segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Pré-salve-se quem puder: Lula cede à pressão dos governadores, mas ainda contraria indústria do petróleo

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

O chefão Lula da Silva – agora chamado de Satalinácio por famosos humoristas – aderiu ontem ao esquema “pré-salve-se quem puder”. Advertido que contrariava os interesses dos estados produtores de petróleo e avisado que mexer no atual modelo de exploração petrolífera significa rompimento com a Oligarquia Financeira Transnacional que o sustenta no poder, Lula resolveu jogar para a pleteia e cedeu às reivindicações dos governadores Sérgio Cabral (RJ), José Serra (SP) e Paulo Hartung (ES) com quem se reuniu por cinco horas, em indigesto jantar no Palácio da Alvorada.

Logo mais, em mais um oba-oba característico do seu governo, Lula pretende lotar o Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, para a apresentação dos projetos de lei sobre a exploração do pré-sal. Lula prometeu aos três governadores estudar uma fórmula para manter a Participação Especial (PE) no regime de partilha de produção. Também se comprometeu a enviar ao Congresso, sem urgência constitucional, o novo projeto do marco regulatório do petróleo. Lula cedeu ao argumento de que os estados produtores merecem compensação extra.

A reunião de Lula com os governadores teve a presença da turma de peso do governo: os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Edison Lobão (Minas e Energia), que comandam a comissão interministerial que elaborou o marco regulatório do pré-sal, o ministro da Defesa, Nelson Jobim - peemedebista como Cabral e Hartung -, o ministro da Secretaria da Comunicação Social, Franklin Martins, e o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Mas Lula ainda pode ter problemas com os controladores globais. Eles não querem que sejam alteradas as atuais regras de exploração vigentes no Brasil desde a Era FHC. As transnacionais do setor ainda não digeriram bem a ideia de se criar uma nova estatal, a Petrosal, que representará a União na complicada relação com as empresas que vão explorar o petróleo na camada do pré-sal. Se as “grandes irmãs” se sentirem mesmo contrariadas, Lula terá de botar as barbas de molho.

Quem bate de frente com o poder real global, historicamente, sempre acabou mal politicamente.

Enxugando as propostas

A equipe de Lula pretendia enviar pelo menos três projetos sobre o pré-sal.

Um seria sobre o novo marco regulatório, com a escolha do modelo de partilha de produção (no lugar do modelo de concessão).

O segundo trataria do Fundo Social que receberá os recursos auferidos com a exploração do pré-sal.

O terceiro criaria a nova empresa estatal que fiscalizará a produção em águas ultraprofundas.

Poder londrino

Quem ainda não acredita que o mundo é controlado por uma Oligarquia Financeira Transnacional precisa ficar atento ao refinado noticiário bancário.

Apenas por coincidência (que não existe), o Itaú Unibanco resolveu criar um “International Advisory Board” (Conselho Consultivo Internacional) e marcou sua primeira reunião para outubro, em Londres.

O conselho será comandado pelo ex-ministro da Fazenda de FHC, economista Pedro Malan.

Dilma do Reino de Deus

Se Dilma Rousseff for mesmo candidata ao Palácio do Planalto pós-reforma (o que ainda é dúvida entre a cúpula petista), já tem um nome muito cotado para vice.

É o do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) – sobrinho de Edir Macedo Bezerra, líder máximo da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record.

A indicação do bispo licenciado Crivella seria um dos últimos desejos do atual vice-presidente José Alencar, que luta muito por um milagre, mas que começa a perder a batalha contra um câncer no intestino.

A sacolinha passou...

Um renomado especialista em pesquisas eleitorais não cansa de repetir que Lula não fará seu sucessor.

Também adverte que Dilma continua sem chances, nas pesquisas reservadas feitas do Sudeste para baixo, e que o PT terá de arrumar outro candidato.

Mas o mesmo “pesquisador” repete, a boca pequena, que a ainda incerta candidatura Dilma tem forte apelo financeiro, pois já teria uma provisão de R$ 2 bilhões para serem usados, por dentro e por fora, na campanha do ano que vem.

CPI dos jatinhos da FAB

O Palhaço do Planalto vai achar nada engraçada uma nova ideia em gestação pela oposição.

Pedir a abertura de uma CPI para investigar porque a Força Aérea Brasileira anda cedendo seus jatinhos para as viagens constantes do deputado federal que mais fala e influencia o chefão Lula da Silva.

O blindado parlamentar – que costura, nos bastidores, todos os negócios importantes para o time de Lula -, em tese, podia economizar o combustível da FAB que falta para as operações de treinamento.

Stalinácio

O estilo democradura do chefão Lula da Silva, que é coisa muito séria, já virou motivo de piada para a turma do Casseta & Planeta.

Na sua coluna dominical em O Globo, o jornalista-escroque Agamenon Mendes Pedreira aproveitou para avacalhar o senador Aloízio Oliva, sacanear o PT (rebatizado de Partido dos Tranbiqueiros) e lançar o novo nome do presidente, que tem tudo para pegar:

Luiz Stalinácio Lula da Silva”.

Foi uma homenagem do Agamenon ao grande democrata soviético Zé Stalin – que também tinha um bigodão...

Lula não pode espirrar

A chancelaria colombiana entrou em contato ontem com os 12 presidentes da América do Sul que participaram da cúpula da Unasul, em Bariloche, na Argentina, para avisar que Álvaro Uribe, contraiu o vírus da gripe suína (H1N1).

O chefão Lula da Silva e seus colegas foram obrigados a tomar as medidas necessárias para prevenir a doença – que pode ser fatal em alguns casos.

Álvaro Uribe é o segundo presidente da região a contrair o vírus da nova gripe. O primeiro foi o presidente costarriquenho, Oscar Arias.

Capimunismo explicado

Em palestra durante o 4º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, em São Paulo, sábado passado, o comentarista político do Jornal da Globo e cineasta Arnaldo Jabor justificou a suposta blindadagem do Brasil diante da crise global:

O atraso nos protegeu. A dependência do Estado que ainda temos hoje, o controle e a centralização que há no governo e na cabeça das pessoas acabaram nos protegendo da crise”.

Jabor criticou o chefão Lula por criar no País uma confusão ideológica de que o Estado deve prevalecer sobre a sociedade, sobre os empresários.

Atraso pós-moderno

Também meteu o pau em Lula e sua base aliada por instituírem no Brasil um patrimonialismo pós-moderno, com o derretimento das instituições republicanas.
Jabor só lembrou que o Brasil tem fome de democracia e de República:

Há uma guerra entre o atraso e a modernização no Brasil. Mas o progresso tecnológico, que faz aumentar a sabedoria, e a digitalização do mundo, são fatores externos que entrarão no Brasil e continuarão com a modernização que já se iniciou”.

Coisa do Dick Vigarista?

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) contratou uma empresa independente para investigar o acidente de Nelsinho Piquet no GP de Cingapura de 2008, fato decisivo para a vitória do espanhol Fernando Alonso pela equipe Renault.

A investigação tenta confirmar a denúncia de que Flavio Briatore, chefe da Renault, teria mandado o brasileiro bater de propósito na 16ª volta, três após o primeiro pit stop do espanhol.

