sábado, 20 de setembro de 2008

Gilmar Mendes quer a cabeça de ministro que ordenou que empresa privada de segurança lhe grampeasse

Edição de Sábado do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Exclusivo – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, já sabe quem (como e com quais interesses) lhe escutou, ilegalmente, em conversas via celular, nos momentos que antecederam à Operação Satyagraha, da Polícia Federal. Gilmar Mendes quer a cabeça do “ordenador do grampo” que é titular de um ministério muito próximo ao Presidente da República. Gilmar prefere acreditar que “não veio de cima” a ordem para interceptá-lo eletronicamente.

O grampo contra Gilmar foi obra de uma empresa privada que trabalha com segurança de dados empresariais. O dono da firma tem ligações muito próximas com o chefão Lula. Mas no submundo da inteligência de Brasília e na cúpula do STF já se sabe que a ordem para investigar Mendes não teria partido do Presidente. Foi uma iniciativa pessoal do tal ministro que resolveu seguir os passos do banqueiro Daniel Valente Dantas e suas eventuais relações com o Supremo. O ministro já tinha informações de bastidores que a Satyagraha estouraria.

Havia dois objetivos na bisbilhotagem privada sobre Daniel Dantas – que já era oficialmente monitorado pela Polícia Federal e pela Abin, na Operação Satyagraha. A primeira intenção era controlar todos os passos de Dantas e dos envolvidos na mega-fusão da Oi com a Brasil Telecom. A segunda missão da inteligência privada, encomendada pelo ministro de Lula que Gilmar Mendes quer ver pelas costas, era descobrir, com precisão, em que computador Dantas mantinha algum dossiê contra o Palácio do Planalto ou a Casa Civil da Presidência.

Deu tudo errado na operação privada. Isso porque a Satyagraha estourou antes do tempo oficialmente previsto. Ficou fora do controle do desgoverno. A ação da Polícia Federal contra Daniel Dantas não deveria ter ocorrido quando o chefão Lula estava em viagem pela China e adjacências. Mas ocorreu, e complicou tudo. Ainda mais porque os delegados federais envolvidos na ação legal tomaram o cuidado de fazer cópias dos discos rígidos de computadores apreendidos – como já informou o Alerta Total na edição de 15 de setembro (releia: Seguro de vida: Delegado guarda cópias de três HDs secretos da Satyagraha que abalariam a República).

Outro que também espera ver o ministro que ordenou os grampos pelas costas é o delegado Paulo Lacerda – que foi detonado da Agência Brasileira de Inteligência. Em um primeiro momento, especulou-se que as escutas contra Gilmar Mendes foram obra de um oficial do Exército lotado na Abin. A suspeita derrubou Lacerda. Em seguida, também se especulou que o grampo contra Gilmar fora obra de um dos quatro agentes da Abin que são muito ligados ao ex-ministro da Casa Civil, o advogado, consultor e blogueiro José Dirceu de Oliveira e Silva.

Agora, os poderosos de Brasília atribuem o grampo a uma empresa privada, por ordem do ministro muito próximo a Lula. O certo é que todo mundo estava grampeando todo mundo por diferentes motivações, ordens ou intenções. Pouco inteligente é quem comete o desatino de falar alguma coisa importante nos telefones móveis ou fixos da Ilha da Fantasia cercada de políticos.

O chefão Lula espera que a crise dos grampos desapareça do noticiário o mais depressa possível para que possa cumprir a vontade de Gilmar. Assim que a poeira baixar, e tudo indica que será depois do primeiro turno da eleição, Lula promoverá uma dança das cadeiras em seu ministério. Existem dois ministros hoje muito cotados para sair do time do Presidente. Os dois são gaúchos e velhos rivais desde os tempos de faculdade de Direito: Tarso Genro (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa). O comunista Aldo Rebello, que é candidato a vice na chapa de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, está bem na fita para ocupar uma dessas posições.

Outro cabra marcado para deixar o desgoverno é o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, a quem a Abin, teoricamente, é subordinada. Quem pede a cabeça de Félix é a guerrilheira aposentada e anistiada Dilma Rousseff. A chefona da Casa Civil avalia que o militar perdeu o controle da situação, desde que a crise estourou. Jobim também anda queimado com Dilma que o vê como concorrente na disputa presidencial de 2010. Jobim acusou a Abin (que rima pobre) de ter maletas de grampo. Foi ele quem sugeriu ao presidente Lula o afastamento de Lacerda.

