quarta-feira, 30 de abril de 2008

Risco de repique inflacionário e crise econômica enervam Lula e o forçam a adiar aumento dos combustíveis

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

A luz amarela, indicando o risco de repique inflacionário, já deixa o popular chefão Lula mais nervoso que o normal. Uma tensa reunião de três horas, ontem, no Palácio do Planalto, resolveu adiar, por alguns dias, o reajuste dos preços dos combustíveis, congelados desde outubro de 2005. O objetivo é evitar mais aumentos ainda nos preços dos alimentos.

O desgoverno Lula ficou preocupado com a divulgação de uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos, advertindo sobre o risco do retorno da inflação capaz de desestabilizar a economia (hoje a frágil base de sustentação de Lula). A maioria das 35 instituições financeiras pesquisadas pela Febraban advertiu que há risco de um estouro da meta de inflação – prevista pelo desgoverno em 4,5% para este ano. Os bancos já especulam índices inflacionários iguais ou maiores que 4,75%.

O desgoverno jura que a inflação está controlada e perfeitamente bem comportada. Tirando sempre sua responsabilidade da reta, os membros da equipe econômica apelam para a demagogia. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alegou ontem que a inflação poderia ser de 2,5% a 3% se não fossem os fatores como a pressão do preço de produtos como feijão, leite e derivados.

Raciocínio brilhante de Mantega: “Tirando o feijão, o feijãozinho que todo mundo come, nós teríamos uma inflação de 4,4%. Se tirássemos leite e derivados, diminuiria mais 0,3%”. Será que o genial ministro esqueceu que esta é a alimentação básica dos brasileiros?

Briga feia

O chefão Lula reuniu ontem os ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Dilma Rousseff (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

No encontro, Gabrielli fez um apelo em favor do reajuste, após realizar uma exposição sobre as perdas da Petrobrás com a defasagem entre os preços internacionais e os praticados pela estatal no mercado interno.

A Petrobras reivindica para a gasolina um reajuste de 10% nas refinarias, o que resultaria em alta de 4,8% no preço final nas bombas.

Lula resolveu que é melhor empurrar o assunto com a barriga.

Cenário feio

O último aumento da gasolina no Brasil ocorreu em setembro de 2005, quando o barril estava cotado a US$ 65 nos Estados Unidos.

Na época, a gasolina subiu 10%, e o diesel 12%.

Ontem, o barril do petróleo para entrega no mês de junho em Nova York fechou a US$ 115,63, depois de já ter batido US$ 120 na semana passada.

Mentira da autosuficiência

Apesar de a Petrobras ter anunciado a cascateira auto-suficiência em petróleo no País, a estatal (controlada em 25% por acionistas estrangeiros) precisa importar óleo leve, com cotações internacionais.

As refinarias daqui não processam o petróleo brasileiro pesado e de baixa qualidade.

Além disso, os custos de produção da estatal também têm aumentado porque a empresa precisa contratar serviços e equipamentos no mercado internacional, que está muito aquecido com a alta do petróleo.

Toma aqui, empresta cá

Aproveitando o cenário de maior demanda por crédito, os bancos aumentaram a taxa média de juros do cheque especial em 3,8 pontos percentuais, de 146% para 149,8% ao ano.

Apesar da alta dos juros e do aumento da carga de impostos que incide sobre as operações de crédito, o volume de empréstimos feitos pelos bancos continua subindo.

Em março, a expansão de crédito atingiu o maior nível da história, chegando a R$ 992,7 bilhões.

O valor equivale a 35,9% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo o Banco Central.

Média com os banqueiros

A Câmara aprovou, na noite de ontem, em votação simbólica, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 9% para 15%, incidente sobre o lucro de bancos e instituições financeiras.

O aumento da CSLL foi uma das medidas adotadas pela Fazenda como forma de compensar o fim da cobrança da CPMF.

Mas o aumento afetará pouco os ganhos dos bancos, que faturam com os juros e tarifas, que continuam elevados.

Média com os especuladores estrangeiros

Os deputados acataram o relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG) que mantém a atual alíquota de 9% para as bolsas de valores.

Foi cínico o argumento para não repassar às bolsas de valores o aumento da CSLL:

Retiramos as bolsa de valores porque elas não têm histórico de lucros extraordinários. A natureza delas não é de mediação financeira, mas de prestação de serviços, intermediação de negócios. Onera-se a bolsa, aumentamos o Custo Brasil e as empresas podem buscar outras bolsas em outros países”.

Os especuladores estrangeiros e brasileiros, que trazem para cá o capital motel, agradecem aos companheiros petistas e demais deputados amestrados.

Caso Raposa

Contrariando a ala radicalóide do desgoverno Lula, o Supremo Tribunal Federal tende a modificar o modelo de demarcação contínua da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima.

O objetivo dos ministros do STF é evitar a remoção de não-indígenas que produzem naquela região.

O STF pretende criar "ilhas" na reserva, conforme já sugeriu o ministro-presidente Gilmar Mendes.

A luta continua

Geraldo Alckmin vai repetir o argumento de que "ouviu o chamado" dos tucanos e vai se "incorporar à luta" para disputar a eleição para a Prefeitura de São Paulo este ano.

"Persegui os ideais de uma vida, e não as conveniências eleitorais do momento".

O recado do Geraldo foi uma referência direta à pressão de parte da cúpula e dos vereadores oportunistas tucanos que defendem sua renúncia para apoiar a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), aliado do governador do Estado, José Serra (PSDB).

Doidos pelo Quércia

O presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, argumenta que apóia a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para fortalecer a aliança DEM-PSDB na próxima sucessão presidencial.

Quércia avalia que o tucano José Serra é o único nome para derrotar o governo Lula em 2010.

Agora, o apoio eleitoral do maçom Quércia é fundamental por causa dos quatro minutos de tv a que o PMDB tem direito na propaganda eleitoral gratuita.

Amor e intrigas

O pré-candidato a prefeito do Rio pelo PRB, senador Marcelo Crivella, recebeu com pastel e linguiça, na segunda-feira, cerca de dez atores da TV Record e empresários para um encontro de apoio a sua candidatura.

Reunidos numa churrascaria na Barra da Tijuca, em apoio ao sobrinho de Edir Macedo, dono da Record, estavam o humorista Castrinho, a modelo Viviane Araújo e o ator Luiz Guilherme, do elenco da novela "Amor e intrigas", da emissora.

A turma da intriga jura que o evento foi armado pela assessoria de Crivella convidando os atores da emissora do tio para o repasto político.

Reuniões anti-rejeição

O evento faz parte da lista das mais de 120 reuniões organizadas pela equipe do senador desde agosto do ano passado.

Segundo Crivella, o objetivo é diminuir a rejeição a seu nome entre o eleitorado carioca.

Crivella tem o apoio do PTB e do PR, que desistiu de lançar o coronel do Corpo de Bombeiros Marcos Silva.

No muro

O PMDB vai decidir na convenção em junho se apóia o PT ou o DEM na disputa pelo Palácio da Cidade.

Ou ainda se lança a candidatura do deputado federal Marcelo Itagiba.

O fiel da balança será a briga entre o casal Garotinho e Sérgio Cabral Filho.

Corrida carioca

A deputada federal Solange Amaral, do DEM, adiou o lançamento público da sua pré-candidatura para o dia 9 de maio.

O PSDB e o PPS se aliaram ao PV para lançar o deputado federal Fernando Gabeira.

Pelo PT, o pré-candidato é o deputado estadual Alessandro Molon.

O PDT já lançou o deputado estadual Paulo Ramos.

Pelo PCdoB, a pré-candidata é a secretária de desenvolvimento de Niterói, Jandira Feghali.

Os menores

O PSOL tem como pré-candidato o deputado federal Chico Alencar.

O PSB escolheu o economista Carlos Lessa.

O PHS, o deputado federal Felipe Bornier.

E o PSC, o deputado federal Filipe Pereira.

Caso Araguaia

A Comissão de Mortos e Desaparecidos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, convidou para prestar depoimento no próximo dia 7 de maio, em Brasília, o prefeito de Curionópolis (PA), Sebastião Curió Rodrigues de Moura.

Como oficial do EB, ele comandou as prisões e execuções da maioria dos 59 guerrilheiros do PC do B desaparecidos no Araguaia.

Curió promete revelar o paradeiro da maioria deles em agosto e afirma que divulgará o relatório com os nomes, circunstâncias em que foram mortos e os locais para onde foram transladados depois de uma operação de remoção dos corpos, provavelmente em 1975.

Também foram convidados para falar na comissão o coronel Lício Maciel, o tenente José Vargas Jiménez e um morador, José Rodrigues da Silva, que diz ter visto o sepultamento de vários 12 corpos de guerrilheiros na antiga base do Exército, em Xambioá.

Expedição agendada

Sob o comando do secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, a comissão de anistia organizará uma expedição à região do Araguaia a partir de julho.

O grupo organizará um conjunto de depoimentos de moradores e guias que ajudaram o Exército no extermínio da guerrilha, para montar um organograma sobre os locais onde os corpos poderiam ter sido enterrados.

O Ministério da Defesa também criou força-tarefa em que participam Exército, Marinha e Aeronáutica, para cruzar os dados existentes e ouvir oficiais que estiveram na linha de frente dos combates.

Uma sentença da juíza federal Solange Salgado, de Brasília, mandou o governo encontrar os corpos do Araguaia, ouvindo oficiais e abrindo os arquivos que as Forças Armadas sempre negaram existir.

Quem tem tem medo

A pena de morte foi suspensa na ilha de Cuba, mas não suprimida do Código Penal.

Em um gesto de flexibilização, o governo de Raúl Castro anunciou a comutação da pena capital para um grupo de jovens, sem especificar qual.

O governo cubano informa que estuda o perdão a um cubano condenado por assassinato, e a um salvadorenho e um guatemalteco, vinculados com os atentados a bomba de 1997, em Havana.

Irmão socialista detonado

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exonerou seu irmão mais velho, Adán Chávez, do cargo de ministro da Educação.

Tudo por causa de uma polêmica proposta de reforma educacional que até o presidente considerou ideológica demais.

A pasta voltará a ser ocupada pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Héctor Navarro, que foi "o primeiro ministro de Educação da revolução", como lembrou Chávez, que diz liderar um processo revolucionário no país.

Dias atrás, o presidente pediu que o adjetivo "bolivariano" fosse substituído por "nacional" no nome do currículo educacional, e determinou que ele incluísse não só o ensino do socialismo, mas também o do capitalismo, para que os alunos pudessem fazer suas escolhas ideológicas.

Santo ex-vereador

A Câmara Municipal de Igarassu, em Pernambuco, suspendeu o pagamento mensal de um salário mínimo a Santo Antônio.

Considerado vereador da Casa desde os tempos do Império, o santo recebia uma remuneração perpétua.

