, como diria o Garcia do Circo do Palhaço do Planalto, a estratégia dele “top-top”. Lula optou pela dupla com o amigo José Alencar. Agora, algum diabinho travesso soprou no ouvido de Jobim que o infernal Ministério da Defesa seria um bom trampolim para o Palácio do Planalto. Assim, ele acabou aceitando o cargo e o encargo.

Lula lhe deu todo o poder. Jobim adora o poder. O diário norte-americano “New York Times” ouviu “alguns analistas políticos” que classificaram de “jogada astuta” a escolha de Jobim por Lula. Só que ainda é preciso avaliar, com todo cuidado político e histórico, quem é a raposa desta nomeação. Tudo indica que o artilheiro oportunista tenha sido Jobim, mesmo aceitando jogar na Defesa, mas com toda liberdade (anunciada publicamente) para partir para o ataque sempre que necessário. Jobim será o “presidente paralelo”, com autoridade e mão pesada personalista, para gerir a crise que apavora Lula e desgasta sua popularidade. Não demora, estará batendo de frente com Guido Mantega, Paulo Bernardo, Tarso Genro e com sua “concorrente ao Planalto” Dilma Rousseff. O jogo começou.

Como nosso presidente corinthiano ama metáforas futebolísticas, nosso redator flamenguista lhe presta a homenagem devida. Aliás, ainda bem que o Lula não é tricolor. Não torcedor são-paulino. Mas do Fluminense. Fosse assim, seu brilhante desgoverno ainda sofreria da maldição do Sobrenatural de Almeida. Certamente, Nelson Rodrigues voltaria reencarnado para falar mal de sua atuação nas quatro linhas do poder executivo.

O espírito de Nelson, que encontraria no governo personagens e argumentos para escrever mais sacanagens que em “A Vida como ela é”, fatalmente, condenaria Lula a ser vaiado, eternamente, em cada minuto de silêncio do Maracanã. Seria sofrimento público demais para o dissimulado e mitomaníaco Apedeuta, que adora se fazer de bobo quando lhe convém, mas que ama ser idolotradado, como se acostumou, no passado, de "Lula Esperança".

Ainda falando de “futebol”, o técnico Lula quase entrou em campo para marcar um golaço contra seu PTabajara Futebol Clube. Antes de escalar Jobim na Defesa, Lula teve outra inspiração que poderia lhe custar o emprego forjado nas nada confiáveis urnas eletrônicas. O site do Cláudio Humberto revelou que Lula decidira botar o brigadeiro Juniti Saito no Ministério da Defesa. Tivesse isto, o Exército e a Marinha logo iriam assumir o “Ministério da Ataque”.

A cobra fumaria no Planalto. Seria deflagrada uma perigosa crise nas ainda comportadas Forças Armadas. Lula teria ficado encantado pelo Comandante da Aeronáutica, com quem conversou a sós, pela primeira vez, após o acidente da TAM e depois da burrada de um Sargento (não foi o Garcia, por favor) que detonou uma pane elétrica que paralisou o Cindacta 4, na Amazônia, pondo em risco os vôos internacionais sobre o nosso território.

Os “aspones” do desgoverno e os “cartolas” do PTabajara suaram gelado para demover o técnico Lula da brilhante idéia de escalar, na Defesa, o gentil brigadeiro que, tal como o presidente e a primeira dama, também adora vestir a farda de caipira nas festas juninas do Arraial do Torto (eita nome apropriado para uma festa de quadrilha do atual desgoverno). A sorte ou o azar de Lula é que, naquele meio tempo de indecisão, Nelson Jobim parou de fazer cocada e aceitou o convite que alguém no governo lhe fez. Jobim chegou a recusar o cardo duas vezes, deixando Lula contrariado. O técnico detesta que esbanjem sua seleção PTabajara.

Agora, Jobim está em campo. O advogado tem fama de craque. Pelo menos, segundo denunciaram o falecido Leonel Brizola e o cada vez mais vivo economista Adriano Benayon, desde a constituinte de 1988, o artilheiro Jobim faz todas as jogadas que agradam aos banqueiros internacionais e aos daqui de dentro. Vale a pena ler com toda atenção o estudo produzido pelo economista Adriano Benayon e pelo professor de matemática da UnB Pedro Dourado Rezende. Os dois pesquisadores conseguiram determinar qual foi a adulteração introduzida por Nelson Jobim à Constituição. Vejam em: http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/fraudeac.html

Recordar é ficar PT da vida (sem trocadilho infame ou linguajar garciano). No Supremo Tribunal Federal, Jobim demorou meses sentando na decisão sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos bancos. O julgamento da ação (proposta em dezembro de 2001) foi iniciado em abril de 2002. Mas ficou suspenso por vários meses, após pedido de vista do ex-ministro Nelson Jobim, que acabou votando favoravelmente à ação. O caso só foi julgado mesmo no dia 7 de junho de 2006. No STF, Jobim também foi um defensor da cobrança previdenciária de servidores inativos e pensionistas – fato que qualquer bebê de colo ou até um analfabeto jurídico consideraria “INCONSTIUCIONAL”.

Por isso e muito mais, nada custa bancar o idiota da objetividade e perguntar: Jobim vai jogar a favor de si próprio ou do time de Lula? Eis a questão nada difícil de responder. Jobim quer o lugar do técnico Lula. E alguns jogadores mais espertos do PTabajara FC perceberam isso depressa. Alguém acha que foi de graça o ataque do ministro da Justiça, Tarso Genro, que invadiu a grande área da Infraero (subordinada a Jobim), com uma linda jogada da Polícia Federal e da Secretaria de Direito Econômico em favor dos consumidores-passageiros, marcando vários gols contra as companhias aéreas.

Lula tem tudo para tomar uma bola nas costas. Uma ou mais. Jobim entrou com tudo em campo. Já sentou com o tucano José Serra (outro candidato a dirigir o Brasil), para discutir a crise aérea, e repartir responsabilidades e encargos com a oposição. A torcida do PMDB já se assanhou. O lema do partido se inspira na primeira estrofe do sagrado hino da Nação Rubro Negra. “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”. “Uma vez Governo, sempre Governo". No hino peemedebista parodiado e piorado está escrito: “Governo sempre eu hei de ser, é meu maior prazer...”.

O jornal espanhol "El País" descreveu Jobim como "um político a meio caminho entre o governo e a oposição". O jornal dos hermanos argentinos “La Nacion” foi mais implacável ainda: "Depois das vaias inesperadas que recebeu no Maracanã, há duas semanas, ao inaugurar os Jogos Pan-Americanos, e um descalabro trágico que o obrigou a desaparecer dos palcos em que costumava discursar quase diariamente, Lula está agora nas mãos de Jobim". E ele é o homem de confiança do mundo financeiro. O fato é público e notório. Se tiver dúvidas - e saco - releia: Benayon volta a denunciar como Jobim, novo ministro da Defesa, beneficiou banqueiros credores na Constituinte, no Alerta Total de quarta-feira passada.

A lógica é bem simplória. O desgoverno do presidente Lula é refém dos interesses dos banqueiros nacionais e internacionais. O Brasil é controlado pela Oligarquia Financeira Transnacional que manda no mundo, pois mandam nas maiores empresas globais, na mídia internacional, no comércio internacional, nas bolsas de valores e de mercadorias & futuros, e no mercado financeiro que decide os destinos do resto do mundo globalizado. Lula vira e mexe viaja à Inglaterra, para beijar a mão dos poderosos que o manipulam, de verdade, a partir dos interesses da City de Londres, suas casas bancárias e reais. Quem tiver dúvidas disto dê uma relida no artigo As “Razões” do Entreguismo, no Alerta Total de 29 de abril deste ano.

A Oligarquia Financeira Transnacional não joga para perder no cassino eleitoral do Al Capone e suas urnas eletrônicas manipuláveis. Aliás, só joga para ganhar e com planejamento estratégico de longo prazo. Exemplo prático: em 16 de maio de 2004, em Londres, durante um jantar no castelo de Saint James, pertencente aos banqueiros ingleses Rothschild, o então governador de Minas Gerais Aécio Neves foi anunciado como candidato a Presidente da República do Brasil em 2010. O padrinho da candidatura Aécio é o também banqueiro Mário Garnero, do grupo Brasil Invest, que é sócio e considerado um parente próximo dos Rothschild.