A vaca de Jobim foi para o brejo depois que o laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal informou que os equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência não têm capacidade para fazer escutas em celulares. O parecer técnico descartou a hipótese de que eles tenham sido usados para grampear a conversa do presidente de Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Lacerda negou participação da Abin no episódio do grampo, e agora (afastado do cargo) espera sua hora de saborear a gelada vingança contra quem pediu sua cabeça.

Curiosamente, em entrevista à TV Brasil, na quarta-feira passada, o chefão Lula afirmou que Paulo Lacerda pode voltar ao cargo "quando quiser". De repente, volta até como ministro... No Gabinete de Segurança Institucional...

Golpe contra a Liberdade de Informação

Chega na segunda-feira ao Congresso projeto de lei do Executivo que prevê a possibilidade de punição criminal ao veículo de imprensa ou jornalista que divulgar escutas telefônicas, legais ou ilegais, sob segredo de Justiça.

Da maneira como foi escrita, a proposta do Executivo autoriza um juiz a condenar um veículo de comunicação, jornalista ou fonte caso entenda que a ação teve objetivo ilegal como chantagem, calúnia, injúria e difamação.

Ainda segundo a proposta, passa a ser crime "produzir, fabricar, comercializar, oferecer, emprestar, adquirir, possuir, manter sob sua guarda ou ter em depósito, sem autorização, equipamentos destinados à interceptação telefônica".

A proposta, que dá nova redação ao artigo 151 do Código Penal, prevê ainda, aos que transmitirem dados à imprensa, a possibilidade de também serem responsabilizados.

As punições

A polêmica proposta estipula pena de reclusão de dois a quatro anos e multa para quem "diretamente ou por meio de terceiros" realizar "interceptação de qualquer natureza" - ou seja, grampo - "sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei".

A pena pode ser aumentada de um terço até metade, se o crime previsto for praticado por funcionário público no exercício de suas funções.

Em relação ao grampo legal, o projeto determina punição para quem violar o sigilo ou segredo de Justiça em seu inciso 1 do parágrafo 1º. No inciso 2, o projeto diz que será penalizado aquele que usar qualquer tipo de grampo "para fins diversos dos previstos em lei".

Tirania

O tirânico projeto, preparado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, já foi assinado pelo chefão Lula da Silva.

Deveria ter sido enviado ao Legislativo ontem, mas a ausência da assinatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, adiou a tramitação.

A peça foi elaborada a pedido de Lula depois do episódio, revelado pela revista "Veja", de grampo ilegal de conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Protestos

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, considera o projeto "uma forma de intimidação" ao trabalho de buscar e divulgar a notícia que a iniciativa do governo.

"O projeto dá um passo atrás, apontando para um grave retrocesso político, repetindo no fundo práticas da ditadura militar, que reprimia e combatia a liberdade de informação".

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, vê no projeto uma tentativa de transferir para os cidadãos uma responsabilidade que é do governo.

"Compete constitucionalmente ao Estado garantir a segurança e a integridade dos cidadãos, e isso inclui o respeito à sua privacidade".

O personagem que sabe demais

O consultor, advogado e blogueiro José Dirceu publica artigo no Jornal do Brasil condenando as ações da Polícia Federal e da Abin.

Dirceu condena também a divulgação de gravações feitas pela imprensa.

Comentário do experiente jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, sobre o comportamento do Zé:

"Dirceu age como prócer político. Foi demitido do governo Lula por causa do mensalão, que chefiava. E teve o mandato cassado. Atua como se fosse um ministro sem pasta. Será ele o homem que sabia demais de Hitchcock?"

Veja mais informações nas Rapidinhas do Alerta Total deste sábado.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Setembro de 2008.

10 comentários:

Anônimo disse...

Esse pessoal eram contra tudo e todos no governo FHC. De oposição passaram a situação com e eleição de LULA, dai, de tudo aquilo que criticavam, começaram a fazer igual, com mais intensidade e outras coisas mais. Não tem outra ladainha sobre os militares, sempre requentam o café, quando estoura mais uma bandalheira do "governo" E vejam só, de tudo aquilo que falavam e falam da ditadura, estão fazendo igual ou pior. É, sempre admiraram FHC e os militares, o que queriam mesmo era botar a mão no PODER E NA GRANA.
Não tenho bola de cristal, mas algo me diz que a casa esta pra cair. Como diz o Heráclito.. Nada é eterno, exceto a mudança.

Anônimo disse...

Jorge Serrão

Chamar guerilheira à terrorista Dilma?