O mega-escândalo em gestação foi revelado ontem por Reginaldo Leme, comentarista da Rede Globo, que é grande amigo do ex-piloto Nelson Piquet (pai de Nelsinho), durante a transmissão do GP da Bélgica.

O esquema

No GP de Cingapura do ano passado, a estratégia de Alonso era considerada ousada e precisaria de um safety car no início da prova para dar certo.

Coincidentemente, Nelsinho bateu em um local que forçaria a entrada do carro de segurança e facilitou a vida do espanhol.

Em agosto, quando foi demitido da Renault, Nelsinho Piquet negou que o acidente foi combinado pela escuderia, mas a Fia abriu a investigação.

Hino Brasileiro da Vanusa

Virou hit da Internet desde sexta-feira passada a versão terrível do Hino Nacional Brasileiro interpretada pela cantora Vanusa, famosa na Jovem Guarda.

Em março deste ano, ao participar de um evento promovido pela Assembleia Legislativa de São Paulo, Vanusa se atrapalhou na cantoria improvisada e fora de tom e misturou a quinta estrofe do hino.

Em vez de cantar "és belo, és forte, impávido colosso", Vanusa soltou "és belo, és forte, és risonho e límpido".

Na tentativa de disfarçar e consertar o erro, Vanusa repetiu algumas estrofes e perdeu o ritmo da música, conforme pode ser visto no site abaixo, que é grande motivo de piada:

http://www.youtube.com/watch?v=TfzyqxWHrQo

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente (analítico e provocador de novos valores humanos) com análise estratégica, conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2009.

domingo, 30 de agosto de 2009

“Cabo” Anselmo morre hoje à noite na televisão


Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

O lendário "Cabo" Anselmo – um dos líderes da revolta dos marinheiros que serviu de estopim para o movimento militar de 1964 – será autopsiado e finalmente enterrado neste final de domingo, a partir das 23h 30min, no programa Canal Livre da Rede Bandeirantes.

O Brasil vai conhecer um sujeito de 67 anos que sobrevive clandestino, sem documentos, com problemas de saúde e na falta de dinheiro comum a tantos brasileiros. A inédita foto acima, tirada mês passado pelo nosso funcionário BlackBerry, antecipa uma face que será vista logo mais à noite com o retoque do pó rebatedor da maquiagem televisiva.

José Anselmo dos Santos promete falar o que lhe for perguntado sobre um homem que não existe: o "Cabo" Anselmo. José Anselmo dos Santos, que existe de verdade, deseja comprovar, logo mais, a grande farsa histórica que foi criada em torno do personagem “Cabo Anselmo” – taxado de “traidor” pela Marinha e por aqueles que optaram pela luta armada para implantar o comunismo no Brasil, na Era pós-64.

Anselmo contará alguns detalhes do livro que escreveu com a provocação deste repórter do Alerta Total – com quem se comunica diariamente. Anselmo se compromete a contar detalhes que vão comprovar a grande farsa que é o “Cabo Anselmo”. Sua entrevista de logo mais acabará com o falso mito do passado, construído em cima do nada esperto e pragmático “Cabo” Anselmo. José deseja mostrar caminhos para o presente do futuro. Dele, pessoalmente, e do Brasil.

José Anselmo dos Santos luta para que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça lhe restitua os direitos e o anistie de verdade – o que não ocorreu até agora. José quer apenas renascer como cidadão. Mas também se sente na obrigação moral de transmitir ao mundo, sobretudo aos mais jovens, as lições pro-positivas de uma vida (ironicamente) sem História Oficial. Tem muito a ensinar. Aprende quem quiser.

O “Cabo” Anselmo – que nunca foi cabo na vida, apenas um marinheiro de primeira classe – é um cadáver politicamente insepulto da mal contada história brasileira. Da autopsia de sua vida, só vale a pena relatar todos os erros que ele cometeu de verdade para que outros agentes inconscientes das ideologias não entrem, tão facilmente, de gaiatos no navio da História. Sobre ele já foram repetidas centenas de mentiras e fábulas macabras.

O “Cabo Anselmo” participou da guerrilha que sonhava implantar o comunismo no Brasil. No meio da batalha, fez sua própria autocrítica. Sentiu-se usado. Viu que não era aquilo que queria para sua vida e o Brasil. Mas era um prisioneiro das ideologias que se deixou assimilar. Achava-se um cara inteligente e esperto.

No fundo, hoje José Anselmo constata isto, foi um jovem otário – um inocente inútil como tantos outros o foram naquela época de radicalizações pré e pós-64. O "Cabo" - aliado de Leonel Brizola - viveu anos em Cuba aprendendo guerrilha. Quando voltou ao Brasil, no começo dos anos 70, acabou preso e a polícia lhe deu uma não-opção. Colaborava com o sistema de repressão ou “dariam cabo” dele, literalmente. Seu espírito pragmático de sobrevivência bem como a experiência e reflexão na clandestinidade em Cuba, falou mais alto: preferiu sobreviver.

Anselmo insiste que não teve opção: colaborava, ou morria. O “Cabo” ajudou a destruir a guerrilha por dentro, como infiltrado pelo Departamento da Ordem Política e Social. Jura, por Deus, que nunca matou nem torturou ninguém, nas operações das quais é acusado de ter feito parte nos tempos da repressão ao terrorismo ideológico no Brasil. Mas por ter colaborado com a repressão, acabou assinando sua própria sentença de morte.

Não morreu “justiçado” pelos companheiros que se sentiram traídos. Mas acabou justiçado pela própria história. Ainda mais quando acabou, mais tarde, abandonado pelos “órgãos de repressão” com os quais colaborou. Sem lenço e nem documento, virou um refém de si mesmo, da insegurança material e do medo de ser morto, caso a identidade do seu personagem “Cabo” fosse descoberta.

Na UTI da História tupiniquim, o morto-vivo “Cabo” Anselmo não tem salvação. Já está condenado. Por isso, José quer enterrar o “Cabo-cadáver-insepulto”. Só assim pode dar vida às lições (aprendidas nos erros e acertos) pelo ser humano que existe de verdade. José Anselmo dos Santos, tardiamente, resolveu mostrar sua cara agora e falar porque cansou de viver, amedrontado, escondido em um casulo quase secreto.

Pois é exatamente deste falso abrigo psicológico – mais parecido com uma torturante prisão - que José Anselmo dos Santos resolveu sair. Ele agora só quer colaborar, com sua vivência, para que se escreva, no Brasil, uma história verdadeira – que reflita a realidade dos simples mortais que se trabalham por um objetivo mais humano de vida e querem ser felizes. Só isso. Nada mais.

José Anselmo dos Santos se sente indignado porque foi obrigado a brigar na Justiça Federal, com a Marinha, para ter direito a uma simples carteira de identidade. Além de abraçar esta causa inédita, seu advogado Luciano Blandy também luta administrativamente para demonstrar o óbvio ululante: que José Anselmo dos Santos tem direito à anistia e a receber seus proventos da Marinha, sem necessidadede indenização milionária.