Agora voltemos ao passado recente. Em entrevista coletiva no dia 15 de maio, o presidente Lula da Silva declarou ser contra a reeleição (embora tenha sido reeleito pela invenção de seu antecessor FHC). Questionado sobre eventual terceiro mandato, Lula afirmou que não iria propor mudança na Constituição e que não brincaria com a democracia. Mas o Poderoso Lula confirmou aos jornalistas que iria trabalhar para fazer seu sucessor. Fosse ele do PT ou dos 11 partidos que infestam base governista.

O chefão Lula não descartou dividir palanque com um nome do PSDB, como o do governador de Minas, Aécio Neves, com que confirmou ter ótimo relacionamento. Aliás, Lula faz sempre questão de tratar os tucanos como adversários e não como inimigos. Otário é quem pensa que o Apedeuta não sabe de nada... Ele apenas ignora, quando lhe convém... Fica difícil acreditar que Lula não enxergue em Jobim um potencial adversário ou com corrente político.

Talvez, por isto, Lula alimente a ilusão de ter “cooptado” Jobim com um nem tão simples ministério (tal como fez com Ciro Gomes, outro presidenciável no governo petista), na doce ilusão de tentar anulá-lo politicamente, até 2010. Não vai. Não tem como. Tal como Aécio Neves, Nelson Jobim é o queridinho dos banqueiros que mandam no mundo, nos controlam e mantêm nosso Brasil artificialmente na miséria – com a ajuda da colonizada classe política daqui. Aécio, Jobim, Lula, Dilma, Ciro, qualquer aventureiro de plantão ou até minha Santa Mãe – nenhum deles faz diferença para os controladores do Brasil.

Lula pensa em lançar Dilma Rousseff como candidata a sua sucessão. Se for obrigado, por forças de fora, a apoiar Aécio ou Jobim, em detrimento dos companheiros petistas, corre o risco de cair em desgraça e ser “justiçado” politicamente. Lembrai-vos de Celso Daniel... O caso do cadáver politicamente insepulto pode ressuscitar a qualquer momento. Tudo pode acontecer nos bastidores da disputa pelos podres poderes da nossa República.

O caso Jobim tem uma singularidade. Em linguagem de festa caipira, que o Apedeuta não ignora, Lula criou um Jobim para mordê-lo. Ou picá-lo (verbo que fica mais apropriado ao desgoverno top-top). E Jobim é “amigo” de Lula, de longa data, como o próprio presidente admitiu. O Garcia do Circo poderia até ponderar, em seu linguajar retórico do lumpanar, que “amigo de ânus é pênis”. Mas aí o problema seria sexual (assunto para outra integrante do governo), e não político. Uma coisa é dura de constatar. O top-top será fatal, se houver traição da velha amizade.

Uma possibilidade é objetiva. Se Nelson Jobim tiver um bom desempenho neste desgoverno, desarmando os pepinos do apagão aéreo e da pinimba em que vivem nossos bravos funcionários públicos fardados das três Forças, o ex-presidente do Supremo fica credenciado como candidato presidencial do PMDB, em 2010. Poder de fato ele já tem objetivamente. È o chefe dos militares. “Que a continência lhe seja leve” – como bem diria o defunto Brás Cubas, do velho Machado de Assis, que era um cara muito vivo.

Nelson Jobim também é. O sonho nada oculto dele é se tornar o Chefe Supremo da Nação. Ele tem todo direito. Nós é que não merecemos. É triste a sina do País que precisa de um poderoso chefão para governá-lo, servindo apenas de “laranja” ou “marionete” de interesses anti-nacionais. Ele já está em campanha. Jobim, nos escombros do prédio da TAM, usando o chapéu de Bombeiro, é uma imagem da contradição. A atuação política dele tem tudo para incendiar, por dentro, o governo Lula.

Se os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira não caírem na real – e mudarem de mentalidade -, como diria o meu querido Garcia do Circo do Palhaço do Planalto, estamos "top-top”. Iremos repetir os mesmos erros de sempre que inviabilizam, institucionalmente, o Brasil.

Está armada lona do circo da sucessão presidencial. Tomara que a alegria do Palhaço não seja vê-lo pegar fogo. A felicidade do Palhaço será a tristeza do Brasil. Mas nada adianta gritar "Fora, Palhaço", se não se tiver um projeto de Nação para o Brasil, baseado no conceito de Democracia - como a prática da segurança do Direito, através do exercício da razão pública. Qualquer manifestação fora desta linha é "golpe" e "palhaçada". Chega de palhaçada! Ou o circo vai queimar com a gente dentro!

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Como Viver de Forma Estúpida

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Antes tarde do que nunca! Foi o agora ministro da Defesa, Nelson Jobim, quem inaugurou essa história de fazer um minuto de silêncio durante solenidades, para lembrar as vítimas do recente acidente da TAM no aeroporto de Congonhas (SP).

Nossas “autoridades” já estão cuidando dos arranjos para que tudo volte logo à “normalidade”, no rodízio de velhos e desgastados nomes, embora permanecendo mergulhadas na mesma bagunça herdada do Brasil colônia.

Em Teresina, Capital do Piauí, o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) não apenas adotou o minuto de silêncio como afirmou que “o país está ganhando uma classe política cada vez mais civilizada”. Ele se adapta com a presteza de um camaleão.

É certo que ninguém entendeu o que sua excelência quis dizer de fato. Um dia antes, em Natal (RN), ele havia reclamado da “falta de civilidade dos políticos”.

E apesar de agora ser adepto do minuto de silêncio reverencioso, o fato é que presidente da Argentina, Nestor Kirchner, enviou condolências às famílias dos mortos no desastre da TAM antes que o presidente do Brasil o fizesse.

Quando deputado federal (1987-91), Dom Luiz Inácio encerrou seu mandato bradando aos sete ventos que encontrara uns 300 picaretas lá na Câmara. De maneira que não existe nada que sirva como referência, diante de tanta hesitação e rodeio.

O que se sabe é que a Aeronáutica condecorou “autoridades” da Anac com a medalha Santos Dumont, três dias depois do acidente da TAM, e ninguém entendeu o motivo. Essa Anac é apenas mais um cabide de favorecimento a áulicos e apaniguados.

O jornal O Globo publicou no sábado (28), relação de órgãos oficiais supostamente responsáveis pelo setor aéreo no Brasil, mostrando não apenas ser difícil para o cidadão comum compreender o que acontece, mas os próprios órgãos não se entendem.

Além do Ministério da Defesa, diz o jornal, tem o comando da Aeronáutica, Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil), FAB (Força Aérea Brasileira), Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes), Decea, Infraero, Cindactas e Sivam.

Na sexta-feira (27), a pista principal de Congonhas foi reaberta pela primeira vez (11 dias depois de interditada por conta do acidente da TAM), mas fechada cinco minutos depois, devido à ausência de um documento “que alerta pilotos e outros funcionários sobre as operações de pista”. Nenhum órgão assumiu a responsabilidade.

A indicação de Jobim para a Defesa, dizem os experts, serviu para distender situação política que se exacerbava de forma perigosa, fechando possíveis escapes e alternativas. Não se sabe se irá resolver o problema, mas coloca panos quentes em cima.

A Anac, em tese, deveria defender o direito dos consumidores. Mas nada disso acontece. Descobriu-se agora que um de seus diretores, Josef Barat, “teria viajado a Nova York, no dia 9 de dezembro de 2006, a convite da empresa aérea TAM”.

É como se empresas interessadas em decisões judiciais financiassem passagens aéreas de ministros, desembargadores, juízes e funcionários de Tribunais, bem como sua estada e a de suas famílias em hotéis de luxo. Muitos não vêem nada demais nisso.

A crise aérea ainda está longe de terminar, pois quase tudo na administração pública do Brasil é feito pela metade e com má fé. Mesmo no instante de maior crise, sempre sobra tempo e espaço para o cometimento de novos furtos e desvios.

Vivemos no país do abafa, da meia-sola. Nossas instituições não cumprem o papel que lhes é destinado, porque cronicamente corrompidas.

Márcio Accioly é Jornalista.

Eu, a Golpista, e Tales

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Adriana Vandoni

O jornalista Tales Faria, diretor da Sucursal de Brasília do Jornal do Brasil, acha que sou uma golpista. Ele comentou em sua coluna que meu blog é golpista por iniciar a campanha “Vou vaiar Lula”. É claro que não posso deixar de expressar todo meu contentamento ao ser chamada de golpista pelo diretor do JB em Brasília, mas, apesar do orgulho, isso é teoria da conspiração.

