quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Política monetária entreguista do Banco Central gera lucros recordes para especuladores no Brasil

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Por Jorge Serrão

Graças aos juros altíssimos e às isenções de Imposto de Renda, IOF e CPMF, os especuladores estrangeiros que trouxeram seu capital motel para dentro do Brasil lucraram US$ 151 bilhões e 290 milhões de dólares, nos primeiros nove meses do ano. Este lucro acumulado de janeiro a setembro pelos “investidores” estrangeiros superou o total das exportações brasileiras no mesmo período: US$ 116 bilhões e 600 milhões de dólares. Eis o resultado da política econômica entreguista do governo petista, pilotado pelo presidente Henrique Meirelles, do Banco Central.

Os principais ganhos este ano foram com aplicações em ativos financeiros no País. Mas também com a compra de American Depositary Receipts. Apesar do nome, as ADRs são títulos lastreados em ações de empresas brasileiras, negociados nos EUA. Ao todo, somando as aplicações em ADRs e os investimentos no Brasil, os estrangeiros detinham US$ 361 bilhões e 410 milhões em ativos brasileiros no final de setembro.

Nada menos que 90% dos ativos brasileiros nas mãos de estrangeiros são representados por ações. Este é o sinal claro de que as empresas brasileiras são facilmente assimiladas pelo capital estrangeiro. O dólar mantido artificialmente em baixa (com o real pretensamente valorizado) detona os lucros dos exportadores. As empresas perdem competitividade e, para não quebrarem mais adiante, acabam facilmente nas mãos do capital transnacional.

A desvalorização do dólar, que acumula perda de 4,3% no mês, é atribuída ao forte fluxo de recursos em direção ao Brasil. O movimento pode aumentar com a confirmação de juros menores nos EUA. Com redução dos juros nos EUA, prevista para logo mais, a tendência é os investidores procurarem outros mercados. Ontem, o dólar comercial chegou ao final do pregão negociado a R$ 1,752 na compra e R$ 1,754 na venda, com queda de 0,05%.

Juros de japonês

O Banco do Japão decidiu hoje manter a taxa básica de juro em 0,5%, como esperado.

A decisão reflete a cautela dos bancos centrais diante da incerteza que ronda os mercados e os efeitos dos problemas do setor de financiamento imobiliário de alto risco dos Estados Unidos.

O juro básico no Japão vem sendo mantido desde fevereiro, quando a taxa passou de 0,25% para 0,5%.

Aposta de queda

O Federal Reserve deve fazer um corte modesto de 0,25% na taxa básica de juro norte-americana nesta quarta-feira.

O movimento de baixar o juro dos EUA para 4,5% será uma defesa adicional contra o risco dos problemas no setor imobiliário e do aperto do crédito arrastarem para baixo o restante da economia.

Autoridades do banco central dos Estados Unidos vão confirmar a decisão por volta das 16h15 (horário de Brasília).

Troca de Conta

O relatório da Fifa em favor da Copa de 2014 no Brasil citou restrições à segurança.

Por isso, vão ocorrer até alterações de diálogo no roteiro original do filme Tropa de Elite, perto de bater o recorde de dois milhões de espectadores.

Como o filme retrata uma ação violenta do capitão Nascimento que mandou detonar um traficante e "botar na conta do papa", que viria ao Brasil, a refilmagem terá o diálogo alterado, nas vésperas de 2014, para:

"Bota na conta do Joseph Blatter"...

Em todo caso, só vão trocar a conta de um polonês pela do outro alemão, que fica em algum banco suíço...

Trem da Fifa

Por trás da Copa do Mundo de 2014 no Brasil já aparecem grandes lobbies empresariais que os dirigentes da Fifa e seus parceiros brasileiros ajudam a promover.

Os observadores da Fifa solicitam que Rio e São Paulo sejam ligados por um trem que faça o trajeto em menos de duas horas.

O Trem Bala Rio-SP está orçado em US$ 9 bilhões, mas pode chegar a US$ 14 bilhões.

Só a Copa deve exigir do Brasil investimentos de US$ 6 bilhões – segundo cálculos do responsável pela organização financeira do evento, o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni.

Os ridículos

Na festa de ontem, na Fifa, faltou o maior símbolo do futebol brasileiro e mundial: o craque Pelé – em desavenças com Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Lula, em discurso, cometeu as gafes diplomáticas de sempre:

"Estejam certos de que o Brasil saberá, orgulhosamente, fazer a sua lição de casa, realizar uma Copa do Mundo para argentino nenhum botar defeito".

Agora, palhaçada mesmo foi a revoada do presidente da República, 2 ministros e 12 governadores para um passeio na Suíça.

Apagão de gás

A Justiça do Rio determinou nesta madrugada que a Petrobras retome o fornecimento de gás natural para a indústria e postos de gás em um prazo de quatro horas - a partir do momento da entrega da liminar.

A empresa reduziu em 17% o fornecimento de gás natural para a Companhia de Gás do Rio de Janeiro (CEG) e para a CEG-Rio, que atua no interior do estado.

A medida provocou uma redução automática na rede de alta pressão das distribuidoras, gerando queda substancial dos volumes entregues às grandes indústrias, como Bayer e CSN, e postos de Gás Natural Veicular (GNV).

Apagão em Floripa

O diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, advertiu que é provável a ocorrência de vários blecautes em Florianópolis (SC) ao longo do verão, nos horários de pico.

Tudo por causa da falta de investimentos na expansão do sistema de distribuição de energia.

A população da cidade aumenta muito por causa do fluxo de turistas.

Mensalão do Zeca

O Ministério Público Estadual investiga desvio de recursos federais no suposto esquema de caixa dois do ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT (1999 a 2006).

Procuradores acreditam que parte do dinheiro que teria sido desviado em 2005 veio do Banco do Brasil.

No mesmo ano, conforme apontou a Procuradoria Geral da República, o Banco do Brasil foi usado no esquema do mensalão do governo Lula.

Na gestão Zeca do PT também teria ocorrido o desvio de verbas do Ministério da Saúde repassadas ao Estado para campanhas publicitárias de combate à dengue.

Genérico vence mais uma

O poderoso Lula da Silva recebe em audiência no fim da manhã desta quarta-feira o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Milton Zuanazzi vai finalmente entregar seu pedido de demissão, depois de tanta briga com o ministro da Defesa.

Agora, o genérico Nelson Jobim vai indicar a economista Solange Paiva Vieira para ocupar o cargo.

Queimado no ar

Alegando queda na freqüência de turismo, secretários de 27 estados se reuniram no Rio e decidiram reivindicar do presidente Lula da Silva uma revisão de regras.

A principal mudança solicitada seria que o raio de vôo de Congonhas aumentasse para 1,5 mil quilômetros.

Os atrasos de vôos provocados pelo fechamento de Congonhas há 15 dias mostram que a crise está longe do fim, mesmo com uma série de medidas anunciadas, como a mais profunda, que limitou em mil quilômetros o raio de vôos a partir do aeroporto.

Há 100 dias no cargo, Jobim só mostrou que veio para arrumar brigas e se fantasiar de general de quatro estrelas, como se fosse o marechal da banda das Forças Armadas.

Revoada dos abutres

O PMDB já cai em cima dos despojos políticos do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Numa reunião reservada da bancada do partido, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) anunciou que será candidato à sucessão de Renan.

O fato surpreendeu o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), que tinha pedido aos colegas que não deflagrassem a corrida sucessória enquanto Renan estivesse no cargo, mesmo que ainda licenciado.

Respeito aos mortos

Raupp tentou defender os despojos de Renan do jeito que pôde:

Gostaria que ninguém falasse no assunto da sucessão em respeito ao senador Renan Calheiros. Isso porque a cadeira de presidente do Senado não está vazia”.

Só para lembrar, sexta-feira é dia de finados...

Alencar se cuidando

O vice-presidente da República, José Alencar, deverá ficar hospitalizado por um período entre sete e dez dias no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, depois de uma séria cirurgia.

Exames feitos no início do mês detectaram um tumor localizado no retroperitônio, região do abdômen.

O tumor é reflexo de um câncer detectado em julho do ano passado.

Em dez anos, Alencar já foi submetido a seis cirurgias para retirada de nódulos.

Salvem o Paranaíba

O Conselho Federal da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil entrou com uma ação civil pública ambiental na Justiça Federal para que o governo federal repasse os recursos destinados à implantação do Parque Nacional das Nascentes do rio Parnaíba, entre os Estados do Piauí e Maranhão.

A entidade também quer que o governo garanta a adoção de todas as medidas necessárias à criação, demarcação e fiscalização do parque, que foi instituído em 16 de julho de 2002, mas não saiu do papel.

Na ação, a entidade defende ainda a necessidade de revitalização da bacia hidrográfica do rio e requer medidas para impedir a utilização do mesmo como depósito de esgoto e lixo dos centros urbanos.

Mengão contra o Chefão

Hoje é dia da torcida anti-corintiana torcer pelo Flamengo.

O poderoso Lula fará torcida inversa, diante da tevê, logo mais, no Palácio da Alvorada.

Os são-paulinos, que podem ser penta campões brasileiros hoje, esperam que o Mengão dê uma sapecada no time do Parque São Jorge, facilitando o caminho do Corinthians para a segunda divisão.

Saci neles

Como é hoje é dia das Bruxas, e aqui no Brasil querem trocá-las e instituir o Dia do Saci, uma frase do sempre infame macaco José Simão:

"O bom de namorar com um saci é que, quando você leva um pé na bunda, quem cai é ele!".

E como a Confraria do Garoto prega: "Halloween é o cacete!"

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

O povo é tratado como boiada

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Por Márcio Accioly

Uma das torturas mais cruéis, dentre as praticadas por órgãos de repressão ao terrorismo no mundo, consiste em colocar o sujeito sentado, um dos braços algemados ao fundo de caldeirão ao lado, cheio de água que vai aos poucos sendo fervida.

Esse tipo de suplício, se praticado pelo Estado, é admissível. Se praticado pelo outro lado, por revolucionários, é ato de desumanidade. Na realidade, os dois lados estão irmanados na tarefa de mutilar semelhantes, respaldados em argumentos filosóficos e/ou religiosos. O melhor lado, segundo sádicos e loucos, é o que irá ganhar.

Mas ganhar o quê? Os EUA estão descobrindo que já não conseguem submeter determinados países (mesmo invadindo militarmente para mutilar velhos, mulheres e crianças), no massacre de populações civis. O caso do Iraque é exemplar.

Na terça-feira (30), os registros indicavam a morte de 3.842 militares norte-americanos, com baixa estimada de quase 85 mil civis. Mas não existem números precisos a respeito dos civis mortos, até porque o general Tommy Franks (que liderou a invasão do Iraque em 2003 e a derrubada de Saddam Hussein), declarou:

“-Nós não contamos corpos.”

Os EUA juram defender os chamados valores democráticos, garantindo a paz no mundo. Não admitem a prática de tortura, embora se saiba que têm levados prisioneiros para países onde não existam restrições ao massacre físico e psicológico.

Há pouco tempo, da prisão de Abu Ghraib e da de Guantánamo, emergiram dezenas de fotos de prisioneiros cruelmente martirizados, amontoados em pilhas ou sendo mordidos por cães (inclusive nos órgãos genitais), para deleite de jovens soldados norte-americanos (homens e mulheres).

