sábado, 22 de novembro de 2008

“Rigor seletivo” deve filtrar nomes de lavadores e esquentadores de dinheiro pegos nas Operações da PF

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Por Jorge Serrão


Os dados de supostas contas no exterior apreendidos pela Polícia Federal na Operação Satyagraha seriam a chave para a detonação do governo do crime organizado que assalta o Brasil. Acontece que, dificilmente, virão à tona as informações completas das contas controladas pelo banqueiro Daniel Valente Dantas e pelo Grupo Opportunity. O problema é que o tradicional “rigor seletivo” vai filtrar os dados que interessam ao poder vigente.

As transações do Opp Fund no chamado "nicho dos doleiros" são a chave dos mistérios do dinheiro roubado no Brasil que fica bem escondido no exterior, para retornar para cá lavado ou esquentado, em operações legalizadas de “investimentos”. O centro das operações é o MTB Bank de Nova York – que abrigou contas investigadas nos escândalos do Banestado, do Mensalão, da Operação Farol da Colina e da polêmica Satyagraha.

A velha prática da impunidade tem tudo para se repetir. Aliados do governo que ali aparecerem como “ilustres correntistas” serão “poupados” – como sempre acontece. Os adversários ou inimigos de plantão serão jogados aos leões da Receita e submetidos aos rigores da Justiça.

O cruzamento de dados com os discos rígidos apreendidos n Operação Satyagraha pode nem acontecer. A própria Polícia Federal já fez questão de divulgar que os dados estão criptografados. Logo, se nenhum gênio de informática conseguir “descriptografar”, tudo continua como dantes no banco do Dantas.

Leia o artigo de Arlindo Montenegro: Marchando para o abismo

Mapa da mina

Foi no MTB Bank que a Polícia Federal detectou as primeiras ligações com o Opportunity.

Só do MTB Bank teriam partido US$ 16 milhões para o fundo de Dantas.

Os mesmos doleiros que movimentaram milhões dentro e fora do Brasil apareciam remetendo para o fundo que o banqueiro Daniel Dantas criou e geriu nas Ilhas Cayman.

Os doleiros Patrícia Matalon Peres (cujo pai, Marco Matalon, foi um dos doleiros presos na Satiagraha), Luís Felipe Malão, Clark Setton e Richard Andrew de Mol Van Otterloo apontaram nomes de brasileiros que investiam no Opportunity Fund de Dantas.

Não ouviu por quê?

Curiosamente, a Polícia Federal ainda não ouviu os doleiros investigados na Satiagraha, dentro do núcleo do investidor Nagi Nahas, que movimentaram contas no MTB.

São eles: Lúcio Bolonha Funaro - que também esteve envolvido no caso do mensalão - e Marco Ernest Matalon, conhecido como "o velho" ou "o doleiro das estrelas", porque operaria para brasileiros famosos.

Os ilustres brasileiros que usaram os doleiros não queriam que o Banco Central rastreasse e identificasse os donos do dinheiro.

Velha impunidade

No caso Banestado, escândalo que os petistas ajudaram a deixar impune na CPI do Congresso, ficou claro que as remessas de dinheiro passavam por vários bancos e contas antes de chegar ao destino verdadeiro.

Cada conta era como uma "camada da cebola".

Para romper o sigilo, seria necessário verificar conta a conta, banco a banco.

A maior parte do dinheiro que saiu do Brasil nunca foi totalmente rastreada até a última camada.

O MTB Bank, de Nova York, que também aparece na Satiagraha, abrigava várias contas.

Se os doleiros falassem mais...

A Polícia Federal tirou proveito da delação premiada – aceita pelos doleiros para diminuir suas penas no processo gerado pela Operação Farol da Colina, que foi uma evolução das investigações do escândalo do Banestado.

Os doleiros revelaram ao delegado federal Ricardo Saadi que tinham clientes brasileiros, residentes no país, que remetiam ou resgatavam recursos junto ao Opportunity Fund.

Espera-se que o novo relatório final da Operação Satyagraha – que tanto interessa ao desgoverno Lula da Silva – deve sair no começo do ano com as novas informações apuradas.

Pelo menos, este é o momento ideal para acreditar nisso, já que estamos próximos ao Natal, e Papei Noel existe, se veste de vermelho-comunista, e adora distribuir presentinhos para quem necessita de salvação em situações difíceis.