Mas que coisa! Não se pode ser firme, convicta e declarada que essa turma vem logo dizendo que é golpismo contra um presidente operário, cuja mãe nasceu analfabeta, blá, blá, blá. Pois bem, golpe é gastar mais com a reforma da parte estética dos aeroportos e deixar de lado a segurança, colocando milhares de pessoas em risco. Golpe é encher as burras dos banqueiros como nunca antes “nestepaiz” e discursar contra as elites. Golpista não sou eu, golpista é quem mente para o povo com belos discursos e por trás rouba, mata.

Vaio Lula por cada um dos mortos nos acidentes aéreos. Vaio Lula por cada mentira contada e por cada covardia cometida. Vaio Lula por cada gesto ou palavra obscena dos seus assessores. Vaio Lula por cada cidadão que morre pelo descaso com a saúde pública.
Vaio e assumo.

Mas como é difícil ter atitude neste Brasil!?! É impressionante como a falta de coragem aguça a imaginação de algumas pessoas. Bastou eu escrever que estava confeccionando adesivos dizendo que vou vaiar Lula para transformarem o que eu e um grupo de amigos fizemos em conspiração. “É uma ação partidária”, disseram alguns com fértil imaginação.

Gente, nunca fui e nunca serei mulher de esconder meus atos atrás de partidos, igrejas ou qualquer tipo de entidade. Faço e assumo cada ato meu, cada opinião que tenho. Sou uma cidadã e quero cada vez mais exercer os meus direitos. Erros?, cometo aos montes, mas se erro é pela ação, jamais pelo omissão.

Não me coloquem, por favor, na vala comum dos covardes. Não me confundam com populistas sensacionalistas que batem e escondem a mão. Não contem comigo para agir na surdina. Sou transparente e como eu disse, passível a erros, mas por agir. No ano passado me expus ao defender a senadora Serys que estava sendo envolvida numa arapuca, mesmo ela sendo do PT. Fui criticada por muitos que me ligaram ou escreveram dizendo: “e se ela estiver mesmo envolvida”? Respondi a todos que se eu estivesse errada me retrataria com os leitores, mas a minha consciência mandava que eu me posicionasse. Ficou provado que era uma arapuca mesmo, pena vê-la hoje unida com seus algozes. Mas, cada um com sua consciência

Cada palavra que escrevo, cada projeto que encampo, podem ter certeza, só faço aquilo em que acredito. Ajo por paixão, por fé, por vontade própria. Por mais que isso possa incomodar, eu sou assim, e, convenhamos, já passei da hora de mudar. Sou intransigente com a transgressão, não compactuo com ela, venha de quem vier.

Espero ter deixado claro aqui que os adesivos distribuídos por Cuiabá com o slogan “eu também vou vaiar Lula”, saíram da cabeça minha e de um grupo de cidadãos comuns, independente de filiações partidárias, cidadãos indignados com os desmandos do Brasil. Se os outros não sabem exercer seu papel de cidadão, nós sabemos, sem que seja preciso ter por trás um partido, uma igreja ou uma televisão.

Podem me criticar pelo ato, mas jamais me confundam com covardes, venham de onde vierem.

Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Blog: www.prosaepolitica.com Cuiabá – MT

41 anos de um Atentado Terrorista

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Aluísio Madruga

É sempre bom relembrar. Muitos já escreveram em seus livros sobre aquele dia fatídico, dentre eles o Gen. Raymundo Negrão Torres, Gen. Agnaldo Del Nero Augusto e o Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Vou me fixar resumindo o que escreveu o meu amigo já falecido Gen. Negrão.
Estava assaz movimentado o Aeroporto Internacional de Guararapes naquele começo de manhã de 25 de julho de 1966.

Além da freqüência normal, muitos ali estavam para recepcionar o general Arthur da Costa e Silva, candidato do partido do governo – ARENA – à Presidência da República. As autoridades legais não sabiam e nem mesmo desconfiavam que as facções comunistas que repudiavam a “coexistência pacífica” pregada por Moscou e aceita pelo PCB de Luís Carlos Prestes estavam dispostas a derrubar o governo a bala, com bomba e outros atos de terrorismo.

Poucos minutos antes das oito chegava a notícia de que houvera uma pane no avião do Presidente e que ele chegaria a Recife por via terrestre. Muitos deixaram, inclusive crianças, o aeroporto. Eis que em ato contínuo, o guarda civil Sebastião Tomás de Aquino viu, “esquecida” em um canto, uma valise escura e a apanhou para entregá-la no balcão de “Achados e Perdidos”. Seguiu-se violenta explosão que, além de grande destruição das instalações, causou pânico e correria, deixando um trágico saldo de 17 vítimas.

Ao se dissipar a fumaça da explosão, jaziam no chão o jornalista e Secretário de Governo de Pernambuco, Edson Régis de Carvalho, mortalmente ferido, e morto o almirante da reserva Nelson Gomes Fernandes. O guarda civil Sebastião - o “Paraíba”, um antigo e popular jogador de futebol do Santa Cruz teve a perna direita amputada e o tenente-coronel do Exército, Silvio Ferreira da Silva, além de ferimentos generalizados, teve amputação traumática de quatro dedos da mão esquerda.

Ficaram ainda feridos os advogados Haroldo Collares da Cunha Barreto e Antônio Pedro Morais da Cunha, os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro, os estudantes José Oliveira Silvestre, Amaro Duarte Dias e Laerte Lafaiete, a professora Anita Ferreira de Carvalho, a comerciária Idalina Maia, o guarda civil José Severino Pessoa Barreto, o deputado federal Luiz Magalhães Melo, Eunice Gomes de Barros e seu filho, Roberto Gomes de Barros, de apenas 6 anos de idade. O acaso, transferindo o local da recepção, impediu que a tragédia fosse maior.

Na ocasião, sem provas conclusivas, este primeiro ato criminoso de terrorismo ideológico foi atribuído a militantes do Partido Comunista Revolucionário (PRC) e do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário(PCBR). Hoje, sabe-se que foi obra dos rumos tomados pelo “maoismo cristão” da Ação Popular (AP). E quem afirma, com base em pesquisas e entrevistas iniciadas em 1979, é Jacob Gorender, um histórico militante de esquerda, em seu livro Combate nas Trevas, cuja primeira edição data de 1988. Às páginas 122 e seguintes, entre outras coisas, Gorender afirma:

“Enquanto Herbert de Souza (Betinho) e Jair Ferreira de Sá buscam contato com Brizola em Montevidéu, Paulo Wright e Alípio de Freitas (ex-padre católico) conseguem sair do Brasil e chegar a Cuba onde realizam curso de guerrilha. De retorno ao Brasil e já em 1965, a Ação Popular, decidida em partir para a Luta Armada, cria uma Comissão Militar incumbida de ministrar cursos de armas e explosivos. Membro da Comissão Militar e dirigente Nacional da AP, padre Alípio encontrava-se em Recife em meados de 1966, quando tomou conhecimento da visita de Costa e Silva e, por conta própria, resolveu aplicar seus conhecimentos sobre a técnica de atentados”.

Um dos executores do atentado, ainda revelado pelas pesquisas de Gorender, foi Raimundo Gonçalves de Figueiredo que mais tarde foi morto pela polícia de Recife em 27 de abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES, utilizando o nome falso de José Francisco Severo Ferreira, com o qual foi autopsiado e enterrado. São terroristas desta extirpe que hoje são apontados como tendo agido em defesa da Democracia e cujos “feitos” estão sendo recompensados pelo governo, as custas do contribuinte brasileiro, com indenizações e aposentadorias que poucos trabalhadores recebem, recompensa obtida graças ao trabalho faccioso e revanchista da Comissão de Mortos e Desaparecidos, instituída pela Lei nº 9140, de 4 de dezembro de 1995.

O fato em si está esquecido pelas autoridades militares, enquanto a esquerda mente descaradamente valorizando junto à opinião pública os seus. Fico a imaginar o que sentem as vítimas deste ato covarde, que foi o primeiro dentre tantos outros realizados pelos terroristas brasileiros e que, graças à Lei de Anistia que lhes foi outorgada pela Contra-Revolução de 1964, ocupam postos-chave do governo e estão levando o País ao caos.

