sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Renan é cabra marcado para cassação, e Lula agora teme que ele se vingue revelando negócios de Lulinha

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Como a queda de Renan Calheiros é inevitável no Senado, o Palácio do Planalto agora se apavora com a possibilidade de o aliado cumprir as ameaças que vinha fazendo nos bastidores. Renan tinha se comprometido a não tocar mais em assuntos delicados para o presidente Lula da Silva, caso desse certa a manobra para absolvê-lo no Conselho de Ética. A armação do voto secreto, que o salvaria, falhou. Na quarta-feira que vem, a cabeça do presidente do Senado será pedida.

Renan pode deixar vazar detalhes de uma operação empresarial que não é mais segredo. A Gamecorp, do primeiro-filho Fábio Luiz da Silva, pretende explorar canais da nova rede de tevê a cabo que a Telefónica pretende implantar no Brasil, depois que a Editora Abril vendeu 19,9% da participação na TVA. O negócio envolveu R$ 1 bilhão de reais. Os ataques de Renan à revista Veja – que o detonaram – foram um recado indireto ao presidente Lula que a máquina do Planalto deveria ser usada para salvá-lo da cassação. Renan prometera ficar absolutamente quieto, em troca da absolvição política. Como será detonado, quer levar outros para o cadafalso político.

Renan Calheiros jogou ontem todas as fichas na competência do senador Leomar Quintanilha, cuja missão era impor a salvadora votação secreta no Conselho de Ética. Renan chegou a costurar um acordo por debaixo dos panos. No voto fechado, seria absolvido e renunciaria à presidência do Senado, ficando apenas com o mandato. Mas tudo deu errado. Diante da desmoralização do Senado, a maioria dos senadores pregou o voto aberto. A votação do caso Renan acabou adiada para quarta-feira que vem, dia 5 de setembro, na semana do feriadão. Renan ganhou uma sobrevida porque seus aliados Wellington Salgado (PMDB-MG) e Gilvam Borges (PMDB-AP), pediram vista, para analisar o mérito.

Cadê o decoro, senadores?

Se o Conselho de Ética existe para zelar pelo decoro parlamentar — um conjunto de normas de conduta a serem seguidas por senadores e deputados e inclui a proibição de expressões que configurem crime contra a honra -, ontem se transformou na negação de si mesmo.

A leitura do relatório de 73 páginas sobre o caso Renan foi tensa, com senadores trocando ofensas aos gritos.

Tasso Jereissati (PSDB-CE) insultou Almeida Lima (PMDB-SE), um dos defensores de Renan:

Calma, boneca. Calma, menina”.

Almeida Lima ficou mais nervoso e provocou:

Senador, esse trejeito não lhe fica bem”.

Tasso deu murros na mesa, devolvendo o insulto:

Você é um palhaço. Deixa de palhaçada, rapaz, você é um vendido”.

Ambos tiveram que ser contidos, e o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha, interrompeu a sessão por alguns minutos.

Chega de impunidade

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) defendeu ao Alerta Total a agilidade no caso Renan Calheiros:

"Em relação ao caso do Presidente do Senado, defendo agilidade no julgamento. Entendo que a opinião publica já esta cansada, além do que a demora numa decisão desgasta demais o conceito da instituição, uma vez que a sociedade brasileira exige dos seus representantes no Congresso Nacional uma postura ética compatível com a confiança neles depositada. Por isso é preciso agilidade, com o encaminhamento da questão ao Plenário do Senado Federal para deliberar a respeito".

O senador Álvaro Dias defendeu as razões do voto aberto:

"A deliberação tem de ser feita através do voto aberto, tanto no Conselho de Ética, como no Plenário. Do contrário passa-se à opinião pública a idéia de que somos uma Casa de malandros corporativistas se auto-protegendo. Acho que o voto aberto faz com que o eleitor possa conhecer a postura ética dos seus representantes".

Os escudeiros

Almeida é um dos três relatores do processo, aliado de Renan, e defendia o arquivamento, alegando falta de provas.

Os outros dois relatores — Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-ES) —, porém, pediram a cassação por quebra de decoro.

A votação foi adiada porque outros dois aliados de Renan, Wellington Salgado (PMDB-MG) e Gilvam Borges (PMDB-AP), pediram vista, para analisar o mérito.

Os oito Pecados do Renan

Os senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) apontaram ontem pelo menos oito razões para detonar a cassação de Renan Calheiros.

1) Usar lobista para pagar contas pessoais: "Há, aí, uma relação conflituosa. Por um lado o interesse da sociedade em que seja preservada a honra da Instituição Senado Federal e por outro o interesse pessoal do Representado na solução de seu problema particular. Deveria ter procurado outro meio que não ensejasse dúvidas sobre conflitos de interesses. Haveria, se fosse o caso, de procurar outro amigo que não tivesse a ocupação profissional de defender interesse de empresa com significativos pagamentos feitos por meio do Orçamento da União, na medida em que assim evitar-se-ia qualquer suspeita sobre a lisura do relacionamento. Houve quebra de decoro."

2) Patrimônio não condiz com pagamentos a jornalista: "No ano de 2005 houve falta de recursos para fazer frente às despesas do Representado em mais de R$ 24.500,00! Ou seja, a perícia demonstrou que o Representado não poderia ter pago os valores relativos às despesas privadas e mais os valores que foram pagos a Sra. Mônica Veloso, com os recursos que disse ao Conselho de Ética que possuía".

3) Irregularidades fiscais: "As irregularidades de declaração de sua renda, a escrituração inadequada de seus negócios agropecuários, a forma como desconsidera a aplicação da legislação fiscal são evidentes no presente processo. Restou provado que esta é uma prática longeva e reiterada do Representado, não um mero erro episódico. Não é admissível que um Senador da República assim se comporte. Houve quebra de decoro e prática reiterada de irregularidades fiscais".

4) Omissão de contas bancárias: "Nestes termos, concluem os peritos da Polícia Federal, com base nos atos normativos do BACEN que o DOC "D", sigla utilizada pelos bancos para as transferências interbancárias entre contas de mesma titularidade, evidencia haver outras contas correntes ou movimentações bancárias que não foram apresentadas pelo Senador Renan Calheiros. Este fato revela, de forma inequívoca, o cometimento de quebra de decoro parlamentar, pela prestação de informação inverídica ao Senado e à Nação, já que a existência de outras contas-correntes atesta que o Senador não patrocinou a quebra total de seu sigilo bancário que propalou em seu discurso".

5) Uso da verba indenizatória para gastos pessoais: "Em qualquer uma das alternativas possíveis para a explicação da declaração feita pelo Senador Renan Calheiros, resta configurada a prática de quebra de decoro parlamentar, pela utilização dos valores recebidos sob a rubrica de verba indenizatória ou como fonte de recurso para pagamento de despesas alheias à sua atividade de Senador ou para o incremento de seu patrimônio ou, ainda, pela prestação de informação falsa em Plenário".

6) Saques em dinheiro usados para pagamento de gastos das fazendas e não para a jornalista: "De fato, a verificação comparativa entre a Declaração de IR e a documentação de suporte apresentada pelo Representado juntamente com sua defesa, demonstra que diversos cheques listados na planilha encaminhada a este Conselho como "saques em dinheiro" informando que eram retirados para pagamento à sra. Mônica, na verdade se prestaram a pagamentos de imobilizações ou despesas com suas fazendas, representando, em 2004, valores superiores a R$ 550.000,00. Vê-se, pois, que aquelas planilhas contendo listagem dos "SAQUES EM DINHEIRO" produzida pelo Representado, a partir dos extratos bancários não se prestam a atestar que os valores neles contidos foram retirados em espécie daquela conta-corrente, o que nos leva a afirmar que houve tentativa de induzir o julgador a erro".

7) Empréstimo da empresa Costa Dourada: "Os noticiados empréstimos feitos pelo Representado junto à empresa Costa Dourada Ltda. são, de qualquer ângulo de análise, elementos complicadores de sua situação. De um lado, a falta de prestação de informação ao Conselho é absolutamente inadmissível. Outra irregularidade gravíssima é a ausência de informação ao fisco, a não informação nas Declarações de Imposto de Renda sobre os contratos. Há quebra de decoro pela omissão do contrato, bem como pelas conseqüências de sua apresentação dos pontos de vista da inapetência para produzir veracidade das alegações que ele procura comprovar".

8) Mentir ao omitir informações essenciais à investigação: "Há quebra de decoro quando o Representado omite deliberadamente qualquer informação que poderia ter relevância para as investigações. É verdade que a ninguém, em processo judicial, é imputado dever de produzir prova contra si próprio, mas aqui não é este o caso. O que fez o Representado foi omitir a entrega voluntária de um documento e a posterior apresentação oportunista do mesmo. O resultado da avaliação do processo revelou que o senador Renan Calheiros não obedeceu aos ditames ético-políticos do princípio da veracidade, tentando induzir a erro os senadores da República, desonrando o Senado Federal através de informações sabidamente inverídicas

Atriz substituta

Os leitores da revista Playboy terão um bom motivo para esperar um mês para apreciar as fotos de Mônica Veloso do jeito que Renan cansou de ver.

Na edição deste mês de setembro, Mônica é bem substituída pela atriz Bárbara Paz.

A gracinha posou para o ensaio no Teatro Oficina, em São Paulo.

Senha para o acordão em 2010

O Partido dos Trabalhadores inicia hoje seu 3º congresso nacional articulando a sucessão de Lula, que jura não querer terceiro mandato.

O presidente petista, Ricardo Berzoini, já avisou o partido pretende repensar a estratégia para as eleições de 2008 e admite ser possível abrir mão da cabeça de chapa para a sucessão presidencial de 2010.

"Não devemos ser arrogantes, temos de dialogar".

O caminho está escancarado para uma chapa presidencial com Nelson Jobim na cabeça, pelo PMDB, tendo a Super Poderosa Ministra Dilma Rousseff como vice.

