domingo, 30 de dezembro de 2007

Pica-Pau, eles não sabem o que fazem! Ou sabem?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

Quer uma prova de que a vida é muito engraçada? O Pica-Pau sempre foi da Universal (Studios). Agora em 2008, o bicho promete ser uma das armas do dono da Universal (a Igreja) para infernizar a vida da Rede Globo. A Record já soltou uma chamada para a visar que a “Turma do Pica-Pau” pode ser mobilizada, a qualquer momento, para alavancar o Ibope. Espera-se que a famosa e estridente risada do "Woody Woodpecker" leve os programadores globais aos prantos. Será? A Turma do Bispo Macedo quer provar que o santo do Pica-Pau é forte.

A "Turma do Pica-Pau" faz parte de um pacote de produções comprado pela Record da distribuidora Universal, que inclui também filmes e séries, como a festejada "Heroes". Mas herói mesmo é o Pica-Pau. O passarinho endiabrado é um dos fenômenos da televisão brasileira. O desenho foi exibido pela primeira vez no Brasil em 19 de setembro de 1950, na TV Tupi. Seu toc-toc entrou em cena um dia após a inauguração primeira emissora no Brasil. E nunca mais saiu do ar.

O Pica-Pau sempre foi carismático. O personagem foi criado em 1940 pelo cartunista Walter Lantz. Logo de cara, foi vítima de preconceito. O chefe de departamento da Universal Estúdios, Bernie Kreisler, rejeitou o novo desenho, com o título de "Toc Toc". Reclamou com Lantz que o Pica-Pau era a coisa mais feia que já tinha visto. Seu criador, no entanto, apostou na fera. O desenho virou, rapidamente, um sucesso esmagador.

O Pica-Pau merece todos os parabéns possíveis. Mas aqueles que querem transformá-lo no fiel da balança da audiência televisiva bem que mereciam uma cutucada, bem por baixo, do Pica-Pau. Até porque a guerra santa pela audiência na televisão brasileira se transforma, facilmente, numa batalha insana para ver quem consegue produzir mais baixaria. Lógico, tudo devidamente adequado a uma audiência ignorante como a nossa. Afinal, somos o “País de Tolos”! Mas as emissoras de tevê não precisam exagerar tanto na dose glamour às avessas.

Pica-Pau, por favor, cutuque por baixo a consciência dos nossos “gênios” da televisão. Perdoai-os. A primeira impressão é que eles não sabem o que fazem. Mas se sabem (e arrogância e vaidade deles jura que sabem), é porque o intestino tomou o lugar de seus cérebros. A programação de tevê, em todas as redes, atinge níveis bostejantes. Parece uma competição para o Ibope constatar quem consegue fazer mais mal à audiência, com a questionável qualidade intelectual dos programas.

No jornalismo, com raríssimas exceções, a solução é apertar o botão da descarga. A desinformação sempre foi uma tendência histórica da nossa mídia. Mas a glamourização da burrice é imperdoável. O telespectador perde a paciência ao ser sempre tratado como burro ou idiota que é incapaz de raciocinar. Nem todo mundo é Homer Simpson. Mas os editores-chefe de telejornais, travestidos de auto-proclamados donos da verdade, editam e veiculam matérias a partir do princípio de que, do outro lado da telinha, só tem gente que não pensa. Pode até ter. No Brasil, esse risco é real.

O etnocentrismo (só vale a sua “verdade” e não a dos outros) é imperdoável. O jornalismo não pode e nem deve desrespeitar inteligência alheia. Subestimá-la é pior ainda. O jornalismo deve cumprir a missão de informar. E não promover espetáculos de vaidade e desinformação – como a maioria dos telejornais hoje veiculados. Rostinhos lindos e falsamente simpáticos não conseguem suprir a demanda por novidades ou informações de verdade.

A estética parece rica. Mas o conteúdo jornalístico dos programas é pobre. Eles sequer conseguem noticiar. Informar, nem se fala! Peca-se por preguiça de apuração dos fatos. As notícias são jogadas no ar. Sem pé nem cabeça, ou descoladas de outros fatos. Parece que tudo que acontece não tem relação com coisa alguma. Tudo parece distante do mundo real dos simples mortais.

O bom jornalismo é filho da pauta. Mas a pauta na televisão parece inexistente. Ou, se existe, é esquizofrênica. Parece desacoplada do mundo a sua volta. Os jornalistas que as concebem são alienados, burros, malucos – ou todas essas coisas combinadas de maneira estulta. O diagnóstico da doença pouco importa. O grava é que o telespectador já percebe esta fragilidade da mídia desinformativa. A reação dele é mudar de canal, desligar a tevê ou não dar a menor bola para o que é veiculado pelo anti-jornalismo, ignorando-o de forma consciente.

No seu genial livro “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, no começo do século passado, o genial Lima Barreto já definia a imprensa brasileira como “o engenhoso aparelho de aparições e eclipses, provocando ilusões, ressurgimentos, glorificações”. Naquela época pré-tevê e pré-rádio, o vidente Lima Barreto já advertia para “a estupidez das multidões fáceis de iludir”. Na visão barretiana, a mídia seria um mero espaço de barganha, de troca de favores, privilégios, concessões e, sobretudo, muita vaidade.

Os jornalistas são bem assim. De novo, apelamos para o sábio Lima Barreto, e sua constatação de que os jornalistas são profissionais “de uma lastimável limitação de idéias, cheios de fórmulas, de receitas, curvados aos fortes, adstritos a um infantil fetichismo de estilo e guiados por conceitos obsoletos e um pueril e errôneo critério de beleza”. Não é à toa que, para respaldar Barreto, está publicado no Eclesiastes da Bíblia: “Vaidade das Vaidades, Tudo é Vaidade”. Ou, como preferem os eruditos: “Vanitas vanitatum et ominia Vanitas”.

O atual fenômeno midiático brasileiro, sobretudo na televisão, deixa claro que as emissoras de televisão abusam de sua liberdade de expressão e manifestação. Por isso, usam e abusam de qualquer artifício para (se) vender mais que a concorrência ou obter mais audiência. Neste cenário, as relações de interesse (pessoal ou de uma determinada empresa de comunicação) se colocam sempre acima da ética, da moral e do bem-comum. Não se pode esperar muito de uma mídia oportunista, desonesta, promotora e reprodutora da ignorância Ou melhor, não se pode esperar nada!

Essa mídia idiota (e imbecilizante) distorce a realidade conforme lhe convém ou é conveniente aos interesses de seus “patrões” ou financiadores. Que em 2008, o espírito endiabrado e sacana do Pica-Pau infernize a vida de todos aqueles que contribuem para a merda de mídia que temos no Brasil. Vingança, Pica-Pau!

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Para viver um grande ano

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Por Adriana Vandoni

Como foi seu ano de 2007? Trabalhou muito? Foi promovido? Ganhou dinheiro? Que legal! Parabéns! Tudo isso é muito importante, mas eu pergunto: em 2007 você teve um sonho a ser realizado? Assim tipo... uma mudança na vida ou na forma de viver? Quantos sonhos você sonhou em 2007?

Estava aqui pensando e...sei não, mas acho que para ser feliz é preciso ter sonhos a realizar. Ter amores a conquistar, vidas a mudar. Loucuras a cometer.

Não sonhar é pior que morrer, pois é viver sem tesão. E quem vive sem tesão fica assim, assim..., satisfeitinho com uma promoçãozinha ou uma boquinha aqui e acolá. São adeptos do tal “risco calculado”...ah, faça-me o favor! “Risco calculado” é pra Alain Robert, aquele alpinista francês conhecido como “homem aranha” que viaja pelo mundo escalando altos edifícios.
Daí sabe o que acontece quando não se tem esses sonhos que encorajam loucuras? As pessoas viram batedores de carimbo dos anos e passam a viver mecanicamente apenas atualizando folhinhas. Ficam irritantemente normais.

E pessoas normais...fala sério...ninguém merece! Pessoas normais costumam ser chatas e profundas conhecedoras do mundo. Agora me diga, alguém lá precisa entender o mundo? Pra quê, meu santo!, entender o mundo? Só se for pra virar um chato!!! René Descartes, pai da filosofia moderna e do cartesianismo, deve ter sido um chato. Veja, ele tentou racionalizar o sentimento distinguindo corpo e alma, vontade e paixão, como fossem separáveis. Ele entendia que algo era certo quando era evidente... imagine!, quantas coisas não evidentes são certas? E o seu tão famigerado “penso, logo existo”?, que me perdoem os cartesianos, mas se não fosse ele meio chatinho teria dito “sonho, logo existo”.

Ora, neste próximo ano largue mão de ser normal. O mundo existirá mesmo que você nunca o entenda. Na verdade o mundo se lixa pra sua tentativa de entendê-lo. Ele segue seu rumo implacável e impiedoso ao futuro, independente de sua vontade. Não seja mais um normal neste mundo doidão. Extravase seus desejos. Não conheço normais saltitantes de felicidade, você conhece? A felicidade só existe quando se tem um Q de loucura. Ou loucos, ou não se vive, não é mesmo?

Que neste ano você tenha muita coragem. Coragem para ter um sonho a realizar e atrevimento para persegui-lo sem desistir. Que você ouse ter um amor a conquistar ou uma vida a mudar.
Que seja bravo e ajuizado, ao mesmo tempo, para ter uma loucura a cometer, e cometê-la. Encha-se de intrepidez e chute todos os baldes que desejar. Seja livre para aplaudir ou vaiar quem você bem entender. Vire a canoa sem temer a correnteza do rio. Tire de sua vida, jogue fora mesmo, o que não quiser mais, o que te incomoda, e vá tirando e jogando até sentir sua alma leve. Claro que alguns cuidados se deve ter, como dizia Vinicius de Moraes: não pegue sereno, nem tome gelado...e não vá me virar a canoa sem saber nadar!

Viver vale a pena desde que você viva tudo com toda intensidade, suas insanidades e sobriedades, seus choros e suas gargalhadas.

A vida é uma extravagância, por isso deve ser vivida vigorosamente.

Vamos lá, comece agora mesmo a planejar as loucuras que quer cometer e a vida que quer viver em 2008, antes que seja tarde e chegue o mundo com seu implacável e impiedoso rumo ao futuro, te pegue e te leve daqui.

Ah, e não se esqueça que se precisar de uma forcinha, qualquer coisa vale a pena, pule ondinhas, chupe romã, acenda velas aos orixás, peça a Oxum, mande rosas a Iemanjá, se vista de branco às sextas-feiras, ore ao padre Cícero, faça o jejum do Bispo ou uma fervorosa novena.
E daí então ficamos assim: que 2008 seja o mais louco, extraordinário e pleno ano da sua vida.

Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Professora universitária e Articulista do Jornal A Gazeta. Site: www.prosaepolitica.com

sábado, 29 de dezembro de 2007

Revanchismo nos olhos dos outros é refresco

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

O mundo gira. Os bêbados no poder acreditam que ele dá muitas voltas. Imagina se, do nada, um tribunal de defesa dos Direitos da Humanidade, nos Estados Unidos da América, resolve promover um festival de inquisição contra terroristas, do presente e do passado? Já pensou se algum juiz norte-americano resolve, agora, expedir uma ordem de prisão internacional contra o ilustre bolcheviquepropagandaminister brasileiro Franklin de Souza Martins, pela simples acusação de que participou do seqüestro do embaixador Charles Elbrick, na tarde calorenta do dia 4 de setembro de 1969?

Imagine se os “justiceiros” norte-americanos quiserem punir Franklin por ter escrito a carta ameaçadora que prometia “justiçar” o embaixador dos EUA, caso não fossem seguidas as exigências dos revolucionários de esquerda tupiniquins daquela época? Já pensou se algum magistrado cometesse a confusão de também indiciar o atual presidente e chefão de Franklin (o poderoso Lula), acusando-o te ter participado também daquela ação terrorista? Afinal, entre os vários codinomes usados por Franklin, na Dissidência do Partido Comunista Brasileiro, um deles era, justamente, “Lula”. Já pensou a confusão instaurada, se tal processo ocorresse? Já parou para pensar como seria extraditar o hoje ilustre ministro Franklin para uma masmorra Ianque? Ou revanchismo nos olhos dos outros é refresco?

Imaginar tal situação é o mesmo que “imaginar”, agora, um tribunal italiano condenando 13 brasileiros pela participação na Operação Condor. A Constituição brasileira de 1988, ainda em vigor até prova petista em contrário, proíbe a extradição de brasileiros para responderem por crimes ou serem processados fora do Brasil. Mesmo assim, alguns radicais do desgoverno Lula querem tirar proveito político-ideológico da recente decisão da Justiça italiana, que deseja prender latino-americanos suspeitos de envolvimento na perseguição às guerrilhas de esquerda, em décadas passadas.

Um dos radicaloides de plantão é o atual ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos. Paulo Vannuchi, defendeu a anulação da Lei de Anistia. Considerou positiva a ação da Justiça italiana. Reclamou que os os tribunais brasileiros precisam se adaptar aos tratados de direitos humanos assinados pelo País que condenam crimes políticos e prática de tortura. Paulo Vannuchi citou o Estatuto de Roma, do qual o Brasil é signatário, condena os crimes cometidos por motivação política. E ressaltou que a Convenção da Organização das Nações Unidas também tem posição contundente contra a tortura.

O grande gênio jurídico e democrata Paulo Vannuchi considera todos esses instrumentos “poderosos para anular a Lei de Anistia”. O revanchista ministro pondera que o Supremo Tribunal Federal brasileiro nunca foi suscitado sobre tal questão. Alega que a única consulta até hoje sobre a legalidade dessa Lei de Anistia foi feita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que não é o tribunal constitucional do Brasil. O genial Vannuchi ainda ressaltou que o processo da Justiça italiana trata de episódio ocorrido em março de 1980, que não estaria coberto pela Lei de Anistia, que é de agosto de 1979.

Tarso Genro, ilustre ministro da Justiça de “Lula”, já deve ter recebido do procurador da República italiano, Giancarlo Capaldo, o pedido oficial de extradição dos brasileiros acusados de participação na Operação Condor. Na segunda-feira passada, a juíza Luisanna Figliolia pediu a custódia cautelar de 140 pessoas supostamente envolvidas na Operação Condor, entre elas 13 brasileiros, 61 argentinos, 22 chilenos e 32 uruguaios. Os brasileiros são acusados de colaborar com o seqüestro e a morte de Horacio Domingo Campiglia e com a Operação Condor, esquema de repressão que uniu os regimes militares da América do Sul.

Entre os brasileiros a serem “justiçados” pelos democratas italianos, com o apoio dos democratas petistas daqui, estão: Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do SNI em Porto Alegre; Agnello de Araújo Brito, ex-superintendente da Polícia Federal do Rio; Antônio Bandeira, ex-comandante do 3° Exército; Henrique Domingues, ex-comandante do Estado-Maior do 3° Exército; Luís Macksen de Castro Rodrigues, ex-superintendente da PF no Rio Grande do Sul; João Oswaldo Leivas Job, ex-secretário de Segurança no Rio Grande do Sul; Átila Rohrsetzer, ex-diretor da Divisão Central de Informações; Marco Aurélio da Silva Reis, ex-diretor do Dops no Rio Grande do Sul; Octávio de Medeiros, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI); Euclydes de Oliveira Figueiredo Filho, ex-comandante do 1º Exército, e Edmundo Murgel, ex-secretário de Segurança no Rio.

Vida que segue, enquanto não resolve o dilema diplomático da pimenta nos olhos do bêbado, o desgoverno brasileiro produz mais uma prova da sua boçalidade internacional. Um decreto de 14 de dezembro deste 2007, assinado pelos gênios Luiz Inácio Lula da Silva e pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, concede ao “excelentíssimo senhor Juan Evo Morales Ayma”, Presidente da República da Bolívia, o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul – da qual Lula é o Grão-Mestre.

A homenagem é justa. Afinal, índio gosta de colar. Além disso, Morales merece um prêmio por ter dado um prejuízo bilionário à Petrobrás na Bolívia. Nosso ano da graça de 2007 merecia terminar com tamanha boçalidade.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Num mundo de confronto e esperança

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Por Márcio Accioly

Quando retornou do exílio europeu para o Paquistão, no dia 18 de outubro último, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto sabia estar com seus dias contados. O que surpreende é o fato de uma pessoa, consciente de tal desígnio, insistir no desenlace.

As sociedades são constituídas em termos fictícios, impossíveis de realizar. São fictícias as Constituições, organizações religiosas, contratos de casamento e relações de amizade. E, no entanto, todas as bases da convivência ali se encontram fundamentadas.

O fanatismo religioso tem origem na impossibilidade de conciliação de ideologia absolutamente fantasiosa e a necessidade de resposta a dúvidas insuperáveis. Mas não se credite à religião a nascente de todos os males, embora tenha servido como pano de fundo aos atos de covardia e má-fé.

Ela apenas fornece uma âncora mais “convincente”, por conta da imposição de caráter “divino”, ponto difícil de contestar.

Na aplicação de inverdades e consolidação de perfídias, o Brasil não fica atrás. Basta consultar o artigo 79, parágrafo primeiro, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, dizendo o seguinte:

“A Bíblia Sagrada deverá ficar, durante todo o tempo da sessão, sobre a mesa, à disposição de quem dela quiser fazer uso”.

Nada disso tem adiantado. Fosse assim, não existiria mensalão nem deputados desonestos desviando recursos financeiros essenciais ao funcionamento das instituições. Formando quadrilhas e agindo em direção contrária a tudo aquilo que é obrigado a jurar.

No último século, início da década de 60, o mundo inteiro era obrigado a vibrar com a juventude do presidente norte-americano John Kennedy (recentemente eleito), cuja imagem “vendida” freneticamente pelos meios de comunicação o apresentava como exemplo de determinação e lealdade a valores.

Depois de seu assassinato (22/11/63), o mito começou desmoronar. Revelou-se que o católico praticante e dito temente a Deus não passava de farsa bem fabricada.

Que utilizava a piscina da Casa Branca para festins sexuais, tomando banho com grupos de mulheres convocadas especialmente para esse fim. Que sofria de uretrite não-gonorréica, “dolorosa infecção venérea” (além de outras), tendo contaminado dezenas de mulheres desavisadas nos infindáveis frenesis.

Pior: antes de se casar com Jacqueline (1953), casou-se com Durie Malcolm (1947), fazendo sumir os documentos dessa união, de um Tribunal em Palm Beach (Flórida), pouco antes de mergulhar na campanha eleitoral presidencial de 1960.

Agora, na virada de mais um ano, não se parece ter muito a celebrar: primeiro, em função de alterações ambientais, já sentidas, por conta da densidade populacional de quase sete bilhões de pessoas; segundo, devido ao avanço tecnológico que melhora a vida de grupos de pessoas, mas, paradoxalmente, aguça dúvidas e temores da maioria.

As ideologias, válidas e úteis por tantos anos, estão a exigir nova roupagem. Capas de ilusão que mascarem o que de fato acontece na sua essência. As massas precisam de novos argumentos e até de novas seitas e deuses, pois tudo se encontra perigosamente envelhecido.

Na existência, o único item de fato permanente é a mudança. Como defender idéias vencidas que vêm se desgastando ao longo dos séculos? É como se a sociedade insistisse na adoção de velho código (pregando a virgindade, por exemplo), num mundo desnudado e quase sem segredos.

Os desdobramentos não serão nada agradáveis, enquanto se procuram soluções.

Márcio Accioly é Jornalista.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Cassado por liminar, nada mais perverso e antidemocrático

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

O Alerta alerta: O vereador carioca Pedro Porfírio foi cassado pela “Justiça”. Mas, na verdade, ele é caçado (com ç mesmo) pela falta de democracia reinante nos três poderes brasileiros. Seu caso é surreal. Perdeu seu mandato (temporariamente, esperamos) porque um magistrado, na justiça comum, tomou uma decisão, aparentemente, sem conhecer decisões judiciais anteriores – inclusive da Justiça eleitoral. E agora ainda terá de ser torturado pelo recesso do Judiciário. Como bem lembrou o próprio Porfírio, será muito difícil um desembargador de plantão (calouro) derrubar uma liminar do colega mais velho. E assim funciona a injustiça no Brasil.

O crime de Pedro Porfírio? Escrever nesta Tribuna, que eles não podem submeter. Não podendo submeter, perseguem".
(Hélio Fernandes, colunista e redator-chefe da Tribuna da Imprensa)

Por Pedro Porfírio

No outono de 1925, Max Brod publicou uma das mais profundas e inquietantes peças literárias - "O Processo", do seu amigo Franz Kafka, um escritor tcheco que morrera um ano antes num sanatório de Viena, pedindo que todas as suas obras fossem destruídas.Editado num momento de grande efervescência cultural, logo depois do manifesto surrealista de André Breton, "O Processo" entrou de imediato para o catálogo da literatura do absurdo.

Tratando da saga de Joseph K. para descobrir porque havia sido detido e estava sendo processado, a obra de Kafka ganharia as telas em 1962, pelas mãos de Orson Welles, um dos monstros sagrados de Hollywood, revelando Anthony Perkins num desempenho fenomenal.Há centenas de livros e filmes sobre o vilipêndio do direito em todos os tempos.

Não sei se nossos magistrados, assoberbados com grandes números de processos, muitos fora de suas áreas, tiveram tempo de ler ou de pelo menos refletir sobre a verdadeira tragédia institucional que avassala o país, naquilo que seria a pedra angular da democracia: a garantia constitucional.

