quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Lula quer escalar Aldo na Defesa para atacar Jobim e garantir escalação de Dilma para sucessão presidencial

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O chefão Lula da Silva adiou a divulgação do novo Plano Nacional de Defesa porque planeja uma dança da cadeira nos ministérios, em função da sucessão de 2010. Lula tenta diminuir a influência de Nelson Jobim – que tenta se viabilizar como candidato presidencial pelo PMDB. A intenção de Lula tirá-lo do cargo de ministro da Defesa, o mais depressa possível e com algum desgaste. O novo titular da pasta, na cabeça do presidente, é o comunista Aldo Rebello.

Lula agiu estrategicamente ao liberar Tarso Genro para alimentar a crise dos grampos contra Jobim. Os dois saíram desgastados do episódio, e abriu-se mais espaço para a Favorita de Lula: Dilma Rousseff, que insiste na demissão do general Jorge Félix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Lula agora articula a indicação de um vice do PMDB para a chapa de sua candidata Dilma Rousseff. Lula já falou do assunto com integrantes da cúpula pemedebista, ministros e governadores. Mas os caciques peemedebistas desconfiam do PT e já avisam que não se sentem obrigados a nada em 2010.

Na complicada escalação de seu time, Lula já sabe que quer Aldo na Defesa. Mas não sabe o que fazer com Jobim e com Tarso (dois gaúchos que se aturam e rivalizam pessoalmente deste os tempos da faculdade de Direito). Escalar Jobim para o mesmo cargo que ocupou na Era FHC seria prestigiá-lo demais. Neste caso, para onde mandaria Tarso? Assim que Lula desvendar tal dúvida, desencadeia mais uma dança das cadeiras em seu ministério.

História Assustadora

Na edição de artigos de hojem não deixe de ler um depoimento de um piloto aposentado de Roraima que revela por que os interesses transnacionais querem a demarcação contínua da Reserva Indígena Raposa do Sol.

A História Secreta da Invasão de Roraima

Leia também: As Máscaras da Realidade

EB pode grampear sim

O Exército Brasileiro, através do CIGE (Centro de Instrução de Guerra Eletrônica), sediado em Sobradinho (DF) realiza escuta telefônica e tem a capacidade de captar todas as ondas eletromagnéticas, em todas as faixas de freqüência.

Este tipo de operação militar se chama MEA - Medidas Eletrônicas de Apoio.

É muito empregada em operações militares tipo GLO (de Garantia da Lei e da Ordem).

O mal informado

O diretor de contra-inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato, comentou ontem que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi mal assessorado tecnicamente ao dizer que as maletas para varredura adquiridas pela agência teriam a capacidade de realizar grampos.

Fortunato garantiu que os equipamentos não podem realizar escutas.

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas, Fortunato explicou que os equipamentos comprados pela agência em conjunto com o Exército, foram adquiridos para realizar varreduras e não interceptações.

Fecha a Abin?

Insatisfeito com o depoimento prestado por Paulo Maurício Fortunato, o presidente da CPI das Escutas Telefônicas, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), chegou a defender a extinção da Abin.

O deputado-delegado federal alegou que a própria agencia não consegue explicar suas atividades.

"É melhor fechar a agência, se se meteram em algo que não sabiam o que estavam fazendo, ou passam atestado de idiota, eu não sei se devem funcionar".

Mentirinha

O delegado da PF Protógenes Queiroz mentiu à CPI ao negar a participação institucional da Abin na Operação Satiagraha.

A revelação foi do diretor afastado de Contra-Inteligência da Abin na CPI dos Grampos.

Queiroz, que liderou a operação da PF contra Dantas, revelou ontem que recebeu 250 caixas de documentos da Justiça americana sobre a suposta participação do banqueiro na espionagem de sócios em empresas telefônicas.

Sem vínculo

O diretor afastado de Conta-Inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Pinto, informou que 52 servidores do órgão trabalharam para o delegado Protógenes Queiroz nas investigações da Operação Satyagraha da Polícia Federal (PF).

Pinto negou a existência de vínculo entre a Abin e o agente aposentado do Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio do Nascimento, apontado pela revista "IstoÉ" como autor de supostos grampos ilegais na operação.

No entanto, disse que quatro servidores da agência trabalharam com Protógenes na mesma sala usada por Ambrósio, no edifício-sede da PF, em Brasília.

Nós demos um apoio. Não era operação nossa. Era uma operação pontual”.