Desculpe, mas chama-se aos bois pelo nome! Guerrilheira, uma ova. Terrorista sim, pois andou com terroristas a apoiou seus atos.

Guerrilheira? Porque não Papai Noel ou Sininho?

Se continuar assim, ainda lhe sanda de "santa" Dilma e eu não o estou vendo como mídia chapa branca!

Anônimo disse...

O rei IGnácio e seus asseclas estão tentando roer a democracia pelas beiradas.
A cadeira de presidente já não lhe basta - quer mais, muito mais.
À contragosto, em 2010 vai ter que colocar a viola no saco e descer a rampa do Palácio do Planalto.
Até lá vamos ter que engulir a overdoselula.

Carlinhos Mauser disse...

Depois de ler as notícias abaixo sobre os desmandos e crimes praticados por espiões da ABIN, fica a pergunta no ar:

Por que protegem criminosos n'ABIN?

Começaram a aparecer os casos de banditismo dentro da ABIN. A íntegra está no site www.diariodopara.com.br, de 24/8/2008, pág. A-3:

(...) A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) vive um período conturbado na regional Norte. Denúncias de esquemas de fraudes sendo investigadas e velhos esqueletos do armário da época da ditadura militar querendo ver a luz do sol. Entre os problemas, a denúncia de que no escritório da agência em Belém funcionários falsificavam e vendiam documentos falsos como certidões de tempo de serviço para serem apresentadas nos institutos federal, estadual e municipal de seguridade social, como INSS, Ipasep e Ipamb, com a intenção de facilitar deferimentos de processos de aposentadoria. A denúncia foi feita em 2003 ao Ministério Público Federal. O esquema veio à tona depois que a senhora Raimunda de Jesus dos Santos foi até a sede da ABIN, em fevereiro de 2002, reclamar que a certidão de tempo de serviço, que teria sido elaborada pelo servidor José Alexandre Lima Sanches, não fora aceita pelo INSS, no processo de aposentadoria do marido dela, João Barbosa dos Santos. Segundo a denúncia, Raimunda de Jesus informou que José Alexandre Lima Sanches atuava em conjunto com alguém chamado Raimundo de Oliveira de Araújo Filho, que se identificava como oficial de justiça. As certidões públicas seriam falsificadas com a utilização dos equipamentos e recursos técnicos da ABIN e vendidas pelo valor médio de apenas R$ 150,00. José Alexandre daria os telefones e o endereço da Abin, na rua Gaspar Vianna, no prédio onde funciona o Ministério da Fazenda, para a entrega dos supostos documentos falsificados aos interessados e recebimento dos pagamentos pelo serviço. No mesmo mês em que as denúncias começaram a vazar, José Alexandre, filho de um ex-funcionário da Abin, foi devolvido ao seu órgão de origem, a Polícia Militar do Pará, onde passou a atuar na Seção de Inteligência da PM, sem que o comando da Polícia Militar tivesse sido informado dos motivos do remanejamento de Sanches. À época, o chefe da Abin no Pará, Gladston Gonçalves Vilela de Andrade, declarou que as supostas irregularidades praticadas por Alexandre Sanches eram "infundadas, inverídicas e improcedentes". A denúncia, no entanto, não teria sido investigada. José Alexandre Sanches deixou o cargo na Abin com menção honrosa da entidade pelos "relevantes serviços prestados" ao órgão. (...) Em seu relato, o policial militar disse que acreditava que "fosse idôneo" o trabalho de Araújo, que costumava usar uma falsa identificação de oficial de justiça. Embora a ABIN tenha arquivado as denúncias, a assessoria do Ministério Público Federal informou que todas as denúncias estão sendo analisadas.

ABIN e ossadas de guerrilheiros do Araguaia era o que faltava, leia a reportagem abaixo (a íntegra está no site www.diariodopara.com.br, edição 26 e 27/8/2008).