Já eu não faço outra coisa a não ser estudar todo esse estranho universo que guarda semelhanças com o personagem de Kafka. É claro que meu interesse nessas pesquisas decorre de fatos que me afetam e que afetam a algumas categorias, como os profissionais da VARIG e beneficiários do Aerus, cujos direitos trabalhistas e previdenciários foram engolfados pela superposição da nova Lei de Recuperação de Empresas e tratados por uma Vara Empresarial, que lhes negou tudo e mais alguma coisa.

Um capítulo melancólico

No meu caso, não há precedentes. O que seria matéria da Justiça Eleitoral, como se pronunciou originalmente a juíza Vanessa Cavalieri, da 6ª Vara da Fazenda Pública, foi para o âmbito da Justiça Comum, que sequer considerou a decisão do Plenário do TRE do Estado do Rio, aprovada por 4 votos a 1 em janeiro deste ano, reafirmando o fórum para eventual renúncia de um parlamentar: ela deve ser formulada do próprio punho perante a Casa Legislativa, como consta em todas as constituições.

Independente do que venha acontecer, essa novela sobre o meu mandato vai acabar entrando para a história do Judiciário como um dos seus capítulos mais melancólicos e assustadores. Porque ela parte de uma premissa absolutamente falsa e insustentável: a de que em 2004 eu teria renunciado ao mandato que ainda ia disputar e para o qual sequer fui eleito, ficando como primeiro suplente.

O conjunto de documentos e informações sobre as duas CASSAÇÕES de que fui vítima, por descuidadas medidas liminares, dá um livro. Nesses 11 meses, tenho sido protagonista e testemunha de situações absolutamente inacreditáveis, adotadas por magistrados de tais poderes que nos levam a ter uma compreensão mais indulgente de muitas das práticas da ditadura.

Quando você está na fogueira, o exercício de opinar é constrangedor. Se você considera uma decisão correta, isso pode ser usado para tudo, até para incrementar ciúmes. Criticar então, seus próprios advogados desaconselham.

Há situações absolutamente mortais, como o caso da VARIG: o seu processo para rever perdas decorrentes de políticas tarifárias percorre os escaninhos do Judiciário há mais de 15 anos. Se ele tivesse sido julgado em tempo hábil, a empresa não teria se afundado na crise que levou ao desespero mais de dez mil famílias.Não sei o que pensa um só magistrado - imagine esse universo de 13 mil detentores de inesgotáveis fontes de poder, protegidos pelo art. 95 da Constituição Federal, que lhes assegura vitaliciedade e inamovibilidade.

Perversidade banalizada

Isso me força a escrever com toda a cautela. Uma observação poderá ser usada contra o meu direito ao exercício de um mandato parlamentar, cujo tratamento perver so já se banalizou, configurando um estado de ostensiva insegurança jurídica e uma pressão psicológica que afeta inevitavelmente minha saúde, considerando que sou um homem de quase 65 anos, hipertenso e com um passado de deplorável violação dos meus direitos políticos e da minha liberdade.

Hoje, quando um amigo me telefona, sua primeira pergunta é: você continua vereador ou já foi cassado por outra liminar? Sim, porque quando eu cheguei a festejar uma sentença, pronunciada em 28 de setembro pela juíza Jacqueline Montenegro, cinco dias depois uma Câmara Civil concedia ao segundo suplente um agravo, algo que, pela interpretação do Código de Processo Civil, teria perdido o objeto.

Essa leitura foi também do suplente, que no mesmo dia se dirigiu ao PDT e requereu sua desfiliação para agregar-se a outra legenda (que eu saiba, em seis anos, ele já foi do PSDB, PFL, PT do B, PDT, PHS e agora está no PSC). Com essa atitude absolutamente espontânea, seu pleito PERDEU O OBJETO, como dirá qualquer juiz.

Esse foi igualmente o sereno entendimento da desembargadora Letícia Sardas, que teve a dignidade de rever seu voto e suspender o acórdão, dando efeitos infringentes aos embargos de declaração formulados pelos advogados Siqueira Castro e Adriana Conrado Zamponi, bem como pelo procurador da Câmara, Flávio Brito.

Eu jamais poderia imaginar que um novo desembargador entrasse no caso, e, nas vésperas do recesso forense, concedesse uma nova liminar, na contra-mão do que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral. Com sua medida, ele tirou o mandato do PDT e passou para o PSC, uma negação da jurisprudência da fidelidade partidária.

Por que isso? Eu jamais renunciei ao mandato, muito menos quando não o detinha. Admitir que eu tenha feito isso não é questão de hermenêutica - é ultrapassar a fronteira da serenidade. A própria Assessoria Jurídica do PDT, que entrou no processo como minha assist ente, reconheceu que a declaração apresentada, com data de 2004, é um documento obrigatório para qualquer candidato. Logo, sem efeito jurídico nenhum. E foi assinado inclusive pelo beneficiário da nova liminar, com firma reconhecida e tudo.

Bem, se ao menos um magistrado tomar conhecimento deste depoimento eu já me dou por satisfeito. Independente disso, voltarei ao assunto porque devo essa informação também a você.

Pedro Porfírio é Jornalista. Vereador? Temporariamente “caçado” (com ç mesmo) pela Injustiça... Artigo publicado na Tribuna da Imprensa de hoje.

“Senhor Rei mandou dizer”

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Por Márcio Accioly

O incêndio no Hospital das Clínicas de São Paulo confirma, mais uma vez, que tudo no Brasil é emergencial. São necessários os desastres irreversíveis para que nossas “autoridades” comecem a agir como se a tudo acompanhassem com rigor e empenho.

O problema é o estresse gerado pela inoperância de figuras com as quais se é obrigado a conviver toda a existência. Depois que o então presidente FHC (1995-2003), o rei da sociologia (PSDB), comprou a emenda constitucional que permitiu a própria reeleição, as coisas parecem ter ficado ainda mais difíceis.

Como no nosso país os governantes não solucionam os problemas, quanto mais longa a permanência no poder mais enervante a situação. Quem acompanhou os estertores do regime militar (1964-85), consegue lembrar quão insuportável foram os últimos meses do general Figueiredo no Palácio do Planalto.

Foi quase impossível engolir com tranqüilidade os últimos inoperantes dias de sua excelência no posto, ao longo de mandato que transmitia a impressão de não querer terminar. Foram seis longos anos de verdadeira tortura (1979-85).

Aí veio José Sarney (1985-90), substituindo Tancredo Neves que morreu sem assumir, realizando gestão considerada das mais corruptas na história desse país. Suscitou, inclusive, pedido de impeachment que o deputado federal Inocêncio Oliveira, à época no PFL, apressou-se em arquivar na Presidência da Câmara.

Sarney reinou por cinco anos e saiu de forma melancólica, chamado de “ladrão” em todos os quadrantes pelo atual ocupante da cadeira presidencial. Foi substituído por Collor de Mello (1990-92), o qual prometera arrancá-lo do Palácio “pelo bigode”.

O próprio Collor caiu fora por força de impeachment (o primeiro de nossa história), apesar de absolvido mais tarde em todos os processos a que respondeu no Supremo Tribunal Federal.

Depois de Collor, veio Itamar Franco (1992-95), que pode até ter sido iludido por muitos, mas não é um ladrão dentro do modelo “clássico” de dirigentes a que somos submetidos. Ele nos deixou FHC de herança, o homem mais culto, mais preparado e que conhece mais línguas na face da Terra (comenta-se que falaria mais de 12 mil).

A desastrosa gestão FHC, onde a roubalheira correu solta (conseguiu ser mais corrupta do que a “administração” sarnenta, o ratão do banhado), colocou o país numa rota em direção a precipício que o modelo petista adotou e agravou.

Dom Luiz Inácio já foi apontado como alcoólatra, analfabeto e outros atributos, além de utilizar cartões corporativos que gastam milhões de reais em proveito próprio e de apaniguados. À frente de “governo” onde 40 graúdos já foram indiciados.

Pois bem: na aproximação do ocaso, surgem as alternativas José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, depois da tormenta FHC. Não esquecendo que esse incêndio do Hospital das Clínicas pode e deve ser debitado na conta daqueles dois.

Desde 2005, o Controle de Uso de Imóveis da Prefeitura de São Paulo vem exigindo reformas no prédio, sem ouvir resposta. Nada foi dito pelo então prefeito José Serra e pelo então governador Geraldo Alckmin. Claro que irão apresentar desculpas e “novas idéias”, dizendo que estiveram sempre atentos.

Eles afirmam ser cultos, honestos e responsáveis, mas só se movimentam no desastre consumado. Acham-se dignos, probos e incomparáveis, mas não sabem trocar uma lâmpada e nunca devem ter lavado um prato ou um par de meias.

Fazer as coisas dando ordens é muito bom. É só dar um grito e uma legião se mostra pronta. Para isso servem os mandatos. E, por isso, o estresse e a canseira geral.

Márcio Accioly é Jornalista e não é amigo do "Rei".

O Alerta alerta: Mais um a prova de que não existe gestão na saúde pública. Até ontem, apenas 17% do orçamento de 2007 do Hospital das Clínicas tinham sido executados. Isto demonstra que o destrutivo “curto-circuito” aconteceu, bem antes, mas na cabeça dos péssimos gestores públicos que transformam o orçamento não numa “peça de ficção”, mas, sim, num “filme de terror” para quem não se trata com caros planos de saúde privados.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cesar Maia ironiza que campanha da Globo contra seu governo é manobra do Planalto pró-Crivella


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Por Jorge Serrão

O “Imperador do Rio”, ave Cesar Maia, acusa que setores das Organizações Globo de promovem uma “campanha direcionada” para atacar sua imagem pessoal junto à classe média. Cesar denunciou ontem que o jornal Globo e a TV Globo (em nível regional) abriram uma campanha contra a prefeitura e o prefeito do Rio, retomando o tema favelas. Irônico, Cesar adverte que “a TV Globo corre o risco de perder audiência nas classes C, D e E para a TV Record, que nesse momento cobre seu senador pintando a favela da Providência com o exército pincelando”. Na balada do contra-ataque de Cesar, o Blog do DEM lança hoje a suspeita de favorecimento político do Exército ao "Projeto Cimento Social".

Cesar não denunciou abertamente, mas desconfia do dedo do Palácio do Planalto na campanha editorial movida pela Globo. O Senador a que ele se refere è Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e ponta de lança da base governista de Lula no Rio de Janeiro. Crivella aparece em segundo lugar nas pesquisas para intenção de voto para a Prefeitura do Rio, em 2008. O líder é o apresentador Wagner Montes (PDT), funcionário da Record, cujo proprietário é o Bispo Edir Macedo Bezerra.

Cesar considera muito estranho o fato do jornal popular do grupo Globo, o Extra, estar fora dessa “campanha” movida contra o prefeito e a prefeitura carioca. O “Imperador” lembra que o Extra é o mais vendido em favelas. Cesar especula que, se existe foco em um público, esse é o leitor de classe média do Globo. “Esta campanha é exclusiva (os demais meios de comunicação não participam), é parcial (o jornal Extra não participa porque vende em favelas e aqui prevalece a orientação comercial) e regional (só no Rio)”.

