segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Assimilação do Unibanco pelo Itaú confirma que bancos brasileiros também foram afetados pela “marola” global

2a Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão


A tal "marolinha" do chefão Lula sobre o tamanho da crise financeira, antes de provocar a quebra de um grande banco brasileiro, gerou uma megafusão que cria o nono maior banco das Américas. O Itaú e o Unibanco, segundo e quarto maiores bancos do País, anunciaram hoje a fusão de suas operações. O Itaú Unibanco Holding surge maior que o Bradesco e o Banco do Brasil. O negócio foi fechado no domingo, e o chefão Lula foi informado na hora.

A fusão do Itaú com o Unibanco desagrada ao Bradesco – que quatro anos atrás tentou comprar o Unibanco. A operação chegou a ser aceita pelas autoridades monetárias. Mas a notícia vazou antes de tudo ser sacramentado, e a fusão não aconteceu. Na operação fechada agora, o Itaú assumiu o controle do Unibanco (em crise por causa de investimentos especulativos – e não pelo que se alegou no mercado, os problemas da parceira AIG seguradora nos EUA).

Os controladores da Itaúsa e do Unibanco informaram hoje constituirão uma holding compartilhada. A presidência do conselho de administração ficará a cargo de Pedro Moreira Salles, atualmente à frente do Unibanco, e o presidente executivo será Roberto Egydio Setúbal, do Itaú.

O novo conglomerado nasce com ativos de R$ 575 bilhões, o maior do hemisfério sul. São 14,5 milhões de contas correntes, o que equivale a 18% do mercado nacional. A carteira de crédito representará 19% do total do mercado e a soma de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%.

A nova Itaú Unibanco Holding terá 107 mil funcionários. Os dois grupos não falam ainda em demissões – o que geraria pânico no mercado. Em número de agências, o grupo 4.500 pontos de vendas. Juntos, os dois bancos atendem cerca de 2 mil empresas, movimentando recursos da ordem de R$ 65 bilhões.

Não será surpresa se o Santander, que pretende expandir suas atividades no País, anunciar a aquisição de outros bancos menores e financeiras. Quem deve fazer movimento idêntico é o Bradesco. Para os bancos sólidos, a crise financeira internacional se transforma em pura wi-ji (crise e oportunidade, na expressão chinesa). Muitos sairão como credores líquidos em meio ao inferno financeiro global.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Novembro de 2008.

2 comentários:

BRAGA disse...

Boa noite Serrão.
Essa tal fusão vai enriquecer mais ainda quem é biliardário.
O Unibanco tem alergia a cliente "povão" na agencia! Bom atendimento só para os "vips".
O Itaú é mais "humanizado"!
Agora só resta esperar a merdança que vai dar, pois os funcionários devem estar com "o c.. na mão".
E nós, clientes "obrigatórios" (contas pagamento, etc) é que vamos "nosfuuu"!
E viva a pátria que nos pariu!
Brasil: um país de alguns "Tio Patinhas" e a maioria de tolos e babacas.
É isso aí!

Gonçalves disse...

Só um detalhe: a crise no Unibanco NÃO SURGIU COM A CRISE GLOBAL E MUITO MENOS COM A MAROLINHA. Acredito que o problema do Único já dure uns 2 anos ou mais.