O Pinto garante

Pinto jogou para a Polícia Federal a responsabilidade por irregularidades nas investigações da Satiagraha.

Segundo ele, a agência, que cedeu agentes para auxiliar na ação da PF, acabou "no meio dessa confusão".

Estamos pagando um pato que não é nosso. Que existiu um descontrole interno dentro da Polícia Federal, existiu. Na construção de resolver o problema de um inquérito que o delegado vinha desenvolvendo, ele utilizou várias estruturas. Estruturas oficiais e, pelo que estamos tomando conhecimento, estruturas não oficiais, que trabalhavam dentro das instalações da PF aqui em Brasília”.

Chefes sabiam de tudo

O diretor afirmou aos parlamentares que os servidores da Abin não têm como participar de operações da Polícia Federal sem o conhecimento dos superiores.

Na Abin nenhum departamento tem autonomia para desencadear um trabalho sem o conhecimento dos superiores. Os planos de operação são elaborados. Dentro da nossa estrutura temos controles rígidos, que dificilmente um agente de campo teria condições de atuar por muito tempo isoladamente, sem ser detectado”.

Pinto garantiu aos deputados que a Abin jamais, em qualquer situação, utilizou mecanismos "espúrios ou ilegais para o cumprimento de suas missões institucionais".

Segundo ele, as escutas telefônicas ilegais "são um câncer que deteriora o estado democrático de direito".

Bloqueado

A Justiça Federal de SP ordenou bloqueio de fundo de investimentos de R$535,8 milhões de Daniel Dantas e outras quatro pessoas.

O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, bloqueou R$ 545,79 milhões do Opportunity.

O Coaf, que controla atividades financeiras, identificou movimentações "suspeitas de lavagem de dinheiro" que envolveriam Daniel Dantas, controlador do banco, e Dorio Ferman,

O Coaf considerou operações do Grupo Opportunity, de Dantas, “irregulares no mercado financeiro”

Caminho da anulação

Conforme o Alerta Total já alertou, o passo para a anulação da Operação Satyagraha já está bem avançado.

Se ficar provado que Francisco Ambrósio Nascimento teve algum envolvimento no trabalho de escutas telefônicas, por exemplo, os diálogos daquele grampo serão anulados pela Justiça Federal.

A suposta participação de um agente aposentado do SNI (Serviço Nacional de Informações) na investigação sigilosa promovida pela Polícia Federal contra o banqueiro Daniel Dantas é considerada ilegal e coloca em risco toda a operação.

Tem que aturar...

O chefão Lula da Silva criticou ontem seus antecessores por não terem criado universidades e escolas técnicas no País.

Segundo Lula, o descaso com a educação ocorreu porque os governantes anteriores tinham diploma e não ligavam para quem não tinha estudado.

"O problema não era dinheiro e não era que eles não sabiam. O problema é que quem governou este país já tinha feito a sua universidade e, portanto, não estava ligando para aqueles que ainda não tinham feito".

Justificativa para não ter estudado

Em Coari (AM), durante inauguração do campus do Médio Solimões da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e da Unidade de Ensino Descentralizado de Coari, o presidente voltou a lamentar o fato de não ter cursado uma universidade e, por isso, investiu em educação para que as pessoas não passem pelo que ele passou.

"Eu, por não ter feito e por saber as condições pelas quais não fiz universidade, não quero que as pessoas do interior deste país passem pelo que eu passei. Não quero que as pessoas, quando estiverem adultas, sintam falta de uma educação que deveriam ter tido na sua adolescência, e sintam até ódio por não terem tido oportunidade, quando todos os jovens precisam ter oportunidades".

Os banqueiros agradecem

Como era esperado pelo mercado, mesmo dividido, o Copom elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

É uma forma de deixar os empréstimos mais caros, controlar o consumo e evitar a volta da inflação.

O chefão Lula defendeu o aumento da taxa Selic pelo Copom:

"É sempre chato aumentar os juros, assim como é chato estar com a família na estrada e chegar a uma curva e ter de reduzir a velocidade. Mas às vezes uma curva a mais é uma vida ceifada".

Viva o crime organizado

Nove membros da 'tropa de choque' do PCC obtiveram habeas corpus no STF e vão deixar a cadeia.

Tudo porque, presos há quatro anos, eles não foram julgados.

O processo atrasou por falta de escolta policial para levá-los para a audiência judiciais.

