quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Rapidinhas Econômicas

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Fuga do dinheiro

Fugiram do Brasil, em meio à crise financeira, nada menos que US$ 36 bilhões de dólares.

Em circulação, de verdade, no mercado, estima-se que só haja US$ 1 bilhão diários – o que não significa nada.

O problema de liquidez é maior que o desgoverno tenta passar – o que comprova que a marolinha virou uma onda gigante mais rápido do que se esperava.

Sorvete derretendo...

Uma grande transnacional fabricante de pneus se vê na iminência de pedir concordata no Brasil.

Uma famosa loja de varejo, que faz a alegria do mercado publicitário, também anda com problemas sérios, e o banco que a controla anda nada satisfeito com seu desempenho.

São sinais de que a “marolinha” já derrete o sorvete de muita empresa que se achava intocável.

Assédio midiático

Um poderoso grupo de comunicação do Nordeste, que é parceiro da Rede Globo, anda incomodado com o assédio de pretendentes.

O grupo é pressionado a vender parte de sua participação na emissora de tevê para fundos de investimento.

O risco é que tais fundos funcionem como laranjas de grupos estrangeiros que desejam adquirir, comendo pela beirada, o controle da Globo e suas afiliadas.

Comprando tudo

O Banco do Brasil gastará R$ 14 bilhões na compra da Nossa Caixa e de quase metade do capital do Banco Votorantim.

O BB também vai incorporar, em 28 de novembro, o Banco do Estado do Piauí, avaliado em R$ 81,7 milhões.

Os negócios estão em fase final de “acertos”.

Bons negócios

No caso da Nossa Caixa, não há mais divergências sobre o preço.

Entre a participação do governo paulista e ações de minoritários, o BB pagará R$ 7 bilhões.

O governo de São Paulo, que detém 71,25% do capital, receberá R$ 5 bilhões.

Injeção

O BB ainda gastará R$ 7 bilhões com o Votorantim, incluindo injeção de capital.

Um dos detalhes ainda pendentes é o acordo de acionistas.

O Votorantim concordou com a estrutura de controle compartilhado, embora o BB seja minoritário.

Banqueiros nervosos

A Câmara adiou para hoje a votação da medida provisória (MP) 443, que autoriza a aquisição de instituições financeiras pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Essa é a segunda medida provisória anunciada pelo Executivo para enfrentar a crise financeira global.

A oposição está insatisfeita com o texto apresentado pelo relator João Paulo Cunha (PT-SP).

Polêmica

Um dos pontos polêmicos do novo texto da medida provisória é o artigo que autoriza a União a conceder crédito de 3 bilhões de reais ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fim de criar linhas de crédito para capital de giro de empresas contratadas para a execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A oposição também não concordou com a data de validade para a MP estabelecida por Cunha.

O deputado petista determinou que as regras valerão até o fim de 2011 e poderão, se o próximo presidente da República quiser, ser prorrogadas por mais dois anos.

Caixa...

A oposição aceitou permitir que a Caixa participe de empreendimentos imobiliários específicos, mas quer impedir que o banco adquira construtoras.

"Se eu tirar esse artigo, eu tiro a espinha dorsal da medida provisória", disse o relator a jornalistas. "Eu não vou retirar".

Depois, tudo bem...

No Senado, o relator da MP 442, Francisco Dornelles (PP-RJ), informou que não alterará o mérito da proposta aprovada pela Câmara.

Essa medida provisória, a primeira publicada pelo governo para combater a crise financeira, permite o Banco Central comprar carteiras de crédito de instituições financeiras em dificuldade por operações de redesconto.

Socorro às montadoras

O governo do Estado de São Paulo lançou ontem uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para o setor automobilístico, por intermédio do banco Nossa Caixa, que será assimilado pelo Banco do Brasil em breve.

Toda a operação foi combinadinha com o governo federal.

O setor automotivo é um dos afetados pela crise da “marolinha”.

Além da alta dos juros bancários e da redução do crédito, ele também é afetado pela queda na demanda.

Ajuda fechada

O acordo firmado entre o banco, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef) prevê o repasse dos recursos para os bancos e financeiras ligadas às montadoras dos veículos.

“O objetivo é contribuir para o restabelecimento da liquidez financeira do setor automotivo e, assim, estimular a manutenção da venda de veículos no varejo”.

Foi o que informou a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo em comunicado publicado em seu site na Internet.

Segredinhos

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo) julga hoje, às 10h, o recurso que pede a soltura do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que passa uma temporada no hotel de luxo de Bangu 8.

Salvo mudanças de última hora, o julgamento será a portas fechadas.

Tudo sob rigorosos cuidados quanto ao cumprimento das regras de segredo de Justiça estabelecidas para o processo.

