terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rapidinhas Econômicas

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Mega-negócio à vista?

O presidente do Citigroup, Vikram Pandit, baixa hoje no Brasil.

Não será surpresa se anunciar uma mega-fusão ou super-parceria com o Bradesco – considerado o terceiro banco mais lucrativo do continente americano.

Os especuladores do mercado também não descartam algum acordo com o Banco Safra.

Força por aqui

O Citi tem um portfólio no Brasil de mais de 300 mil correntistas, R$ 30,8 bilhões em ativos totais, R$ 3,2 bilhões de patrimônio líquido e mais de 6 mil funcionários.

Para o Citi, o Brasil é um dos mercados mais importantes da América Latina, onde tem 110 agências.

Por isso a Organização mantém a estratégia de expansão e de investimentos, ampliando os negócios no País.

Presença forte

O Citi tem presença forte no Brasil há quase cem anos.

A Credicard Citi, que oferece cartões de crédito e planeja vigorosa expansão, hoje com 4,7 milhões de cartões emitidos;

A Corretora de Seguros; e a CitiFinancial, que está em grande ritmo de crescimento provendo crédito pessoal às classes C e D, com 134 lojas abertas em 22 Estados brasileiros e 75 cidades, com 246 mil contas de clientes.

Com a contribuição do Citi construíram-se obras de infra-estrutura vitais para o Brasil, como a ponte Rio-Niterói, as hidrelétricas de Itaipu e Tucuruí, os pólos petroquímicos da Bahia e do Rio Grande do Sul, a indústria automobilística se consolidou e a rede telefônica foi expandida.

Problemas lá fora

O Citigroup informou ontem que vai cortar até 50 mil empregos até o final de fevereiro de 2009.

Com isso, a força de trabalho do grupo deve cair para 300 mil funcionários.

Com o anúncio de ontem, o total de cortes no banco pode chegar a 75 mil vagas.

As ações do Citi fecharam em queda de 7,88%, segunda-feira, em Nova York.

O banco registrou prejuízos de US$ 20 bilhões, atribuídos em grande parte a suas apostas errôneas no mercado de crédito imobiliário de risco (subprime).

Mais cabeças rolando

O Bank of America tem planos sombrios para a Merrill Lynch no Brasil.
Boa parte da diretoria, encabeçada por Alexandre Bettamio, deverá sair e 40% do plano de investimentos serão revistos.

O anúncio será feito em dezembro – conforme revelou o Relatório Reservado.

Se servir de consolo, o JPMorgan deve demitir 3 mil pessoas e o banco UBS vai suspender temporariamente o pagamento de bônus a altos executivos.

Saindo e entrando

Alex Zornig, vice-presidente do Banco Safra e ex-executivo do BankBoston no Brasil, foi escalado para a nova diretoria financeira da Oi.

Cuidará da gestão de custos e do endividamento da Oi, que vai crescer bastante por causa da aquisição da Brasil Telecom.

Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, perde o sono com a subida do dólar – o que cria dificuldades para o mega-negócio.

Foi saído

Jerry Yang, co-fundador do portal de internet Yahoo!, se demitiu do cargo de diretor-executivo da empresa.

A saída de Yang é seguida de várias críticas ao modo como ele administrava a empresa, que viu suas ações caírem para cerca US$ 10 nos últimos meses.

No início do ano, ele recusou uma oferta de compra do Yahoo! pela Microsoft, que ofereceu US$ 47,5 bilhões, o equivalente a US$ 33 por ação, pela companhia.

Fusão com Microsoft?

No início deste mês, durante o encontro da Web 2.0 na cidade de São Francisco, Yang surpreendeu a indústria de tecnologia ao afirmar em uma conferência que a Microsoft ainda deveria comprar o Yahoo!.

"Não acho que seja uma má idéia, que seja pelo preço certo, qualquer que seja ele. Nós queremos vender a empresa".

A declaração foi dada horas depois que o Google desistiu da parceria de publicidade com a empresa.

BB-Caixa

Uma fusão, em um futuro nem muito distante, entre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Esse será um dos temas tratados, com todo cuidado, na reunião de hoje do chefão Lula com sua equipe econômica.

Caberá ao presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, equilibrar a eventual disputa de interesses entre Antônio Francisco de Lima (Presidente do Banco do Brasil) e Maria Fernanda Coelho (presidente da Caixa).