A verba era repassada a um convento construído em sua homenagem no município.

A recomendação para que o soldo do “vereador Antônio” fosse suspensa partiu da promotora Maria Lizandra de Carvalho, que justificou não ver amparo legal na remuneração do santo.

Santo salário

O presidente da Câmara, Waldemir Nunes de Souza, o Maguila (DEM), que era contra a cassação do subsídio de Santo Antônio, informou que os vereadores decidiram se cotizar para manter a tradição.

Em vez de ter o subsídio pago pelo Poder Legislativo, o patrono agora receberá o valor mensal custeado pelos próprios vereadores.

Cada um dará uma contribuição mensal de R$ 41,50.

Caiu na rede

Insatisfeito com o iminente fim de seu casamento, o programador Márcio André Avelino do Vale resolveu se vingar: pôs na internet cenas de sexo com a própria mulher, que também trabalha na área de informática.

As imagens foram parar em sites de relacionamentos, DVDs vendidos na feira e até telefones celulares.

O mané exibicionista de Caruaru será enquadrado na Lei Maria da Penha que coíbe crimes domésticos.

Vida imitando a arte

O ator Gary Dourdan, que interpreta o agente Warrick Brown na série de televisão "CSI", foi detido por posse de drogas, e liberado depois de pagar fiança de US$ 5 mil.

Uma patrulha policial encontrou o ator dormindo dentro de seu carro em Palm Springs na madrugada de segunda-feira e o deteve após revistar seu veículo.

Dourdan vive agora na vida real uma situação pessoal que lembra a que passou seu personagem na série, que tem um passado de vicio em drogas.

O ator, que deve deixar a CSI na próxima temporada, foi acusado de posse de drogas como heroína, cocaína, ecstasy e remédios vendidos sob prescrição médica

Travecagem

O delegado da 16ª DP (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, vai abrir inquérito para investigar se o jogador Ronaldo Fenômeno foi vítima de extorsão e furto no incidente com travestis, em um Motel.

Os três travecos envolvidos no rolo com o craque devem prestar novo depoimento à polícia na próxima semana.

O depoimento do travesti Carla pode complicar a situação de Andréa, e aliviar um pouco a barra de Ronaldo.

Carla denunciou que Andréa exigiu do jogador Ronaldo R$ 50 mil para não levar o que aconteceu no motel à imprensa.

Segundo o delegado, isso caracteriza, em tese, extorsão, com pena de 4 a 10 anos para a safada “menina”.

Pânico do Pãnico

O travesti Andréia Albertini viveu ontem um dia de fúria, quando foi abordada, na porta da sede da Rede TV!, em São Paulo, pelos repórteres do Pânico na TV, Vesgo e Silvio, vestidos de Milene Domingues, ex-mulher do Ronaldo.

Andréia tentou fugir deles pulou a roleta do hall da emissora, aos gritos, trancando-se em um banheiro e se cobrindo com um paletó.

Como não conseguiu escapar das brincadeiras dos repórteres, começou a quebrar aparelhos da recepção, destruindo com chutes e socos televisores de plasma, câmeras, e espelhos e se feriu na mão e no rosto.

Bem feito para a Rede TV! Que abre espaço para estes otários se promoverem.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Receita rápida para fritura

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão


Pegue 250g de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de óleo, 1 colher de sopa de conhaque, 1 gema de ovo, salmoura fria e 1 pitada de fermento em pó. Peneire a farinha com o fermento. Faça uma cova no centro e coloque a gema, o óleo e o conhaque. Amasse juntando a salmoura até obter uma massa lisa e de boa consistência. Amasse bem, cubra e deixe repousar por uma hora. Depois, abra a massa bem fina e prepare os pastéis com o recheio que preferir. Sirva, com cerveja Kaiser, a preferida de Lula, para comemorar mais um estupendo índice de popularidade obtido por ele nas pesquisas amigas da Confederação Nacional da Indústria.

Aprecie os pastéis com moderação. A cerveja você pode tomar no mesmo ritmo do nosso popular chefão, cada dia mais embriagado com sua capacidade de angariar mais confiança do restrito e seleto público que é pesquisado para indicar que Lula tenha quase 70% de aprovação pessoal. Os índices de confiança só reforçam, na cabeça de Lula, a tese de que o melhor candidato para sucedê-lo seria ninguém menos que: ele mesmo!

Não foi à toa que ontem, ao inaugurar obras do PACo, em Osasco, na Grande São Paulo, Lula reclamou que 10 anos seriam pouco tempo para fazer alguma coisa concreta em termos de governo. Talvez o chefão esteja dando ouvidos às premonições da famosa Mãe Diná. A vidente já previu recentemente, ao engraçado programa CQC, que Lula ficaria 18 anos no poder.

O Alerta Total já antecipou. Se Lula não conseguir viabilizar o terceiro mandado que jura não querer, sua tacada de mestre será uma renúncia seis meses antes deste segundo mandato presidencial. Assim, poderá concorrer e conquistar facilmente uma das duas vagas de senador pelo Estado de São Paulo, em 2010. Seu sucessor virá do PMDB, partido aliado a qualquer um que ocupar o Palácio do Planalto.

Tudo indica que o candidato será Aécio Neves, governador mineiro, neto de Tancredo Neves, apoiado pelos banqueiros internacionais, prestes a abandonar o ninho tucano, cuja cúpula vai investir na candidatura do governador paulista José Serra – que ontem, na obra do PACo, ao lado de Lula, foi vaiado e recebeu até um consolo público do popular presidente.

No seu íntimo, Lula não quer ninguém do PT o sucedendo, a não ser que seja ele mesmo. Elementar, meu caro pasteleiro! Eleito senador, Lula deseja voltar ao poder a partir de 2014, nos braços do povo, como o presidente que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil. Se a seleção brasileira levar o caneco, melhor ainda para os planos do craque petista. Poderá comemorar com seu povo, tomando todas e todos os votos possíveis. Quem viver beberá.
A pedra no caminho de Lula seria apenas um ensaio de crise econômica mundial. Lula reza que os problemas de inflação mundial, pela alta nos preços das commodities e dos alimentos, demore um pouco para atingir o Brasil. Pelo menos até ele se retirar temporariamente do Palácio do Planalto. O jogo político dele é contra o tempo.

O polêmico terceiro mandato só se torna realidade se for interessante para o PMDB, que comanda as votações no Congresso. Se o partido não tiver um candidato viabilizado nos próximos seis meses, vai apostar no golpe do terceiro mandato, para continuar no poder e ampliar ainda mais sua participação no desgoverno Lula. Caso o PMDB viabilize a vertente Aécio, tendo até o apoio do atual presidente, Lula vem para o Senado e fica no banco de reservas para retornar a campo depois da Copa de 2014.

A situação econômica será o fiel da balança eleitoral para 2010. Fique de olho nos preço dos ingredientes para a massa de pastel e na cotação da cerveja. Se eles subirem demais, Lula terá problemas. Se Lula sofrerá uma fritura na panela de uma eventual crise ou se vai fritar os pastéis para comemorar com sua cerveja predileta, eis o enigma mais próximo de nossa conjuntura atual.

De qualquer forma, o desgoverno Lula, como continuidade do desgoverno FHC, consolidou as perdas internacionais de nossa economia para felicidade dos banqueiros daqui e de fora. Apesar dos discursos triunfais, a economia brasileira é sempre a que menos cresce entre os países emergentes (na verdade, subdesenvolvidos e cheios de corrupção sistêmica, comandados por governos do crime organizado).

Os brasileiros só acham que tudo está uma maravilha com Lula porque a farra do crédito nada fácil a juros altos permite um aumento do consumo das classes D e E, e até mesmo da classe média. Para as classes A e B a situação é boa também, porque nunca se ganhou tanto dinheiro com negócios especulativos como neste segundo mandato de Lula.

Os mais favorecidos economicamente podem não gostar do sindicalista no poder. Mas apreciam os lucros que vêm obtendo com a política econômica tocada por seu desgoverno que é contra a soberania nacional, contra o progresso, contra a paz social, contra a integridade do patrimônio nacional e, sobretudo, contra a democracia – pois não temos a mínima Segurança do Direito Natural.

Vide a recente prisão de um “perigoso bandido” no interior de São Paulo. o ajudante de motorista de caminhão Valmes Pereira da Silva, de 25 anos, foi preso sob acusação de tentar furtar cinco galinhas em uma granja na cidade de Ibitinga. Como punição pelo grave delito, foi jogado numa cela superlotada junto com 25 presos. Para a mesma cadeia foram levados, nos últimos dias, um homem acusado de furtar dois potes de sopa e outro que teria tentado furtar frascos de desodorante. Um país em que as leis criminais foram feitas para os pobres merece reeleger Lula presidente-eterno. Viva a ignorância!

Afinal, poucos conseguem perceber que Lula é aquele pai que joga o País pela janela todos os dias, mas que jura que não matou a criança. E as pesquisas amestradas de opinião não só colaboram para sua absolvição prévia, como ainda emprestam popularidade ao algoz da Nação Brasileira. Em um quadro conjuntural como este, o melhor é comer pastéis e esperar para ver o que vai acontecer nos próximos dois anos. O pastel com cerveja pode ser indigesto ou não. Vai depender do recheio econômico. Aprecie com moderação. País de bêbedo só tem um dono de verdade: a Oligarquia Financeira Transnacional que manda no mundo.

Jorge Serrão agora é a favor do PT: Pastéis para Todos. E vida que segue!

Perplexidade

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Por Arlindo Montenegro


Meus amigos, tenho observado que existem muitos comentários ao Alerta Total nos dias em que as matérias denunciam as velhas e costumeiras práticas do poder; menos comentários sobre matérias carregadas de assuntos pontuais e provocativos.

Quando a gente toca no âmago dos cânceres que corroem a mente desta nação assuntando sobre doutrina e práticas para a convivência democrática, mudanças pessoais e humanas; quando se trata de convite para uma comunhão de pensamentos, reflexão e busca de caminhos alternativos; quando se trata de um convite para a ação, os comentários murcham, desaparecem até.

Estive pensando se a nossa ótica e o nosso foco ou mesmo a informação das fontes que temos utilizado, não está errada. Se tudo não passa de desinformação confusa que afeta os interesses das pessoas.

Será que os donos do mundo que já controlam até os nossas vidas, não comandam também as nossas mentes? Será que o que lutamos por preservar em liberdade e em eterna vigilância, em nome do bem comum, não passa de idiotice, idealismo, besteirol? Será que os sábios que adotamos como fonte de consulta são menos sábios que qualquer banqueiro ou presidente, deputado ou comentarista de tv?

Tenho até receio de citar este tal de bem comum, que parece uma figurinha de retórica desprezível. Afinal tenho de pensar somente no bem da minha barriga? E se a produção de alimentos estiver mesmo ameaçada?

