domingo, 21 de junho de 2009

Como salvar o diploma de Jornalismo?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total: www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

O Supremo Tribunal Federal – independentemente da intenção de seus membros – fez um favor ao jornalismo tupiniquim. Tomou a decisão (polêmica, porém acertada) de acabar com a exigência do diploma universitário para o exercício da profissão de Jornalista. A liberdade de imprensa está acima de qualquer pedaço de papel. E muito acima da vaidade dos poderosos.

A cutucada do STF no Jornalismo obrigará os jornalistas a uma autocrítica sobre o próprio papel e atuação. Precisamos retomar nosso compromisso com a Verdade – cujo conceito é: a Realidade Universal Permanente. Temos de compreender como funciona o mundo globalizado controlado pela Oligarquia Financeira Transnacional. Só cumpriremos nossa missão se tivermos ética para bem informar. Nada disso depende de diploma.

O livre pensador Arlindo Montenegro, no artigo Rumo ao Desconhecido, cita um trecho do livro “Mental Obesity” – em que o antropólogo catedrático de Harvard, Andrew Oitke, no distante ano de 2001, chamava a atenção para os nossos abusos no campo da informação e conhecimento. No “Obesidade Mental”, o professor Oitke pega pesado com a atuação dos profissionais de imprensa (com diploma ou sem):

"O jornalista de hoje, alimenta-se quase que exclusivamente, de cadáveres de reputações, do lixo de escândalos... A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular ... Só a parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos jornais".

Os profissionais da mídia estão na berlinda há muito tempo. Talvez por sermos coniventes ou omissos em combater o sistema de desinformação vigente. Felizmente, a opinião pública (mesmo que timidamente) cobra de quem executa a opinião publicada. A evolução da Internet também colabora para mudanças positivas no jornalismo que agora se pratica.

O fim do diploma não deve falir com os cursos de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Apenas vai obrigar as escolas superiores a se adaptarem a uma nova realidade. O curso de quatro anos pode dar lugar a um de Tecnólogo em Jornalismo, com dois anos de duração. Também vai obrigar a uma reavaliação da qualidade dos cursos de Jornalismo.

O STF deixou no ar uma lição fundamental. No seu voto, o único contra o fim da obrigatoriedade do diploma, o ministro Marco Aurélio de Mello destacou: “O jornalista deve ter uma formação básica que viabilize uma atividade profissional que repercute nas vidas dos cidadãos em geral".

As escolas de Jornalismo – se quiserem sobreviver – precisam aprimorar a qualidade dessa formação básica. Terá de focar em novos paradigmas capazes de superar o globalitarismo - que tenta sufocar a liberdade de informação. Precisará de se adaptar, cada vez mais depressa, às constantes mutações tecnológicas. Deverá retomar o processo produtivo que combine criatividade, ética, responsabilidade e sustentabilidade.

Se seguir tais princípios – o que é nada fácil – o Jornalismo voltará a ser uma “escola” para colaborar com a vida. Seu diploma terá valor real e objetivo. Jamais será rasgado! Até porque Jornalismo não é para qualquer um. A profissão merece respeito. Mas, hoje, para que isto aconteça, os jornalistas precisam de dar ao respeito. Eis o grande desafio.

Jorge Serrão tenta salvar o diploma diariamente. Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Junho de 2009.

5 comentários:

Cenourette disse...

Viva a Liberdade!

Anônimo disse...

DO MODO COMO J. GOEBBELS, MINISTRO DE HITLER ENSINOU, AS TÉCNICAS DE PROPAGANDA QUE SÃO UTILIZADAS INTENSIVAMENTE PELA MÍDIA NO BRASIL DE HOJE.

Argumentum ad nauseam
Repetição incansável (ou ainda repetição nauseante). Uma idéia mentirosa, repetida suficientemente, se torna verdade.
Apelo ao medo
é a busca de apoio a uma idéia ou causa ou pessoa, instigando o medo na população em geral. (AQUI SE EXPLORA A ‘DITADURA’, A ‘TORTURA’ 'DESAPARECIDOS'...

Bode Expiatório
Atribuir culpa a um indivíduo ou grupo que não seja efetivamente responsável, aliviando sentimentos de culpa de partes responsáveis ou desviando a atenção da necessidade de resolver um problema cuja culpa foi atribuída àquele que está emitindo a propaganda. (DIREITOS HUMANOS, POLÍCIA, MILITARES)

Efeito dominó
Efeito dominó e vitória inevitável: tenta convencer a audiência a colaborar com uma ação "com a qual todos estão colaborando" ou "junte-se a nós". (O BRASIL NUNCA ESTEVE TÃO BEM... OS POBRES TÊM ACESSO À ALIMENTÇÃO E BENS DE CONSUMO...FOME ZERO)

Homem comum
O "homem do povo" ou "homem comum" Propagandistas usam a linguagem e modos comuns (e até as roupas, quando em comunicações audiovisuais presenciais) numa busca de identificar seus pontos de vista com aqueles da "pessoa média". (UM PRESIDENTE OPERÁRIO!!!)

