quinta-feira, 17 de abril de 2008

Membros do Alto Comando do Exército apóiam críticas do General Heleno ao indigenismo caótico e entreguista

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

A defesa da soberania brasileira, como reza a Constituição, gera a primeira crise militar no desgoverno Lula da Silva. Os militares saíram do “silêncio obsequioso” para defender a Amazônia. O Comandante brasileiro de 4 estrelas com maior experiência em combate real (pois comandou a missão de paz da ONU no Haiti com vitórias sobre o crime organizado de lá) reafirmou ontem sua posição em defesa da Amazônia e contra a irracional e entreguista política indigenista brasileira. Lula vai escalar seu genérico Nelson Jobim, ministro da Defesa, para conter as declarações dos militares.

Em palestra sobre a defesa da Amazônia no Clube Militar, no Rio de Janeiro, o Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno repetiu que a transformação da fronteira Norte do País em “reservas” ou “nações” indígenas é uma ameaça à soberania nacional. Na terça-feira, o presidente da Associação dos Arrozeiros de Roraima, Paulo César Quartiero, acusou os índios de serem instrumentos de ONGs para a internacionalização da área ocupada pela reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

A posição do General Heleno contraria totalmente a do desgoverno Lula, que defende a homologação das terras indígenas – onde comprovadamente existem grandes riquezas minerais. Deixando claro que “"serve ao Estado brasileiro e não ao governo", o General Heleno criticou: “A política indigenista brasileira está completamente dissociada do processo histórico de colonização do nosso País. Precisa ser revista com urgência. Não estou contra os órgãos que cuidam disso, quero me associar para que a gente possa rever uma política que não deu certo até hoje, é só ir lá para ver que é lamentável, para não dizer caótica”.

A declaração do General Heleno foi aplaudida pelo Comandante Militar do Leste, General Luiz Cesário da Silveira Filho, também de 4 estrelas e colega de Heleno no Alto Comando do Exército, que prestigiou o evento no Clube Militar. Na primeira fila do auditório, o General Cesário destacou que o problema em Roraima é de soberania. Segundo o militar, a discussão passa pelo cumprimento do artigo 142 da Constituição, que trata da atuação das Forças Armadas na defesa da pátria: “Nossa preocupação é constitucional, com a soberania brasileira”.

O chefe do Estado Maior do Comando Militar do Leste, General Mário Matheus Madureira, também manifestou preocupação com a homologação em faixa contínua da reserva: “O risco da soberania é com áreas que podem ser separadas do território brasileiro. ONGs internacionais e grupos indígenas podem solicitar essa divisão política. Pode ser a mesma situação que ocorreu no Kosovo. É uma preocupação de todos”.

Até então única voz pública das Forças Armadas contra a homologação da reserva Raposa Serra do Sol, Augusto Heleno recebeu ontem o apoio de ex-ministros, como Zenildo Lucena (Exército) e Bernardo Cabral (Justiça), além dos demais Generais do Alto Comando e do líder indígena Jonas Marcolino, convidado para o debate no Clube Militar.

Crítica ao copo

Os festivos "ideólogos do copo", que fazem politicagem tomando umas a mais, vão ficar na bronca com o Comandante Militar da Amazônia.

Em entrevista, depois da palestra, o General Heleno ressalvou que pensa apenas "no interesse nacional" quando faz suas críticas:

Sou totalmente a favor do índio. Não sou da esquerda escocesa, que atrás de um copo de uísque resolve os problemas brasileiros. Eu estou lá na Amazônia vendo o que acontece com o índio brasileiro”.

O general garante que suas críticas são construtivas:

É constatável por qualquer um que vá na Amazônia, sem nada pré-concebido, que há um problema na condução dessa política indígena. Os resultados não são os que queremos que aconteça. Quando critico isso, não tenho nenhum interesse político ou econômico. Eu só penso nos interesses nacionais. E estou disposto a trabalhar com todo o meu pessoal para que o resultado seja diferente. Não é uma crítica destrutiva. É uma crítica construtiva”.