Arakiri Supremo

O ministro Ricardo Lewandowski foi obrigado ontem a pedir desculpas aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) por ter afirmado que, no julgamento da denúncia do mensalão, todos votaram "com a faca no pescoço".

"Na verdade, o que quis dizer foi que eu é que estava com a faca no pescoço".

Ninguém continua entendendo o que quis dizer o ministro – um dos poucos que aliviou a barra dos mensaleiros nas votações do STF

Digno de Deuses

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie Northfleet, foi obrigada a divulgar uma nota oficial, para ressaltar que o tribunal "não permite nem tolera que pressões externas interfiram em suas decisões".

Ellen Gracie teve de reafirmar "a dignidade da Corte, a honorabilidade de seus ministros e a absoluta independência e transparência dos seus julgamentos".

Com o “comunicado” ficou claro que os ministros do nosso STF estão degraus acima de Deus – que nos perdoa a todos pela heresia.

Brecha para o Zé

A resposta dura de Ellen Gracie foi provocada porque José Dirceu de Oliveira e Silva, horas antes, havia colocado em suspeição a votação no STF.

O julgamento, no mínimo, está sob suspeição. Quem me dá garantia que vou ser julgado, daqui a dois anos, seguindo apenas a Constituição? Estou perplexo, estupefato e quase em pânico. Isso é impensável em qualquer País”.

Sempre com mania de perseguição, José Dirceu reclamou temer pelo seu futuro, e criticou a influência da imprensa sobre as decisões do Judiciário:

Estamos caminhando para a ditadura da mídia no País”.

Jurando inocência

Dirceu promete silêncio, até responder pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

Zé avisou que não pretende tomar nenhuma medida judicial para anular a decisão do STF, pois jura inocência:

Não há culpabilidade como deixaram claro todos os ministros do Supremo. Eu preferia estar servindo ao país, seja como dirigente do PT; ou como parlamentar; ou como membro do governo que ajudei a eleger e reeleger. Mas a realidade é outra”.

Não há provas...

José Dirceu voltou a afirmar que é inocente e que conseguirá responder a todas as acusações feitas pelo procurador-geral da república, Antônio Fernando de Souza.

Quaisquer indícios, provas e denúncias de que eu tenha participado ou omitido, não de mensalão porque não houve e nem desvio de dinheiro público porque não está provado, e em todo o processo que levou ao chamado 'valerioduto', envolvendo recursos para campanha e para dívidas de campanha, o que chamamos de caixa dois no Brasil, não há provas de que eu tenha participado”.

Dirceu deu uma ótima notícia: desistiu de fazer uma campanha para pedir a anistia da cassação do seu mandato de deputado federal, ocorrida no final de 2005 em função do escândalo do mensalão.

Quadrilha contra o tempo...

Se até agosto de 2011 o tribunal não levar a julgamento o caso do mensalão, parte dos réus pode ficar imune à punição.

O Código Penal prevê pena de 1 a 3 anos de prisão para condenados por formação de quadrilha.

Como os réus investigados no processo do mensalão são primários, a tendência é de que, se forem condenados, será aplicada pena próxima à mínima.

Se isso for confirmado, a prescrição ocorrerá quatro anos após a abertura do processo - ou seja, em 2011.

Para outros crimes incluídos no inquérito os prazos são maiores.

Vargas não merecia esta

Na reunião ministerial na Granja do Torto, o presidente Lula da Silva afirmou que, em termos de avanço do País, seu governo só poderá ser comparada ao período do ex-presidente Getúlio Vargas, que governou duas vezes o Brasil, de 1930 a 1945 (metade sob ditadura) e de 1951 a 1954.

"O legado do meu governo será a consolidação das políticas sociais. As realizações sociais, econômicas e políticas desse governo só serão comparáveis com o governo Vargas".

O relato foi do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, que divulgou outra declaração de Lula:

"As instituições funcionam plenamente, a imprensa é livre para falar o que quer, as decisões políticas são sólidas, porque são fruto de um debate maduro".

Pressão contra o promotor assassino

A cidade de Jales, distante 596 quilômetros de São Paulo, se mobiliza para impedir que o promotor Thales Ferri Schoedl, assuma na próxima segunda-feira seu cargo no Ministério Público na cidade.

O promotor é acusado do assassinato do estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, em dezembro de 2004,

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, da subseccional Jales, Guilherme Soncine da Costa, informou o Ministério Público que Schoedl não é bem-vindo.

Os moradores fizeram um abaixo-assinado e organizam um ato de repúdio na Câmara Municipal contra a decisão do Órgão Especial do Ministério Público de mantê-lo na promotoria, com cargo vitalício e salário de R$ 10 mil.

Corporativismo é isso...

A votação, apertada no órgão Especial do Ministério Público (16 votos a 15), a favor de Schoedl, ocorreu na quarta-feira.

Schoedl também ganhou direito a ter foro privilegiado e não será julgado pelo Tribunal do Júri.

O advogado da família do jovem assassinado, Pedro Lazarini, já apelou ao Conselho Nacional do Ministério Público para reverter a decisão.

Com 14 membros, o Conselho tem o poder de afastar novamente Schoedl do cargo.

Matando na ferrovia

Enquanto os governadores Sérgio Cabral Filho (PMDB) e José Serra (PSDB) anunciavam, no Palácio dos Bandeirantes, o megalômano projeto do Trem Bala ligando o RJ a SP, um acidente ferroviário, gerado pelo descaso e má conservação da linha da Supervia, provocava a morte de 8 pessoas e deixava 111 feridas, na Baixada Fluminense.

Foi o segundo maior acidente ferroviário dos últimos 50 anos no Rio de Janeiro.

De acordo com a concessionária, a composição prefixo UP-171, que partira da Central do Brasil em direção a Japeri às 15h10m, com cerca de 800 passageiros, bateu às 16h09m no último vagão do comboio WP-908, que manobrava vazio a 200 metros da estação de Austin, em Nova Iguaçu.

A SuperVia informou que naquele trecho os trens trafegam a até 80km/h.

A omissão

O presidente do Sindicato dos Ferroviários, Valmir de Lemos, o Índio, denunciou a má conservação da linha.

Há denúncia desde 2001, enviada ao Ministério Público, sobre a má-conservação e o excesso de trabalho dos ferroviários. O normal é se trabalhar oito horas. Só que eles estão trabalhando de 10 a 12 horas e sobre forte pressão psicológica”.

O sindicalista também acusou a SuperVia de não investir na sinalização e em equipamentos de segurança para o sistema:

Foi falha técnica da SuperVia. Tenho informação de que é comum trilho ser preso no dormente por três parafusos mas, às vezes, põe um ou nenhum. Por falta de parafuso, o trilho abriu e tombou”.

Trem bala na nossa cabeça

Há mais de 20 anos no campo das intenções, o projeto que prevê a ligação ferroviária entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo voltou a ser discutido ontem.

Os governadores Sérgio Cabral Filho e José Serra assinaram um convênio que cria um grupo de trabalho interestadual para acompanhar o desenvolvimento do que seria o primeiro trem-bala brasileiro.

O Ministério dos Transportes e a empresa italiana Italplan começaram a desenvolver um projeto técnico sobre a futura linha.

O negócio interessa à ministra Dilma Rousseff, madrinha do projeto.

Obra bilionária

Pelos cálculos da Italplan, o custo da obra seria de US$ 9 bilhões.

E se a licitação fosse aprovada no ano que vem, o trem entraria em funcionamento em 2015.

Ainda pelo projeto da empresa italiana, o trem teria capacidade para transportar 855 passageiros por viagem, além de carga leve.

Sem paradas intermediárias, o percurso seria feito em 1h30m, em uma velocidade média de 280 quilômetros por hora.

A passagem ficaria em torno de R$ 130.

Brincando de candidato

Ainda na cerimônia do acordo ferroviário megalômano, José Serra fez brincadeira de candidato:

Espero que isso aconteça no primeiro mandato, mas pode acontecer no segundo”.

Em tom de brincadeira, Serra admitiu a possibilidade de se candidatar à reeleição em 2010.

Era tudo o que Geraldo Alckmin e Aécio Neves gostariam que fosse realidade...

Dança das pesquisas

Números da pesquisa Ipsos, do mês de agosto, divulgada por Cesar Maia em seu ex-Blog de hoje:

1. Entre estes candidatos da oposição a presidente do Brasil em 2010 em quem votaria?

Serra 27%.

Alckmin 24%.

Aécio 10%.

Denise Frossard 2%.

N/B/N/NS/NR 37%

2. Entre o candidato mais forte do governo e estes da oposição, em quem votaria?

Serra 39% x Ciro Gomes 27%.

Alckmin 33% x Ciro Gomes 29%.

Ciro Gomes 39%x Aécio Neves 15%.

Roubo nos trilhos

As empresas usuárias do transporte ferroviário de cargas vão formalizar nos próximos dias uma representação no Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) contra as concessionárias que operam a malha nacional, alegando práticas abusivas de tarifas e coação sobre clientes.

As empresas de carga acusam a ferrovias teriam obtido resultados financeiros expressivos nos últimos anos, sem contrapartida na melhoria dos serviços prestados.

A representação será levada pela Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), que representa 26 grupos empresariais, entre eles siderúrgicas, cimenteiras, madeireiras, fabricantes de celulose e papel, de fertilizantes, indústrias químicas e petroquímicas e produtores de ferro-gusa e grãos.

Jobim venceu

Depois de um “acerto” com o governo, o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, e os outros dois diretores da agência decidiram renunciar aos cargos até o final de setembro.

O próximo a sair será Josef Barat, que deve deixar o cargo até 7 de setembro.

Até lá o ministro Nelson Jobim (Defesa) irá indicar os substitutos de Denise Abreu e Jorge Velozo, os primeiros a renunciar.

O Senado precisa aprovar os nomes.

Assim é mole juntar dinheiro...

Cerca de 85% dos recursos correspondentes aos royalties e participações especiais arrecadados com a exploração de petróleo e que seriam destinados aos ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia e da Marinha e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram desviados de suas finalidades previstas em lei para engrossar o superávit primário.
Os recursos foram bloqueados, contingenciados ou continuam nos cofres do Tesouro Nacional.