À época, o secretário de Estado dos EUA, Donald Rumsfeld, assegurou não ser essa uma prática normal, embora tenha vindo à tona, algum tempo depois, documento no qual ele próprio autorizava a tortura.

Mas tomou-se imediata providência: ficou proibido o ingresso de aparelhos celulares e máquinas fotográficas naquelas prisões, asseverando-se o fim dos atos criminosos pelo simples fato de deixar de exibi-los.

No Iraque não é como no Brasil, onde os EUA dominam com a aquiescência dos dirigentes de plantão, levando nossas matérias-primas a preço de banana e controlando nosso mercado financeiro através de prestimosos serviçais.

A guerra iraquiana já está ultrapassando o custo de dois trilhões de dólares! Valor que de alguma maneira terá de ser pago. Em sua maior parte, com o sacrifício e o suor da população brasileira, através do gerenciamento de dívida externa que se tornou eterna e jamais será saldada.

Essas questões de imensurável importância ficam bem claras, no instante em que o presidente da República e comitiva de políticos vão à Suíça louvar o fato de o Brasil ser escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014. Como se fosse este o principal problema que enfrentamos.

Num país onde não existem estradas, os hospitais estão à míngua e a violência ultrapassa com freqüência à marca iraquiana de mortos (na sua resistência), eis que o circo continua a pleno vapor.

E a Rede Globo irá torcer por confronto direto com o Uruguai, para vingar a derrota na Copa de 1950, episódio que só os inteiramente vidiotizados ainda suportam discutir. Como é que se conseguirá formar uma nação com tanta estupidez e desinformação? É postura tresloucada, nas 24 horas do dia, num país despreocupado.

Márcio Accioly é Jornalista.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Só os bancos suíços podem revelar bastidores das negociações para o Brasil sediar a Copa de 2014

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Por Jorge Serrão

O craque Lula e os dirigentes das Organizações Globo utilizaram todo o poder de convencimento possível junto ao presidente da FIFA, o alemão Joseph Blatter, para que nenhum outro país candidato ameaçasse a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O ex-presidente da FIFA, o brasileiro João Havelange, foi o intermediário nas complicadas negociações para a candidatura única. A escolha será oficialmente anunciada hoje, a partir das 12h (horário de Brasília), em Zurique, na Suíça.

Ainda não se sabe quantos bilhões de Euros o negócio envolveu nos bastidores. Muito menos favor de quem, ou em qual banco suíço. Nem a possível instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar lavagem de dinheiro no futebol, em especial a parceria entre Corinthians e MSI, abalou a candidatura única brasileira. A investigação desagrada ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e aos principais cartolas do Clube dos 13.

Foi tão intensa a pressão de outros países contra o forçado monopólio brasileiro que Joseph Blatter foi obrigado a antecipar ontem que não haverá mais rodízio de continentes para a escolha das sedes das copas seguintes. Embora seja uma candidatura única, a CBF levou a Zurique uma enorme comitiva para impressionar a Fifa. Além do presidente Lula da Silva e dois ministros, viajaram 12 governadores, além do técnico da Seleção, Dunga, de Romário e do escritor Paulo Coelho.

No tempo reservado (apenas simbolicamente) para a defesa da candidatura do Brasil, a CBF exibirá para os 22 membros do comitê executivo da entidade um vídeo que exalta o País e feitos do governo Lula. Serão ressaltadas as ações federais de combate à pobreza e os investimentos previstos pelo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). As cidades brasileiras que forem sediar a Copa receberão investimento de ao menos US$ 10 bilhões.
A Confederação Brasileira de Futebol prevê gastos de US$ 1,1 bilhão na construção ou reforma dos estádios. O golaço será dos empreiteiros e dos mensaleiros com a farra de contratos prevista nos próximos 7 anos.

Os grandes vencedores

O jogo já começa com dois a zero, com gols a favor de Lula e da Globo.

O presidente sonha em ser o pai da copa na campanha presidencial de 2014.

Mas já comentou, reservadamente, que a escolha do Brasil para a Copa o deixa imbatível para 2010 – se pudesse concorrer...

A Vênus Platinada jogou pesado para garantir a exclusividade da Copa de 2014, depois de já ter perdido para a Record as Olimpíadas de Londres, em 2012.

Jogo de tucanos

Os tucanos José Serra e Aécio Neves (governadores rivais na escolha do PSDB para a eleição presidencial de 2010) já se bicam por causa da Copa de 2014.

Brigam para definir se o jogo de abertura do torneio será no Morumbi ou no Mineirão.

São Paulo e Minas também lutam para sediar o centro onde vão trabalhar jornalistas do Brasil e do exterior.

Rio de Janeiro corre por fora – tendo a preferência dos jornalistas – e pode levar a melhor nesta disputa.

Acredita nele?

O poderoso Lula descartou outra vez ontem a possibilidade de um terceiro mandato seguido no Palácio do Planalto.

"A prioridade agora não é o terceiro mandato. É consolidar o crescimento do Brasil como grande Nação".

Lula comentou que, se o Congresso fizer a reforma política, é a favor de um mandato de cinco anos, sem reeleição.

Leia o artigo de Marcio Accioly: Entre a canalhice e a sobrevivência

Dinheiro sobrando?

A medida provisória 400, publicada ontem no Diário Oficial, direciona R$ 20 milhões em crédito extraordinário para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A verba está destinada à participação da União no capital inicial da empresa.

Os recursos são provenientes de superávit no Balanço Patrimonial da União, excesso de arrecadação da CSLL (contribuição social de lucro líquido) e cancelamento de ações e publicidade da Saúde.

Por ironia, a mesma MP também destina R$ 30 milhões para programas emergenciais do Ministério da Saúde.

Te cuida, Globo

A Vênus platinada vai sofrer a concorrência artística da TV Lula.

Orlando Senna, diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), avisou ontem que as produções próprias e independentes da “tv pública” poderão incluir teledramaturgia.

Senna informou que a TV Brasil terá 16 horas de programação no início, com programas da TVE e Radiobrás.

Além de jornalismo, programas do DocTV, DocTV Iberoamérica e Curta Criança, iniciativas de sua antiga secretaria no MinC, complementarão o horário.

Prevenção contra bandidos

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Roberto Wider, recomendou aos juízes eleitorais que não aceitem registros de candidaturas de políticos com ficha suja nas eleições municipais de 2008:

"Não haverá prejulgamento, mas é preciso que o político tenha moralidade para o exercício do cargo que disputa".

Será a segunda eleição em que o TRE tentará barrar candidatos com antecedentes criminais.

Na anterior, cinco candidatos tiveram o registro impugnado, mas recorreram ao TSE e recuperaram o direito de disputar.

Por sorte, foram todos derrotados nas urnas.

Novo sistema

Agora, os candidatos serão impugnados por juízes de primeira instância.

Os punidos preventivamente terão de recorrer ao TRE antes de chegar ao TSE.

Enquanto estiver na Justiça, o candidato não poderá fazer campanha.

Dia de CPI

A CPI das ONGs no Senado recebe hoje o ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União.

Hage vai dar detalhes de uma fiscalização que a CGU realiza na contabilidade das ONGs.

A CPI é a que mais mete medo no governo, pois envolve aliados e correligionários que recebem grana oficial para suas organizações não-governamentais – a maioria fachadas para falcatruas com dinheiro público.

Santo que não existe

O Procurador do Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado reclama que o relacionamento das ONGs com o governo não tem regulamentação e muito menos controle:

Da forma como a coisa é feita, só não desvia dinheiro público quem não quer. Os gestores de ONGs que aplicarem corretamente as verbas que recebem do governo devem ter os seus nomes encaminhados ao Vaticano para canonização. A correção se dá por convicção, não por receio de qualquer tipo de controle, que, da parte do governo, inexiste”.

O difícil será encontrar um santo para canonizar nesse caso.

Farra das ONGs

Dez “ONGs” que tiveram a escrituração varejada por auditores do Tribunal de Contas da União firmaram com o governo 28 convênios.

Os auditores do TCU encontraram irregularidades em 15 contratos.

Juntas, as entidades fiscalizadas beliscaram dos cofres públicos R$ 150,7 milhões entre os anos de 1999 e 2005.

As liberações de recursos públicos para as ONGs ocorreram em ambiente de absoluto descontrole.

Troco petista

O senador Álvaro Dias foi obrigado a pedir a convocação, pela CPI das ONGs, de dirigentes da Alfasol.

Atuante no programa de alfabetização, a ONG é ligada à ex-primeira dama Ruth Cardoso.

A entidade foi um dos focos do levantamento da Controladoria Geral da União.

Mensalão do Zeca

Começa a feder cada vez mais a investigação sobre esquema de caixa dois supostamente comandado por Zeca do PT, que governou o Mato Grosso do Sul de 1999 a 2006.

O Ministério Público Estadual apreendeu livro com anotações de pagamentos mensais atribuídos ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) e a dois deputados federais petistas do Estado, Vander Loubet e Antônio Carlos Biffi.

O esquema, segundo o Ministério Público, desviou R$ 30 milhões em verbas de publicidade durante o governo de Zeca.

Cisco no PT

O Superior Tribunal de Justiça determinou que a Polícia Federal investigue a suposta doação de R$ 500 mil da transnacional Cisco ao Partido dos Trabalhadores ou a algum dirigente petista.

Informações sobre a suposta doação aparecem nas conversas legalmente gravadas que levaram a PF a prender dirigentes da Cisco no Brasil, sob suspeita de fraude fiscal.

O governo Lula fará de tudo para fazer o caso cair no esquecimento o mais derpessa possível.

Fraude da mussarela

Depois do leite adulterado com soda cáustica e água oxigenada, a Polícia Federal descobriu, também na região de Uberaba, um esquema de fraude com queijo mussarela.

Foram apreendidas 16 toneladas compradas de laticínios em Goiás com data vencida.

O queijo foi reembalado com nova data.

Leite dos safados

O químico Pedro Renato Borges, acusado de ser o responsável pela fórmula adicionada ao leite da Copervale, de Uberaba (MG), prestou serviços para mais oito laticínios.

A cooperativa é um dos pivôs da investigação sobre adulteração de leite em Minas. Investigação da Polícia Federal encontrou substâncias como soda cáustica e água oxigenada no leite da Copervale e da Casmil, de Passos.

Entre os clientes delas estão Parmalat, Nestlé e Calu -há ainda marcas próprias, como Centenário (Copervale).

Um exame comprovou, além da contaminação, destruição das vitaminas A e E pela água oxigenada e a soda cáustica adicionados ao leite de caixinha.

Toma?

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, garante que não existe perigo no consumo do leite de caixinha:

Stephanes jura que o leite é bom e lança um desafio:

"Me traz aí que eu tomo".

Muda tudo

A fraude em cooperativas mineiras fez o governo mudar a fiscalização das empresas.

Uma equipe de três fiscais fará auditorias aleatórias mensais nas empresas.

Hoje o trabalho é feito por um fiscal fixo.

Quem tomou...

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos terá de rever o cálculo das contas de água dos prédios comerciais do Rio de Janeiro.

Serão beneficiados todos que questionaram a cobrança de tarifa mínima.

A Cedae promete recorrer contra a decisão judicial.

Terror contra Terror

A Anistia Internacional exige apuração sobre a morte do dirigente do MST (Movimento Sem Terra), Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno.