Tamanho da Marolinha

O governo já injetou R$ 158 bilhões para combater os efeitos da crise da “Marolinha”.

Só na tentativa de estabilizar o câmbio foram gastos R$ 106 bilhões, pela cotação de sexta.

O governo já havia usado R$ 44 bilhões para restabelecer o crédito, e ontem anunciou R$ 8 bilhões em financiamento imobiliário para servidores.

A conta exclui R$ 56 bilhões em depósitos compulsórios liberados pelo Banco Central.

Farra do crédito pré-eleitoral?

A Caixa Econômica Federal pretende liberar recursos da ordem de R$ 10 bilhões para o crédito consignado no próximo ano.

Além de uma oferta 25% maior em relação ao montante deste ano, a Caixa também pretende manter as taxas de juros praticadas hoje.

No caso dos empréstimos com desconto em folha do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo, o prazo máximo é de 60 meses, com juros entre 0,90% e 2,35% ao mês.

Nas demais linhas de empréstimos, os prazos chegam a 96 meses para alguns nichos, como o Judiciário.

Olho no nicho

Entre as novidades da modalidade para 2009, destaque para uma expansão do consignado no setor privado.

Hoje, o banco tem mais de 17.500 convênios ativos, com empresas do primeiro e segundo setor e cerca de 1,5 milhão de trabalhadores da iniciativa privada recebem salário pelo banco.

O banco também disponibilizará o Cartão Consignado para os aposentados e pensionistas do INSS, que permitirá aumentar o valor do crédito concedido em cerca de 30%.

A estimativa é lançar o produto até o fim deste ano.

Emprestando muito

De janeiro a outubro, o banco emprestou cerca de R$ 6,2 bilhões, em 1,2 milhão de contratos de crédito consignado, o que representa 11% de participação de mercado.

O valor é 9,7% superior ao aplicado no mesmo período de 2007 (R$ 5,6 bi).

A estimativa da Caixa é fechar 2008 com R$ 8 bilhões em empréstimos.

Só para os aposentados e pensionistas do INSS, o banco emprestou R$ 2,51 bilhões, passando de 10,54% para 10,76% de participação de mercado em setembro.

Farra dos lucros

Os cinco maiores bancos brasileiros estão entre as 20 instituições financeiras mais lucrativas do continente americano.

Bradesco, Banco do Brasil e Itaú ocupam, respectivamente, a terceira, a quarta e a quinta posição nesse ranking, que considera os resultados apurados até o terceiro trimestre deste ano.

A amostra considera os bancos dos EUA e da América Latina, sem incluir as instituições financeiras canadenses.

O Unibanco e a filial brasileiro do Santander são o décimo e décimo-sexto bancos mais lucrativos da região.

Os números são de uma pesquisa da consultoria Economática.

Mais lucrativos do mundo

As instituições financeiras norte-americanas ainda dominam o ranking dos 20 bancos mais lucrativos do continente, com 11 representantes.

Depois dos EUA, o Brasil, com cinco bancos, o México e o Chile, cada um com dois bancos, são os países mais representados na lista.

Veja os bancos mais lucrativos (em US$)

Wells Fargo - 1.637
Bank of America - 1.177
Bradesco - 997,9
Banco do Brasil - 975,3
Itaú - 965,2
Goldman Sachs - 845
US Bancorp - 576
JP Morgan - 527
State Street - 477
Unibanco - 367,5
BB&T - 358
Santander Serfin - 324,1
SunTrust Banks - 312,4
Charles Schwab - 304
Bank of NY Mellon - 303
Santander Brasil - 259,5
PNC Bank - 248
GFBanorte - 209,1
Bsantander - 174,7
Chile - 168,6

Baixe os juros

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, aproveitou a presença do presidente Henrique Meirelles, na sede da entidade para pedir redução dos juros bancários.

O presidente da Fiesp revelou ter mostrado a Meirelles um levantamento que mostra o comportamento dos juros praticados por seis grandes bancos em operações de Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC).

O documento mostra que entre os dias 27 e 30 de outubro, por exemplo, o banco Itaú cobrava a variação cambial mais 24% ao ano para fornecer esse tipo de crédito, juro classificado como "absurdo" por Skaf, assim como os 18,2% anuais cobrados pelo Banco Real entre 29 de outubro e 4 de novembro pelo mesmo contrato.