Dando um Pelé na Justiça

Ao conceder habeas corpus a advogado preso por suspeita de tráfico de drogas, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a ação penal de um processo em que figura como um dos réus Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé.

O habeas corpus foi favorável a Nicolau Aun Júnior. Segundo o STJ, não houve direito à defesa preliminar.

Com isso, todas as fases posteriores ao recebimento da denúncia perdem o efeito. Aun Júnior e outras 13 pessoas, entre eles Edinho, figuram como réus num processo aberto na 1ª Vara Criminal de Praia Grande, no litoral de São Paulo, que resultou na prisão do advogado.

Com a decisão do STJ, o processo não se extingue, mas retorna à primeira instância. O habeas corpus é favorável apenas a Aun Júnior, mas poderá vir a ser estendido a todos os outros réus.

Caos boliviano

Uma explosão atribuída a um atentado contra um gasoduto na Bolívia, no qual a Petrobras tem participação, já provocou a redução de 13% do envio de gás natural para o Brasil

A explosão ocorreu perto da cidade de Yacuíba, no Sul da Bolívia, quando manifestantes anti-Morales foram acusados de sabotar uma válvula do gasoduto, de onde sai a maioria do gás para São Paulo.

Foi um dos mais graves episódios da crise que opõe o governo de Evo Morales a Estados autonomistas.

Em meio à crise, Morales ordenou a expulsão do embaixador dos EUA, acusando-o de apoiar a oposição.

Explicação tática

Ronaldinho nada fez em campo e acabou substituído por Dunga no zero a zero de ontem da Seleção Brasileira contra a Bolívia, no Engenhão sem torcida.

Se o técnico Lula fosse escalado para comentar a pífia atuação, poderia soltar a seguinte justificativa para o desastre no placar:

A culpa foi da falta de gás”...

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Solicitamos uma notificação sobre a publicação para nosso simples conhecimento.

8 comentários:

Anônimo disse...

Nossa mídia tem frase de ordem, SE SOYS GOBIERNO, SOMOS A FAVOR, DOA A QUEM DOER.
Ridículo, não é?! ei ta midiazinha sem vergonha.

Anônimo disse...

Do site: http://www.ucho.info/
Tudo outra vez.
No momento em que o Palácio do Planalto silencia diante do escândalo dos grampos ilegais e se esforça para que o caso de Romênio Pereira, dirigente do PT que se envolveu em esquema criminoso de desvio de verbas federais, caia no esquecimento, o anúncio da descoberta de novas reservas de petróleo pela Petrobras funciona, mais uma vez, como antídoto para uma nova crise do governo Lula da Silva. Esse modus operandi já não é novidade, mas o presidente-metalúrgico continuará posando como xeique tupiniquim do petróleo.

Anônimo disse...

Lei seca (paleativo) para desafogar os hospitais e emergências, escândalo aqui a mídia corrompida desvia o assunto para alí, ele aprendeu com quem? Esse é sem dúvida o 4º mandato do Pte. FHC, só que muito mais eficiente na rapinagem. Ruím com os militares, muito pior sem eles.

Esperança disse...

