terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lula em polvorosa: Marcos Valério negocia delação premiada para falar tudo que sabe sobre o Mensalão

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão


Investindo em sua sabedoria (sabe muito), para se livrar da cadeia mais depressa, o homem acusado de ser o grande operador financeiro do Mensalão ameaça soltar o verbo. A defesa de Marcos Valério Fernandes de Souza negocia um pedido de delação premiada em troca de revelações sobre o escândalo que só não derrubou o chefão Lula da Silva pelo “milagre” de o Brasil ser o País da impunidade.

As possíveis revelações de Marcos Valério são uma terceira ameaça para tirar o sono do chefão Lula da Silva e sua cúpula de poder, além do risco de revelação de novas informações sobre o assassinato do prefeito petista Celso Daniel e a divulgação, súbita, de um dossiê bombástico produzido por aliados do banqueiro Daniel Valente Dantas – conforme o Alerta Total antecipou ontem.

O caso do Mensalão vai dar em nada. O tempo joga a favor da impunidade dos mensaleiros. Se houver alguma condenação, só acontecerá daqui a muitos anos. A previsão do ministro Joaquim Barbosa de julgar os 39 acusados no distante ano de 2011 deve sofrer um novo adiamento. O tempo é o senhor da impunidade.

Em dezembro começam a ser ouvidas 641 testemunhas de defesa dos réus. Tudo indica que o Supremo Tribunal Federal levará, pelo menos, seis anos para terminar tal missão jurídica quase impossível. Desde julho, já foram ouvidas, em ritmo muito lento, 41 testemunhas de acusação.

Veja também as Rapidinhas Políticas e as Rapidinhas Econômicas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Novembro de 2008.

14 comentários:

Anônimo disse...

Saudações Serrão.

Este caso do Celso Daniel é pano para toda a vida.
Esqueleto “mal” escondido no armário das incógnitas, volta e meia voltará ao noticiário político e criminal nacional (e às vezes até internacional).
Os acusadores (principalmente os familiares) já se retiraram, tentam preservar a vida...E os espaços ocupados por estes familiares, hoje, são tomados pelos midiáticos.
Como diz o ditado: “aquilo que não tem solução, solucionado está”.
É o que ocorre neste caso brutal, Serrão.
Os algozes, mais uma vez levaram a melhor.
Estão a sorrir com as suas barbas grisalhas e bigodes pintadas para todo o Brasil ver.
Então, a melhor defesa no Brasil, diferente do xadrez (jogo), não é o ataque e sim a fuga.
Porque esse pessoal, apesar do discurso às vezes manso e enganador, matam e mandam matar qualquer um que esteja ou seja um estorvo para os seus objetivos.
Triste fim para um Celso Daniel que “parecia” não comungar com toda essa sujeira.
Se vão os bons e ficam os dejetos.

Anônimo disse...

Marcos Valério, Protógenes, Daniel Dantas, Duda Mendonça, Silvinho e os arapongas, sabem tudo aquilo que o Brasil precisa saber, o que esta faltando para desembuchar.

Anônimo disse...

No Brasil o crime compensa, bandidos dão até outógrafos como ser-heróis.

Ney S. Monteiro disse...

Perdoe-me por discordar da afirmação de que "só não derrubou o chefão Lula da Silva pelo “milagre” de o Brasil ser o País da impunidade."

O que evitou sua derrubada foi a INCOMPETÊNCIA da oposição.

ALBERTO FIGUEIREDO disse...

Pelo amor de Deus, será que não aparece um homem nesse país que dê fim a esta safadeza?

Kozel® disse...

Serrão os bildbergers acharam que não é interessante tirar mulla do poder.Só isso,o incomPTente partido nao conseguiria tal façanha com sua hordes de notáveis(ex terroristas fracassados e de moral duvidossa)
Abraço

Anônimo disse...

Será que alguma coisa tira mesmo o sono do lulla? Tenho minhas dúvidas sobre isso.
Esses que sabem de "tudo" não tem a decência necessária para contar a verdade.
Roberto Jefferson merece, apesar de tudo, uma estátua em praça pública, mesmo que abrir a boca para ele tenha significado salvar a própria pele. A bomba ia, na ocasião, estourar no colo dele. Então, antes que isso acontecesse ele falou...
Não creio que esse seja o caso de Daniel Dantas e Marcos Valério.
Mas, como ainda acredito em Deus, ainda acredito que eles possam desembuchar tudo, ou parte, do que sabem.

Anônimo disse...

