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Por Jorge Serrão
Ainda persiste o temor de que a crise de liquidez internacional seque os recursos destinados para empréstimos e financiamos destinados aos consumidores e às empresas no Brasil. O Banco Central já socorreu emergencialmente pequenas e médias financeiras prestes a quebrar, por erros de investimentos de alto risco em operações no mercado futuro de dólar. Grandes bancos também cometeram o mesmo pecado e enfrentam quedas no valor de suas ações.
O BC autorizou que as financeiras vendessem a bancos maiores suas carteiras de empréstimos a receber (principalmente o consignado, cujo risco de calote é zero). Ontem, a autoridade monetária determinou que os bancos menores que venderam suas carteiras ficarão proibidos de recomprá-las. Apenas poderão, em contrapartida, manter a co-obrigação sobre estas carteiras.
Apesar da flexibilização no depósito compulsório diário no Banco Central, grandes bancos continuam limitando o acesso ao crédito de bancos pequenos e médios. O reflexo será sentido pelo consumidor, com a freada brusca na farra do crédito fácil que hoje garante o pretenso sucesso da política econômica da Era Lula da Silva.
Embora ainda sólidos e protegidos pelo desgoverno, os grandes bancos se desvalorizam. As ações PN de Bradesco e Itaú caíram 5,03% e 7,1%. As ações do Unibanco caíram 10,08%. Até as ações ON do Banco do Brasil recuaram 6,4%. As quedas das ações dos bancos será uma oportunidade para fusões e aquisições no já concentrado mercado financeiro.
A chamada “economia real” já foi atingida pela crise. Dentre as principais moedas, o real é a que tem apresentado maior desvalorização ante o dólar. No período de um mês encerrado ontem, a moeda brasileira perdeu 22,88%. Enquanto isso, o euro teve baixa de 4,8%, e o iene avançou 2,12%. A falta de dinheiro para emprestar afeta a indústria, mas sobretudo o agronegócio. Tanto que, a exemplo do pacotinho para ajudar os bancos menores, o Banco Central estuda mexer nas regras do compulsório (dinheiro que as instituições têm de depositar no BC) para ajudar a agricultura. A idéia é reduzir o compulsório para aumentar os empréstimos ao já endividado setor.
O discurso interno do desgoverno já não convence. A produção da indústria brasileira diminuiu 1,3% em agosto em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Em setembrom o resultado deve ser ainda pior. Enquanto isto, o presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, alega que os problemas são “somente externos”. Segundo ele, “não devemos, psicologicamente, importar a crise”. Mas o resto do time de Lula não colabora com o discurso do comandante do BC. O ministro Guido Mantega (Fazenda) propagandeia que o governo fará “uso criativo” das reservas do país, de US$ 270 bilhões. Uma das idéias em estudo é usar até US$ 10 bilhões para abrir no exterior linhas de financiamento para exportadores.
O BC estuda mudanças no esquema de financiamentos. As operações para aquisição de veículos deve ser as mais afetadas. Os créditos de longo prazo (48 a 72 meses) serão suspensos. A nova regra só vai permitir empréstimos de 36 vezes no máximo, com pelo menos 20% de entrada, para a compra de carros e motos a prazo. As montadoras temem que a diminuição nos prazos de financiamento dificultem as vendas e aumentem os estoques. O medo real é de recessão no médio prazo.
Ontem, o pacote emergencial de US$ 850 bilhões foi aprovado pela Câmara nos EUA e assinado por George W. Bush no mesmo dia. O problema foi que as bolsas fecharam em queda no mundo todo, pondo em dúvida se o tal pacote será suficiente para conter as quebradeiras. O cenário é de recessão. Em Nova York, o Dow Jones fechou em baixa (1,5%); a Bovespa caiu 3,5%. A divulgação de dados negativos sobre a econômica americana reavivou o temor de recessão e ajudou a derrubar os mercados. Em setembro, os EUA registraram o maior corte de empregos dos últimos cinco anos, com 159 mil vagas eliminadas. Foi o nono mês consecutivo de redução de postos de trabalho.
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 04 de Outubro de 2008.
5 comentários:
Vamos fazer um exercício de ficção, lembrando A cidade do Aço:as pessoas boazinhas ralaram pra melhorar de vida e cavaram a terra e encontraram um tesouro. As pessoas más, que governavam e mantinham todos os controles das relações de troca, pegaram o tesouro prá guardar e em troca prometeram, no papel que as pessoas guardavam na bolsa, que no futuro teriam as burras cheias para viver melhor.
