domingo, 30 de novembro de 2008

Educação Capimunista para todos? Ou para tolos?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos.

Por Jorge Serrão

É um desperdício e não há necessidade de todos os estudantes cursarem uma faculdade. Temos faculdades que oferecem cursos fracos, aumentam as notas e fingem que os seus alunos fazem atividades de nível universitário, quando, de fato, não estão. Neste modelo, o diploma representa o reconhecimento de uma grande fraude.

Pelo menos 80% dos jovens estão abaixo da média de conhecimentos básicos ou da capacidade de aprender, sem condições de conviver com o rigor do ensino universitário – que deveria refletir sobre questões intelectualmente complexas. Portanto, universidade não é para todos – conforme prega o movimento internacional.

Tal raciocínio sobre a Educação não foi emitido para retratar a realidade brasileira – onde somos obrigados a aturar um ensino “superior” de qualidade bem inferior ao definido no próprio termo. Os pensamentos são do cientista político norte-americano Charles Murray, em recente entrevista ao jornal Valor Econômico.

O pesquisador é autor do polêmico livro “The Bell Curve – Intelligence and Class Structure in American Life” (A Curva do Sino) e do recém lançado “Real Education: Four Simple Truths for Bringing America`s Schools Back to Reality” (Educação real: Quatro Verdades Simples para Trazer as Escolas Americanas de Volta à Realidade).

Chares Murray prega uma mudança de objetivo dos jovens. Considera preciso acabar com o mito de que a carreira universitária é tudo. Não se pode mais tratar o diploma como mero símbolo de status. Murray explica que o objetivo da juventude é atingir a maturidade, tendo descoberto algo que gosta de fazer e considera satisfatório. Em resumo, o pesquisador do American Enterprise Institute, em Washington, se preocupa com a baixa qualificação da formação dos jovens – o que compromete o futuro de qualquer nação.

O ilustre professor norte-americano talvez nem saiba que suas palavras refletem perfeitamente o modelo do ensino brasileiro em vigor. O Ministério da Educação dá muito mais ênfase, de fato, a um ensino universitário sem a menor qualidade. As políticas públicas – principalmente de crédito e bolsas de estudo – forçam a barra para que qualquer um curse uma “universidade” (que, por aqui, mais se parece um armazém de secos e molhados da educação).

O MEC só prioriza o ensino básico e fundamental na retórica. Não é à toa que o Brasil despenca (quatro posições) no ranking de monitoramento das metas de educação da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Um país que queira se desenvolver não pode ocupar o 80º lu­gar, entre 129 países.

O relatório "Educação para Todos em 2015: Alcançaremos a meta?", divulgado quinta-feira passada, em Santiago do Chile, denuncia que o Brasil tem a segunda maior taxa de repetência latino-americana: 18,7% na escola primária. Curiosamente, os “analfabetos funcionais” que a escola brasileira (de)forma são aqueles que, no futuro, são incentivados a “fazer faculdade”, sem ter a mínima condição para isso.

O Brasil fica longe de cumprir as metas da Unesco, que são expandir e melhorar a educação infantil; fazer com que todas as crianças tenham acesso ao ensino público até 2015; zelar pelo acesso igualitário dos jovens e adultos a programas de aprendizagem; aumentar os níveis de alfabetização de adultos em 50%; diminuir as desigualdades educacionais entre os sexos; e melhorar a qualidade da educação.

A situação se agrava ainda mais quando se constata que o processo educacional fabricante de ignorantes (incapazes de ler, escrever e pensar) sofre influências de dirigismo ideológico. As próprias metas da Unesco são uma disfarçada campanha de “coletivismo educacional”. O objetivo final é produzir bandos de ignorantes ou incapazes intelectuais, em nível superior. E tudo com direito à diploma!

O modelo capimunista (que reúne o melhor do capitalismo selvagem com o pior autoritarismo do comunismo-socialismo) consagra o Estado como o definidor e promotor dos destinos da Educação. Nas sociedades subdesenvolvidas, tal modelo funciona direitinho para detonar com a educação. Nas mais desenvolvidas, a sociedade ainda tenta reagir contra a destruição educacional. Cabe à sociedade – e não ao Estado – cuidar da Educação. Onde o Estado toma conta, conforme reza a cartilha capimunista, prevalece o caos.