Quem julga

O destino do ex-banqueiro, acusado de participar de operação que deu prejuízo de R$ 1,57 bilhão (valor de 1999) ao Banco Central (BC), no que ficou conhecido como caso Marka/FonteCindam, será julgado pelos desembargadores Maria Helena Nunes, relatora do processo e Abel Gomes, além da juíza federal Maria Helena Cisne, que está atuando no TRF como substituta.

A acusação da parte do Ministério Público Federal (MPF) da segunda instância está nas mãos dos procuradores Rogério Nascimento e Maria Helena Nogueira de Paula.

Cacciola já foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal, em abril de 2005, a 13 anos de prisão, sob acusação de gestão fraudulenta e temerária de instituição financeira, peculato e desvio de dinheiro público.

Cacciola, que tem cidadania italiana, além da brasileira, viveu foragido na Itália desde 2000, quando ainda estava sendo julgado, tendo sido preso em setembro de 2007 em Mônaco, até ser finalmente extraditado para o Brasil em julho deste ano.

Outros processados ilustres

Ao todo, serão julgados seis processos relacionados com o caso Marka/FonteCindam, sendo um deles de Cacciola sozinho.

Na época em que estava foragido, seu processo foi desmembrado do que reúne os outros seis condenados (o sétimo, José Roberto Steinfeld, já morreu) em primeira instância.

Na seqüência, segundo o procurador Nascimento, serão julgados os recursos de Francisco Lopes (ex-presidente do BC), Luiz Antônio Gonçalves, ex-presidente do banco FonteCindam, Luiz Augusto Bragança, amigo de Lopes, Claudio Mauch (ex-diretor do BC), Demóstenes Madureira de Pinho Neto (ex-diretor do BC) e Teresa Grossi (ex-diretora do BC).

Os seis aguardam em liberdade o julgamento dos recursos.

Por ter sido considerado foragido, Cacciola não vem conseguindo o mesmo direito.

Rolo do Nacional

Antes deles serão julgados também recursos de outro caso rumoroso, o do Banco Nacional.

Há também dois processos envolvendo réus do caso Marka/FonteCindam que não estão condenados.

Todos os já condenados receberam penas de dez anos de prisão em primeira instância, com exceção de Cacciola e de Teresa, condenada a seis anos.

Histórico do caso

Salvatore Cacciola era presidente e dono do banco Marka em janeiro de 1999 quando o BC flexibilizou o sistema de bandas cambiais que vinha mantendo o real sobrevalorizado desde março de 1995.

Sob forte ataque especulativo, o real não resistiu e rapidamente passou de R$ 1,21 por um dólar em 12 de janeiro para mais de R$ 1,50 - dias depois.

Apostando na manutenção do real valorizado, os bancos Marka e FonteCindam pediram socorro para fechar suas contas logo após a decretação do fim do sistema de bandas.

Malvadeza do BC

O Banco Central teria então vendido aos dois bancos dólares abaixo da cotação para evitar que eles quebrassem.

A decisão teria sido tomada para evitar o que se chamou na época de "risco sistêmico " de quebradeira do sistema bancário, tese que foi rejeitada em primeira instância pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal do Rio.

Caso perca novamente no TRF, Cacciola pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Novembro de 2008.

3 comentários:

Anônimo disse...

Medidas "provisórias", decretos, leis, portarias ate medidas normativas têm desfigurado a tal Constituição Cidadã...É o Brasil quem está sendo desfigurado. São os brasileiros os perdedores desta loteria viciada. Mas o jogo continua. O controle total das coisas e das mentes já é bem real. Estão procurando uma vacina...

Anônimo disse...

Aposentado também é filho de Deus!

O governo injetou 8 bi num Banco falido (Banco Votorantim). Por que o governo do presidente operário (ha..ha..ha..) não injeta outros 8 bi no Banco dos Aposentados Falidos? Segundo se comenta no mercado, o Banco Votorantim vale, hoje, 6 b! Pois é... mas o Banco do Brasil, que dizem que é nosso(ha..ha..ha..), do povo (ha..ha..ha..), pagou 8 bi por apenas 49% do Banco!!!Não é uma beleza? Quanta gente tá ficando rica nessa história....?
Adonias Mangueira
São Paulo-SP

Anônimo disse...

COMEÇA A TEMPORADA DA NEGOCIATAS!!

Começou a Temporada de Negociatas!!O governo(??) está autorizado a comprar
bancos e empresas que estão com dificuldades (snif..snif..)financeiras!!Empresas
que valem 10 serão compradas por 20!!Bancos que nada valem serão comprados
por bilhões.....Vivaaaaaaaa!!!E a cumpanheirada cada vez mais rica....Pobre
Brasil...pfui.....

Adonias Mangueira
São Paulo - SP