Quem conseguir assistir ao programa logo mais à noite terá a chance de constatar que José Anselmo dos Santos é um homem estudioso e comprometido com valores humanos e na defesa de um Brasil melhor. Se não houver censura ideológica ou “justiçamento” editorial – tão comuns em nossa imprensa tupiniquim -, a entrevista de logo mais com José Anselmo dos Santos vai surpreender até aqueles que aprenderam a odiar o difamado “Cabo” Anselmo.
Tenho a honra e felicidade de ter me tornado amigo de José Anselmo dos Santos. Do personagem inventado "Cabo" Anselmo, com certeza, não seria amigo. Vou comemorar a morte definitiva dele logo mais. E o livro que o José escreveu será o atestado de óbito definitivo do "Cabo". Sem choro e nem vela.

Que a televisão lhe seja leve, José Anselmo dos Santos. Se não for, o livro que você escreveu – assim que alguma editora séria tiver a coragem de publicá-lo – lhe fará Justiça Histórica, dando cabo, definitivamente, do “Cabo” mal inventado.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2009.

Guerra Econômica - II

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Pedro Chaves

O filosofo e escritor inglês G. K. Chesterton em um de seus prefácios publicado na coletânea Maestro de Ceremonias, (ISBN 950-04-2767-2 p. 97 - 105), afirma que seu irmão Cecil Chesterton renegou o fabianismo porque compreendeu que a chamada Reforma Social tramava a implantação de um Estado Servil.

Dizia que o socialismo era a reforma social e esta significava escravidão. Para ele o vencedor de uma batalha é o general que pode seguir atacando. Indignava-se mais com o inimigo que escraviza do que com o bárbaro que mata.

Para bem estudar a guerra econômica é preciso inicialmente conhecer a Filosofia do Dinheiro. Com este título (versão espanhola Filosofia del Dinero ISBN 84-321-2567-9) o professor suíço-italiano Vittorio Mathieu publicou um livro magistral cuja leitura é imprescindível para o estudo da guerra de quinta geração, a chamada Guerra Econômica.

Segundo Mathieu, Dinheiro é qualquer coisa, fato ou circunstancia que faz alguém trabalhar para outra pessoa. Moeda é o Dinheiro garantido. O garantidor pode ser público (v. g. o Banco Central do Brasil) ou privado (American Express).

Um país é soberano quando sua moeda é lastreada em seu poderio militar, ainda que o governo (Estado) tenha delegado o poder de emissão a bancos sob controle privado (como é o caso do Federal Reserve nos Estados Unidos da América).

A importância política de um país declina com a perda de seu poderio militar e , em consequência, o enfraquecimento de sua moeda. Exemplo disto é o fato de a libra esterlina ter perdido sua condição de moeda líder internacional, após a pífia atuação inglesa nas Guerras Mundiais do século XX.

A Oligarquia Financeira Internacional tenta hoje em dia, desesperadamente, enfraquecer a credibilidade do dolar americano, como forma de atacar a soberania dos Estados Unidos da América, em cuja administração já se infiltrou como uma tênia. Este fato está bem demonstrado no documentário (DVD) denominado The Obama Deception.

A única forma de um país defender sua soberania contra os ataques da Oligarquia Financeira Internacional (desejosa do Governo Global Único) é estabelecer um Núcleo Monolítico de Poder. Nos Estados Unidos da América o núcleo é o Pentágono; no Reino Unido é o Almirantado.

Cabe às Forças Armadas catalizar e garantir o Núcleo Monolítico de Poder brasileiro.
Caso não o façam, acabarão a soberania nacional e sua integridade territorial.

Leia também: Guerra Econômica - I

Pedro Chaves é Advogado. Artigo publicado no Jornal Incofidência, em 31 de julho de 2.009 - pág. 10

Matutando na madrugada – II

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

O “spin” (giro) é uma técnica de propaganda utilizada para a manipulação científica das percepções do público. A informação sobre a pessoa, o objeto da propaganda, a “imagem do produto vendido” é tratada de modo que “o rebanho seja conduzido” a aceitar e consumir, emocionalmente, sem pensar.

A manipulação científica utiliza a informação falsa para que o público “compre” o produto mascarado ou “adote” a idéia, a “palavra de ordem” ou a promessa genérica, como fato verdadeiro. Um colorido Brasil, “um país de todos”, pertence a que “todos”? Todos os bancos? Todos os políticos? Todos os velhos oligarcas?

Assim, a palavra de uma “autoridade” em políticas governamentais, em ciências, em artes, de um articulista ou apresentador de tv é medida e condicionada para induzir e controlar as pessoas sem que elas percebam, nos marcos das políticas oficiais, maioria delas elaboradas por organismos internacionais.

"Aqueles que manipulam o sutil mecanismo social constituem um governo invisível, que é o verdadeiro poder governante de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes moldadas, nossos gostos formados, nossas idéias sugeridas, plenamente, por homens que nós nunca ouvimos falar.” Este é um trecho do livro “Propaganda” de Edward Bernays, livro que nunca foi editado no Brasil.

Antes de antigamente, as pessoas cultas aprendiam a “ler nas entrelinhas” a intenção oculta, ouvir a mensagem mascarada no discurso. Os estudantes aprendiam a analisar e interpretar textos, redigir cartas, relatos, composições, utilizando as figuras gramaticais bem conhecidas. A escola moderna parece não ter interesse nisso. Assim as pessoas são condicionadas para absorver mais facilmente a propaganda.

Formam-se vorazes consumidores, alienados dessa “coisa chata e sem graça” que é a vida política, todos dominados por uma conduta social imposta sem o mínimo entendimento dos processos mentais. Assim se facilita o trabalho dos peritos a serviço do “governo invisível”: pesquisar, localizar e montar as “campanhas” que carregam “palavras chave”, as armas de controle das mentes. Há quase um século os especialistas em propaganda adotam como fundamento para suas criações que “a democracia real é perigosa”.

Entendeu agora por que os comunistas adotaram palavras chave como “liberdade”, “democracia”, “direitos”, “justo”, “igualdade”, “liberdade”, “distribuição de renda”, “cidadania”?... Por que estas palavras estão presentes em todas as falas políticas? São as conquistas democráticas que a população deseja conservar. Conquistas da civilização ocidental, que os controladores no domínio do Estado, estão cercando e reduzindo cada vez mais.

Quando, religiosamente, a família se reúne para ver e ouvir as notícias e as novelas, a hipnose coletiva funciona com maior intensidade. Os crimes, acidentes, desastres naturais, comportamentos brutais, imoralidade dos políticos, fraqueza da justiça, incapacidade de policiais para manter a segurança pública, guerras, são fornecidos como ração diária para manter o medo.

Na seqüência, uma ou outra mensagem institucional, informando que na saúde, na segurança, na educação das crianças, na economia, na política, tudo vai bem e “vamos fazer isto ou aquilo para melhorar”. Que alívio, não é? Entram as novelas, os talk show, as variedades para fornecer a ração comportamental progressista, anulando valores tradicionais e acentuando o niilismo e a libertinagem.

E as mentiras são repetidas a cada dia, todo santo dia, tornando-se um hábito, uma droga que parece situar as pessoas sobre coisas muito importantes. De fato, fixam o medo e estimulam o sentimento de incapacidade diante do que parece irremediável.

O que de fato está ocorrendo e que interessa é omitido. Os noticiários nunca relacionam os desastres e comportamentos irresponsáveis às políticas correntes do governo. Também não esclarecem que a palavra “oligarquia” significa a concentração de todos os poderes do Estado nas mãos de uns poucos. Quase não se fala nas famílias que controlam econômica e politicamente cada Estado, há gerações, que nem a família Sarney no Maranhão.

