sábado, 8 de agosto de 2009

Guerra contra Mídia inimiga

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por AC Portinari Greggio

Depois duma campanha eleitoral vitoriosa, na qual aumentou sua presença em todos os distritos eleitorais do Reino Unido e elegeu três membros para o fajuto Parlamento Europeu (que, naturalmente, pretende combater de dentro), o British National Party - o único partido patriótico, nacionalista e pró-FFAA do Reino Unido - analisou os resultados e tomou algumas decisões sobre seu futuro.

A conclusão foi que a mídia, os partidos políticos chapa-branca e a alta hierarquia da Igreja Anglicana são inimigos irreconciliáveis. Em política, é comum e necessário fazer acordos até com os adversários frontais, e o BNP não ignora esse fato. Mas o que está em jogo na Europa - e no resto do mundo ocidental - não é disputa política à moda antiga, em que divergiam as soluções mas os problema eram comuns a todos os partidos.

Hoje, os problemas comuns de toda a população - ou seja, os referentes aos objetivos nacionais permanentes - já não existem porque a oligarquia dominante pretende abolir esses objetivos, e com eles abolir a própria nação. Não se trata de entrelinhas, nem de planos escondidos. O propósito de dissolver as fronteiras e misturar os povos como quem os "bate num liquidificador" é abertamente anunciado pela oligarquia e defendido pela mídia, como radiante projeto de paz e fraternidade universal.

Antigamente, portanto, a política era dividida entre facções que disputavam para que o povo decidisse qual era a que melhor serviria aos interesses a nação. Hoje, está dividida entre uma oligarquia que quer dissolver a nação, apagar a identidade do povo e eliminá-lo por meio de genocídio disfarçado, contra pequenos grupos patróticos contrários a esses objetivos.
Por isso, a política mudou. Onde antes era possível negociar pelo menos acordos táticos, hoje é imconcebível, porque o antagonismo de princípios é tão grande que a política passou a reger-se pelas não-regras da guerra total.

A mídia combateu unanimemente o BNP durante a campanha, por meio de notícias falsas, distorções, calúnias e as habituais acusações de "fascismo", "racismo" ou "nazismo". Mas, nesse mesmo período, o número de acessos ao site do BNP na Internet praticamente duplicou; 30 milhões de folhetos com a plataforma do Partido foram distribuídos de casa em casa em todo o território do Reino Unido; e o número de membros do Partido praticamente dobrou. Nas últimas eleições parlamentares internas o BNP mal conseguiu lançar candidatos em um quinto dos distritos; nas próximas, terá candidatos em todos os distritos do Reino.

Diante desses fatos, o BNP resolveu adotar estratégia de guerra total contra a mídia – como explicou o conselheiro Paul Golding à seção regional do BNP em Crawley:

"Precisamos chegar ao ponto em que o nosso povo passe a duvidar de tudo o que a mídia afirma. O meio para chegar a esse objetivo é não deixar nenhuma mentira passar em branco e saturar o país com denúncias contra a mídia. Temos de minar a confiança que muitas pessoas ainda depositam nos grandes jornais, revistas e tevês. Sem dúvida, demandará tempo e muito esforço, portanto é necessário começar imediatamente".

Paul Golding deixa clara a chamada Operação Revide, cujo objetivo é revidar à altura as mentiras e ataques da mídia contra o BNP: "Daqui para a frente, faremos da grande mídia o nosso principal alvo. Temos de sair em público e demonstrar a todos que a mídia não é fonte de notícias e informações, mas uma máquina de propaganda a serviço da oligarquia no poder."

O objetivo do BNP britânico é combater a mídia corpo a corpo, nas ruas, nos locais públicos, nos conselhos distritais e nos "pubs" - locais onde as comunidades mais se reúnem para discutir política - de modo que a população adquira imunidade contra as mentiras publicadas.
Muito antes de atingir esse ponto, porém, é previsível que a mídia, para sobreviver, terá de mudar. Pois o estágio em que a população atingisse a imunidade equivaleria, para ela, à morte, não pelo desaparecimento, mas pelo surgimento, aproveitando o espaço vazio, de outros órgãos de comunicação mais conformes com a vontade do público.

Esse fenômeno já aconteceu nos Estados Unidos na década de 1950, na cruzada anti-comunista do Senador McCarthy. A aversão do público pelos estúdios de cinema, editoras, teatros e grandes jornais e revistas cresceu tanto que estes, embora não tenham desaparecido, foram obrigados a demitir grande parte dos roteiristas, diretores, repórteres, comentaristas e escritores acusados de traição aos Estados Unidos, e a mudar completamente a sua linha ideológica. Até hoje esse período é vituperado pelos antigos espiões, sabotadores e agentes comunistas, como a época da "caça às bruxas". De fato, era caça às bruxas, mesmo.

A decisão do BNP, de não bajular e de combater a mídia, pode parecer muito radical. Mas a prática no Reino Unido tem demonstrado o contrário. A maioria dos jornais e canais de tevê tem sites na Internet, onde os leitores podem manifestar sua posição. Graças a esse mecanismo e a pesquisas de opinião, a mídia já sente que o público acumula crescente hostilidade e ceticismo contra a maneira pela qual ela comunica os fatos.

Esse fator, combinado com os milhões de acessos diários ao site do BNP, tem levado alguns jornais e revistas a rever a sua política e admitir que, a continuar assim, vão perder a confiança da população. Por isso, alguns já ensaiam aproximar-se do BNP, ouvir e reportar objetivamente as posições do Partido, entrevistar seus membros, etc. Fazem-no, não por causa do BNP, mas para segurar os seus leitores e impedir que estes procurem a verdade em outras fontes.

E o BNP faz questão de dizer que a aproximação com alguns órgãos da mídia só acontece porque alguém já percebeu que o BNP, ao contrário dos outros partidos, pode viver muito bem sem eles.

AC Portinari Greggio é Especialista em Assuntos Estratégicos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Serrão

Então estes ataques que o PresiMENTE Lula faz contra a mídia é cópia do BNP. Meu Deus, o que será dos nossos filhos, netos, num futuro não tão distante?