A Anistia denuncia que Keno foi vítima da ação de uma milícia armada da empresa de segurança contratada pela transnacional suíça Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, no estado do Paraná.

A área da Syngenta foi invadida, criminosamente, pela segunda vez, na semana passada, por cerca de 200 integrantes da Via Campesina – ONG especializada em invasões criminosas, na linha de ataques terroristas.

Divino terrorista de araque

A polícia mantém preso, desde quinta-feira passada, Divino Aloizio de Souza, 42 anos.

Divino é suspeito de enviar envelopes com ameaças e um pó verde para 20 embaixadas.

Souza também é suspeito de enviar cartas semelhantes para ministros e até mesmo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bomba-trote

Na segunda-feira da semana passada, Souza teria repetido seu trote ao enviar uma “carta-bomba” à redação da revista Época, da editora Globo.

O envelope foi recebido pelo funcionário João Massaro, que trabalha no atendimento ao leitor.

A carta era endereçada à editora Globo, mas como remetente tinha apenas um “aos cuidados da redação”.

Vítima do Genérico

O genérico Nelson Jobim faz mais uma vítima militar no seu Ministério da Defesa.

O General Synésio Scofano Fernandes não concordou com a idéia do Min Jobim de conceder aumento diferenciado para os militares da ativa e da reserva.

O General foi exonerado do cargo em comissão que exercia no Ministério da Defesa.

Olho nos bispos

O juiz auxiliar da 30ª Vara Criminal de São Paulo, André Carvalho e Silva de Almeida, abriu um novo processo criminal por sonegação fiscal contra os fundadores da Igreja Renascer em Cristo.

Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho são acusados de sonegar o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) através da empresa Publicações Gamaliel LTDA, da qual eram sócios majoritários.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), a sonegação soma R$ 77.005,39 e compreende o período de janeiro de 2000 a dezembro de 2001.

A dívida ativa do Grupo Renascer já alcança R$ 6,6 milhões, referente a débitos de ICMS.

Outros processos

Sônia e Estevam já são processados por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Atualmente, o casal está preso nos Estados Unidos por declarações falsas às autoridades alfandegárias norte-americanas.

Sônia e Estevam entrarem nos EUA com US$ 56,5 mil, tendo declarado apenas US$ 10 mil.

Em pecado

A Polícia Civil rastreia pagamentos feitos pelo padre Júlio Lancellotti à quadrilha acusada de extorqui-lo, junto com a verificação das compras realizadas pelos criminosos.

O objetivo do delegado André Luiz Pimentel, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 5ª Seccional, é verificar se as informações fornecidas por Anderson Marcos Batista são verdadeiras.

Ex-interno da Febem (atual Fundação Casa), Batista jura que recebeu entre R$ 600 mil e R$ 700 mil do padre.

Batista revelou que o padre Júlio teria dado o dinheiro espontaneamente porque os dois mantinham um relacionamento sexual.

EmPACado

As obras do Programa de Aceleração Econômica (PAC) mal saíram do papel e o setor de infra-estrutura já enfrenta filas de até dois anos para entrega de máquinas e equipamentos pesados, além da falta de mão-de-obra especializada.

A demanda chega a superar em até 40% a oferta de equipamentos como guindastes, caminhões pesados rodoviários e fora-de-estrada, retroescavadeiras e tratores de roda pesados.

Tudo por causa da valorização do mercado internacional de commodities minerais e do aumento dos investimentos públicos e privados na construção civil, mineração, siderurgia e petróleo, entre outros.

A bela vem aqui

A presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, planeja visitar Brasília antes de sua posse, marcada para 10 de dezembro.

Ela conversou ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lhe telefonou para dar os parabéns.

Afinal, Cristina governará com amplos poderes, pois além de ter quase todos os governadores a seu lado conseguiu maioria no Congresso, com 140 deputados e o controle de 66% do Senado.

O governo brasileiro divulgou nota ontem em que afirma que a vitória de Cristina significa a continuidade de um governo que recolocou a Argentina no rumo do desenvolvimento.

Coisas do professor Girafalis

O senador e ex-presidente José Sarney alertou que é um perigo para o Brasil e para a América Latina que a Venezuela se torne potência militar.

Sarney opinou que o país de Hugo Chávez não deve ser aceito no Mercosul, por não ser uma democracia.

O duro será Sarney convencer Lula e seus aliados do Foro de São Paulo sobre tal fato.

Sem vergonha

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, confirmou que o Brasil negocia com a Bolívia a retomada de investimentos da Petrobras para exploração de gás.

Garcia desconsidera os ataques do presidente boliviano, Evo Morales, à estatal.

No ano passado, Morales decretou a nacionalização das reservas de gás e chegou a ocupar refinarias da Petrobras.

Petrobrás deles

A escalada do preço do barril de petróleo, que ontem bateu novo recorde, traz conseqüências amargas para a indústria brasileira.

A Petrobras deve anunciar amanhã novos preços para nafta, óleo combustível e querosene de aviação.

O mercado aguarda os maiores reajustes dos últimos dois anos.

Embalada com a escalada internacional do ouro negro, a Petrobras International Finance Company (PIFCo), subsidiária da Petrobras, vendeu ontem US$ 1 bilhão em notas com vencimento em março de 2018.

Nus e com a mão no bolso

O Comitê em Defesa dos Participantes da Petros (CDPP) realiza reunião hoje, às 14h, na sede do Sindipetro-RJ (Avenida Passos, 34, no Centro do Rio de Janeiro).

O objetivo é discutir o Plano Petros para todos e os desdobramentos jurídicos das ações impetradas.

No último dia 25 de outubro, aposentados da Petrobrás ficaram nus em frente à sede da empresa em protesto contra mudanças nos planos Petros.

Carta dramática

Em carta enviada à revista da Petros (que o boletim da Aepet divulgou), a aposentada Vera Paoloni lançou sua interpretação sobre a manifestação de nudez:

"Vi os aposentados da Petrobrás nus nas fotos dos jornais de hoje. Com a nudez na rua, sendo avidamente fotografada por curiosos. O inusitado sempre gera curiosidade. E fiquei imaginando que os aposentados da Petrobrás podem não ter a solidariedade coletiva para esse gesto aparentemente insano. Muitos vão pensar que é coisa de velho, quase como se fosse coisa de gente senil, dos que, pela idade, podem falar e fazer impunemente. Poucos vão pensar o que levou tantos aposentados a expor o corpo velho em praça pública. Menos ainda pensarão que esses hoje velhos foram um dia jovens, acreditaram na empresa em que trabalharam 30 anos e depositaram, mês a mês, confiança traduzida em dinheiro, pensando numa poupança para o momento de estio da vida - a velhice. E agora se sabem e se sentem tungados, espoliados, com o Estado aviltando a aposentadoria deles e a confiança depositada em 30 anos de serviço. Depositada em crença e dinheiro. E ambos sumiram. É uma nudez gritada com dignidade, com indignação. Os aposentados da Petrobrás não botaram a bunda na janela pra passarem a mão nela. Não. Como os mortos de Incidente em Antares, desfilam em público as mazelas causadas pela Petrobrás, pela criminosa omissão e ação do Estado ao tungar sua poupança que proporcionaria uma velhice digna. Com os corpos nus, os aposentados gritam a todos os brasileiros: estamos aqui, violentados, nos olhem, porque nós somos vocês amanhã. Nós, os que acreditamos que a poupança deixada mês a mês em 30 anos de vida seria guardada, administrada e daria um bom retorno quando o inverno da velhice chega a nossas vidas! Por isso protestamos. Estamos nus não apenas de roupas, mas de uma perspectiva digna para o resto de nossas vidas".

Agrado à classe média

A classe média (que rejeita o governo Lula, segundo as pesquisas) terá mais recursos para comprar a casa própria a partir de janeiro.

O Conselho Curador do FGTS deve aprovar hoje resolução permitindo que trabalhadores com renda familiar acima de R$ 4 mil e 900 reais por mês usem financiamento do Fundo de Garantia para adquirir imóveis com valor de até R$ 350 mil.

Poderão requisitar financiamento os trabalhadores que têm conta do FGTS há pelo menos três anos.

A idéia do governo é liberar no ano que vem até R$ 1 bilhão para essa linha de crédito – hoje restrita nos últimos anos a trabalhadores de menor poder aquisitivo.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

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Entre a canalhice e a sobrevivência

Edição de Artigos de terça-feira do Alerta Total http://alertaototal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

O Brasil é um país que precisa sempre de novos escândalos, para agüentar o bárbaro tranco da existência sofrida. Como a vida aqui seria insuportável, sem a exposição sempre fresquinha de imoralidades variadas a freqüentarem nosso dia-a-dia!

As massas se entretêm, as classes médias aparentam indignação e todos os salafrários e anunciados moralistas, quando não envolvidos, fazem ar de revoltados em comentários enfurecidos. Quando têm a oportunidade, cometem os mesmos atos vis.

Acredita-se que a instituição do escândalo nacional surgiu de maneira natural e espontânea, numa sociedade criada e nutrida por bandalheiras das mais escabrosas desde que a família real portuguesa aqui aportou. É só pesquisar a história.

É a capacidade de aparentar indignação (no que parece revolta íntima, por não ser pivô beneficiário da mutreta denunciada), o que distingue nacionais dos habitantes de países ditos desenvolvidos com organização social divergente.

No Brasil, o feio é se deixar flagrar na irregularidade. Pessoas que não possuem renda para tanto, apresentam padrão de vida completamente dissociado dos seus pagos, mas tratadas como vestais. São larápios respeitados, louvados bem-sucedidos!

Não são incomodados pela Receita Federal (que dá a impressão de existir apenas para molestar assalariados). Tudo flui como se no melhor dos mundos: carrões, barcos, mansões cinematográficas, os mandatários, especialmente, vivem como nababos.

O genial Aparício Torelly, o Barão de Itararé, costumava dizer que “-Negociata é todo aquele grande e bom negócio do qual fomos excluídos”. Que faria a maioria de nossos mandatários se não estivesse envolvida em negociatas vergonhosas? Certamente não cuidaria do país, do qual não entende nem gosta.

A formalidade e pompa herdadas do Estado português servem apenas como biombo na escamoteação de malfeitos, pouca-vergonha e roubalheira. É “excelência” pra lá e pra cá, como se existisse respeito. Somos sociedade nelsonrodrigueana, putrefata e dolorida.

Isso não quer dizer que as outras sociedades do planeta sejam melhores, até porque fica difícil estabelecer o que é melhor ou pior no comportamento da chamada raça humana. O fato é que brasileiros, conjuminados com os que habitam esse vasto continente sul-americano, são diferentes.

Quando Dom Pedro I embarcou no navio inglês Warspite, que iria levá-lo de volta à Europa (7 de abril de 1831), a oficialidade inglesa ficou impressionada com suas más maneiras. Ao observar sua esposa, D. Amélia, passando do escaler para o navio, sua majestade gritou e todos ouviram:

“-Lembre-se, querida, de que está sem calças.”

Quem é capaz de identificar comportamento mais canalha? E como um ato de canalhice pode ser mensurado ou aferido? Sem contar que D. Amélia era sua segunda esposa. A primeira, D. Leopoldina, morreu grávida de três meses e as suspeitas da época a colocam como vítima de maus tratos infligidos por Sua Majestade Imperial.