VEREADOR APRESENTA DENÚNCIA SOBRE OSSADAS

O vereador Paulo Fonteles (PT-PA) levou ao conhecimento dos vereadores da Câmara Municipal de Belém (CMB), na sessão de ontem, as denúncias sobre a possível existência de ossadas de três guerrilheiros do Araguaia descobertas em uma cisterna durante as escavações nas obras de implantação do Projeto Feliz Lusitânia, conforme matéria publicada pelo DIÁRIO DO PARÁ na edição de domingo (24/8/2008).
Fonteles fez questão de destacar a iniciativa do DIÁRIO, “por ter trazido à tona, em sua edição de domingo, matéria sobre a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a sua ação no Estado, assim como a questão das três ossadas encontradas nas obras do Feliz Lusitânia”. Segundo ele, a denúncia, “apresentada de forma corajosa”, reabre uma antiga suspeita. Fonteles declarou que, no primeiro semestre de 2003, ele chegou a denunciar na CMB que trabalhadores da empresa responsável pela execução das obras haviam encontrado as ossadas, que pertenceriam a guerrilheiros dados como desaparecidos. Porém, um homem que se identificou como funcionário da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) teria retirado as ossadas do local. Naquele ano, o então secretário de Cultura, Paulo Chaves, foi procurado, “mas não recebeu a comissão da Câmara Municipal”.
A denúncia, segundo o parlamentar, foi confirmada pelos operários e pelo Sindicato da Construção Civil à época, fatos que, somados às informações de um ex-capitão das Forças Armadas de que teria visto três presos em uma cela do QG do Exército no período da repressão à guerrilha, torna a história ainda mais real. “Nosso interesse é resgatar a história do Brasil e que a consciência do brasileiro não seja prejudicada por remanescentes da política de repressão”.

Agente da repressão trabalharia na ABIN: De acordo com Paulo Fonteles, existem remanescentes da política de repressão brasileira atuando na ABIN. “Recebi uma denúncia de que existe um agente atuando na ABIN-Seção Pará, que trabalhou na repressão política e tem buscado abafar as questões relacionadas ao Araguaia”, informou. Esse agente teria trabalhado na Delegacia de Operações e Investigações (DOI) e no Comando de Operações de Defesa Interna (Codi) e sobre ele pesam casos de torturas, crimes e desaparecimentos.
Fonteles observa que a história dos guerrilheiros desaparecidos vem à tona novamente porque o Brasil está sendo pressionado pela Organização das Nações Unidas a abrir os arquivos da época da ditadura militar, por ser signatário de vários acordos internacionais na área de direitos humanos. “Mas os arquivos ainda não foram abertos, diferentemente do que já acontece na Argentina, Chile e Uruguai, que já o fizeram”, disse Fonteles. A recente iniciativa do Ministério da Justiça em defender a abertura desses arquivos como um todo “é uma luta pelo direito à memória e à vida e precisa ser apoiada”, completou. Fonteles declarou que vai encaminhar as denúncias ao Ministério Público Federal e reafirmou a intenção de convocar o ex-secretário Paulo Chaves e a ABIN para darem explicações sobre o caso. (Diário do Pará, 26/8/2008).

CHEFE REGIONAL DA ABIN ACUSADO DE PRATICAR VÁRIOS CRIMES

A íntegra da notícia está no site www.correioweb.com.br, de 29/11/2004 ou http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=165125

MPF INVESTIGA CHEFE REGIONAL DA ABIN

O recém-nomeado chefe da agência regional da ABIN em Belém - PA, Antonio Cláudio Fernandes Farias, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará. A suspeita é a de envolvimento em irregularidades como servidor público. O agente, no entanto, diz ser inocente. Tom Farias — como o agente é conhecido no Pará — é funcionário da Presidência da República, tendo feito sua carreira no extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). Em 1993, três anos após a extinção do SNI, ele foi cedido para o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), onde ocupou o cargo de diretor de pessoal por oito anos.
Depois desse período, Tom Farias foi ‘‘devolvido’’ ao serviço secreto. Recentemente, acabou sendo escolhido pelo diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo, como chefe da agência regional do serviço secreto em Belém. É a gestão de Tom Farias à frente da Direção de Pessoal no Cefet de Belém que está sendo alvo de investigação por parte do MPF. A apuração do caso começou em 2002, numa auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU).
Na época, a CGU apontou dezenas de irregularidades na gestão do Cefet de Belém e recomendou a instauração de procedimentos administrativos contra os diretores, inclusive Tom Farias. Eram duas as principais suspeitas que pesavam sobre o servidor: adulteração de um documento e envolvimento no desvio de R$ 767 mil referentes a pagamento de estagiários. Duas semanas atrás, o procurador Ubiratan Cazetta, responsável pelo caso no MPF, resolveu apresentar uma ação de improbidade administrativa contra o chefe do escritório da ABIN em Belém e outras 14 pessoas supostamente envolvidas nos desvios ocorridos no Cefet. (Hoje há 3 ações penais e 2 civis contra o chefe da ABIN no Pará).
Começaram a aparecer os “alvos” das operações da ABIN. A íntegra está no site www.diariodopara.com.br, de 24/8/2008, pág. A-3:

(...) a ABIN afirmou que não realiza atividades sem respaldo da lei. Se não foge aos limites da lei em relação a suas ações, a ABIN, no entanto, tem desempenhado funções estranhas no atual momento político brasileiro. Tem espionado ações de movimentos sociais, como o de estudantes da Universidade Federal do Pará e o MST, por exemplo. No dia 06 de abril de 2003, a Agência Pará da Abin encaminhou ao Gabinete de Segurança Institucional um relatório de missão que informava que a Pró-Reitoria da Universidade Federal do Pará promoveu a Semana do Calouro, cuja programação tivera início no dia 31 de março e se estendeu até 6 de abril. Pelo relatório, que foi acompanhado de duas fotografias da manifestação, dois panfletos e em informativo tablóide, os agentes da Abin seguiram a "Caminhada pela Paz e Contra a Fome", a passeata coordenada pelos professores da instituição. Diz o relatório: "A passeata contou com a participação aproximada de 1.800 pessoas, a maioria estudantes universitários, professores, voluntários e apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CTBel, Cruz Vermelha, Grupo Yamada, Banco do Brasil, Banco Real, Caixa Econômica e TV Liberal. Foram identificados no meio da passeata integrantes do PSTU conduzindo uma grande faixa: "Viva a resistência do povo iraquiano", com o apoio do deputado federal João Batista (Babá). Outro relatório de inteligência, datado de 19 de abril de 2004, é sobre uma manifestação alusiva ao Massacre de Eldorado dos Carajás, em Belém. O relato fala sobre as reivindicações do MST, sobre o lançamento do livro "A violência no campo", editado pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e termina com a agência Pará da Abin "ressaltando as técnicas de desinformação utilizadas pelas lideranças do MST, que dissimulou (sic) suas ações e investidas, dificultando assim sua movimentação (sic) pelos agentes do governo".
"Enquanto a Abin monitora movimentos sociais com material que poderia ser recortado de jornal, a biopirataria corre solta na região", diz um servidor da agência.

CHEFE REGIONAL DA ABIN ACUSADO DE PRATICAR VÁRIOS CRIMES

A íntegra da notícia está no site www.correioweb.com.br, de 29/11/2004 ou http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=165125

MPF INVESTIGA CHEFE REGIONAL DA ABIN

O recém-nomeado chefe da agência regional da ABIN em Belém - PA, Antonio Cláudio Fernandes Farias, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará. A suspeita é a de envolvimento em irregularidades como servidor público. O agente, no entanto, diz ser inocente. Tom Farias — como o agente é conhecido no Pará — é funcionário da Presidência da República, tendo feito sua carreira no extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). Em 1993, três anos após a extinção do SNI, ele foi cedido para o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), onde ocupou o cargo de diretor de pessoal por oito anos.
Depois desse período, Tom Farias foi ‘‘devolvido’’ ao serviço secreto. Recentemente, acabou sendo escolhido pelo diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo, como chefe da agência regional do serviço secreto em Belém. É a gestão de Tom Farias à frente da Direção de Pessoal no Cefet de Belém que está sendo alvo de investigação por parte do MPF. A apuração do caso começou em 2002, numa auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU).
Na época, a CGU apontou dezenas de irregularidades na gestão do Cefet de Belém e recomendou a instauração de procedimentos administrativos contra os diretores, inclusive Tom Farias. Eram duas as principais suspeitas que pesavam sobre o servidor: adulteração de um documento e envolvimento no desvio de R$ 767 mil referentes a pagamento de estagiários. Duas semanas atrás, o procurador Ubiratan Cazetta, responsável pelo caso no MPF, resolveu apresentar uma ação de improbidade administrativa contra o chefe do escritório da ABIN em Belém e outras 14 pessoas supostamente envolvidas nos desvios ocorridos no Cefet.

Atualização de 19/9/2008 - 18h25:

O agente ANTONIO CLAUDIO FERNANDES FARIAS, CPF 132.204.202-06 tem contra si 3 ações penais (nr. 2005.39.00.010157-3, nr. 2005.39.00.010255-8 e nr. 2005.39.00.010256-1) e 2 civis (2004.39.00.010130-9 e 2005.39.00.004304-7) e ainda permanece no cargo de chefe da ABIN no Pará apesar de já tem um pedido de habeas corpus no STF sob número 2007.0059198-6. Confira e se arrepie...

Anônimo disse...