Operação Condor
Marco Aurélio aplica Lei da Anistia para negar extradição
http://www.conjur.com.br/static/text/69768,1
por Lilian Matsuura
O seqüestro é considerado crime permanente, que dura enquanto a pessoa estiver em cativeiro. No caso do major do Exército uruguaio Manuel Juan Cordero Piacentini, acusado de participar do sumiço de um cidadão argentino há 32 anos, durante a Operação Condor, o ministro Marco Aurélio afastou a acusação de seqüestro. Como relator do assunto, aplicou a presunção de morte em caso de desaparecimento, prevista na Lei de Anistia, o que caracteriza o crime de homicídio, e não de seqüestro. O pedido de Extradição feito pelo governo da Argentina e do Uruguai foi rejeitado pelo ministro.
A Lei 9.140, de 4 de dezembro de 1995, também reconheceu como mortas pessoas desaparecidas por conta da participação ou acusação de participação em atividades políticas no período de 2 de setembro de 1961 a 5 de outubro de 1988. Além disso, Marco Aurélio explicou que o crime de homicídio, pela legislação brasileira, prescreve em 20 anos.
“Presente o sentido vernacular do vocábulo desaparecimento — ato de sumir, desaparecer —, não há como cogitar da dupla tipicidade relativamente ao disposto no Código Penal brasileiro sobre o seqüestro, a revelar a existência de crime permanente”, escreveu o relator em seu voto.
“Não podemos conceber que, depois da modificação do regime de governo dos países que teriam participado da Operação Condor, o cidadão ainda esteja guardado. Ele já teria aparecido”, declarou Marco Aurélio à revista Consultor Jurídico, nesta quinta-feira (11/9). Segundo o ministro, a operação tinha o objetivo de alijar as pessoas que pudessem colocar em perigo o regime em vigor à época. Portanto, não faz sentido que ele estivesse seqüestrado ainda hoje.
Piacentini é acusado de formação de quadrilha e seqüestro de um cidadão argentino em 1976, durante os anos da Operação Condor, plano de repressão montado por governos de países da América do Sul durante a ditadura militar. Ele foi preso no Brasil em 2007, em Santana do Livramento, fronteira com Rivera, Uruguai. O major estava foragido, com um pedido de prisão expedido pela Justiça uruguaia.
O crime de formação de quadrilha já estava prescrito, de acordo com o parecer do próprio Ministério Público.
Há no Supremo Tribunal Federal quatro votos, incluindo o de Marco Aurélio, contra a extradição do major. O ministro Ricardo Lewandowski abriu divergência. Cezar Peluso pediu vista dos autos. Celso de Mello, Carlos Britto e Joaquim Barbosa não estavam presentes à sessão.
Marco Aurélio declarou que tanto a legislação brasileira quanto a argentina contemplam a figura da morte presumida. No Brasil, está prevista na Lei 6.683/79, que anistiou os que cometeram crimes políticos ou conexos com estes, de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979. Além disso,
O relator observou que se o major uruguaio tivesse cometido o crime no Brasil ele não estaria sujeito à persecução criminal, de acordo com a Lei de Anistia. Aceitar o pedido de Extradição do major do Exército uruguaio Juan Manuel Cordero Piacentini seria o mesmo que anular a anistia, disse Marco Aurélio. “Afastar a lei de anistia é um retrocesso dos mais nefastos. A anistia é definitiva, é uma virada de página”, disse o ministro como uma forma de aviso aos que participam de um movimento que pretende reabrir esta discussão.
"Em última análise, o Supremo está a enfrentar, neste caso, na via indireta, é certo, a problemática alusiva a tema que, há pouco, esteve em voga — o alcance da anistia. Se deferida esta extradição, assentar-se-á a viabilidade de persecução criminal, de responsabilidade administrativa e civil, no tocante a fatos cobertos pela anistia e, então, esvaziada na essência será esta última, não mais implicando a suplantação de quadra indesejada", escreveu o relator.
Menezes Direito, Cármen Lúcia e Eros Grau seguiram o voto do relator. Direito observou que o entendimento de afastar a acusação de seqüestro terá repercussão na tipificação do crime de seqüestro. “É uma questão extremamente relevante”, disse ao acompanhar Marco Aurélio.
Ricardo Lewandowski votou no sentido de que se trata de crime permanente, uma vez que, embora tenha acontecido há mais de três décadas, “muitos bebês foram tirados de suas mães no cárcere”. Essas pessoas, hoje, estão em outra família, com nomes trocados e muitos ainda não sabem quem são seus verdadeiros pais.
Cezar Peluso pediu vista, por ter dúvidas em relação ao reconhecimento do crime de homicídio sem o corpo de delito.
EXT 1.079 e EXT 974
(...)
Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2008

Esperança disse...

Fornecedor de Software Urna diz que… As Urnas são Inseguras
http://smeira.blog.terra.com.br/2008/09/12/fornecedor-de-software-urna-diz-que-as-urnas-sao-inseguras/
Tags: eleições, fraude, microbase, segurança, tse, urna eletrônica - srlm 12/09/08

Este blog parecia ter terminado, ontem [1], uma série de textos sobre a segurança da votação eletrônica no brasil. oferecemos ao TSE um espaço para debater o questionamento de especialistas, o que foi aceito pelo secretário de informática do tribunal, Guiseppe Lino. o secretário, apesar de ter se esquivado de comentar as afirmações de Amílcar Brunazo Filho, respondeu várias outras perguntas.

Em particular, apontamos ao secretário de informática do TSE um esclarecimento público, da MICROBASE, fornecedora de software usado nas urnas eletrônicas, e segundo o próprio secretário…[1] utilizado nas urnas modelos 96 [descontinuada em 2002], 98 e 2000, ou seja, um texto de gente que entende de votação eletrônica, pois está envolvido no projeto das mesmas e que tem urnas com seu software sendo usadas na atual eleição, pois segundo o próprio secretário apenas as urnas "modelo 96" foram descontinuadas.