E deram o golpe. O papel foi comido pelos cupins. E os governantes do mundo, fizeram a crise para mudar o jogo, ficando com o tesouro e deixando os que o produziram lambendo os beiços.
Quando acabou a II Guerra Mundial, o Brasil tinha um crédito de grande valor com a Inglaterra. Pois Getulio perdoou, para a reconstrução da Europa...
Agora no meio desta guerra, os produtores do Brasil, que mandaram alimentos e matérias primas pra lá, tem créditos. Pois êles vão dizer que não podem pagar, que o Brasil vai ter de se conformar em receber algumas máquinas, algumas quinquilharias... para ajudar o mundo a se reorganizar em novas bases de "crédito". Quem sabe, com o dolar bichado uma nova moeda... Novos blocos de relacionamento comercial. Afastaram-´se do liberalismo e praticaram a socialização e autoritarismo socializante com forte presença do estado. Agora vão culpar o liberalismo economico, vão dizer que é melhor o estado forte (como se já não fosse mais da conta!)e vamos para o mundo orwelliano.
Mas lembrem é só ficção. O Brasil vai muito bem. O povo é que tem costume de reclamar de barriga cheia! Somos livres, ricos, democratas! Amanhã é que seremos obrigados a fingir que elegemos os novos governantes minoritários no pleito eletrônico, moderno, eficiente... o mais rápido do mundo. Tão rápido como uma de galo, que depois bate as asas e sai cantando sem lembrar que galinha usou.
Tô pagando pra ver as mentiras que circularão pela mídia cabrestada até a realização do segundo turno..ah...ah..ah.. trás mais lenha pra jogar na fogueira que o São Lulão já começou..chama o churrasqueiro do planalto pra assar a carne, trais o alambique e a Marta pra relaxar e gozar...
Pois é Serrão. Os bancos estão laçando seus tomadores de crédito com uma proposta, não tanto inusitada, tipo troca-com-troco, sistema muito utilizado pelas revendedoras de carros. O banco "Único" da qual sou cliente, cujas ações foram as mais desvalorizadas, está fazendo este jogo, ou seja: se você deve R$ 5.000,00 para o banco ele te dá através de um novo contrato R$ 10.000,00 para você liquidar sua dívida e ainda ficar com dinheiro no bolso. Não é bacana!! Além de bacana é também um atrativo e tanto, não é mesmo. Em outras palavras o que os bancos estão fazendo atende por ESTELIONATO. CADÊ A TURMA DO PROCOMMMMM QUE SÓ TOMAM ATITUDES QUANDO IMPULCIONADOS PELO BRILHO DOS HOLOFOTES? Então você que é credor de alguma instituição não caia nesta FANTASIA.
Pois é Serrão. Os bancos estão laçando seus tomadores de crédito com uma proposta, não tanto inusitada, tipo troca-com-troco, sistema muito utilizado pelas revendedoras de carros. O banco "Único" da qual sou cliente, cujas ações foram as mais desvalorizadas, está fazendo este jogo, ou seja: se você deve R$ 5.000,00 para o banco ele te dá através de um novo contrato R$ 10.000,00 para você liquidar sua dívida e ainda ficar com dinheiro no bolso. Não é bacana!! Além de bacana é também um atrativo e tanto, não é mesmo. Em outras palavras o que os bancos estão fazendo atende por ESTELIONATO. CADÊ A TURMA DO PROCOMMMMM QUE SÓ TOMAM ATITUDES QUANDO IMPULCIONADOS PELO BRILHO DOS HOLOFOTES? Então você que é credor de alguma instituição não caia nesta FANTASIA.
Pois é Serrão. Os bancos estão laçando seus tomadores de crédito com uma proposta, não tanto inusitada, tipo troca-com-troco, sistema muito utilizado pelas revendedoras de carros. O banco "Único" da qual sou cliente, cujas ações foram as mais desvalorizadas, está fazendo este jogo, ou seja: se você deve R$ 5.000,00 para o banco ele te dá através de um novo contrato R$ 10.000,00 para você liquidar sua dívida e ainda ficar com dinheiro no bolso. Não é bacana!! Além de bacana é também um atrativo e tanto, não é mesmo. Em outras palavras o que os bancos estão fazendo atende por ESTELIONATO. CADÊ A TURMA DO PROCOMMMMM QUE SÓ TOMAM ATITUDES QUANDO IMPULCIONADOS PELO BRILHO DOS HOLOFOTES? Então você que é credor de alguma instituição não caia nesta FANTASIA.
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