Nada incomoda nenhum político da base aliada. mesmo da oposição que seja vinculado ao mensalão etc. Bob Jefferson está tranqüilo porque sabe muito e tem provas - eu não ficaria. Marcos Valério não vai entregar ninguém. Vai segurar uma caninha tranquila. E só. Mas a história do celso Daniel é contraditória. Por que tantas mortes? Por que soltar um preso para matá-lo - facilmente - depois?
Até o garçom dançou. Se ele, Celso, fosse contra a maracutaia, bastaria afastá-lo. Ele estava com algo que não lhe pertencia, daí as torturas... Mas e o Toninho do PT? Também se apossou do que não lhe pertencia? Afinal tudo tinha que passar na mão do Zé... Bob Jef escapou por sorte... Será que ele um dia revela algo? Duvido... Um dia o Brasil sairá dessas? Só quando nascer outro Castelo Branco, Mourão Filho e a guerra fria voltar. E Bush se reeleger...
Não há oposição. O MST deita e rola acima das leis. O Brasil está à deriva; há 25 anos.

Cristiano disse...

Polvoroso está esse blog, huahuahua!

Este é o Alerta Total original. BOMBA, SHKABUM!!!! NELES, hehehehe!

Anônimo disse...

Xiiii....já vi esse filme antes: um tesoureiro de campanha que guarda muitos segredos e ...acaba morto com a namorada.

Anônimo disse...

E o pessoal dum tal MST nao sei das quantas, financiado com dinheiro público, que invadiu o congreso, depredou, feriu funcionários, vai ficar or isso mesmo? Será que continuam recebendo mais grana do povo para fazerem baderna? Eu quero saber..

Anônimo disse...

Nome de cachaça causa protesto no Paraná 17/11/2008

Por Redação



A empresa Magic Center conseguiu arrumar um pequeno atrito com o movimento gay paranaense por vender uma cachaça com o rótulo “Cura Veado”. Os militantes entendem que esse nome passa uma idéia de que a homossexualidade é uma doença e pode ser curada, além de ter virado motivo de piada.

“Cura Veado” é daquelas cachaças populares de nomes inusitados como “Pau de Tenente”, “Chupa Cabra” e “Quebra Chifre”.

Nesta segunda-feira, 17, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT ) já enviou um ofício à empresa pedindo que ela “se dignifique a retirar o referido rótulo do produto, considerando-se que o mesmo contribui para o preconceito e a discriminação, pois transmite uma idéia errônea da realidade homossexual, além de fazer deste cidadão objeto de riso”.

---Será que cura mesmo, ou o efeito é ao contrário?!

--Você conhece algum cachaceiro que precisa dessa cachaça?

Anônimo disse...

billybrother (billybrother@gmail.com)
Besteira... Eu, por exemplo, adoro tomar a caninha carioca chamada "Na Bunda". Meus amigos héteros também tomam "Na Bunda" sem reclamar, aliás, adoram!

Anônimo disse...

19/11/2008 -


Federal já planeja reforçar contingente



Foto: Operação Upatakon 3

Operação Upatakon vai aumentar efetivo da Polícia Federal e Força Nacional de Segurança


ANDREZZA TRAJANO

A possibilidade do retorno do julgamento da ação que contesta a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol de forma contínua, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima semana, já movimenta entidades envolvidas no processo.

A previsão dada a princípio pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, era de que a questão voltaria à pauta apenas no mês de dezembro. Mas a Assessoria de Imprensa do ministro Carlos Alberto Menezes Direito já liberou o processo para julgamento e a questão deve entrar em pauta às 9 horas da próxima quarta-feira, 26. Em agosto, o ministro, que foi o primeiro a votar depois do relator, por ser o mais novo na Corte, pediu vista para estudar melhor o tema.

Em entrevista à Folha, o coordenador executivo da Operação Upatakon 3, delegado de Polícia Federal Nelson Kneip, disse que a entidade não foi notificada oficialmente sobre o retorno do julgamento.

Mas adiantou que, caso ocorra como está sendo divulgado pela mídia, será ampliado o efetivo de policiais federais e soldados da Força Nacional de Segurança na região. Também será executado o planejamento que inclui, além de outras ações, a ocupação de instalações bem como a manutenção da paz na região. “A Polícia Federal está preparada para agir em todas as situações, caso seja necessário”, frisou Kneip.

FUNAI – A equipe de reportagem tentou ouvir o administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Gonçalo Teixeira, por telefone. Foram feitas diversas chamadas para o telefone celular dele e para o da sede da Funai, mas ambos os telefones chamavam e ninguém atendia.