Ou passando para o plano internacional vizinho, como a família Castro na ilha prisão de Cuba. Nossa miséria intelectual está programada para aplaudir “ídolos”, falsos “heróis”, mitos construídos pela propaganda. Estes senhores no poder continuam a utilizar a pobreza e ignorância alheia para perpetuar a ladroagem, para rechear seus discursos com palavras chave emocionais e permanecer sugando a nação, “secretamente”, na paz e amor dos privilégios inconfessáveis.

Referências: “As portas da percepção”, artigo do Dr. Tim O 'Shea
“Propaganda”, Edward Bernays, Editora Mareantes, Portugal, 2002

Arlindo Montenegro é Apicultor.

sábado, 29 de agosto de 2009

Matutando na madrugada – I

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro


Na madrugada insone, se pode apreciar vésper, a estrela matutina que se destaca entre outras, pontos de luz na obscurecida infinitude. O infinito presente e imensurável, que abraça cada ser vivente. Grandes homens? Homens melhores que outros? Ou mentes que refletem, raciocinam e percebem que a natureza é como é, o mundo é como é.

Algumas mentes brilhantes como estrelas, solitárias como estrelas, têm iluminado o caminho das gentes na trilha do entendimento. Outras perseguem ofuscar o brilho do saber para travar, impedir o curso natural da vida. São pessoas que buscam controlar as gentes, privar da liberdade e ampliar a escravidão física e mental.

Para isto utilizam a propaganda, a emoção, o alarmismo, espalhando por todos os meios as crenças em meias verdades ou falsidades envolvidas em sons e cores fascinantes. Uma dessas campanhas foi desmascarada há pouco tempo num programa da tv inglesa. O mister dirigente internacional da ong Greenpeace admitiu que seu exército utiliza táticas para assustar o público.

A gente pode traduzir “táticas” como mentiras de um grupo com recursos da oligarquia financeira que prega um conceito diferente de crescimento econômico: os países que já se desenvolveram, ótimo. Quem não se desenvolveu que fique como está, a serviço dos desenvolvidos. É o que eles querem.

É esta a canga que os governantes têm aceito, obrigando os brasileiros a pagar centenas de milhares de dólares anuais de juros de uma dívida, que nos disseram estar paga. Só mudou de endereço. Os bancos e os banqueiros são os mesmos. E quem cobra está muito bem armado com ogivas nucleares, exércitos espalhados e guerrilhas de traficantes que multiplicam os lucros dos desconhecidos controladores.

As drogas anulam a capacidade de emocionar-se, raciocinar, fazer escolhas e compreender o mundo. E abrem o caminho para a ação da droga mais nefasta, a propaganda, que entra em todos os lares, em todas as escolas, que se espalha por livros, jornais, revistas, cartazes, com imagens retocadas mostrando como natural tudo quanto é pilantragem cínica e debochada.

A ciência de criar opinião pública desenvolveu-se com os comunistas e nazistas para esconder as crueldades bestiais dos governantes e eliminar as resistências contrarias à ideologia dos partidos governantes. Por aqui, o governo e seus aliados gastam como nunca em propaganda.

As “verbas” são astronômicas. Aqui, como na Rússia soviética estão utilizando todo tipo de doutrinação de massa para orientar e manipular os cidadãos. Seguindo a concepção stalinista, o povo deve ser manipulado para aceitar cegamente as diretrizes do governo. Para isso retocam a imagem dos políticos e suas políticas “revolucionárias”, isto é de mudanças impositivas no modo de ser, fazer e agir sem pensar. E se perpetuam no poder.

A mentira e a manipulação eram as principais armas da propaganda de Goebbels para sustentar o nazismo. Foi o todo poderoso ministro que organizou o culto à personalidade do Führer – o líder! O “cara”! Poucas horas depois de Hitler ter-se suicidado, Goebbels, antes de suicidar-se, matou a mulher e os seis filhos.

Do outro lado, as políticas da mídia norte americana foram desenvolvidas por Edward Bernays, sobrinho de Freud, gerando desinformação para alinhar a opinião pública aos interesses do governo e mais tarde das grandes empresas. No fim da II Guerra Mundial, colocaram na conta dos alemães, a chacina de oficiais e elite intelectual polonesa em Katyn, sabendo que era obra dos comunistas soviéticos. Tudo para não manchar a imagem dos “aliados”.

A mídia controlada nos Estados Unidos, induziu os norte americanos a pensar que os alemães eram os bandidos e que os soviéticos eram os mocinhos. Assim, mentiram sobre o massacre de Katyn, como omitiram as chacinas e estupro da população civil da Prússia Oriental e o afundamento de navios de refugiados. Colaboraram para a propaganda comunista no ocidente e a matança guerrilheira da segunda metade do século XX.

O Dr. William Pierce pergunta e não tem resposta: “Porque nós lutamos contra a Alemanha em nome da liberdade e depois deixamos metade da Europa sob a escravidão Comunista no final da guerra?” Aqui podemos perguntar: porque lutamos contra o comunismo no passado e agora ficamos silenciosos na iminência da comunização de toda a América Latina?

Até hoje os historiadores nos dizem que o Brasil foi à II Guerra, para garantir a democracia. Nos idos de 60 os militares tomaram o poder para garantir que a construção democrática não fosse prejudicada por uma guerra civil favorável ao comunismo internacional.

Por que então agora ficamos calados, apreciando a comunização de toda a América Latina, nos moldes da nova política capimunista? “Brasil um país de todos”... quem?

Arlindo Montenegro é Apicultor

A uma Excelência

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Olavo de Carvalho

Desafio Vossa Excelência (refiro-me à excelência do seu cargo, pois na sua pessoa não vejo excelência nenhuma) a provar que estou mentindo:

A tortura é crime hediondo, com o atenuante de, no Brasil, ter sido praticada seletivamente contra terroristas assassinos. O terrorismo também é crime hediondo, com o agravante de ter sido praticado contra populares inocentes.

Os crimes de tortura, reais e supostos, já renderam às suas vítimas alguns bilhões de reais em indenizações, enquanto as vítimas do terrorismo não receberam nem mesmo um pedido de desculpas. São tratadas como uma escória desprezível, culpadas de terem se atravessado, por bobeira, no caminho do carro da História, então carregadinho de trastes como Vossa (humpf!) Excelência.

O governo representado por Vossa (repito a ressalva) Excelência tem dado apoio ao regime cubano, que, numa população muito menor que a brasileira, torturou e matou e continua torturando e matando aproximadamente cinqüenta vezes mais pessoas do que a ditadura brasileira. Vossa (argh!) Excelência é portanto pelo menos tão culpado de cumplicidade moral com a tortura quanto aqueles a quem acusa.

O governo que Vossa (com o perdão da palavra) Excelência representa dá apoio ao regime da Coréia do Norte, que neste mesmo momento tem duzentos mil prisioneiros políticos encarcerados - nenhum terrorista entre eles, só civis desarmados -, submetidos não só a torturas e maus tratos infinitamente piores do que aqueles infligidos aos terroristas brasileiros, mas também a trabalhos forçados, dos quais os bandidos amados de Vossa (?) Excelência foram totalmente poupados pela ditadura.