Cesar Maia avalia que “a diversidade de matérias, de uso de imagens fortes com até fotomontagem na capa, o que não há caso no jornalismo internacional de ponta, a personalização de responsabilidade na figura do prefeito, exatamente quando a taxa de crescimento das favelas no Rio se aproxima da taxa de natalidade, as séries anteriores sobre tráfico/terror, mulheres no tráfico e jovens no tráfico, sempre correlacionando a favela como causa na percepção de seus leitores preferenciais, mostram duas coisas: 1) é uma campanha direcionada e nesse sentido política e com caráter destrutivo; 2) ao criminalizar quem mora em favela, na percepção média da classe A, leitora do Globo, independente de intenções, induz a uma ruptura cultural nos bairros da zona sul e desorienta seus leitores que vinham acompanhando uma cobertura do jornal dando voz a sociólogos cujo discurso é exatamente o inverso”.

Cesar Maia lembra que a Globo já promoveu uma outra grande “campanha direcionada”, destrutiva, contra sua administração. “Em março de 2005 o governo federal fez uma intervenção na área de saúde no Rio. Todos os veículos cobriram por algum tempo. Foram campanhas reativas. Depois de alguns dias só o sistema Globo permaneceu nela. O Jornal Nacional a cobriu por 17 dias seguidos. O Bom Dia Rio e RJ-TV por 23 dias seguidos. O Fantástico fez três coberturas tipo câmera oculta mostrando problemas em hospitais municipais do Rio. As estrelas da campanha foram as autoridades federais do ministério da saúde, que até as forças armadas usaram. O início da intervenção coincidiu com os comerciais da PFL que lançaram o prefeito do Rio para 14% na pesquisa nacional do Ibope e 12% na publicada, ultrapassando Alckmin”.

Cesar Maia recorda que agora, em dezembro de 2007, numa pesquisa de opinião na cidade do Rio de Janeiro, perguntando quem é o principal responsável pela crise na Saúde, a resposta foi: o governo federal - deixando o Estado e a Prefeitura bem para trás. Cesar maia analisa que essa é uma questão rotineira em comunicação: “Fica o fato, mas os atores são diluídos no tempo e a memória acusa o fato, mas aloca a responsabilidade àquele que é mais identificado no presente”.

O Cabo Eleitoral serve no EB?

O Blog do DEM publica em sua edição desta quinta-feira o seguinte texto:

"O PROJETO CIMENTO SOCIAL foi o carro-chefe das campanhas do senador Crivella a prefeito e a governador, em 2004 e 2006. Ele usou este slogan em suas campanhas especialmente na TV, inclusive com computação gráfica (veja o vídeo no post abaixo). Nada contra o conteúdo do projeto. O senador, coerentemente, fez emendas ao Orçamento da União, alocando recursos a seu projeto. O que surpreende é o Exército Brasileiro estar sendo usado – não para fazer as obras, o que é muito bom – mas para divulgar o slogan de Campanha do Senador Crivella, exatamente no momento em que o senador é candidato a prefeito tendo este projeto e este slogan como carro-chefe. O que será que falta acontecer? Na campanha, o senador usar o slogan, ao lado de imagens do Exército Brasileiro implantando o Projeto? Ou senador ir a tevê dizer: Crivella e Exército, juntos a favor do Povo e com o Cimento Social? Veja, na imagem abaixo, cópia do oficio que o Exercito encaminhou à Prefeitura do Rio, reproduzindo o slogan em LETRAS MAIÚSCULAS e em negrito".

No final, a pergunta enigmática:

"Será possível que o Exército do Brasil vai fazer papel de cabo eleitoral do senador?"

Merece estudo

Cesar Maia considera que a campanha movida contra ele é um "case" que merece dos estudiosos e das escolas de comunicação, um acompanhamento.

Advertiu que seu Ex-Blog fará também este acompanhamento e em mais seis meses informará o resultado da campanha e como ficou fixada na opinião pública:

Na campanha de 2008 se poderá ver que candidatos adotarão essa comunicação do jornal Globo ou se a campanha ficará simplesmente como um caso a mais de campanha direcionada e fracassada”.

Mídia amestrada

O Bolcheviquepropagandaminister deveria tomar mais cuidado na hora de plantar boas notícias do atual desgoverno na mídia amestrada.

Ficou com cara de matéria paga (leia-se jabá), no Jornal Nacional, da Rede Globo, a divulgação da notícia de que a Petrobras registrou no dia de Natal um novo recorde diário de produção de petróleo no Brasil: 2 milhões e 238 barris - uperando o recorde anterior de produção alcançado no dia 23 de outubro de 2006, com 1 milhão e 912 mil barris.

O tom dado pelo apresentador foi no melhor estilo da Voz do Brasil.

O Alerta Já alertou ontem...

O ministro da Justiça, Tarso Genro, avisou ontem que o governo brasileiro ainda não recebeu o pedido de prisão feita pela Justiça italiana de 13 brasileiros que teriam participado da operação Condor, acordo entre as “dita-duras” sul-americanas que reprimiu opositores nas décadas de 70 e 80.

Mas o próprio Tarso já advertiu que, em tese, a lei brasileira não permite a extradição de brasileiros:

Não recebemos pedido ainda. Vamos analisar com respeito, mas posso falar em tese que a lei brasileira não permite a extradição. Quando o pedido chegar, teremos que analisar se é possível adequar o caso à norma do outro país”.

O perigo está no "em tese", dito pelo Tarso...

Os 13 perseguidos

A Justiça italiana não divulgou oficialmente, mas já se sabe quem são os 13 brasileiros que ajudaram a erradicar o terrorismo, os seqüestros de diplomatas, os assaltos a bancos e a supermercados, e os justiçamentos do território nacional nos anos 60 e 70 do século passado.

Seis dos perseguidos pelo revanchismo italiano já estão mortos:

General João Figueiredo
General Euclydes Figueiredo
General Walter Pires
General Otavio Aguiar de Medeiros
General Antonio Bandeira e
Coronel Luiz Macksen de Castro Rodrigues

Outros agora “perseguidos”, ainda vivos, são:

General Edmundo Murgel
General Luiz Henrique
Coronel Átila Rohrsetzer
Coronel Carlos Alberto Ponzi
João Leivas Job
Marco Aurelio da Silva Reis
Agnello de Araujo Brito

A Lei é clara

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, reiterou ontem que a extradição de cidadãos nascidos no Brasil para julgamento em tribunais internacionais é vedada pela Constituição Federal.

Marco Aurélio advertiu que é precipitado qualquer posicionamento antes da tramitação do processo em território nacional.

A situação ainda é muito embrionária e nós precisamos aguardar um pouco mais a elucidação dos fatos”.

Aumento de mentira

Repercute nos meios militares um artigo do Coronel da Reserva do Exército, Ernesto Caruso, advertindo que o governo, na verdade, nunca teve intenção de conceder reajuste salarial às Forças Armadas.

O texto, que circula no e-mail dos oficiais, irrita a cúpula do Ministério da Defesa, comandado pelo genérico de quatro estrelas Nelson Jobim.

Confira a íntegra do texto: Alerta aos Comandantes das Forças Armadas

Vereador preso

O vereador carioca Jerônimo Guimarães, o Jerominho, do PMDB, está vendo o sol nascer quadrado na carceragem de Neves, em São Gonçalo, da base da Divisão de Capturas - Polinter.

Jerominho é suspeito de comandar uma milícia em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade.

Mas como a Câmara de Vereadores do Rio não tem Comissão de Ética, logo ele será solto e volta a fazer seu trabalho.

Solidariedade

O vereador Stepan Nercessian (PPS) se mostrou solidário com Jerominho e Nadinho, que já está solto (foi libertado 24 dias depois de ser acusado do mesmo crime que o colega).

O vereador e ator alegou que não estava sendo solidário com o crime, mas apenas solidário, do ponto de vista humano, com Jerominho e Nadinho.

Nercessian se desculpou com Nadinho pelo fato de não ter visitado o colega na prisão e citou uma frase de Jerominho, alertando os colegas para a possibilidade de também serem presos:

Isso é motivo de reflexão de todos aqui na Casa. Cada um sabe o seu destino aqui dentro” (a frase de Jerominho).

Lula no País das Maravilhas

O poderoso Lula da Silva fará um pronunciamento hoje à noite em rede nacional de rádio e TV.

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, avisa que o chefão falará sobre "notícias alvissareiras".

Lula irá abordar temas como crescimento da economia, perspectivas para 2008 e o "momento extraordinário" pelo qual passa o país, na visão do governo.

Tudo é festa

Questionado sobre a reunião ministerial de ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, demonstrou a alegria do desgoverno Lula com tudo de maravilhoso que acontece no Brasil:

Foi um balanço político altamente positivo feito pelo presidente, que está extremamente otimista com a economia, com a distribuição de renda no país, com a indústria, o comércio. E se avaliou também os próximos passos na questão orçamentária do ano que vem. Foi uma reunião muito boa”.

Desse jeito, Lula deveria ser candidato, em 2010, a presidente. Pelo menos no País das Maravilhas, com Alice de vice, e o Coelhinho de Ministro da Justiça.

Temas proibidos

Assuntos que têm sido causa de dor de cabeça atualmente para o Palácio do Planalto, como a rejeição da CPMF e de onde cortar recursos para compensar a perda de R$ 40 bilhões, não serão tratados por Sua Excelência em sua mensagem de fim de ano à Nação.

A possibilidade de aumento de impostos, como já admitiu o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também não fará parte do pronunciamento do presidente.

Afinal, como definiu José Múcio, é Natal e é época de celebração, não de más notícias.

Vitória do Terrorismo

O governo da Colômbia autorizou ontem um “plano humanitário idealizado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez”, para receber na selva três reféns seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

As Farc controlam amplas áreas rurais e têm em seu poder 42 políticos, soldados e policiais colombianos, além de três americanos.

A maior guerrilha esquerdista colombiana anunciou há uma semana que colocará em liberdade de forma unilateral Consuelo González, Clara Rojas e o seu filho, Emmanuel, em troca de guerrilheiros presos políticos.

Detalhe: o menino Emmanuel nasceu no cativeiro - fruto da relação da advogada com um guerrilheiro.

Colaboração do Foro de São Paulo

Chávez revelou ontem ao mundo que conversou por telefone com o presidente Lula da Silva.

O chefão brasileiro lhe teria oferecido "colaboração" no processo de libertação dos reféns.

Lula escalou o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, para cumprir essa missão do Foro de São Paulo.

Culpa do Fidel

Estréia nos cinemas brasileiros, neste final de ano, “A Culpa é do Fidel”.

“La Faute à Fidel!” é o primeiro filme de ficção dirigido por Julie Gavras (filha do cineasta grego Costa-Gavras).

Adaptado livremente do romance Tutta Colpa di Fidel, da jornalista italiana Domitilla Calamai o filme ironiza como uma criança educada com ideais burgueses de classe média consegue agüentar pais que viram comunistas de uma hora para outra.