No Brasil, a situação tende a piorar, porque a nossa sociedade não consegue enxergar a importância estratégica da Educação em seu sentido amplo. Por aqui prevalece a visão equivocada de “acesso universal ao ensino” (inclusive o superior), sem questionar a qualidade de tal ensino.

Assim, a escola (pública ou particular, ambas caríssimas) não forma pessoas capazes de pensar a realidade com conceitos, métodos e mecanismos corretos, a fim de promover mudanças para melhor, em prol do Bem Comum (que nada tem a ver com o “coletivismo” capimunista).

Agora, os ideólogos do desgoverno ainda incitam um movimento, em algumas universidades particulares, para tirar a independência do professor. Está em gestação o assassinato do princípio universitário – cuja base sagrada é a “cátedra”. Os ideólogos capimunistas formam uma parceria com empresários neolibertinos do ensino para limitar o professor ao papel de “operário” padrão da Educação.

Tal fenômeno já é cristalizado no ensino básico e fundamental, nos quais o professor é refém do poder e das regras do Estado – o controlador do caos educacional. O mais grave é que poucos professores percebem tal processo capimunista de destruição da Educação. Muitos acomodados são incapazes de enxergar analiticamente a realidade – da mesma forma como ocorre com seus alunos.

Meu apicultor de plantão e um baita profissional filósofo amador, Arlindo Montenegro, aponta um caminho alternativo a este caos. Ele pergunta: Educar para quê? Melhor dizendo, qual é o objetivo da educação? Se é o Estado quem define, vai construir somente os robôs para o serviço de manutenção do poder, tal como está!

Arlindo recomenda: Uma questão básica, um ponto de partida será a concepção do universo adotada pelo sistema educacional. Aí entram em choque as variedades religiosas e filosóficas. A "cátedra", os "mestres", têm a palavra. O que importa mesmo é que a idéia de coisas finitas sejam subordinadas ao Infinito Universal e que a idéia de ignorância infinita possa guiar a busca continuada das verdades universais.

Hoje, parece que a escola lida com textos prontos, acabados ensinando a lidar com universos circunscritos à vontade do estado.So poderemos ter uma educação em que cada grupo reconheça as melhores mentes quando o estado estiver voltado para o bem comum. É a missão para várias gerações de homens probos. Inda existem? Temos de encontrá-los e botar para trabalhar.

Os segmentos esclarecidos da sociedade precisam despertar e reagir contra o coletivismo que sufoca o meio educacional. Se isso não ocorrer depressa, assistiremos ao primado completo do modelo capimunista (financiado pelos socialistas fabianos e seus capitalistas sem escrúpulos).

O espectro do Capimunismo assombra o mundo global (em crise). Quem se dispõe a espantá-lo do nosso planeta? Responda e aja depressa, antes que você seja transformado no principal personagem do filme de terror do globalitarismo.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2008.

12 comentários:

Anônimo disse...

Educar para quê? Melhor dizendo, qual é o objetivo da educação? Se é o estado quem define, vai construir somente os robôs para o serviço de manutenção do poder, tal como está!
Uma questão básica, um ponto de partida será a concepção do universo adotada pelo sistema educacional. Aí entram em choque as variedades religiosas e filosóficas.
A "cátedra", os "mestres", têm a palavra. O que importa mesmo é que a idéia de coisas finitas sejam subordinadas ao Infinito Universal e que a idéia de ignorância infinita possa guiar a busca continuada das verdades universais.
Hoje, parece que a escola lida com textos prontos, acabados ensinando a lidar com universos circunscritos à vontade do estado.
So poderemos ter uma educação em que cada grupo reconheça as melhores mentes quando o estado estiver voltado para o bem comum. É a missão para várias gerações de homens probos. Inda existem?

Anônimo disse...