Não venha me dizer que apoio a regimes torturadores não é cumplicidade com a tortura.Diretamente e/ou através dessa central do crime que é o Foro de São Paulo, o governo que Vossa (como direi?) Excelência representa dá integral apoio político às Farc, que neste preciso momento mantêm em cativeiro, sob condições desumanas e - é claro - sem acusação formal ou julgamento, aproximadamente sete mil seqüestrados.

Tudo o que o seu governo quer para as Farc é premiá-las não só com a anistia geral e irrestrita, mas com a elevação delas à condição de partido político legal, a prova mais patente de que o crime compensa.

Apoiando as Farc, seu governo é ainda cúmplice da morte de dezenas de milhares de brasileiros sacrificados anualmente pelo narcotráfico colombiano, diretamente ou através de seus agentes locais, os celerados do PCC.

O governo representado por Vossa (porca miséria!) Excelência não é cúmplice só de tortura, mas de homicídio em massa. Comparado a vocês, o famigerado delegado Fleury era um amador, um principiante. O Champinha, então, nem se fala.

Vossa (ora, bolas!) Excelência carrega a culpa moral de mil vezes mais crimes do que aqueles a quem acusa e quer punir.Vossa (isto cansa!) Excelência não tem a mais mínima autoridade moral para acusar torturadores, assassinos, narcotraficantes ou quem quer que seja.

Vossa (pela última vez) Excelência tem mais é de ir para casa e esconder a vergonha sem fim da sua vida inútil, destrutiva, toda feita de fingimento, hipocrisia e engodo.

Olavo de Carvalho é Jornalista e Filósofo. Publicado no Diário do Comércio de São Paulo, em 28 de agosto.

Visão desfocada

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Luiz Eduardo Rocha Paiva

O acordo para a utilização de bases na Colômbia pelos EUA ganhou espaço nas últimas semanas, pela repercussão nas relações internacionais no continente. Em termos de ameaça ao Brasil, o governo incomodou-se com a visão apenas da ponta do iceberg. Um acordo que estabelece o limite de 800 militares e 600 civis para a presença norte-americana em sete bases colombianas, distantes da fronteira com o Brasil, seria uma real ameaça? Ou apenas parte dela? Existem campos de pouso em outros vizinhos, inclusive no Paraguai, onde os EUA têm condições de montar bases de operações em poucos dias.

Por que o governo não vê ameaça na existência de dezenas de imensas terras indígenas na faixa de fronteiras, criadas pelo Brasil sob pressão internacional e onde o índio é liderado por ONGs estrangeiras financiadas por potências alienígenas, inclusive os EUA? Organismos internacionais, ONGs e líderes mundiais não veem o índio como cidadão brasileiro e defendem a autonomia de suas terras com base na Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU com voto favorável do Brasil.

A pressão internacional no âmbito político, econômico e psicossocial é que concretiza a verdadeira ameaça que, aos poucos, vai nos impondo a soberania limitada na Amazônia. A Nação e suas lideranças assistem passivamente a esse processo, demonstrando não estar à altura das gerações que nos legaram, com inteligência e sacrifício, o país-continente que herdamos. A soberania limitada será exercida pela imposição de diretrizes e pelo uso privilegiado dos recursos da Amazônia, deixando-nos o ônus da administração sob fiscalização estrangeira. Não implica a conquista militar de toda a região, basta controlar uma área de capital importância, em qualquer parte do Brasil, e usá-la como moeda de troca caso o País desperte e passe a resistir àquela pressão.

Segurança nacional não é calcada apenas no poder militar, como ficou provado na desintegração da URSS. Se o Brasil insistir em suas equivocadas políticas e estratégias de ocupação, desenvolvimento, preservação e integração da Amazônia, não adiantará dispor de Forças Armadas potentes, pois as condições objetivas para a imposição da soberania limitada estarão concretizadas em alguns anos. Quem analisar a perda do Acre pela Bolívia e a comparar com a evolução da questão indígena no Brasil, desde o início dos anos 90, perceberá a analogia entre os dois históricos.

A China, ao contrário da Bolívia no Acre e do Brasil nas terras indígenas, neutralizou o separatismo da etnia uigur, na província Xinjiang, mediante sua ocupação com a etnia han (chinesa), hoje predominante na região.Quanto às bases, do ponto de vista militar, as direções estratégicas que partem da Colômbia não são tão favoráveis quanto as oriundas do Atlântico que incidem na Amazônia brasileira através da região guianense.

Em termos geográficos, as últimas evitam os Andes, são apoiadas por mar, não dependem tanto do apoio aéreo e estão diretamente orientadas para regiões de capital importância, como a foz do Rio Amazonas, Belém, Boa Vista e Manaus. Em termos políticos, há vínculos atuais e históricos das Guianas com as antigas metrópoles europeias, não ibéricas, interessadas nos recursos da Amazônia, grandes financiadoras de ONGs e aliadas dos EUA na Otan.

A reação brasileira no episódio das bases, ainda que impedisse a concretização do acordo entre a Colômbia e os EUA, pouco contribuiria para a segurança da Amazônia. Nas relações internacionais, o poder do mais forte é empregado sempre que estão em jogo interesses importantes ou vitais. Se a opção militar for necessária para resolver o conflito, uma potência empregará suas Forças Armadas desde que o oponente e seus possíveis aliados não tenham capacidade de dissuasão. Assim foi com os EUA nos Bálcãs e está sendo no Oriente Médio e na Ásia Central.

A visão dos governos brasileiros tem sido desfocada do essencial em termos de segurança nacional, levando-os a graves erros estratégicos por não perceberem que diplomacia e defesa têm por obrigação antever e se preparar para enfrentar uma ameaça quando ela ainda está no horizonte do "possível", pois se esperarem que se torne "provável" será tarde demais para neutralizá-la; e que política externa é diplomacia e defesa. Por isso, o setor militar deve ocupar um espaço no núcleo decisório do Estado, no mesmo nível da diplomacia, como foi no passado. O Barão do Rio Branco, um dos maiores diplomatas e estadistas brasileiros, disse: "Não se pode ser pacífico sem ser forte."

O desequilíbrio entre os campos do poder nacional, com perigosa indigência militar e científico-tecnológica, e, no campo psicossocial, a lamentável decadência moral da Nação tornam o País vulnerável, ainda que se projete como potência econômica. Os recursos nacionais, num mundo ávido por energia, ganham importância para os EUA por estarem em sua área de influência, na medida em que sua obtenção fica mais dispendiosa e incerta em outras regiões do globo.

Por tudo isso, manifestar preocupação com a soberania na Amazônia por causa das bases colombianas é supervalorizar o periférico em detrimento do fundamental. Revela a falta de percepção do que é nossa real ameaça e passa uma imagem de ator terceiro-mundista a reboque do líder bolivariano e de seus aliados - Equador e Bolívia -, três grandes óbices à integração regional.

O governo não se manifestou quando o presidente Hugo Chávez propôs à Rússia instalar bases na Venezuela, em sua recente visita àquela potência, como noticiou a imprensa nacional. A política externa brasileira caracteriza-se pelos "dois pesos e duas medidas" e pelo alinhamento a projetos socialistas radicais do Foro de São Paulo para a América Latina.

Ao Brasil faltaram foco e independência ideológica no episódio das bases. E faltam civismo, educação e estadistas para liderar o bloco regional.