Super-simplificação
Afirmações vagas, favoráveis, são usadas para prover respostas simples para complexos problemas sociais, políticos, econômicos ou militares.

Transferência
Essa é a técnica de projetar qualidades positivas ou negativas (elogios ou censuras) de uma pessoa, entidade, objetivo ou valor (de um indivíduo, grupo, organização, nação, raça, etc.) para outro, para tornar esse segundo mais aceitável ou desacreditá-lo. Essa técnica é geralmente usada para transferir culpa de um parte em conflito para outra. Ela evoca uma resposta emocional, que estimula o público-alvo a identificar-se com autoridades reconhecidas.

A GENTE ESTÁ SUBMETIDA A ESSE BOMBARDEIO TODO SANTO DIA, SEM AO MENOS PERCEBER.

tio disse...

Um encontro de cientistas, define finalmente a origem e nacionalidade da “dupla dinâmica” da Bíblia;

Compondo um interessante trabalho, onde a meta seria estabelecer esta informação importante, um alemão,(Dr.Fritz Haulenfünckhenn – fisiologista)
um francês, (Jean Jacks Michel – sexólogo)um inglês (Sir Edward Cooperhiggs – psicólogo) e um brasileiro. (Seu Zezinho – do caixa)

A importante descoberta foi feita, quando admiravam uma das obras e/ou materiais compilados para serem utilizados como suporte ao trabalho,
e como referência institucional.

Apreciavam um quadro do desconhecido Paolo Tornicatti:

“Adão e Eva no Paraíso”.

O alemão (Dr.Fritz Haulenfünckhenn) comentou:
- Olhem que perfeição de corpos: ela, esbelta e espigada; ele,com este corpo atlético, os músculos... Perfilados.. .linhas perfeitíssimas... Vejam em seus semblantes como se delineia autoridade, competência...

- Devem ser alemães!

Imediatamente porém, o francês (Jean Jacks Michel – sexólogo) contesta:
- Não...não acredito. Sem querer desfazer do “chucrutz” aqui... É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras...
Ela, tão feminina. Ele, tão masculino... Sabem vocês que em breve (ad posteriorem) chegarão à tentação...

Dá para se imaginar os sussurros e as frases roucas compondo a...

- Podem ser franceses!

Movendo negativamente a cabeça, o inglês (Sir Edward Cooperhiggs – psicólogo ) comenta:

- Que nada! Note a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gestual. Estavam lá na macieira na hora exata para pegar a fruta maldita...
- Tudo diz que sejam ingleses!

Depois de alguns segundos mais, de contemplação silenciosa, o brasileiro (Seu Zezinho – do caixa) mais um brasileiro enfiado por algum parente, onde não deve,
e participando de coisas que ele não sabe, declara, e dá por encerradas as discussões, definindo de vez a questão da nacionalidade de Eva, e...conseqüentemente de Adão, que foi na verdade um rascunho dela:

- “Não concordo com estes palhaços ai não!”. (Ai, já à frente das câmeras de uma tv)
Esses caras vêem da terra deles, dar palpite errado. Só querem tudo pra eles...primeiro – sempre – eles! Mas olhem bem se não se trata de – ali no quadro retratados – indiscutívelmente...dois brasileiros:

-Não têm roupa e não têm sapatos. Não têm casa (e nem seria possível) e pelo visto estão àtoa... e há muito tempo. Como não poderia deixar de ser, estão (como sempre e já fazendo parte de qualquer cotidiano) a um passo da maior roubada da vida deles.

Para comer... só uma única maçã, para dividir por dois. Como não têm roupa, esta fruta não deve ter sido conseguida de maneira muito lícita. O mais provável é que tenha sido retirada de algum pomar até, de uso e domínio particular.

Neste tempo desta pintura, não havia ainda imprensa, e esta arte era o meio informativo da época... notem que eles estão na primeira parte. Boa coisa não devem ter aprontado. A Falta de roupa, inclusive numa divulgação, ainda que artística, é o retrato do povo.

E pra fechar... não protestam contra nada disso, e se dão ao displante de pensar “em sacanagem” e, mais... apesar disso tudo... acreditam que estão no Paraíso.

Só podem ser brasileiros!

Anônimo disse...

Percebo isto no portal do Terro e ClickRBS, só tem futilidade que não agrega qualquer valor, muito pelo contrário.

Anônimo disse...

Sou seu leitor e admirador, porém discordo de sua posição sobre o diploma. Se o diploma não é mais exigido as faculdades vão acabar com os cursos ( por falta de alunos).Os alunos não vão pagar faculdade cara durante 04 anos para obter um diploma que não possui valor.
A profissão já era regulamentada a mais de 40 anos.Enquanto aumenta a necessidade de conhecimento para o exércicio de qualquer profissão o jornalismo regride na exigência de conhecimentos. Isso vai ocasionar a contratação de mão de obra barata ( de quem não possui o curso superior) e prejudicar a qualidade do jornalismo profissonal ( que já é ruim). Quem ganha com isso são os donos de veículos de comunicação.