Sempre ficou claro nesse "GOVERNO" que o que interessa é a quantidade e não a qualidade, porque a quantidade burra e iludida pela falsa sensação da felicidade de estar numa faculdade sem ter a mínima condição é que da voto, o sistema de cotas é uma arma maléfica que acaba com a qualidades de algumas boas faculdades que ainda nos resta. Hoje conseguir um certificado de especialização, mestrado ou mesmo doutorado, é mais fácil do que tirar adolescente da cadeia, o desvio de objetivo e de dinheiro na educação é gritante e a propaganda enganosa na midia sufoca isso, só mostra o que interessa a esses malfeitores que estão no poder, me parece que a evolução biolóliga da espécie não chegou ao nosso povo e ao mesmo tempo fico pensando que como países como Itália, Espanha e inglaterra ainda acreditam e veneram gente como Papas, Reis, Rainhas, Princípes e outros pasasitas mais. É a roubalheira junto com o ignorantismo, essa crise mundial não surgiu do nada, porque quando voce não trata das causas vai ter que cedo ou tarde enfrentar as consequencias, e nosso país esta caminhando para que meias dúzia mande e o resto fique relinchando, comendo capim e dando coice. Isso tudo é muito triste, porque estamos destruindo ou entregando nosso país que é um paraíso, falando do país sem seus habitantes que não estamos sabendo aproveitar tudo que a natureza nos presenteou.

É isso mesmo, lugar de otário é fim de fila e chapéu de trouxa é marreta.

léo disse...

Pois é, Jorge. Tenho um amigo que, diante da minha indignação com o ensino e educação no Brasil, afirma que não corremos nenhuma ameaça de nos tornarmos um país do primeiro mundo. Ainda que tenhamos uma economia que possa atingir um desenvolvimento considerável, faltará aquela substância que difere a barbárie da civilização. Ficaremos alojados nesse meio termo, em meio a violência e a ignorância. A nossa elite, tão vilipendiada pela esquerda não passa de erva rasteira.É absolutamente injusta a qualidade que lhe atribue. São pouquíssimas as biografias de que temos orgulho lu admiração. E o nosso ensino caminha para perpetuar essa situação. Mas nossas escolas formarão cada vez mais o que a esquerda chama de cidadão. Escreveremos errado, pouco saberemos de matemática, física e química, mas saberemos tudo sobre plenária, questão de ordem e, principalmente, direitos. E os deveres? Ah! Isso é lá com o Estado.

léo

Anônimo disse...

Tudo que vai contra a natureza é ruim.
E eles em tudo que fazem invertem tudo.
Pegaram umas funções pra realizar,
entrgaram o galinheiro à raposa,
a chave do cofre pra o ladrão,e na escola o aluno que nunca na escola pisou manda agora na professora e diz o que ela tem de ensinar...
E este é o moleque mais perigoso da turma.
Não sabem nada do que estão fazendo...
Desgovernam...
desmancham...

Esperança disse...

Serrão
Eu postei diversos artigos seus no site www.politicus.org.br

Anônimo disse...

Nos idos de 1973, o profesor entra na sala de aula e nos diz o seguinte: Como é de conhecimento de todos, também leciono na Faculdade "Tal", e nesta semana tive uma vontade imensa de parar com tudo isto e voltar ao meu consultório e tocar minha vida; é inconcebível que um universitário do curso de medicina, escrever em uma prova a palavra: "SÉQUISSO"; (sexo para pessoas normais).
Após 35 anos, a situação ao invés de melhorar, parece ter piorado muito; mas também com um Presidente que faz apologia de não ter "estudo" e ser eleito, o que se pode esperar?
E o PÃO E CIRCO CONTINUA!!!!

Anônimo disse...

Jorge Serrão

estou sem condições em fazer comentários polidos ,

deixo o link:


http://www.vtv.gob.ve/videos-destacadas-en-video/11926

BRAGA disse...