Luiz Eduardo Rocha Paiva, general da reserva, foi comandante e é professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Brasil: o próximo alvo?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por George Felipe de Lima Dantas e Yonah Alexander

Quando a humanidade contabiliza mais um aniversário do 11 de setembro de 2001, data representativa da mais letal das operações terroristas da história, é possível recordar, também, de vários outros atentados perpetrados desde então, em nome de diferentes ideologias, agendas políticas ou "altos princípios" religiosos. Tal recordação inclui a vitimização de civis inocentes em Bali, Jacarta, Casablanca, Madri, Londres e Sharm-el-Sheikh.

Após o 11 de setembro, uma questão permanece e não quer calar: devemos esperar um atentado similar, em escopo e sofisticação, ocorrendo em algum outro lugar? – A resposta, curta e simples, é que sim. Isso certamente irá ocorrer e é apenas uma questão de tempo. A tarefa que se afigura, então, é buscar projetar onde poderá ocorrer, bem como o modus operandi correspondente.

Um rasgo desse futuro sombrio pode ser antevisto a partir das declarações de um porta-voz da organização al Qaeda, quando ele vaticina: "amanhã, Los Angeles e Melbourne". E que dizer do "depois de amanhã"? Consideremos, por exemplo, o certame internacional representado pelos Jogos Pan-americanos de 2007, no Rio de Janeiro. Será ele um alvo potencial "desse amanhã sombrio"?

O Brasil é a maior e mais populosa democracia da América Latina e tem sido poupado, ao menos até agora, da ocorrência de atentados terroristas. Ainda assim, brasileiros já foram mortos em ataques terroristas, tanto no caso das Torres Gêmeas de Nova Iorque quanto no do atentado contra a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bagdá.

Os brasileiros mortos, em ambos os casos, simplesmente estavam no lugar errado na hora errada. A última dessas tragédias ocorreu em Londres, quando um cidadão brasileiro foi supostamente confundido com terroristas, sendo morto pela polícia britânica logo em seguida ao atentado contra o sistema de transportes públicos da capital inglesa.

Uma atitude brasileira bastante prevalente é negar sistematicamente a simples possibilidade de colocar a questão do terrorismo na agenda da política de segurança nacional ou de segurança pública, quiçá pelo medo de que isso possa "atrair um acontecimento do gênero". Tal premissa não tem fundamento, já que, após o 11 de setembro, nenhum país ou local pode ser considerado imune ao terrorismo.

O Brasil, nesse momento histórico, se encontra em franco processo de enfrentamento da corrupção, em particular, por um lado, enquanto pelo outro trata de controlar a criminalidade de massa. Ainda que ele seja uma das maiores economias globais, sustenta altos índices de criminalidade, diferentemente de paises menores e mais desenvolvidos em termos políticos e sociais. Sua população, de certa forma, ficou acostumada a conviver com altos índices de criminalidade e violência.

Na zona sul do Rio de Janeiro, por exemplo, a beleza das praias locais pode esconder uma realidade bastante distinta... Algumas ruas dos bairros socioeconomicamente diferenciados da zona sul são compartilhadas por gente de classe média e moradores de comunidades carentes dos morros ao redor, constituindo hoje verdadeiras "zonas conflagradas" sob a ameaça permanente de narcotraficantes.

Em tal contexto, na troca de tiros entre membros de gangues rivais e entre elas e a polícia, várias pessoas já foram mortas ao acaso, enquanto estavam dentro das suas próprias residências, em conseqüência de disparos do que se convencionou chamar "balas perdidas".

Enquanto isso, os presidiários cariocas continuam delinqüindo, até mesmo de dentro dos próprios estabelecimentos penais locais. Utilizam, para tanto, ao arrepio da lei, telefones celulares levados irregularmente para o interior das unidades prisionais. É assim que eles e membros de gangues, de fora das prisões, costumeiramente logram chantagear comerciantes e dirigentes de estabelecimentos escolares da cidade a fechar suas portas, sempre que delinqüentes locais são confrontados de alguma forma pelas autoridades policiais.

É digna de nota a expansão da relação entre o crime organizado e grupos terroristas, no tocante a atividades ilegais como narcotráfico, contrabando e lavagem de dinheiro. O estudo "Controle de Armas de Fogo e Produtos Correlatos", apresentado em 2005 a uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Legislativo Federal, oferece um rasgo de visão acerca da crescente ameaça terrorista existente no país.

Segundo tal documento, enquanto existiriam cerca de dois milhões de armas de fogo regulares no Brasil, outros vinte milhões delas estariam na ilegalidade. Talvez esta seja uma das razões pelas quais os criminosos cariocas ousem enfrentar abertamente os agentes da lei e da ordem...

A possibilidade de uma expansão, para o Brasil, do potencial de terrorismo existente na região da chamada Tríplice Fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai), intensifica ainda mais a preocupação com uma eventual ligação entre o terror e o crime organizado naquele local.

A região é conhecida por vários delitos, incluindo narcotráfico, contrabando, fraude, lavagem de dinheiro e produção, transporte e comercialização de mercadorias pirateadas. Relatórios de Inteligência de diferentes fontes vinculam a Tríplice Fronteira com grupos como o Hamas, Hizballah e al Qaeda, os quais, sabidamente, já estariam operando em vários diversos países da América Latina e outras regiões globais.

O potencial para o estabelecimento de um vínculo colaborativo entre criminosos brasileiros e terroristas estrangeiros é hoje uma probabilidade tangível, muito mais do que uma simples possibilidade.

Consequentemente, os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, podem representar uma oportunidade única para um atentado terrorista de autoria conjunta entre aquelas duas espécies de grupos de criminosos. Para minimizar tal probabilidade, o Brasil precisa planejar e implementar uma estratégia defensiva integrada minuciosa, com o concurso das diversas instituições de segurança pública do país.

Em primeiro lugar, é mister aprender com a história dos jogos olímpicos realizados nos últimos 30 anos, o de Munique (1972) inclusive. As estratégias de segurança devem incluir, necessariamente, um currículo padrão para as academias de polícia, de tal sorte que possa ser criado um programa também padrão de "treinamento de treinadores".

Os conteúdos devem abranger, dentre outros temas, Inteligência de Segurança Pública e Análise Criminal e Minagem de Dados, sem olvidar exercícios de simulação de resposta a atentados. Isso tudo implica, necessariamente, na disponibilização de recursos financeiros, pessoal, tecnologia e equipamentos, em um "pool" integrado internacional, regional, nacional, estadual e local.

Em suma, os desafios globais comuns da era que se segue ao 11 de setembro precisam ser enfrentados com vigilância contínua, bem como solidariedade e cooperação internacionais. Necessário lembrar o que Syrus Publius, mais de dois mil anos atrás, já apontava: "está mais resguardado do perigo aquele que permanece vigilante, mesmo quando já se sente seguro". Com tudo isso, como não poderia deixar de ser em uma democracia, o Brasil precisa equilibrar suas justas preocupações com relação a questões de segurança com os direitos e garantias individuais.

George Felipe de Lima Dantas é Professor Doutor. Artigo publicado no jornal norte-americano "Washington Times" na edição de 19 de setembro de 2005.