Agora, 41 anos após o atentado do Aeroporto dos Guararapes, após os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica engolirem goela abaixo a decisão da Comissão de Direitos Humanos sobre o traidor Lamarca, temos um novo Ministro da Justiça. E que ministro!!! Como aceitaram!

General Sílvio Ferreira da Silva e demais vítimas do terrorismo no Brasil, em que pese o esquecimento de quem de direito, nós não nos esquecemos de vocês.

Aluisio Madruga de Moura e Souza é coronel da Reserva do EB, autor dos livros Guerrilha do Araguaia Revanchismo – A Grande Verdade e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada.

sábado, 28 de julho de 2007

Um Programa para Mudança

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Oliveiros S. Ferreira e Vânia Cintra

A popularidade do presidente da República, estejam corretos ou não os números divulgados, não permite esconder se não a gravidade, pelo menos a seriedade da crise que atravessamos. Essa crise vem assumindo, pouco a pouco, mas definitivamente, o caráter de uma crise de Governo, para não dizer de Estado. Se e quando a primeira, a de Governo, vier a se manifestar, as Instituições que aí estão permitirão uma solução — solução provisória, como provisórias vêm sendo todas as soluções tomadas em nosso País.

Não é para essa crise que deveremos estar atentos e, sobretudo, preparados. É para a crise de Estado, que pode degenerar em desordem tal que impeça que mudanças sejam feitas no sentido de restabelecer-se a Ordem. Devemos, portanto, estar também atentos às mudanças que poderemos considerar convenientes ou necessárias, as que possamos desejar realizar.

Preparar-se para enfrentar uma crise de Estado exige:

a) — que haja um grupo que se proponha a dirigir o processo, ou a influir nele e na implementação das mudanças para que estas atendam os interesses nacionais;

b) — que esse grupo tenha uma idéia do processo histórico e das condicionantes sociais e econômicas que o modelam no momento atual;

c) — que esse mesmo grupo tenha um programa a oferecer à população, intelectuais, empresários, estudantes e povo.

O que propomos é, pois, que discutamos um programa. Nessa discussão, ou seja, nas sucessivas discussões, que as soluções que forem sendo oferecidas ensejarão, estará viva a concepção do processo histórico. Com isso, não estaremos perdendo tempo com discussões teóricas e acadêmicas que não darão contribuição alguma para:

1) — a organização do grupo que se propõe, como grupo, a discutir as mudanças;

2) — a definição de um programa.

As discussões se farão pela Internet. Pretendemos que posteriormente se façam em sítio próprio e apropriado no qual o ingresso deverá ser permitido apenas aos nele cadastrados. Enquanto isso não é possível, as respostas contendo as opiniões sobre esta iniciativa e sobre o tema abaixo proposto devem ser encaminhadas a vaniacintra@uol.com.br

Cada um dos que estiver recebendo esta, digamos, convocatória, poderá opinar a respeito dos pontos programáticos que inicialmente estão sendo apontados. Subentendido está que uma resposta implicará um compromisso. Numa segunda ocasião, os nomes dos que responderem a este desafio serão dados a conhecer aos demais, desde que isso nos seja expressamente autorizado. Caso contrário, divulgados serão apenas os textos.

Será de toda conveniência que cada um, também, conhecendo porventura quem se demonstre disposto a participar dessa discussão, tenha a liberdade de repassar este primeiro texto contendo as diretrizes preliminares aqui estabelecidas — sobre as quais estamos também abertos a sugestões — desde que se responsabilize pela indicação. Os textos serão cruzados em nova distribuição e buscaremos chegar a uma redação final sobre a qual poderemos nos colocar todos de acordo. E esse texto final apenas será como final considerado ao merecer o “aprovo” de todos os participantes.

Notem, por favor, que, em muitos casos, serão colocadas apenas idéias gerais perante as quais procuraremos nos colocar. Um programa formal só poderá ser elaborado ao fim de um processo que, esperamos, não se prolongue em demasia.

Notem também que nossa proposta é a de formar um núcleo de trabalho, não um Instituto de notáveis ou um Partido político.

Poderíamos iniciar a discussão partindo de pressupostos sociológicos, econômicos ou institucionais. Acreditamos que o caminho institucional é preferível, pois é no quadro das instituições que as ações de Governo e as decisões concernentes ao Estado deverão — e poderão — ser tomadas.

Recuperemos, pois, uma questão que, desde 1891, colocou-se fora de discussão e é vista quase que como um tabu:

O Estado brasileiro deve ser unitário ou federativo?

Voltemos, por um momento, ao Império ou ao Estado Novo, de 1937 a 1945. Um Estado unitário implica que não haja eleições para Governadores, impedindo a formação de poderosas oligarquias regionais. Os dirigentes das unidades que compõem o Estado Nacional devem ser nomeados pelo Poder Central segundo critérios a ser estabelecidos. Os Prefeitos, no entanto, poderão ser eleitos. Significaria um novo tempo-histórico.

No Estado federativo, os governadores são eleitos, como hoje. A adoção desse modelo conforme o estrito espírito de uma Federação significa a necessidade de profundas mudanças nos sistemas jurídico, tributário e eleitoral, além de em outros setores importantes, com repercussão não só no desempenho das unidades federadas como no da União.

Oliveiros S. Ferreira é Historiador e Jornalista. Professor Emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Vânia Leal Cintra é editora do site “Pensar e Repensar”: http://www.oliveiros.com.br.

O texto foi enviado em abril último para alguns dos que se dizem muito preocupados com o futuro do Brasil. A pouca ou quase nenhuma receptividade que obteve nos leva, agora, a colocá-lo nesta página na expectativa de que possa sensibilizar alguns leitores. Que os freqüentadores do Alerta Total não decepcionem o Grande Mestre Oliveiros, e lhe mandam propostas objetivas dentro dos temas propostos.

Lula não tem condições de Governar o Brasil

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Augusto de Franco

Quase ninguém fala, mas está claro, claríssimo, para quem quiser ver, que Lula não tem condições de governar um país complexo como o Brasil. Não, não se trata de falta de escolaridade, leitura, interesse em aprender alguma coisa, disciplina intelectual para encarar qualquer assunto árduo até o final. Isso ele não tem mesmo. Nunca teve. Mas não é em virtude dessas deficiências que Lula não tem condições de governar o Brasil. E sim em virtude da sua falta de responsabilidade.Nossos destinos estão nas mãos de um irresponsável.

O jornalista Ricardo Noblat caracterizou bem o personagem, num artigo na última segunda-feira (23/07/07) no seu blog: "É preciso dizer mais o quê sobre o comportamento de Lula? Que ele faz o tipo do malandro esperto que costuma se esconder ao ser confrontado com algum fato capaz de causar danos à sua imagem? Não foi assim no caso do mensalão? Que costuma ser antes de tudo solidário com os amigos metidos em encrencas? E que depois entrega a cabeça deles para salvar a sua?".

Quando um presidente da República é tratado assim por um famoso jornalista e não acontece nada é sinal de que o governante já perdeu o respeito dos governados. Noblat está certíssimo. Ele não desrespeitou Lula, foi Lula que desrespeitou o cargo que ocupa, que não se deu o respeito que a função exige.Quem é, na verdade, esse Lula? Quem é esse chefe de Estado que, quando surpreendido pela descoberta de algum crime ou grave irregularidade cometida por seus subordinados, diz que foi traído, faz cara de vítima, se preciso for chora (de preferência se estiver sendo filmado) e simula surpresa sem nem sequer ficar corado? Quem é esse ser (como disse certa vez o Reinaldo Azevedo) desprovido de superego?

Esse é o homem – inconfiável – que nos governa. Sim, inconfiável, porquanto o problema de Lula não é intelectual. Ele é despreparado, por certo, mas muito sabido. Acima da média. O problema de Lula é de ordem moral. Ele não parece ser bem provido daquela faculdade misteriosa que causava tanta perplexidade a um Kant: a consciência moral. Do contrário como explicar que tenha sido capaz de sumir de cena após o acidente do Airbus da TAM, preocupado somente em preservar sua imagem? E como explicar que não tenha sequer advertido publicamente seus assessores Marco Aurélio "Top, Top, Top" Garcia e aquele tal Bruno "Fuc, Fuc" Gaspar que aviltaram a nação e tripudiaram sobre as vítimas com seu comportamento indecente?