Pobre país o nosso. Permanecer 308 anos nas trevas do analfabetismo total. Em 1808 D. João deu uma pequena "abertura" para "enrolar o povão. Com a abolição feita por decreto, os "escravos foram jogados no "mundo" imundo. Deu no que deu!
Os primeiros negros que vieram que vieram para o Brasil como escravos, não eram "burros". Tinham noção de organização política, religiosa, etc.
Hoje, esse desgoverno de fdp´s, usa os não brancos como "bucha de canhão" e, deseja criar "um clima".
No Brasil, existe um povo; ninguém é "puro", racialmente falando.
Criar "cotas" como o desgoverno deseja é muita sacanagem contra os cotistas. Será que o desgoverno também oferecerá condições dignas ao cotista, como alimentação, livros e, tempo para estudar? Senão...!
O ponto de partida para mudarmos é um ensino público de qualidade, sem interferências espúrias de políticos e adjacentes sem moral, aberto a todos os cidadãos (nossas crianças). Certamente os melhores aparecerão, independente de cor, sexo, etc.
Senão formarmos uma geração que tenha melhor capacidade do que nós, falhamos e foi tudo "pro brejo"

Lia disse...

Muito interessante o artigo.
Concordo totalmente com a tese de que faculdade não é para todos...
A bem da verdade,nem ensino médio é...
Mas agora inventaram a tal da inclusão, que enfia na escola todo tipo de bagaça, sem seleção, sem exame de admissão.Nas poucas escolas onde há seleção, como Cefets, a coisa vai bem, obrigada.

Já nas outras...As ditas fundamentais não conseguem ensinar nem o fundamental.Por quê?
Porque é preciso nivelar por baixo e evitar a evasão ou repetência a todo custo.Há, até mesmo, alunos com déficits cognitivos graves, além das demais deficiências que podem ou não trazer dificuldades de acompanhamento da turma.
Acabaram com as salas especiais, acabaram com as escolas especializadas,até as Apaes querem se livrar dos 'especiais', mandando tudo para as escolas normais e os professores que se virem...

Professor, em que pese, sim, a ideologização e a falta de preparo de muitos,virou saco de pancadas de tudo que não dá certo,né não?

Tudo é culpa da escola.Misturam escolaridade com "educação" e, assim,montam um kit completo de judas prête-à-porter pra ser espancado à vontade...

Por que os alunos mais inteligentes,talentosos,além de abonados financeiramente, não vão pra carreira de Magistério,salvo se for universitário???Perguntem diretamente a eles!Os que me deram retorno responderam que por nada no mundo seriam professores porque VIAM E ouviam o que iriam passar, sem falar do baita salário.
Não dizem por aí que professor ganha bem,no Brasil, se comparado ao PIB daqui e dalhures?
Se não ganha mal,por que então faltam 250 millllll professores?
por que não atrai a 'elite'?

Já que o comentário não vai ser publicado mesmo,vou deixar os entretantos e entrar nos finalmentes.
A Veja dessa semana traz mais um artigo do Gustavo Ioschpe metendo o pau nas matérias que saíram sobre violência nas escolas,puxada pelo caso do colégio detonado em Sampa, pelos alunos "estudiosos,interessados,e cilivizados" que, em outros tempos, se sentiriam privilegiados e honrados em estudar numa escola pública bem localizada,num prédio histórico,lindo, recém-restaurado.

Muito bem.No artigo, ele argumenta, entre outras coisas, que a escola é que é violenta com o aluno,porque é chata, desinteressante,os professores violentam os alunos com uma escola maçante etc. e tal.
Mas uma vez usa dados que só ele entende,sempre de fora,pra desmontar as estatísticas sobre violência escolar.
Não faz muito tempo, em seu blog,postou uma foto de uma escola com uma viatura da polícia de SP parada bem na frente,pra provar que a tal violência tão decantada por professores, sindicatos etc., era tudo mentira.
Pra ele tudo é mentira.Pra ele professor ganha bem em termos de Brasil e nem pode se queixar de condições adversas de trabalho.
Ele também já fez posts defendendo que é melhor mais alunos fazendo faculdades ruins do que não fazendo nenhuma,nem que seja na Unisquina...