Porque não falam logo que foi o Capitão-do-mato do Lula quem fez o grampo a pedido deste.

Pedir a cabeça do Capitão-do-mato é matar vários coelhos ao mesmo tempo, mas o apedeuta sabe que sem ele perderá o seu pitbull que não para de tentar morder o Judiciário.

Sem o pitbull o apedeuta vai perdendo suas chances de nos devolver a ditadura, tal qual está fazendo o seu amigão do peito Chávez e o Evo, os mandatários do triunvirato bolivariano.

Anônimo disse...

Excelente post!! Explica muita coisa!! Queriam descobrir com o grampo aonde estava o HD com os podres contra o governo para que pudessem intercepta-lo antes que o nosso grande Delegado Protógenes chegasse primeiro para sentir o cheiro, mas e agora? Esse HD vai desinfetar a luz do sol? Ou vai ficar fedendo em algum cofre escuro em um local secreto? Existe algo sendo feito com esse dossiê? Quando nós Brasileiros poderemos nos inebriar com o fedor dessas informações? Se o tal dossiê tem informações suficientes para derrubar o governo, quem vai ter coragem de divulga-las? O MP tem autonomia o suficiente para investigar essas informações?

E agora que está confirmado que não foi a Abin que grampeou o Gilmar Mente, Lacerda volta pra Abin? Ou vão deixar o funcionário do Dantas já que é mais seguro? A revista Veja vai se retratar e contar história verdadeira ou vai deixar que a mentira vire verdade?

Velhinho Rabugento disse...

Olá, Serrão
Como era mesmo a frase?
"A História se repete como uma farsa"?
Ou ópera bufa?
O que vemos hoje não seria a velha guerra intestina entre bolcheviques e mencheviques, com as várias facções satélites mordiscando os restos da presa?
O Partido dos Tolos (que de tolos não têm nada, diga-se de passagem) desde que ascendeu ao poder de Estado vem repartindo o butim através do aparelhamento dos órgãos públicos. Mas a fome de poder é insaciável e ainda tem de enfrentar as benesses concedidas ao partidão aliado.
A ilusão de transformar o país, de imediato, num paraíso socialista ou comunista (o sonho depende da visão das facções satélites) trombou com as instituições democráticas que teimam em resistir e subsistir.
A solução adotada, devido ao aparelhamento do Estado, foi a de minar a credibilidade das Instituições, em especial o Legislativo (que anda mais sujo que pau de galinheiro) e do Judiciário (que cada a vez que faz valer a Lei, recebe uma paulada).
De quebra, deu-se continuidade ao desmantelamento das Forças Armadas, já iniciado desde os anos 90 do século passado, restringindo investimentos, plantando sementes de melancia alhures e mantendo a demonização do regime militar.
Talvez a dimensão do Brasil, as características sociais e economicas, bem como as bases do Estado Democrático e de Direito tenham sido o impedimento de não acontecer por estas bandas o descalabro totalitário da Venezuela, da Bolívia, do Equador e, aparentemente agora também, do Paraguai. Mas que tentaram e tentam, ah!, vira e mexe tentam.
Principalmente, tentam calar os que ousam denunciar falcatruas ou confrontar os abusos de poder.
Daí meterem tanto a lenha na imprensa que não for "alinhada" ou subsidiada pelos tais recursos financeiros não contabilizados.
Nunca antes 'neztepaiz' se viu tantos escândalos envolvendo o Poder Executivo, que como sempre, nada sabe do que ocorre na ante-sala do poder.
O tempora, o mores...

Anônimo disse...

Este projeto de lei que o molusco
assinou,e mais um excremento vindo
dos "çábios" do Planalto.
Eles engravidam suas idéias (excre-
cências) à noite,e as parem pela manhã.E é justamente o que é a ten-
tativa de nos privar de informações
através deste projeto.
Fora molusco!Fora com este escreme-
nto que que seus "çábios" pariram,
adotaste e queres lançar no colo
da imprensa e de todos nós!

Saudações,Serrão.

Carcará disse...

Este blog é simplesmente uma MERDA! O blogueiro é um MENTIROSO que quer aaudiência a partir de LOROTAS.
Fui....

Melhor seria ser insipiente disse...

ingulir todas eças merdas da pulitica brazileira é coiza pra loco.
Ispero que os çabios do pranalto resova as coisa. Pois, não dá mais pra aguentar eça cituassão. É poco oço pra muito caxorro.
Certo está Marcola, engaiolado e, pelo visto muito menos perigoso que toda essa corja. Não há mais solução!!!