Skaf prometeu telefonar para Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Banco Real, Santander e Unibanco para reclamar dos juros e pedir reduções.

Festa dos doleiros

O Banco Central fará hoje dois leilões nos quais vai oferecer mais de US$ 4 bilhões em "swap" cambial.

Em um leilão agendado para receber propostas entre 12h30 e 13h, a autoridade monetária vai oferecer 73,1 mil contratos, no valor de US$ 3,655 bilhões.

Esses contratos vencem no início do mês que vem e a intenção é promover a rolagem dos mesmos para vencimentos em janeiro, março e outubro de 2009 e janeiro de 2010.

Tradicional

O outro leilão, a exemplo das ofertas que o BC tem feito no dia-a-dia, vai acontecer no horário tradicional (entre 12h45 e 13h), com oferta de até 10 mil contratos com vencimento no dia 2 de fevereiro de 2009, em volume equivalente a US$ 500 milhões.

O BC colocou no mercado ontem mais US$ 498 milhões em contratos de câmbio, com vencimento no dia 2 de fevereiro de 2009.

Foram leiloados ao todo 10 mil contratos de "swap" cambial - operações futuras que trocam os juros pela oscilação da moeda norte-americana.

GM investindo aqui

A subsidiária brasileira da General Motors promete apresentar no primeiro trimestre do ano que vem à sede da montadora nos Estados Unidos um projeto de investimentos no país de US$ 1 bilhão.

O presidente da empresa no Brasil, Jaime Ardila, revela que o recurso será utilizado para "completar a renovação da linha de produtos até 2012".

Ontem, o executivo afirmou que os investimentos já anunciados de US$ 1,5 bilhão na operação brasileira estão mantidos, apesar da crise que a GM enfrenta nos Estados Unidos e Europa e da recente queda de vendas no país.

Ardila afirmou que apesar da GM do Brasil se reportar à matriz nos EUA, a subsidiária tem independência jurídica e financeira.

Carros dos Juízes

O Conselho Nacional de Justiça deve impor hoje novas regras para o uso de carros oficiais para magistrados.

A maioria dos tribunais de justiça não tem uma regra clara para a aquisição e uso dos veículos pelos juízes ou desembargadores.

Quem deseja regular o assunto é o conselheiro Paulo Lobo – o mesmo que teve a boa idéia de proibir a contratação de parentes de juízes, a partir de 2005.

Detonado

A falência sem razão da Varig ainda vai render nos tribunais.

A Justiça de São Paulo acolheu o pedido de suspeição formulado pelos sócios brasileiros da VarigLog Marco Audi e Marcos Haftel.

Determinou o afastamento do juiz José Paulo Camargo Magano do processo de dissolução de sociedade da Volo/VarigLog.

Investigação preventiva

A equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, investiga as finanças da fundação do ex-presidente Bill Clinton para detectar possíveis conflitos de interesses para o caso de a esposa do ex-líder, Hillary, ser nomeada secretária de Estado.

A equipe de Obama procura qualquer informação negativa com o potencial de ameaçar as perspectivas de Hillary se transformar em chefe da diplomacia norte-americana.

O grande risco é a lista de doadores da Fundação Bill Clinton, que pode mostrar conexões com figuras internacionais a favor de políticas que poderiam estar em conflito com as da nova Administração Obama.

Desde que deixou a Casa Branca, há oito anos, Clinton arrecadou mais de US$ 500 milhões para sua fundação.

Perigo de vida?

A inteligência norte-americana confirma que o presidente eleito Barack Obama contabiliza 500 ameaças de morte desde o começo da campanha.

Longe de inaugurar uma nova era de tolerância, a vitória de Barack Obama na eleição de 4 de novembro pôs em destaque o racismo presente na sociedade norte-americana.

Já foram registrados atos de vandalismo e até ataques físicos.

Risco histórico

Em média, a cada 11 anos, um assassino tenta matar o presidente dos EUA.

Já ocorreram 20 atentados a 15 ocupantes da Casa Branca, com quatro mortes.

O último foi John Kennedy, em 1963.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Novembro de 2008.

Um comentário:

Marcelo disse...

"O Citi tem presença forte no Brasil há quase cem anos."

Alguém sabe como ele se chamava há um século atrás?