Da arrecadação de R$ 22,5 bilhões, apenas R$ 3,3 bilhões foram efetivamente gastos.

Entre as atribuições previstas em lei, os recursos deveriam financiar a proteção da costa marítima e das plataformas de petróleo, capacitação de profissionais, reparação de danos ao meio ambiente e estudos geológicos.

Prometer é fácil

Segurando tantos recursos assim no caixa do Tesouro – e não fazendo o que precisa ser feito -, o Brasil atingirá déficit nominal zero dentro de dois anos, quando terá receitas suficientes para cobrir todas as despesas, incluindo o pagamento de juros.

Foi o que afirmou ontem o Ministro da Fazenda, Guido Mantega

O prazo para cumprir a meta era, inicialmente, para 2011.

O déficit nominal acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente R$ 50 bilhões, correspondendo a 2,08% do Produto Interno Bruto (PIB).

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

De Zé Ramalho para Lula

Edição de Imagens do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Circo armado: Renan aposta em votação secreta para ser absolvido e renunciar à presidência do Senado

Segunda Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

O circo já está armado no Senado para a salvação política de Renan Calheiros. Aliados do senador apostam todas as suas fichas na votação secreta do Conselho de Ética do Senado. Se tudo ocorrer por debaixo dos panos, conforme combinado, Renan será absolvido. Já ficou acertado que, livre das acusações, Renan vai renunciar à presidência do Senado. Livre do risco da cassação, Renan ficará na casa “como um simples senador”. Deve pedir licença por uns tempos, alegando estresse, e logo depois retorna como se nada tivesse acontecido.

Os senadores só esperam que Renan Calheiros cumpra integralmente o acordo firmado nos bastidores. O senador teria se comprometido a não tocar mais em assuntos delicados para o Palácio do Planalto – como a venda de 19,9% da participação da Editora Abril na TVA para a Telefônica. Já a provado pela Anatel, mas sob risco de virar uma CPI, o negócio envolve R$ 1 bilhão de reais. A operação mexe com interesses do primeiro-filho Lulinha. A Gamecorp de Fábio Luiz da Silva pretende explorar canais da nova rede de tevê a cabo que a Telefónica pretende implantar no Brasil. Renan prometeu ficar absolutamente quieto, em troca da absolvição política.

O senador não estava brincando quando comentou ontem que “só temia a Deus”.

Jobim manda comandantes calarem a boca sobre livro oficial que pede punição para militares da dita-dura

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Por Jorge Serrão

Manda quem pode. Obedece quem não tem juízo histórico. O “general” Nelson Jobim desferiu ontem mais um ataque à honra militar. O ministro da Defesa impôs o “silêncio obsequioso” aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Os militares estão proibidos de se pronunciar sobre o livro-relatório "Direito à Memória e à Verdade". Lançada ontem pelo presidente e comandante-em-chefe Lula da Silva, a obra relata casos de 479 mortos e desaparecidos, entre os anos de 1961 e 1988, na repressão a adversários políticos da dita-dura militar. A Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça recomenda punição aos “militares criminosos”.

Nelson Jobim vetou a presença dos chefes militares na cerimônia de ontem, no Palácio do Planalto. O ministro da Defesa ainda ordenou como os militares devem tratar o episódio. “Estamos num processo efetivo de conciliação e que as Forças Armadas Brasileiras recebem este ato como um ato absolutamente natural. Não haverá indivíduo que possa a isto reagir. Se houver, terá resposta”. Os militares da ativa devem obedecer às ordens dos chefes Lula e Jobim. Já os militares da reserva devem usar o teatro de operações livre da Internet para mais uma batalha de Itararé contra o governo.

Sem os militares na festinha, o presidente da República resolveu fazer média com os familiares de mortos e desaparecidos políticos. Lula prometeu criar uma comissão para obter dos atuais militares informações sobre os restos mortais de opositores mortos pela ditadura militar (1964-1985). Lula só pediu que sua decisão fosse mantida em reserva, para não atrapalhar as novas negociações sobre informações da repressão política que os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) estabelecerão com os comandantes militares.

Pela primeira vez, um documento oficial do governo denuncia que órgãos de repressão da ditadura militar torturaram e executaram opositores do regime. A obra acusa que, na medida em que determinado agente do Estado sabe para onde foram levados muitos desses corpos e nada revela, persiste, pelo silêncio, praticando o crime de ocultação de cadáver até os dias de hoje. O livro detalha as mortes de militantes políticos que atuaram contra o regime.

De modo maniqueísta, o livrinho oficial não relata a história do outro lado: dos agentes do governo que morreram na luta contra militantes de esquerda e terroristas que usavam o pretexto de “combater a ditadura”, quando, na verdade, empreendiam uma guerrilha revolucionária para a implantação de um regime socialista ou comunista no Brasil.

Não é revanche....

Lula garantiu em discurso que o relatório, produzido ao longo de 11 anos pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos, não tem intenção "revanchista" em relação aos militares.

Os seus familiares e amigos, seguindo uma tradição milenar, reclamam o justo direito sagrado de sepultar seus entes queridos. É esse direito milenar e sagrado é de todos, independentemente de credo religioso ou político. É esse direito que queremos resgatar sem rancor, sem revanchismo de qualquer ordem. Uma das feridas que permanecem abertas é a localização (dos corpos). A gente deveria determinar um prazo e pensar que estratégia utilizar para que a gente pudesse saber onde está (cada corpo)".

O presidente da Comissão de Mortos e desaparecidos, Marco Antonio Barbosa, foi na mesma toada:

Este livro-relatório possibilita fazer justiça à memória e querer justiça não é querer revanche”.

Caso familiar

O ministro Paulo Vanuchi, chefe da Secretaria Especial de Direitos Humanos, também negou que a publicação tenha o objetivo de promover um acerto de contas com os militares.

Este não é um ato de alegria, um ato de festejar. O conteúdo do relatório trata de uma guerra em que não houve vencedor, uma guerra em que todo o Brasil perdeu”.

Um dos irmãos do ministro (Alexandre Vannuchi Leme, líder estudantil e militante do grupo ALN) foi preso no campus da USP em 1973 e dado pelos militares como "morto em atropelamento".

Boa desculpa

Em rápida entrevista após a solenidade, Lula não conseguiu explicar a ausência dos comandantes militares:

Não sei. Primeiro porque não conversei com os militares. Eu fui convidado pela Secretaria de Direitos Humanos. O Jobim foi convidado. Veio quem foi convidado”.

A assessoria do Ministério da Defesa informou que foi Jobim quem decidiu pela ausência dos três comandantes, levando em conta que o comandante do Exército, general Enzo Peri, estaria em missão na Argentina.

Antecedente

Em 1996, quando era ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, Nelson Jobim iniciou o processo de reconhecimento da responsabilidade do Estado pelas mortes na repressão política.

Em seu discurso na festinha de ontem, o “general” da Defesa ressaltou o caráter de "conciliação" da anistia e do reconhecimento de indenização das chamadas "vítimas da ditadura".

Não haverá indivíduo que possa a isso reagir, e se houver terá resposta".

Escancarando geral

Lula repetiu que os arquivos da ditadura vão ser liberados.

Grande parte desses arquivos já foi pro Arquivo Nacional. O que falta vai ser mandado pro Arquivo Nacional e nós queremos contribuir, trabalhar para que a sociedade brasileira feche a página dessa história”.

Os principais cargos de direção no Arquivo Nacional estão nas mãos de dirigentes ou indicados pelo PC do B, principal interessado em revisar a história pós-64.

Dirceu ainda governa?

O delegado Luiz Fernando Corrêa, atual secretário nacional de Segurança Pública, que é ligadíssimo ao PT, foi indicado por José Dirceu para assumir, na próxima segunda-feira, a direção geral da Polícia Federal.

O presidente Lula oficializou uma troca de comando na Polícia Federal e na Agência Brasileira de Inteligência.

Na próxima segunda-feira, o atual diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, assumirá a direção da Abin.

Tiro no Chefão

A oposição quer fazer a crise do mensalão respingar, enfim, na imagem presidencial.
Ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador Geraldo Alckmin cobraram a inclusão do presidente Lula entre os culpados pelo mensalão – que é como ficou popularmente conhecida a compra de apoio político no Congresso.

"Enquanto ele (Lula) não vier a público e não repudiar a ação dos mensaleiros, dá a sensação de que está conivente, ou leniente".

Foi assim que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cobrou uma postura mais firme de Lula.

Pronta resposta

Lula e o PT responderam correndo ao ataque de FHC.

Alegaram que o julgamento do governo veio na reeleição.

Lula comentou que a oposição tentou atingi-lo com o episódio, mas lembrou:

"Eles tentaram me atingir e 61% do povo deu (sic) a resposta na eleição do ano passado. Eles sabem perfeitamente bem o que é um processo. Eu, ao mesmo tempo em que assisto às decisões do Supremo, sem poder dar palpite, sei que o que aconteceu é uma demonstração de que no Brasil as instituições estão funcionando. Quem tiver culpa pagará o preço e quem não tiver será inocentado”.

E o Ali Babá?

Em entrevista à Rádio CBN, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), um dos 40 réus no processo do mensalão, reclamou que faltou coragem ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para denunciar o presidente Lula.

Jefferson acusou Lula de ser "Ali Babá, chefe dos 40 ladrões".

Apenas um reparo histórico: na lenda árabe, Ali Babá não era bandido, nem chefe dos ladrões.

Vai sobrar pros tucanos

O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, avisou ontem que, em breve, denunciará o "mensalão mineiro".

Trata-se do suposto desvio de recursos para financiar campanhas de políticos de Minas, entre eles o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), também pilotado pelo carequinha Marcos Valério.

Lula comemora, pois isso vai obrigar o PSDB a afinar a encenação de oposição, e negociar com o governo o que interessa a eles.

Novas provas

O procurador-geral da República promete provas para reforçar as acusações contra os 40 réus no caso do mensalão.