Hoje, longe do oficialismo dourado de nossa história, sabe-se que D. Pedro I costumava aplicar “corretivos” na esposa que devem ter apressado sua morte.

O fato é que o imperador tanto a castigou e humilhou, impondo-lhe inclusive a companhia da amante, a marquesa de Santos (Domitila de Castro), que na vizinhança da morte ela se queixava de “dores na perna e chorava como criança”.

O nosso tipo de canalhice é diferente. Não somos como a Inglaterra ou os EUA, que se apoderam do mundo ameaçando e matando, espoliando seus recursos naturais. Não somos os canalhas espoliadores, somos os espoliados.

Vem desde bem longe a submissão aos interesses estrangeiros, na concessão do futuro das gerações de nossos descendentes pelo suborno, entrega do patrimônio e venda da alma, muitas vezes, em troca de medalhas e comendas. Introjetamos o espírito do dominado, o colonizado. O assaltado acomodado.

Afinal, os portugueses chegaram subornando e matando os poucos que tentaram resistir. Em Pernambuco, por exemplo, foi eliminada a maior parte dos que buscaram construir nação diferente. Veja-se frase profética do libertador Simon Bolívar, analisando o continente de colonização ibérica:

“-Nunca seremos afortunados, nunca!”.

A entrega indiscriminada de nossas reservas e recursos já se mostra disseminada. Como se evolução genética na área social. A canalhice de nossos dirigentes é clara e explícita. Ela já não engana a mais ninguém, somente aos tolos e imbecis.

Escolhemos a submissão, a entrega indiscriminada, a renúncia aos nossos direitos, a estruturação governamental de fancaria, na qual os poderes constituídos acobertam crimes e desvios, pregando o combate aos mesmos crimes e desvios.

Somos nação doente, sucumbindo na desmoralização da incúria e da indiferença. Diferentemente daqueles que nos espoliam e fomentam nossa miséria (na cumplicidade dos que supostamente nos dirigem), seremos dizimados pela fome e pela violência, numa terra repleta de incontáveis fundos.

Márcio Accioly é Jornalista.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Crime no poder: Governador Sérgio Cabral admite em livro que polícia combate focos de terrorismo no Rio de Janeiro

Segunda Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Finalmente, o governo do Estado do Rio de Janeiro assumiu como verdadeira uma informação já sabida pelos órgãos de inteligência das Forças Armadas e das auxiliares (as PMs): a polícia fluminense combate focos de terrorismo no Rio. O governador Sérgio Cabral Filho admite esta “guerra”, oficialmente, na introdução do livro "A Hora e a Vez do Rio de Janeiro e o Novo governo - Desenvolvimento, Segurança e Favelas" (Editora José Olympio). A denúncia é do blog “Repórter do Crime”, de Jorge Antônio Barros.

Na obra, que resulta de um debate coordenado pelo ex- ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, Sérgio Cabral Filho escreveu, na introdução "O Rio de Janeiro e o novo governo": "(...) A verdadeira vocação do Estado do Rio de Janeiro é a qualidade de vida. Mas enfrentamos um grande desafio da área de segurança pública. Temos que combater os focos de terrorismo e banditismo com ações policiais severas, mas articuladas a intervenções urbanísticas e à promoção da cidadania. O presidente Lula e seus ministros colocaram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 1,2 bilhão para aplicarmos em obras de acessibilidade nas comunidades da Rocinha, Complexo do Alemão e Complexo de Manguinhos. O projeto prevê a construção de ruas, avenidas, praças, parques, escolas, bibliotecas, delegacias e postos de polícia (...)".

Embora os serviços de inteligência das polícias militares e das Forças Armadas tenham provas da presença de terroristas no Brasil, prestando “serviços de consultorias” a facções criminosas e a alguns ditos “movimentos sociais” fora da lei, o governo brasileiro finge que nada disso ocorre. Trabalhos de campo dos militares e das PMs comprovam que existem ligações efetivas de pelo menos 28 grupos terroristas internacionais com esquemas mafiosos brasileiros ligados ao narcovarejo e aos esquemas políticos por eles financiados, com objetivo ideológico ou não.

O mais conhecido é o intercâmbio de operações entre traficantes de drogas cariocas e os narco-guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A Polícia Federal tem provas de que comerciantes ilegais de drogas do Comando Vermelho, que controlam bocas-de-fumo nos morros cariocas da Mangueira e do Jacarezinho negociam pessoalmente, e com regularidade, cargas de cocaína na fronteira entre o Brasil e a Colômbia.

As trocas de dinheiro ou peças de automóveis roubados pela pura cocaína colombiana acontecem durante festas promovidas pelos guerrilheiros das FARC. Os negociadores brasileiros do CV já foram identificados como Negro, da Mangueira, e Sapo, do Jacarezinho. A PF recebeu a informação de que pelo menos 18 criminosos que viajam freqüentemente à região da fronteira Brasil-Colômbia.

O Comando Vermelho ocupa o espaço que já foi exclusivo do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, capturado seis anos atrás em território colombiano. Na Mangueira, a Polícia Civil carioca já apreendeu, em junho, 20 quilos de cocaína do tipo capa preta, vendida pelas Farc. O grau de pureza da droga (98%) garante a rentabilidade ao tráfico. Os brasileiros transformam uma tonelada de pasta de coca colombiana em cinco toneladas, depois de misturarem com outras substâncias. No Morro da Mangueira, os traficantes chegam a faturar até R$ 1 milhão por semana na chamada alta temporada, entre meses de novembro e fevereiro. O exército de traficantes na favela, que recebe treinamento de guerrilheiros das FARC, tem cerca de 150 homens fortemente armados.

A aliança dos traficantes brasileiros com guerrilheiros das Farc que comercializam cocaína começou com Fernandinho Beira-Mar, em 1997. Na época, o criminoso já dominava o tráfico de drogas e armas na fronteira do Brasil com o Paraguai, e mantinha enorme rede de contato com traficantes internacionais. Com o aval desses grandes traficantes, Beira-Mar foi apresentado a Tomás Medina Caracas. Ele é o famoso Negro Acácio, recente morto pelo exército colombiano. Beira-Mar ganhou a confiança do Negro Acácio porque tinha status de “bom negociante”. Acácio liderava a Frente 16, um dos principais grupos das FARC que admite que vender cocaína para financiar a guerrilha.

Leia a denúncia de Márcio Accioly: Pode ter dinheiro do tráfico na Funasa em Roraima

Definições de Terrorismo

Conceitualmente, o terrorismo é o uso ilegal da força ou da violência contra pessoas ou propriedades, objetivando influenciar uma audiência e coagir um governo e a população de um Estado, em proveito de objetivos políticos, sociais, religiosos ou ideológicos.

“Terrorismo é a ação ou omissão, típica e antijurídica, levada a efeito com o fim precípuo de causar medo, terror ou intimidação na população, como forma de compelir a administração pública direta, indireta, as autarquias ou organismos internacionais a fazer ou deixar de fazer alguma ação ou atender reivindicação, ainda que justa” (ADESG-SP, 2006).

E também: “Terrorismo é o modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas ou impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror. Também é uma forma de ação política que combate o poder estabelecido mediante o emprego da violência”. (Dicionário Aurélio, 1999, p 1951).

Em resumo, o Terrorismo consiste na geração do medo, para produzir três tipos de vítimas. A Vítima Tática (o morto, o ferido ou o seqüestrado), a Vítima Estratégica (aquela que sobrevive ao atentado, e está sob risco) e a Vítima Política (que são o Estado e a Democracia, aqui entendida como a Segurança do Direito).

Por isso, o terrorismo é um importante instrumento de controle social usado pelo Governo do Crime Organizado, claramente definido como a associação, para fins delitivos, entre a classe política e empresarial, criminosos de toda espécie e ideologia, junto com integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com o objetivo criminoso de usurpar o Poder do Estado Brasileiro, praticando a corrupção, o roubo, a violência e o aspecto mais radical dela, o terrorismo.

Releia o artigo de Jorge Serrão: Brincando com o Terrorismo

Maçonaria no aguardo

O Grande Oriente do Brasil, mais antiga potência da Maçonaria brasileira, espera que o ministro-presidente do Superior Tribunal Militar, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Henrique Marini e Souza se pronuncie, o mais urgente possível, sobre a notícia crime apresentada sexta-feira passada cobrando uma atuação efetiva do Exército brasileiro na Amazônia.

Os maçons pedem a abertura de um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos e atribuir responsabilidades sobre o eventual uso das Forças Armadas para expulsar fazendeiros da Reserva Indígena Raposa do Sol, em Roraima.

O IPM também teria de investigar provas objetivas de que a região – rica em minerais estratégicos – é dominada por ONGs que são “laranjas” de potências estrangeiras.

Pelo conteúdo direto e pela lógica jurídica da notícia-crime dos maçons, se o IPM não for aberto, os militares incorrerão em crime de prevaricação. Em tese, seriam passíveis de denúncia do STM ou da Procuradoria Geral da Justiça Militar.

Releia o artigo de ontem: Maçonaria solta o bode na Sala da Justiça e no Quartel

Tem que rezar

A Polícia pede hoje a quebra do sigilo bancário do padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Menor de São Paulo.

O ex-interno da Febem Anderson Marcos Batista, de 25 anos, um dos acusados de extorquir o religioso, negou a extorsão e ainda revelou que mantinha relações sexuais com o padre desde os 16 anos.

Anderson garantiu que o padre lhe dava dinheiro espontaneamente.

Dando que se recebe

A ONG Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, onde Lancellotti é dirigente, vai sofrer uma auditoria especial contábil em seus 35 convênios firmados com a Prefeitura de São Paulo.

A fiscalização especial será feita pela Secretaria municipal de Finanças e pelo Tribunal de Contas do Município.

O padre admitiu que recebia R$ 1 mil da organização, embora não tivesse legalmente direito a receber tal ajuda como conselheiro da entidade.

Deu quanto?

Padre Lancellotti primeiro falou que deu R$ 56 mil na suposta extorsão sofrida.

Agora, já fala em R$ 86 mil da mesma suposta extorsão.

Anderson garante que o padre lhe deu algo entre R$ 500 mil e R$ 700 mil.

O advogado do padre, o maçom e petista Luiz Eduardo Greenhalgh, vai ter muito trabalho para explicar a questão financeira e a contra-acusação de pedofilia.

Sorte do padre que advogado petista, na atual conjuntura, consegue provar que dois mais dois é igual a três mandatos.

Espírito de corpo

O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, reiterou apoio ao padre Júlio Lancelotti, que acusa um ex-interno da Febem de chantagem.

Foi em uma carta publicada no site da arquidiocese de São Paulo.

Dom Odilo elogia o trabalho da polícia e diz que a prisão dos acusados será decisiva para a elucidação dos fatos.

No texto, o arcebispo de São Paulo lamenta o fato de o padre Júlio ser transformado em réu, quando na verdade é vítima – na opinião da Igreja Católica.

Prova do Mensalão

A Ccópia de livro-caixa apreendido pela Polícia indica suposto pagamento de mensalão pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Segundo o Ministério Público, parlamentares recebiam os valores.

O documento estava na casa de uma ex-funcionária do governo petista.

Arapongagem

O Imperador do Rio, ave César Maia, jura que o governador de Minas Gerais é vítima de escutas telefônicas ilegais e de espionagens também fora da lei.

