domingo, 9 de agosto de 2009

Os fins justificam os meios?

Artigos no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Para os marxistas a resposta é sim. Têm como meta o poder total no planeta, com a eliminação de todos os contrários, sai de baixo, que vale tudo! Lênin ensinou e seus seguidores praticam sistematicamente: vale mentir, desdizer o que foi dito, corromper a juventude, falar de democracia e estado de direito, infiltrar-se mascarado em todas as instituições, dividir a população, mobilizar greves, promover o pânico e a violência, satirizar crenças e valores morais, ser desonesto, confiscar as armas de fogo, distribuir drogas, colocar jovens contra pais e professores... tudo para tomar o poder.

Numa palestra proferida no Rio de Janeiro, sob o título “As ameaças à nossa liberdade”, o Professor Ubiratan Iorio analisou os rumos políticos e econômicos do nosso País, concluindo que estamos vulneráveis interna e externamente como nação. E indicando “o resgate da tradição e dos valores morais transmitidos por sucessivas gerações é tarefa obrigatória de toda e qualquer pessoa de bem no mundo de hoje”.

Discorreu sobre o processo de acelerada contaminação cultural implantada pelos marxistas, desde 1990, quando foi criado por iniciativa do sr. Lula, o Foro de São Paulo, como instância maior da implantação do comunismo nas Américas, injetando o veneno revolucionário imoral na sociedade, com a omissão de uns e a covardia de outros nos meios midiáticos.

Pesquisa da UNESP informa que, nos primeiros cinco anos do atual governo, foram invadidas 4.008 propriedades. Nas cidades as pessoas são ameaçadas por traficantes que se escondem nas ditas “comunidades”, que por sua vez são aterrorizadas por “milícias”. Nas universidades, quem não é marxista é perseguido e patrulhado de várias formas. Quem não se droga é careta.

Esta sub cultura da luta de classes, conceito marxista que ilude as gentes “sou pobre porque você é rico”, coloca negros contra brancos, homens e mulheres que antes eram partes complementares na família, em franca competição. A defesa de falsas posições ditas progressistas, contribui para a confusão, a sub educação, a ausência de solidariedade verdadeira e o civismo. Negação da responsabilidade e conseqüente selvageria.

Nos bastidores desta realidade, contra o caos estabelecido, os estamentos sociais que estão sufocados, ainda conservam muito do que se pode denominar “extremos que se tocam”. Grupos que, no desespero do obscurantismo, conservam uma fixação psiquiátrica no passado. Uns com sede de vingança. Outros saudosistas que refletem um revanchismo contrário. Ambos servindo a interesses nada patrióticos. A dialética da ignorância dá medo.

Conforta lembrar as lições filosóficas de Mario Ferreira dos Santos. Examinando os registros da história, ele identifica ciclos de predominância do poder, ora nas mãos do clero, da nobreza ou dos homens de negócios. Quem dispõe do poder “marca a direção da própria sociedade, segundo, sobretudo, os seus interesses”.

Passamos pela nobreza, conhecemos a revolução que no ocidente denominamos burguesa, até que o homem de negócios dispondo do poder econômico passou a controlar o poder político, apoiando-se nas agitações populares, prometendo o poder ao povo e o exercício do poder em nome do povo. Seguem-se as agitações e então chegam os marxistas falando de “massas” – uma coisa moldável que se pode alimentar com fermento e manipular para a rebelião.

O fato é que os marxistas sabem que a vez da “massa” não chega nunca, por uma razão muito simples: “as massas nunca estão devidamente preparadas, (...) nem elas tem nem dispõem do conhecimento e dos meios suficientes, sobretudo intelectuais para assumir o poder social”. São engabeladas pelos “cesares” personalistas, exatamente por ser um momento “de decadência social, instante que surgem os ditadores, provindos da própria massa, muitos deles, como trânsfugas” da própria “massa”.

Como superar estas deficiências humanas e chegar ao estado democrático de direito, num instante em que um grupo de poder controlador financeiro se impõe acima de todos os descritos por Mario Ferreira? Como superar a fraqueza moral e a ignorância marxista a serviço desde “novo” grupo de poder global?

Mario Ferreira aponta o trabalho de superação da malícia, da fraqueza moral, da ignorância. “A educação da vontade, a educação dos ímpetos, passa a ser um tema fundamental, (...) a capacidade de escolher o bem e tender para este bem (...) a vontade assistida pelo intelecto se torna capaz não só de reconhecer como também de orientar.

Falta-nos marcar “o rumo que o intelecto permite descortinar” e seguí-lo. Faltam-nos os meios para alcançar os fins. Mas precisamos ter amor, fé e esperança de que vamos conseguir.

Referências:
- Ubiratan Iório, “As ameaças à nossa liberdade”, palestra, Junho 2009;
- Mario Ferreira dos Santos, “Os ciclos culturais da humanidade”, Palestra no Centro Convívium, 1967.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

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