Emoção no Senado

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ernesto Caruso

Quem teve a oportunidade de acompanhar o discurso do senador Mão Santa do PMDB em homenagem ao Dia do Soldado, no dia de ontem, sem dúvida se emocionou profundamente.

De início, lembrou da gratidão como mãe de todas as virtudes, destacando com entusiasmo que havia sido agraciado com a Medalha do Pacificador, que apontava com devoção, presa ao seu peito, diante das câmeras.

Razão e coração, raízes da emoção na condução política e militar dos destinos do Brasil.

Foi uma oração sincera, pausada, que com honra e orgulho pelo galardão recebido — o único dentre os 81 senadores, como frisou — deu um passeio pela História homenageando nossos heróis soldados.

Enfatizou:

“Somos felizes pelos militares que temos e vou defender a tese.”

... os militares, no Império, garantiram a unidade deste País, comandados por Caxias, o militar, o Senador. Ele deixou um grande ensinamento para todos nós, que revivo: não humilhar os vencidos.

... nós não temos nada a ver com a história de Cuba; nada a ver com a história da Venezuela, de Chávez; nada a ver com os aprendizes; Correa, do Equador; Moralez da Bolívia; com o padre reprodutor do Paraguai; a Nicarágua e a confusão de Honduras.

... em nenhum instante, nem o Marechal Deodoro, nem o Floriano Peixoto – o Marechal do aço –, nem o Hermes da Fonseca, nem os cinco militares – atentai bem! –, porque o que caracteriza a democracia é a divisão de poder. ... Que o Executivo era forte, era forte. Mas existiu o Judiciário e existiu esta Casa.

... eu conheci Castello Branco pessoalmente. ... Ô homem de bem! Ô homem sério! Ô homem honrado o Castello Branco! Eu o conheci. O julgamento é meu.

... As raízes dele são piauienses. Aquela Batalha do Jenipapo, que hoje é comemorada pelo Exército, foi ele que conheceu a luta dos bravos piauienses com os cearenses para expulsar os portugueses do solo brasileiro e garantir a unidade nacional a este País, que seria dividido em dois. Então, foi Castello Branco que mandou que aquele 13 de março fosse comemorado nacionalmente pelo Exército como uma batalha da unidade.

...Conheci Ernesto Geisel, ... Ô homem austero, sério, correto! Eu o conheci.... E conheci João Batista Figueiredo. ... na minha psicologia, que sou médico, um grande homem, um homem de bem, um idealista, um militar.

Deram uma missão para ele: “Vai lá e faz a abertura”, o Geisel disse. Era como se dissesse para ele: “Vai para o Haiti”, e ele ia; “Vai para o Iraque”, e ele iria. Ele era militar. Mas puro. Cidadão de bem, honrado.

O que é a democracia? No meu entender, e entendo bem, aqui é o lugar para se dizer que somos os pais da Pátria. A democracia é a divisão de poder. Teve. E alternância de poder. Que eles fizeram eleição indireta, fizeram. Que eles se alternaram, se alternaram. Isso é o que caracteriza uma democracia. E o do Piauí foi considerado. Petrônio Portella, a sua luz, o homem convocado para ser Presidente, o primeiro civil, a anistia, Ministro da Justiça, um ícone da redemocratização, Presidente desta Casa por duas vezes.

...Vinte anos de mando, nenhuma indignidade, nenhuma imoralidade, nenhuma corrupção....E todos, todos deram ensinamento. O Sr. Deodoro, o Sr. Floriano Peixoto, o Dutra – que eu vi, tinha nascido. Que ensinamento belo! ... ele entrou no lugar do Getúlio. Só um quadro para mostrar o ensinamento dos militares a nós. Muito oportuno e atual para esses aloprados que estão aí a assaltar este País.

Dutra, no apagar do seu governo, eleito Getúlio, voltando nos braços do povo, chamou o genro e disse: “Veja uma casa para eu morar”. Entregou a faixa, entrou no carro do genro. Aí, era um sobrado grande. Ele parou e não quis adentrar. Disse: “Não tenho dinheiro para pagar essa casa. Como você faz isso?”. O Marechal Dutra, ex-ministro da Guerra, ex-Presidente, sentiu que não tinha.

Aí o genro disse – e esta é uma passagem bonita: “General, Marechal, você pediu que eu resolvesse o problema. O senhor não vai pagar. Foi um amigo seu que lhe emprestou, nesta fase de transição”. Então, saiu nessas condições o Marechal.

São essas homenagens que eu quero dizer. E não bastava isso tudo, esses ensinamentos, por aqui passaram brilhantes militares. Caxias foi Senador.

Quem não tem saudade de Jarbas Passarinho, que ainda vive, Senador, cinco vezes Ministro deste País. Virgílio Távora, lá do Ceará,... Exemplos deles.

Então, queremos encerrar manifestando os agradecimentos de todos nós brasileiros pela seriedade daqueles homens, eles são o povo, eles são filhos de famílias, como nós, os militares, e têm competência para entrar no terceiro ano,

Analise o que é o ITA, em que sonhei entrar, o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica, a Embraer, a Marinha e o nosso Exército, além das missões de segurança, os inúmeros Batalhões de Engenharia a construir neste País. Lá no meu Piauí tem dois Batalhões de Engenharia. Mas o mais importante eles sempre garantiram, que foi manter hasteada esta Bandeira, com a mensagem positivista “Ordem e Progresso”, isso que sonhamos para o nosso Brasil.

E agradecemos a participação das três Forças Armadas, que hoje foram homenageadas no Senado. ...”

Nada a acrescentar, só emoção, que compartilho com todos que lerem esta mensagem, um resumo a partir do discurso do Senador Mão Santa.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vídeo pode confirmar data exata em que Lina teve reunião secreta com Dilma para cuidar do escândalo Sarney

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Jorge Serrão


Uma revista de grande circulação ameaçava ontem colocar na Internet imagens do vídeo de segurança que comprova o dia exato em que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira manteve uma reunião sigilosa com a ministra-candidata Dilma Rousseff, quando ocorreu o pedido para “agilizar” o caso da investigação contra a família Sarney. Para piorar, a defesa feita ontem pelo senador Romero Jucá do sistema de segurança do Palácio do Planalto (agora em reformas) só alimentou novos ataques da oposição em cima das esfarrapadas explicações sobre o não-registro do encontro.

O líder do governo no Senado subiu ontem à tribuna para informar que existem registros no sistema de segurança do Planalto da entrada da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira nos dias 9 de outubro do ano passado e nos dias 22 de janeiro, 16 de fevereiro e 6 de maio deste ano. Jucá demonstrou que as entradas de Lina estão registradas da seguinte forma, no sistema de controle de acesso: 9/10/08: 10h13 - 11h29; 22/1/09: 17h59 - 20h57; 16/2/09: 16h57 - 18h35; e 6/5/09: 17h05 - 20h33.

O caso ganha ares misteriosos porque Lina Vieira afirmou não se lembrar da data exata em que se reuniu com Dilma e a ministra lhe pediu para "agilizar" as fiscalizações da Receita sobre os negócios da família Sarney. Lina teria dito que o encontro teria ocorrido em 19 de dezembro, mas não garante a precisão da data. Dilma nega que tal encontro tenha ocorrido. Negar o tudo que não convém é uma característica do desgoverno do chefão Lula. A mitomania petista se supera a cada dia.