O problema são os outros mesmo

Durante a palestra, o general lembrou o compromisso brasileiro com a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o direito dos povos indígenas, que destaca a desmilitarização das terras indígenas como contribuição para a paz e o desenvolvimento econômico e social.

Quer dizer que o problema somos nós?

Bastante aplaudido pela ironia da pergunta, o General Heleno lembrou que o índio também é brasileiro e não deve ser excluído da convivência com outros brasileiros.

Comparação oportuna

Quer dizer que na Liberdade vai ter japonês e não japonês

O General usou um famoso bairro paulista, de forte presença japonesa, como exemplo do seu raciocínio e indagou novamente:

Como um brasileiro não pode entrar numa terra só porque não é indígena

Outros problemas

Além da questão indígena, o general Heleno apresentou como ameaças à Amazônia os conflitos fundiários, as organizações não-governamentais e os diversos ilícitos.

Em sua opinião, o desenvolvimento da Amazônia vai acontecer independentemente da nossa vontade.

É impossível preservar a Amazônia como lenda, floresta verde. O que depende de nós é fazer com que (o desenvolvimento) aconteça de forma sustentável”.

Reserva, não!

O General reiterou ainda sua posição contrária à demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, homologada pelo desgoverno Lula, em decreto:

Eu já visitei como comandante militar da Amazônia algumas comunidades indígenas, inclusive onde não há organização militar. O que constatei até agora é que a grande maioria, para não dizer a totalidade das comunidades que visitei, são extremamente carentes. Do ponto de vista de saúde, de perspectiva de vida, de alimentação. Tenho contato com comunidades indígenas onde há um alto nível de alcoolismo. Em Tabatinga houve acusação de indígenas envolvidos com o tráfico de drogas”.

Na semana passada, uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a operação da Polícia Federal (PF) que desalojaria os fazendeiros de arroz que se recusam a deixar a área.

A decisão foi questionada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Segundo ele, o tribunal foi induzido ao erro.

Negociando com o Movimento Social Terrorista?

Depois que 300 sem-terra ocuparam ontem, por quase nove horas, a sede da Caixa Econômica, em Brasília, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, teve a cara de pau de comemorar a abertura do diálogo com Movimento dos Sem Terra (MST) para avaliação das reivindicações da entidade.

Representantes do ministério e da Caixa Econômica Federal (CEF) se reúnem hoje de manhã com líderes do movimento. Cerca de 300 integrantes do movimento ocuparam por quase nove horas a sede da Caixa em Brasília.

A ocupação da Caixa fez parte da Jornada Nacional de Lutas do MST, conhecido como "Abril Vermelho", que exige o assentamento das 150 mil famílias acampadas no país e cobra investimentos públicos em assentamentos.

Foram ocupados pelo menos 43 prédios, entre bancos e órgãos estaduais e federais; quatro fazendas e quatro estradas foram bloqueadas.

A jornada também lembra o massacre de Eldorado de Carajás, há 12 anos, em 17 de abril de 1996, quando 19 invasores rurais foram mortos pela polícia do Pará.

Não é de Clodovil

O Movimento Social Terrorista arrumou ontem um inimigo capaz de soltar todas as frangas contra os invasores sem terra.

A assessoria do deputado Clodovil Hernandes informou que o parlamentar não tem nenhuma fazenda em Goiás ou qualquer propriedade rural.

A informação mentirosa foi publicada ontem no site do MST desinformando que a propriedade tinha sido invadida.

Inseticida social

Conforme previsto, ativistas de direitos humanos criticaram as declarações feitas pelo comandante do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), coronel Marcus Jardim, que qualificou a PM fluminense como o "melhor inseticida social" existente:

A PM é o melhor remédio contra a dengue. Não fica um mosquito em pé. É o SBPM. O melhor inseticida social”.