Por uma dessas infelicidades históricas, que às vezes causam malefícios irreparáveis aos povos, Lula assumiu o governo tendo como oposição o PSDB. Se Lula e seu governo são responsáveis pelo apagão aéreo que já vai colecionando centenas de vítimas e por todos os outros apagões – logístico, administrativo e, sobretudo moral da República – os tucanos são responsáveis, diretamente responsáveis, pela manutenção de Lula no governo. E assim são indireta mas solidariamente responsáveis pelas tragédias e desgovernos que já aconteceram e pelas que ainda vão acontecer. Não, infelizmente não acabou. Ou alguém acha que a partir de agora, sem nenhuma mudança de comportamento de Lula, sem qualquer alteração substantiva na composição e na forma de funcionamento de seu governo, as coisas vão melhorar?

Parece claro hoje, para muitos, como já estava, àquela época (em agosto de 2005), para alguns, que Lula não poderia ter continuado na presidência depois da descoberta do esquema do mensalão e da sofisticada organização criminosa montada por seus auxiliares e correligionários no Palácio do Planalto. Em qualquer nação civilizada do mundo, em qualquer país sério, aquilo já bastaria para defenestrar legitima e democraticamente um governante, sem prejuízo da aplicação de outras sanções penais também cabíveis. Mas o que fez o PSDB? Livrou Lula do naufrágio, oferecendo-lhe a tábua de salvação do palanque de 2006.

Era previsível, era óbvio, pela simples observação do comportamento aparelhista, incompetente, irresponsável e corrupto desenvolvido pelo governo Lula a partir de 2003, que a coisa não poderia dar certo. Lula, por sua vez, mantido pela oposição, nada fez para se redimir, para tomar prumo, para tentar acertar. Continuou exatamente como era antes, como sempre foi. Continuou apoiando e protegendo gente como "o nosso Delúbio" ou como o "seu" Renan.

Continuou tendo duas caras, uma para dentro e outra para fora. Continuou manipulando a opinião pública e enganando os tolos, em especial àquelas elites contra as quais invectivava, mas nas quais se apoiava.Como se nada tivesse acontecido, a partir do segundo semestre de 2005, Lula continuou montando, – como corretamente diagnosticou, na época, o seu atual ministro das ações de longo prazo – o governo mais corrupto da história do país. Loteou tudo o que pode, utilizou todos os cargos e recursos públicos para fins partidários privados, comprou uma base inteira de apoio parlamentar, violou a autonomia das agências reguladoras (e esse ex-vendedor de bilhetes aéreos que ele colocou na direção da ANAC é um símbolo perfeito do esbulho que promoveu no Estado, na base do mais grosseiro ‘Spoils System’).

Ele mentiu, como hoje a TAM continua mentindo para os passageiros. Ele vendeu o que não tinha, vendeu e não entregou, da mesma forma como a TAM continua fazendo overbooking e não é punida pela ANAC. Ele permitiu que seus auxiliares de refestelassem nos cargos, defecando e andando para a população, como aquela mulher do charuto (da ANAC, gente do seu "capitão do time", Dirceu, não?), a qual, aliás, foi agora oficialmente condecorada pelos seus altos méritos aeronáuticos. Está certo: na ‘Era Lula’ o mérito sem honra é sinônimo da capacidade de seguir um script de aparelhamento e de corrupção.

Ele nos sonegou informações, assim como a Infraero – aquele órgão loteado entre seis partidos, que reformou os aeroportos com cerâmica cara e granito vermelho, mas não teve a idéia de consertar as pistas ou aumentar os postos de check in – nos sonega todos os dias.

Ele avacalhou as Forças Armadas, humilhou a Aeronáutica, bypassou a hierarquia, desautorizou os comandantes, obrigou altos oficiais a mentirem para a população com explicações fajutas de que temos o melhor sistema de controle de tráfego aéreo do mundo. E esses funcionários do Estado (imaginando-se subordinados às conveniências políticas de um governo, o que constitui falta gravíssima porquanto representa uma intervenção do poder militar na esfera civil), irresponsavelmente, vêm a público levantar – antes de terem apurado qualquer coisa – a hipótese de sabotagem para explicar o mais recente "apagão" (o amazônico) e criar um diversivo (deixando "no ar" a suspeita: ‘quem sabe todo o caos aéreo não passe de um golpe solerte dos controladores de vôo ou, quem sabe, melhor ainda, de um agente infiltrado da oposição?’).

Deveriam ter vergonha esses militares que, com tal comportamento, estão derruindo suas próprias tradições. Forças Armadas não podem divulgar levianamente teses especulativas; e mesmo que fosse sabotagem de subordinados, em uma instalação militar a responsabilidade é de quem, senão do comando? Ou seria do inimigo? Que inimigo?

Talvez a responsabilidade maior seja nossa mesmo, dos brasileiros, que já sabemos quem é Lula, mas, até agora, ficamos assistindo tudo de braços cruzados.Sim, já sabemos quem é Lula. Mas quem somos nós, os brasileiros, que – com o nosso cala-consente e com a nossa covardia – deixamo-nos desgovernar por um tipo como esse por tanto tempo? Ora os brasileiros somos esses mesmos cordeirinhos que entramos hoje numa aeronave, ficamos duas horas trancados, com cintos de segurança afivelados, parados no pátio. E depois, sem termos recebido qualquer explicação convincente, voltamos para o saguão dos aeroportos de rabo entre as pernas.Não é necessário mais nenhum dado, nenhuma análise.

Está provado: Lula não tem condições de governar o Brasil. Sobretudo não tem condições pessoais de continuar na presidência. Pouco importa se ele ainda tem altos índices de popularidade e, com seus 67%, já esteja quase alcançando os 70% que Fujimori, aquele bandido que governou o Peru na década de 1990, tinha no seu período áureo, quando assaltava os cofres públicos e violava os direitos humanos. Pouco importa se os pensionistas do "Bolsa-Esmola" e os "pensionistas" do BNDES continuam apoiando-o. Lula deveria ser removido da cadeira que ocupa em nome da decência, pelas pessoas de bem deste país. É um imperativo ético e democrático, que já está virando uma questão de saúde das nossas instituições e de saúde pública inclusive.

É claro que o governo corrupto de Lula da Silva é um governo ilegítimo – coisa que até agora as oposições não viram, ou não quiseram ver, imaginando que o PT é uma força política normal como as outras, que tem lá seus defeitos mas joga dentro dos marcos da democracia. Aliás, já estamos pagando o preço por essa incompreensão. Mas não é disso que se trata aqui e sim da falta de condições pessoais do governante para continuar na presidência da República.

Augusto de Franco é Articulista. Artigo originalmente publicado em 27 de julho no site de Diego Casagrande: www.diegocasagrande.com.br

O que Nem Regina Duarte Poderia Imaginar

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Maria Lúcia Barbosa

O presidente da República disse na posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tem medo de viajar de avião. Algo muito humano, cuidadosamente escolhido para provocar empatia com os milhões de brasileiros que mais uma vez o assistiram pela TV. Afinal, quem não tem seus receios em alçar-se aos céus?

Entretanto, Lula da Silva, que já bateu recordes em viagens nacionais e internacionais, pode dizer sem susto que avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Não só pelo luxo do aparelho apelidado de Aerolula, que vive a transportá-lo e as suas comitivas, mas pelos cuidados especiais que, naturalmente, são dispensados às viagens de um presidente da República.

Contudo, Lula está com medo de muito mais. Pela primeira vez percebeu que o altar do culto da personalidade, que para ele foi construído, pode estar desmoronando. Acostumado aos auditórios compostos por convidados especiais que sempre o aplaudem ou riem do seu besteirol, aos comícios encomendados onde exercita sua ferve, mistura de repentista com animador de auditório, o presidente ficou extremamente chocado com as vaias recebidas no Maracanã.

O horror foi tamanho que preferiu se esconder. Afinal, a festa de abertura do Pan deveria ser o palco iluminado a lhe conferir intenso brilho pontuado por aplausos estrondosos. No entanto, ficou ele pateticamente, ridiculamente, de microfone na mão. Foi calado pela sexta repetição das vaias de 90 mil gargantas.
Como a memória do povo é curta, certamente os propagandistas do presidente entenderam que bastaria armar alguns palcos artificiais para que o constrangimento fosse esquecido. A mídia se calara sobre o colapso aéreo, enfatizando apenas boas notícias. Mas eis que acontece outro acidente, pior do que o de setembro do ano passado do ponto de vista do número de mortos.