Segundo Antônio Fernando de Souza, vários laudos, que estavam em fase final de elaboração quando a denúncia foi apresentada, estão prontos para ser incluídos no processo.

Entre eles há um que, de acordo com o procurador, atesta a presença de dinheiro público no esquema: os peritos teriam conseguido demonstrar a transferência de recursos do Banco do Brasil para a agência de publicidade DNA.

Piada de salão, não?

O procurador advertiu que, se depender dele, o caso não vai virar piada de salão, como chegou a antecipar um dos réus, Delúbio Soares.

O MP conseguiu ainda uma perícia que comprovaria o desvio de dinheiro público da empresa Visanet - que tem a participação do Banco do Brasil - para o esquema do mensalão.

A pedido do banco estatal, pelo menos R$ 39,5 milhões foram pagos à DNA Propaganda, de Marcos Valério, por contratos de publicidade cujos serviços não foram totalmente comprovados.

O laudo comprovaria que parte destes recursos foram parar nas mãos dos "mensaleiros":

Distância do PT

Em um recado claro aos tucanos favoráveis a uma aproximação do PSDB com o Planalto, o ex-governador Geraldo Alckmin defende que o partido priorize a oposição ao governo do presidente Lula.

"Entendo que Aécio Neves coloque a questão da civilidade na política e o bom relacionamento entre os partidos em termos administrativos, mas na democracia quem ganha governa e quem perde fiscaliza".

A rusga entre Geraldo e Aécio já antecipa os bastidores da sucessão presidencial de 2010 no ninho tucano.

Pelo telefone...

Em conversa telefônica, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de interferência da imprensa na análise do mensalão.

A imprensa acuou o Supremo”.

Foi a reclamação de Lewandowski a um interlocutor, de nome Marcelo, em telefonema testemunhado pela Folha de S. Paulo, anteontem à noite.

Emprego em risco

O ex-presidente petista José Genoino (deputado federal por SP) e mais quatro parlamentares correm o risco de perder o mandato, caso o julgamento do mensalão seja concluído em dois anos e meio, como prevê o ministro Marco Aurélio Mello, do STF.

João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, e Paulo Rocha (PT-PA), que teria recebido R$ 920 mil de Valério, também estão na mira para perder o empregão de político profissional.

Completam a lista da degola provável os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), que confessou o recebimento de R$ 6,5 milhões do PT, e Pedro Henry (PP-MT), um dos supostos distribuidores do mensalão.

Alvo japonês

Antonio Fernando reconhece que mais provas precisam ser produzidas contra alguns réus.

O procurador-geral cita o caso do ex-secretário de Comunicação do governo Luiz Gushiken, acusado de peculato (desvio de dinheiro público).

A preocupação do Ministério Público é reforçar os dados probatórios que já constam dos autos relativamente a tudo que foi afirmado”.

O grito do inocente

Outro acusado, o ex-presidente do PT e deputado José Genoino (PT-SP) se defendeu ontem, no plenário da Câmara.

Genoino protestou que não pertenceu a nenhuma organização criminosa, como diz a denúncia, e que, após 24 anos de vida parlamentar, seu patrimônio se resume a uma casa numa área popular de São Paulo.

O petista também reagiu contra a acusação de corrupção ativa e formação de quadrilha:

Meu patrimônio é o mesmo há 24 anos. Minha família mora em situação de dificuldade. Não posso aceitar denúncia de corrupção ativa e muito menos denúncia de integrar quadrilha. Participei, sim, da direção do partido, mas ela não era quadrilha nem associação criminosa. Não estamos condenados, mas a cobertura do fato em determinados veículos apresenta-nos como tal. Foi recebida a denúncia e, na condição de réu, vou defender-me de cabeça erguida e com a consciência tranqüila”.

Comparação possível

O ministro Celso de Mello, do STF, comparou o julgamento do mensalão ao do caso Collor.

Para ele, "a grande diferença" está no fato de que, no escândalo do governo Lula, os envolvidos ainda estão no poder, enquanto no do governo Collor, já se encontravam afastados.

Os personagens envolvidos hoje estavam e ainda estão no exercício de atividades políticas. São nomes expressivos, isso faz a grande diferença”.

O bem indicado

O Plenário do Senado aprovou, por 61 votos, a indicação do ministro Carlos Alberto Menezes Direito para integrar o quadro de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Direito entra na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Sepúlveda Pertence.

O nome do ministro segue agora para sanção presidencial, com as bênçãos do PMDB.

Explicou direito?

O senador Jefferson Peres (PDT-AM) pediu que o ministro Direito se pronunciasse sobre voto em processo de US$ 3,4 bilhões envolvendo a Porto Seguros Imóveis.

Na época do julgamento a empresa era representada pelo escritório Lobo & Ibeas onde o filho do ministro, Carlos Gustavo Direito (atualmente juiz), assinou três petições como estagiário.
Direito explicou que, na ocasião não houve julgamento de mérito.

A votação foi apoiada em jurisprudência da Corte quando seu filho já era juiz.

Lembrou que o julgamento, inclusive, foi depois anulado por um incidente processual.

Depois de esclarecer ao questionamento do senador, Direito chorou, se dizendo orgulhoso do filho.

Fugindo de polêmicas

Carlos Alberto Direito evitou em responder algumas perguntas.

Ele calou quando convidado a se manifestar sobre a divulgação pelo jornal O Globo da troca de mensagens entre os ministros do Supremo, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

Também foi questionado sobre o conflito “direito à intimidade versus liberdade de expressão” e se mostrou evasivo:

"Quem lê os meus votos, sabe que sou defensor da liberdade de imprensa. Mas um dos eixos da sociedade é a dignidade da pessoa humana. É preciso levar em conta o princípio da ponderação".

Si Fux

O senador Delcídio Amaral (PT-MS), que presidiu a CPI dos Correios, aprovou a indicação de Carlos Alberto Direito.

Mas o petista considerou o que ministro Luiz Fux, do STJ, estaria também muito bem preparado para ocupar a vaga no STF.

A justificativa é de que Fux teria mais tempo de vida antes da aposentadoria compulsória.

Direito dos bandidos

Extraditando pode aguardar em liberdade o julgamento da Extradição.

O entendimento foi firmado ontem pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento de uma questão de ordem do pedido de Extradição do governo dos Estados Unidos contra Miguel Felmanas.

Ele foi preso durante a Operação Oceanos Gêmeos, da Polícia Federal, em maio do ano passado, acusado de ser integrante de uma quadrilha internacional de tráfico de drogas.

O grupo é acusado de enviar cocaína estocada em depósitos da Colômbia e Venezuela para os mercados consumidores da América do Norte.

Deus já deve estar de saco cheio...

Ao chegar ao Senado ontem, Renan Calheiros voltou a repetir que não sabe de onde acompanhará a votação do relatório.

Cercado pelos jornalistas, indagado sobre se estaria irritado e se temia o julgamento, Renan detonou:

Só temo a Deus”.

Sem influência?

Mesmo sendo presidente do Senado, Renan não foi eleito pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 10 parlamentares mais influentes do Congresso.

Já o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) ficou em primeiro lugar na preferência dos 88 parlamentares que integram a lista dos 100 que são considerados as principais cabeças do parlamento.

Os outros nove são: o líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), o ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), o líder do DEM na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), e o vice-líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

Salvem o Renan

O Conselho de Ética do Senado deve votar hoje os pareceres sobre o primeiro processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Aliados dele tentam fazer com que a votação seja secreta - nesse caso, os dois relatores da oposição, Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES), não deverão apresentar seu parecer.

O terceiro relator, Almeida Lima (PMDB-TO), já avisou que proporá a absolvição de Renan.
Assessor pressionado

O petróleo é deles

Dois grupos de mineração estudam ingressar no mercado de exploração de petróleo e gás.

O empresário Eike Batista, dono da mineradora MMX, saiu na frente e já criou uma companhia para participar do próximo leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Já a gigante mundial de mineração Vale do Rio Doce, maior consumidora individual de eletricidade do País, também começa a estudar investimentos no setor, mais focada na busca de autonomia no suprimento de gás para suas térmicas.

Deu Zebra

A Polícia Federal e a Super Receita Federal calculam que a máfia do bicho eletrônico movimente R$ 100 milhões por ano, dos quais apenas 6% são legalmente declarados.

Os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 180 milhões, contabilizadas inclusive as contribuições para a Previdência.

Ontem, a Operação Zebra começou a desarticular uma quadrilha formada por empresários, advogados, policiais civis e militares, que atuam na exploração de jogo do bicho eletrônico nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e São Paulo. Onze suspeitos já foram presos.

Azar do Oscar

O empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas, teve o seu pedido de Habeas Corpus arquivado pelo ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal.

Maroni pedia a revogação de sua prisão preventiva.

Alegou que sua custódia teria sido motivada unicamente em função do “clamor público”, logo após o acidente com o avião da TAM, ocorrido em São Paulo no dia 17 de julho.

Tacou fogo no marido

O tribunal do Júri de Marilia, no interior de São Paulo, absolveu ontem a dona-de-casa Márcia Regina Trecente, de 36 anos, da acusação de tentativa de homicídio qualificado.

Ela foi presa em flagrante em abril do ano passado depois de jogar gasolina e atear fogo à cama onde dormia o seu companheiro, Marcelo Luiz de Souza, de 29 anos.

A defesa conseguiu convencer os jurados de que a mulher não tinha a intenção de matar o companheiro pois não jogou a gasolina diretamente em seu corpo e nem usou contra ele a faca com que cortou a mangueira da moto.

Resultado: desclassificada a tentativa de homicídio, Márcia acabou condenada a cumprir 2 anos e oito meses em regime aberto, por lesão corporal dolosa.

Ela saiu direto do fórum para sua casa.

Retratinho do Brasil

A má distribuição da riqueza no Brasil, uma das piores do mundo, é comprovada pelo IBGE.

Segundo estudo do instituto, os 10% mais ricos no País, com rendas a partir de R$ 3.875,78 gastam 10 vezes mais que os 40% mais pobres.