A pergunta/resposta ao secretário, copiadas de nosso texto anterior,[1] eram…

Blog: o que foi feito, pelo TSE, desde 2006, e especialmente no que diz respeito ao que microbase [veja, aqui, nota de esclarecimento da microbase, [2] empresa responsável por um dos sistemas operacionais usados nas urnas eletrônicas] chama de… "denúncias de fraudes eleitorais estão sendo comprovadas de modo irrefutável"?
Giuseppe Lino: As afirmações não procedem. No passado, o sistema operacional VirtuOS, da empresa Microbase, foi utilizado nas urnas modelos 96 (descontinuada em 2002), 98 e 2000. As Leis que obrigaram a abertura dos códigos-fontes foram posteriores (Leis 10.408/2002 e 10.740/2003 que alteraram a Lei 9.504/97). Com o advento da obrigatoriedade de mostrar todos os códigos-fonte, a Unisys, fabricante dos modelos das urnas de 96 e 2002, negociou com a empresa a abertura do código-fonte em atendimento a legislação. Assim, o código-fonte do sistema operacional da UE2002 foi apresentado na cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais em 2002. É importante esclarecer que no ano de 2002, a Justiça Eleitoral passou a utilizar Windows CE como sistema operacional das urnas e, em 2008 utilizará o Linux.

Logo, o TSE cumpriu e continua cumprindo toda a legislação vigente. Ressalte-se que Nota de Esclarecimento em questão foi uma tentativa frustrada da Microbase de exigir do TSE pagamento para abertura do código-fonte do VirtuOS, o que de fato não ocorreu.

Quanto às denúncias de fraude, como nós vivemos num país democrático, as pessoas possuem liberdade de expressão. Notadamente, existem alguns que se especializaram em criticar a urna eletrônica. O objetivo das críticas diverge da busca da lisura e da transparência do processo. Ao contrário da opinião de alguns, todas as suspeitas não foram comprovadas e por diversas vezes a Justiça Eleitoral respondeu aos questionamentos a ela dirigidos. Ressalte-se que as respostas apresentadas não ganharam destaque na mídia.

e era por aí mesmo que a gente iria ficar, não fosse o longo comentário inserido ontem, no blog, por frederico gregorio,[3] que vem a ser um dos sócios-gerentes da MICROBASE, [4] em que se refuta, na íntegra, a resposta do TSE, incluindo o "cumpriu e continua cumprindo toda a legislação vigente", ao que a MICROBASE replica, no comentário… contestamos veementemente a declaração do Exmo. Sr. Secretário de que o TSE cumpriu a legislação vigente, visto que o código fonte do VirtuOS JAMAIS foi posto a disposição de qualquer interessado direta ou indiretamente no processo eleitoral, indo de encontro à Lei que obriga a apresentação de todos os fontes.

Como a MICROBASE é fornecedora de sistemas que estiveram, estão e, se nada mudar, continuarão sendo usados nas eleições brasileiras, o blog resolveu dar ênfase a parte do comentário [3] da empresa que talvez precise ser objeto de uma reflexão bem mais profunda quando discutirmos segurança de voto no Brasil:

Frederico Gregorio, da MICROBASE: …Queremos aproveitar a oportunidade para dar nossa opinião, enquanto técnicos que participaram como empresa sub-contratada dos projetos de 1996, 1998 e 2000, a respeito da tão discutida segurança das Urnas Eletrônicas Brasileiras. As mesmas são, sob nossa opinião, absolutamente inseguras. Explicamos: independentemente de outros fatores que também comprometam a segurança, a possibilidade de BOOT pela unidade de disco externa é um procedimento absolutamente inadmissível, do ponto de vista de segurança, sendo a maior porta de entrada de contaminações de todos os tipos não importando o Sistema Operacional em uso. Aliás, o uso do Linux aumenta exponencialmente a possibilidade de criação de mecanismos de contaminação via boot do drive externo, uma vez que, sendo um sistema de código fonte aberto, conta com um número enorme de excelentes profissionais que conhecem profundamente o seu funcionamento desde a carga do setor de boot inicial até a sua plena entrada em funcionamento.