Com relação a primeira tragédia, muitos petistas chegaram a atribuir as manifestações que se avolumavam nos aeroportos por passageiros desesperados diante de vôos cancelados ou atrasados, aos chiliques da “elite branca”. Um evidente atestado de que os adeptos e defensores de Lula da Silva não sabem que o significado de elite é produto de qualidade.

Em todo caso, os marqueteiros reais estavam tranqüilos por considerar que a maioria que viaja de avião pertence à classe média. Como os pobres estão felizes com as bolsas-esmola e os ricos com os grandes lucros auferidos sob o governo de LILS, deduziu-se que as aflições dos “pequenos burgueses” não contavam. Estes servem para sustentar o luxo da “corte” com seus impostos e continuar a votar em Lula da Silva.

Entretanto, o segundo acidente impressionou os brasileiros de todos os recantos desse imenso país. Mostrado amplamente na televisão abalou não só as famílias das vítimas, mas até os que não são usuários do transporte aéreo. Surgiu também, pela primeira vez, a percepção de que o governo e sua figura maior, o presidente da República, tinham algo a ver com aquilo.

Então, mais Lula temeu e se escondeu. Somente três dias após a tragédia o presidente surgiu em cadeia de rádio e televisão para representar um ato em que tentou passar emoção, mas que falhou na conquista do público.

Antes o desgaste governamental ficara por conta da ministra do Turismo e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que como uma Maria Antonieta dos trópicos que mandasse dar brioche ao povo, aconselhou aos sofridos passageiros que se acumulavam nos aeroportos que relaxassem o gozassem.

Após o acinte e em pleno clima de luto brasileiro assistiu-se aos gestos obscenos de Marco Aurélio Garcia, o chanceler de fato e vice-presidente o PT, e de seu assessor, a provar que o senhor Garcia está interessado apenas na continuidade do poder. Ele sabe que para isso deve preservar a imagem do chefe, garantia de privilégios e imunidades para todos os companheiros. Em que pese o apoio do seu partido, a demonstrar o modo de ser petista, o escárnio e a estupidez do assessor do presidente soou como mais uma bofetada no rosto dos brasileiros.

Como se não bastassem todas essas ofensas e condutas impróprias a detentores de cargos importantes, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, condecorou alguns companheiros da Anac, cujo descaso, despreparo e irresponsabilidade relativos ao colapso aéreo são visíveis.

Diante de todas as afrontas de seus auxiliares diretos o presidente, em vez de demiti-los, se escondeu. Ficou com medo de ir ao Sul e ao Sudeste e como um neo-coronel preferiu montar seu auditórios de ficção no nordeste. Não escapou, porém de vaias em Aracaju.

Lula trocou finalmente o ministro da Defesa. Pretende se escorar em Nelson Jobim, o ex-presidente do STF que julgava politicamente e não de acordo com a lei. Na posse do ministro Lula riu, fez os costumeiros gracejos à moda do Faustão, mas, quem diria, está com medo. Nem Regina Duarte poderia imaginar isso.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. Autora dos livros “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – A Ética da Malandragem” e “América Latina – Em busca do Paraíso Perdido”.

O Estado Novo do PT

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Luiz Werneck Vianna

A crer nos indicadores dos dois períodos presidenciais de Fernando Henrique, mas, sobretudo, a partir do mandato de Lula, o capitalismo brasileiro encontrou um caminho de expansão e de intensificação da sua experiência. Contudo, tem sido agora que se vê conduzido por um projeto pluriclassista e com a definida intenção de favorecer uma reconciliação política com a história do país, contrariamente à administração anterior, mais homogênea em sua composição de interesses e decididamente refratária ao que entendia ser o legado patrimonial da nossa herança republicana.

Com efeito, estão aí, neste governo Lula, guindadas a Ministérios estratégicos, as lideranças das múltiplas frações da burguesia brasileira — a industrial, a comercial, a financeira, a agrária, inclusive os cúlaques que começaram sua história na pequena e média propriedades, e que, com a cultura da soja, atingiram o reino do grande capital —, lado a lado com o sindicalismo das grandes centrais sindicais e com a representação dos intelectuais do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). De outra parte, estão aí a revalorização da questão nacional, do Estado como agente indutor do desenvolvimento, o tema do planejamento na economia, a retomada do papel político da representação funcional, da qual é ícone institucional a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Se, antes, a ruptura com o passado fazia parte de um bordão comum ao PSDB e ao PT — o fim da Era Vargas —, sob o governo Lula, que converteu Celso Furtado em um dos seus principais ícones, e em que ressoam linguagens e temas do chamado período nacional-desenvolvimentista em personagens destacados da sua administração, como José de Alencar, Dilma Rousseff e Luciano Coutinho, todos em posições-chave, menos que de ruptura o passado é mais objeto de negociação. Assim, o governo que, no seu cerne, representa as forças expansivas no mercado, naturalmente avessas à primazia do público, em especial no que se refere à dimensão da economia — marca da tradição republicana brasileira —, adquire, com sua interpelação positiva do passado, uma certa autonomia quanto a elas, das quais não provém e não lhe asseguram escoras políticas e sociais confiáveis. Pois, para um governo originário da esquerda, a autonomia diante do núcleo duro das elites políticas e sociais que nele se acham presentes, respaldadas pelas poderosas agências da sociedade civil a elas vinculadas, somente pode existir, se o Estado traz para si grupos de interesses com outra orientação.

A composição pluriclassista do governo se traduz, portanto, em uma forma de Estado de compromisso, abrigando forças sociais contraditórias entre si — em boa parte estranhas ou independentes dos partidos políticos —, cujas pretensões são arbitradas no seu interior, e decididas, em última instância, pelo chefe do poder executivo. Capitalistas do agronegócio, MST, empresários e sindicalistas, portadores de concepções e interesses opostos em disputas abertas na sociedade civil, encontram no Estado, onde todos se fazem representar, um outro lugar para a expressão do seu dissídio. Longe do caso clássico em que o Estado, diante da abdicação política das classes dominantes, se erige em “patrão” delas para melhor realizar os seus interesses, a forma particular desse Estado de compromisso se exprime na criação, no interior das suas agências, de um parlamento paralelo onde classes, frações de classes, segmentos sociais têm voz e oportunidade no processo de deliberação das políticas que diretamente os afetam. Nesse parlamento, delibera-se sobre políticas e se decide sobre sua execução. À falta de consenso, o presidente arbitra e decide.

Contorna-se, pois, o parlamento real e o sistema de partidos na composição dos interesses em litígio, que somente irão examinar da sua conveniência, em fase legislativa, quando couber. Com essa operação, a formação da vontade na esfera pública não tem como conhecer, salvo por meios indiretos, a opinião que se forma na sociedade civil, e as decisões tendem a se conformar por razões tecnocráticas. A criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, agência criada nos começos do primeiro mandato, no curso do qual não desempenhou papel relevante, mas que, agora, parece destinada a cumprir de fato as funções de câmara corporativa a mediar as relações entre o Estado e a sociedade civil organizada, reforça ainda mais as possibilidades de ultrapassagem da representação política. A afirmação da representação funcional como forma de articulação de interesses, sob a arbitragem do Estado, é mais um indicador da intenção de se despolitizar a resolução dos conflitos em favor da negociação entre grupos de interesses.

Com esse movimento, o Estado avoca a sociedade civil para si, inclusive movimentos sociais como os de gênero e os de etnias. Tudo que é vivo gira e gravita em torno dele. Boa parte das Organizações Não-Governamentais (ONGs) são dele dependentes e sequer lhe escapam os setores excluídos, difusamente distribuídos no território do país, os quais incorpora por meio de programas de assistência social, como o bolsa-família, com o que se mantém capilarmente articulado à sua sociedade.

O governo, que acolhe representantes das principais corporações da sociedade civil, ainda se vincula formalmente a elas pelo CDES. A representação funcional lhe é, pois, constitutiva. A ela se agregam, nos postos de comando na máquina governamental, os quadros extraídos da representação política. Contudo, uma vez que, pela lógica vigente de presidencialismo de coalizão, a formação de uma vontade majoritária no Congresso é dependente da partilha entre os aliados de posições ministeriais, os partidos políticos no governo passam a viver uma dinâmica que afrouxa seus nexos orgânicos com a sociedade civil, distantes das demandas que nela se originam. Tornam-se partidos de Estado, gravitando em torno dele e contando com seus recursos de poder para sua reprodução nas competições eleitorais.