Drible do Milan

Ao mesmo tempo em que o vice-presidente de futebol do Flamengo, Kleber Leite, concedia entrevista coletiva na Gávea para informar do andamento das negociações com o atacante Ronaldo, o Milan negou qualquer possibilidade de ceder o craque.

O clube italiano publicou em seu site oficial que não iniciou qualquer negociação para transferir o Fenômeno.

O Milan desmentiu ter dado autorização ao Flamengo para conversar com o atacante.

Sonhar é preciso

Kleber Leite comentou que foi montada uma força-tarefa com rubro-negros ilustres para viabilizar a vinda de Ronaldo.

O presidente do Flamengo afirmou que se reuniu com o procurador do atacante, Fabiano Farah, e disse estar otimista.

Kleber revelou que o vice-presidente do Milan, Adriano Galiani, passará o Reveillon no Rio de Janeiro.

O Adriano já está no Rio e passará o Reveillon aqui. É uma figura querida, sensível e não faltará oportunidade para que a gente converse com ele”.

Kleber pretende convencer os italianos que, no Flamengo, Ronaldo poderia dar uma nova virada em sua carreira, retornar à seleção e disputar a Copa de 2010, na África do Sul.

Drible da Playbloy

A revista Playboy driblou a proibição de citar o nome de Richarlyson na capa da edição de janeiro, que traz Letícia Carlos, ex-namorada do jogador.

A revista masculina vai apresentar a estudante de educação física como "a namorada que todo craque gostaria de ter".

O ensaio será basicamente tricolor, com elementos pretos, brancos e vermelhos, cores do São Paulo, time onde joga Richarlyson – que largou a moça alegando que não gostaria de ver a futura mãe de seus filhos pelada em uma revista masculina.

Tecnologia barrada

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro derrubou ontem o veto do prefeito Cesar Maia, e vai virar lei o projeto da vereadora Pastora Márcia Teixeira (PR) que proíbe a utilização de telefone celular, games, Ipods, MP3, equipamentos eletrônicos e similares em salas de aula.

O polêmico projeto é válido tanto para escolas públicas quanto particulares e não se restringe ao ensino fundamental e médio, atingindo também o ensino superior.

Na justificativa da proposta, a vereadora Pastora Márcia Teixeira alega que com o surgimento desses equipamentos, os professores têm dificuldades para dar aulas.

Além disso, ela afirma que "a utilização de tais equipamentos tira a concentração e inibe também a memorização".

Mancada Geral

A Polícia Militar de Alagoas está furiosa com o apresentador Geraldo Luiz, do programa Balanço Geral, um telejornal popular “local” que vai ao ar ao meio dia na TV Record de São Paulo.

Tudo porque Geraldo considerou abuso de autoridade um policial que voou nas costas de um assaltante que acabara de assaltar um ônibus, junto com dois comparsas, e estava armado com um oitão, em plena região de classe média alta do Stela Maris, em Alagoas.

A PM alagoana recomendará ao apresentador que tenha menos peninha dos bandidos, e que veicule as reportagens com informações verídicas e por completo.

Fantástica saída

A jornalista Patrícia Poeta assume a apresentação do Fantástico a partir de 6 de janeiro, porque a jornalista Glória Maria decidiu se afastar por dois anos do programa para se dedicar a "projetos pessoais".

Glória pretende escrever um livro (provavelmente uma autobiografia), dedicar-se às aulas de canto (para se lançar como cantora de jazz e blues) e fazer viagens de lazer.

Durante 10 anos, Gloria dividiu a apresentação do "Fantástico" com Pedro Bial.

Herança prejudicada

A patricinha Paris Hilton diminuiu dramaticamente sua herança.

Seu avô, Barron Hilton, de 80 anos, anunciou ontem a intenção de doar para a caridade 97 por cento de sua fortuna de US$ 2,3 bilhões de dólares.

A doação inclui US$ 1,2 bilhão de dólares que Barron Hilton deve ganhar com a venda já concretizada da rede hoteleira Hilton, fundada em 1919 por seu avô Conrad, além da possível venda da maior empresa mundial de cassinos, a Harrah Entertainment.

Em vez de ser torrado pela patricinha, o dinheiro será colocado em um fundo a ser usado no futuro pela Fundação Conrad N. Hilton, que anunciou a doação em nota oficial.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Alerta aos Comandantes das Forças Armadas

Edição de Artigos de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Ernesto Caruso

Ao que se divulga, tem sido uma preocupação do governo a paridade de vencimentos entre ativa e reserva, especulando-se que seria um obstáculo à concessão do reajuste. Um outro argumento seria a dependência da aprovação da CPMF. Nem uma coisa nem outra, na minha visão.

O planejado e sabido pela cúpula, por tudo que já falaram e encenaram, estava DECIDIDO: nada seria concedido neste ano. E bem capaz, riram às nossas custas, porque o deboche é uma característica marcante dessa gente top-top.O doce era tão doce que anunciaram que o reajuste seria retroativo a setembro do corrente. Quanta sacanagem.

Hoje entendo, por conta da autodefinição, o ser uma metamorfose ambulante, deixando marcas pelas pegadas (mais ou menos isto), porquanto se transforma em matéria orgânica e anda para a classe militar.

A questão da paridade é um nó que o governo quer desatar em prejuízo da gente da reserva. Um nó que representa uma aliança fundida historicamente, sem distinção entre os da ativa e os da reserva, sempre prontos a desempenhar as suas funções, uns exercendo e outros em condições de exercê-las a um chamamento da Pátria.

No entanto, de forma camuflada, tal condição já foi imposta para os que estavam na ativa, quando da efetivação da MP2131 e por nós comentada através a "APRECIAÇÃO SOBRE A MP Nº 2.131 DE 28/12/00" de 13 de fevereiro de 2001. Foi nas proximidades do Natal e da esperança de um Bom Ano Novo o que foi feito no governo FHC em 2000, agora repetido como presente em 2007 pelo governo Lula.

Aos que passaram para a reserva antes da referida MP, quero crer, há de se respeitar o ditame da Carta Maior:
- "CONSTITUIÇÃO DO BRASIL
................
Art. 5º........................
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;"
Tal fato impõe manter as condições de respeitabilidade à lei no momento do fato gerador do direito, caracterizado pelo ato jurídico perfeito.
Considerar ainda:

- "CONSTITUIÇÃO DO BRASIL

Art. 37 ..........
XV - os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis, e a remuneração observará o que dispõem os arts. 37, XI e XII, 150, II, 153, III e § 2º, I; (EC 18/98)

Art. 40............§ 8° Observado o disposto no art. 37, XI, os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei. (EC 20/98)

Art. 142....................§ 3º.............IX - aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 7º e 8º;............. (EC 20/98)
§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições:......................
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV;(EC 18/98)
EC nº 20/1998

Art. 3º.........
§ 3º São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à data de publicação desta Emenda aos servidores e militares, inativos e pensionistas, aos anistiados e aos ex-combatentes, assim como àqueles que já cumpriram, até aquela data, os requisitos para usufruírem tais direitos, observado o disposto no art. 37,XI, da Constituição Federal.

- ESTATUTO DOS MILITARES(Lei 6.880, de 9/12/80)
Art. 58 - Os proventos de inatividade serão revistos sempre que, por motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos dos militares em serviço ativo.
Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos em lei, os proventos da inatividade não poderão exceder à remuneração percebida pelo militar da ativa no posto ou graduação correspondente aos dos seus proventos.

Já os atingidos pela famigerada, comentávamos na oportunidade:
"c. Quanto a outras perdas

Os militares da ativa são prejudicados pela MP 2131 no que se refere à percepção de remuneração ao grau hierárquico superior e pela extinção do adicional de tempo de serviço, "congelando" o tempo já cumprido, sem receber, por equiparação, ao longo da carreira, os anuênios. Quando passarem para a reserva, constituir-se-ão em uma classe inferior, se comparados aos seus pares da inatividade. São eles que lidam com explosivos, munições, canhões, obuseiros, granadas, gases, acampamentos, permanência nos aquartelamentos por 33 horas seguidas, quando em serviço de um domingo, iniciado às 7 horas e término às 7 horas de segunda-feira, mais o expediente normal até 16 ou 16h30min. Convivem com os perigos dos mares, dos céus e das florestas, superando vicissitudes, doenças tropicais e o isolamento das fronteiras e, de forma penosa, o alvo principal da economia que se pretende fazer.

Exemplo:

- Atual (Cel com proventos do posto superior): soldo (Gen Bda) 4.101,00; Ad Mil(28% em Jan/2002) 1.148,28; Ad Hab (30%) 1.230.30; Ad TSv (35%) 1.435,35; total 7.914,93;
- Atual (Maj com 15 anos de tempo de serviço, "congelado" em 15%)
- Futuro (o referido Maj passando para a reserva como Cel): soldo 3.741.00; Ad Mil(25%) 935,25; Ad Hab (30%) 1.122,30; Ad TSv (15%) 561,15; total 6.359,70
Resultado final (7.914,93-6.359,70): 1.555,23

Assim, os proventos do Cel do futuro significarão 80,35% dos do atual."
Observe-se que já se passaram sete anos e outros se somarão e com o isso, o tempo se serviço congelado vai diminuindo gradativamente, fazendo com que a perda salarial seja maior e aumente a diferença de vencimentos entre as gerações da reserva antes de dezembro de 2000 e as posteriores. O estrago já foi feito.

Mais justo seria aumentar o tempo de contribuição, ao invés de fustigar quem já tanto trabalhou pelo engrandecimento do País. O governo Castelo Branco passou de 25 para 30 anos. Muito lógico. Na medida que o tempo de vida aumenta, há que se pensar em um número maior de contribuintes. A redução de salário tem sido uma prática perversa.
Some-se a esse descaso a evasão de oficiais das FA devido aos baixos salários, diminuindo o universo de contribuintes.

Estão marchando na contramão, se não for essa a intenção.

Mas, ainda faltam alguns dias para terminar o ano.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Radicais daqui querem aproveitar ação italiana contra a Operação Condor para punir “inimigos ideológicos”

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

A Constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros para responderem por crimes ou serem processados fora do Brasil. Mesmo assim, os radicais do desgoverno Lula podem tirar proveito político-ideológico da recente decisão da Justiça italiana, que deseja prender latino-americanos suspeitos de envolvimento na perseguição às guerrilhas de esquerda, na década de 1970. Os italianos relacionam 13 brasileiros entre os colaboradores da Operação Condor, que foi liderada pelo falecido general chileno Augusto Pinochet. Os nomes dos brasileiros, militares e policiais, não foram até agora divulgados oficialmente. Até porque o caso corre em segredo de Justiça, na Itália, desde o ano 2000.