A pobrada por aqui é formada por famílias com rendimentos de até R$ 758,25.

Roubo da CPMF

Estudo divulgado ontem pelo IBPT mostra que, em média, o brasileiro trabalha sete dias do ano só para pagar a CPMF.

Para profissionais da saúde e liberais, serralheiros, mecânicos e artistas, são seis dias ao ano (R$ 161,10).

Um taxista trabalha nove dias para pagar a CPMF, o equivalente a um desembolso de R$ 241,65 ao ano.

Sexta 31, no Aeroporto, com direito a Charutão

A Confraria do Garoto irá nesta sexta, 31, ao Aeroporto Tom Jobim, recepcionar com pompas e circunstâncias os turistas e passageiros que nos visitam.

O encontro terá início às 10 h no Terminal 2 (desembarque) e termina as 13h 13min – horário sagrado para a Confraria, que venera o sortudo 13 – que é o número sagrado dos mestres.

Com direito a tapete vermelho, pétalas de rosas, toque de clarins, cartazes e colares de boas-vindas, muita irreverência e arruda, para afastar o azar e abrir os caminhos do turismo do Rio.

No programa, uma homenagem ao Superintendente da Infraero, Pedro Azambuja, por relevantes serviços prestados à Cidade.

Os confrades também reservam um belo charutão para a famosa Catifunda da ANAC, que para nosso gosto, pediu demissão neste mês de agosto.

Vida que segue...

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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Pizza Suprema no forno: Julgamento do mensalão vai demorar pelo menos 5 anos, e vários crimes prescreverão

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

A Suprema Pizza da Impunidade começa a ser assada no forno da injustiça brasileira. O Supremo Tribunal Federal deu apenas a largada no processo contra os 40 réus acusados de formar uma quadrilha que distribuiu, pelo menos R$ 55 bilhões, entre políticos aliados, em troca de apoio nas votações do Congresso, durante o primeiro governo Lula. Mas o julgamento do “Mensalão” pode demorar, no mínimo, cinco anos. O ministro relator do caso, Joaquim Barbosa, avisa que não há previsão de término. Outro dos 11 ministros do STF, Carlos Velloso, já advertiu que alguns crimes devem prescrever neste meio tempo.

Após a publicação do acórdão com a aceitação das denúncias, o STF intimará os 40 acusados. Todos serão interrogados. Cada um deles pode chamar oito testemunhas. Se isso ocorrer, o STF terá de ouvir até 360 pessoas. Advogados de defesa já preparam uma enxurrada de recursos protelatórios. A manobra, prevista em nossa legislação de cágado, pretende arrastar vários dos processos até a prescrição dos crimes que envolvem cinco partidos, três ex-ministros, 11 deputados e 27 advogados de defesa.

O STF não tem a menor condição de julgar o caso. O ex-presidente da corte, Carlos Velloso, chamou atenção para uma obviedade ululante: o STF foi uma corte criada para resolver questões constitucionais – e não para funcionar como um tribunal de primeira instância. Além disso, outros juristas advertem que o STF é um tribunal que julga politicamente, até porque as indicações de seus membros são políticas, do próprio presidente da República. Com a recente indicação de Carlos Alberto Direito, Lula já emplaca a escalação de seis dos 11 ministros no supremo.

Perguntar ofende?

Peço perdão se fiquei de porre com cerveja vagabunda, enjoado com a churrascada feita pela minha equipe de “intiligença” e assassinei o português do botequim, para indagar:

É absolutamente certo – “como dois mais dois é cinco” (sic, analfabeto) - que tais ministros votarão contra os interesses do governo, em processos ainda repletos de falta de provas?

O sempre atento leitor Arlindo Montenegro faz outra provocante indagação:

“Os carinhas estão indiciados. Vão ser processados até perder de vista e cair no esquecimento... e ninguém fala do conteúdo principal e do objetivo principal da ação dos bandidos. Sim porque quem forma quadrilha é bandido e supõe-se que a suprema magistratura desta nação reconheceu isto como fato comprovado. A punição... bom, vai ser interpretação da Lei que sempre privilegia os poderosos”.

“Interessa saber da grana alta, onde está? Interessa saber como foi utilizada e com que finalidade, porque aí, fica caracterizada a intenção da quadrilha. E conte-se também com a grana depositada em conta do marketeiro, na conta aberta num paraíso fiscal, por ordem dos quadrilheiros. Qual é a fonte de abastecimento externo que possibilitou o pagamento lá fora das despesas eleitorais? Isto caracteriza o crime maior, é ou não é?”

Silêncio dos Inocentes?

O presidente Lula da Silva e o presidente do PT, Ricardo Berzoini, preferiram o silêncio obsequioso sobre o caso.

Ontem, ambos não comentaram a abertura de processo contra antigos integrantes das cúpulas do governo e do partido, acusadas de formar uma quadrilha.

O presidente da República decidiu confirmar presença na abertura do 3º Congresso Nacional do PT, na próxima sexta-feira, apesar da abertura de processo contra a antiga cúpula dirigente do partido.

Poderia ser pior...

O governo vê até um lado positivo na denúncia do STF.

Se a denúncia do procurador Antonio Fernando de Souza tivesse sido recusada, é possível que se formasse um novo grupo hegemônico dentro do PT.

O novo esquema tornaria mais difícil a articulação de Lula no sentido de manter o partido aberto a uma candidatura não petista na sucessão de 2010.

O tiro certo

Neste escândalo do mensalão, há pelo menos duas acusações objetivas.

Duda Mendonça, o marketeiro, admitiu que foi obrigado pelo PT a abrir contas no exterior para receber o dinheiro de campanha.

Além de Duda, em um depoimento sob o acordo de delação premiada, o operador de mercado financeiro Lúcio Bolonha Funaro fez uma série de denúncias contra a cúpula do PT e PR no caso do mensalão.

Funaro revelou que ele e dois doleiros emprestaram R$ 3 milhões ao então presidente do PL Valdemar Costa Neto para cobrir despesas da campanha do partido e pagar fornecedores da campanha em apoio à candidatura do presidente Lula

Velocidade Sui generis

A presidente do STF rebateu críticas de ineficiência e lentidão na Corte.

Ellen Gracie Northfleet elogiou o trabalho dos colegas, ressaltando que o tribunal concluiu a primeira fase do trabalho em prazo "absolutamente compatível com a dimensão do caso", que classificou de “sui generis”.

O procurador Antônio Fernando de Souza foi na mesma balada:

"Percebe-se que todo o Tribunal está preocupado em agilizar, dentro dos limites legais, o julgamento deste processo".

O Mentor

"Seria Dirceu o mentor, chefe incontestável do grupo, a quem todos prestavam deferência. Para mim, é o bastante".

Assim ficou eternizada a acusação do relator, Joaquim Barbosa, contra José Dirceu de Oliveira e Silva.

O ex-ministro da Casa Civil de Lula divulgou ontem uma nota criticando o resultado:

"A decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar parcialmente a denúncia contra mim formulada pelo procurador-geral da República é injusta, mas não me surpreende, diante das circunstâncias que cercaram esse julgamento".

Não foi unânime

O ministro do STF Ricardo Lewandowski foi o único a rejeitar a denúncia de formação de quadrilha contra Dirceu, analisada ontem.

Nas sessões anteriores a corte já havia decidido abrir processos pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato e gestão fraudulenta.

Juristas lembram que a falta de unanimidade cria uma brecha para a defesa...

“Homenagem” aos políticos

Após o julgamento, o ministro Celso de Mello atribuiu ontem o acúmulo de ações penais no Supremo à má conduta dos parlamentares.

Mello criticou deputados e senadores que se escudam no foro privilegiado para serem julgados na mais alta Corte do País.

"A maior clientela do Supremo situa-se no Congresso".

Chamada poética

O Correio Braziliense de hoje tem uma chamada poema para o caso do Mensalão:

Dirceu mandava em Delúbio que tramava com Valério que pagava Valdemar que foi denunciado por Jefferson que incriminou Genoino que não entregou ninguém. Dirceu foi para a planície, Delúbio para a Fazenda, Valério mudou o penteado, Jefferson ficou sem mandato, Genoino perdeu a pose, e o STF, que não estava na história, pôs todos no banco dos réus”.

O duro é fazer poesia jornalística com tanta porcaria...

Por que os mensaleiros são réus

Após cinco dias e mais de 32 horas de julgamento, o Supremo Tribunal Federal abriu ação penal contra todos os 40 acusados do Mensalão pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza.

O ex-ministro José Dirceu, acusado pelo procurador de ter sido "chefe de uma organização criminosa" responderá pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, junto com os ex-dirigentes petistas Delúbio Soares e José Genoino.

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, articulador financeiro do esquema, responderá pelos crimes de corrupção ativa, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato.

A folha corrida

Confira a lista de réus e os crimes de que são acusados.

Entre parênteses está o número de vezes em que o acusado teria praticado o crime, segundo informações do STF. Nas 450 páginas do texto do relator do caso.

Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes: lavagem de dinheiro (16) e corrupção ativa (2);

Anita Leocádia, ex-assessora do deputado federal Paulo Rocha: lavagem de dinheiro (7);

Antonio Lamas, irmão de Jacinto Lamas: formação de quadrilha (1) e lavagem de dinheiro (1);

Ayanna Tenório, ex-vice-presidente do Banco Rural: gestão fraudulenta de instituição financeira (1), lavagem de dinheiro (65), formação de quadrilha;

Bispo Rodrigues (Carlos Rodrigues), ex-deputado federal do PL: corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (2);

Breno Fischerg, sócio na corretora Bonus-Banval: formação de quadrilha (1) e lavagem de dinheiro (11);

Carlos Alberto Quaglia, dono da empresa Natimar: formação de quadrilha (1) e lavagem de dinheiro (7);

Cristiano Paz, sócio de Marcos Valério: corrupção ativa (11), peculato (6), lavagem de dinheiro (65), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT: corrupção ativa (9) e formação de quadrilha;

Emerson Palmieri, ex-tesoureiro informal do PTB: corrupção passiva (3) e lavagem de dinheiro (10);

Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval: formação de quadrilha (1) e lavagem de dinheiro (11);

Geiza Dias, auxiliava Simone, ex-diretora da SMP&B: lavagem de dinheiro (65) e corrupção ativa (9), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil: peculato (5), corrupção passiva (1), lavagem de dinheiro (1);

Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL (hoje PR): formação de quadrilha (1), corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (40);

João Cláudio Genu, ex-assessor da liderança do PP: formação de quadrilha (1), corrupção passiva (3) e lavagem de dinheiro (15);

João Magno, ex-deputado federal petista: lavagem de dinheiro (4);

João Paulo Cunha, deputado federal (PT-SP): corrupção passiva (1), lavagem de dinheiro (1), peculato (2);

José Borba, ex-deputado federal, foi líder do PMDB: corrupção passiva (1), lavagem de dinheiro (6);

José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil: corrupção ativa (9), formação de quadrilha;

José Genoino, deputado federal (PT-SP), ex-presidente do PT: corrupção ativa (6), formação de quadrilha;

José Janene, ex-primeiro-tesoureiro do PP: formação de quadrilha (1), corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (15);

José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto no Ministério dos Transportes: lavagem de dinheiro (16);

José Roberto Salgado, vice-presidente do Banco Rural: gestão fraudulenta de instituição financeira (1), lavagem (65), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Kátia Rabello, dona do Banco Rural: gestão fraudulenta de instituição financeira (1), lavagem de dinheiro (65), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República: peculato (4);

Marcos Valério Fernandes de Souza: corrupção ativa (11), peculato (6), lavagem de dinheiro (65), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Paulo Rocha, ex-deputado federal (PT-PA): lavagem de dinheiro (8);

Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP: formação de quadrilha (1), corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (15);
Pedro Henry, deputado federal (PP-MT): formação de quadrilha (1), corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro 15);

Professor Luizinho, ex-líder do governo na Câmara: lavagem de dinheiro (1);

Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério: corrupção ativa (11), peculato (6), lavagem de dinheiro (65), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Roberto Jefferson, ex-deputado federal pelo PTB, denunciou o esquema: corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (7);

Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério: lavagem de dinheiro (65), corrupção ativa (3), formação de quadrilha;

Romeu Queiroz, ex-deputado federal pelo PTB: corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (4);

Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT: formação de quadrilha;

Simone Vasconcelos, ex-diretora da agência SMPB: lavagem de dinheiro (65), corrupção ativa (9), formação de quadrilha, evasão de divisas;

Valdemar Costa Neto, deputado federal (PR-SP): formação de quadrilha (1), corrupção passiva (1) e lavagem de dinheiro (41);

Vinicius Samarane, diretor do Banco Rural: gestão fraudulenta de instituição financeira (1), lavagem de dinheiro (65), formação de quadrilha, evasão de divisas;

José Eduardo Cavalcanti de Mendonça (Duda Mendonça), publicitário do PT: lavagem de dinheiro (53), evasão de divisas;

Zilmar Fernandes Silva, sócia de Duda Mendonça: lavagem de dinheiro (53), evasão de divisas;

Denúncias rejeitadas pelo STF

Ayanna Tenório: evasão de divisas;

Delúbio Soares: peculato (4);

José Dirceu: peculato (4);

José Genoino, deputado federal (PT-SP): peculato (4) e corrupção ativa (3);

Silvio Pereira: peculato (4) e corrupção ativa (4);

Marcos Valério: falsidade ideológica;

Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério: corrupção ativa (8), peculato (6), evasão de divisas.

PMDB emplaca mais um

O presidente Lula mandou ao Senado a mensagem indicando o ministro do Superior Tribunal de Justiça Carlos Alberto Direito para a vaga de Sepúlveda Pertence no Supremo Tribunal Federal.

Agora o Senado terá de correr para sabatinar Direito hoje e aprovar seu nome em tempo recorde.

Tudo porque, no dia 8 de setembro, ele faz 65 anos, idade máxima para ser nomeado para o empregão vitalício no STF.

Direito é indicação direta da cúpula do PMDB.

“General” em campanha

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já escolheu a classe política para dar pancada, em sua pré-campanha informal ao Palácio do Planalto em 2010.

O “General” condenou os benefícios dados a políticos pelas companhias aéreas e ainda a utilização de passes livres para a diretoria e servidores da Anac.

Jobim comentou que quando era deputado, todos do parlamento gostavam de ganhar up-grade.

"A Varig era rainha dos up-grades. E os deputados ficavam furiosos com os senadores, porque eles (deputados) ganhavam passagem de classe executiva, e os senadores de primeira classe. Mas todos tinham comprado passagem em classe econômica".

Pilantras da loteria

A Polícia Federal desbaratou e prendeu seis dos sete integrantes de uma quadrilha de estelionatários que se especializou em dar golpes nas loterias da Caixa Econômica Federal.

O grupo comprou uma lotérica na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que funcionou normalmente por quatro dias apenas.

A partir daí, segundo os policiais, foram feitas apostas de R$ 7.500 em jogos usando o dinheiro arrecadado dos clientes em dois concursos e não repassado.

O golpe rendeu R$ 5 milhões ao banco.

Nação indígena

O ministro da Justiça, Tarso Genro, declarou indígenas cerca de 11 mil hectares de terras disputadas pela Aracruz no Espírito Santo.

A empresa se mostrou surpresa com a decisão oficial de criar mais uma nação indígena 171 no Brasil.

A Aracruz negociava com a Funai a pedido do ministério.

Marketing sob suspeita

A promoção do governo lá fora entra na berlinda.

O Tribunal de Contas da União quer saber como o governo gasta recursos para promover os produtos brasileiros no exterior.

O objetivo é "verificar a eficiência e a economicidade" das ações da Apex e dos ministérios das Relações Exteriores, Desenvolvimento e Agricultura.

Inclusão digital no bolso de quem?

O Ministério Público Federal propôs ação de improbidade administrativa contra o atual prefeito baiano de Porto Seguro.

Jânio Natal foi denunciado por enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública na execução de um convênio com o Ministério das Comunicações no valor de 217 mil reais.

O recurso seria utilizado na implantação do Programa de Inclusão Digital, com a criação de três telecentros comunitários no município.

Os envolvidos

Além do gestor, são acusados o presidente da comissão de Licitação da Prefeitura de Porto Seguro, Carlos Renato da Silva Antunes.

Sobrou também para os membros da comissão, Ademir Teles Valiense e Verônica Rosa Pereira.

Além das empresas Help Link Comércio e Serviços de Informática Ltda. e Samóveis - Sales Afonso Ind. e Comércio Ltda.

Mais um banco estatal?

Alguns bancos já foram sondados sobre o interesse em participar da nova licitação para a ampliação do Banco Postal – hoje operado pela ECT com o Bradesco.

O governo teria o controle societário da instituição, com 51% de participação dos Correios e do Postalis (fundo de pensão dos empregados da empresa).

Os demais 49% da sociedade iriam para licitação.

Poder eleitoral do banco

O novo banco ofereceria planos de previdência, microcrédito e seguros pessoais voltados a essa camada da população.

Os Correios querem que o Banco Postal deixe de ser um correspondente bancário para atuar como uma instituição financeira com foco no público de baixa renda.

Hoje, o Banco Postal abre 4,5 mil contas diariamente e, no ano passado, realizou 240 milhões de transações.

Trem dos ingleses

Quando embarcar de volta para a capital da Inglaterra no fim de semana, o prefeito da City de Londres, Lord Mayor John Stuttard, levará na bagagem um projeto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para construção de uma espécie de ferrovia Transamazônica.

A exemplo da polêmica rodovia aberta nos anos 70 em plena selva equatorial, o mega-empreendimento logístico visa intensificar a integração da região Norte com o resto do País.

Na verdade, os ingleses da City, que comandam a Oligarquia Financeira Transcional, querem marcar presença em negócios na Amazônia - que eles querem para eles.

Cuidado com a volta...

Ainda sem valor definido, mas provavelmente na casa dos bilhões de dólares, o projeto foi apresentado ao coordenador do mercado de capitais londrino na segunda-feira, em reunião reservada, na sede do banco.

Os brasileiros só precisam tomar cuidado para não levarem a mesma volta aplicada pelos ingleses no nosso Barão de Mauá, no século 19.

Irineu Evangelista de Sousa acreditou no financiamento dos ingleses Rothschild, e foi levado à falência na construção de uma ferrovia em São Paulo.

Vida que segue...

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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Missão Impossível: Subcomissão de Radiodifusão da Câmara quer impedir que políticos tenham rádios e tevês

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

O sistema de radiodifusão brasileiro pode ficar ainda mais concentrado na mão de políticos, a partir da incorporação de novas tecnologias, como o sistema digital. Para evitar este risco, a Subcomissão de Radiodifusão da Câmara dos Deputados tenta cumprir a missão impossível de fazer a lei ser cumprida no Brasil, regulamentando a concessão de licenças de rádio e TV. O artigo 54 da Constituição proíbe que pessoas com cargos públicos possam explorar concessões de outorgas de rádio e televisão. Mas a classe política é a primeira a desobedecer à legislação em vigor.

Grande parte dos políticos é proprietária das “capitanias hereditárias” da mídia no Brasil. A edição brasileira da revista Rolling Stones (abril de 2007, em reportagem de André Deak e Daniel Merli) revela que 27 senadores e 53 deputados federais são donos de concessões públicas de rádio e TV. E tudo acontece ao arrepio da Lei Maior. O artigo 54 da Constituição Federal determina que parlamentares não podem firmar ou manter contrato ou aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado em empresa concessionária de serviço público.

Além desses 80 parlamentares, entretanto, muitos outros podem dirigir veículos de comunicação sem que a sociedade saiba. A dificuldade para descobrir, com precisão, quantos deles tem concessões, é grande. Não há uma lista pública atualizada com os nomes dos sócios proprietários de rádios e televisões. E, mesmo que houvesse, muitos parlamentares colocam as empresas em nome de terceiros, muitas vezes sem parentesco algum.

