segunda-feira, 30 de junho de 2008

Transnacional de inteligência empresarial constata que servidores públicos e militares são alvos de grampos

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Exclusivo – Por causa do enorme endividamento no crédito pessoal ou consignado, os militares brasileiros, sejam das forças armadas ou das forças auxiliares, e demais servidores públicos precisam tomar cuidado redobrado com o que conversam ao telefone. Todos estão grampeados ou com seus e-mails monitorados. A privacidade destes profissionais foi para o saco há muito tempo. Os serviços de inteligência militares não sabem como lidar com o problema.

Empresas terceirizadas de inteligência e segurança, principalmente as ligadas ao sistema financeiro, andam vazando informações sobre devedores. As informações são trocadas para empresas de cobrança. O cruzamento de dados é usado para garantir um cerco ao cliente que deve na praça. Mas o mesmo sistema serve para monitorar os hábitos, conversas telefônicas e até o IP (Internet Protocol) dos devedores. Se o militar ou funcionário público tem “importância”, o conteúdo de sua conversa ganha importância no mercado negro de informação e contra-informação.

O sistema de arapongagem ilegal contra os servidores públicos, militares ou policiais, foi identificado por uma grande transnacional, da área de logística no setor de petróleo, que investe pesado no monitoramento de políticos e de altos servidores das Forças Armadas. A varredura desta empresa confirmou que existe um esquema paralelo de vigilância ilegal da privacidade das pessoas, cujas informações são usadas para conceder crédito ou para pressionar quem deve na praça ou tem o “nome sujo”.

Os militares e funcionários públicos se transformaram em presa fácil do “sistema” porque hoje sobrevivem pendurados no cheque especial ou no crédito consignado (com desconto em folha de pagamento). Além disso, no mar de denúncias contra a administração pública, os servidores viraram “alvos preferenciais” de investigações. As companhias telefônicas fornecem ao Ministério Público (Federal e Estadual) os cadastros de clientes que se identifiquem como “funcionários públicos”, “militares” ou “policiais”.

Crime contra o desempregado

Nenhuma empresa pode usar informações da Serasa (que mais parece um SNI dos Bancos) na seleção de pessoal, impedindo que alguém com dívidas deixe de ter o direito elementar a um emprego.

A Manpower Staffing Ltda., do Paraná, foi condenada pela Justiça do Trabalho a abster-se de tomar informações na Serasa como requisito para a realização de contratações de novos funcionários.

Quem bateu o martelo foi a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, considerando que a empresa usava as informações com o único objetivo de discriminar empregados ou candidatos a emprego.

Bisbilhotice econômica ilegal

A decisão judicial foi resultado de uma ação cível pública movida pelo Ministério Público do Trabalho do Paraná, a partir de investigação realizada contra a Innvestig Consultoria Jurídica de Segurança Ltda. (que fornecia dados criminais, trabalhistas e creditícios dos candidatos a emprego).

Segundo o MPT, a Manpower utilizava os serviços da Innvestig desde 2002, prática que possibilitava a discriminação contra trabalhadores que possuíssem restrições.

A empresa pesquisava antecedentes criminais, ações trabalhistas dos candidatos a emprego e sua condição econômico-financeira , com base em cheques devolvidos ou títulos protestados com registro na Serasa.

O problema é que nada acontece com a poderosa Serasa, que hoje é uma transacional controlada pelo Experian Group, da Inglaterra.

Sábia decisão

Quanto à utilização de informações creditícias, os desembargadores trabalhistas consideraram que a Serasa se destina somente a consultas com o intuito de verificar a idoneidade de clientes (futuros devedores) e não de empregados, que, na verdade, são credores dos salários.

Afinal, se um candidato a uma vaga de emprego tem dívidas, isso não pode ser fator impeditivo da contratação.

Ao contrário, segundo raciocínio correto dos julgadores da Justiça Trabalhista, a obtenção de trabalho possibilitará que ele salde suas dívidas.

Chamem o Tuma

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) ficou fulo da vida com o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Motivo: Ustra o colocou na lista de testemunhas de defesa do processo em que o Ministério Público tenta obrigá-lo a arcar até com as despesas da União com indenização de presos políticos que acusam o militar de comandar um esquema de torturas e mortes – o que o coronel nega com provas históricas e documentais.

Na época em que Ustra foi comandante do DOI-CODI paulista, entre 1970 e 1974, o então delegado Tuma era um dos homens fortes da inteligência do regime militar.

Naquele tempo, Romeu Tuma, como delegado da Polícia Civil, era o elemento de ligação entre o Comando do II Exército e o Departamento de Ordem Política e Social, órgão no qual estava lotado.

Freqüentador assíduo

O argumento de Ustra para chamar Tuma é que o então delegado acompanhava de perto aos trabalhos dos órgãos de repressão que prenderam adversários do regime, em particular integrantes de organizações armadas.

No texto de sua defesa, Brilhante Ustra lembra que o trabalho do delegado Tuma consistia em realizar inquéritos relativos às prisões realizadas pelo DOI.

Quem atuou no DOI-Codi lembra que Tuma lá comparecia praticamente todos os dias ao DOI e que teria conhecimento de tudo o que acontecia ali.

Testemunha-chave

Ustra sustenta que nunca participou de torturas nem autorizou qualquer tipo de violência contra presos políticos

Em carta enviada à revista Época, o coronel Ustra recorda que o então delegado Tuma tinha função de registrar legalmente as prisões efetuadas pelo DOI.

Em suas palavras, se alguém foi “estraçalhado” no porão militar, Tuma também viu tudo.

Vai dar Boi ou bode?

Embora cumprisse tarefas de “inteligência” na investigação das organizações de esquerda, misteriosamente, até hoje, Romeu Tuma nunca foi denunciado por envolvimento em tortura ou assassinatos.

Atualmente filiado ao PTB, o senador Tuma integra a base parlamentar do governo Lula, de onde têm partido sinais de estímulo à reabertura de investigações dos crimes ocorridos durante a ditadura militar e também sobre o papel de Ustra à frente do DOI.

Além disso, Tuma tem um acordo “moral” com um grande sindicalista daquela época, cujo codinome era “Boi”, e que colaborava com informações estratégicas para os órgãos de repressão.

Se Tuma vier a público contar a verdadeira história do Boi, vai dar o maior bode...

Copa de 2010 ameaçada

A Casa Civil foi comunicada pela Fifa que há um plano para transferir a Copa do Mundo da África do Sul para outra sede – provavelmente Áustria ou Suíça, onde foi realizada a Eurocopa este ano

A Fifa também avisou que a Copa de 2014, no Rio de Janeiro, pode ser ameaçada, se não houver investimentos claros em infraestrutura

A CBF recebeu o mesmo comunicado ameaçador, mas a informação é guardada a boca pequena.

Doido para sair

O ministro da Fazenda está com um pé fora do governo, mas não pode sair agora, por problemas conjunturais.

Guido Mantega ameaça jogar a toalha porque vem sendo acusado injustamente de inoperância diante do repique da inflação.

Também está brigado com o presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, o desgaste agora de Mantega é pessoal com o chefão Lula.

Manobra abortista

A base desgovernista quer acelerar a votação do Projeto de Lei n° 1.135/91, que pede a supressão do artigo do Código Penal que torna crime a gestante praticar aborto, uma matéria polêmica que tramita há 17 anos na Câmara.

Por isso, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados realiza na próxima quarta-feira, às 14h, audiência pública para discutir o projeto de lei que trata da descriminalização do aborto.

A audiência foi proposta pelo relator da matéria, o presidente da comissão, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Foram convidados para a audiência o ministro da Saúde, José Gomes Temporão; a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres,; o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa; e a presidente do PSOL, Heloísa Helena.

Pelos ares

"Havia um cheiro de podre. As minhas referências foram as guerras nas audiências da recuperação judicial, das quais participei. O Roberto Teixeira, advogado da VarigLog, queria levar vantagem em tudo: "de preferência eu não pago, de preferência eu prorrogo". Ele é um homem truculento, avança, fala alto, grosso e Waleska (filha) mais ainda".

Essas palavras do Brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, abrem o artigo de hoje do jornalista Pedro Porfírio sobre o drama vivido pelos ex-funcionários e pensionistas da Varig, que ontem promoveram novas manifestações públicas para mostrar as armações do desgoverno Lula para falir a empresa e entregar sua parte saudável a empresários aliados.

Leia o artigo na íntegra: E a nossa aviação está indo pelos ares

Injustiça programada

Nada menos que 641 testemunhas de defesa vão tentar aliviar a barra dos 39 réus do escândalo do mensalão, no julgamento do Supremo Tribunal Federal, que só deve terminar lá para 2014, quando o Brasil estiver sediando a Copa do Mundo e Lula for candidato novamente a presidente da República.

Só o ex-ministro José Dirceu, processado por cinco crimes, terá 40 testemunhas.

Existe o risco real de algum investigado se livrar da pena antes mesmo de ser julgado, caso o processo se estenda até 2015, quando as práticas de formação de quadrilha prescrevem para os acusados.

Otimista

Antes de ouvir as testemunhas de defesa, a Justiça ainda tem que interrogar as 41 testemunhas de acusação, todas indicadas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, faz uma estimativa mais otimista para a conclusão do caso.

Ele acredita que os réus poderão ser julgados em 2011.

Assaltado ilustre

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, sofreu uma tentativa de assalto na manhã ontem, em Fortaleza (CE).

Mendes caminhava pela Avenida Beira-Mar, onde aproveitava para fazer uma caminhada, quando foi abordado por assaltantes e um deles tentou levar o cordão de ouro que trazia ao pescoço.

Um dos assaltantes já foi localizado e preso no 2º Distrito Policial, enquanto o ministro sofreu arranhões leves e um baita susto

Os ingleses vão adorar...

Merece tomar chumbo grosso a idéia mirabolante do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que pretende sugerir ao chefão Lula da Silva a criação de uma nova empresa estatal para administrar as gigantescas reservas petrolíferas da camada pré-sal, recentemente descobertas.

Responsável pela elaboração de um novo modelo de exploração de petróleo, Lobão acredita que a melhor solução é adotar o regime de partilha da produção que exige mudanças na atual lei do Petróleo.

Seria uma empresa 100% da União 100% do povo brasileiro”.

Entreguismo confirmado

Para o ministro Lobão, é uma função que não pode caber à Petrobras

Não dá. Mais de 40% da Petrobras está em mãos privadas”.

Lobão, que deverá apresentar em até 60 dias a conclusão dos estudos feitos pelo ministério, faz uma alegação “inocente”:

Ninguém vai tirar a propriedade daqueles que compraram suas ações. Mas o patrimônio que está embaixo da terra é de todos os brasileiros”.

Crítica precisa

O historiador Wladmir Coelho, diretor Científico da Fundação Brasileira de Direito Econômico, explica o que existe por trás das boas intenções da suposta boa proposta nacionalista de Lobão”

O modelo proposto ao governo para "salvação" do petróleo brasileiro segue a fórmula neo-liberal dos "contratos de riesgo compartido" adotados na Bolívia em 1996 através da lei 1689 tardiamente traduzido pelo ministro Lobão de "contrato de partilha da produção". Nesta modalidade contratual o petróleo continuaria como propriedade da União conforme determina as constituições do Brasil, da Bolívia e grande parte dos países produtores deste valioso mineral, entretanto sua exploração seria entregue as empresas particulares".

Ou seja, por trás da proposta de Lobão está a Oligarquia Financeira Transnacional que manda no setor de petróleo e energia.

Fique esperto

Entenda como a banda do poder real mundial toca relendo:

O Governo Ideológico do Crime Organizado
O Governo Ideológico do Crime Organizado II
O Governo Ideológico do Crime Organizado – III
O Governo Ideológico do Crime Organizado - IV
O Governo Ideológico do Crime Organizado - V

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

E a nossa aviação está indo pelos ares

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"Havia um cheiro de podre. As minhas referências foram as guerras nas audiências da recuperação judicial, das quais participei. O Roberto Teixeira, advogado da VarigLog, queria levar vantagem em tudo: "de preferência eu não pago, de preferência eu prorrogo". Ele é um homem truculento, avança, fala alto, grosso e Waleska (filha) mais ainda".
Brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero

Por Pedro Porfírio

Bem que venho escrevendo em letras garrafais e gritando em altos brados: o processo de recolonização do nosso torrão é tiro e queda. Só não vê quem é ruim da cabeça ou está drogado, entretido pelas engenhocas eletrônicas que entorpecem mais do que cocaína e bestializam mais do que conversa para boi dormir.

Pena que meio mundo não está nem aí. No horizonte perdido, qualquer prazer diverte a turba. Porca miséria. Quanto mais a gente reza, mais aparece assombração.

Nessa volúpia capitulacionista que começa na Amazônia de todas as riquezas e vai até a desnacionalização de nosso sistema aéreo, entra tudo, numa ocupação dissimulada até de nossas nuvens, com o solapamento solerte de nossa soberania e a anexação indolor de nossa economia às matrizes dos donos do mundo.

Vou te contar: a coisa está mais feia do que aparenta. Mais do que a lupa caseira alcança. É madeira de dar em doido.

O céu de mão beijada

Sem maiores estardalhaços, o governo brasileiro deu mole para as empresas de aviação dos Estados Unidos, aliás, como consta do script que principiou com o esfacelamento da Varig e outras companhias tradicionais, em benefício de um duopólio que não tem asas para ficar no ar e de violações grotescas da nossa Constituição, rasgada em pedacinhos, com a chancela de uma Justiça que, valha-nos Deus!

Ou você não sabe desses descuidos que vão desde o leilão que transferiu a Varig para os prepostos de um fundo abutre norte-americano e, na seqüência, da decisão judicial que deixou os "laranjas" no ora veja e entregou sem constrangimento o controle da Variglog, a subsidiária que comeu a mãe e a passou adiante, ao controle do próprio grupo alienígena, graças às peripécias do compadre do presidente, que mamou (por dentro) módicos 5 milhões de dólares, cooptou a corte toda, trocou as bolas e acertou tudo como o diabo gosta?

Agora vêm os peraltas da Anac (certamente orientados pela Casa Civil) e estendem o tapete nebuloso tecido por nossas nuvens para as companhias do Tio Sam voarem e rolarem, numa jogada da pesada, através de um acordo de cartas marcadas que franqueia geral os vôos entre os dois países.

Como aqui nossos aviões já não dão nem pro gasto doméstico, o tratado é mamão com açúcar para as companhias norte-americanas, que contam com o apoio total e absoluto do seu governo, conforme juras da secretária de Transportes dos EUA, Mary Peters.

- Esse acordo vai ajudar as empresas (de lá) a satisfazerem a crescente demanda por serviços de passageiros e de carga entre EUA e Brasil. Agora, é crucial que demos às companhias americanas toda a oportunidade possível de competir e ter êxito seja onde for que os passageiros queiram visitar.

Pelo acordo de compadres, o céu não tem limite. Daqui por diante, qualquer aérea dos dois países poderá participar desse transporte. Também será permitido, pela primeira vez, o code-share (compartilhamento de vôos) entre empresas brasileiras e americanas com companhias de terceiros países interessadas nas rotas entre Brasil e EUA.

Não é bem um negócio da China, porque o Lap Chan, o dono da bola no estrago da Varig, não está na fita. Mas já explodiu nos nossos hangares, como advertiu Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas.Segundo ele, isso vai permitir que apenas as companhias americanas aumentem o número de vôos para o Brasil.

- Dos 105 vôos semanais para os EUA, as empresas brasileiras têm 35. A tendência é que essa participação caia. A medida visa a atender às empresas dos EUA - disse Jenkins, com o sentimento de que bateram sua carteira.

Também pudera. Cada dia a gente fica sabendo do mau comportamento da dona Dilma (que matou a menina que havia naqueles sonhos) virou a coroa esperta e está deixando o Zé Dirceu no chinelo.

A notícia de ontem foi a gravação sobre a pressão exercida diretamente sobre a Infraero para facilitar o negócio da transferência da Varig para a Variglog, propriedade da Volo do Brasil, máscara da Volo Lac, que, por sua vez, era posse do Fundo Martin Peterson. Que confusão!

Mesmo com a confessa desconfiança de ilegalidade no processo - hoje se sabe que ocorreu fraude no aval concedido para a venda da VarigLog para a Volo -, o brigadeiro José Carlos Pereira disse que votaria "conforme orientação da Casa Civil", mas tinha sérias dúvidas se aquilo não significaria um calote de cerca de R$ 740 milhões.

O voto aconteceria na assembléia de credores da Varig no mês seguinte, aquela em que a quinta-coluna Graziela, presidente do Sindicato dos Aeronautas, foi uma verdadeira fada-madrinha do "china" esperto. Naquele dia, iluminaram a pista para o leilão da Varig, que foi comprada pelos "laranjas" do fundo abutre, num abrir e fechar d` olhos, a preços de Casa Bahia, com as bênçãos do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, justo no dia de Santos Dumont. Que canalhice!

Sob os aplausos gerais

Ontem, meu coração sangrou: outra caminhada do pessoal da Varig e do Aerus, outra demonstração da mais cálida solidariedade do povo que recebia com aplausos os manifestantes ao longo da praia de Ipanema.

Já que fazem tantas pesquisas, por que não ouvem os contribuintes a respeito desse crime contra a Varig, seu pessoal e a aviação comercial brasileira?

O governo, que soube atender à bancada ruralista e mandar para as calendas R$ 90 bilhões de dívidas do agro-negócio, por que não paga a defasagem tarifária, faz uma "mea culpa", bota a bola no meio de campo e começa o jogo de novo?

Ou será preciso que o pessoal roubado em seus direitos faça que nem o MST e ocupe um aeroporto, gritando que só sai dali com uma resposta decente do governo? Ou então faça que nem os aposentados da Petros, que tiraram a roupa e se mostrarem de corpo inteiro diante do Palácio do Planalto?

Se o pessoal da Varig e do Aerus mandar brasa pra valer, não parar mais, no mínimo vão ter de pagar as dívidas trabalhistas e fazer com o Aerus o mesmo que fizeram com o Portus, assegurando aos seus aposentados o retorno do produto de suas contribuições ao longo de décadas.

Pedro Porfírio é Jornalista e Escritor. Publicado na Tribuna da Imprensa de hoje.

domingo, 29 de junho de 2008

O Governo Ideológico do Crime Organizado - V

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Por Jorge Serrão

Historicamente, o Brasil não nos pertence. Nunca foi nosso de verdade. O Brasil é uma rica colônia de exploração contemporânea controlada e mantida artificialmente na miséria por um Poder Real externo, cujos interesses e sistemas manipulam uma ociosa oligarquia política interna que pratica o crime organizado nos três poderes do Estado contra os cidadãos. Mas o crime só nos governa porque nós permitimos. Ou nos omitindo, ou nos submetendo a ele e seus reais agentes de controle.

A Oligarquia Financeira Transnacional tem uma doutrina seguida à risca. Quem controla os mercados e a produção domina também o poder político do país em que isso ocorre. A globalização é a manifestação prática deste princípio de poder. Assim, quem direciona os investimentos controla a economia e influencia nas decisões políticas – ou vice-versa.

Os Governadores Reais do Brasil têm pelo menos dois objetivos bem definidos, para justificar seu controle. O primeiro é a exploração econômica da nação e dos recursos naturais do seu território. O segundo é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da Nação, na medida exata de seus interesses transnacionais. O Brasil é vítima deste controle que o mantém artificialmente na miséria, mesmo sendo um País riquíssimo.

Nessa neolibertinagem, os controladores administram, nas sombras, os três principais mecanismos de controle social no mundo: a oferta de dinheiro (via monetarismo), os meios de comunicação de massa e “o crime organizado” (sinônimo de violência, terrorismo e corrupção). Tudo é justificado por convenientes teorias econômicas, políticas, jurídicas, psicossociais ou organizacionais.

O papel da “oligarquia do crime” é subjugar a sociedade brasileira, para continuar explorando-a, histórica, cultural e economicamente. Esta é a missão delegada aos nossos “políticos do crime” pelo sistema de poder mundial que controla, realmente, o Brasil. Por isso, “nossos” governantes mantêm o Brasil criminosamente na miséria e sempre pronto a ter seus recursos explorados.

Tal sistema existe, objetivamente. Não é fruto de “teorias da conspiração”. O sistema é a própria conspiração em prática. Explora nossa rica nação, e nos mantém artificialmente na miséria. Tudo porque nós deixamos. É claro! Esta é a síndrome do “País Colônia”. Temos de nos curar desta doença histórica.

O economista Adriano Benayon, autor do clássico “Globalização versus Desenvolvimento” (leitura obrigatória para patriotas) nos lembra que precisamos de um sistema de governo que não seja presa fácil das imposições dos controladores mundiais do poder financeiro, energético, político, informacional e cultural (promovendo a anticultura e a destruição dos valores de evolução dos seres humanos). Benayon professa sua fé e esperança de que o Brasil possa um dia ser dirigido por um sistema de poder completamente distinto do que está aí e que é o produto de uma cadeia infinita de megacorrupções.

Em suas recentes reflexões, o mestre Benayon toca no problema da agricultura, onde fica descarado o prejuízo do modelo colonial aceito pelo Brasil. O economista defende que deveria ser taxada, aqui no Brasil, a exportação. “Cabe ao Brasil não sacrificar seus produtores, que têm de entregar a preços baixíssimos seus produtos, abusando da extensão de terras aproveitáveis no Brasil (em vias de serem esterilizadas por causa dos fertilizantes e pesticidas químicos, impingidos, a preços exorbitantes e crescentes, desde a revolução agrícola comandada pelo Banco Mundial a serviço da Fundação Rockefeller)”.

Benayon constata que os produtores brasileiros, atualmente, entregam seus produtos a preços baixíssimos, para que o cartel do agronegócio, liderado por um punhado de tradings, obtenha polpudos lucros, além de prover renda para o fisco de países da Europa e dos EUA. Por isso o professor prega que faz mais sentido apoiar uma política de preços que remunere melhor os produtores brasileiros, completada pela taxação dessas exportações primárias.

Benayon defende que, com isso, você consegue a equalização nos mercados importadores com o preço dos produtores desses países, mas em vez de prover renda para os fiscos deles, obteria arrecadação, cuja receita deveria ser investida na sucatada infra-estrutura do País. O professor critica: “O que implantaram aqui é o contrário: prioridade absoluta às exportações e aos investimentos diretos estrangeiros, os quais controlam cada vez mais indústrias e outras atividades no Brasil sem pôr quase nada de dinheiro próprio, antes cevando-se em pletóricos subsídios federais e estaduais”.

Outro defensor do Brasil para os brasileiros, o Almirante Reformado Roberto Gama e Silva, também é um crítico implacável do modelo neocolonial. Ele nos lembra que “quem muito exporta, importa preços”. Destaca que o Brasil não lucra o que merece os “produtos de exportação”, pois o agronegócio está submetido à ação de grandes oligopólios exportadores, que determinam o preço dos produtos. Tal circunstância redunda em sérios prejuízos para o país produtor e para os pequenos agricultores. Os controladores lucram com tal modelo.

Lucram cada vez mais porque manipulam agentes conscientes e inconscientes nas esferas política, econômica e social. Os controladores nos vendem e nos compramos as maravilhas do inevitável mundo Globalizado. Suas pressões e intervenções externas sobre a libertina movimentação de capitais dirige os negócios do mundo.

O sociólogo Herbert de Souza, o já falecido Betinho, no seu livreto “Como se faz análise de Conjuntura” (Petrópolis, 1990) descreveu o processo de transnacionalização sofrido pelo Brasil. “O capital transnacional é um dos principais atores e nossa economia política. Ele está presente em posição estratégica nos setores fundamentais da economia. Controla os setores industriais mais dinâmicos e praticamente determina a natureza e os rumos de nosso processo econômico”.

Betinho observou que o processo de transnacionalização exerce pressões visíveis no sentido de mudar o papel do Estado na economia, ora ampliando sua intervenção direta, ora fazendo-a diminuir. Centraliza o poder estatal no Executivo. Aprofunda as crises de legitimidade afetando os mecanismos tradicionais de constituição e definição do poder do Estado. “Como o Estado transnacionalizado teve que se impor à Nação e se divorciou dela, daí derivam as grandes questões políticas e a origem de suas crises” – constatou Betinho.

Em resumo: O Estado brasileiro é dirigido por atores políticos que não têm condições de se apresentar clara e diretamente à sociedade, porque respondem aos interesses do capital transnacional instalado no País. Eis a essência do Governo Ideológico do Crime Organizado.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://www.alertatotal.blogspot.com e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Leia também, pela ordem, para facilitar o raciocínio:

O Governo Ideológico do Crime Organizado
O Governo Ideológico do Crime Organizado II
O Governo Ideológico do Crime Organizado – III
O Governo Ideológico do Crime Organizado - IV

Os atravessadores da vida

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Arlindo Montenegro

O agro negócio, somado aos negócios de pequenas propriedades agrícolas, tem produzido cada vez mais. As quantidades de alimentos essenciais à manutenção da vida e da força para o trabalho se avolumam, suprem as mesas da roça, chegam aos supermercados e atravessam fronteiras para gerar dividendos, para os grandes negociantes.

E os grandes são: Monsanto, Bunge, Nestlé e outros nomes estrangeiros, com sedes na Suíça, no Reino Unido e nos EUA. Negociam através de corretores internacionais, normalmente fixados em Wall Street, Londres ou na Suíça, como a Mercuria em Genebra que negocia 4 milhões de barris de petróleo numa tacada só e mais outros 40 milhões de barris, apenas no papel, para garantir lucros no mercado futuro.

Também produzimos o tal combustível fóssil em quantidades crescentes e suficientes para exportar, além do que as ‘novas’ reservas (há muito tempo conhecidas) e agora anunciadas de modo retumbante, nos colocam em vantagem para emitir mais gases, fabricar mais veículos, transportar mais por estradas (esburacadas e mal traçadas), desprezar energias limpas.

Temos a vantagem do biodiesel ‘inventado’ e anunciado ao mundo pelo sagaz governante que atormenta tantas consciências pátrias, como alivia dificuldades de sobrevivência imediata de uma massa eleitores pobres e desempregados, gente desprezada e abandonada pelos poderes públicos há séculos.

O que para uns é solução imediata, para outros é a expressão de um pensamento político de cabresto, de uma ação predatória contra a liberdade e emancipação, de escolhas e prioridades que exigem decretos à margem da Lei e anulam as iniciativas independentes dos Três Poderes.

Vivemos em ambiente de economia globalizada. O preço do arroz com feijão, produzido aqui, sofre influencias das decisões tomadas por especuladores internacionais. Mas este detalhe é omitido, não e esfregado no nariz da gente como o preço do produto na prateleira do supermercado.

As pessoas comuns não sabem que produzimos a gasolina que consumimos, mas os preços são determinados lá fora. Produzimos o milho, o feijão, o arroz, a soja, a carne, o frango, o leite que consumimos, mas os preços são atrelados aos interesses internacionais.

E os governantes elegem políticas que, em vez de proteger o nosso consumo de pobres, aumentam os preços já viciados por altos impostos. Os atravessadores nacionais e mais ainda os internacionais, ficam com o lucro e os consumidores brasileiros com as perdas e o medo da inflação.

Aí o governo “dá” uma oportuna “bolsa família”, um alívio para alguns. No México recentemente copiaram o modelo esmola, fornecendo onze dólares mensais para os mais pobres poderem comprar o fubá de milho para as tortillas.

A dieta de pobres e ricos tem praticamente a mesma base em cereais. A diferença é que os ricos consomem mais carne, leite, queijo que exigem mais cereais para a alimentação das vacas, cabras, galinhas e perus.

O preço do petróleo entra no preço de tudo que depende de transporte, transformação, eletricidade. E todos os preços alteram a demanda da economia do planeta. Mais ainda quando alguns cereais estão entrando para o rol de matérias primas de combustíveis.

Os especuladores, melhor dizendo os atravessadores internacionais do petróleo e do arroz com feijão, da soja e do milho, do açúcar e do café, contribuem a todo instante para a alta do custo de vida.

Atuam, investindo o dinheiro dos outros em alta tecnologia, mineração, petróleo, trigo, arroz, soja, milho, com conseqüências para a qualidade de vida de cada pessoa que busca adquirir alimentos no mundo inteiro.

Vem o governo e diz que somos auto suficientes! Mas não somos autônomos, não ganhamos a emancipação para produzir e consumir sem as amarras da economia global! O que nos impede são as políticas predatórias que privilegiam a economia e desprezam o bem comum, o interesse humano. Humanidade passou a ser uma ficção, lembrada apenas quando se refere a ‘direitos humanos’ para a escória marginal.

Podemos esperar a curto prazo as maiores pressões e exigências dos que comandam a economia globalizada na forma de taxas de juros, arrocho nas economias dependentes de investimentos estrangeiros. A crise atual e as futuras crises, todas as ameaças apontam para a implantação do governo mundial de fato.

Na Europa, o que é decidido em Bruxelas, pode ser contrário a qualquer constituição nacional. Na América do Sul, já temos uma organização que se propõe unificar políticas em um parlamento supra nacional. Todos os países obedientes a uma mesma vontade supra nacional.

“O que será do amanhã? Seja o que Deus quiser!”

Uma saca de arroz, de trigo, de feijão, de milho, custa quase três vezes mais que há alguns meses atrás. Os miseráveis vão ter que reduzir o volume do prato ou então passar fome. Na Tailândia e na Indonésia registraram-se movimentos pedindo mais dinheiro para a sobrevivência de agricultores e operários. Uma greve geral aqui e outra acolá. Protestos na Somália. Na Argentina desabastecimento por causa das políticas governamentais. No México o governo distribuindo esmola. Na França, na Itália, na Espanha e na Inglaterra, protestos de agricultores, pescadores, camioneiros protestam porque não conseguem mais pagar as contas.

Preços repassados, vida de milhões de pessoas em risco e a nossa possível – fantasiosa até o momento - prosperidade ameaçada, por especuladores e atravessadores que controlam as finanças mundiais, tirando proveito da “crise” pré fabricada, para ganhar muito dinheiro e exercer mais rapidamente o controle total.

As decisões de natureza política exigem estatura ética e altamente moral. Toda a credibilidade do sistema depende da atitude de cada pessoa. O Presidente da Alemanha, H. Kohler disse numa entrevista para a revista “Stern” que os mercados financeiros se transformaram num monstro que precisa ser domado.

A inflação "é uma boa” para eles, porque concentra mais a riqueza, prejudicando os mais pobres que têm de pagar mais juros e maiores impostos. A especulação afeta cada cidadão, cada empresa. Agora atinge os alimentos. Mas eles ‘nem tão ligando’, ignoram os resultados de suas ações, de olho nos volumes financeiros que controlam. Exercendo seu poder sobre governos, empresas e finalmente países, povos, maneiras de pensar e agir, a globalização da economia faz crescentes lucros para os especuladores e aumenta a fome no mundo dos pobres.

Os sinais estão nos preços do que os operadores de bolsa chamam de “commodities”, onde os valores são dezenas de vezes superiores ao que se pratica na ponta produtiva. Por exemplo, na bolsa de Chicago, já estão negociando o que se vai produzir daqui a 30 anos. E os preços atuais de tudo quanto se consome hoje no mundo, são determinados por financistas que nunca pisaram num milharal, num canavial, ou conheceram as condições de vida de quem produz.

O Almirante Gama e Silva em artigo publicado pelo Alerta Total, “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, dá algumas indicações que poderiam minimizar a nossa dependência destes cenários conturbados:

Diz o Almirante:

- “ por que não condicionar as licenças para exportações maciças à manutenção de preços internos compatíveis com o padrão de vida dos brasileiros, embora tendo o cuidado de reservar margem de lucro razoável para os produtores rurais?

- por que não promover o fortalecimento de cooperativas agrícolas até o ponto de torná-las capazes de contornar o bloqueio do oligopólio cerealífero?

Acrescento para terminar: por que não se mobilizar e exigir do governo que cumpra as Leis e tome vergonha na cara? Por que não punir os que assaltam os cofres da nação, enganam o povo e desprezam a consciência Pátria?

Arlindo Montenegro é Apicultor.

sábado, 28 de junho de 2008

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://www. alertatotal.blogspot.com

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Por Roberto Gama e Silva

Os governos instalados na América do Sul, mantendo a tradição da época colonial, estimulam de todas as maneiras a exportação de produtos primários, crentes que as receitas assim obtidas poderão contribuir para a melhoria dos padrões de vida das respectivas populações, propósito que deveria orientar todas as políticas governamentais.

Recentemente, uma mulher, Chefe do Poder Executivo da Argentina, teve a inspiração sublime de romper as amarras coloniais ao impor regras para a exportação de grãos, de modo a garantir o abastecimento do mercado interno do próprio país e, também, assegurar preços domésticos compatíveis com o nível de vida da população.

Foi um “Deus nos acuda” no país vizinho!

Entretanto, a iniciativa pioneira da Presidente da Argentina, embora inédita na América do Sul, está absolutamente correta, pois como revela a sabedoria dos brasileiros do nordeste, para farinha pouca, o meu pirão primeiro!

Aqui, atitude idêntica deveria ser adotada pelos governantes, tanto para neutralizar o que vem sendo chamado de “crise de alimentos”, quanto para impedir que as vendas maciças de produtos primários para o exterior contaminem os preços internos, pois é fato deveras conhecido que quem muito exporta, importa preços.

No tocante à chamada crise dos alimentos, que justificaria a subida dos preços dos produtos agrícolas, deve ser esclarecido que essa crise existe há muito tempo, como prova o batalhão de famintos do planeta, objeto de preocupação de todas as pessoas sensíveis ao sofrimento dos seus semelhantes.

No caso brasileiro, no entanto, não há nenhuma justificativa para a falta de alimentos, ou para o seu encarecimento, eis que o pais conta com a maior área potencialmente agricultável do planeta; está submetido a um clima ameno, que permite a colheita de duas ou três safras anuais de culturas de ciclo curto e, ainda, apresenta uma população relativamente pequena para a sua dimensão territorial.

A Amazônia, por exemplo, com os seus 14 milhões de habitantes (projeção do IBGE para 2007) tem uma superfície maior do que a Índia e o Paquistão juntos, cuja soma de habitantes ultrapassa 1,2 bilhão de almas.

Destarte, não é aceitável que a expansão da fronteira agrícola, pelo avanço sobre as áreas de cerrado e, até mesmo, do bioma amazônico, seja caracterizada pelo plantio de um ou dois tipos de grãos, enquanto o país se vê obrigado, por exemplo, a importar quantidades cada vez maiores do trigo indispensável para o preparo do “pão nosso de cada dia”.

Será que estamos nós, brasileiros, decididos a repetir os ciclos de monoculturas que tanto mal causaram ao Brasil?

De acordo com dados oficiais (IBGE), a área plantada em 2008 deve atingir 46,8 milhões de hectares, representando um crescimento de 3,2% em relação a 2007. As culturas de soja (21,2 milhões de hectares), de milho (14,5 milhões de hectares) e de arroz (2,9 milhões de hectares) dominam o cenário agrícola. Os três produtos, por sinal, representam 90,6% da produção nacional de grãos.

Enquanto isso ocorre, a área plantada de trigo é da ordem de 1,7 milhão de hectares, que propicia uma produção doméstica de 2,2 milhões de toneladas, enquanto que o consumo atinge o valor de 10,4 milhões de toneladas.

No caso da soja, que virou “coqueluche nacional”, o consumo interno do grão atingiu em 2007 o total de 30,4 milhões de toneladas, enquanto as exportações somaram 25,2 milhões de toneladas: o consumo interno de farelo foi de 10 milhões de toneladas e as exportações totalizaram 12 milhões de toneladas, e o óleo apresentou um consumo doméstico de 3,2 milhões de toneladas, contra 2,2 milhões de toneladas exportadas.

Além da concentração no plantio de uns poucos grãos, que se poderiam qualificar como “produtos de exportação”, o Brasil não lucra o que merece com tal procedimento, pois o agronegócio está submetido à ação de grandes oligopólios exportadores, que determinam o preço dos produtos. Tal circunstância redunda em sérios prejuízos para o país produtor e para os pequenos agricultores, estes últimos responsáveis por 34% da produção de soja do país.

Como aponta o geógrafo Ariovaldo de Oliveira, da “Universidade de São Paulo – USP”, empresas como a “Cargill”, do grupo Monsanto, e a “Bunge”, transnacional argentina (as maiores exportadoras da soja brasileira), junto com mais duas empresas do ramo, controlam 70% do comércio mundial de grãos. Por esse motivo, aqui na “Terra de Santa Cruz”, quem produz pouco não consegue exportar diretamente!

Algumas providências já deveriam ter sido tomadas, sem que fosse necessário submeter os produtores a regras draconianas.

Um exemplo: que tal limitar o crédito agrícola a determinado teto para os plantadores de “grãos de exportação” e, ao mesmo tempo, aumentar o crédito para o plantio de grãos destinados a conduzir o país à auto-suficiência?

Outro exemplo: por que não condicionar as licenças para exportações maciças à manutenção de preços internos compatíveis com o padrão de vida dos brasileiros, embora tendo o cuidado de reservar margem de lucro razoável para os produtores rurais?

Mais um exemplo: por que não promover o fortalecimento de cooperativas agrícolas até o ponto de torná-las capazes de contornar o bloqueio do oligopólio cerealífero?

Providências como as sugeridas acima podem e devem ser adotadas com a máxima urgência, a fim de fomentar o progresso do país e elevar o padrão de vida dos brasileiros, até hoje espoliados como nos tempos coloniais.

Afinal, as operações de compra e venda de produtos para o exterior são concessões outorgadas em nome do povo brasileiro, e não direito adquirido pelos produtores ou intermediários.

Vale, como advertência final, reproduzir conselho de Aristóteles, o filósofo pragmático: “Aqueles que fazem do seu país um mercado aberto a todos, só têm em vista o lucro; ora se não é preciso que se busque esse gênero de vantagem, o país não se deve transformar em mercado público”.

Roberto Gama e Silva é Almirante Reformado.

Escapando pelos dedos

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Por Adriana Vandoni

Domingo passado (22) o programa Canal Livre da Band discutiu a liberdade de expressão. O convidado era o presidente da Câmara Arlindo Chinaglia. A certa altura o jornalista Antonio Teles disse: "a regra básica do jornalismo é publicar aquilo que alguém tenta esconder" e Joelmir Betting complementou: "é separar o joio do trigo e publicar o joio".

Eis, no meu entendimento, a função do jornalismo. Costumo ser questionada sobre os motivos de ser crítica. Respondo que para elogiar governos já existe uma legião de puxa-sacos e outra legião de assessores de imprensa, de marketing, de imagem, enfim, a função do jornalismo é levar à população aquilo que ela não é capaz de ver.

Mas tenho sentido, me corrijam se estiver errada, nos últimos meses alguns indícios que me preocupam. São casos de jornalistas intimidados, ameaçados, seqüestrados. Esses fatos, ainda que isolados e esporádicos, precisam ser combatidos desde já, caso contrário a corrupção, hoje institucionalizada no país, correrá solta e viveremos uma Ditadura que não tem lado ideológico, apenas criminoso.

Credito essa movimentação mais incisiva na tentativa de controlar a imprensa, à internet. A disseminação de blogs e sites de notícias pulverizou a informação e tirou o controle das mãos dos políticos. Existe, Brasil a fora, um sem número de jornais especializados em releases e que só sobrevivem de verbas governamentais. É a realidade da imprensa brasileira. Saiu da censura do regime militar para a censura econômica e política.

Muitos políticos já perceberam esse poder da internet e estão temerosos, daí o aumento nas denúncias de atos contra a liberdade de expressão.

Adriana Vandoni é Economista e Especialista em Administração Pública. Site: www.adrianavandoni.com.br

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Democracia: Suprema Corte confirma direito de cidadãos norte-americanos terem uma arma de fogo para defesa

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O núcleo monolítico de poder norte-americano impôs ontem mais uma lição de respeito aos direitos individuais e à privacidade aos idiotas do globalitarismo. A Suprema Corte dos EUA determinou que cidadãos americanos têm o direito a ter armas para uso pessoal em defesa própria e para caça. A guardiã da Segurança do Direito nos EUA considerou incompatível com a segunda emenda à Constituição dos EUA a proibição de possuir armas, imposta à maioria dos moradores de Washington.

Ratificada em 1791, a segunda emenda diz que "uma milícia bem regulamentada, sendo necessária para a segurança do Estado livre, do direito do povo a ter e a produzir armas, não deve ser desrespeitada".O juiz Antonin Scalia comentou que a Segunda Emenda protege o direito de um indivíduo ter armas de fogo sem estar ligado a uma força armada oficial e usá-la com objetivos legais, como defesa pessoal. O juiz ressaltou, entretanto, que embora os cidadãos tenham agora um direito constitucional de possuir armas, esse novo direito não é ilimitado.

A decisão da Suprema Corte foi aprovada por cinco contra quatro votos, a decisão derruba a rigorosa legislação de controle de armas que vigorava há 32 anos na capital norte-americana. Foi a primeira vez que o mais alto tribunal dos EUA legislou especificamente sobre o direito ao uso de armas. Em Washington, só estão autorizados a ter armas os cidadão que já as possuíam antes de a legislação mais recente entrar em vigor, em 1976.

Maus gestores

O Tribunal de Contas da União, que é um órgão do Legislativo, liberou ontem a lista de gestores públicos com contas julgadas irregulares para fins de inelegibilidade.

A lista inclui cerca de 3.100 nomes e pode ser vista em
http://www4.tcu.gov.br/contasirregulares/ContasIrregulares.pdf

A relação será mantida atualizada até 31 de dezembro de 2008, levando em conta o andamento dos processos judiciais, entre recursos, inclusões de novos nomes e condenações.

Na lista, há casos de gestores que receberam dinheiro do erário para investir em políticas públicas, mas geriram mal os recursos, e também casos de desvio de dinheiro

Punição à vista

Apesar de o TCU ter organizado os dados, a declaração de inelegibilidade desses gestores cabe exclusivamente à Justiça Eleitoral, que pode lhes tirar o direito de concorrer às eleições municipais.

A Lei das Inelegibilidades é clara ao dizer que não podem ser eleitas para cargos públicos pessoas que "tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente".

O impedimento para ser eleito vale para até cinco anos após a decisão que declarou as contas irregulares.

A exceção é para casos que estiverem aguardando decisão do Judiciário.

Decisão correta

O Tribunal Superior Eleitoral acabou com a censura eleitoral à imprensa escrita.

O TSE derrubou o artigo 24 da resolução que deu margem às ações da Justiça Eleitoral paulista contra o jornal "Folha de S.Paulo" e a Editora Abril, que publica a revista "Veja São Paulo", pela divulgação de entrevistas com a pré-candidata à prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT).

O trecho da resolução determinava que só era permitido entrevistas com pré-candidatos antes de 6 de julho caso não fossem abordadas plataformas de campanha.

Guerra no ar e nos bastidores

A TV Globo notificou ontem a TV Record por "possível concorrência desleal".

Através do monitoramento do e-mail corporativo, a direção da emissora descobriu que um funcionário da área administrativa tinha passado para um funcionário da Record (e ex-funcionário da Globo), uma lista de informações confidenciais. Entre elas, fornecedores e plantas de estúdios:

Um funcionário da TV Globo foi desligado hoje da empresa por ter divulgado, através de seu e-mail corporativo, informações sigilosas desta emissora. Diversas informações confidenciais, tanto de natureza comercial quanto estratégica, tais como a lista de fornecedores, foram repassadas para um funcionário da TV Record. Como o uso de segredos comerciais e estratégicos pode causar grandes prejuízos a qualquer empresa, a TV Globo informou à TV Record de que tomou conhecimento do fato, que pode configurar inclusive um ilícito criminal, e de que está estudando as medidas legais cabíveis.”

Tutu pelo tuiuiu...

Benedito Ruy Barbosa terá de compensar a Rede Globo pelo dinheiro que recebeu com a venda dos roteiros originais da novela Pantanal.

A Globo não fará mais o remake da novela, como havia planejado e Benedito Ruy Barbosa terá de reembolsar a emissora.

A velha Pantanal rende de 11 a 14 pontos no ibope ao SBT que comprou as fitas da novela em um leilão da falida TV Manchete.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Um País sem futuro

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Márcio Accioly

No dia 10 de maio de 2006, numa gravação apreendida pela Polícia Federal em DVD, na casa do então prefeito de Juiz de Fora (MG), Carlos Alberto Bejani (PTB), o ex-ministro-chefe da Casa Civil Zé Dirceu (PT-SP), foi envolvido numa grande e podre negociata através de confissão efetuada por Bejani.

O prefeito dizia que iria se encontrar com Zé em Belo Horizonte “para tratar da liberação de R$ 70 milhões para a prefeitura”. Por coincidência, naquele dia, Zé Dirceu proferiu palestra na PUC mineira sobre a mídia, dizendo-se perseguido político e ameaçando processar todo mundo. Mais tarde, encontrou-se de fato com Bejani.

Se for verdade que sua ex-excelência está envolvido nessa roubalheira, conforme assegurou o então prefeito, o cinismo da bandidagem extrapolou os limites. Pois enquanto se defendia e jurava inocência, falando em ir aos Tribunais para limpar a honra, Zé Dirceu cometia os mesmos crimes debaixo da máscara.

Ainda por coincidência, 50 dias depois do episódio (quando Bejani foi flagrado afirmando que iria ganhar sete milhões de reais na intermediação de Zé Dirceu para liberar R$ 70 milhões), o ministro das Cidades, Márcio Fortes, apareceu em Juiz de Fora. A tramóia foi toda exposta em reportagem da revista Época.

O ministro assinou um contrato liberando exatos R$ 70 milhões para obras no rio Paraibuna. Agora, vejam só, numa entrevista à Folha de S. Paulo, sua excelência declarou que “a responsabilidade pela assinatura dos contratos e fiscalização das obras de saneamento e habitação” é da Caixa Econômica Federal.

Não se quer duvidar da palavra de Márcio Fortes, mas a verdade é que essa bandalha foi anunciada com bastante antecedência, e seguiu ponto por ponto o roteiro desenhado por um dos integrantes da quadrilha, Carlos Alberto Bejani. Afinal de contas, quem está metendo a mão no dinheiro? Como é que se consegue montar tal esquema?

Tirar o corpo fora, e tentar jogar nas costas dos outros a sujeira que escorre por baixo do tapete, não parece a solução mais indicada. Márcio Fortes (assim como um seu ex-colega de Ministério, Silas Rondeau), precisa explicar melhor que lama é essa que vaza pelos prédios da Esplanada e se espalha pelo país.

Mas no país da galhofa e da vergonha nenhuma, as farsas e desmantelos não deixam de se multiplicar. Vejam só: é possível que o ex-banqueiro Salvatore Cacciola aporte por aqui no mês de julho. Tudo depende agora da decisão do príncipe Albert 2º. Sua alteza real dirá se Cacciola deve vir ou não. É mais provável que venha.

O ex-banqueiro, como se sabe, foi condenado à revelia, em 2005, pela juíza da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Ana Paula Vieira de Carvalho, a 13 anos de prisão. Os crimes tipificados são peculato e gestão fraudulenta.

A mesma juíza condenou o então presidente do BC, Francisco Lopes, a uma pena de prisão de dez anos em regime fechado. Ele está envolvido nos desmandos praticados por Cacciola. A diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi (que está servindo ao governo Dom Luiz Inácio), também foi condenada a seis anos de prisão.

Os dois recorreram e estão respondendo ao processo em liberdade, porque sequer existem presídios nesse país, capazes de abrigar tantos assaltantes dos cofres públicos que por aí circulam.

Dia desses, o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT-RS), foi até Mônaco tentar trazer Cacciola para o Brasil, mas ninguém sabe dizer por quê. O Brasil é um grande circo onde se desenrolam as maiores tragédias, mas nenhum dos palhaços no picadeiro tem consciência de que a lona pode pegar fogo quando menos se esperar.

Márcio Accioly é Jornalista.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Índios se reúnem com parlamentares e dirigentes britânicos, no lobby em favor da Reserva Raposa do Sol

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O grande lobby global pela “internacionalização da Amazônia” promove hoje, em Londres, mais um espetáculo de marketing de guerra psicológica. Um casal de índios (das tribos Makuxi e Wapixana) tem reunião marcada com membros do parlamento britânico, em Westminster. Os dois indígenas profissionais vão se encontrar com autoridades do “Foreign and Commonwealth Office”. O objetivo é pedir ajuda internacional pela manutenção da Reserva Indígena Raposa do Sol, em Roraima. De noite, o show estará na TV e nos principais jornais do mundo.

O espetacular encontro entre índios e ingleses é organizado pela ONG britânica Survival International (SI), cujo lema é “o movimento em favor dos tribais” (“The movement for tribal people”). Como apoio da SI e da Anistia Internacional, o Conselho Indigenista de Roraima já enviaram uma notificação contra o governo brasileiro nas Nações Unidas e na Corte Interamericana de Direitos Humanos. A estratégia dos ingleses é pressionar o Supremo Tribunal Federal a não alterar a política indigenista, deixando-a como está. Tudo para facilitar a criação de “nações autônomas” ou “ilhas” dentro do território brasileiro.

Em 2004, na Assembléia Geral das Nações Unidas, o convincente lobby da “globalizaçãso inevitável”, defendido por poderosas ONGs européias, levou o Itamaraty, na gestão do cacique Lula da Silva, a embarcar na canoa furada da Declaração na ONU. Curiosamente, alguns dos principais países do Primeiro Mundo se negaram a ratificar o acordo. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia votavam contra. Outros 11 países preferiam se abster: Rússia, Colômbia, Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Georgia, Quênia, Nigéria, Samoa e Ucrânia.

Os argumentos “internacionalistas” são os mais falaciosos possíveis. O diretor da Survival International fez ontem um apelo dramático e falso: “Esta é uma batalha absolutamente crucial para os índios brasileiros e para a Amazônia. Se os fazendeiros e os políticos forem bem sucedidos no roubo da Raposa Serra do Sol, índios de todo o Brasil podem ver suas terras roubadas também. Não podemos permitir que isto aconteça”. O mesmo discurso será repetido aos dirigentes ingleses pelos índios Jacir José de Souza (um líder Makuxi, fundador do Conselho Indigenista de Roraima) e Pierlangela Nascimento da Cunha (líder Wapixana e coordenadora da Organização de Roraima para Professores Indígenas).

Além de “dobrar” os 11 ministros do STF, o lobby internacionalista quer forçar o Congresso brasileiro a homologar, na calada da noite, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas (aprovada em 13.09.2007). A declaração viola a Soberania do Estado brasileiro sobre o Território e suas Riquezas. Também restringe a atuação das Forças Armadas, no cumprimento de sua missão constitucional, prevista no artigo 142 da Constituição – e também respaldada no artigo 142 do Código Penal Militar. Releia: Os artigos 142 contra os “171”

O principal propagador da proposta de autonomia dos povos indígenas e de internacionalização da Amazônia é o WWF (World Wildlife Fund), comandado pelo Príncipe Charles, da Inglaterra. No Brasil, o WWF conta com a ajuda financeira de empresários de peso, como João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo. A ONG Survival International é o braço direto de atuação da WWF na Amazônia.

Os ingleses deixam bem clara sua estratégia de marketing de guerra psicológica: “Nós acreditamos que a opinião pública é a mais efetiva força para mudança. A sua força se fará cada vez mais forte, tornando eventualmente impossível aos governos e companhias oprimirem os seres tribais” (We believe that public opinion is the most effective force for change. Its power will make it harder, and eventually impossible, for governments and companies to oppress tribal peoples”).

Lobby pesado

A famigerada Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas tem pelo menos 5 de seus 46 artigos que contrariam, diretamente, a nossa Constituição (ainda em vigor, até prova em contrário):

Art. 4: "Os povos indígenas, no exercício de seu direito de livre determinação, têm direito à autonomia (sic) ou ao autogoverno (sic)... a reforçar suas instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais, culturais".

Art. 9: "Os povos indígenas têm direito a pertencer a uma comunidade ou nação (sic) indígena".

Art. 26: "Os povos indígenas têm direito às terras, territórios e recursos que tradicionalmente tenham possuído, ocupado ou utilizado".

Art. 30: "Não se desenvolverão atividades militares (sic) nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que tenham solicitado".

Art. 36: "Os povos indígenas, sobretudo os separados por fronteiras internacionais (sic), têm direito de manter e desenvolver contatos, relações e cooperação com outros povos, através das fronteiras" (sic).

O risco

Os espertos ingleses e os entreguistas brasileiros querem aproveitar o que foi escrito no parágrafo 3º do artigo 5º, introduzido no texto constitucional, em 2004, misturado à Emenda nº 45, que cuidava da reforma do Judiciário.

O casuísta dispositivo determina que serão equivalentes a emendas constitucionais os tratados internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, na Câmara e no Senado, em dois turnos, por três quintos dos votos.

Se o Congresso brasileiro homologar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, ela vale como emenda à nossa Constituição.Assim, poderão ser criadas 216 “nações” indígenas (com autonomia política e administrativa) dentro do território brasileiro.

E outras 53 tribos indígenas, que se mantêm arredias a contatos com a civilização, também terão o mesmo “direito”.

Velha demanda inglesa

Em meados da década de 60 o então princípe Phillip (Casa de Windsor) arquitetou o plano estratégico para a criação da Reserva Ianomâmi.

Os ingleses enviaram para terras brasileiras diversas missões, como a famosa "Robin Hambury-Tenison", encarregadas pela coroa inglesa de encontrar tribos indígenas situadas sobre os eixos naturais de integração do continente ibero-americano.

O verdadeiro objetivo era manipular tais tribos para impedir a realização de obras de infra-estruturas que concretizassem tais conexões.

Em seu livro "Words a Part" (Mundos a Parte), "Hambury-Tenison" apresenta um mapa no qual mostra, precisamente, essa preocupação, e revela que a importância estratégica de seus roteiros lhe foi indicada, pessoalmente, pelo Princípe Phillip.

Ação de longo prazo

No final da década de 60, a Survival International foi concebida para trabalhar a criação da gigantesca reserva ianomâmi no Brasil e na Venezuela.

A SI foi fundada em 1969, com o patrocínio de Sir Peter Scott, então presidente da WWF, para oferecer financiamento para "ajudar os povos indígenas a proteger suas terras, seu meio ambiente e seu modo de vida".

Em 1978, foi fundada a Comissão Para a Criação do Parque Ianomâmi (CCPY) para "nacionalizar" a campanha para a criação da reserva ianomâmi, após a expulsão do Brasil de seus representantes Kenneth Taylor e Bruce Albert.

Em 1985, a Organização dos Estados Americanos (OEA) instou o governo brasileiro a criar um parque Ianomâmi para preservar seus costumes e sua "cultura".

Em 1992, no governo Fernando Collor de Mello, a reserva foi demarcada.

Grande apoiador

A CCPY destacou que, durante muitos anos e sem reservas, teve o apoio importante do falecido Senador Severo Gomes (que morreu na queda do helicóptero com o deputado Ulysses Guimarães).

O lobby pela demarcação da reserva Ianomâmi foi tocado, aqui no Brasil, por entidades como o CEDI, NDI, CIMI, Diocese de Roraima, e Comissão Pró-Índio de São Paulo.

Em 1997, no desgoverno FHC, a CCPY foi agraciada com o terceiro prêmio de Direitos Humanos da presidência da República Federativa do Brasil."

Os bem financiados

Em agosto de 1999, foi assinado um convênio entre a Fundação Nacional de Saúde e a CCPY para que esta passasse a administrar 12 dos 25 postos de saúde do Distrito Sanitário Yanomami.

O acordo teria duração de 15 meses, contando com R$ 7,5 milhões de “ajuda”.

Na verdade, o "projeto saúde" da CCPY contava, desde 1994, com o apoio financeiro do Banco Mundial e de algumas agências de desenvolvimento externo dos governos do Reino Unido e da Alemanha.

A CCPY conta ainda com outras verbas de agências internacionais, entre as quais o Programa Norueguês para Povos Indígenas, a Rainforest Foundation da Noruega, a Oxfam, a Survival International do Reino Unido e da França, e a Iwgia, da Dinamarca.

Discurso comunista

O PCB (Partido Comunista Brasileiro) lançou ontem uma nota se posicionando pela imediata demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol de forma contínua como determina a lei.

“O atraso da demarcação é revelador do caráter do atual governo, submisso aos interesses do grande capital, do agronegócio e dos setores financeiros. O fundo da questão em foco reside na qualidade do uso da terra como valor de uso fundamental à vida ou mercadoria a ser explorada com vista à mercantilização”.

“O PCB se posiciona pela vida e contra o capital e denuncia a intenção perversa de vincular a luta pela demarcação das terras indígenas como perda da soberania, uma vez que tal demarcação não implica na renúncia de qualquer direito sobre defesa de fronteiras ou riquezas minerais, mas sim no direito de os povos originários viverem e decidirem sobre seu futuro, incluindo a forma e a oportunidade de disporem daquilo que constitui seu patrimônio. O que fere os interesses de nosso país e dos trabalhadores é o papel do latifúndio e do agronegócio em áreas de fronteira, ligados à contravenção, à extração ilegal de madeira, ao desmatamento indiscriminado e ao saque das riquezas minerais pelas transnacionais”.

Os camaradas não conseguem enxergar quem está por trás da suposta proposta em favor dos índios...

Fora, Ladrão

O local deveria ser um dos mais seguros do País - já que é ladeado pelo Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto -, mas é palco para ação de bandidos.

Duas estudantes de medicina foram assaltadas ontem na Praça dos Três Poderes, a menos de 100 metros do Palácio do Planalto.

Gabriela Winckler e Priscila Gil foram abordadas por um homem de calça jeans e camiseta azul enquanto tiravam fotos do local onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha.

Decepcionadas, as estudantes choravam enquanto contavam a história para os policiais.

Lula contra os corruptos

O chefão Lula da Silva defendeu ontem uma reforma política para evitar que candidatos com ficha suja disputem eleições.

Segundo Lula, não é possível que um governador que perdeu o mandato possa disputar uma eleição para o Senado:

Nós, políticos brasileiros, vamos ter que ter coragem de pensar seriamente numa reforma política e pensar numa legislação eleitoral que não permita que a gente fique à mercê da interpretação da Justiça Eleitoral - disse Lula, que esteve em um evento de assinatura de atos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de saneamento e habitação. Mais cedo, ele esteve num encontro com empresários para debater medidas pelos direitos humanos”.

Será que lula estava falando dos seus amigos e aliados acusados do mensalão, por exemplo?

Morte da Ruth

Aos 77 anos, a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, desmaiou, caiu na sala e morreu às 20h40m de ontem, em sua casa, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.

Em função da morte, o PSDB cancelou os eventos marcados para esta quarta-feira em comemoração aos 20 anos de fundação do partido.

Ruth sofreu um infarto fulminante, decorrente de uma arritimia grave, quando conversava com o filho Paulo Henrique Cardoso na sala de seu apartamento.

De repente

Na véspera, dona Ruth havia sido submetida a um cateterismo, que revelou doenças coronárias.

Dona Ruth deixou três filhos (Luciana, Paulo Henrique e Beatriz) e seis netos.

A antropóloga estava casada há 56 anos com o ex-presidente Fernando Henrique.

Vida que segue...

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terça-feira, 24 de junho de 2008

Justiça eleitoral proíbe obras do Cimento Social no Morro da Providência, por beneficiar Crivella

Segunda Edição de Terça-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O estilhaço político da guerra psicológica contra o Exército, no episódio do Morro da Providência, acabou sobrando para o candidato do Partido da República à Prefeitura do Rio. O canteiro de obras do Projeto Cimento Social lacrado agora de manhã pela Justiça Eleitoral. O juiz Fábio Uchoa, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no município do Rio de Janeiro, julgou que a obra tem cunho eleitoral, beneficiando o senador e pré-candidato Marcelo Crivella, em detrimento dos demais candidatos ao Palácio da Cidade.

A Justiça Eleitoral considerou que não pode haver obra social nova em ano eleitoral. O convênio entre os ministérios da Cidade e da Defesa foi assinado em 31 de janeiro, o que fere a lei eleitoral. Agora, o Exército tem todos os motivos para sair da Providência, dando uma aliviada no caso em que 11 militares entregaram três rapazes de lá para os traficantes da quadrilha rival do Morro da Mineira. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reúne com o comandante do Exército, General Enzo Peri, para definir o assunto, no Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste.

O embargo da obra é resultado de um processo instituído após denúncia anônima. A Justiça Eleitoral recebeu um cartão com a imagem do senador Crivella sobreposta a fotografias da obra no Morro da Providência. A investigação constatou que as páginas no senador na internet também fazem referência expressa ao Projeto Cimento Social, apresentado por ele como Projeto de Lei (PL) no Senado sob o número 541/07. O projeto, no entanto, ainda não foi aprovado pelo Senado, não sendo, portanto, lei.

As obras no Morro da Providência foram lacradas pelo chefe da fiscalização de propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Luiz Fernando Santa Brígida. Além Crivella, prejudicado politicamente com o caso, ficam em prejuízo ainda maior os 120 funcionários que atuavam na obra. Todos estavam de carteira assinada e alguns deles com registro de apenas cinco dias.

STJ decide hoje se EUA praticaram ato de império ou de gestão, colaborando ou não com a queda de Jango em 64

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Por Jorge Serrão

O movimento militar de 1964 não sai do banco dos réus. Hoje a novela ideológica tem mais um capítulo. A Justiça brasileira vai decidir sobre a suposta participação no dito “golpe” ou “contra-golpe”. Ministros do Superior Tribunal de Justiça vão avaliar se a eventual ação norte-americana foi um ato de império ou de gestão. Se for considerado ato de império, não poderá prosseguir a ação em que a família do ex-presidente João Goulart pede indenização aos Estados Unidos por danos morais e materiais. A imunidade prevista no direito internacional barrará a intenção. Mas se for considerado ato de gestão, a ação poderá ser analisada pela Justiça brasileira.

Os ministros da Terceira Turma do STJ retomam o julgamento, mas, por enquanto, não vão apreciar o mérito do caso. O tribunal discute apenas se a ação pode ou não ser julgada. É a segunda vez que a questão é levada a julgamento na Turma. Da primeira, como o colegiado estava incompleto. Não houve os três votos necessários em um sentido para que o julgamento pudesse ser considerado válido. Tudo por causa da aposentadoria do ministro Castro Filho e a ida do ministro Carlos Alberto Menezes Direito para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A viúva do ex-presidente João Goulart, Maria Thereza Fontella Goulart, e seus filhos, João Vicente Fontella Goulart e Denise Fontella Goulart, ajuizaram ação de indenização por danos morais, patrimoniais e à imagem contra os EUA. Eles alegam que aquele país teria contribuído decisivamente para a ocorrência do “golpe militar” de 1964, fornecendo suporte financeiro, logístico e bélico. A defesa sustenta que participação foi confirmada em livro pelo ex-embaixador norte-americano no Brasil Lincoln Gordon. De acordo com a família de Jango, eles passaram a sofrer perseguições, ameaças e dificuldades financeiras após o golpe.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, entendeu que os Estados Unidos praticaram ato de gestão e votou pela aceitação do recurso. Segundo o voto da ministra, o embaixador norte-americano no Brasil deve ser citado em nome dos EUA. Segundo esclareceu a julgadora, os atos de império estão relacionados a questões de soberania e que os atos de gestão se referem às atividades de interesses particulares. O ministro Humberto Gomes de Barros acompanhou o voto da relatora, mas o ministro Aldir Passarinho Junior, convocado para completar o quórum da Terceira Turma, divergiu. Para ele, a participação dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 foi ato de império.

Operação Condor

O militar uruguaio Manuel Cordero, que foi preso no Brasil, será extraditado à Argentina para ser julgado por dois seqüestros realizados no marco da Operação Condor.

Alegando acordos do Mercosul, o Brasil decidiu outorgar a extradição de Cordero à Argentina por um simples motivo.

Foi o primeiro país a solicitá-la...

E o padre das Farc?

Na contramão ideológica, o desgoverno brasileiro nega o pedido da Colômbia para a extradição do padre Medina, guerrilheiro das Farc.

O padre vive casado, morando na Amazônia fronteira com a Colômbia, recrutando simpatizantes e abastecendo as Farc.

Dois pesos e duas medidas são as ferramentas do Justiçamento Ideológico no Brasil.

Tomando Providências

O massacre ideológico contra a imagem do Exército continua hoje no Morro da Providência.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reúne hoje de manhã, no Comando Militar do Leste, no Rio, com o comandante do Exército, general Enzo Peri, e com oficiais responsáveis pelas obras no Morro da Providência.

O objetivo é discutir a elaboração de uma proposta para a continuidade das obras, a ser apresentada à Justiça até quinta-feira.

É quando expira o prazo para o EB sair do morro.

Mais massacre

Também no Rio, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa realiza, às 10h 30min, audiência pública sobre a morte dos três jovens do Morro da Providência.

A comissão convidou também representantes do Comando Militar do Leste e o delegado responsável pelo inquérito na esfera policial.

Parentes das vítimas foram convidados para o encontro.

Preso de novo

O sargento Fernando Alcântara de Figueiredo foi preso novamente ontem.

A razão foi por ter se apresentado com o uniforme em desacordo com as disposições em vigor, em entrevista concedida à revista Época, na qual assumiu a união homoafetiva com o também sargento Laci Araújo, que está preso desde o dia 4.

Alcântara havia sido libertado no sábado, após cumprir pena de oito dias, sob a acusação de se ausentar para ir a São Paulo com o parceiro sem avisar os superiores e omitir o paradeiro de Laci Araújo, quando ele foi considerado desertor.

O Comando Militar do Planalto informa que foram concedidos ao militar “os direitos da ampla defesa e da oportunidade ao contraditório”.

Acidente

O capitão Marco Aurélio da Silva Martins, 31 anos, morreu no início da tarde de ontem, durante a queda de um helicóptero do 4º Batalhão de Aviação do Exército no Lago Tefé, nas proximidades do município de Tefé, a cerca de 523 quilômetros de Manaus.

Martins pilotava a aeronave, na qual estavam outros quatros tripulantes: um tenente e três sargentos.

Eles conseguiram sobreviver ao acidente e foram atendidos num hospital de Tefé.De acordo com o Comando Militar da Amazônia (CMA), os sobreviventes disseram que Martins provavelmente tenha morrido em conseqüência de afogamento.

Movimento Social Terrorista

Os promotores do Rio Grande do Sul não sabem como fazer para solicitar a dissolução do MST.

O MST ficou tão preocupado com a ação que tomou a iniciativa de denunciar a ação dos promotores à ONU e OEA.

Mas a missão dos promotores é quase impossível.

Afinal, como fazer para dissolver o que não existe, já que o Movimento dos Sem Terra sequer possui registro em cartório?

Ilustríssimo

O escritor Eduardo Galeano será nomeado o primeiro "Cidadão Ilustre" do Mercosul no dia 3 de julho, durante um ato em Montevidéu.

O estelar pensador das esquerdas já recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias.

Vai ter muito ideólogo de esquerda morrendo de inveja do uruguaio...

A Amazônia é deles?

Agricultores e pecuaristas tentam, na Justiça, garantir a permanência na reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Mas a ONU pressiona o Governo Federal, para que retire os produtores da área.

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=43203&CNL=20

Deus já deve estar de saco cheio...

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a primeira-dama Marisa Letícia, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o padre Marcelo Rossi estiveram juntos ontem.

A salada ideológica aconteceu durante uma missa realizada pela Rede Canção Nova de rádio, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Para muita gente, rezar é mais que preciso no atual momento do Brasil...

Que epidemia

A força-tarefa previdenciária, composta pelo Departamento de Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal, deflagrou ontem a Operação Epidemia.

O objetivo foi desarticular uma organização criminosa instalada na agência da Previdência Social de Bom Jesus do Itabapoana, no noroeste do estado do Rio.

O esquema concedia benefícios do INSS com fins eleitorais.

Grande rombo

Após dois anos de investigação, um prejuízo de R$ 10 milhões já foi comprovado, mas a Previdência estima o desvio em mais de R$ 30 milhões.

Segundo a denúncia, a quadrilha concedia auxílios-doença e aposentadorias por invalidez para os integrantes do grupo e pessoas capazes e aptas ao trabalho, como parentes, amigos e eleitores dos acusados.

O MPF obteve ainda o seqüestro dos bens e valores em espécie acima de R$ 5 mil dos denunciados, além do bloqueio de suas contas bancárias.

Bom de campanha...

Entre os presos está o presidente da Câmara de Vereadores de Bom Jesus do Itabapoana, João Batista Magalhães.

Ele é servidor do INSS e foi prefeito interinamente, após o afastamento do prefeito e do vice-prefeito local.

Magalhães deixou o cargo de prefeito para concorrer às próximas eleições como vereador, tendo como mote de sua campanha a Previdência Social.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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Líder do PR citado em caso de pedofilia

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Por Márcio Accioly

O Ministério Público do Estado de Roraima causou estrago considerável na possível campanha do deputado Luciano Castro (PR), à Prefeitura de Boa Vista. Os promotores de Justiça José Rocha Neto e Luiz Antônio Araújo disseram, em entrevista coletiva, que o nome do parlamentar é citado no depoimento de menor de 13 anos.

Segundo a garota, Luciano Castro teria feito “programa sexual” com ela pela quantia de R$ 500,00 (quinhentos reais). Os promotores afirmaram ainda que as peças do inquérito foram encaminhadas ao STF para “apuração e processamento”, pois Castro é parlamentar federal, líder do seu partido na Câmara dos Deputados.

A entrevista dos promotores aconteceu na sexta-feira (20), mas somente agora começa a alcançar repercussão nacional. Nesta semana, com a vinda do deputado a Brasília, ele deverá participar de coletiva esclarecendo o assunto.

Luciano Castro mostrou-se indignado e disse estar sendo “vítima de armação”, embora sem indicar de quem. Acredita também estar havendo confusão por parte da garota, devido ao fato de o ex-procurador-geral do Estado Luciano Alves de Queiroz ter seu mesmo prenome e ter sido preso na Operação Arcanjo da Polícia Federal.

Mas os promotores insistiram que a menina garantiu ter sido mesmo o deputado quem lhe pagou dinheiro em troca de sexo, identificando-o através de fotografias. O fato gerou comoção em Boa Vista, onde Luciano pretende disputar a Prefeitura com o apoio do partido do governador (PSDB).

A operação Arcanjo foi deflagrada no início deste mês (06), pela Polícia Federal e prendeu cerca de 10 pessoas em Roraima, inclusive o então procurador-geral do Estado que continua no xilindró. Ele foi filmado em companhia de duas garotas, uma com sete anos e outra com oito anos de idade, entrando num motel da periferia.

O fato vem se agregar ao grave clima de baixo astral que perpassa o país de Norte a Sul, com as principais autoridades envolvidas nas mais horrendas suspeitas e sendo apontadas como participantes de escabrosos episódios.

Também na sexta-feira (20), a Polícia Federal saiu às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão à procura de 38 suspeitos que tiveram prisão decretada. No lado mais grave, a PF promoveu verdadeiro rapa nos gabinetes de dois deputados federais: João Magalhães (PMDB) e Ademir Camilo (PDT), ambos de Minas Gerais.

Os parlamentares, vejam só, são acusados de desvio de recursos financeiros do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, cuja maternidade é atribuída a ministra Dilma Roussef (Casa Civil).

Preocupa o fato de não se ter a impressão de haver consciência, por parte dos principais acusados, a respeito da gravidade da situação. A desmoralização é geral, com visível encaminhamento de ruptura institucional.

Sem contar o desplante de nossas autoridades estarem submetidas a foro especial, livrando-se dos aborrecimentos e da fase investigatória da Justiça Comum, centenas de pessoas são presas, mas o tempo de encarceramento acontece por brevíssimo período.

Em menos de dez dias, quando muito, acusados são colocados de volta nas ruas e reassumem velhas atividades criminosas. Os escândalos são tantos e tamanhos que não se dispõe de espaço sequer para memorizar os principais nomes.

Por falar nisso, onde se encontra Waldomiro Diniz que representava Zé Dirceu (PT-SP), nas suas andanças pelo Congresso Nacional? Não se tem notícia de punição prisional para os flagrados na roubalheira. É esperar e ver a casa ruir.

Márcio Accioly é Jornalista.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Globo volta a atacar Cieps, usando dados do MEC e citando exemplos de escolas que nunca foram de horário integral

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Por Jorge Serrão

Embora Leonel Brizola e Roberto Marinho estejam mortos há muito tempo, as Organizações Globo insistem em reavivar o ódio editorial e ideológico contra os Centros Integrados de Educação Pública. O Globo de ontem publicou uma reportagem (manchete de capa) que utiliza dados do MEC para condenar os Cieps. Os petistas e a família Marinho foram os inimigos sistemáticos dos Cieps. O fracasso da proposta educacional só contribuiu para jogar mais jovens ignorantes para servir ao tráfico, à violência e à ignorância que assolam o Rio de Janeiro e o Brasil.

Os Cieps foram uma tentativa mal sucedida de escolas-modelos em horário integral. O pecado foi o péssimo gerenciamento do projeto. Brizola e Darcy Ribeiro erraram na megalomania de fazer 500 escolas a toque de caixa, sem o devido planejamento. Outro equívoco foi o “dogma” criado por Brizola em relação à arquitetura do prédio projetado por Oscar Niemeyer. Os Cieps tinham um custo de manutenção é proibitivo. Além disso, sua inovadora estética interior, não era a mais adequada para salas de aula.

Os erros estratégicos de Brizola serviram de base aos inimigos da idéia – que só fizeram críticas politicamente destrutivas ao projeto educacional, para acabar com ele. Tudo por birra com Brizola, que usou o projeto como “outdoor eleitoral”. Os Cieps foram inspirados no Centro Popular de Educação Carneiro Ribeiro - mais conhecido como Escola Parque. Foi um projeto-piloto de horário integral do educador Anísio Teixeira na década de 50, na Bahia. Em seus em dois governos (1983-1986 e 1991-1994), Brizola ergueu 515 prédios. Apenas poucos deles funcionaram realmente como Cieps, com proposta pedagógica séria.

Na reportagem de ontem, O Globo ainda pondera que “os Cieps têm seu mau desempenho atribuído por especialistas à escassez de investimentos para fazer face aos elevados custos de manutenção e à falta de continuidade de políticas públicas de educação”. O problema é que a reportagem utilizou como exemplos prédios de Cieps que praticamente nunca funcionaram como escola integral, conforme a proposta inicial de Darcy Ribeiro (que nunca saiu direito do papel ou da cabeça do falecido antropólogo).

Brasil, um País de Tolos...

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do MEC indica por que o Brasil é condenado a ser um “País mal desenvolvido” durante muito tempo.

O desempenho de mais de um terço das escolas públicas do País piorou, de acordo com o Ideb.

Na avaliação dos estudantes que cursavam a 4ª série do Ensino Fundamental, houve queda nos resultados de 25,6% das escolas; 6,3% mantiveram a nota e 68,1% melhoraram.

Escola neles

A participação popular no processo político brasileiro só será ampliada com o aumento da escolaridade”.

A conclusão é do mestre em ciência política, Alberto Carlos Almeida, professor da Universidade Federal Fluminense, que vai lançar o livro “A cabeça do eleitor é uma cabeça lógica”.

Diretor de pesquisas do Instituto Análise, Almeida coordenou as pesquisas eleitorais da Fundação Getulio Vargas, entre 2002 e 2005, e do instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs.

Tomou um “Pelé”

Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, foi assaltado em Santos há cerca de duas semanas.
Cerca de dez adolescentes, armados com facas e revólveres, cercaram o carro, que não tem blindagem.

Pelé chegou a abrir a janela e a mostrar o rosto para os assaltantes.

É o Pelé, é o Pelé...

Sem ligar para isso, um ladrão arrancou um cordão de ouro, dando um “Pelé” (drible de bandido) no craque.

O rei do futebol contou essa história a um pequeno grupo na última quarta-feira em Belo Horizonte, pouco antes da partida entre Brasil e Argentina, que terminou em empate sem gols, pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2010.

EB, chame a ONG?

O Exército Brasileiro, que agora é gradualmente substituído pela PM no patrulhamento do Morro da Providência, devia tomar a providência urgente de contratar uma consultoria da Afro Reggae - que atua nos morros do Rio como mediador de conflitos. Emprega 200 pessoas, entre as quais "ex-traficantes" e "ex-presidiários".

Afinal, quem tem problemas com bandidos pode contar com a assessoria dos mediadores de conflitos da notável ONG.

De repente o EB até consegue um desconto no serviço, já que a AfroReggae é movida por recursos de mais de R$ 8 milhões obtidos junto a empresas como TIM, Petrobras e Natura.

Indenizando os “mártires”

Logo mais, durante almoço com o governador Sérgio Cabral, o chefão Lula da Silva, deve anunciar uma indenização para as famílias dos três jovens mortos no Morro da Mineira, depois de entregue aos traficantes pelos militares do Exército.

Será mais um belo trabalho da Comissão de Direitos Humanos da Presidência da República.

Só cabe uma perguntinha idiota: Será que o Paulo Vanucci ou o ministro Nelson Jobim vão baixar hoje na Baixada Fluminense para visitar familiares de sete vítimas de uma chacina no final de semana?

Ou, como as Forças Armadas não estão envolvidas nessa, vão deixar a história para lá?

Vôo no Supremo

O Supremo Tribunal Federal irá julgar a polêmica milionária sobre a sucessão das dívidas trabalhistas da Varig.

Os ministros admitiram um recurso extraordinário de funcionários da Varig e irão definir qual corte - se a trabalhista ou a vara empresarial do Rio - é responsável por definir quem irá pagar as dívidas: a velha ou a nova Varig, comprada pela Gol.

Na prática, será um julgamento sobre a possibilidade de sucessão de dívidas.

Gol contra

A Justiça do Trabalho já decidiu, em pelo menos 60 casos, que a Varig-Gol deve pagar os direitos reconhecidos, e tentou executar as decisões.

Mas as decisões acabam derrubadas pelo Superior Tribunal de Justiça.

O STJ entende que o juiz responsável pela recuperação judicial tem essa prerrogativa.

Neste caso, danem-se os ex-funcionários da Varig.

Gol legal?

Dez meses depois de fechar o maior negócio do mercado da aviação civil brasileira, a Gol ingressou em janeiro deste ano com um pedido de arbitragem na Câmara de Comércio Internacional.

A companhia apelou à ICC (na sigla em inglês) para cobrar a devolução de metade dos US$ 320 milhões pagos à VarigLog para comprar a Nova Varig.

A Gol cobra ressarcimento por superavaliação dos ativos adquiridos, em março do ano passado, do fundo de investimentos americano Matlin Patterson, controladora indireta da VarigLog por meio da Volo do Brasil.

Dedo da história

Todo o negócio foi intermediado pelo escritório de Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula da Silva.

Toda a operação de não recuperação e posterior venda da Varig está sob suspeita de ingerência do Planalto.

Afinal, o gabinete presidencial foi o palco para a comemoração pública da transação pelos donos da Gol e seus advogados.

Custo da decisão

Para garantir o andamento do processo de arbitragem, a Gol foi obrigada a depositar uma "entrada" de custos de US$ 157,5 mil.

Os três árbitros indicados são os brasileiros Pedro Batista Martins e Gustavo Tepedino e o espanhol Juan Fernandez Armesto.

Todos advogados e professores especializados em disputas empresariais.

Geraldo venceu primeiro round

O PSDB oficializou ontem o ex-governador Geraldo Alckmin como candidato do partido à prefeitura de São Paulo.

Alckmin recebeu 1.037 votos de apoio à sua candidatura, de um total de 1.344 convencionais aptos a participarem da convenção.

Participaram da votação 1.164 delegados, dos quais 94 foram contrários à candidatura, 20 anularam e 13 deixaram o voto em branco.

Próxima batalha

Geraldo Alckmin e o atual prefeito Gilberto Kassab vão se enfrentar nas urnas.

A candidatura de Kassab foi ratificada em convenção do DEM no dia 14.

Geraldo vem com apoio do PTB (que indicou o vice Campos Machado) e do PSDC.

Kassab vem com o apoio oculto do governador José Serra – que apesar da aparências – deseja ferrar Alckmin a todo custo.

Quem tem tem medo...

Um grupo de vereadores tucanos dissidentes, que defendia a reeleição do atual prefeito, desistiu da idéia de bater chapa na convenção por uma aliança com Gilberto Kassab.

O grupo rebelde alegou que estava atendendo a manifestações e apelos de líderes estaduais e nacionais do PSDB, entre eles o senador Sérgio Guerra, que é presidente nacional do partido, e também o secretário-chefe da Casa Civil do governador José Serra, Aloísio Nunes Ferreira.

Mentirinha: os 11 vereadores tucanos aderiram a Geraldo porque ficaram com medo de bater chapa na convenção.

Eles foram advertidos de que teriam barradas suas candidaturas à reeleição como vereadores, e por isso enfiaram o galho dentro...

Grande derrotado

Mais uma vez Alckmin derrotou José Serra, que era contra sua candidatura a prefeito.

Em 2006, Alckmin já havia atropelado Serra, então prefeito de São Paulo e aspirante a candidato à sucessão de Lula.

Serra deve se cuidar, porque, em 2010, Geraldo está de olho em duas cadeiras também sonhadas por Serra: a do Palácio dos Bandeirantes ou do Palácio do Planalto.

Maluf de novo

No sábado, o Partido Progressista (PP) oficializou na Câmara Municipal a candidatura do ex-prefeito Paulo Maluf à prefeitura de São Paulo.

A escolha do candidato a vice de Maluf (sempre muito disputada) vai ocorrer no dia 30 deste mês.

O Mal Amado

Contra a vontade da cúpula petista, o deputado estadual Alessandro Molon foi homologado ontem como candidato a prefeito do Rio.

Um grupo de petistas defendia a retirada da pré-candidatura de Molon para que o PT apoiasse Jandira Feghali (PCdoB), em troca da desistência do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) em São Paulo, em favor da petista Marta Suplicy.

Aldo será vice de Marta, mas Molon ficará a ver navios, porque Jandira continua candidata...

Aliás, no Rio de Janeiro, Lula terá de subir em quatro palanques: Marcelo Crivella (PR), Alesandro Molon (PT), Jandira Feghali (PC do B) e Eduardo Paes (PMDB).

O deputado federal Fernando Gabeira, na coligação PV-PSDB-PPS, e Solange Amaral (DEM) serão os concorrentes do Palácio do Planalto.

Só São Jorge Salva...

A convenção do PT, que seria apenas para confirmar o nome de Molon, teve troca de socos e tumulto entre militantes que xingaram o deputado estadual Jorge Babu (o homem que instituiu o feriado de São Jorge no Rio de Janeiro).

Ao protestarem contra Babu, três filiados trocaram socos e pontapés com companheiros de partido que defendem o deputado.

A confusão ocorreu durante o processo de homologação, mas não houve feridos, e o jovem que xingou Babu foi retirado do local imediatamente.

Disputa em Niterói

Em Niterói, o PT confirmou ontem a candidatura do deputado estadual Rodrigo Neves à prefeitura do município, com o apoio do PMDB de Moreira Franco.

Jorge Roberto Silveira (PDT), favorito na disputa, obteve o apoio do DEM, de César Maia.

Com a aliança, Niterói será o único município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro em que o DEM não terá candidato próprio.

Imagens lindas do domingo

O Mengão vence o Ipatinga e continua líder no Brasileirão...

Felipe Massa dá um show na França e lidera o campeonato.

E a bela Luiza Brunet, aos 46 anos, com 1,76 m e 62 kg, desfilando para a grife Poko Pano, na São Paulo Fashion Week...

Vida que segue...

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