Maia volta a advertir que arapongas a serviço do PT e do governo querem encontrar manchas que derrubam a candidatura presidencial de Aecinho já no nascedouro.

Os malvados querem provar que teria algo na vida do mineiro que não cheira nada bem.

Investindo no Haiti

Desde o início da operação militar no Haiti, há três anos, o Brasil já gastou pelo menos R$ 315 milhões e 900 mil reais com suas tropas de 1200 homens.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) decidiu renovar por mais um ano a permanência das tropas brasileiras no comando da Missão de Estabilização no Haiti.

As Forças Armadas Brasileiras combaterão na nação caribenha até outubro de 2008.

Pergunta idiota: Não seria mais barato promover um treinamento idêntico no Rio de Janeiro?

1 ano de incompetência aérea

Mesmo com a chegada de Nelson Jobim ao Ministério da Defesa, a troca de comando na Infraero e a tentativa de reestruturação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a crise aérea continua.

Os especialistas não têm dúvidas na hora de apontar os motivos: faltam planejamento e políticas de longo prazo.

Até agora, pouco foi feito em relação à terceira pista de Cumbica e ao terceiro aeroporto da região metropolitana.

A abertura de concurso público para controladores só surtirá efeito daqui a dois anos, quando servidores concluírem a formação.

Perguntas sem respostas

O Comandante José Paulo Resende faz algumas perguntinhas idiotas às autoridades do setor aéreo:

*Por que os passageiros continuam sem informação nos aeroportos?

*Por que a espera foi transferida da sala de embarque para o interior das aeronaves?

*Por que ainda não temos um plano aeroviário nacional?

*Quais são as políticas de longo prazo para o setor aéreo?

*A região metropolitana de São Paulo terá um terceiro aeroporto?

*Até quando o mercado da aviação comercial continuará concentrado em apenas duas empresas?

*Até quando Aeronáutica, Infraero e Anac vão trabalhar sem integração?

Novo presidente

O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) assume interinamente, nesta terça-feira, a Presidência da República.

Será a primeira vez que o presidente da Câmara ficará à frente do Executivo nesta legislatura.

A cadeira presidencial fica sem os titulares porque o chefãoLula da Silva viaja a Zurique, na Suíça, para participar do anúncio oficial do Brasil como país-sede da Copa de 2014.

E o vice-presidente José Alencar está internado para se submeter a uma cirurgia.

Renan já sentou lá

No ano passado, durante as eleições, Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, chegou a assumir a Presidência por curtos períodos.

Foi em função de viagens de Lula, da internação de Alencar e da impossibilidade do então presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), assumir o posto por imposição legal.

Aldo era candidato a deputado federal, e não podia ocupar o cargo.

Indústria das multas

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) pretende reajustar os valores das multas, congelados há sete anos.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê a correção das multas pela Unidade Fiscal de Referência (Ufir), que foi extinta em 2000.

Com isso, o montante a ser pago pelas infrações ficou baixo na avaliação do Denatran.

O mais baixo é de R$ 53,20 e o mais alto, de R$ 191,54, dependendo da gravidade do caso.

Apaixonados por carros de luxo

A ONG Contas Abertas informa que a Câmara dos Deputados investiu quase R$ 650 mil para a compra dos 10 veículos de luxo, todos de cor preta, adquiridos por meio de pregão.

Foram R$ 205,2 mil para a compra de quatro veículos da Kia, modelo Serato, de luxo, zero quilômetro.

E mais R$ 443,4 mil pela aquisição de seis Ford Fusions, com bancos de couro, ar condicionado e transmissão automática.

Dentadura de gastos no Senado

O Senado empenhou na última semana R$ 6 mil e 600 reais para custear tratamento dentário.

Nos últimos 30 dias, outros R$ 24 mil serviram para o mesmo fim.

Só não se sabe qual parlamentar, parente ou funcionário foi beneficiado pelo tratamento, já que a nota de empenho não informa.

Boas festas

O Gabinete do Comando da Aeronáutica investiu R$ 4.200 para a compra de 50 pacotes de batatas palito congeladas, 700 biscoitos cream cracker, 300 manteigas, 120 latas e 120 garrafas dois litros de coca-cola e mais de 2 mil latas de guaraná.

Também gastou R$ 8 mil para a aquisição de garrafinhas e garrafões de água mineral, 29 quilogramas (kg) de queijo parmesão, 100 kg de prato e 10 kg de minas, entre outros.

Também comprou 150 caixas de bombons por R$ 835,50.

E 47 frascos de azeitona recheada com pimentão, por R$ 398,40.

O Comando da FAB reservou outros R$ 10,9 mil para comprar 120 vidros de alcaparra em conserva, 60 pacotes de amêndoas torradas e salgadas, 60 arroz da marca Tio João, 48 vidros de aspargos, 100 latas de atum, 120 azeites de oliva, 250 batatas palhas, biscoitos waffer, caldos de carne e galinha, 100 latas de castanha de caju, 55 chás de diferentes sabores, 48 frascos de cogumelos em conserva, 240 cremes de leite, 120 doces de figo em calda, 120 de goiabada e 400 dúzias de ovos.

A revelação é do site Contas Abertas.

Tiro pela culatra

Os sargentos estão na bronca com a Portaria 237/2006 baixada pelo Diretor de Pessoal Militar da Marinha , Almirante Saraiva Ribeiro.

A regra autoriza os militares com graduação de Sargento comprarem armas de fogo.

Só que os oficiais generais não permitem aos sargentos o porte de arma – conforme ainda acontece no Exército.

Militar marginalizado

Pela lógica do DPMM, os assaltantes podem usar armas à vontade nas ruas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e outras capitais.

Já os militares só podem ter arma para guardar de enfeite dentro dos armários de casa.

Por segurança pessoal, os sargentos da Marinha são obrigados a descumprir a regra burra, correndo risco de punição disciplinar.

Com terno e sem documento

Em setembro, em Salvador, a Marinha realizou uma missão chamada IMO.

Envolvia a proteção de varias autoridades e muitos carros alugados.

Só que a equipe de segurança, bem vestida de terno, foi para a rua sem o porte de arma institucional que é obrigatório.

Candidatas a Surfistinha

Centenas de meninas querem viver o papel da ex-prostituta Bruna Surfistinha no cinema.

Mas as atrizes de "O doce veneno do escorpião" só serão conhecidas em dezembro.

Produzido pela TV Zero, o longa metragem começará a ser rodado no ano que vem, com orçamento que pode chegar a R$ 4 milhões,

Dirigido por Marcus Baldini e com roteiro de Karim Aïnouz, o filme vai retratar o submundo da prostituição em São Paulo.

Sinto vergonha de mim

Confira o texto de Rui Barbosa interpretado por Rolando Boldrim:

http://www.youtube.com/watch?v=Lo1gPVsKp5E

Explica direito

Em um novo artigo, o líder cubano Fidel Castro zombou do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por sua declaração "Vida Longa à Cuba Livre".

O slogan foi usado por militantes pela independência de Cuba, conhecidos como "mambisis", em 1868, no início da guerra de décadas contra o domínio colonial espanhol.

Os guerrilheiros de Fidel também usaram as palavras nos anos 1950.

Também ficou a dúvida: Será que Bush também não se referiu àquela famosa bebidinha, a Cuba Libre?

Velho chavão

O slogan é usado freqüentemente por Raúl Castro, em vez das palavras de ordem habituais de Fidel "Pátria ou Morte".

Fidel reclamou que a frase é como se o rei da Espanha tivesse dito o mesmo durante seu domínio colonial sobre a ilha do Caribe.

Bush repetiu na quarta-feira que manteria as sanções contra Cuba e convocou o povo, os militares e a polícia do país a unirem-se pela abertura da nação a uma democracia multipartidária.

Melhor é tomar banho...

O guarda vê um homem estacionando seu carro em local proibido e pede:

- Tire o carro e pare em outro lugar! Não está vendo a placa de "proibido 'estacionar"?

O motorista responde, rispidamente:

- Estou.

- E então?

- E então? Então vá tomar banho!

O guarda algema o indivíduo, sem mais nem menos, e o leva até a delegacia:

- Olha que engraçadinho, delegado. Mandei tirar o carro de um local proibido e ele me mandou tomar banho!

- Ah, é? - diz o delegado com ironia:

- E eu? O que você vai mandar?

- Você eu vou mandar tomar no...!.

O delegado fica muito puto, dá uma porrada nos cornos do cara e ordena:

- Leva para os fundos e põe o filho da puta no pau-de-arara.

O policial leva o homem até uma salinha e o pendura de ponta-cabeça, quando a carteira do cara cai do bolso aberta no chão: "JUIZ FEDERAL"!

Correndo, o guarda volta à sala do delegado e se desespera:

- Doutor, o cara é JUIZ FEDERAL!

- JUIZ FEDERAL? Puta que pariu! E agora? O que nós vamos fazer?

- O Senhor não sei... Eu vou tomar meu banho...

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Pode ter dinheiro do tráfico na Funasa em Roraima

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

A Polícia Federal está investigando o grau de ramificação de uma estrutura de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na Funasa de Roraima. O coordenador regional do órgão, Ramiro Teixeira, “é o chefe do esquema criminoso dos desvios”, na opinião do delegado da PF Alexandre Ramagem, responsável pela Operação Metástase.

A quantidade de dinheiro público desviada é impressionante (chega a quase 40 milhões de reais), sem contar que pode haver ainda recursos financeiros provindos do tráfico, de acordo com investigação que está sendo processada pela PF.

Responsável pela indicação de Ramiro Teixeira para a Funasa/RR, o senador Romero Jucá Filho (PMDB-RR) tem evitado comentar o assunto e se negado a falar com a imprensa. Ele tomou chá de sumiço desde que o imbróglio teve início.

Sua excelência enviou para a Funasa, somente no primeiro semestre deste ano, exatos dez milhões, 561 mil e 526 reais em emendas parlamentares. Além disso, sempre acompanhou Ramiro Teixeira de forma irregular nas visitas pelo interior do estado, quando se anunciava a liberação de verbas para prefeituras.

Nosso país, como se sabe, é conduzido em grande parte por bandidos de alta periculosidade, os quais jamais respondem por seus crimes. Essa situação, considerada de grande volatilidade, reúne ingredientes altamente explosivos para a combustão de sentimento social de enorme insatisfação diante dos acontecimentos.

Tudo isso, por ser fato notório que os chamados dirigentes minimizam crimes horrendos, praticados nas barbas do povo por quem deveria oferecer bons exemplos.

É generalizada a desconfiança. Com o Senado literalmente transformado em bordel, depois de ter absolvido o seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), da acusação de utilizar recursos da construtora Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à amante, o Poder Legislativo se encontra bombardeado.

Quem quiser depurar qualquer uma de suas Casas (Câmara e Senado), submete-se a dores e constrangimentos. Veja-se o caso do senador Jefferson Peres (PDT-AM): designado relator de um dos processos contra Renan, vem sendo alvo de campanha difamatória que pretende destruir sua reputação. É muita canalhice!

Agora, o deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR), vai dar início a coleta de assinaturas para criar a CPI da Funasa/RR. Ele quer deixar bem clara a história de emendas parlamentares engrossando cofres do órgão, esclarecendo qual parlamentar tira vantagem ou faz algum tipo de acordo escuso.