O desgoverno Lula da Silva não se pronunciou oficialmente sobre o delicado caso. Até terça-feira, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro não recebeu qualquer informação oficial sobre a emissão de mandados de prisão contra brasileiros. O comunicado da Justiça italiana será encaminhado para a Embaixada do Brasil em Roma. Em seguida, o documento é enviado para o Ministério da Justiça no Brasil. De acordo com a lei italiana, os magistrados podem investigar os assassinatos de cidadãos italianos cometidos no exterior. As ordens de prisão italianas, no entanto, só são válidas para os países da União Européia e dependem de autorizações judiciais dos países sul-americanos para ter validade.

A juíza Luisanna Figliolia já assinou 146 mandados de prisão para 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos, sete bolivianos, sete paraguaios e quatro peruanos. Seis deles, no entanto, já morreram. Eles são acusados da morte de pelo menos 25 italianos na América do Sul. A primeira prisão, a do ex-agente secreto uruguaio Nestor Jorge Fernández Troccoli, ocorreu na véspera de Natal na cidade de Salerno, no Sul da Itália. Outros alvos dos italianos são o ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla e o uruguaio Juan Bordaberry. Tem ordem de prisão até para Pinochet, quer partiu dessa para ume melhor.

A Condor foi um acordo entre os regimes militares sul-americanos de perseguição de opositores mesmo que estivessem em outros países. No período em que durou o ‘plano Condor’, os presidentes do Brasil foram Emilio Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo. A operação, que deixou centenas de vítimas desaparecidas, nasceu durante a Primeira Reunião de Trabalho da Inteligência Nacional, realizada em Santiago (Chile), entre 25 de novembro e 1 de dezembro de 1975, segundo a documentação acumulada em investigações.

Convocada por Pinochet em 1975, a Operação Condor permitiu que dezenas de pessoas fossem detidas num país e levadas para outro, onde foram presas, torturadas e, muitas vezes, mortas. Recebeu o nome do Condor, uma ave típica dos Andes, por simbolizar a astúcia na caça às presas. Seu principal objetivo era neutralizar os grupos guerrilheiros — Tupamaros, no Uruguai; Montoneros, na Argentina, e MIR, no Chile, entre outros — que se opunham aos regimes militares montados na América Latina.

Tem Boi na ave

Quem sabe as investigações sobre a Operação Condor também não ajudam a identificar o famoso agente infiltrado do DOPS, conhecido pelo codinome de “Boi”, que se passava por gente de esquerda, mas dedurava companheiros e adversários no meio sindical, em troca de proteção da polícia da dita-dura?

O Boi é figurinha conhecida de todos os agentes que participaram da Operação Bandeirantes, na chamada “repressão” contra guerrilheiros de esquerda, durante o regime militar brasileiro.

Perguntar não ofende: Será que interessa aos defensores do combate à Operação Condor também dar uma bicadinha na picanha do tal Boi – cuja mulher tem até cidadania italiana?

Será? Será? Será? Será? Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

O idealizador

O incentivador da Operação Condor foi o então coronel Manuel Contreras, fundador da Dina, a polícia secreta do regime do general Augusto Pinochet, mas o plano também contou com o apoio de agentes dos Estados Unidos.

"A Operação Condor representou um esforço cooperativo de inteligência e segurança entre muitos países do Cone Sul para combater o terrorismo e a subversão".

A observação entre aspas faz parte de um informe desarquivado pela Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, em 22 de agosto de 1978.

O informe acrescentava que "o coronel Manuel Contreras, chefe da Dina, iniciou um programa de colaboração entre os serviços de inteligência de diferentes países da América do Sul, o qual batizou como Plano Condor".

Terror feminino

O grupo radical sunita Frente de Resistência Islâmica Iraquiana criou uma brigada de mulheres para combater as tropas estrangeiras no Iraque.

As supostas integrantes do grupo usam véu e vestem roupas pretas durante os treinamentos de armas.

Em outubro, a Frente de Resistência Islâmica Iraquiana se uniu a outros cinco grupos radicais para formar o chamado Conselho Político para a Resistência, que não inclui a Al-Qaeda, do Osama Bin Laden.

Papo de terror

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vai conceder nesta quarta-feira uma entrevista à imprensa para falar sobre a "fórmula de libertação" de três sequestrados pela maior guerrilha de esquerda da Colômbia.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – que fazem parte do mesmo Foro de São Paulo de Chávez e Lula - anunciaram na semana passada que entregariam os três reféns ao presidente venezuelano.

O Ministério da Informação da Venezuela convocou os jornalistas para a entrevista do presidente Chávez no Palácio Presidencial de Miraflores, às 12h30min (horário de Brasília).

Lula na bronca

O poderoso Lula não gostou da reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal espanhol El País.

No texto, o bispo d. Luiz Cappio é apresentado como um "Dom Quixote da ecologia" que desafia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reportagem, que apelida d. Cappio de "bispo verde", relata a greve de fome que o religioso baiano realizou por quase um mês até perder a consciência, em protesto contra a obra de transposição do rio São Francisco:

"Cappio não é um ingênuo e nem um fundamentalista. Todos o consideram um homem de fé que tem 40 anos dedicados aos mais pobres e a estudar o rio São Francisco, símbolo para ele da vida que oferece água aos camponeses ribeirinhos, e cujos 2,8 mil km percorreu durante um ano junto com um sociólogo e um agricultor para, em seguida, escrever um livro".

Saideira 1

O chefão Lula da Silva comanda hoje a primeira reunião de coordenação de governo desde que a prorrogação da CPMF foi rejeitada no Senado, na madrugada do último dia 13.

Na última reunião de coordenação deste ano, deverá ser feita uma avaliação do desempenho do governo em 2007 e das perspectivas para 2008, tendo de ajustar o Orçamento da União, sem aumentar impostos, com uma receita R$ 40 bilhões menor do que a inicialmente prevista.

Além de Lula, participam da reunião de coordenação o vice José Alencar e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Mantega, Franklin Martins (Comunicação Social), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Tarso Genro (Justiça), Paulo Bernardo e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais).

Saideira 2

Os festejos de Natal ainda não acabaram para o copo presidencial.

À noite, o poderoso Lula participará do jantar " Vinhos do Brasil", na sede da Embrapa, em Brasília.

O evento será depois do porre de reuniões da tarde com os ministros Mantega e Dilma.

Gerando emprego público

Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público da União querem contratar exatamente 56.348 funcionários no próximo ano.

Só para o Executivo são 40.032 contratações, para aumentar a qualidade do serviço público, e colocar muito companheiro petista, de forma legal, no serviço público, aparelhando ainda mais o já inchado Estado Brasileiro.

Só em 2008 o governo gastará R$ 1 bilhão 890 milhões com essas contratações no ano eleitoral.

Grande negócio

Outra grande jogada em ano eleitoral é que o governo tucano do Estado de São Paulo pretende privatizar a CESP..

O leilão da Companhia de Energia, em bloco único, está previsto para meados de 2008.

A informação saiu em uma nota oficial divulgada na CVM – Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de capitais.

Presidente eterno

O presidente interino de Cuba, Raul Castro, garante que seu irmão, Fidel Castro, está saudável o suficiente para concorrer à reeleição nas eleições parlamentares em Cuba, agendadas para a próxima semana.

Raul Castro destaca que existe apoio dentro do Partido Comunista para que Fidel Castro concorra novamente nas eleições.

Em julho de 2006, Fidel Castro passou temporariamente o poder para seu irmão Raul, a fim de se submeter a uma cirurgia de emergência, e nunca mais foi visto em público desde então.

Me engana que eu gosto

Se quiser voltar a assumir a presidência de Cuba, Fidel Castro precisa concorrer novamente a uma vaga na Assembléia Nacional.

Fidel já foi indicado como candidato, mas semana passada soltou uma pérola, em comunicado oficial, alegando que gostaria de ceder o posto a uma geração de políticos mais jovens:

"Meu dever fundamental não é me agarrar ao poder - e muito menos bloquear o caminho dos jovens".

Saúde em baixa 1

O ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior da América Latina, deve voltar a funcionar hoje, mas somente os casos graves serão atendidos.

Um incêndio, provavelmente causado por um curto circuito, atingiu o subsolo do prédio na noite de Natal.

Por pouco não houve uma tragédia, porque as portas de emergência estavam trancadas.

Segundo denúncia de uma enfermeira, os médicos de plantão usaram equipamentos cirúrgicos para arrombá-las.

Quem é o responsável?

O maior hospital da América Latina é um centro de excelência na área médica.

Mas tudo indica que não seja de excelência na área de segurança aos pacientes.

Por que as portas contra fogo estavam trancadas – quem não pode ocorrer em nenhuma hipótese?

E o que estava fazendo a brigada de incêndio do hospital que não resolveu o problema no prédio dos ambulatórios, onde ocorreu o incêndio, que funciona desde 1981?

Saúde em baixa 2

Inaugurada no dia 7 de novembro, com a presença do secretário municipal de Saúde, Jacob Kligerman, a nova emergência do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio de Janeiro, ainda não começou a funcionar.

O novo setor permanece vazio e com modernos equipamentos sem uso, enquanto isso, pacientes ficam amontoados na emergência antiga, no segundo andar.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro, as novas instalações, que custaram R$ 5,7 milhões, não puderam ser usadas até agora devido a infiltrações no teto.

Câncer do câncer

Um dos maiores traficantes do Rio e líder da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), Robson André da Silva, o Robinho Pinga, 33 anos, está internado desde a noite de anteontem no Hospital Souza Aguiar, em coma profundo e com morte cerebral diagnosticada.

Vítima de um tumor no cérebro, o bandido havia sido transferido, por decisão da Justiça, do presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, para Bangu 1, no Rio, há um mês.

O tumor na cabeça de Robinho tem 2,8 centímetros de diâmetro e é um “câncer invasivo, que pressiona o cérebro”.

Tal pai, tais filhos

Filho do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um adolescente de 15 anos foi detido na manhã de ontem, na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, por policiais do 15º BPM (Caxias).

Segundo os policiais, ele estaria aparentemente alcoolizado e foi detido após denúncia de que estaria rondando ponto de ônibus da região.

A tia do bom rapaz, Maria das Graças Abreu, contou que ele passou o Natal com a família, na Favela Beira-Mar, e teria bebido por que estava triste com a prisão do irmão, David Rodrigo Lira da Costa, na madrugada do último sábado.

Bingo

O jornal O Globo revela que o recém aberto bingo “Diversões Vista Alegre”, na Zona Norte do Rio de Janeiro, pertenceria a um grupo de milicianos (bombeiros, policiais e ex-policiais que cobram taxas de moradores e comerciantes em troca de proteção) da região.

Também denunciou que quem comanda o empreendimento é um delegado de polícia.

O delegado titular da Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado (Draco), Claudio Ferraz, já avisou que o jogo de bingo é proibido pelo artigo 50 da Lei de Contravenções Penais.

Perguntinha idiota: Apesar de tudo isso, quem será a autoridade com disposição de fechar ou mexer com o bingo instalado no prédio do antigo Supermercado Rio, na Rua Cordovil, quase em frente ao antigo parque gráfico da Bloch Editores, em Vista Alegre?

