Edição de Artigos de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com
Por Márcio Accioly
As brincadeirinhas de ano eleitoral vão começar daqui a pouco, dentro daquele sistema “me engana que eu gosto”. Tudo isso para colocar o eleitor, reconhecido pelos nossos implacáveis “dirigentes” como incorrigível idiota, num estado de indignação que se sucede a acusações trocadas entre disputantes de cargos eletivos.
É um tal de chamar fulano de “ladrão” e sicrano de “batedor de carteira”, numa troca de impropérios em que todos têm razão, mas os únicos a perderem são cidadãs e cidadãos adulados e enganados por conta das necessidades do momento.
Entra governo, sai governo e a bandalheira continua. Roubalheira sem fim, levada às últimas instâncias, mas que vai sendo driblada: oficializada e legalizada nas conveniências de manda-chuvas de plantão. É só ver o caso dos cartões corporativos, criados na gestão FHC (1995-2003), o sábio, figura considerada o rei da sociologia.
Todos se recordam de sua ex-excelência, a freqüentar universidades e palácios do mundo, com uma empáfia tonitruante através de sua boca de fole. O ex-mandatário já não consegue mais nem falar direito, por conta da cavidade bucal cheia de estrangeirismos e sapiência.
Quando ainda na oposição, o hoje presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) cuidava de desancar o antecessor, denunciando comportamento criminoso que levou à desnacionalização de nossa economia em 78%. Sem contar o dinheiro gasto para a emenda da reeleição e falcatruas comprovadas, mas nunca devidamente apuradas.
Pois, agora, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) anuncia ser hora de investigar. E está recolhendo assinaturas para pedir a instalação de CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), dos cartões corporativos, baseado na pouca vergonha que a atual gestão elevou às raias de verdadeiro paroxismo.
É claro que a coisa toda será levantada, com envolvidos conduzidos à devida punição. Muito embora, até a presente data, não se tenha notícia de qualquer figurão recolhido à cadeia por se locupletar nos recursos financeiros do Estado.
O problema é que já não se tem mais como esconder o volume de dinheiro colocado à disposição de dirigentes que tão bem conduzem os negócios administrativos. Para se ter idéia, no ano passado o Executivo torrou 75 milhões e 600 mil reais com o tal crédito corporativo.
A ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), que deseja ver todos felizes e nivelados racialmente, sacou muito mais do que o valor correspondente ao próprio salário (em 2007), visitando inclusive uma free shop onde efetuou comprinha de 461 reais e 16 centavos.
É bom ficar registrado que, tão logo noticiada tal despesa, sua excelência cuidou de devolver o montante gasto na free shop, reconhecendo de imediato o “engano”. Mas os cartões corporativos sacam milhões de reais para cobrir despesas da primeira-dama, do presidente da República e aderentes do sistema, herança nunca considerada “maldita”.
Sem contar que na gestão petista se encontram inúmeros remanescentes da fase tucana, lista interminável de ex-inimigos, atuais amigos, sempre prontos a servir ao país e aos bons negócios.
De maneira que a nova temporada de caça ao tesouro está prestes a se reiniciar. Daqui a pouco, os que se encontram nos cargos eletivos serão “ladrões”, “salafrários” e “infiéis”, até depois das eleições, quando os que pelejavam passarão a dividir o butim. Completando o ciclo e repetindo procedimentos. Será que vai ser sempre assim?
Márcio Accioly é Jornalista.
Um comentário:
COM O SISTEMA ELEITORAL VIGENTE, COM OS PARTIDOS QUE TEMOS, COM A IMPRENSA QUE TEMOS, COM O POVO OBRIGADO A "ESCOLHER LIVREMENTE" O MENOS PIOR... A NAÇÃO ESTÁ MESMO ACORRENTADA, QUE NEM OS REFÉNS DAS FARC...
PIOR QUE SÃO CORRENTES MENTAIS! OS BANDIDOS ESTÃO PRESTES A DAR O CHEQUE MATE MAS OS "PERÚS" NAO ENTENDEM O XADREZ... ESTÃO DESINFORMADOS.
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