A perseguida

A juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, afirmou, em depoimento ao delegado Ricardo Saadi, que sofreu tantas pressões de Dantas, há três anos, que chegou a ser perseguida pelas ruas do Rio.

Ela julgou a disputa entre os fundos de pensão pelo controle da operadora Brasil Telecom (BrT) em 2005.

A juíza revelou que, "na mesma época, o marido dela também teria sido convidado a trabalhar no Opportunity com uma remuneração altíssima.

Após se declarar suspeita (para julgar o caso), Márcia Cunha de Carvalho constatou que "todas as ameaças e tentativas de intimidação cessaram".

As pressões

A juíza contou que foi pressionada de todas as formas, inclusive por meio de sua família.

Além da abordagem ao marido, que é promotor de Justiça aposentado e advogado, o fato de sua filha trabalhar como estagiária de direito no escritório Andrade & Fichtner, que representava os fundos de pensão, foi usado pelos advogados de Dantas.

A juíza reclamou que foi insultada pelo advogado de Dantas, Nélio Machado, que nega todas as acusações e afirma que o caso foi arquivado.

Mangabeira PT da vida

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, considerou ontem “ridículo” o envolvimento de seu nome na Operação Satyagraha.

Ele foi citado pelo delegado Eduardo Pellegrini, durante a reunião dos delegados responsáveis pela operação e a cúpula da Polícia Federal, como o elo entre o banqueiro Daniel Dantas e a imprensa.

Mangabeira, que já foi consultor de empresas de telecomunicações do banqueiro, garantiu que nunca procurou políticos ou jornalistas quando prestou o serviço.

Felicitações

Segundo o ministro, seu último contato com Dantas ocorreu quando o banqueiro telefonou para felicitá-lo sobre a nomeação para o governo.

No nosso país, todo mundo diz o que quer e não acontece nada”.

Foi o desabafo do ministro, que agora é alvo da cúpula dos militares.

“Confio que ganharemos”

O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, admitiu ontem que há divergências entres os militares sobre o Plano Estratégico de Defesa Nacional, que deve ser apresentado em dezembro.

Mas o ministro afirmou que as cúpulas das Forças Armadas participaram da elaboração das diretrizes e estão empolgadas com o plano.

O ministro antecipa que haverá reações ao plano, mas afirmou que o debate será benéfico para que a sociedade assuma as decisões que o País precisa tomar para se posicionar com mais assertividade no cenário mundial.

"Agora vamos acender as luzes e ir para o debate. Confio que nós ganharemos".

Jura que anuncia?

Após três meses de adiamentos, Mangabeira prometeu que o governo vai apresentar o Plano Estratégico Nacional de Defesa.

Nos próximos dias, o governo deverá convocar o Conselho de Defesa Nacional para apresentar o plano.

O projeto do governo prevê estratégias como a mudança estrutural das Forças Armadas e o desenvolvimento de uma indústria de defesa nacional.

Entre as mudanças propostas, o plano prevê vantagens tributárias às empresas do setor bélico.

Em troca, o governo terá influência na gestão do setor.

Defesa da guerrilha

Em palestra na V Conferência do Forte de Copacabana, sobre segurança internacional, ele defendeu uma "flexibilidade radical" nas Forças Armadas que permitissem, dependendo da situação no cenário do conflito, que um soldado regular se transformasse em espécie de guerrilheiro.

Eles precisam transformar a incerteza, a confusão, em oportunidade”.

Na palestra, o ministro indicou que o plano de Defesa manterá o serviço militar obrigatório.

Viva o Comunismo!

Comunistas do mundo inteiro estão reunidos desde ontem, em São Paulo, para coordenar, a portas fechadas, como avançar no projeto de socialismo fabiano que hoje toma conta do mundo em crise.

O PC do B é o anfitrião do importante 10º Encontro de Partidos Comunistas e Operários, que acontece até domingo no Novotel, centro de São Paulo.

E o chefão Lula vai mandar uma mensagem aos cumpanhêro e camaradas...

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Novembro de 2008.

Um comentário:

Anônimo disse...

No nosso país, todo mundo diz o que quer e não acontece nada”.

Inclusive ele e a besta do presidente, e não é só isso: No nosso país, corrompem, roubam, estrupam, traficam drogas, invadem propiedades privadas, prédios públicos e matam e não acontece nada. No nosso pais para ser Garí, exige-se ter o ensino fundamental completo e para presidente da República, nem o incompleto. Eita paiszinho sem vergonha.