Os defensores dos direitos humanos dos bandidos criticam os próprios dados divulgados pela PM do Rio, segundo os quais 1.330 suspeitos foram mortos pela polícia no Estado no ano passado, ou 25 por cento a mais do que no ano anterior.

Chip no bandido

Um projeto de lei apresentado ontem na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro deseja um controle total sobre os detentos beneficiados pela liberdade condicional.

O deputado Dionío Lins (PP) quer que os presos sejam monitorados por uma pulseira ou tornozeleira equipada com chip de localização.

A idéia é disciplinar a situação do detento. A legislação dá direito ao preso, havendo bom comportamento, de passar a semana da Páscoa em casa, por exemplo. Mas muitos não voltam mais. A minha vontade é conduzir um meio de acompanhar o detento que esteja em liberdade provisória para que o sistema funcione. Acabar com o perigo de o cara sair para roubar e voltar para a cadeia”.

A medida, já aprovada em São Paulo, levantou polêmica por ser considerada de competência da União.

Vítima de armação?

O jornalista Roberto Cabrini, da Rede Record de Televisão, alega que foi vítima de uma armação, quando foi detido no Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, com pelo menos 9 papelotes de cocaína, junto com uma loura que tinha antecedentes criminais.

Em uma carta escrita à mão, Cabrini diz ter ido ao Jardim Ângela, um dos bairros mais violentos de São Paulo, para pegar três DVDs que seriam entregues por fontes ligadas à facção criminosa que comandou ataques terroristas a São Paulo em 2006.

Naquele ano, durante os ataques, Cabrini levou ao ar uma entrevista que teria sido gravada com Marcos Herbas Camacho, o Marcola, chefe do bando, que estava dentro do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes.

Na época, a Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que a entrevista havia sido uma farsa.

Caso estranho

O Boletim de Ocorrência revela que policiais civis que investigavam uma denúncia de tráfico de drogas na periferia da Zona Sul suspeitaram do carro em que estava o jornalista.

Cabrini foi abordado quando parou no estacionamento de uma padaria.

A mulher que estava com Cabrini carregava um pen-drive, um dispositivo de memória de computador que continha imagens comprometedoras do repórter.

Segundo a polícia, o jornalista não quis ver as imagens na delegacia, nem se pronunciar sobre elas.

Autuado por tráfico

Exames feitos no Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram que os papelotes tinham mesmo cocaína.

Por negar ser usuário de cocaína, Cabrini foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo declarou, em nota, que acredita na inocência do repórter e que a detenção dele foi um equívoco.

Record defende novo contratado

Ao contrário de ontem de manhã, quando o programa Fala Brasil, da Rede Record, noticiou o caso Cabrini sem poupar seu jornalista recém-contratado a peso de ouro, a Rede Record resolveu comprar briga e defender sua atração.

A Record emitiu nota alegando que Cabrini estava fazendo uma reportagem investigativa e que o Departamento Jurídico da emissora irá defendê-lo.

Como estamos no Brasil, tudo indica que o caso dará em nada.

Nas mãos do Príncipe

A Justiça de Mônaco deu parecer favorável à extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola para o Brasil, onde ele foi condenado por desvio de dinheiro público.

Mas a extradição de Cacciola só poderá ser realizada após uma autorização específica do príncipe de Mônaco.

Albert II, que nunca deixou de confirmar uma decisão do tribunal de apelações do país, deve ferrar com Cacciola.

Vida que segue...

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Fiquem com Deus!

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7 comentários:

Anônimo disse...

E o pior disso é que o General Enzo e o "generico" Jobim foram convocados pelo molusculo para tomarem uma "mijada" pois ele não gostou de ouvir as verdades, vistas e vivenciadas na selva do respeitado e competente General Heleno, "que não deve nada a ninguem pela a sua carreira" enquanto isso a tropa já prepara a marmita (vazia) para receber as moedinhas de 8% de reposição. Min. Jobim não se queime nem rasgue sua história servindo a este governo, Comandantes é uma vergonha e lamentavel as vossas situações com esse governo.

Jan disse...