Por fim, não podemos deixar de observar que as respostas do Exmo. Sr. Secretário à entrevista concedida a este blog são, no mínimo questionáveis, para não dizermos risíveis e não merecem maiores comentários de quem realmente conhece todo o contexto das eleições eletrônicas do Brasil.

O blog entrou em contato com a MICROBASE para se certificar da autenticidade do comentário e falou, em pessoa, com Frederico Gregorio, de quem tivemos a autorização para reproduzir, nos termos e contexto acima, parte de sua intervenção.

Assim, depois de mais esta rodada de conversa, parece estar claro que a informática do TSE vem tentando empurrar o problema de segurança do sistema eleitoral, senão com a barriga, com o discurso. e parece estar conseguindo pois, como o secretário de informática do TSE nos disse ontem, sobre as teses do engenheiro Brunazo Filho… as respostas apresentadas não ganharam destaque na mídia. ou seja, como a conversa do blog "não tem audiência na grande mídia", não deve ter qualquer fundo de verdade.

Vamos ver agora, depois que uma empresa partícipe do projeto das urnas eletrônicas vem a público e diz que as urnas são absolutamente inseguras. com ou sem audiência, é uma acusação pra jornal nacional nenhum botar defeito. Com a palavra, a audiência.

[1] http://smeira.blog.terra.com.br/2008/09/11/eleicoes-a-resposta-do-tse/
[2] http://www.brunazo.eng.br/voto-e/arquivos/microbase06-nota1.pdf
[3] http://smeira.blog.terra.com.br/2008/09/11/eleicoes-a-resposta-do-tse/#comment-1265
[4] http://www.microbase.com.br/

Anônimo disse...

Hugorila Chaveco acaba de expulsar o embaixador dos EUA.
O cara está desesperado. Diz que tinham um plano para assassina-lo . A verdade é que, se o preço do petroleo cair abaixo de 85 dolares a Venezuela vai a falencia, pois o custo de produção do barril de petroleo extraido pela PDSVA é em torno de 70 dolares, um dos maiores do mundo. A unica maneira de se salvar é implantar uma ditadura de esquerda, mas ele se esqueceu que existe a internet , e está todo mundo vendo o que ele está fazendo.Por que ele não para de exportar petroleo para os EUA, por que????

Anônimo disse...

Aprovação a Lula chega a 64% e bate recorde, diz Datafolha. Pesquisas de aprovação do LULLA e bilhete premiado de loteria: Nunca fui contemplado. Em que curral são feitas tais pesquisas?
Começo a desconfiar que a patifaria é muito maior do que a gente imagina.

Depois dos elogios e da confraternização do Mulla ao prefeito pedófilo de COARI, envolvido até as tampas na CPI da pedofilia, mas chamado respeitosamente de "cumpanhero" pelo dono do planalto, seus leitores esperam que vc detone-o , com aquela verve demolidora que o caracteriza.

Aríete disse...

EXTINÇÃO DA ABIN JÁ!

Depois de ler as notícias abaixo, o nobre deputado Marcelo Itagiba vai querer a extinção da ABIN e a colocação de sal no solo da sede do maldito sucessor do SNI. Leia as notícias abaixo, temos ESTELIONATO, OCULTAÇÃO DE OSSADAS, ESPIONAGEM NOS MOVIMENTOS SOCIAIS ETC TUDO DENTRO DA ABIN.

Notícia completa disponível no site www.correioweb.com.br, de 29/11/2004
MPF investiga chefe regional da ABIN
O recém-nomeado chefe da agência regional da ABIN em Belém - PA, Antonio Cláudio Fernandes Farias, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará. A suspeita é a de envolvimento em irregularidades como servidor público. O agente, no entanto, diz ser inocente.
Tom Farias — como o agente é conhecido no Pará — é funcionário da Presidência da República, tendo feito sua carreira no extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). Em 1993, três anos após a extinção do SNI, ele foi cedido para o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), onde ocupou o cargo de diretor de pessoal por oito anos.
Depois desse período, Tom Farias foi ‘‘devolvido’’ ao serviço secreto. Recentemente, acabou sendo escolhido pelo diretor-geral da Abin, Mauro Marcelo, como chefe da agência regional do serviço secreto em Belém.
É a gestão de Tom Farias à frente da Direção de Pessoal no Cefet de Belém que está sendo alvo de investigação por parte do MPF. A apuração do caso começou em 2002, numa auditoria realizada pela Controladoria Geral da União (CGU).
Na época, a CGU apontou dezenas de irregularidades na gestão do Cefet de Belém e recomendou a instauração de procedimentos administrativos contra os diretores, inclusive Tom Farias. Eram duas as principais suspeitas que pesavam sobre o servidor: adulteração de um documento e envolvimento no desvio de R$ 767 mil referentes a pagamento de estagiários.
Duas semanas atrás, o procurador Ubiratan Cazetta, responsável pelo caso no MPF, resolveu apresentar uma ação de improbidade administrativa contra o chefe do escritório da ABIN em Belém e outras 14 pessoas supostamente envolvidas nos desvios ocorridos no Cefet.