A dupla representação — a política e a funcional —, operando ambas à base de movimentos de cooptação realizados pelo Executivo, não somente amplia a autonomia do governo quanto às partes heterogêneas que o compõem, ademais reforçada por sua capacidade constitucional de legislar por meio de medidas provisórias, como cria condições para o seu insulamento político quanto à esfera pública. As múltiplas correias de transmissão entre Estado e sociedade funcionam em um único sentido: de cima para baixo. Nesse ambiente fechado à circulação da política, a sua prática se limita ao exercício solitário do vértice do presidencialismo de coalizão, o chefe do Estado.

Tal couraça de que se reveste o Executivo se acha qualificada pelos notórios avanços da centralização administrativa nos marcos institucionais do país, em que pese a Carta de 1988, de espírito federativo e descentralizador. Com razão, a bibliografia brasileira, desde o publicista Tavares Bastos no Império, associa a opção pela centralização administrativa à natureza autoritária do nosso sistema político, justificada à época pela necessidade de preservar a unidade nacional, tida como ameaçada pelos impulsos separatistas do poder local no período da Regência. Essa associação foi confirmada pelos dois longos períodos ditatoriais do regime republicano — o de 1937-45 e o de 1964-85 —, que, em nome da busca dos fins da modernização econômica, extremaram a centralização administrativa e a prevalência da União sobre a Federação. A reação ao autoritarismo político, que culminou com a democratização do país, atualizou as demandas pela descentralização e pela afirmação do poder local, que se fizeram presentes, como é sabido, no texto constitucional de 1988.

Desde aí se vem confirmando o diagnóstico clássico de que a centralização administrativa também pode ser filha da democracia. As crescentes demandas por políticas públicas orientadas por critérios de justiça social, como as da agenda da saúde, educação e segurança, têm conduzido, na busca da eficácia e da racionalização das suas ações, à centralização do seu planejamento e ao controle da sua execução. De outra parte, a política tributária, nessa última década, tem privilegiado a União sobre a Federação, sobretudo os estados, que, em nome da racionalização, foram obstados de emitir dívidas, privatizados os seus antigos e poderosos bancos, e a Polícia Federal cada vez mais se comporta como a suprema guardiã de todo o aparato civil de segurança. Centralização que, nessa estrita dimensão, ainda se reforça com a recente criação de uma força de segurança nacional, subordinada ao Ministério da Justiça e com sede operacional na Capital Federal.

Registro forte a confirmar a intensidade e a abrangência do atual processo de centralização está indicado na criação do Conselho Nacional de Justiça, presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, assim elevado à posição, até então desconhecida entre nós, de vértice do Poder Judiciário, destinando-se esse Conselho, dotado do poder de estabelecer sanções sobre tribunais e juízes, federais e estaduais, ao controle da administração do sistema da Justiça. Na mesma direção, consagrou-se, com a introdução da súmula com efeito vinculante, o princípio da primazia das decisões dos vértices do Poder Judiciário sobre os juízes singulares, em sua maioria, originários das justiças estaduais. A ação do Ministério Público participa do mesmo movimento, em especial no controle que exerce, pela via das ações diretas de inconstitucionalidade, sobre as leis estaduais.

Tem-se daí que o novo curso da centralização, ao contrário de períodos anteriores, está associado à crescente democratização social e às necessidades de racionalização da administração, inclusive a do Judiciário e do sistema de segurança pública, que dela derivam. Mas esse movimento — por sua própria natureza — atua de cima para baixo, prescinde da participação dos cidadãos, uma vez que decorre da ação das elites ilustradas, selecionadas à margem dos interesses sistêmicos e das corporações que os representam, elites que encontram no governo a oportunidade de realização das suas agendas de democratização social, móvel normativo que presidiu sua formação nos movimentos de resistência ao regime militar. Se o Estado pretendeu, nos idos do Estado Novo, sob a iniciativa das suas elites intelectuais, como Gustavo Capanema, Francisco Campos, Agamenon Magalhães, entre tantos, ser mais moderno que sua sociedade, as elites desse novo Estado, que toma corpo com a vitória do PT, pretendem que ele se torne mais justo que ela.

Sob essa formatação, em que elites dirigentes de corporações integram o comando da política econômica, em que as centrais sindicais tomam assento no governo, em que se valoriza a representação funcional — caso conspícuo o ministro do Trabalho, alçado a essa posição na condição de presidente da CUT —, em que se faz uso instrumental das instituições da democracia representativa, em que se reforçam os meios da centralização administrativa, e, sobretudo, em que se quer apresentar o Estado como agência não só mais moderna que sua sociedade, como também mais justa que ela, o que se tem é uma grossa linha de continuidade com a política da tradição brasileira. Aí, os ecos da Era Vargas e do Estado Novo, decerto que ajustados à nova circunstância da democracia brasileira. Também aí um presidente da República carismático, acima das classes e dos seus interesses imediatos, cujos antagonismos harmoniza, detendo sobre eles poder de arbitragem, cada vez mais apartidário, único ponto de equilíbrio em um sistema de governo que encontrou sua forma de ser na reunião de contrários, e em que somente ele merece a confiança da população.

Nada, portanto, do discurso dos tempos de origem e de confirmação do PT como partido relevante na cena contemporânea. Elo perdido a sistemática denúncia do populismo e das alianças políticas entre partidos representativos de trabalhadores com os de outra extração, assim como desvanecidos os outrora fortes vínculos com a obra de interpretação do país que se aplicava em assinalar a necessidade de uma ruptura com aquela tradição — Sérgio Buarque de Hollanda, Florestan Fernandes e Raymundo Faoro eram, então, as principais referências.

Se, no começo da sua trajetória, o PT se apresentava como portador da proposta de um novo começo para história do país, na pretensão de conformá-la a partir de baixo em torno dos interesses e valores dos trabalhadores — a parte recriando uma nova totalidade à sua imagem e semelhança —, a reconciliação com ela, levada a efeito pelo partido às vésperas de assumir o poder, conduziu-o aos trilhos comuns da política brasileira. A totalidade adquire precedência sobre os interesses das partes, ponto enunciado claramente pelo próprio presidente da República, nos seus primeiros dias de governo, em marcante discurso às lideranças sindicais, quando reclamou delas que, em suas reivindicações, levassem em conta o interesse nacional. Nessa chave, conceitua-se o próprio desenvolvimento do capitalismo no país e sua inscrição no chamado processo de globalização como processos a serem subsumidos ao interesse nacional, cuja representação tem sede no seu Estado. De fato, para uma orientação desse tipo, o melhor repertório se encontra em nossa tradição republicana.

Mas essa opção não foi feita a frio. O programa do PT era, com suas variações, o de uma esquerda brasileira clássica, e, como tal, se orientava no sentido de preconizar reformas estruturais que permitissem dirigir os rumos da economia para as necessidades da sua população e favorecer um desenvolvimento auto-sustentado das forças produtivas nacionais. Ainda no período eleitoral, a reação a esse programa veio sob a forma de uma rebelião do mercado, de que o descontrole no preço do dólar foi apenas um indicador. Nesse sentido, tentar realizá-lo, depois de oito anos de governo FHC, que não só levara o país a debelar a crônica inflação brasileira e rebaixara dramaticamente, sob consenso geral das elites econômicas, a presença do Estado na economia, em clara inclinação favorável às forças de mercado, continha in nuce as possibilidades de se inscrever o país na lógica das revoluções.

A opção do governo recém-eleito, como se sabe, foi a de ceder à contingência, abdicar do seu programa e das veleidades revolucionárias de amplos setores do seu partido e de se pôr em linha de continuidade com a política econômico-financeira do governo anterior. A inovação viria da política. Em primeiro lugar, instituindo o Estado como um lugar de condomínio aberto a todas as classes e principais grupos de interesses. Em segundo, pela recusa a um modelo de simplificação do Estado, que preponderava no governo anterior, o que importou uma aproximação, mais clara à medida que o governo aprofundava sua experiência, com temas da agenda da tradição republicana — o nacional-desenvolvimentismo de Dilma Rousseff e de Luciano Coutinho, por exemplo — e com seu estilo de fazer política.