Com relação ao senador Jucá Filho, sua excelência tem grande poder, inclusive no Judiciário, mas tudo caminha de forma célere para seu apagão político. A intransigente defesa que faz das áreas indígenas de Roraima têm causado grande repulsa à população do estado.

Sua excelência conseguiu me condenar num estranho processo na Justiça roraimense, no qual sequer fui citado. Conseguiu também a suspensão dos meus direitos políticos, “provando” que o caluniei num dos artigos. Mas nada como um dia atrás do outro. O castelo de horrores pode desmoronar.

O que mais impressiona é o fato de o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), depois de ter 40 de seus mais próximos assessores indiciados por formação de quadrilha, continuar sem saber o que acontece à sua volta.

Somente por tal motivo é que deve ter indicado o senador para líder de seu governo no Senado. É possível que não tenha tomado conhecimento da denúncia da Folha de S. Paulo, mostrando que Filho ofereceu sete fazendas inexistentes no Amazonas como garantia de empréstimo milionário no Basa – Banco da Amazônia.

Se o Senado se desse a respeito, já teria julgado o pedido de cassação existente no Conselho de Ética, onde é provado por A mais B a utilização de documentos falsos por parte do senador roraimense, em irrefutável quebra de decoro.

Este Brasil é um pobre país rico, em tristes trópicos. E ninguém aprende com a história. Só se pensará em alguma providência quando a maioria resolver imaginar que só terá Justiça com as próprias mãos. Ou quando sentimento de irreversibilidade tiver corroído à razão. Não vemos homens de bem, só de bens. Todos eles, bens públicos.

Márcio Accioly é Jornalista.

domingo, 28 de outubro de 2007

Maçonaria solta o bode na Sala da Justiça e no Quartel

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Exclusivo - A Maçonaria colocou, literalmente, o “bode” na sala do Comando do Exército e da maior instância militar do Judiciário. O animal (símbolo dos maçons) terá de ser “domado” no Forte Apache – como é conhecido o Quartel General do Exército, em Brasília. O oculto poder do "bode" já provoca incômodos na sede do Comando Militar da Amazônia. O "bicho" pode feder mais. Depende de uma decisão, esta semana, da presidência do Superior Tribunal Militar.

O destino do “bode” está com o ministro do STM Henrique Marini e Souza – que é Tenente-Brigadeiro-do-Ar. A grande questão é se o “bode” será tirado (ou não) da sala dos militares. A polêmica gerada pela Maçonaria deve causar um efeito de tsunami nas conversas paralelas de um encontro fechado que mais de mil oficiais da ativa e da reserva do Exército promovem nesta segunda-feira, em Brasília. O evento tem o apoio do Clube Militar (coincidentemente, fundado por maçons, no final do século 19).

Os maçons pedem a abertura de um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos e atribuir responsabilidades sobre o eventual uso das Forças Armadas para expulsar fazendeiros da Reserva Indígena Raposa do Sol, em Roraima. O IPM também teria de investigar provas objetivas de que a região – rica em minerais estratégicos – é dominada por ONGs que são “laranjas” de potências estrangeiras. Pelo conteúdo direto e pela lógica jurídica da notícia-crime dos maçons, se o IPM não for aberto, os militares incorrerão em crime de prevaricação. Em tese, seriam passíveis de denúncia do STM ou da Procuradoria Geral da Justiça Militar.

Quatro membros da Loja Maçônica Minerva Paulista apresentaram ao STM, na sexta-feira passada, uma grave e consistente notícia-crime de seis páginas (com algumas reportagens anexas). O envio do documento foi autorizado pelo Soberano Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Laelso Rodrigues. A Maçonaria brasileira lançou uma campanha nacional em defesa da Amazônia. A peça solicita ao STM que acione o Comandante Militar da Amazônia, General-de-Exército Augusto Heleno Pereira, para abrir o IPM. Na semana passada, a mesma Loja Maçônica já enviou um pedido idêntico de abertura de IPM sobre o caso Raposa do Sol ao Comandante do EB, General-de-Exército Enzo Martins Peri. Até agora, os maçons aguardam pela resposta oficial do chefe militar.

A notícia-crime dos maçons parte dos indícios de que se pretende internacionalizar a Amazônia. No documento está escrito: “A afirmação se funda na circunstância conhecida e provada que para 0,2% da população nacional (índios) o governo do presidente Lula está criando reservas, em áreas estratégicas, que se aproximam a 30% do território nacional, incluindo nelas faixas de fronteiras com outros países (notadamente a Venezuela de Hugo Chávez), áreas que deveriam estar sob a absoluta guarda das Forças Armadas”.

Os quatro maçons que assinam a notícia-crime, em nome da Loja Maçônica Minerva Paulista (Vinicius F. Paulino, Paulo Von Bruck de Lacerda, José Carlos Ferreira Júnior e Marco Antônio Lacava) indagam ao STM a respeito da Reserva Raposa do Sol: “Se lá é território brasileiro, por que os brasileiros lá não podem estar? Por que ONGs estrangeiras ali se localizam e comandam os índios como se fossem seus peões? Por que tremulam, no local, bandeiras de outras nações? Abdicamos da soberania nacional?”.

Os maçons denunciam “a insidiosa tentativa de internacionalizar a região ou parte do território nacional, em busca de pedras preciosas, metais e minerais estratégicos, que são levados para fora do País, por contrabando, através da faixa de fronteira subtraída do Exército nacional e fora do alcance dos brasileiros”. Os maçons informam que apelaram ao STM porque “falece competência ao comandante militar da Amazônia para fazê-lo”. Na avaliação legal dos maçons, “o comandante militar da região tomada aos brasileiros e dada aos índios (entre aspas), como disfarce, da tentativa de submeter parte do território nacional á soberania estrangeira, impõe ao comandante da região o dever de abrir Inquérito Policial Militar, para apurar esses fatos e atribuir responsabilidades, sob pena de prevaricação”.

Os maçons lembram que o artigo 139 do Código Penal Militar deixa claro: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra a expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. A pena prevista para o militar que incorre em tal crime é de detenção de seis meses a dois anos. Resta saber quem terá a sabedoria de vestir (ou não) a carapuça da lei exposta pelos membros da Loja Maçônica Minerva Paulista.

A notícia-crime dos maçons deve gerar polêmica com o Comandante Militar da Amazônia. Afinal, no último dia 13 de outubro, o General Augusto Heleno Pereira criticou quem afirma que compete às Forças Armadas vigiar a fronteira do Brasil para impedir o avanço do tráfico e a devastação da floresta. Na avaliação do General Heleno - que é um militar com experiência em combate, pois comandou as tropas brasileiras da ONU no infernal ataque de guerra ao crime organizado e à guerrilha urbana no Haiti -, “a defesa da fronteira do País e da região amazônica não é um problema das Forças Armadas, mas da sociedade”.

Agindo exatamente, de forma justa e perfeita, em favor dos interesses da sociedade, os maçons pegam muito pesado na crítica à situação atual do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Os maçons descreveram: “São Forças Desarmadas e incapazes de exigirem meios para cumprir seu dever. Estrategicamente, é um crime de lesa-pátria. Nossas instituições estão em frangalhos e carecem da intervenção do Poder Judiciário Militar, para a exemplo do que faz o Supremo Tribunal Federal, suprir a inação que nos leva à ruína”.

A notícia-crime dos maçons se baseia no cumprimento ao artigo 142 da Constituição Federal que é cristalino e fácil de ser lido por quem não seja um “analfabeto político, administrativo ou jurídico”: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

No artigo 142, o Código Penal Militar considera crime a tentativa de: “I) submeter o território nacional, ou parte dele, à soberania de País estrangeiro; II) desmembrar, por meio de movimento armado ou tumultos planejados, o território nacional, desde que o fato atente contra a segurança externa do Brasil ou sua soberania; III) internacionalizar, por qualquer meio, região ou parte do território nacional”. Para quem cometer tais crimes, a pena prevista é de reclusão de 15 a 30 anos para os “cabeças”, e de 10 a 20 anos para os demais agentes criminosos.

A regra é clara! A Defesa da Pátria não pode se subordinar à vontade política - de indivíduos, autoridades ou partidos – e nem aos interesses econômicos – nacionais ou transnacionais. Na defesa da Pátria e dos Poderes Constitucionais, a “iniciativa” (prevista no Artigo 142 da Constituição Federal) deve e pode ser dos comandantes das Forças Armadas, em cumprimento do dever de ofício e do artigo 142 do Código Penal Militar (ainda em vigor, até insubordinação insurrecional em contrário). Agir de forma contrária aos dois “artigos 142” significa incorrer em crime de responsabilidade ou até de prevaricação, dependendo do caso.

Releia o artigo do editor-chefe deste Alerta Total Os artigos 142 contra os “171”, publicado em 17 de setembro de 2006. Também dê uma nova lida no artigo do economista Adriano Benayon, na edição de 25 de setembro do Alerta Total: Não ao desmembramento do Brasil. Os maçons anexaram este texto na notícia-crime ao STM. Reveja ainda o artigo de Rebecca Santoro, em 15 de outubro, Perdemos Roraima?. O fato objetivo é que estamos à beira de uma guerra civil naquela rica região no extremo Norte do Brasil. A grande imprensa amestrada, sempre nanica na avaliação editorial e na defesa dos interesses do Brasil, dá pouco importância ao problema.

O Grande Oriente do Brasil fez jus ao seu lema latino de colocar ordem no caos (Ordo ab chao). O Grão-Mestre Lelso Rodrigues lançou uma grande campanha nacional da Maçonaria em Defesa da Amazônia. A Ordem também promete intensificar, com mais força e vigor, uma outra campanha nacional, lançada anos atrás, da”Maçonaria em favor da vida e contra as Drogas”. A Maçonaria brasileira retoma sua tradição de liderar grandes movimentos históricos, a exemplo que realizou no processo de independência do Brasil, na Abolição da Escravatura e da Proclamação da República. Tudo indica que o “bode” vai ser colocado na sala de muita gente que abusa do poder ou se julga acima do bem e do mal.

Vida que segue, uma armação que vai dar bode. O poderoso Lula (que desconvidou, oficialmente, a Maçonaria para a posse de seu primeiro mandato) aproveitou a comemoração de seus 62 anos de idade neste sábado para fazer jogo de cena. Publicamente, o Chefão voltou a rejeitar hoje a proposta de terceiro mandato, levantada por aliados políticos e cada vez mais forte entre a militância petista. Intimamente, Lula gostaria de “repetir a dose” (perdão pela redundância) presidencial em 2010.

Por enquanto, Lula alimenta a disputa (ainda cordial) entre dois nomes, nesta ordem. Primeiro, sua preferida Dilma Rousseff (que neste sábado foi internada no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, com diverticulite aguda - processo inflamatório no intestino grosso). A segunda opção forçada de Lula é o genérico de quatro estrelas Nelson Jobim (ministro da Defesa que gosta de vestir a farda camuflada de general quatro estrelas, para simbolizar que comanda as Forças Armadas, amadas ou não por ele). No fundo, Lula queria um terceiro nome: Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto isso, ganha força o movimento pelo terceiro mandato liderado pelo deputado Devanir Ribeiro (PT-SP). O parlamentar é amigo pessoal de Lula desde as lutas sindicais do ABC paulista, na década de 70. Sem devaneios, Devanir quer a realização de um plebiscito sobre a “treleição” junto com as eleições municipais de 2008. Paralelamente, o deputado Carlos Willian (PTC-MG) consulta seus colegas da base amestrada do governo sobre a possibilidade de coletar assinaturas para uma emenda constitucional estabelecendo o terceiro mandato. "Pelo menos para a platéia, Lula declarou: “Não apóio e não acho necessária uma proposta dessa". Acredite nele quem quiser.