Natal violento nas estradas

Nos três primeiros dias do feriado prolongado, 134 pessoas morreram nas rodovias brasileiras.

O relatório final vai ser divulgado agora de manhã, mas a Polícia Rodoviária Federal já antecipa que este foi o Natal mais violento dos últimos quatro anos.

Em 2006, nos quatro dias do feriado natalino, a PRF registrou 1.743 acidentes com 90 mortos.

Polêmica da porta

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região entrou na última sexta-feira com ação no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em que pede a inconstitucionalidade da Lei Municipal 14.642/07.

A polêmica regra determina a retirada das portas de segurança das agências bancárias da cidade.

Na ação, o Sindicato alega que já existe a Lei Federal 7.012/83 que regula a segurança bancária no país e que uma lei municipal não pode se sobrepor a uma federal.

Fenômeno na Gávea?

O Flamengo recebeu autorização do Milan para conversar com o atacante Ronaldo e tentar a contratação dele para a disputa da Libertadores de América.

De férias no Rio de Janeiro, Ronaldo passa o Ano Novo em Angra dos Reis, onde se encontrará com Kleber Leite.

O craque – que nunca escondeu torcer pelo Mengão - está machucado e não disputou o Mundial de Clubes no Japão.

Imitando o viajante daqui?

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, está no Egito, curtindo alguns dias de férias natalinas com sua namorada, a cantora e ex-modelo italiana Carla Bruni.

O casal viajou a bordo de um avião do milionário Vincent Bolloré.

As pequenas férias antecedem uma visita oficial de dois dias ao Cairo, que começará no domingo.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Por que não acreditar em Papai Noel?


Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Famoso por tentar impedir as obras de transposição do Rio São Francisco com o jejum que quase o matou, o bispo de Barra (BA) cometeu um grande pecado de interpretação histórica. Dom Luiz Flávio Cappio decretou que “o Lula do passado morreu”. O religioso pecou pela avaliação. Lula está mais vivo e poderoso que nunca. Se pudesse concorrer a um terceiro mandato presidencial, despontaria como o principal favorito ao Palácio do Planalto em 2010 – apesar da bronca da inconsistente e pretensa oposição.

Sobre a grande aprovação popular do presidente, atestada pelos institutos de pesquisa, o bispo Cappio afirmou que é natural porque o País ainda tem uma grande população pobre e miserável. "Quando chega um presidente que dá uma esmola, todo mundo corre atrás".. Para o bispo de Barra, o programa Fome Zero, que se apresentou no início como um modelo para acabar com a fome e a ser um exemplo para o mundo inteiro, "se transformou em esmola e não num projeto-cidadão".

Apesar da crítica, O bispo frisou que não é opositor político do governo "Inácio da Silva". "Meus motivos são sociais e éticos”. O bispo católico decretou, precipitadamente, a morte do presidente: "Lula morreu. Estamos no governo Inácio da Silva". O bispo Luiz Flávio Cappio tenta seperar a imagem do presidente Lula, "que foi a grande esperança da nação brasileira", do atual estágio do governo, no qual "os movimentos sociais foram abafados, perderam espaço de expressão e estão à margem". O problema é que não dá para separar Lula de Luiz Inácio da Silva. Talvez isso só ocorra na hora de sua morte política. Que ainda não tem prazo definido para acontecer.

O vídeo acima (que circula na Internet) é apenas mais uma prova que é melhor acreditar em Papai Noel que na conversinha do Sapo Boi. Aliás, “Boi” era o codinome de um famoso sindicalista que dedurava seus companheiros e rivais para os policiais do DOPS, nos tempos da dita-dura. Na verdade, uma dita-mole para o Lula – que ganhou status de “preso político” e teve direito até a uma indenização mensal (líquida, hoje) de R$ 7.013,72, com direito à isenção de Imposto de Renda.

Aliás, para mostrar como o inferno está cheio de bem intencionados politicamente, um documento encaminhado ao Ministério Público Federal, em Marabá, e à Justiça Federal, em Brasília, revela que uma área de 10 mil hectares, que hoje pertence à Vale pertenceu a dois integrantes do PC do B. O local, que foi um dos focos mais importantes da luta armada no período da dita-dura, foi também palco da briga por riqueza.

O dossiê revela que os comunistas Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, que chegara ao local da Guerrilha do Araguaia em 1966 para atuar como garimpeiro e caçador, e Dinalva Teixeira, a Dina, geóloga formada pela Universidade Federal da Bahia, na verdade, estavam à procura de ouro. Certamente, usariam todo o vil metal para financiar a revolução socialista no Brasil e na América Latina.

O bom velhinho Papai Noel , que também é vermelho e barbudo, acreditaria nas boas intenções deles ou do nosso atual desgoverno – cheio de pretensos combatentes da dita-dura. O difícil mesmo é acreditar no Papai Noel. E naquilo que o nosso poderoso chefão fala, todo dia, ao povo brasileiro.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Feliz Natal!

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domingo, 23 de dezembro de 2007

As Noivas do King Kong

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

O bicho é autoritário e absolutamente jurássico. Nos seus delírios animalescos de poder, sem noção de limites, acha que pode tudo. Gosta de ganhar no grito e massacrando os adversários impiedosamente. E comemora batendo no peito. Monstro, abusado, arrogante, truculento, carente, rebelde e cheio de vontade.

A maioria reclama que não o suporta. A “zelite” (principalmente a sua banda decadente) o detesta. Mas muita gente admira seu estilo ou, ao menos, o tolera. Só que tem gente que é apaixonada por ele. E adora viver sob sua pretensa proteção. Azar dessas pessoas dependentes!

Antes que os mais precipitados se manifestem (com prazer ou raiva), essa descrição não é de nosso poderoso chefão Presidente da República. Sorte nossa, o companheiro não tem este poderio todo. Além disso, King Kong só bebe água. Mas a longa lista de adjetivos bem se aplica ao Estado Brasileiro – que embriaga muita gente. Afinal, o leviatã tupiniquim age de forma monstruosa e mecânica, quase animalesca, porque não é fruto da sociedade.

Aliás, nosso Estado é uma “invenção” de outro Estado (o ibérico, cheio de vícios históricos que se reproduziram como praga). A sociedade brasileira paga um elevado custo histórico pelos vícios de origem do “nosso” Estado – que nunca foi “nosso”, de verdade. Temos de entregar o Brasil a si mesmo e aos brasileiros. Mas quando isto será feito?

Indo logo para os finalmentes, depois desses longos entretantos, nosso alvo não é o Estado Gorila – como o título lá em cima sugere. O fundamental é debater o comportamento das pessoas coniventes com a truculência (ou as macaquices) deste Estado pré-histórico – que finge pós-modernidade, tem feições globais, mas, no fundo, é vanguarda do atraso.

O importante é entender por que existem as noivas do King Kong. Quais os motivos que levam tanta gente a aceitar, passivamente, os abusos e a violência institucional do Estado? Por que a maior parte da nossa sociedade se encanta com o “King Kong”, a ponto de lutar para fazer parte de seu corpo funcional? King Kong é uma mãe? Ou um amante maravilhoso?

A “Síndrome da Noiva do King Kong” bem que deveria ser uma doença psiquiátrica cadastrada no Código Internacional de Doenças. Muita gente sofre desta patologia no Brasil. A noiva original do gorilão da ficção é a justa e perfeita loura burra. Não tem nada na cabeça. Só vive no mundo do glamour, tirando proveito de sua beleza física. Assim esconde bem sua feiúra interior.

Carente, a mocinha se deixa seduzir pelo poder do macaco gigante. Quase se apaixona por ele ou pelo poder dele. E a bela paga o mico de ser conivente com a fera. A ignorante aprova as atitudes do monstro, porque não toma consciência de que “a pior reprovação é aquela imposta pela própria consciência”. (Aliás, escrevi tal frase no quadro negro antes de uma última aula para universitários de jornalismo no semestre que acaba de ir para o espaço).

O recado é bem objetivo. A noiva do King Kong precisa tomar vergonha na cara. Deixar de ser otária ou fingir inocência para sobreviver pendurada nos galhos do Estado Gorila. Saiba, linda mocinha, que o macacão só quer se aproveitar de sua ignorância para mantê-la sob controle, como eterna bonequinha massa de manobra. Mas as beldades não aprendem com os erros. E repetem, historicamente, as mesmas besteiras. Vivem passivamente, à espera da salvação que jamais virá pelas mãos do “macaco”.

Triste é constatar como as noivas do King Kong se reproduzem no cotidiano brasileiro. No serviço público, nem se fala. Até nas Forças Armadas, elas agem como pragas. Acreditam até em promessa de Gorila Genérico! Nunca se viu tamanha passividade, conivência ou subserviência. O gorilão estatal faz a sacanagem que quer, na hora que deseja. Seu corpo funcional obedece mecanicamente à lógica do próprio monstro. Para piorar ainda mais o problema, ajuda o “animal” a inchar e se reproduzir. Azar de quem age assim. Mas o péssimo agouro de tamanha insensatez pesa, mesmo, é sobre o resto da sociedade.

A solução para neutralizar as amantes do macaco é politizar o debate. Sem política nada vai mudar para melhor. A política deve ser a arte de governar para o bem comum. Quem faz política nessa direção e sentido não pode se comportar como as noivinhas do King Kong. Acima de tudo, precisa ter o compromisso de fidelidade com a Democracia – aqui entendida como a prática da Segurança do Direito Natural, através do exercício da razão pública. Esta é a base para as transformações sociais.

Pulando para outro galho, mas ainda falando do condenável comportamento namoradas e do problema da infidelidade na falta de política hoje praticada no mundo globalizado, vamos falar de uma beldade que daria uma perfeita noiva do King Kong. A ex-modelo e cantora Carla Bruni, namoradinha do presidente francês, Nicolas Sarkozy, revelou aos jornalistas que votou em Segolene Royal, adversária do homem por quem se diz “apaixonada”. Desculpa da mocinha: "Minha família sempre foi de esquerda". Como bem comentou Hélio Fernandes, na Tribuna da Imprensa: “Não faz mal, na cama ela dorme do lado direito”.

A modelinho brasileira Letícia Carlos é outra que daria uma linda namorada do Kong. Fica a sugestão para o filme que a mídia amestrada brasileira deveria produzir, com o patrocínio do Bolcheviquepropagandaminister, sobre os feitos do desgoverno Lula. A ex-namorada do jogador do São Paulo Richarlyson será capa da revista Playboy de janeiro. A linda estudante de educação física de 19 anos foi fotografada por JR Duran em um hotel desativado no centro de São Paulo. O romance de Letícia e Rycharlyson durou meteóricos três meses. O craque terminou o namoro (quase noivado) porque "não queria ver a futura mãe de seus filhos nua em uma revista". Nem o Kong faria melhor. Golaço!