Começaram a aparecer os “alvos” da relevante missão da ABIN. Esta notícia está no www.diariodopara.com.br, de 24/8/2008, pág. A-3:

(...) a ABIN afirmou que não realiza atividades sem respaldo da lei. Se não foge aos limites da lei em relação a suas ações, a ABIN, no entanto, tem desempenhado funções estranhas no atual momento político brasileiro. Tem espionado ações de movimentos sociais, como o de estudantes da Universidade Federal do Pará e o MST, por exemplo. No dia 06 de abril de 2003, a Agência Pará da Abin encaminhou ao Gabinete de Segurança Institucional um relatório de missão que informava que a Pró-Reitoria da Universidade Federal do Pará promoveu a Semana do Calouro, cuja programação tivera início no dia 31 de março e se estendeu até 6 de abril. Pelo relatório, que foi acompanhado de duas fotografias da manifestação, dois panfletos e em informativo tablóide, os agentes da Abin seguiram a "Caminhada pela Paz e Contra a Fome", a passeata coordenada pelos professores da instituição. Diz o relatório: "A passeata contou com a participação aproximada de 1.800 pessoas, a maioria estudantes universitários, professores, voluntários e apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CTBel, Cruz Vermelha, Grupo Yamada, Banco do Brasil, Banco Real, Caixa Econômica e TV Liberal. Foram identificados no meio da passeata integrantes do PSTU conduzindo uma grande faixa: "Viva a resistência do povo iraquiano", com o apoio do deputado federal João Batista (Babá). Outro relatório de inteligência, datado de 19 de abril de 2004, é sobre uma manifestação alusiva ao Massacre de Eldorado dos Carajás, em Belém. O relato fala sobre as reivindicações do MST, sobre o lançamento do livro "A violência no campo", editado pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e termina com a agência Pará da Abin "ressaltando as técnicas de desinformação utilizadas pelas lideranças do MST, que dissimulou (sic) suas ações e investidas, dificultando assim sua movimentação (sic) pelos agentes do governo". "Enquanto a Abin monitora movimentos sociais com material que poderia ser recortado de jornal, a biopirataria corre solta na região", diz um servidor da agência.


Começaram a aparecer os casos de banditismo dentro da ABIN. Esta notícia está no site www.diariodopara.com.br, de 24/8/2008, pág. A-3:

(...) A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) vive um período conturbado na regional Norte. Denúncias de esquemas de fraudes sendo investigadas e velhos esqueletos do armário da época da ditadura militar querendo ver a luz do sol. Entre os problemas, a denúncia de que no escritório da agência em Belém funcionários falsificavam e vendiam documentos falsos como certidões de tempo de serviço para serem apresentadas nos institutos federal, estadual e municipal de seguridade social, como INSS, Ipasep e Ipamb, com a intenção de facilitar deferimentos de processos de aposentadoria. A denúncia foi feita em 2003 ao Ministério Público Federal. O esquema veio à tona depois que a senhora Raimunda de Jesus dos Santos foi até a sede da Abin, em fevereiro de 2002, reclamar que a certidão de tempo de serviço, que teria sido elaborada pelo servidor José Alexandre Lima Sanches, não fora aceita pelo INSS, no processo de aposentadoria do marido dela, João Barbosa dos Santos. Segundo a denúncia, Raimunda de Jesus informou que José Alexandre Lima Sanches atuava em conjunto com alguém chamado Raimundo de Oliveira de Araújo Filho, que se identificava como oficial de justiça. As certidões públicas seriam falsificadas com a utilização dos equipamentos e recursos técnicos da ABIN e vendidas pelo valor médio de apenas R$ 150,00. José Alexandre daria os telefones e o endereço da Abin, na rua Gaspar Vianna, no prédio onde funciona o Ministério da Fazenda, para a entrega dos supostos documentos falsificados aos interessados e recebimento dos pagamentos pelo serviço. No mesmo mês em que as denúncias começaram a vazar, José Alexandre, filho de um ex-funcionário da Abin, foi devolvido ao seu órgão de origem, a Polícia Militar do Pará, onde passou a atuar na Seção de Inteligência da PM, sem que o comando da Polícia Militar tivesse sido informado dos motivos do remanejamento de Sanches. À época, o chefe da Abin no Pará, Gladston Gonçalves Vilela de Andrade, declarou que as supostas irregularidades praticadas por Alexandre Sanches eram "infundadas, inverídicas e improcedentes". A denúncia, no entanto, não teria sido investigada. José Alexandre Sanches deixou o cargo na Abin com menção honrosa da entidade pelos "relevantes serviços prestados" ao órgão. (...) Em seu relato, o policial militar disse que acreditava que "fosse idôneo" o trabalho de Araújo, que costumava usar uma falsa identificação de oficial de justiça. Embora a ABIN tenha arquivado as denúncias, a assessoria do Ministério Público Federal informou que todas as denúncias estão sendo analisadas.