Para quem gosta do mundo de Ali babá e dos 40 ladrões, as agências internacionais informam: Um beduíno foi condenado, no Egito, a pagar 46 camelos por ter "cantado" uma mulher pertencente a outra tribo. Um tribunal formado por membros de um acampamento no Sul da Península do Sinai determinou que o beduíno folgado tivesse a língua arrancada. Mas os magistrados resolveram aplicar a pena econômica. A dor no bolso é mais profunda para a turma daquele oriente médio. Por estar dirigindo seu carro no momento em que incomodou a mulher, o beduíno acusado também terá de se desfazer do veículo.

Daria o maior bode se as severas leis dos beduínos fossem aplicadas no Brasil, em relação à entrega da Amazônia. Na Ilha da Fantasia (cercada de políticos honestos), teríamos muita gente com dificuldades de fala e ficando a pé. O nosso azar é que no Brasil quase não tem camelo. Mas sobram burros, hienas, abutres e outros bichos menos dotados para nos governar. Por isso, o jeito é mesmo soltar o bode na sala dos “poderosos”, para combater o despotismo, a ignorância, os preconceitos e os erros, para glorificar a Verdade e a Justiça, para o bem-estar da Pátria e da Humanidade. Que o bode não seja leve!.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Receita para o fracasso

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Por Márcio Accioly

Estranho país o Brasil: dominado pela violência e corrupção generalizadas, com direito a espetáculo de circo e prisões (embora de curta duração), vê seu sistema econômico (dito capitalista), funcionar em clima de experiência sem igual no planeta. Aqui, nada é feito com seriedade, mas até agora quase tudo vem dando certo.

Temos um governo que recentemente testemunhou o indiciamento de 40 de seus principais integrantes pelo procurador-geral da República. O ex-ministro-chefe da Casa Civil Zé Dirceu (PT-SP), foi apontado como chefe de quadrilha que desviou milhões de reais dos cofres públicos (com direito a mensalão), mas, mesmo assim, continua forte.

É recebido pelo presidente da República, de quem ganha afagos, tendo sido acusado até mesmo de representar o Brasil em contatos internacionais, depois de afastado do cargo. Ele foi defenestrado, como se recorda, pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), que detonou inacreditável esquema dentro do Planalto.

No nosso País, qualquer fio de meada que se puxe leva a esquema de corrupção a envolver pessoas das mais “inatacáveis”. Não se tem como dedicar muita atenção a determinado assunto, pois um é logo engolido pelo outro, cada qual mais escabroso.

Veja-se, por exemplo, que nunca mais se abordou a questão dos cartões corporativos, matéria publicada pela revista Istoé Dinheiro no dia 24/08/05. Naquela época, causou furor o fato de a primeira-dama, Marisa Letícia, ter gastos registrados de 441 mil reais entre os meses de janeiro e agosto de 2004!

O presidente Dom Luiz Inácio, dizia a reportagem, que tinha então nove ecônomos (funcionários encarregados de retirar dinheiro com cartões corporativos para pagar pequenas despesas de sua excelência), contabilizou gastos em torno de um milhão e 510 mil reais, correspondentes a 189 mil mensais, de 2003 a 2005.

Quem desejar saber detalhes do que foi publicado deve acessar o site (http://www.terra.com.br/istoedinheiro/415/economia/saques_dinheiro_vivo.htm).

Trata-se de impressionante festival de gastos, capaz de deixar com água na boca todo e qualquer cadastrado no falido Programa Fome Zero (outro assunto já esquecido).

Agora, pretende-se apurar através de CPI a atividade das ONGs no Brasil. Há mais de 275 mil delas em funcionamento, grande parte recebendo recursos financeiros públicos e enriquecendo figuras das quais muitos sequer desconfiam. A própria líder do bloco governista no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC), deverá ser investigada.

O repasse de dinheiro público às ONGs fugiu completamente ao controle, segundo palavras do procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Furtado. Ele disse ainda que “só não desvia dinheiro quem não quer”, referindo-se às ONGs que recebem os recursos.

Entre 1999 e 2006, durante as gestões FHC e Dom Luiz Inácio, foram repassados mais de 48 bilhões de reais para as Organizações Não Governamentais. O descalabro está oficializado.

Apesar de todos esses desmandos, já foi dado início às articulações para um terceiro mandato de Dom Luiz Inácio. Como a maioria dos nossos políticos calça 40, não se consegue distinguir quase ninguém, caso algum desavisado perca tempo em apenas analisar o sapato.

Percebe-se que, apesar de grande parte dos nossos governantes não possuir qualificação profissional ou moral para assumir cargos eletivos que assumem, a coisa caminha ao deus-dará e tudo é feito na base da improvisação. Até quando tudo isso será suportado, não se sabe. Mas nada é permanente ou imutável, nem mesmo a indiferença.

Márcio Accioly é Jornalista.

O espírito do Capitão Nascimento pode baixar

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Rebecca Santoro

Tudo bem, o brasileiro já tem a pecha mesmo de analfabeto e de desinformado em relação a quase todos os assuntos – política, inclusive. Mas, fazer conta praticamente todos os nossos patrícios sabem. Mas, não parece que seja isso o que entende a grande parte da imprensa que saiu a veicular, como simples papagaio repetidor, e sem situar bem o contexto dos dados revelados, os resultados da pesquisa do IBGE sobre o perfil dos consumidores de drogas no Brasil – que passaram, agora, a ser qualificados como os principais responsáveis pelos assustadores lucros da indústria do tráfico de drogas e pelo patrocínio do crime organizado.

O tema foi ressuscitado pelo merecido e inquestionável sucesso do filme Tropa de Elite e endossado pela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, realizada a partir de dados do IBGE, e que mostra o retrato dos usuários de cocaína, de maconha e de lança-perfume: "homens, jovens e ricos - o mesmo perfil dos que mais morrem no trânsito". O problema é que tanto os dados do IBGE quanto o estudo da FGV são análises dentro de um universo restrito de consideração. O estudo, por exemplo, não considerou nem o crack e nem as chamadas drogas sintéticas. Tropa de Elite, entretanto, apesar de propor a reflexão sobre a parcela de culpa que cabe ao inconseqüente consumidor de drogas pelo "sucesso" do tráfico e pela expansão da criminalidade, está bem longe de reduzir a questão à sua mera existência.

Não, o filme do cineasta José Padilha diz muito mais do que isso, como falarei mais adiante, e com certeza, isso se deva, especialmente, aos autores do livro em que o filme foi baseado - Elite da Tropa, do sociólogo Luiz Eduardo Soares e dos oficiais do BOPE André Batista e Rodrigo Pimental, que contam histórias reais do dia-a-dia daquela tropa. Essa estória de dizer que Tropa de Elite colocou o dedo na ferida da questão da criminalidade por trazer os "filhinhos de papai", que seriam os usuários de drogas, para o banco dos réus é discurso fabricado (até mesmo por alguns dos envolvidos com o filme, talvez por temer a represália esquerdopata), para desviar a atenção de outras principais, e talvez muito mais importantes, feridas que foram igualmente cutucadas - com toques de maestria, diga-se de passagem.

Mas, primeiro, vamos aos números do IBGE para fazer umas continhas de matemática simples que nos permitirão, afinal, verificar o porquê de ser completamente improvável que o crime organizado - que hoje age nas grandes cidades brasileiras – seja financiado, exclusiva e primordialmente, pelos consumidores de drogas (que é para onde pretendem, afinal, direcionar as reflexões populares sobre o sucesso do tráfico e do crime organizado).

O Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, divididos em 7 classes: A1, A2, B1, B2, C, D e E. Cerca de 81% da população está nas camadas C, D e E, composta por famílias que têm renda mensal média entre R$ 350,00 e R$ 1.000,00. A soma de indivíduos nas classes A-1 e A-2 dá 5% e, dos das classes B-1 e B-2, 24%. Como os dados do IBGE dizem que o consumidor de drogas estaria nas classes A e B, restringiríamos nosso universo para cerca de 29% dos brasileiros (55 milhões de pessoas). Como 99% dos consumidores de drogas são homens, e estes representam cerca de 49% da população, pode-se supor que, destes 55 milhões de pessoas das classes A e B, somente 27,5 milhões de indivíduos seriam do sexo masculino e, portanto, os que se enquadrariam no perfil do consumidor de drogas.

Suponhamos também que, dentre estes homens, a metade esteja com idade entre 10 e 29 anos – o que diminuiria nosso universo de consideração para cerca de 13 milhões de indivíduos. Finalmente, suponhamos que, dentro deste grupo, apenas 2/3 dos componentes se encaixasse na descrição do perfil do usuário de drogas do IBGE: "brancos (85%), com oito a 11 anos de estudo (60%) e que ocupassem a posição de filho dentro de casa (80%), no lugar dos chefes da família ou dos cônjuges" – o que significa que teríamos um total de aproximadamente 9 milhões de consumidores de drogas.

Se o mesmo estudo diz que a média de gastos por pessoa, mensalmente, com consumo de drogas é de R$75,00, esse comércio geraria, por mês, no varejo, uma renda de aproximadamente R$ 675 milhões (ou cerca de R$ 8 bilhões por ano - aproximadamente U$ 5 Bilhões). Agora, divida-se estes R$ 675 milhões pelo número de bocas de fumo, diminua-se os custos para produzir, transportar e armazenar as drogas em si, e acrescente-se, ainda, as despesas, digamos, "operacionais", que o "sistema do tráfico" tem, como "comprar" juízes, advogados, policiais e outros agentes da lei, ou como ter que pagar um arsenal de empregados para que o esquema todo do tráfico funcione, ou ainda como comprar e sustentar todo o armamento necessário para a guerra particular dos traficantes, entre si e contra a polícia.

Isso para não falar das despesas com a enorme quantidade de "investimentos" (diversificados) que os grandes traficantes costumam fazer em bens materiais e também em segurança particular. Sobraria quanto? Que espécie de negócio tão lucrativo é esse cujo custo com a manutenção, além de envolver riscos de morte e de prisão dos envolvidos, é extremamente alto, a ponto de que qualquer falha que aconteça, como, por exemplo, a apreensão de drogas pela polícia, comprometa toda a lucratividade?

Quando se considera os números divulgados na publicação de outros estudos e de reportagens sobre o tráfico de drogas, os resultados são mais estapafúrdios ainda e não conseguem encaixar-se entre si. Em 2003, por exemplo, reportagem da revista Veja dizia que o comércio de drogas já movimentava no Brasil cerca de U$ 15 bilhões por ano (contra os U$ 5 bilhões que foram demonstrados acima).

Hoje, documentos oficiais trazem informações de que 22,8% dos brasileiros consumiriam drogas (ou seja, cerca de 43 milhões de pessoas). Ora, sendo assim, e com base nos dados divulgados sobre o estudo da FGV, praticamente todos os indivíduos que compõem as classes A e B (que somam 29% da população) estariam envolvidos com o consumo de drogas. Mas, como já demonstrei acima, com muito "otimismo", teríamos aproximadamente 9 milhões de indivíduos pertencentes a estas duas classes e que poderiam ser enquadrados dentro do perfil dos consumidores de drogas revelados nos estudos.