Até a Constituição de 1989, cabia ao Presidente da República distribuir uma rádio ou TV. A partir dela, o poder de outorga passou a ser feito pelos poderes Executivo e Legislativo. O processo de concessão começa no Ministério das Comunicações, vai para a Presidência da República e de lá para o Congresso.

Leia o artigo de Márcio Accioly: Quem tem Mandato Tudo Pode

Dia de quadrilha

Hoje os ministros do STF devem decidir sobre a acusação de formação de quadrilha aos mensaleiros.

Por ser popularmente mais compreensível, a tipificação de crime de quadrilha é apavora os acusados.

Seu efeito político é considerado devastador.

Não cai por quê?

O Imperador do Rio, ave Cesar Maia, provoca em seu ex-Blog de hoje:

"Num regime parlamentar com toda a múltipla base do governo atingida pelas decisões do STF, o governo teria caído e seriam chamadas novas eleições. E as acusações do advogado do Duda Mendonça dizendo que quem mandou abrir conta no exterior foi o PT. Portanto o PT tem uma conta abastecedora no exterior. Sendo assim, é grave crime eleitoral. O TSE vai deixar pra lá?

Com a palavra, os ministros do STF... A gente gostaria de ouvir a resposta deles também...

Decisão unânime

No quarto dia de julgamento da denúncia da Procuradoria Geral da República no caso do mensalão, o Supremo Tribunal Federal abriu processo criminal contra os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares por corrupção ativa – crime que prevê pena de 2 a 12 anos.

Os ministros do STF aceitaram como indício de prova o argumento da Procuradoria-Geral da República de que os três eram o "núcleo político" do esquema do mensalão, que comprava apoio ao governo entre membros de partidos aliados.

A decisão dos ministros do STF sobre Dirceu e Delúbio foi unânime.

108 anos de cadeia?

Se for julgado culpado, Dirceu pode ser condenado, em tese, a até 108 anos de prisão.

Contra ele pesam 9 acusações de corrupção ativa, com pena máxima de 12 anos cada.

Como ministro da Casa Civil, Dirceu foi o mais poderoso assessor do presidente Lula da Silva.

Remédio amargo

"O sofrimento é a conta-gotas".

Foi a lamentação ontem do advogado do ex-ministro José Dirceu.

O grande temor de José Luiz Mendes de Oliveira Lima é um indiciamento por formação de quadrilha para seu cliente.

Isolamento defensivo

Entre os membros do STF, o ministro Ricardo Lewandowski ficou isolado ontem, ao defender denunciados.

Ele foi um dos ministros indicados para o STF na Era Lula.

Mas tal fato é mera coincidência, com certeza absoluta.

Salvo pelo gongo

O ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira ficou livre da acusação de corrupção ativa.

O plenário do Supremo também abriu processo por recebimento de propina contra os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Janene (PP-PR), Pedro Correia (PP-PE), Bispo Rodrigues (PR-RJ), Romeu Queiroz (PTB-MG) e José Borba (PR-PMDB) e contra os deputados Pedro Henry (PP-MT) e Waldemar Costa Neto (PR-SP).

Outro ex-ministro do governo Lula, Anderson Adauto, também ficou mal na fita.

37 na fita

O STF já decidiu que são réus 37 dos 40 denunciados pelo mensalão.

O esquema de pagamento de propinas a deputados fiéis ao governo se baseou em crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha.

O escândalo envolve o PT, PP, PTB, PMDB e o extinto PL, hoje PR.

Revolta editorial das Legiões

Os militares reagiram com irritação ao livro "Direito à Memória e à Verdade".

Trata-se de um documento oficial do governo acusando o regime militar por torturas e mortes de opositores.

Os comandantes militares, no seu silêncio obsequioso, avaliam que o livro é extemporâneo e não tem nenhuma novidade em relação a tudo o que há anos vem sendo publicado sobre os chamados "anos de chumbo".

Os militares consideram incompreensível a decisão do presidente Lula da Silva de patrocinar o livro, assumi-lo como documento oficial e ainda fazer cerimônia no Palácio do Planalto, amanhã, para divulgá-lo.

Operação Melancia

Os petistas e comunistas lançaram nova onda de ódio contra o polêmico filósofo e jornalista Olavo de Carvalho, depois que ele denunciou o plano ideológico de se restaurar a esquerda militar que existia antes de 1964, fazendo das Forças Armadas, ou de uma parcela delas, um instrumento da revolução continental comunista.

Olavo revelou que um dos tocadores de tal plano era o professor da Unicamp João Carlos Kfouri Quartim de Moraes – conhecido ideólogo comunista – que deseja uma aliança com militares, desde que alguns deles sejam punidos historicamente.

Quartim escreveu:

"Cometeríamos a pior das infidelidades à memória de nossos mortos se consentíssemos em pagar, pelas boas relações com os militares de hoje, o preço do esquecimento dos crimes cometidos pela ditadura".

Veja a denúncia de Olavo de Carvalho em: http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/886461.htm

Aliás, a manobra dos esquerdistas deveria se chamar Operação Melancia, pois tem o objetivo de seduzir os poucos militares verde oliva por fora, mas vermelhos por dentro...

Manifesto dos Militares

A Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas circula com mais um “Manifesto à Nação Brasileira” via itnernet, que traz um recado claro para quem sabe ler:

Fazemos votos para que aqueles que, em dissonância com a história, ainda pretendem implantar no Brasil um Estado totalitário desistam da idéia, porque não é isso que os brasileiros querem, e, se eles não querem, nós não vamos deixar que isso aconteça”.

No final, os militares pedem:

O que todos querem é muito simples: imprensa livre, repetindo, IMPRENSA LIVRE, livre manifestação do pensamento por quaisquer meios, sem a tutela do Estado, juros e tributos razoáveis, probidade administrativa, independência dos Poderes, liberdade para investigar desvios de conduta, Forças Armadas e serviços públicos aparelhados e com o pessoal motivado, segurança pública e bandidos na cadeia, paz no campo, respeito à propriedade e Congresso soberano”.

Veja o manifesto em: http://anmfa.org/manifest.htm

República Velha do Ciro

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que sonha em ser candidato a presidente da República, lançou uma fórmula mágica do passado distante para que a oposição seja favorita nas eleições de 2010.

O ex-tucano Ciro acredita que a oposição teria chances de vitória com um acordo entre José Serra e Aécio Neves (ambos do PSDB).

Ciro acha que ambos poderiam reunir forças históricas, lembrando da fase do País conhecida como política do café com leite, que se referia à alternância de poder entre os Estados de São Paulo e Minas, antes da Revolução de 30.

Em campanha

Enquanto não define seu futuro político, o ex-governador Geraldo Alckmin quer fortalecer o PSDB, ampliando as bases do partido no País.

Para isso, inicia esta semana visitas a capitais e cidades periféricas em Estados onde o partido não está estruturado, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Alckmin quer se fortalece nacionalmente, enquanto resolve se vem candidato a prefeito de São Paulo em 2008.

Geraldo entre colunas

O ex-governador e candidato tucano a presidente, Geraldo Alckmin, participa de uma sessão magna branca de palestra da Maçonaria, na Loja Perfeita União..

Como dizem os maçons, Geraldo estará entre colunas nesta terça, a partir das 20 horas, no Templo nobre da Grande Loja do Estado de São Paulo – que fica na Rua São Joaquim, 138 – Liberdade.

Para quem já foi acusado de pertencer ao grupo ultra-católico Opus Dei, que é uma prelazia do Papa, freqüentar um templo maçônico seria a máxima heresia.

Maçonaria contra a corrupção

A Maçonaria em São Paulo, que nos tempos da República Velha tinha ação direta sobre o poder federal, resolveu comprar uma briga contra a corrupção – que é uma das conseqüências – e não a causa – do Governo do Crime Organizado.

A Maçonaria atuará de maneira homogênea, exigindo dos maçons que se acham investidos em funções publicas, um comportamento ainda mais austero e compatível com o rigor da filosofia maçônica”.

Estimular todos os maçons para que se transformem em focos permanentes de luta contra a corrupção na sociedade, trabalhando ainda para difundir essa luta junto a todos os cidadãos com quem convivem”.

Assinam o manifesto Benedito Marques Ballouk Filho, Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo, e Pedro Luiz Ricardo Gagliardi, Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo.

Leia na íntegra: Carta da Maçonaria Paulista contra a Corrupção

Jogada no ar

O governo planeja criar uma nova companhia aérea, subsidiária da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), para o transporte de cartas e encomendas postais.

O governo buscaria um sócio privado para a nova empresa, teria a maior fatia do capital total e, por meio de um acordo de acionistas, manteria a prerrogativa de nomear seus gestores.

Tanto que já está em negociações com a Embraer para comprar até 19 aeronaves.

Perguntar não ofende: Será que o primeiro compadre Roberto Teixeira está dando uma ajudinha nesta operação?

Motivos alegados

A idéia da subsidiária surgiu porque os Correios gastam R$ 450 milhões por ano com o pagamento de transporte aéreo de cargas a empresas como Skymaster, Beta e VarigLog.

Todas elas foram alvos de investigações na CPI dos Correios, em 2005.

O governo também reclama de dificuldades na renovação dos contratos, que deve ser feita anualmente.

Vai fundo...

O fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal deu mais um passo na política de expansão dos seus investimentos.

Foram destinados R$ 110 milhões para aplicações em seis novos fundos para empresas emergentes nos setores de tecnologia da informação, biotecnologia, energia, serviços, fármacos e alimentos.

Também controlado por aliados petistas, o Funcef é o terceiro maior fundo do País, com patrimônio de R$ R$ 28,2 bilhões.

Quem tem padrinho...

A Petrobras anunciou mudanças no comando da área de relações com os investidores.