Vida que segue, no mundo ainda existe gente mais crédula que a Velhinha de Taubaté ou que as noivas do king Kong. A União Postal Universal (UPU), que representa 191 países, informa que aumentaram este ano as cartas ao bom velhinho. "Papai Noel tem mais de 5 milhões de ajudantes em todo o mundo para responder às cartas que recebe e entregar os milhões de cartões de Natal, pacotes e cartas que circulam nessa época das festas de fim de ano". Nem a internet conseguiu tirar o glamour de escrever cartas tradicionais ao velho que tem barba branca, se veste de vermelho, mas não é meliante do partido que mama nas tetas do Estado King Kong, sob a alegação de que luta pelo socialismo. Sorte das criancinhas!

O problema é que ilusão pode ser bonitinha, mas, no final das contas, acaba sendo ordinária. Papai Noel se transforma na expressão do consumismo que violenta o espírito verdadeiro do Natal. Iludidos se esquecem que o único que merece um presente é o aniversariante. Foi o menino Jesus quem nasceu no dia 25 de dezembro, 2007 anos atrás. Ele merece parabéns. Mais ninguém.

Paremos, agora, para pensar em Jesus Cristo. Não só neste Natal! Mas em todos os dias, em cada atitude e pensamento, faça Jesus renascer no seu corpo, na sua mente e no seu espírito.Ame Jesus de coração. Torne-o vivo neste mundo dos cada vez mais vivos. Pratique a Verdade. Não deixe o sistema te transformar no king Kong e, muito menos, na noiva dele.

Feliz Natal, todo dia, e vida que segue.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Criminosos à Solta

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

No Brasil, se um marginal quiser matar cidadão sem despertar suspeita e pena prisional (o que acontece até para homicídio), é só atropelar com veículo em alta velocidade e argumentar que perdeu a direção.

No último dia 13 de outubro, em Brasília, na proximidade de uma das pontes por sobre o Lago Sul (área nobre da Capital Federal), racha entre dois irresponsáveis deixou como saldo a morte de três mulheres, cujo veículo foi abalroado e jogado em cima de um poste.

O causador do acidente, Paulo César Timponi, 49 anos, professor de educação física, já havia cumprido pena de três anos de prisão, passando um ano e seis meses em regime fechado, por tráfico de drogas.

Em novembro de 2005, o ministro Paulo Medina (quem se lembra dele?), muito cioso e responsável, “negou agravo de instrumento que tentava reverter a sentença”.

Em 2007, foi a vez do próprio ministro do STJ ser defenestrado. Seguiu para casa sem punição e sem perder o alto salário, acusado de vender sentença (seu irmão foi preso na Operação Hurricane). Sua ex-excelência era acusado, também, de assédio sexual em denúncia anteriormente encaminhada à Corregedoria daquele Tribunal.

Aqui, uma coisa puxa a outra e, de repente, vem um monte de gente do mais alto naipe e calibre enredada numa teia sem fim. Nada dá em nada. O fatos vão se agravando e a população, de maneira geral, toma consciência da indiferença generalizada e da evidência de que, Justiça, só se for com as próprias mãos.

Quando Timponi matou as três mulheres em Brasília, o diretor-geral do Detran, Délio Cardoso, declarou do alto de seu garbo e imponência: “-Na minha gestão, este homem nunca mais dirige. A carteira de motorista dele está oficialmente cancelada. É questão de honra para mim”.

Pois bem: no dia 20/12, no jornal O Estado de S. Paulo, matéria assinada por Vannildo Mendes dizia o seguinte:

“O diretor do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal, Délio Cardoso, de quem se espera conduta exemplar no trânsito, está tendo dores de cabeça para explicar uma contradição. Foi flagrado por radares cometendo 42 infrações nos últimos dez anos, a maioria por excesso de velocidade - cinco delas são consideradas graves e a lei inclui entre as penalidades a suspensão do direito de dirigir. O episódio ficou ainda mais constrangedor porque, com base em fotografias de radares, Cardoso já suspendeu a carteira de 30 mil motoristas de Brasília.”

Quem pode assegurar não ter sido por pura sorte o fato de o diretor do Detran do Distrito Federal não ter se envolvido em acidente tão grave quanto o de Timponi?

Em qualquer país sério, ele teria sido imediatamente afastado do cargo pelo governador José Roberto Arruda (DEM), pois uma pessoa que tem sob sua responsabilidade a direção de tal órgão teria de estar acima de suspeita.

Será que no Distrito Federal não existe quem tenha ficha limpa, em condições de dirigir o Detran? Estranhamente, não houve nenhuma repercussão do caso, todos ficaram convenientemente calados e é como se nada tivesse acontecido.

É bom lembrar que o próprio governador do DF, quando senador, renunciou ao mandato parlamentar, no dia 24/05/01, depois de flagrado violando o painel de votação do Senado, na companhia do falecido senador ACM.

Depois de tudo isso, nossas “autoridades” não sabem a razão de tanto descrédito e do aumento incontrolável da violência. Não existe respeito nem segurança, estamos todos vulneráveis e sujeitos à sanha dos insensatos. Quem pode acreditar em ordem e progresso?

Márcio Accioly é Jornalista.

A reeleição é boa, Reforma Política, já!

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Luciano Gama

A reeleição presidencial tem se mostrado boa para o País. A possibilidade de reeleição por uma única vez foi introduzida na agenda política brasileira no governo Fernando Henrique, o que foi positivo para a nossa cultura política. A idéia de a população, no meio de um “mandato de 8 anos”, dizer se o governo continua ou muda, foi um passo importante para a consolidação da democracia brasileira.

Neste momento, é necessário dar continuidade à modernização do sistema político, debatendo e definindo questões como fidelidade partidária e sistema de votação eleitoral, para consolidar e aprimorar o sistema que temos, abrindo caminho para uma nova era na política brasileira. Não acredito que o PT, integralmente, queira implantar o terceiro mandato no País. Mas admito que, dentro do partido, facções golpistas e oportunistas, visando exclusivamente à preservação do poder, querem mexer no que está dando certo.

Segundo, pesquisa do Instituto Datafolha de 02/12/2007, uma reeleição presidencial tem apoio de 58% da população brasileira. Então, pergunto: por que mexer no que está dando certo e tem aprovação da maioria? Admito a necessidade de aperfeiçoamento contínuo do processo eleitoral, mas para isso o que está em curso tem que ser devidamente testado. Mudar por mudar ou apenas para garantir o que resulta da ganância de poucos não me parece razoável. É necessário lembrar que a reeleição foi testada por dois presidentes apenas. O sistema político de um país se aperfeiçoa à medida em que dialoga com a tradição de um povo.

A eleição presidencial com mandato de cinco anos era parte da nossa cultura republicana. A complexidade do mundo contemporâneo impôs mudanças, demonstrando que um mandato de 4 ou 5 anos para um presidente é pouco. No governo FHC, o país atravessou 4 crises externas, sendo 3 cambiais, forçando-o a fazer ajustes em uma economia que estava em processo de estabilização da moeda. A reeleição para o executivo foi importante porque conseguiu dar tranqüilidade ao governo para enfrentar as crises com calma e planejamento. Apenas no caso dos prefeitos, a reeleição foi estendida para cidades com mais de 200 mil eleitores, assim como é para os 2 turnos eleitorais.

Por outro lado, precisamos melhorar as regras para a eleição dos parlamentares em nosso país. Penso que reeleição por tempo indefinido para os parlamentares disputarem os mesmos cargos não é bom para o Brasil. Assim como fomos arrojados para instituir a reeleição, deveríamos pensar na possibilidade de redução do tempo de mandato dos parlamentares (deputados federais, deputados estaduais, vereadores e senadores). No caso dos senadores, caso continue o Senado a existir como ele é - pois defendo um sistema unicameral, mas isso é outra discussão -, os mandatos deveriam coincidir com o dos governadores, ou seja, de 4 em 4 anos, com direito a uma reeleição. Para o caso dos demais parlamentas, o mandato deveria ser reduzido para 2 anos a partir de 2010, para federais e estaduais; para vereadores, a redução a 2 anos a partir de 2012, com direito a 2 reeleições para todos.

As eleições dos parlamentares ocorreriam a cada 2 anos no país. Sendo 2 anos coincidindo com os prefeitos e, 2 anos após, com governadores e presidente. Defendo assim pois acredito que o parlamentar que não contribuir efetivamente para sua cidade, estado ou país em três legislaturas deve dar oportunidade para outros cidadãos participarem da vida pública nacional, trazendo novas idéias e formas de trabalho, ´oxigenando` o ambiente político das instituições e do país como um todo. Os novos sempre entram com mais garra e sem os vícios dos que já estão exercendo os mandatos.

O sistema de voto proporcional para os parlamentares também deveria ser alterado. Reconheço que o sistema proporcional por listas abertas oferecido pelos partidos é uma tradição brasileira desde o Império; entretanto, novos tempos merecem novos métodos. O ideal seria 1 cidadão 1 voto – mas admito o quanto é difícil implementar essa regra devido a distorções advindas do regime militar, que colocava parlamentares demais em regiões onde o regime tinha maior predomínio, e diminuía a força de regiões onde os militares não eram tão populares. É mais do que sabido que o coeficiente eleitoral para eleger um deputado federal pelo Acre é muito menor do que para eleger o mesmo deputado federal por Minas Gerais ou São Paulo. Como é difícil mudar esse quadro num curto prazo de tempo, reconheço que essa conversa deve ser retomada em outra ocasião, e que devemos avançar no que é importante.

Para a implantação do voto distrital puro em 2014 para deputados federais, estaduais e vereadores, deveríamos dividir a população dos estados pelas vagas atuais de parlamentares nas cidades e estados. Assim, seriam criados os distritos virtuais de vereadores, deputados estaduais e federais. Criados os distritos, os partidos políticos se tornariam também distritais e trabalhariam pelo seu enraizamento nas comunidades locais, onde a população seria ouvida pelos representantes distritais sob pena de não serem eleitos. A fidelidade partidária seria mais do que pré-condição para que os políticos sobrevivam no novo cenário eleitoral.

Estas propostas servem à reflexão sobre as mudanças políticas necessárias para melhorar o sistema político nacional como um todo.

A implantação do voto distrital puro, a reafirmação da reeleição para o executivo, redução do tempo de mandato para os parlamentares, coincidência de eleições e fidelidade partidária tornariam o nosso sistema político mais saudável, previsível, menos custoso, permitindo maior engajamento da sociedade nas decisões que afetam o país. É preciso aproximar os eleitores dos seus representantes. Isso fica óbvio quando se presume o índice de abstenção eleitoral caso o voto não fosse obrigatório – provavelmente altíssimo devido ao descrédito da população em relação aos políticos e ao sistema eleitoral.

A mãe de todas as reformas urgentes no Brasil é a reforma política. Para o país avançar, os brasileiros devem exigir, antes de qualquer coisa, maturidade dos políticos e dos seus partidos.

Luciano Gama é Economista e Consultor em Política Públicas