O caráter do governo como condomínio entre contrários encontra sua expressão paradigmática nas relações entre o capitalismo agrário e os trabalhadores do campo, aí incluído o MST, ambos ocupando, pelas suas representações, posições fortes na Administração. Os duros e constantes conflitos que os envolvem, no terreno da sociedade civil, em torno de questões que vão da propriedade da terra ao uso de transgênicos na agricultura, não têm impedido a permanência dos seus representantes no governo. Prevalece a política, salvo em matérias tópicas, de procurar conciliar pragmaticamente as controvérsias que os opõem, legitimando, ao menos no plano simbólico — isso mais no caso do MST —, a validade das suas pretensões. A mesma relação, com idênticas conseqüências, se reitera no caso das lideranças empresariais e sindicais com assento em ministérios, em litígio aberto na sociedade civil no que se refere a questões previdenciárias, da legislação trabalhista e da sindical.

Esse Estado não quer se apresentar como o lugar da representação de um interesse em detrimento de outro, mas de todos os interesses. Essa a razão de fundo por que o governo evita a fórmula de poder decisionista e também se abstém de propor mudanças legislativas em matérias estratégicas, como a tributária, a da reforma política e a da legislação sindical e trabalhista, que, com sua carga potencialmente conflitiva, poderiam ameaçar a unidade de contrários que intenta administrar. Pragmático, desde a primeira vitória eleitoral, negocia e compõe com os interesses heterogêneos que convoca para seu interior, manobra com que se evadiu do caminho de rupturas continuadas aberto à sua frente.

A forma benigna com que a esquerda chegou ao poder — a via eleitoral — não tinha como escamotear, até com independência da consciência dos atores sobre sua circunstância, de que se estava no limiar de uma revolução. Começadas as grandes mudanças estruturais, seguir-se-ia o momento da mobilização popular e da sua contínua intensificação. Nesse contexto hipotético, o front dos conflitos agrários, sem dúvida, comporia o cenário mais dramático para o seu desdobramento. A rigor, as forças da antítese não quiseram assumir os riscos da sua vitória, reencontrando-se com o adversário que acabaram de derrotar. São as forças da antítese que se apropriam do programa das forças da tese, contra as quais tinham construído sua identidade. Não havia contradição a ser superada. A dialética sem síntese da tradição política brasileira, mais uma vez, restaura o seu andamento.

Invertem-se, porém, os termos da revolução passiva clássica: é o elemento de extração jacobina quem, no governo, aciona os freios a fim de deter o movimento das forças da revolução, decapita o seu antagonista, comprometendo-se a realizar, sob seu controle, o programa dele, e coopta muitos dos seus quadros, aos quais destina a direção dos rumos sistêmicos em matéria econômico-financeira. Mas será dele o controle da máquina governamental e o comando sobre as transformações moleculares constitutivas à fórmula do conservar-mudando, direcionadas, fundamentalmente, para a área das políticas públicas aplicadas ao social. Decididamente, o desenlace de 2002 não foi o de uma contra-revolução.

Os setores subalternos não são mobilizados, e se fazem objetos passivos das políticas públicas, que, em muitos casos, incorporam à malha governamental lideranças de movimentos sociais, apartando-as de suas bases. Os partidos de esquerda e os movimentos sociais institucionalizados, quase todos presentes no governo, retidos nessas suas posições, aderem ao andamento passivo e se deixam estatalizar, abdicando de apresentarem rumos alternativos para o desenvolvimento, demonstrando, nessa dimensão, anuência tácita com a herança recebida dos neoliberais da administração econômica do governo FHC. O ator definha, e os protagonistas são, por assim dizer, os fatos.

Mas a inversão da lógica da revolução passiva não obedece à mesma pauta da sua forma canônica. Nessa sua forma bizarra, não são as forças da conservação que se encontram na posição de mando político legítimo, não contando, pois, com plenos recursos para administrarem a fórmula do conservar-mudando. Exemplar disso o fato de que a agenda de reformas — a tributária, a da previdência e a da legislação sindical e trabalhista —, que essas forças compreendem como necessárias à estabilização e ao aprofundamento do capitalismo brasileiro, não venha encontrando passagem para sua implementação, barradas, ao menos até agora, pela ação combinada dos movimentos sociais com a sua representação no governo.

Assim, mesmo sob o império dos fatos, persistem papéis para um ator que, presente na coalizão governamental, invista na mudança, em particular na ação de resistência a políticas públicas que lhe sejam adversas e na democratização da dimensão do social, desde que não atinja a região estratégica do mundo sistêmico, blindado às intervenções originárias de territórios estranhos aos seus. Eventualmente, e na margem, pode-se mais mudar que conservar. Com os antagonismos sociais importados da sociedade para o seu interior, o Estado de compromisso que procura equilibrá-los é um lugar de permanente tensão, cuja coesão depende unicamente do prestígio popular do seu chefe. Daí que, contraditoriamente, a política em curso, cujo programa parece limitar-se à adaptação à sua circunstância, dependa tanto da intervenção carismática do ator, que é, afinal, o cimento dessa, além de bizarra, frágil construção.

A sua fragilidade conspira contra a sua permanência. Cada classe, fração de classe ou grupamento de interesse, nesses cinco anos de governo em condomínio, aprendeu, por lição vivida, nos seus litígios no interior da máquina governamental, que a melhor forma de vencer — ou de não perder tudo — está em sua capacidade de arregimentar forças na sociedade civil. Tal arregimentação, por sua vez, repercute no interior do governo e dificulta o processo de composição dos interesses contraditórios em que se acha empenhado permanentemente. A esquerda tem como alvo principal a administração do Banco Central, caixa-preta da política econômico-financeira do país, a direita encontrou o seu na presença do PMDB na coalizão política que sustenta o governo, sem a qual ele perde força no Congresso e na sociedade.

E mais, a construção tem prazo de validade: o fim do mandato presidencial em 2010. Os antagonismos, à medida que essa data já se põe no horizonte, começam a procurar formas próprias de expressão, em um cenário com partidos em ruínas e instituições políticas, como o Parlamento, desacreditadas pela população. Tal tendência, ameaça virtual ao estado novo do PT, deverá se confirmar quando as campanhas eleitorais — a primeira, em 2008 — vierem a reanimar a agenda contenciosa das reformas institucionais (a da previdência à frente). Mas já se faz sentir, entre tantos sinais, no mundo sindical, com o anúncio de rompimento do PCdoB, um partido integrante do governo, com a CUT, em nome de uma ação sindical mais reivindicadora, e, no mundo agrário, com a contestação do MST à política do agronegócio do etanol.

De qualquer sorte, da perspectiva de hoje, já visível o marco de 2010, não se pode deixar de cogitar sobre as possibilidades de que o condomínio pluriclassista que nos governa venha a encontrar crescentes dificuldades para sua reprodução, em particular quando se tornar inevitável, na hora da sucessão presidencial, a perda da ação carismática do seu principal fiador e artífice. Na eventualidade, no contexto de uma sociedade civil desorganizada, em particular nos seus setores subalternos, e do atual desprestígio de nossas instituições democráticas, a política pode se tornar um lugar vazio, nostálgico do seu homem providencial, ou vulnerável à emergência eleitoral da direita, brandindo seu programa de reformas institucionais, entre as quais a de simplificar ao máximo o papel do Estado, a ser denunciado como agência patrimonial, fonte originária da corrupção no país.

Impedir isso é a tarefa atual da esquerda. Mas ela somente reunirá credenciais para tanto, se, rompendo com o estatuto condominial vigente, for capaz de reanimar seus partidos, aí compreendido o PT, e de estabelecer vínculos concretos com os movimentos sociais, sempre na defesa da sua autonomia, em torno de suas reivindicações. E, sem preconceitos, favorecer alianças, nas eleições e fora delas, com todos os partidos, associações e personalidades de adesão democrática, em favor de um programa centrado no objetivo de destravar os entraves ao crescimento econômico e de promover a justiça social.

Luiz Werneck Vianna é sociólogo e professor do Iuperj. Escreveu, entre outros, Liberalismo e sindicato no Brasil. Artigo originalmente escrito em 10 de julho e publicado no site Gramsci e o Brasil. ttp://www.acessa.com/Gramsci/