Bom, pelo menos a gente vai ter de comer menos e prolongar a vida com vitalidade e saúde, com menos enlatados e sanduichões. Sinto receio pela qualidade da água, porque outro dia, fui num local em que, suponho, pela proximidade de uma grande indústria química os peixinhos estavam mortos, boiando no riacho. E se os mares ficarem contaminados como já acontece em algumas partes do mundo?

Os carros da cidadezinha que visitei parecem todos com catapora, porque a chuva ácida corrói a pintura. Algumas pessoas utilizam umas capas para cobri-los e assim preservar a belezura das cores originais.

Pior que tudo então é esta notícia de que os caras resolveram lá em Goiás, finalmente, indenizar as vítimas do césio com um salário mínimo mensal. Já pensou se o Estado tiver de indenizar as populações pelos terremotos, pelas enchentes, pelos buracos das estradas que causam acidentes, pelos venenos que permitem contaminando os legumes, verduras e outros alimentos, pelo ácido sulfúrico no leite...

Tamos fu! Com a maioria doente e dependente, vamos ter de trabalhar muito mais para gerar tanta receita. E no fim vai haver uma fila de desesperados e inúteis esperando as rações, tipo o cenário que Orwell descreveu. Haja cesta básica! E cesta básica de pobre que 450 pilas não enche mais nem buraco de dente.

Pelos critérios correntes, os que vão sobreviver melhor serão os guerrilheiros camponeses pobres, porque são de esquerda radical, comandados por vermelhos mais radicais ainda. Depois das escaramuças vão ter o benefício gordo para poder comprar umas fazendinhas e umas cabeças de gado. Jurisinprudência dos critérios canhotos já existe.

Graças a Deus, me lembrei agora daquele ideograma chinês que tem o significado de “crise/oportunidade”. Quem sabe podemos transformar estas nossas crises existenciais em oportunidade para um trabalho em equipe, uma ação profícua na descrição de cenários possíveis para um Brasil com pensamento autônomo? O negócio é correr, sacrificar um pouco das elocubrações etílicas no altar da consciência pátria e em estado de lucidez lançar o mutirão dos quês, quando, como e onde.

Quando ao quem vai liderar este mutirão, providenciar a logística, vejo um nó. Um cenário de individualismo, personalismos, servilismo, espertezas, ouvidos moucos, olhos protegidos com óculos de escuridão total. Tanto que a gente fica com medos e dúvidas sobre as cores da verdade. Sobre as intenções e o que elas escondem.

E como já estou com os cabelos brancos e barbas de molho, prefiro resguardar a carcassa e conservar ativos alguns órgãos que podem salvar alguma vida depois que o coração parar de bombear o sangue e os neurônios se aquietarem.

Cara, quero integrar-me ao todo conservando pelo menos a liberdade de pensamento. Como diziam há uns poucos anos atrás referindo dificuldades diversas: “o mar não está pra peixe, nem o vento pra passarinho”. Hoje, isto é uma realidade muito tangível.

Arlindo Montenegro é Apilcultor e também defensor do projeto Pastel para Todos.

domingo, 27 de abril de 2008

As idéias no lugar certo em favor do Brasil

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão e Arlindo Montenegro

No Brasil, a empolada intelectualidade tem a mania de copiar idéias, ideologias ou ideocracias de fora, dificilmente aplicáveis a nossa realidade. Adoram arrotar seus conhecimentos de javanês – como bem denunciou Lima Barreto no começo do século passado. O culto e a prática fundamentalista de equivocados conceitos, mecanismos e métodos dificultam ou impedem soluções objetivas e viáveis para a Nação.

Nossos “pensadores”, com raras exceções, detestam, têm vergonha ou simplesmente não sabem ou querem “pensar o Brasil”. A classe política e os partidos, com programas exóticos, nunca formularam um projeto para o Brasil, baseado nos princípios cívicos e patrióticos. Alguns sentem até vergonha de defender tal proposta. Outros, arrotando falsa erudição, são ainda mais radicais no comportamento inferior de colonizado intelectual que abre mão de pensar e propor saídas para seu próprio país.

Felizmente, temos exceções de acadêmicos que dedicam sua vida profissional a pensar o Brasil. Uma delas é uma sábia senhora estudiosa de geografia. Com a vivência de seus setenta e quatro anos, a professora Berta Becker tem estudos e conceitos precisos que podem ajudar o cidadão brasileiro a trilhar um caminho digno, civilizatório, patriota e fraterno.

A geógrafa Berta Becker, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Não leciona mais. Integra o conselho de projetos especiais, como o Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia, liderado pela Nasa. Aos 74 anos, viaja pelo Brasil e pelo mundo fazendo palestras para todos os públicos, "de governantes até bispos e estudantes".

Ainda hoje, há quem veja em cada conflito social uma ameaça à ordem constituída. A solução que os governantes utilizam é o desprezo à ordem pública ou a utilização banal da repressão da polícia para resolver questões sociais, que são políticas e não de polícia. Existem também os que, não sentindo a ação de instrumentos de controle da ordem pública, sonham com a volta dos Generais ao poder.

A Amazônia tem sido o objeto de cobiça internacional e os controladores do mundo já trabalham naquele território há muito tempo, propondo soluções de internacionalização e mesmo de criação de territórios livres em mãos de etnias já trabalhadas por ONGs e missionários bondosos.

As questões ambientais têm sido objeto da atenção da comunidade científica internacional. Nas últimas décadas a Amazônia brasileira conheceu as maiores taxas de crescimento urbano. Apesar disto, as taxas são ainda baixas demais para a necessidade de ocupação racional desta estratégica região do planeta, que pertence ao Brasil em sua parte mais significativa.

A Dra. Becker nos dá uma aula magna:

“A diversificação das atividades econômicas e as mudanças populacionais resultantes, reestruturaram e reorganizaram a rede de assentamentos humanos na região. A visão da Amazônia no início do século 21 apresenta padrões e arranjos espaciais de uma Amazônia diferente: em meio a floresta tropical um tecido urbano complexo se estruturou, levando a criação e o uso do termo "floresta urbanizada" pelos pesquisadores que estudam e acompanham o processo de ocupação da região” (Becker, 1995).

Em entrevista concedida em 2005, ensinou textualmente:

“Preservação é diferente de conservação. Preservar é não tocar, é deixar como está. Conservação é utilizar sem destruir. E eu prefiro a conservação com inclusão, acredito piamente no uso não-destrutivo do patrimônio natural de modo a gerar trabalho e renda sem deteriorá-lo.”

Berta Becker adverte: “A região amazônica, primeiramente, não pode ser encarada como algo único. É um caldeirão de diferenças sociais, é grande e diversa. Mas uma coisa é comum: o nível de aspirações se elevou enormemente para todos os atores sociais daquela região, desde empresários, agricultores e governos, até ribeirinhos, índios e pequenos produtores agrícolas. Todo mundo quer se desenvolver, é um caminho sem volta. Acabou a fase de ocupação pura e simples. É urgente a concepção de uma política de consolidação do desenvolvimento.”

A Dra. Berta Becker também faz uma séria advertência teórico-operacional que
desmancha com o cinismo contido nas tradicionais propostas de reforma agrária,
que incendeiam o país desde as velhas Ligas Camponesas de Francisco Julião até o
MST e seus anexos terroristas comandados pelo fundamentalista João
Pedro Stédile: “O modelo tradicional de assentamento rural, aquele em que cada
família ganha um pedaço de terra para trabalhar isoladamente, não funciona na
Amazônia. É obsoleto e não atende nem às necessidades ambientais nem ao povo
da região.”

A professora Becker demonstra a fragilidade estrutural do romântico conceito de agricultura familiar: “É uma atitude perversa pegar um monte de gente vulnerável, despreparada, e mandar para uma região sem estradas, sem infra-estrutura, sem informação, sem nada. É por essa razão que a evasão dos assentados ao redor de Santarém, no Pará, chegou a 70%. Não é porque exista má vontade ou preguiça dos assentados, mas sim porque não dá para produzir desse jeito, não dá para trabalhar no meio do nada, de forma isolada. Até agora o governo não deu o apoio necessário e não vai dar, simplesmente porque não é possível em termos operacionais.”

Berta faz a crítica e aponta solução: “Eu tenho uma proposta polêmica, mas que, na minha cabeça, depois de tudo o que eu já vi, faz todo o sentido. Proponho que sejam implementadas grandes fazendas de colonos, num esquema cooperativo, para possibilitar produção em escala. Em vez de colocar cada assentado num pedaço pequeno, em que ele só poderá utilizar 20% da área, conforme a legislação ambiental, será melhor partir para unidades maiores, exploradas cooperativamente. Numa grande propriedade, usar 20% da área permitirá uma grande produção, muitas vezes maior do que se fossem utilizados os pedacinhos de cada assentamento individual Além disso, esse modelo facilita a organização de infra-estrutura, ao criar um pequeno pólo populacional com luz, esgoto, escola e apoio técnico. Não se deve dar o título de propriedade da terra, pelo menos por um tempo, mas apenas garantir a concessão.”

Com essa proposta, não estaria, em parte substancial, resolvido o problema da produção de alimentos para o mundo? A resposta é óbvia. No entanto, os interesses transnacionais que dominam a indústria de produção de alimentos não permitem que propostas deste calibre sejam implementadas no celeiro natural do mundo que é o Brasil. Além da sabotagem externa, sofremos da miopia produtiva interna, em que os tradicionais produtores também têm dificuldade em se associar para produzir mais e melhor com menores custos. A tudo isso se somam os sabotadores e terroristas da agroprodução no Brasil.

A Dra. Berta Becker demonstra como operam estes sabotadores, que se escondem sobre as “bem-intencionadas” ONGs. A pesquisadora descreve com precisão o que acontece na Amazônia:

“Acredito que precisamos sempre prestar atenção ao papel dessas organizações no que diz respeito à geopolítica. Algumas entidades, muitas delas bastante fortes e representativas de interesses internacionais, fazem de certa forma um jogo anti-Estado. Elas pregam um pouco a tese de que o Estado diminuiu e que são elas que precisam ocupar o espaço deixado, como as salvadoras da pátria.”

A Professora aprofunda a crítica: “Na verdade não foi nada disso. Os Estados não acabaram, estão aí definindo políticas e muitos deles têm braços que apóiam aberta ou secretamente as grandes ONGs e organismos multilaterais, para financiar políticas em outros países em desenvolvimento. As ONGs acabam sendo ferramentas de influência direta de alguns governos sobre outros. Também chamo a atenção para o fato de que muitas vezes são essas organizações e organismos que ditam a agenda de discussão. E quem define a agenda tem o poder, porque o que entra em discussão pode ser definido e o que não entra não tem nem chance. São as regras do jogo.”

Pelo que nos ensina Berta Becker, não vale a pena jogar o jogo no cassino do Al Capone. Nós, brasileiros, vamos sempre sair perdendo. Por isso, precisamos “Pensar Brasil”. E com idéias, conceitos e mecanismos no lugar certo.

Arlindo Montenegro é Apicultor e Jorge Serrão é sopa no mel.

sábado, 26 de abril de 2008

Tropa do desgoverno ou do Estado?

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão


“Foi uma vitória da persistência e da persuasão, que deve ser creditada ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, o aumento do soldo dos militares, numa média percentual de 47%, variando do recorde histórico de 137,8% para os recrutas e 35,5% para os generais. Empenhado em reequilibrar o soldo dos militares, defasado durante vários governos, o ministro Jobim teve os esforços recompensados com o decreto presidencial. A tropa, em continência, agradece”.

O texto acima, de fazer inveja ao falecido Pravda soviético ou ao Gramma cubano, foi atribuído a militares que o receberam via Internet ao CComcex (o Centro de Comunicação Social do Exército). O belo exemplo de puxa-saquismo editorial teve direito até a foto de Nelson Jobim, o poderoso genérico de 4 estrelas, patente conquistada depois que vestiu a farda de General, contrariando a lei sobre o fardamento militar, mas não foi punido por isso. Se tal texto veio mesmo do setor oficial de comunicação do EB, só foi divulgado com autorização do Alto Comando.

É difícil de acreditar que o Informex tenha veiculado um elogio tão rasgado a Nelson Jobim. No site oficial do EB não tem texto algum sobre tal elogio. Na Internet, um e-mail recebido por um militar, vindo do site Reservaer, indica que o texto elogioso saiu na resenha do CComsex. Só pode ser piada de caserna. Ou, então, os gênios que publicaram isso perderam completamente a noção doutrinária que estabelece a diferença entre o governo e o Estado. O primeiro é transitório na democracia. O segundo é permanente.

O conceito correto é fácil de ser explicado. Embora pareça uma abstração, o Estado é uma instituição organizada de forma política, social e jurídica. Em tese, o Estado deve representar a realização do interesse geral. No entanto, o Estado é a forma pela qual os interesses da parte mais forte e poderosa da sociedade ganham a aparência de “interesses de toda a sociedade”.

O Estado é a expressão política da sociedade, enquanto dividida em classes. Mas, nem por isso, se deve incentivar a “luta de classes” – como fazem nossos desgovernantes. O Estado é uma comunidade ilusória. Ele aparece como comunidade porque é assim percebido pelos sujeitos sociais. O Estado não deve ser um poder distinto da sociedade. Precisa ser ordenado e regulado para o interesse geral definido pela sua sociedade - não pelo próprio Estado, enquanto poder teoricamente separado e acima das particularidades dos interesses de classe.

O Estado deve ser dirigido por um Governo (e não por Organizações Não-Governamentais – as ONGs -, como virou moda no mundo globalizado). A legitimação do chamado Terceiro Setor é uma forma de esvaziar o papel do Estado, eximindo-o de suas responsabilidades. As chamadas “entidades da sociedade civil organizada” (ONGs, OSCIPs e afins) são uma forma sutil que o Poder Mundial utiliza para intervir no Estado para favorecer os grupos hegemônicos.

O Estado Nacional ocupa um território definido. O Estado é uma figura unificada e unificadora. A dominação do Estado é exercida de forma impessoal e autônoma, através do mecanismo das leis e do Direito. Graças à lei, o Estado parece um poder que não pertence a ninguém. Por isso, o Estado é regido por uma lei máxima. Geralmente, uma Constituição escrita.

A Constituição é a soma dos fatores reais do poder que regem um país. Na verdade, é um código que rege o “condomínio” da Nação. Mas persiste um problema prático. Em todo sistema político existe uma certa distância entre o que o prussiano Ferdinand Lassalle (1825-1864) chamou de "constituição escrita", que figura nos papéis e "constituição real", que impera nos fatos objetivos.

A tradição institucional brasileira segue bem essa linha. É bastante diferente da tradição anglo-saxã. Lá fora impera a palavra “enforcement” - que provém do verbo “to enforce” ou “fazer cumprir”. Para nós, latino-americanos é diferente. Uma lei existe quando é anunciada. Para os anglo-saxões, uma lei só existe quando se cumpre. Independe de estar escrita. Por isso, nossas 181 mil leis hoje em vigor tendem a virar letras mortas. Não são cumpridas devidamente.

Aristóteles observou em “A Política” que uma lei não é lei quando é promulgada formalmente, mas quando se cumpre e termina por incorporar-se na sociedade como um hábito coletivo. Só então passa a ser uma verdadeira lei. Aristóteles aconselhou aos legisladores que não aprovassem leis sem estarem seguros de que seriam cumpridas. Caso contrário só conseguiriam desprestigiar o conceito mesmo de lei. Na verdade, as leis utópicas ou fora da realidade psicossocial só valem no papel. No mundo real viram letra morta.

Pautado por sua Constituição, um Estado tem poder de decidir seu destino. Isto se chama soberania, que é a capacidade de decisão do poder estatal. Um Estado soberano trabalha para o Progresso, a manutenção da Soberania, a Paz Social, a Integração Nacional, a Integridade do Patrimônio Nacional e a Democracia. Estes são os Objetivos Nacionais Permanentes. Sem eles a completa soberania fica inviabilizada. Não há meio termo. Soberania: ou se tem, ou não tem.

O Estado tem de possuir soberania - reconhecida internamente e externamente.No campo interno, a soberania se manifesta, principalmente, através da constituição de um sistema de normas jurídicas, a partir da Constituição. Tais normas são capazes de estabelecer as pautas fundamentais do comportamento humano. Soberania também é o direito exclusivo de uma autoridade suprema sobre uma área geográfica, grupo de pessoas, ou de um indivíduo.

Também se entende por soberania a qualidade máxima de poder social, através da qual as normas e decisões elaboradas pelo Estado prevalecem sobre as normas e decisões emanadas de grupos sociais intermediários, como família, escola, empresa, igreja etc. Tal soberania se manifesta e consolida a partir de um “acordo” ou pacto de equilíbrio entre a sociedade e o Estado.

Se existe desequilíbrio nesta relação, temos uma relação de conflito e antagonismos. Quando a sociedade subjuga o poder do Estado, a partir de agentes de influência que manipulam a mídia, as ONGs, os “movimentos sociais organizados” e forças subterrâneas (agentes criminosos), tendemos a uma anarquia (ou desgoverno). Quando o Estado subjuga a sociedade, empregando seus aparelhos ideológicos e repressivos para usurpar o poder, tendemos a uma ditadura ou totalitarismo.

O curioso e perigoso é que ambas as situações ocorrem em regimes falsamente considerados “democráticos”. Em ambos os casos, a democracia não existe de fato. Apenas são empregados mecanismos que seriam democráticos, como o direito ao voto (no caso do Brasil um direito obrigatório) e as consultas populares em referendos manipulados (no resultado das urnas e no processo de marketing que gera tendências seguidas pela massa moldável).

O Brasil fornece um perigoso exemplo de desequilíbrio. Basta analisar o problema histórico de relacionamento da nossa sociedade com o Estado. Por aqui impera uma total falta de controle democrático. O Brasil desconhece o verdadeiro conceito de democracia capaz de promover um equilíbrio na mão-dupla do relacionamento entre a Sociedade e o Estado. Aqui não se exercita a razão pública. Nem se promove a segurança do Direito.

Sem tal controle social, ficam inviabilizados todos os objetivos nacionais. O Estado descontrolado fica refém da verdadeira face do crime organizado. Abre-se caminho para uma perigosa relação, na qual o Estado explora e abusa da sociedade, e a sociedade se aproveita de tal relação, aceitando-a, passivamente, pois pequenos grupos organizados também tiram proveito dela.

O caos social é resultado deste pacto da mediocridade. Seu inverso, a Paz Social, depende diretamente de um outro princípio fundamental para o funcionamento do Estado Democrático. Todos deviam saber que a Ordem Pública é o patrimônio jurídico mais importante para a sociedade, porque é a garantidora da própria vida e da liberdade dos cidadãos.

O Estado será um garantidor da Ordem Pública se nele for praticada a verdadeira Democracia. Fundamental é empregar o conceito certo. Democracia é a prática Segurança do Direito Natural, através do exercício da razão pública, na ação da cidadania. Esta é a definição pós-moderna de democracia, adequada ao Brasil.

O chefão Lula da Silva, coitadinho, não estudou na disso. Eis o motivo pelo qual ficou muito irritado e pediu a cabeça do General Augusto Heleno, porque ele declarou que servia ao Estado – e não ao governo brasileiro. Lula não sabe a diferença entre os conceitos. Não sabe simplesmente porque não lhe interessa e nem lhe convém saber. Melhor, para o projeto dele de poder, é que ambos se confundam.

O raciocínio tosco é bem simples. Exemplo: quem está no governo pode usar e abusar do cartão de crédito corporativo que é chancelado pelos recursos do Estado. Deu para entender?

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

“Nada será como hoje amanhã”

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Maria Lucia Barbosa

Nada dura para sempre, tudo está em constante mudança, mesmo assim, nossa sede de infinito dá aquela falsa sensação de que viveremos indefinidamente. Os moços não cogitam da velhice que lhes parece remota. Os velhos não pensam na morte que se aproxima. Os que estão no poder não imaginam que mais dia menos dia perderão seu domínio e seus privilégios.

Se não há mal que dure para sempre o bem também não dura. Aliás, o bem traduzido em termos de felicidade dura menos que o mal que é o locatário do mundo. Basta observar que a história mundial registra mais déspotas do que governantes benfazejos, mais tiranias do que democracias.

Ao mesmo tempo, isso parece demonstrar que, apesar da instabilidade das formas ilusórias da existência há uma essência que traduz a única coisa imutável da natureza humana: a ignorância com seu séqüito de desgraças tais como o desamor, a inveja, a ganância, o culto da mentira, o egoísmo, o hedonismo, a ambição desmedida, enfim, essas características do animal mais evoluído e mais cruel do planeta: o homem.

Em determinadas épocas os traços negativos da humanidade se acentuam em determinadas sociedades e, em alguns casos, contaminam o mundo. Esse tipo de pestilência tem como núcleo certas formas de poder. No século passado, por exemplo, o mal esteve por excelência não tanto nas duas guerras mundiais, mas nos totalitarismos representados pelo nazismo e pelo comunismo.

Terminada, porém, a Guerra fria, derrubado o Muro de Berlim, o mal continuou a despontar aqui e ali com outras formas. Na América Latina, que parecia expurgada de seu histórico autoritarismo, emergiram populistas sedentos de poder que pensam durar para sempre no comando arbitrário de seus povos.

Em Cuba, pequenas mudanças já são perceptíveis na medida em que Fidel Castro se encontra praticamente mumificado. Se isso é bom para os cubanos, não se pense que o sucessor de Fidel no cenário latino-americano é seu irmão Raúl Castro.

O herdeiro do tirano da Ilha atende pelo nome de Hugo Chávez e este tem seguidores na Bolívia, no Equador, na Nicarágua, agora no Paraguai e, porque não, na Argentina e no Brasil. E quanto mais sobe o petróleo, mais Chávez, o bem armado, amplia sua influência sobre seus comandados e sobre os muy amigos.

Gira o mundo e sinais de mau agouro se desenham no horizonte das transformações. Em termos políticos, nos Estados Unidos a vitória de Barack Obama, tido por muitos como anti-semita, mulçumano e de esquerda traria conseqüências imprevisíveis para o planeta globalizado.

Na economia fala-se em fome mundial, especialmente para os mais pobres, ressuscitando-se, em pleno século 21, a tese de Malthus segundo a qual o crescimento populacional seria maior do que a produção de alimentos. Sobe absurdamente o barril de petróleo. A crise da economia americana turva o céu de brigadeiro que possibilitou a calmaria, inclusive, dos países subdesenvolvidos.

No Brasil algo começa a mudar na economia, como não poderia deixar de ser. Um velho filme de terror está sendo reprisado e tem como título a volta da inflação, que o Plano Real havia eliminado. Inútil se torna a costumeira manipulação de dados pelo governo, pois o povo já percebe a subida do preço dos alimentos, sendo que já há previsão de alta da gasolina.

Reivindicações do Paraguai relativas à Itaipu, que possivelmente serão atendidas pelo governo brasileiro, elevarão ainda mais o preço da energia. E torçamos para que Evo Morales não resolva fechar de vez a torneira do gás, pois as conseqüências para nós seriam as piores possíveis.

Para além da economia, outras coisas vão mudando no Brasil, e para melhor. Significativa e importante foi a opinião do Comandante da Amazônia, general-de-exército Augusto Heleno Pereira, que durante palestra no Clube Militar do Rio de Janeiro se declarou contra a demarcação de imensas terras indígenas na fronteira, portanto, contra a reserva Raposa Serra do Sol, “uma ameaça a soberania nacional”.

O general criticou também a política indigenista que considera lamentável e caótica, e ainda ousou afirmar, muito apropriadamente, que o “Exército serve ao Estado e não a governos”. Sua voz ecoou na mídia e se destacou do coro dos medíocres, dos estultos e dos acovardados que pululam nas diversas instituições do País.

Também a posse do ministro Gilmar Ferreira Mendes na presidência do STF ressuscitou a esperança de se encontrar na Justiça a verdadeira e legitima autoridade, aquela que se faz respeitar ao respeitar as leis. O ministro criticou o “modelo de edições de medidas provisórias” que paralisa o Congresso, a ação de movimentos sociais, a idéia do terceiro mandato e ainda defendeu o papel do Judiciário na consolidação da democracia.

Alguma coisa está, portanto, mudando. Afinal, “nada será como hoje amanhã”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Novo presidente do STF pede que juízes sejam rigorosos com ações de “movimentos sociais terroristas”

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão


Os Movimentos Sociais Terroristas entraram na mira do novo presidente do Supremo Tribunal Federal. Gilmar Mendes fez uma crítica direta ao MST e congêneres que invadem propriedades e repartições públicas no País. O ministro cobrou providências do poder público para impedir e reprimir esse tipo de manifestação. Gilmar Mendes comentou que, se a sociedade aceita o desrespeito à lei e à ordem é porque “incorporamos o patológico na nossa mente”.

O novo presidente do STF tomou o cuidado, absolutamente desnecessário, de apontar os movimentos aos quais dirigia sua crítica. Gilmar Mendes apenas aconselhou aos magistrados que, em caso de conflito, os juízes não podem ter dúvida em autorizar a desobstrução de áreas ocupadas, mas pregou cautela para evitar confrontos entre a polícia e os manifestantes.

Gilmar Mendes voltou a criticar o excesso de medidas provisórias editadas pelo governo federal. Indicou que, com isso, ocorre o trancamento seguido da pauta do \Congresso Nacional, “que perde o domínio sobre a sua própria agenda - argumentou o ministro”. Mendes ressalvou que nenhum presidente da República edita medidas provisórias por "acordar com vontade de fazer", mas sim a partir de demandas encaminhadas pelos Ministérios.

O presidente do STF também não exime o Legislativo de providências: “O problema não é só do Executivo. Há uma crise do processo decisório, que é da responsabilidade do Congresso. Cabe fazer uma recompreensão dos institutos”. Gilmar Mendes citou como possíveis soluções para o impasse a redução do número de MPs, o estabelecimento de um limite de medidas editadas por ano ou a supressão do trancamento da pauta.

Presenças VIPs

A posse de Gilmar Mendes reuniu a nata da política nacional.

Pela primeira vez, o chefão Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes Fernando Henrique, José Sarney e Fernando Collor estiveram juntos num mesmo ambiente.

Na área reservada aos convidados, FH, Sarney e Collor mal se falaram e se cumprimentaram friamente.

A Corte recebeu cerca de 4.800 convidados para a posse - mais de mil além do esperado pelo cerimonial.

Custo da festa

A cerimônia de posse do novo presidente do STF, na quarta-feira, custou R$ 99,7 mil.

Desse valor, R$ 59,1 mil saíram dos cofres do tribunal.

O restante foi bancado pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe).

Candidaturas fake

Circulam na Internet, nos últimos dias, o lançamento mentiroso de duas candidaturas à Presidência da República.

A primeira é do General Augusto Heleno, Comandante Militar da Amazônia, que não tem qualquer pretensão política.

A segunda candidatura “fake” é do polêmico “Cabo’ Anselmo, considerado “o grande traidor das esquerdas”.

Pedido aos navegantes

José Anselmo dos Santos avisou ao Alerta Total que apenas aguarda que a Comissão de Anistia julgue seu processo, tornando-o novamente cidadão antes de morrer.

Forçado a viver ainda na clandestinidade, Anselmo espera que a mesma Comissão de Anistia autorize a Marinha a expedir seu Documento de Identidade, já pedido há mais de quatro anos.

Anselmo adverte que nunca passou por sua cabeça ser candidato em um sistema eleitoral que mais parece o Cassino do Al Capone.

Qualquer especulação sobre sua candidatura é a maior piada dos últimos tempos:

Como pode um homem que não existe, que é um morto-vivo do atual sistema político, pretender ser candidato a qualquer coisa?”.

Prostituição financiada

A Polícia Federal prendeu ontem em São Paulo 10 pessoas acusadas de desviar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para lavagem de dinheiro e em esquemas de prostituição.

O esquema envolve prefeituras paulistas e uma das maiores cadeias de lojas de varejo do país (Marisa).

Entre os presos estão Ricardo Tosto, de 44 anos, um dos advogados mais conhecidos do país e membro do Conselho de Administração do BNDES, um sindicalista, um coronel reformado da PM, servidores públicos e empresários.

Lavanderia sexual

O dinheiro desviado era lavado num prostíbulo e num restaurante que funcionam num flat no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.

O dinheiro desviado aparecia como investimento dos sócios no flat.

Na verdade, o funcionamento da casa de prostituição era mantido com o pagamento de vantagens ilícitas a autoridades e servidores públicos.

Os três sócios, presos ontem, são donos de uma construtora que faz obras para prefeituras.

Preso ilustre

O mais conhecido dos presos é o advogado Ricardo Tosto, que faz parte do Conselho de Administração do BNDES como representante da Força Sindical.

Tosto foi acusado de usar o cargo para influenciar a liberação de empréstimos.

Tosto é conhecido por defender o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP)e o ex-ministro José Dirceu, e é indicação de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.

Empurra com a barriga

A Casa Civil prorrogou até o dia 26 de maio o prazo para a conclusão dos trabalhos da comissão de sindicância que investiga o vazamento de informações do suposto dossiê com gastos da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A portaria que prorroga o prazo foi publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, que está como ministra interina, já que Dilma Rousseff encontra-se em viagem ao exterior.

Erenice Guerra foi apontada por matérias publicadas na imprensa como a pessoa que ordenou a elaboração do suposto dossiê.

No entanto, a Casa Civil negou, por meio de nota divulgada no dia 28 de março último, o envolvimento da secretária-executiva no caso.

Dilma adiou seu depoimento no Senado para o dia 4 de maio.

PT autofágico

Os petistas de BH não descartam recorrer à Justiça caso não consigam derrubar a decisão da Executiva Nacional do PT, que proibiu ontem uma coligação com o PSDB à Prefeitura de Belo Horizonte.

A cúpula petista contrariou a negociação entre o atual prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT), e o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB).

A proibição abre uma crise entre a Executiva e Pimentel, que considerou o veto "um desrespeito" e uma "decisão politicamente equivocada".

Bye-Bye Geraldo

Fernando Henrique Cardoso e José Serra conseguiram mesmo inviabilizar a candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo.

O atual prefeito, Gilberto Kassab, avisou ontem que seu nome está consolidado a concorrer à reeleição, depois de receber o apoio do PMDB.

Kassab defendeu, publicamente, a retirada do ex-governador Geraldo Alckmin da corrida municipal.

O acordo com o PMDB foi costurado, nos bastidores, por Serra, FHC, Kassab com todo apoio do ex-governador Orestes Quércia.

Olho no futuro

O DEM e o PMDB formalizaram ontem uma aliança que dará força ao governador José Serra (PSDB) em sua pretensão de chegar em 2010 à Presidência.

Quércia defendeu abertamente que seu partido apóie Serra para suceder ao presidente Lula.

A estratégia detona qualquer pretensão futura de Geraldo Alckmin concorrer ao Palácio do Planalto.

Vai lhe sobrar, no máximo, a opção de disputar o Palácio dos Bandeirantes – isso se colaborar agora, desistindo de ser candidato a prefeito de São Paulo.

Quase fechado

Os acionistas da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom (BrT) fecharam ontem os detalhes finais do acordo para a reestruturação societária das duas empresas e a venda do controle da BrT à Oi.

O conselho da Brasil Telecom aprovou o fim de vários litígios judiciais - quase todos relacionados ao Opportunity -, passo essencial para a conclusão do negócio.

Ontem à noite, os advogados envolvidos na operação trabalhavam na redação dos contratos com o objetivo de que tudo esteja pronto ainda hoje, para ser assinado.

Novo desenho

O novo grupo que surgirá da união de Oi, Brt e Contax (empresa de call center da Oi) terá 83 mil funcionários e será um dos maiores do País.

Considerando apenas as operadoras Oi e BrT, a receita líquida combinada é de R$ 28,64 bilhões.

Os grupos Andrade Gutierrez e Jereissati vão adquirir a participação dos sócios que sairão definitivamente da estrutura societária da Telemar Participações, controladora indireta da operadora de telefonia Oi.

Com a compra da fatia de GP, Citi e Opportunity, os dois grupos terão cerca de 42% da controladora, divididos meio a meio, e desembolsarão cerca de US$ 1,6 bilhão.

A Fundação Atlântico, fundo de pensão dos funcionários da Oi, que tem a diretoria indicada pelos controladores, terá outros 10%.

Outra negociação

A segunda etapa da operação, já em andamento, deverá consumir cerca de R$ 5 bilhões.

A Oi usará seu caixa para adquirir o controle da BrT, que tem como seus principais donos os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Petros (dos petroleiros), Funcef (da Caixa Econômica Federal), Opportunity e CVC (administrado pelo Citi).

Ou seja, saem ganhando os sindicalistas filiados ao PT que controlam os fundos de pensão.

Esso da Cosan

A Cosan, maior produtora de açúcar e álcool do Brasil, comprou as operações de distribuição e comercialização de combustíveis da Esso Brasileira de Petróleo por US$ 826 milhões.

A empresa firmou contrato de longo prazo para continuar usando a marca Esso no Brasil.

A Cosan informou ainda que as operações das duas empresas continuarão sendo independentes.

Segundo o fato relevante divulgado ao mercado financeiro na manhã de ontem, o valor da aquisição totaliza US$ 826 milhões, além da assunção de US$ 163 milhões em endividamento financeiro líquido e US$ 35 milhões em créditos líquidos com partes relacionadas existentes ao final de 2007.

Manifesto

A Associação dos Militares das Forças Armadas lançou ontem um manifesto à Nação em defesa dos princípios democráticos:

“Por juramento, somos obrigados a tomar uma atitude. Chega de chantagens emocionais - "quartelada", "golpe", "patrulhamentos". Assim como, por vocação, não corremos do risco nem do perigo iminente, também não podemos, por obediência a princípios, ficar de braços cruzados diante da violação destes mesmos princípios por aqueles que também deveriam defendê-los! Fazemos votos para que aqueles que, em dissonância com a história, ainda pretendem implantar no Brasil um Estado totalitário desistam da idéia, porque não é isso que os brasileiros querem, e, se eles não querem, nós não vamos deixar que isso aconteça”.

Leia o texto integral no link: Manifesto à Nação Brasileira

Jornalismo Mórbido

É espantoso o tumulto gerado em torno do bárbaro assassinato da menina Isabella, jogada do sexto andar de um edifício em São Paulo.

Leia o artigo de Adriana Vandoni criticando a exploração espetaculosa desse triste caso pela mídia amestrada nacional:

Não é um espetáculo

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

Não é um espetáculo

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Adriana Vandoni

É espantoso o tumulto gerado em torno do bárbaro assassinato da menina Isabella, jogada do sexto andar de um edifício em São Paulo. Logo após o choque pela brutalidade do assassinato comecei a acompanhar a ampla e até certo ponto exagerada cobertura jornalística. Ainda não tinha nada esclarecido e via o promotor de justiça, Francisco Cembranelli, em intermináveis entrevistas acusando o pai e a madrasta pelo crime.

Ao mesmo tempo, a mãe já estava sendo abordada por grupos, que munidos de camisetas estampadas com o rosto da menina, a convidavam a se engajar em movimentos pela paz.

Aquilo tudo passou a me incomodar muito. Via uma mãe sufocada e, mesmo sem que isso fosse a intenção, sendo pressionada a adotar uma postura que ainda não estava preparada para assumir. Via ali uma mãe que não estava tendo o direito de chorar a perda da filha.

Por outro lado, via a crucificação de um casal, até então sem provas para tanto. Ora, mas se não há prova alguma, como este promotor pode os acusar dessa forma?, pensava. Classifiquei as aparições do promotor na mídia como uma crise de estrelismo desmesurado.

Logo depois vieram os laudos da perícia que colocaram o casal (pai e madrasta) na cena do crime e retiraram a possibilidade de uma terceira pessoa ter cometido o assassinato. Provavelmente o promotor já tinha conhecimento de algo, por isso afirmava com tanta veemência que o pai e a madrasta eram os autores. A polícia fez sua parte, o casal foi indiciado e agora cabe à Justiça o julgamento e a aplicação da pena, caso seja confirmada a autoria do crime.

O caso da menina provocou uma comoção popular desmesurada que beira à histeria. É claro que a indignação, a revolta, o espanto, enfim, a reação é saudável, pois demonstra que o brasileiro, apesar de todos os reveses, ainda se indigna diante da brutalidade. Não somos um bando de bonecos de marfim, insensíveis. Mas tudo há de ter um limite, até o extravasar dos sentimentos.

Assusta a disposição popular em executar um linchamento, quase em fazer justiça com as próprias mãos. É bem verdade que imprensa se viu refém do caso, e em busca do Ibope, pra não ficar atrás dos concorrentes, onde cada momento era transmitido ao telespectador, ao vivo até, tratando o homicídio como uma espécie de reality show, onde a solução do caso e a pena serão decididos de acordo com a opinião dos telespectadores.

Escutei um desses apresentadores sensacionalistas, prováveis futuros políticos, questionando o fato da mãe da menina não ter chorado, nem gritado. Como se ela passasse a ser suspeita por não ter seguido um script que o apresentador decidira como o correto e normal. O que se passava pela cabeça da coitada, que acabara de perder uma filha, que não estava acostumada a participar de espetáculos, e não chorou, não conseguiu chorar. Como não chorar?! Seu choro fazia parte de todo aquele espetáculo, e deveria ocorrer em publico, não dentro de casa, do quarto da filha, mas em público para que os cinegrafistas pudessem captar em close a profundidade da sua dor.

Ora, a investigação, o julgamento e a aplicação da pena, a dor dos envolvidos, não são etapas de um reality show.

Se está sobrando indignação, está faltando compaixão e respeito à dor de uma mãe que perdeu sua filha, e que assiste pela TV, todos os dias, a morte da filha como o enredo principal.

Adriana Vandoni é economista, especialista em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas/RJ. Professora universitária e articulista do Jornal Circuito Mato Grosso. Site: www.adrianavandoni.com.br

Manifesto à Nação Brasileira

Edição de Documentos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Cidadãos Brasileiros! Companheiros!

"... dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida".
Essas são as palavras finais do sagrado juramento à Bandeira que todo cidadão brasileiro faz ao ser incorporado às Forças Armadas.

Hoje, vemos a Pátria vilipendiada e seus valores morais sendo destruídos pela omissão e pela degradação moral que permeiam os bastidores do Poder constituído, numa afronta ao cidadão honesto e trabalhador, que já não tem exemplos a mostrar aos filhos, sobre os reais valores que devam ser cultivados.

A verdade histórica vem sendo deturpada por um revanchismo disfarçado e hipócrita, que nenhum benefício traz ao povo brasileiro. Serve apenas para confundi-lo, para desviar a sua atenção dos verdadeiros problemas do País.

As Forças Armadas, desde o governo antecessor, vêm sofrendo uma campanha de desmoralização e vêm sendo progressivamente sucateadas, para que o seu poder de reação seja enfraquecido, numa orquestração eficaz, ditada por interesses que não são os dos nossos cidadãos.

A grande massa do eleitorado, desinformada politicamente e revoltada com o caos social que tomou conta da Nação, foi habilmente trabalhada para optar por "vencer o medo", em proveito da "esperança" de reformas sociais e econômicas e de ações bem mais concretas, como a criação de novos empregos, prometidas durante a campanha de um governo que, até hoje, não se mostrou capaz de cumpri-las.

A propriedade privada, sagrado direito em uma Nação livre e democrática, vem sendo sistematicamente desrespeitada com a explícita omissão do Governo, que não age no sentido de impedir a ação criminosa dos movimentos chamados, tendenciosamente, pelas autoridades constituídas, de sociais, numa demonstração cabal de falta de autoridade ou vontade política.

A violência, rural e urbana, está completamente sem controle, e a população, refém dos criminosos, não tem mais a mínima segurança. A autoridade do Estado é posta à prova a todo o momento, levando aos marginais a sensação de liberdade de ação e de impunidade, numa escalada crescente de audácia e desafio à sociedade. Toques de recolher, fechamento do comércio e de escolas, cerceamento do direito de ir e vir demonstram sistematicamente o nível de poder do crime organizado.

O funcionalismo público está sendo responsabilizado por um déficit da previdência que, sabidamente, foi causado pela corrupção e pela incompetência do governo em gerir verbas públicas.

A impunidade, no nosso País, virou regra geral, e o crime do colarinho branco passou a ser altamente compensador.

Juros absurdos, tributos escorchantes e corrupção generalizada degradam todos os setores da Nação, inviabilizando-a no caminho do desenvolvimento, tão essencial para a geração de empregos, a qualidade de vida e a justiça social.

Pune-se o cidadão honesto em favor do sonegador e do esperto.

Leis são completamente desmoralizadas pela desobediência ostensiva e generalizada, com conhecimento e omissão do Poder Público.

Juízes e funcionários públicos de setores essenciais vêem-se na contingência de paralisarem parcialmente o Estado por meio de greves, porque colocar o Governo contra a parede configura-se como a única maneira de conseguirem que seus direitos sejam respeitados.

Com a criação de instrumentos coercitivos ditatoriais, pretende-se amordaçar a imprensa e a produção audiovisual, incluído aí o cinema.

Desarmam-se os cidadãos de bem, impedindo-os de fazer uso do recurso legal da legítima defesa, mas não se tomam as armas de guerra em poder dos bandidos.

Utilizam-se recursos de banco estatal em favor do partido político no Governo.

Como se os comensais dos palácios estivessem acima do bem e do mal, criam-se obstáculos à verificação da idoneidade de homens que exercem cargos públicos.

Pretende-se acabar com a independência dos Poderes, atribuindo-se a membros do partido-estado a incumbência do controle externo do Poder Judiciário.

Tenciona-se restringir a capacidade investigativa dos parlamentares e proibir a dos procuradores da República.

Estimula-se o culto à personalidade, na tentativa do ressurgimento de um Grande Timoneiro que, às custas do erário, divulga os seus desconhecimentos primários nos quatro cantos do mundo.

Por último, com uma visão tão equivocada que quase invade os limites de grave não-conformidade mental, pretende-se abrandar o cumprimento de penas decorrentes do cometimento de crimes hediondos!

Cidadãos Brasileiros!

Os signatários deste Manifesto, que conta com o apoio de civis patriotas e de parcela expressiva da reserva das Forças Armadas - a ativa é impedida por lei de se manifestar - vêm a, público, denunciar o atual estado em que se encontram a Nação Brasileira e a sua Instituição Militar.

Em um momento da vida nacional em que o povo mais precisa das Forças Armadas para o restabelecimento da ordem e da garantia das Instituições, fiquem certos de que elas não se acovardarão ante o processo de desvalorização dos seus integrantes e da premeditada ação de anulação de sua capacidade de reação e de cumprimento do seu dever, nem face a tentativas de implantação de regimens totalitários, contrários às nossas mais sagradas tradições.
Brasileiros, o quadro é grave.

A honra da Pátria, sua integridade e suas instituições estão definitivamente ameaçadas.

O Brasil pede socorro aos patriotas.

O honroso juramento à Bandeira exige que tomemos uma providência imediata e decisiva para que se restaure, ainda em tempo hábil, não somente a adequada capacidade operacional das nossas Forças Armadas, mas, sobretudo, o respeito às nossas Instituições, à irrestrita liberdade de expressão do pensamento, ao pleno exercício da democracia.

Só assim, teremos a capacidade de manter um Estado soberano e em condições de realizar as mudanças necessárias ao progresso e ao bem estar dos brasileiros.

Não se engane o povo com falsos argumentos de descarte do seu cidadão soldado e com falsas alegações de que não há inimigos nem guerras a serem travadas, pois se, aparentemente, não os vemos é porque ainda resta, nas nossas Instituições Militares, alguma capacidade de dissuasão.

Chegamos à crítica situação em que os profissionais militares têm de custear a saúde dos recrutas com descontos nos seus contracheques e acréscimos nas indenizações de atendimento médico-hospitalar.

Comandantes sem recursos, muitas vezes, tiram dinheiro, do próprio bolso, para evitar, por exemplo, que a sua viatura pare, comprometendo ainda mais a capacidade de sustento da família. Falta comida nos quartéis. Em última instância, até mesmo o recruta está pagando para servir à pátria.

Qualquer Nação tem, como condição para a manutenção da sua estrutura física, legal e social, a qualidade e a capacidade de ação e reação, tanto interna como externa, das suas Forças Armadas.

O processo de desestabilização de um País e o "status" de subserviência a interesses escusos e alienígenas começam, sempre, pelo aviltamento e pelo desmonte das suas Forças Armadas.

É hora de acordar. Em nome da democracia, da lei, da ordem e da manutenção das nossas Instituições, devemos agir e não calar, em atitude de omissão e covardia.

Não temos permissão para nos acomodar. Por juramento, somos obrigados a tomar uma atitude. Chega de chantagens emocionais - "quartelada", "golpe", "patrulhamentos".

Assim como, por vocação, não corremos do risco nem do perigo iminente, também não podemos, por obediência a princípios, ficar de braços cruzados diante da violação destes mesmos princípios por aqueles que também deveriam defendê-los!

Fazemos votos para que aqueles que, em dissonância com a história, ainda pretendem implantar no Brasil um Estado totalitário desistam da idéia, porque não é isso que os brasileiros querem, e, se eles não querem, nós não vamos deixar que isso aconteça.

O que todos querem é muito simples: imprensa livre, repetindo, IMPRENSA LIVRE, livre manifestação do pensamento por quaisquer meios, sem a tutela do Estado, juros e tributos razoáveis, probidade administrativa, independência dos Poderes, liberdade para investigar desvios de conduta, Forças Armadas e serviços públicos aparelhados e com o pessoal motivado, segurança pública e bandidos na cadeia, paz no campo, respeito à propriedade e Congresso soberano.

Por outro lado, se o Governo também vier a pensar como nós, pode convocar-nos para o bom combate, pois estaremos prontos.

Está dado o recado. Em nome do povo estamos prontos para o que for necessário.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

Associação Nacional dos Militares das Forças Armadas - ANMFA

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Senado convoca o General Heleno e reajuste salarial não muda posição de militares sobre política indigenista

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O anúncio antecipado do reajuste médio de 47,19%, para aliviar o descontentamento das mal pagas e endividadas legiões, não será suficiente para conter a crise militar contra o desgoverno Lula na questão indigenista. Embora o genérico Nelson Jobim diga que o assunto está “totalmente superado e encerrado”, surge um novo foco de descontentamento interno na cúpula do Exército.

O Palácio do Planalto conseguiu cooptar um dos 15 membros do Alto Comando do Exército que resolveu contrariar a posição dos demais Generais sobre a demarcação de terras indígenas. Agora, os gênios políticos e estratégicos que cercam o chefão Lula avaliam que o reajuste de 35,31% para o soldo dos Generais 4 estrelas fará muitos deles reverem sua posição contrária ao governo. É a aposta no "oficial melancia": verde por fora; vermelho por dentro...

Nos bastidores do Forte Apache, o isolado General de 4 estrelas decidiu, democraticamente, ser o porta-voz da tese contrária à doutrina do próprio Exército Brasileiro. O Comandante defende que a demarcação de áreas indígenas deve prosseguir - como desejam o presidente da República, a Funai e as ONGs e os grandes interesses transnacionais que desejam explorar o rico subsolo das futuras “nações”. Apesar desta posição isolada, os demais integrantes do Alto Comando não pensam em mudar de posição, apesar das pressões que virão em contrário. E esperam que o Supremo Tribunal Federal decida em favor do pensamento do EB.

A questão militar vai ganhar novos contornos políticos. O Comandante Militar da Amazônia será formalmente convidado a participar de uma sessão da subcomissão temporária criada no Senado para acompanhar a crise ambiental da Amazônia. O General Augusto Heleno, que quase foi exonerado pelo “comandante-em-chefe- Lula na semana passada, falará na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle sobre a política indigenista do Brasil e a defesa da Amazônia.

O convite a Heleno, acertado ontem, já gerou uma crise política. O vice-presidente da subcomissão, senador Sibá Machado (PT-AC), discordou da proposta para realização da audiência pública com o General. O petista argumentou que a subcomissão foi criada para discutir a operação Arco de Fogo e não a política indigenista ou o roubo de recursos das reservas indígenas, como minerais e madeira. Mas Siba foi voto vencido. Hoje, a oposição tentará aprovar na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado um requerimento convocando o General Heleno para uma sessão reservada.

O convite ao General Augusto Heleno será feito por intermédio do próprio Ministro da Defesa, Nelson Jobim. Quem pensa diferente dos militares também será convidado a comparecer à subcomissão: presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira; o procurador da República em Rondônia Reginaldo Trindade e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Alves Margarido Neto.

Oração do Guerreiro

A empresária paulista Ana Prudente, que visitou o Comando Militar da Amazônia recentemente, gravou, no dia 12 de abril/08, em Maturacá/AM, um vídeo que comprova que os índios (brasileiros, acima de tudo) estão com o Exército Brasileiro e não abrem.

As imagens comprovam que é quase total a presença dos indígenas nos pelotões de fronteira brasileiros.

As cenas, de arrepiar quem ama o Brasil, podem ser vistas no link:

http://br.youtube.com/watch?v=TjlVGflHP0Q

Solidários com o General

A maioria dos Senadores está solidária com o General Heleno, que foi repreendido e quase exonerado, depois de ter democraticamente criticado, em reunião no Clube Militar, a política indigenista adotada pelo governo e a demarcação em terra contínua da reserva indígena.

Heleno destacou sua preocupação com a soberania brasileira diante da presença de organizações não-governamentais internacionais na área da reserva em Roraima.

O General advertiu que, junto com grupos indígenas, as ONGs poderiam solicitar a separação política do estado, aproveitando-se de uma resolução da ONU, ratificada pelo governo petista brasileiro, que garante autonomia aos povos e nações indígenas.

Tirando da reta

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu ontem que o conflito na reserva indígena Raposa Serra do Sol está agora nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) e que cabe a esta Corte tomar uma decisão:

Esse assunto diz respeito à Funai e está no Supremo”.

Quanto à crise aberta pelo Comandante Militar da Amazônia, General Augusto Heleno, que será convidado a debater a política indigenista no Senado, Jobim afirmou que o assunto está "totalmente superado e encerrado".

Só falta o Rin-tin-tin

Jobim argumenta que, no Brasil, as terras usadas para reservar indígenas são de propriedade da União e não dos índios, acrescentando que se faz no País uma confusão com a legislação norte-americana:

Aqui no Brasil se viu muito filme americano. Lá, há nações indígenas, como os apaches, e a terra é das nações. Aqui a terra é da União, apenas com usufruto vitalício para os índios. Temos que raciocinar a partir do nosso sistema e não a partir do sistema dos outros”.

Jobim admitiu que, em 1996, quando era ministro da Justiça, elaborou uma proposta de demarcação descontínua de Raposa Serra do Sol, isto é, sem considerar como terras indígenas as estradas e os municípios constituídos.

Mas, segundo ele, a idéia foi revista pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que decidiu pela demarcação contínua.

Conflito jurídico à vista

O futuro da reserva Raposa Serra do Sol está nas mãos do Supremo Tribunal Federal.

Há duas semanas, o STF suspendeu, em caráter liminar, a operação da Polícia Federal que retiraria produtores rurais da reserva.

Existem 33 ações tramitando no STF sobre o assunto, boa parte delas questionando a demarcação contínua das terras.

As divergências

Não existe previsão de quando a polêmica será julgada no STF, mas a expectativa entre os ministros é de levar uma das ações ao plenário ainda neste semestre, provavelmente daqui a dois meses.

A União defende a demarcação do território sem interrupções.

Já o governo de Roraima argumenta que o modelo desrespeita a autonomia do estado, já que a reserva indígena ficaria sob a responsabilidade do governo federal.

Média de Jucá

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), tomou a iniciativa de fazer lobby com os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar viabilizar um acordo que permita resolver o impasse criado entre arrozeiros e indígenas sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol.

A proposta de Jucá é manter a reserva contínua e já demarcada, excluindo quatro áreas: o Vale do Arroz, onde estão os produtores; as terras destinadas à construção da Hidrelétrica de Cotingo; a área do Vale do Surumu; e a manutenção da infra-estrutura turística do Lago do Caracaranã.

Os ministros do STF vão receber muita pressão externa para deixar tudo como está.

Nem esperou pelo Chefão...

O Genérico de 4 estrelas da Defesa nem esperou pelo seu comandante-em-chefe para anunciar um faz-me-rir para o bolso das legiões.

Nelson Jobim anunciou na noite de ontem o reajuste para os militares.

Os percentuais variam de 35% a 137%, de acordo com a patente.

A elevação será escalonada, retroativa a janeiro de 2008 e até julho de 2010.

Bela média

Na média, o reajuste global foi de R$ 47,19%.

O menor reajuste proposto, para generais quatro estrelas, será de 35,31%.

O percentual de 137,83% é o máximo de aumento para os militares.

Conquista dos Capitães

O “Movimento Capitanista”, liderado por Capitães e tenentes do EB e que tem aliados no desgoverno Lula, conseguiu emplacar uma de suas bandeiras de luta.

Ninguém mais ganhará abaixo do salário-mínimo nas Forças Armadas.

O soldo, que hoje é de R$ 207, passará para R$ 415 - valor estabelecido de acordo com o salário mínimo.

Como nenhum militar ganha apenas o soldo, a remuneração média dos que ganham menos, no caso os recrutas, subirá de R$ 235,20 para R$ 471.

O genérico Nelson Jobim destacou que a determinação de acabar com soldos abaixo do salário-mínimo foi uma decisão política de Luiz Inácio Lula da Silva, baseado no princípio de que ganhar menos que o mínimo é ilegal na iniciativa privada.

Contra o trabalhador

Lula se reúne hoje no Palácio do Planalto com os líderes e os presidentes dos partidos aliados que formam o Conselho Político.

O chefão quer derrubar no Congresso o fim do fator previdenciário e fixação do mesmo índice de reajuste para todos os segurados do INSS, que ganham o salário mínimo (R$ 415) e acima do piso.

Lula também está na bronca com a aprovação da emenda que garante mais recursos à Saúde — R$ 23 bilhões até 2011.

Cascata de sempre

Lula voltou a alertar que a vinculação do aumento do salário mínimo às aposentadorias e pensões comprometeria seriamente a política de aumento do ganho real do piso nacional.

A obrigatoriedade de arcar com os benefícios de valor maior poderá inibir a concessão de aumento real além da fórmula definida para os reajustes do piso: inflação mais o Produto Interno Bruto de dois anos anteriores.

Lula se diz preocupado porque os parlamentares não apontaram as fontes dos recursos para compensar os gastos que os três projetos representam.

Longa da Rota

Será lançado em agosto "Rota comando", longa-metragem de estréia do diretor Elias Júnior, ambientado em favelas paulistas.

No estilo “Tropa de Elite”, o longa se baseia na carreira do ex-tenente da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) e hoje deputado estadual pelo PP, Conte Lopes.

O filme de 90 minutos de duração, rodado em vídeo digital, está orçado em R$ 500 mil.
Talvez “Rota Comando” não seja exibido nos cinemas e tenha lançamento somente em DVD.

Conversinha mineira

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aproveitou ontem a posse do ministro Gilmar Mendes na presidência do Supremo Tribunal Federal, para alegar que o PSDB ainda não está discutindo a sucessão de 2010.

Aécio mandou um recado indireto ao PT, de que a aliança em Belo Horizonte teria relação com a sua pretensão de sair fortalecido de Minas para a disputa presidencial:

O PSDB não começou a tratar de 2010 e nem deve fazê-lo. 2008 está aí. É um equívoco primário fazer ilações entre as eleições municipais e o que acontecerá nas eleições nacionais, dois anos depois. As eleições municipais são definidas em função da realidade local”.

Quanta generosidade...

Sobre a reação do PT nacional de tentar barrar a aliança com o PSDB em torno de uma candidatura única na capital mineira, Aécio Neves fez mais marketing:

Nós estamos voltando a fazer política a partir da motivação das pessoas, tentando interpretar o sentimento das pessoas. O PSDB teve um gesto de grande generosidade. Outros partidos estão tendo. E cabe ao PT dizer se quer ter esse gesto também em torno da construção da bandeira de Belo Horizonte, ou se o mais importante é a bandeira partidária ou a vaidade dessa ou daquela”.

Entendimento amplo

Ao negar que o PSDB antecipou o debate pelo processo sucessório de 2010, Aécio defendeu um entendimento político mais amplo no Brasil para que haja a construção de um projeto de País.

Segundo Aécio, o que existe hoje na política brasileira é a disputa pelos projetos de poder, que impossibilita um crescimento mais vigoroso da economia.

A partir de 2008, no final de 2009, é que o PSDB deve buscar, não a construção de uma candidatura apenas. O que falta ao Brasil hoje é um projeto de país. Estamos vendo um governo com situação econômica extraordinária. Temos uma bendita herança do governo passado, responsavelmente mantida por esse governo. Um presidente com altíssima popularidade e com uma ampla base de apoio no Congresso. Tudo isso junto, possibilitaria, que o Brasil tivesse desvencilhando-se dos gargalos que hoje impedem um crescimento mais vigoroso da nossa economia. As reformas não foram feitas. Isso é uma perda enorme de tempo. Talvez, pela ausência de um projeto de país. Porque hoje, no Brasil, nós estamos vivendo a disputa de poder. Os projetos de poder têm prevalecido”.

Fugindo de FHC?

Aécio Neves negou ainda que tenha havido qualquer tipo de conversa com Fernando Henrique, em que o ex-presidente tenha colocado sua preferência pela candidatura presidencial de José Serra, em 2010.

O mineiro ainda brincou com as declarações de Fernando Henrique, que afirmou que às vezes, na política, fura-se fila, citando o exemplo do senador americano Barack Obama que lidera as disputa no partido Democrata contra Hillary Clinton.

Gostei da comparação com o Obama. Agora, vou acompanhar o Obama mais de perto”.

Defendendo Lula

Aécio Neves condenou ainda a defesa feita por petistas de levantar a bandeira do terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Aécio, Lula não trabalha por esta tese:

Acho que no Brasil não há espaço para isso. Seria um equívoco enorme. Eu não acredito que o presidente da República, com a vivência política que tem, e com o conhecimento do sentimento do país que tem, incorreria num erro desses. Não acredito que seja uma tese encampada pelo presidente da República, porque radicalizaria o país, dividiria o país. E não acredito que seja essa a intenção do presidente da República”.

Quem foi mais perdulário?

Parlamentares da base aliada e da oposição fizeram um verdadeiro fuxico nas 1.611 caixas de documentos que já chegaram à CPI do Cartão Corporativo.

Entre os papéis do governo Fernando Henrique Cardoso, petistas localizaram despesas com vinho e champanhe importados e até a compra de uma miniatura de tucano - símbolo do PSDB - para o gabinete do ex-ministro Pimenta da Veiga (Comunicações).

Os oposicionistas contra-atacaram com o menu do lanche servido ao ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) no Palácio do Planalto.

Gosto tucano

Entre os gastos do gabinete de Pimenta da Veiga, os governistas garimparam uma nota fiscal que registra a compra, em março de 2001, de um "tucano de pedras quartzo azul e quartzo verde".

Pimenta da Veiga comentou a despesa, de R$ 48,90, foi feita num shopping de Brasília:

Não tenho idéia do que seja isso. Deve ter sido comprado à minha revelia. Não gosto dessas estilizações de tucanos que circulam por aí”.

Beber bem faz bem

Seu antecessor no cargo, Luiz Carlos Mendonça de Barros, usou o cartão para pagar uma garrafa de vinho Cardonnay e duas taças de champanhe Veuve Cliquot em jantar no Cipriani, enquanto se hospedava no Copacabana Palace.

A Assessoria do ex-ministro informa que Mendonça de Barros não se lembra do gasto.

Apenas alegou que suas despesas faziam parte de compromissos oficiais.

Preferências do Zé

O deputado Índio da Costa (DEM-RJ) divulgou um e-mail em que uma assessora da Casa Civil encaminha a outro servidor a "lista de alimentos que o Sr. José Dirceu aprecia".

O cardápio inclui leite desnatado, banana prata ou maçã, mamão, queijo frescal, manteiga, laranja para suco e pão de forma.

O deputado do DEM ironizou:

Aquela empáfia de guerrilheiro, e olha do que ele gosta: leitinho desnatado”.

Problema do Credit

A Policia Federal prendeu ontem um funcionário do Credit Suisse como parte de uma investigação de dois anos sobre lavagem de dinheiro e sonegação de impostos sobre a empresa suíça.

Christian Peter Weiss foi preso no Rio de Janeiro por ajudar a operar um sistema ilegal de transferência de dinheiro.

Weiss será acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, operação ilegal de instituições financeiras e formação de quadrilha, entre outros itens.

Clube dos 13

O Ministério Público Federal em São Paulo afirmou que Weiss seria acusado junto de outros 13 funcionários e ex-empregados do Credit Suisse, como parte da "Operação Suíça", iniciada em 2006 quando a PF entrou em escritórios do Credit Suisse em São Paulo e nas residências de quatro dos seus executivos.

Em 2007, a polícia prendeu 20 pessoas, incluindo funcionários do UBS, do Clariden -uma unidade do Credit Suisse- e do AIG Private Bank.

Na época, a polícia afirmou que o esquema ajudava a evasão de quase R$ 1 bilhão de reais em impostos com transferências ilegais.

Dando uma de esperto?

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair foi flagrado em um trem de Londres sem o bilhete e dinheiro ou cartão de crédito para pagar a passagem de 24,50 libras (cerca de R$ 80).

Blair foi pego por um inspetor de bilhetes quando viajava em um trem que vai até o aeroporto de Heathrow, onde pararia um vôo para os Estados Unidos.

Blair alegou que o dinheiro que um assessor lhe dera no dia anterior não estava mais no seu bolso.

Coisas de pobre

Em muitas cidades européias, linhas de trem e de metrô não têm roletas nas estações.

É obrigação do passageiro comprar o bilhete e mantê-lo para o caso de ser abordado por um fiscal dentro do veículo.

O guarda-costas de Blair se ofereceu para pagar, mas o inspetor teria dito que o ex-premier poderia viajar de graça e de primeira classe.

Tem só um detalhe: Desde que deixou o cargo de permier, no ano passado, Blair já acumulou 500 mil libras (aproximadamente R$ 1,6 milhão) no circuito de palestras, nas quais relata suas experiências na política interna e externa.

Cada um tem o Luiz Inácio que merece...

O ex-presidente de Cuba Fidel Castro explicou ontem, no jornal Gramma, a demissão do Ministro da Educação cubano.

Fidel criticou que Luis Ignacio Gómez perdeu sua "consciência revolucionária", além de atribuir a si méritos coletivos e abusar de viagens para países estrangeiros, “sempre com o pretexto da cooperação internacional de Cuba".

Luiz Ignácio estava há quase 18 anos no cargo e foi responsável pelo programa "Yo, sí puedo", método cubano que ensina pessoas pobres a ler e escrever que foi copiado por diversos países.

A nova ministra da Educação é Ana Elsa Velázquez, reitora do Instituto Superior Pedagógico Frank País, de Santiago de Cuba, e que também é deputada do Parlamento (Assembléia Nacional).

Problema do Cartão

A confusão do cartão corporativo já chega a casa dos brasileiros, graças à farra do crédito.

O Manuel já estava deitado na cama quando Maria começa a abraçá-lo, e insiste murmurando:

- Manuel, eu quero fornicar... Eu quero fornicar... Eu quer fornicar, Manuelzinho....

Manuel se mostra indiferente e não dá atenção a ela.

Maria insiste, dengosa e amorosa:

- Manueeeeeeel, eu quero fornicaaar... Eu quero fornicar... Eu quero fornicar...

Então Manuel já nervoso e aborrecido, vira-se para Maria e diz:

- Maria!!! Eu já lhe dei o MASTERCAR, o OUROCAR! AGORA SE VIRA PRA CONSEGUIR ESSE FORNICAR!!!

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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