Alguém da área de Psiquiatria deveria estudar o caso desse rapaz,Gustavo.
Só pode ter sofrido algum tipo de trauma na escola,com um ou mais professores,foi chamado de lerdo, burro, pego colando, sei lá, alguma coisa aconteceu pra justificar e explicar que uma rapaz tão jovem, milionário,bonito,dedique tanta energia e toda a sua vida a falar mal de professores — e só de professores.

Não, não é o único,claro.
Virou moda, politicamente correto,ou algo nese sentido,malhar escolas e professores.Gente que dá entrevistas para grandes revistas e jornais,gente que fez parte de governos anteriores e, sem nem ficar vermelho/a de vergonha,na cara dura,questionam o estado miserável a que chegamos nas escolas.Mas não foram governo( e ainda são, só mudaram do federal pro estadual...)?Por que não fizeram o que deveriam ter feito?Melhor, por que não deixaram de fazer muita coisa que fizeram de errado?Não foram os ideólogos do "toda criança na escola"?Entulha lá todo mundo, vira crechão depois vamos ver?Não é assim ainda pois sabemos que é tudo continuação?

O final do artigo do GI,só pra ficar no mais recente,é a cara da esquerda; da turma que acha sempre o aluno coitadinho e monstros só os professores.
Tirando umas que outras querelas sobre salários,entre ele e os sindicalistas[e aí ficam em times opostos],o lero dele sobre a escola padrão playground,cidadã,com aulas "atrativas"(!!),bate todinho com a turma paulofreireana...].São mais iguais do ele pensa e diz.
Bem, já se declarou de esquerda uma vez.O que um sujeito assim faz na Veja é estranho.Vai de encontro ao outro que escreveu vários posts sobre educação sexual nas ecolas,defendendo mais aulas conceituais do que práticas,inclusive sobre o número 'pi".Né não??
Um quer uma ecola mais séria,como deve ser mesmo,como será o trabalho lá adiante.O outro gosta de escola tipo circo,só festa,depois carimba a testa numa ProUne e tudo bem.

Fico com o estudioso americano.Nem todos nascem para a vida acadêmica.Não precisamos só de mestres e doutores.Tamém babás, varredores de rua,pedreiros bons, motoristas diversos etc.

Até os anos 60, quem saía do antigo primário, sabia mais do que muitos secundaristas de hoje em dia.Não esqueciam o "pouco' que aprendiam,sem computador, sem 3D, sem livros caros e coloridos.Só o primário era obrigatório,muitos começavam cedo no mundo do trabalho.Tínhamos menos vagabundos de livrinho embaixo do braço, menos bandidos soltos.


LIa

Anônimo disse...

LIA! viva! Concordo totalmente com vc. E se atua no magistério, como poucas pessoas que conheço, deve sentir na pele as amarras da ideologia nefanda nas escolas e deve andar pisando em ovos para incutir algo diferente nas crianças. A violência foi implantada e toda a sociedade se ressente. A escola é o alvo preferido dos que querem a ditadura totalitária.

lux(mãe de 2) disse...

Minha filha me relatou um fato incrível na sala de aula.
Disse que o professor de História andava meio deprimido, chateado e ela notou e outros alunos também, porque o cara era muito alegre, vivo e sempre de bem com a vida.
Foram perguntar para ele o que estava acontecendo e ele disse que estava desanimado, porque até essa escola tinha se dobrado ao poder da "burrice".
Uma mãe foi se queixar do professor, porque seu filho não estava conseguindo acompanhar os outros alunos e pediu à coordenadora para que o professor desse respostas "mastigadas", para que o aluno conseguisse acompanhar os outros.
Parece que conseguiu o que queria, porque a grana falou mais alto, a mãe ameaçou tirar o aluno do colégio.
Mas o professor está indo embora, porque não quer contrariar o "sistema de ensino" daquela escola.
Uma pena e eu estarei indo marcar hora com o diretor para saber dessa história idiota.

Rodrigo De Giuli disse...

Serrão,
O primado do mercado assolará a educação, como já fazem os shoppings de ensino, pelo qual a "quantidade" tem supremacia sobre a "qualidade". E o que não falta aí fora são estas uni-shoppings...
Um abraço "anti-bilderbergueano"