Isso significa simplesmente que, ou a concentração mais elevada de viciados não está nas classes A e B (já que 43 – 9 = 34) ou então que, cada um destes 9 milhões de viciados das citadas classes gasta a improvável quantia de R$ 250,00 por mês para sustentar seu vício (e não a média de R$ 75,00) – e isso nas classes sociais cuja média da renda mensal em cada família (de quatro pessoas) varia de R$ 600 a R$ 4 mil por pessoa (esta representando menos de 5% da população).

Ou seja, nossas classes mais produtivas, mais empreendedoras e que mais consumem estariam comprometendo de 30% a 16% de seus orçamentos com drogas – o que, diante das despesas dessas classes com contas fixas e obrigatórias (impostos, aluguel, alimentação, escola, plano de saúde, luz, gás, telefone, água) seria justamente a parte do orçamento que poderia estar sendo direcionada para o consumo de bens e de serviços que efetivamente são o que mantém o bonde do emprego e da economia em funcionamento.

Donde se conclui que, se esse quadro descrito pelas autoridades fosse a mais pura revelação da realidade, o país estaria simplesmente falido. E ainda que: ou tem lucro demais no comércio de drogas, para consumidor de menos, ou tem muito mais consumidor de classe baixa do que de classe média alta para cima. E isso porque não entrou nesse exercício de matemática o preço das drogas no varejo – o que, muito provavelmente, nos levaria à conclusão de que "nossos viciados" só teriam condições de ceder aos seus vícios apenas por alguns dias por mês (o que beira o ridículo, de tão improvável).

Toda essa loucura de cálculos e de comparações, para dizer o óbvio: que há muito mais dinheiro e muito mais atividades criminosas que usam o tráfico de drogas para justificar uma lucratividade que está mais do que "na cara" de que somente o consumo de drogas (pelo menos aqui no Brasil) seria incapaz de proporcionar (e que, muito provavelmente, jamais passariam no teste de "custo-benefício", que precisa ser necessariamente bastante compensador em qualquer que seja a atividade comercial).

Apesar de ser inegável que a venda de drogas dê, sim, muito dinheiro, não é nenhuma insanidade supor que seja plausível que o tráfico e o comércio de drogas sejam inclusive - e até – subsidiado, em algumas regiões, para: 1) mascarar outras atividades comerciais e financeiras (inclua-se aqui algumas das tidas como lícitas) muito mais úteis e compensadoras (como o comércio ilícito de armas – incluindo as nucleares –, de minerais valiosos indispensáveis à produção bélica e industrial, ou como o comércio de seres humanos – e de órgãos etc.); 2) para abrigar o indispensável "mercado" de lavagem de dinheiro e 3) para financiar a indústria do terrorismo que, acredite-se ou não, tem sim o objetivo comum e maior de exterminar a civilização ocidental cristã.

Em se tratando particularmente do item 3 acima, vale a pena para os interessados, "bancar" a distribuição e a comercialização das drogas, não por sua alardeada lucratividade, lá na ponta do varejo, mas por sua capacidade de gerar conflitos, de desagregar as famílias e as sociedades – dividindo-as e desumanizando-as, até que se corroam, irreversivelmente, de dentro para fora, numa espécie de suicídio inconsciente, cuidadosamente monitorado pelo agente interessado na destruição. Nesse sentido, sim, talvez resida a grande lucratividade do comércio de drogas. Um dia, tudo isso virá à tona – e será claro como a mais pura água da fonte...

Há sempre muitos mais interesses por trás do comércio de drogas do que a simples lucratividade. Na China, por exemplo, Ren Bishi, um dos primeiros líderes do Partido Comunista, encarregou-se da venda de ópio, durante a guerra de resistência contra a invasão japonesa, numa época em que o ópio era o símbolo da invasão estrangeira, já que os britânicos haviam introduzido aquela cultura, segundo os chineses, para atrofiar-lhes a economia e para viciar o povo. Apesar da aversão chinesa, portanto, ao ópio, Ren Bishi patrocinou seu cultivo em grandes extensões de terra, justificando-o pelas necessidades do partido.

Além disso, sabe-se que uma sociedade com endemia de viciados é obrigada a gastar grande parte de seus recursos com os prejuízos causados pelo consumo de drogas, que vão desde a simples tentativa de recuperação dos viciados aos atendimentos de pacientes vitimados pela violência que acompanha o comércio de drogas, incluindo aqui os acidentes automobilísticos – o que contribui, é claro, para uma considerável retenção da capacidade de investimento "sadio" do capital humano e financeiro desta mesma sociedade. Além desse exemplo de uso estratégico do ópio (e, por associação, de outras drogas) até como arma de destruição, para posterior dominação, e como se pode depreender das informações como as que constam no quadro acima, as substâncias químicas que participam da composição das drogas ilícitas, muitas vezes, são as mesmas que servem de base para a produção de alguns dos mais importantes medicamentos lícitos e necessários à medicina moderna – fato que contribui enormemente para que o cultivo e a fabricação destas substâncias não possa simplesmente desaparecer.

Dessa forma, por todas estas razões acima citadas e ainda por uma série de outras que não caberiam aqui, tendo saído essencialmente da cabeça de experimentados ex-policiais do BOPE, o conteúdo de Tropa de Elite jamais atribuiria ao consumidor final das drogas o motivo principal do "sucesso" esplendoroso do tráfico de drogas e do crime organizado sobre a cada vez mais acuada e quase que indefesa sociedade. Não, as feridas que foram cutucadas pelo conteúdo do filme são muito mais importantes.

Em sua essência, Tropa de Elite é simplesmente um urro daqueles elementos da sociedade que desejam viver e produzir em paz e que sabem perfeitamente que isso só é possível se houver um resgate da visão realista dos homens e do mundo, e que necessariamente tenha que entrar em confronto direto com as teorizações idealistas sobre os mesmos – que só têm escravizado e paralisado os homens de bem diante da ascendência dos criminosos, para os quais, como se sabe, não há a imposição (ou auto-imposição) dos mesmos limites. É a guerra assimétrica trazida para dentro de nossas casas.

Tropa de Elite é muito claro: trata-se de combater os bandidos com a mesmas armas com as quais eles atacam. E por que isso não acontece de maneira mais ampla e efetiva? O filme responde: "É por causa do Sistema". É isso: enquanto não interessar aos donos do sistema que o crime seja severamente combatido, policiais, viciados, cidadãos comuns e "pequenos" criminosos - lá da ponta da cadeia da criminalidade organizada - continuarão a morrer nessa guerra desumana e sem fim que toma conta das grandes cidades. É sobre isso que fala Tropa de Elite.

Sobre o Sistema que remunera mal os policiais; sobre o Sistema que permitiu que criminosos fossem infiltrados nas instituições de combate ao crime; sobre o Sistema que coloca na cabeça dos estudantes inversões absurdas de valores, fazendo com que venham a construir uma visão distorcida da realidade e da natureza humana; sobre o sofrimento dos indivíduos que sacrificam suas vidas (quase que inexplicavelmente) para não permitir que o crime organizado se apodere de vez de toda a sociedade; sobre o desespero de quem luta pela verdade e pela honestidade.

Esfrega na cara de todo mundo que enquanto bandido for protegido pelo Sistema, a luta contra eles será ingrata e custará as vidas de muita gente boa. Tropa de Elite esclarece de uma vez por todas que, para obter informação de bandido, de terrorista, ainda não inventaram outro método mais eficiente do que a tortura – triste, muito triste; mas é a mais pura imposição da realidade sobre qualquer que seja a teorização a respeito do assunto.

O filme mostra que, afinal, são essas mesmas técnicas - de aplicar a tortura e de impor o medo da morte – as que utilizam os criminosos, para dominar as comunidades em que se alojam e para apavorar a sociedade de um modo geral. Torturar prisioneiros indefesos e que nenhuma informação de fundamental relevância para vencer uma batalha contra o crime, cujo maior obstáculo para o sucesso seja o tempo, é crime hediondo, sim.

Mas, ficará "biliardário" o indivíduo que descobrir (e que patentear, para dar consultoria exclusiva) outro método que não a tortura (física e/ou psicológica) para extrair de criminosos "profissionais" informação imprescindível ao combate imediato de qualquer ação criminosa de bandidos ou de terroristas. Bem-vindos à realidade! Realidade esta que coloca a preservação de nossas vidas nas mãos dos homens como os capitães Nascimento, os Neto e os Matias. Ou está todo mundo pensando que também não é cúmplice destes homens que são pagos por todos nós para ir barrar o crime com suas próprias vidas?

O fato de não puxarmos os gatilhos que metralham jovens criminosos não nos exime, absolutamente, de nossa parcela de participação, uma vez que é a sociedade que dá procuração às polícias para que enfrentem pessoalmente os bandidos. Assim como impera o discurso de que os "meninos" do tráfico sejam produto e vítima do Sistema (que, nesse caso, querem sempre associar ao capitalismo), que reagem, com violência, castigando os que eles supõem ser os "filhos da riqueza" – no fundo, geralmente, tão vítimas e tão impotentes quanto eles diante do Sistema -, igualmente, os capitães Nascimento também são produto e vítima desse mesmo Sistema, mas que reagem, também com violência, para, na verdade, impedir que os criminosos continuem descontando seus recalques nas pessoas erradas, matando e morrendo, numa guerra que só interessa aos inatingíveis donos do tal Sistema.

É por tirar do anonimato essas, até então invisíveis, criaturas possuídas por um espírito de resistência, de reação corajosa, de enfrentamento contra tudo aquilo que muitos vivem dizendo ser impossível ou inútil combater, que Tropa de Elite sacudiu o espírito desesperançado dos brasileiros, aliviou-lhes das gargantas o grito por justiça. Tropa de Elite esfregou o brasileiro na cara do Brasil – cuja elite que o governa nos últimos 30 anos tem feito questão absoluta de ignorar, de enganar, de explorar e de tentar transformar (por meio de incessante lavagem cerebral, através do ensino e da mídia escrita, falada e visualizada).

A esquerda está em polvorosa, criticando duramente o filme de José Padilha e conduzindo as discussões sobre Tropa de Elite para a superficialidade da questão da participação dos consumidores de drogas como cúmplices do crime organizado, e para o repúdio aos métodos do BOPE no combate aos criminosos – tudo em fervoroso empenho para trancar o brasileiro de volta no fundo daquele armário escuro, onde estava sendo bem sucedida em escondê-lo de si mesmo, embaixo de toda aquela imensa pilha de filosofias de engodo que não fazem nada além de dividir nosso povo, forjando cenários falsos da realidade, para jogar brasileiros contra brasileiros, dividindo-os, irreconciliavelmente, justamente para dominá-los e sobre eles poder reinar.

O pânico da esquerda é o de que comece a baixar o espírito do capitão Nascimento, do Neto, ou do Matias nos estudantes, nos jornalistas, nos militares, nos funcionários públicos, nos professores, nos PMs, nos juízes e de que esse "vírus" do "quero meu país e minha vida de volta" comece a se espalhar descontroladamente a ponto de vir a jogar por terra anos e anos de trabalho de conquista neo-revolucionária.

Rebecca Santoro é Jornalista.