Com mais de 30 anos de carreira, Raul Campos se desligou da companhia na sexta-feira para integrar-se aos quadros da Sinergy Group.

A empresa pertence ao empresário boliviano naturalizado brasileiro German Efromovich, dono da Marítima e sócio do estaleiro Mauá-Jurong.

German tenta fazer um acordo com a Petrobras para encerrar todas as pendências judiciais entre as duas empresas no Brasil e no exterior.

Briga pela grana

German Efromovich calcula que deveria receber da Petrobrás uma indenização, por perdas e danos, de US$ 9 bilhões.

Mas, como é um cara muito legal, propôs a Petrobrás abrir mão de US$ 7 bilhões para encerrar as discussões.

German Efromovich ficaria feliz em receber apenas US$ 2 bilhões.

A Petrobrás ainda não informou se aceita o generoso acordo.

Risco de pouso

Empresas aéreas anunciaram ontem que seus aviões não pousarão no Santos Dumont, no Rio, em dias de chuva.

As companhias garantem que a pista, que já é curta demais, está escorregadia.

O gerente de Padrões de Avaliação de Aeronaves da Anac, Gilberto Schittini, confirmou que uma norma divulgada no dia 31 de janeiro, no site da agência, proibia o pouso de aviões com reverso travado sob chuva em Congonhas.

Schittini ficou surpreso quando Denise Abreu, ex-diretora da Anac, alegou que a norma não estava em vigor.

BBBandalheira

Campeão da segunda edição do programa "Big Brother Brasil 2", Rodrigo Caubói, foi preso em flagrante ontem, sob suspeita de tentativa de homicídio e estelionato.

Caubói teria forçado a entrada em uma área restrita da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (interior de SP), após ser barrado com uma falsa credencial.

Dirigindo um Gol Preto ele ainda atropelou o segurança Leonardo Carvalho Lorenço, que teve ferimentos no pé e registrou queixa.

Misifio doidão

Uma quadrilha de tráfico de drogas internacional cometeu o pecado de usar um pai de santo para enviar droga para Amsterdã, na Holanda.

O religioso (que receberia R$ 6 mil pela missão criminosa) foi preso ontem à tarde, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

José Roberto Pereira, de 60 anos, que afirmou ter sido conselheiro espiritual de técnico de futebol e ter participado de programas de televisão, não conseguiu engolir as cápsulas de cocaína, e resolveu levá-las escondidas na bagagem.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Quem tem Mandato Tudo Pode

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Uma das coisas entre tantas impressionantes, no indecente caso do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chama particular atenção: sua capacidade de conseguir empréstimos, sem a menor dificuldade, inclusive sacando dinheiro de empresa que diz pertencer a “amigo”.

Dinheiro cujo montante supera o próprio faturamento registrado. Na locadora de veículos Costa Dourada, que tem nas suas fontes de renda alguns órgãos públicos de Alagoas, Renan efetuou 40 saques de 7 de janeiro de 2004 a 1 de julho de 2005, cada qual variando entre três mil reais e quatro mil e 800 reais.

Para se ter idéia do tamanho dessa conta, o segundo empréstimo embolsado pelo presidente do Congresso Nacional, no valor de 99 mil e 300 reais (em 2005), foi maior do que o lucro declarado da empresa naquele ano, 71 mil e 400 reais!

Dizem que o senador é o verdadeiro proprietário da Costa Dourada, registrada em nome de seu primo, Ildefonso Antônio Tito Uchôa Lopes. Esse assunto passou meio despercebido, em função do julgamento do mensalão, na excelente matéria publicada no jornal “O Globo”, assinada por Maria Lima e Jailton de Carvalho (23/08/07).

São tantos os desmandos, e em tão grande número as autoridades envolvidas em falcatruas e desvios, que não se tem condições de acompanhar com detalhes o que acontece velozmente no desmonte criminoso do país.

O que se sabe é que estamos caminhando para desenlace nada alvissareiro. Os que trabalham e pagam impostos, sustentando a escória de Estado formal, começa a gestar perigosa e crescente idéia de que Justiça mesmo só se for com as próprias mãos.

Os fatos se tornam tão banalizados que tudo passa em branco. Os jornais diários informam a liberação de emendas parlamentares e as ofertas de cargos públicos em troca de apoio político e mudança de legendas, sem que se atente para a corrupção explícita mergulhada na ocultação contraditória.

Diante da ausência de providências, vemos policiais pedindo esmolas nas ruas, apagões no setor de transporte (rodoviário e aéreo), saúde e educação, além do fato de o Brasil estar transformado no “paraíso de megatraficantes”, conforme reportagem de primeira página da Folha de S. Paulo no último domingo (26).

Os mecanismos utilizados, na salvaguarda de interesses corporativistas, já não são mais capazes de ocultar o compadrio e cumplicidade sob manto roto de hipocrisia. No circo institucional do país, as aparências não enganam.

O cotidiano da cidadania é verdadeira roleta-russa. Feliz de quem consegue sair de casa e voltar: sem sofrer seqüestro, ser atingido por bala perdida, achacado nos mínimos direitos e respeitado nos pleitos.

O caso do presidente do Senado é emblemático, num país em que não existe instituição forte o suficiente para se contrapor às pressões de crise sistemática que corrói valores e bases de sustentação.

Somos agora um problema cultural. Numa sociedade deformada por apelos consumistas e pornográficos onde nenhuma regra pode ser considerada válida, pois dependente de status social e conveniência dos poderes.

Tudo isso é lamentável e muito triste, considerando-se o enorme potencial do Brasil, dilapidado por predadores irresponsáveis sem qualquer compromisso com desenvolvimento ou grandeza.

O legado que se constrói no dia-a-dia é o da frustração e desesperança. Como se vivêssemos apenas o instante, sem nenhuma perspectiva de amanhã.

Márcio Accioly é Jornalista.

Carta da Maçonaria Paulista contra a Corrupção

Edição de Documentos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Nós, maçons jurisdicionados ao Grande Oriente de São Paulo, federado ao Grande Oriente do Brasil e da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, reunidos na noite do dia 20 de agosto de 2007 na Capital do Estado, nas dependências da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em sessão solene comemorativa do Dia do Maçom, debatemos e aprovamos os seguintes princípios desta carta, denominada “Carta da Maçonaria Paulista Contra a Corrupção”. Tendo em vista que:

1. Vivemos no Brasil um cenário de exclusão social, onde, a miséria, o preconceito e a corrupção são os principais vilões do País emergente. A miséria leva à marginalidade milhões de pessoas; o preconceito afasta o indivíduo das relações sociais, marginalizando- o; e finalmente, a corrupção mostra a face mais sombria e tenebrosa dessa exclusão social, pois, como decorrência direta da malversação do dinheiro publico, faltam recursos para investimentos em educação, saúde, habitação, segurança e transportes. Assim, as populações mais pobres, que demandam a grande maioria dos serviços públicos, ficam prejudicadas, impedidas até mesmo de exercer o legitimo direito constitucional de ir e vir;

2. Combater a corrupção em todas as suas formas, é um dever maçônico e uma exigência da sociedade, acabando com essa epidemia social que subtrai do povo a possibilidade de uma vida digna e o pleno exercício da cidadania, negando a todos o direito à esperança de um futuro melhor;

E considerando que:· A história pátria brasileira se confunde com a ação de vanguarda social exercida pela Maçonaria através de árduas lutas e conquistas nacionais, legando ao povo o desfrutar da verdadeira liberdade responsável;

· A permanente e relevante representatividade da Maçonaria na sociedade paulista e brasileira fazem-na uma força viva da sociedade;

· A constante preocupação da Maçonaria com as questões sociais regionais e nacionais, acompanhando a evolução humana e identificando um pensamento social cada vez mais exigente para o acolhimento de soluções sérias e definitivas, caracterizando um real interesse na valorização da família brasileira;

Concluímos que:

É necessário recuperar a moralidade publica e instituir a transparência como fio condutor das ações governamentais, criando através da Maçonaria sistemas de operação mais eficientes e permitindo melhor controle da gestão publica, viabilizando fiscalização efetiva e uma oitiva da vontade popular, incentivando a participação da sociedade nas questões de relevante interesse público. Portanto, as Potências Maçônicas que esta subscrevem decidem:

1. A Maçonaria atuará de maneira homogênea, exigindo dos maçons que se acham investidos em funções publicas, um comportamento ainda mais austero e compatível com o rigor da filosofia maçônica;

2. Estimular todos os maçons para que se transformem em focos permanentes de luta contra a corrupção na sociedade, trabalhando ainda para difundir essa luta junto a todos os cidadãos com quem convivem;

3. Acentuar em cada Loja Maçônica a importância da tomada de posição clara e firme que precisa ser tomada por ocasião das eleições municipais, estaduais e federais, orientando os maçons, e, sempre que possível, promovendo debates entre candidatos;

4. Criar no âmbito das Jurisdições maçônicas um Fórum permanente destinado à análise e discussão das origens, práticas e disseminação da corrupção, definindo e adotando ao final, medidas práticas e contundentes para extirpar todas as ramificações da corrupção;

5. Desenvolver um cadastro de restrição maçônica onde constem todos os nomes de pessoas envolvidas nas condenáveis práticas de corrupção e improbidade administrativa, mantendo tais indivíduos vigiados e afastados de qualquer contato maçônico, e sempre que possível, mantê-los fora do serviço publico;

6. Promover a construção de uma sociedade revigorada em seus princípios morais e sociais, baseando-nos para tanto na trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade;

7. Para que sejam concretizadas as decisões anteriormente expostas, as Potências Maçônicas signatárias desta comprometem- se a manter uma comunicação comum e homogênea entre todos os maçons jurisdicionados, conscientizando- os da gravidade do problema e também da importância da participação individual para viabilizar as soluções propostas, a fim de obter um congraçamento de trabalho produtivo e sempre sob os auspícios do Grande Arquiteto do Universo.

São Paulo, 20 de agosto de 2007.

Benedito Marques Ballouk Filho
Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo

Pedro Luiz Ricardo Gagliardi
Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo