domingo, 15 de março de 2009

Nem democratas, nem comunistas...

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Arlindo Montenegro


...Nem capitalistas, nem socialistas, nem qualquer religião ou filosofia escapa à exposição da fragilidade dos homens que se pretendem líderes ou condutores, materiais ou espirituais, que agem repetitivamente negando sua origem e fim, o ambiente e as experiências da vida neste planeta, neste país, nesta metrópole, neste bairro, nesta comunidade, nesta roça.

Discute-se “democracia” com exemplos sempre contaminados por decisões de estado e instituições, que resvalam na defesa do princípio básico do que seria uma sociedade democrática: o respeito humano, sempre discutido, enxovalhado, por insustentáveis variações ideológicas, hoje privilegiando o terrorismo e a força bruta.

Os comunistas que hoje se dizem democratas especializaram-se exatamente na intolerância e matança para anular o essencial humano: espírito e liberdade.

As instituições políticas, em toda parte, debatem-se por poder, mais poder e controle material, exibindo arsenais, associando-se com a indústria de drogas “lícitas” e “ilícitas” o que, no frigir dos ovos, servem para eliminar, esmagar, destruir vidas de “opositores”.

Os símbolos vitais, que desde os primórdios embalavam o inconsciente coletivo conduzindo os atos produtivos da civilização humana, sumiram do ambiente. Foram substituídos por “marcas”, “griffes”, rótulos do consumo e do desprezo à reflexão que antes precedia as escolhas, agora artificialmente atreladas a interesses globais.

As decisões que aprendemos a pesar, medir, contar, foram desestimuladas. Hoje vale tudo para fazer agora, ter tudo agora de modo voluntarioso e sem qualquer trabalho ou merecimento. O conforto, o prazer sem limites, o irracional, o desprezo às virtudes e a confusão entre matéria e espírito, tomaram forma do propagandeado comportamento abusivo. Instala-se o conflito quando se despreza a interdependência entre espírito e matéria.

Que a economia estatal centralizada e planejada pelos marxistas deu com os burros n’água nem “eles” mesmos discutem mais: apenas adotaram os mecanismos capitalistas e se debatem para conservar a ideologia que gerou o fracasso inegável de sua forma de governo. Maiores perdedores foram os povos, os trabalhadores.

Que a economia capitalista foi viciada e afastou-se dos princípios basilares – respeito humano e liberdade – do ideal democrático, mergulhando na perplexidade que hoje é vivida por todo o planeta, nem se discute.

Com todas as limitações e armadilhas institucionais da globalização, com toda a violência e virulência da propaganda dos estados nacionais, com todas as ferramentas hoje utilizadas para destruir o oponente, o que significa guerrear e matar pessoas, manter submissas populações inteiras em seu solo de nascimento, para assegurar à força as fontes de matéria prima, que alternativas restam?

Normas, flexibilidade, generosidade, sobrevivem distante dos centros de decisão e imposição do estado, sobrevivem onde se constrói e sobrevive passo a passo. Estão ausentes dos centros de poder, onde somente a gangorra da linguagem esotérica de economistas, estatísticos e “formadores de imagem”, imperam.

A confusão, o engodo, a mentira assumiram importância apocalíptica. Tudo é urgente. Mas a decisão não passa pelo crivo de quem objetivamente é alvo das escolhas de uns poucos encastelados nos postos de poder estatal. Um poder que parece divino. Um poder que parece onipresente, onipotente, onisciente. A globalização impera.

Um possível caminho equilibrado entre a razão, a emoção e a ação seria decretar a falência das instituições e passar as decisões locais aos grupos menores. O inconsciente coletivo é sábio e promoveria, com o saber já acumulado nos altos centros de estudo, a restauração e utilização de cada espaço municipal, onde as pessoas podem, em muitos casos, exercitar na prática a democracia direta.

O pagamento pela transferência de tecnologia e saber acadêmico poderia ser feito com galinhas e tomates sem agrotóxicos. Assim os estelares e perfumados da cidade grande poderiam aprender que dependem das mãos grosseiras e do trabalho fedorento dos que produzem alhos, cebolas, frangos e porcos, alfaces e aspargos, gente como a gente, menos ambiciosa, atenta às normas da natureza, flexível diante das mudanças, gente generosa e ingênua, eternamente roubada.

As propostas federalistas em sua origem, atentam para uma forma de governo em que cada grupo, em cada bioma, em cada município é livre para tomar suas decisões e utilizar sua economia, no marco de normas que limitam a ação do estado. Deste modo podem ser afastados da cena os predadores. Líderes autênticos e experientes podem trabalhar pelo bem comum.

Resta saber se ainda existe capacidade e vontade, se ainda existe força no inconsciente coletivo para virar o jogo do estado totalitário em qualquer de suas versões. Virar o jogo do capimunismo e assumir a responsabilidade por escolhas refletidas, verdadeiras, civilizadas.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

4 comentários:

Anônimo disse...

Talvez não seja bem isso, embora pareça... Vem desde Adão e Eva essa vontade de sobrepujar e enfiar onde quer que seja. Maquiável explicou direitinho o que Marx e Gramsci aperfeiçoaram. Vivemos numa monarquia e Luis LI é noçu guia! Vendemos nosso voto e o preço é a liberdade em troca de óleo de soja para que nos lubrifiquem e nos enfiem... sem dó!

FENIX disse...

Estão ouvindo este som? Uma espécie de zumbido incessante que incomoda sem que se saiba a origem?

É o som da verdade querendo romper o espesso manto de mentiras tecido pelo PT e seu desgoverno.

E a atmosfera. Estão sentindo? Algo inexplicável no ar. Algo que, por desconhecido, gera grande insegurança e inquietação.

É o principio do começo do fim.

Depois de décadas reinando, a mentira e o engodo parecem ceder à imparcialidade da verdade.

Lentamente, quase despercebidamente, não fosse o incomodo que gera nos estrategistas do engano.

Aos que sentem, ainda sem saber ser bom ou ruim, ou identificar a fonte, fica o gosto desconhecido a alimentar a imaginação, prospectando o futuro.

Está próxima a hora do evento sem retorno. São as dores do parto tardio, pós-maturo e os gemidos que antecedem a chegada do rebento.


"LIBERTAS QUAE SERA TAMEN"

Anônimo disse...

É BOM LEMBRAR QUE O SONHO NÃO ACABOU. A BOLHA DA VERGONHA, DAS MENTIRAS E DAS COISAS ERRADAS ESTOUROU. ISTO É UM SINAL POSITIVO DA PRESENÇA CONSTANTE DA FORÇA DA VERDADE. TUDO ESTÁ MUDANDO E INDO PARA OS LUGARES CERTOS, APESAR DAS NUVENS ESCURAS AINDA INSISTIREM

Anônimo disse...

Realmente uma idéia brilhante!!!

Gostei!!!!!! !!!!!!!!! !!

Recebi um e-mail comentando que
uma pessoa do meio artístico teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.
Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, essa pessoa deu a seguinte sugestão:
-Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados.
Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.
Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o 'fundo de campanha'.

A idéia não é incrivelmente boa?

Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e faça coro pela campanha:


Casa dos Politicos, ja!!!