CIR está confiante que ministros do Supremo mantenham decreto

O coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Souza, disse que está buscando informações junto ao Supremo Tribunal Federal, com representantes da entidade que estão há dias em Brasília. Entretanto, a retomada do julgamento ainda não foi confirmada.

Ele disse que os integrantes do CIR estão confiantes que o resultado será mantido conforme o decreto homologatório. “Temos certeza que a Corte irá decidir pela permanência da cultura das cinco etnias que habitam a região”, disse Dionito, referindo-se aos indígenas Macuxi, Taurepang, Patamona, Wapixana, Ingarikó que lá vivem.



Sodiur começa a se mobilizar

A liderança indígena Sílvio da Silva, presidente da Sociedade em Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur), que defende a demarcação da área em ilhas, disse que recebeu a notícia do julgamento no Supremo com ressalvas.

“Estamos preocupados, pois não temos apoio de ninguém para ir até Brasília realizar nossos protestos. Mas não ficaremos de braços cruzados. Pediremos ajuda ao Governo do Estado para que tenhamos a oportunidade de expor nossa opinião sobre o assunto”, disse Silva.

O líder indígena não quis adiantar à Folha qual será a programação da entidade para os protestos no Estado. Limitou-se apenas a informar que, caso a demarcação seja mantida de forma contínua, todos os não-índios terão que sair da reserva, inclusive “os padres e missionários católicos que catequizam os indígenas do CIR”. “Não ficará ninguém”, advertiu Sílvio da Silva.

Rizicultor diz que reserva nunca foi terra indígena

O rizicultor e prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero (DEM), afirmou que está mobilizando seu setor jurídico para tentar provar aos ministros do STF que “a região onde estão localizadas as lavouras de arroz nunca foi área indígena”. “A região não foi, não é nem nunca será indígena”, disse o arrozeiro.

Ele afirmou que não planeja nenhuma mobilização caso o julgamento entre na pauta da Corte, na próxima semana. Em agosto, Quartiero assistiu ao julgamento no Plenário do STF, em Brasília.

“O que está sendo julgado é uma ação do Governo do Estado quanto à legalidade da demarcação, distinto das nossas demandas, que são inerentes ao patrimônio dos rizicultores”, argumentou Quartiero.

Ele ainda fez uma série de críticas ao fato de o governador Anchieta Júnior (PSDB) ter ido a Brasília pedir aos ministros celeridade no julgamento. “O governador está nos prejudicando. Foi uma atitude desastrosa”, criticou o rizicultor.

Julgamento de ação deverá se estender por todo o dia

A expectativa é que a sessão que decidirá se a demarcação em área contínua da Raposa Serra do Sol é legal, tome o dia todo até que o plenário conclua a análise da ação. Ainda assim, existe a possibilidade de o julgamento ser interrompido mais uma vez, caso outro ministro peça vista do processo.

A questão deve definir a manutenção ou não em área única de 1,7 milhão de hectares, ocupada por 19 mil índios de cinco etnias diferentes e mais de 200 famílias de não-índios.

De um lado, um grupo de índios ligados ao CIR (Conselho Indígena de Roraima) defende que a portaria assinada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) em 2005 seja mantida e, do outro lado, produtores e índios ligados à Sodiur (Sociedade em Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima) querem que a área seja demarcada em ilhas, mantendo as sedes dos municípios e as plantações, principalmente de arroz, existentes na região.

AÇÃO - No dia 27 de agosto, quando da primeira sessão do julgamento da ação, em que os senadores Augusto Botelho (PT) e Mozarildo Cavalcanti (PTB) questionam a demarcação das terras, apenas o relator do processo, o ministro Carlos Ayres Britto, se pronunciou sobre a matéria, votando pela manutenção integral da portaria do Ministério da Justiça, que definiu a demarcação da área indígena de forma contínua e pela improcedência das alegações.

Ele argumentou que apenas a demarcação contínua atenderia plenamente ao mandamento constitucional de reconhecer aos índios seus costumes, organização social e direitos sobre as terras.

ENCONTRO – No início do mês, o presidente do STF, Gilmar Mendes, recebeu o governador José de Anchieta Júnior (PSDB) em Brasília, para tratar da retomada do julgamento e se disse preocupado com um possível “clima de confronto” entre indígenas, rizicultores e pequenos agricultores na região, e pediu urgência no retorno do tema à pauta.


fonte: folhabv.com.br
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