Eu estou apavorado pelo desempenho da ABIN, leia a reportagem abaixo (a íntegra está no www.diariodopara.com.br, de 26/8/2008)
Vereador apresenta denúncia sobre ossadas
BELÉM (PA) - O vereador Paulo Fonteles (PT-PA) levou ao conhecimento dos vereadores da Câmara Municipal de Belém (CMB), na sessão de ontem, as denúncias sobre a possível existência de ossadas de três guerrilheiros do Araguaia descobertas em uma cisterna durante as escavações nas obras de implantação do Projeto Feliz Lusitânia, conforme matéria publicada pelo DIÁRIO DO PARÁ na edição de domingo (24/8/2008).
Fonteles fez questão de destacar a iniciativa do DIÁRIO, “por ter trazido à tona, em sua edição de domingo, matéria sobre a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a sua ação no Estado, assim como a questão das três ossadas encontradas nas obras do Feliz Lusitânia”. Segundo ele, a denúncia, “apresentada de forma corajosa”, reabre uma antiga suspeita.
Fonteles declarou que, no primeiro semestre de 2003, ele chegou a denunciar na CMB que trabalhadores da empresa responsável pela execução das obras haviam encontrado as ossadas, que pertenceriam a guerrilheiros dados como desaparecidos. Porém, um homem que se identificou como funcionário da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) teria retirado as ossadas do local. Naquele ano, o então secretário de Cultura, Paulo Chaves, foi procurado, “mas não recebeu a comissão da Câmara Municipal”.
A denúncia, segundo o parlamentar, foi confirmada pelos operários e pelo Sindicato da Construção Civil à época, fatos que, somados às informações de um ex-capitão das Forças Armadas de que teria visto três presos em uma cela do QG do Exército no período da repressão à guerrilha, torna a história ainda mais real. “Nosso interesse é resgatar a história do Brasil e que a consciência do brasileiro não seja prejudicada por remanescentes da política de repressão”.
Agente da repressão trabalharia na ABIN
De acordo com Paulo Fonteles, existem remanescentes da política de repressão brasileira atuando na ABIN. “Recebi uma denúncia de que existe um agente atuando na ABIN-Seção Pará, que trabalhou na repressão política e tem buscado abafar as questões relacionadas ao Araguaia”, informou.
Esse agente teria trabalhado na Delegacia de Operações e Investigações (DOI) e no Comando de Operações de Defesa Interna (Codi) e sobre ele pesam casos de torturas, crimes e desaparecimentos.
Fonteles observa que a história dos guerrilheiros desaparecidos vem à tona novamente porque o Brasil está sendo pressionado pela Organização das Nações Unidas a abrir os arquivos da época da ditadura militar, por ser signatário de vários acordos internacionais na área de direitos humanos. “Mas os arquivos ainda não foram abertos, diferentemente do que já acontece na Argentina, Chile e Uruguai, que já o fizeram”, disse Fonteles. A recente iniciativa do Ministério da Justiça em defender a abertura desses arquivos como um todo “é uma luta pelo direito à memória e à vida e precisa ser apoiada”, completou.
Fonteles declarou que vai encaminhar as denúncias ao Ministério Público Federal e reafirmou a intenção de convocar o ex-secretário Paulo Chaves e a ABIN para darem explicações sobre o caso. (Diário do Pará, 26/8/2008)