General Heleno, Parabéns por sua postura correta e Soberana sobre a Amazonia e fronteira deste PAÍS.
Mais Brasileiros devem tomar como exemplo esta atitudade ccorajosa contra esta politica do PT de entreguismo do País.
Que Deus o ajude diante de mais esta batalha você poderá contar com o povo brasileiro.
Quanto a promessa do Presidente Lula, não se iluda ele sempre fala como se não fosse ele o comandante supremo

Anônimo disse...

Em 1996, tive a honra de ter como meu primeiro Comandante o então Coronel Heleno.
Homem de caráter, líder nato, e muito humano também!
Extremamente inteligente, é um dos poucos Oficiais do Exército Brasileiro chamados de "Tríplices Coroados", por ter sido o primeiro colocado na Academia Militar das Agulhas Negras, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
Auto-didata em idiomas como o francês e o Espanhol, é um homem de muita cultura e amor ao Brasil.
Corajoso, tem sido até agora a voz do Exército, pois suas palavras vão de encontro ao pensamento da maioria da tropa, tropa esta que também está muito decepcionada com outro General, o Gen Enzo, Comandante do Exército, que tem demonstrado uma passividade e submissão de dar nojo, diante das humilhações que os militares vêm sofrendo por este desgoverno do PT.

Anônimo disse...

AS VEZES ME SINTO ENVERGONHADO DE SER MILITAR...OS POLITICOS FAZEM O QUE QUEREM COM AS FOR;AS ARMADAS...MANDAM E DESMANDAM....FELIZMENTE AINDA EXISTEM ALGUNS HOMENS ETICOS QUE DAO A CARA A TAPA NO EXERCITO......FALTA AGORA APENAS OS COVARDES DA MARINHA E OS OMISSOS DA AERONALTICA SE PRONUNCIAREM......OU VAO FICAR COM MEDO DE FALAREM E PERDEREM OS PREVILEGIOS???????????

JoãoCandido disse...

Neste momento de crise e descaso das nossas Forças Armadas, causada pelos políticos egoístas que estão aí, minha esperaça se renova em saber que, ainda raramente existe um militar como Exº general Heleno.
Que sirva de exemplo para os burocratas da Marinha e da FAB.

eduardo2116 disse...

Por favor, transmitar ao General HELENO meus parabéns e meus agradecimentos pela sua coragem e sua determinação no sentido de sair em defesa dos verdadeiros interesses do nosso país. Chega de MSTs(deve ser sagrado o direito de propriedade. Ninguém tem o direito de invadir propriedade alheia), de cotas (sou mestiço e sou Advogado). NÃO à remarcação de terras em favor dos índios (Será que constituem outra nação? Será que não são brasileiros? Eles podem usar as terras; mas nós temos que ter o direito de nelas adentrar, pois se trata de território brasileiro). CHEGA DE DEMAGOGIA. Isso é próprio do pessoal do PT. A bagunça, a baderna neste país está se generalizando. Tenho 68 anos, e espero que meus netos não venham a sofrer em consequência das irresponsabilidades dos nossos atuais dirigentes. Eduardo Corrêa.

Anônimo disse...

Parabens GENERAL HELENO !!!!!

Não ao mst , não as demarcações indíginas e não as políticas entreguistas do pt !!!
Senhores já passou da hora de declarar LEI MARCIAL !!! Fora políticos corruptos !!!
Generais , comandantes , está fora de controle o sucateamento das FORÇAS ARMADAS ! Caso ocorra uma invasão ao nosso território , quem vai estar lá na fronteira para ser o escudo da nossa nação ?????
Certamente será vcs , e com armamento sucateado !!!
Com esse perigo vcs serão os primeiros a tombar , c/ as mínimas chances de defender a nossa PATRIA ...
Defendam já com punhos de ferro o REARMAMENTO do EXÈRCITO , MARINHA E AERONALTICA !!!
Caso contrario ---> LEI MARCIAL !!!

E O BRASIL ACIMA DE TUDO !!!!