Antes de ir ao plenário, Romero Jucá conversou por telefone, ontem de manhã, com o ministro-chefe da Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix. Também se reuniu, em seu gabinete do Senado, com a equipe técnica responsável pela área de “portaria” do Palácio do Planalto: o assessor-chefe de Segurança do presidente da República, general Gonçalves Dias, e o chefe do Departamento de Segurança, coronel Carlos Roberto Sucha.

Futuro de Palocci

Agora, só falta Bento 16 já pode submeter Antônio Palocci Filho ao processo de canonização.

Inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no escândalo do caseiro, tudo indica que Palocci será uma espécie de coordenador financeiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff (se ela for mesmo candidata).

Palocci terá o mesmo cargo que herdou do assassinado Celso Daniel, na campanha do chefão Lula, em 2002.

Apesar dessa previsão, a candidatura ao governo de São Paulo, mesmo com poucas chances, ainda é uma alternativa para Palocci.

O que o deputado não deseja – e já avisou a Lula e amigos – é voltar a ser ministro.

Opção BC do B

Palocci também tem a opção de presidir o Banco Central do Brasil, quando Henrique Meirelles sair para concorrer ao governo de Goiás.

Se Palocci não for, e não deve ir - quem pode ser nomeado para o comando do BC do B é Aloizio Mercadante.

Tal indicação – que teria sido negociada em troca da permanência na liderança petista no Senado – pode ser revogada, a qualquer momento, dependendo das circunstâncias políticas.

Inocentado - confirme esperado

Pelo placar de 5 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal rejeitou ontem a denúncia contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

O grande articulador petista foi acusado de ter mandado quebrar ilegalmente em 2006 o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

O Supremo também recusou a denúncia contra o ex-assessor de imprensa de Palocci Marcelo Netto.

Pequena punição

Sobrou para o ex-presidente da Caixa, Jorge Mattoso, que passa agora à condição de réu.

Mas Mattoso pode aceitar uma oferta do Ministério Público de se considerar culpado e prestar serviços comunitários em troca de uma punição mais grave.

Sua punição seria realizar palestras em escolas públicas sobre democracia ou doar papéis para impressão em braile a institutos para cegos.

Frustração

Já o caseiro Francenildo dos Santos Costa – verdadeira vítima de toda a história - considerou frustrante a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Vestindo um terno emprestado e sem meias, Francenildo acompanhou o depoimento ao lado de três advogados, na primeira fileira do auditório do STF reservada ao público.

Hoje, o caseiro vive de bicos: recentemente trabalhou em uma obra, como ajudante de pedreiro, e agora atua em uma firma de limpeza de pedras de jardins, indo de casa em casa oferecendo o produto de limpeza e o serviço.

Sem sustentação

Por maioria, durante o julgamento, os ministros do STF não aceitaram que o advogado do caseiro fizesse sustentação oral - como assistente da acusação, durante a análise da denúncia.

Em 2006, Francenildo dos Santos Costa – que acompanhou o julgamento - relatou à imprensa que Palocci encontrava-se com lobistas em uma casa de Brasília onde aconteciam festas com conotações sexuais.

Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo bancário quebrado na Caixa e divulgado para a imprensa.

Teatro

O ministro relator e presidente do STF, Gilmar Mendes, responsabilizou o ex-presidente da Caixa pela quebra de sigilo.

Para o ministro, ela não poderia ser imputada a Palocci porque, por lei, o ex-ministro não teria responsabilidade em acessar e manter em segredo as informações de Francenildo ou de qualquer outro cliente.

Tal atribuição seria do ex-presidente da Caixa.

Investigar, podia?

Gilmar Mendes argumentou que Mattoso poderia ter encaminhado os dados sigilosos de Francenildo apenas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para investigar eventual irregularidade na conta:

Ele estava autorizado a buscar dados, mas não a divulgá-los a terceiros”.

Mattoso alegou, em depoimento á Justiça, que suspeitou da conta porque, embora o caseiro ganhasse salário de R$ 400, recebera depósitos em dinheiro no valor de R$ 38,8 mil naquele ano (que, comprovou-se depois, tinham sido depositados por seu pai).

A votação

Primeiro ministro a votar, Eros Grau, acompanhou o voto do relator Gilmar Mendes.

O mesmo fizeram os ministros Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie.
Cezar Peluzo também rejeitou a denúncia contra Palocci, mas se julgou incompetente para julgar Mattoso e Netto.

Já os ministros Carmem Lúcia, Ayres Britto, Marco Aurélio Melo e Celso de Melo votaram pela abertura de processo contra os três acusados.

Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Direito não trabalharam ontem, porque estão de licença médica.

Grande defesa

A defesa de Palocci sustentou que a denúncia não contém "descrição pormenorizada e individualizada daquilo que teria consistido a ação concreta do denunciado".

A defesa negou que o então ministro tenha "qualquer participação na quebra do sigilo bancário".

Por isso, pregou que Palocci não poderia ser enquadrado no crime, pois a divulgação do extrato bancário "teria partido de outros setores da administração pública federal".

Sempre salvo

Só este ano foram arquivadas duas denúncias contra o poderoso Palocci.

Em julho, o STF rejeitou ação que acusava Palocci de receber propina de R$ 50 mil mensais por superfaturamento de licitação de uma empresa responsável pela coleta de lixo no período em que foi prefeito de Ribeirão Preto (SP).

Para os ministros, não havia indícios na denúncia para a abertura de uma ação penal.

A outra denúncia arquivada foi sobre uma suposta contratação irregular de uma empresa de publicidade, também durante sua gestão em Ribeirão Preto.

Delação premiada contestada

Advogados de réus da Operação Suíça, que investigou irregularidades no escritório de representação do Credit Suisse em São Paulo, em 2006, vão contestar no STF o sigilo dos acordos de delação firmados entre réus e a Justiça.

Fechados geralmente com doleiros, os acordos de delação premiada são utilizados desde maio de 2003, quando foi montada uma força-tarefa no Ministério Público Federal no Paraná para investigar a remessa ilegal de divisas feita por meio das contas CC5 do Banestado.

Com as delações, de doleiro em doleiro a Polícia Federal acabou intensificando o combate às operações ilegais de câmbio no País.

Guerra Olímpica sem vencedores

As redes Globo e Bandeirantes foram declaradas vencedoras da concorrência promovida pelo Comitê Olímpico Internacional para a venda dos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 (que podem ocorrer no Rio de Janeiro).

A TV Record também adquiriu os direitos de exibição das Olimpíadas de 2016, para ninguém brigar e sair menos caro para todo mundo.

Só a de 2012, em Londres, terá cobertura exclusiva da Record – pelo menos até segunda ordem.Veja mais no Fique Alerta - www.fiquealerta.net

Marina, sim

Eis o slogan que o Patido Verde usará logo após a filiação, no próximo domingo, da petista arrependida Marina Silva.

Por enquanto, no convite para a festa em São Paulo está registrado outro slogan:

O Brasil está chamando, vem Marina”.

Viva o terror

Se, no dia 9 de setembro, o Supremo Tribunal Federal decidir que vai mesmo marcar uma data para julgar a extradição de Cesare Batisti é porque os ministros desconfiam que ele seja mesmo um terrorista.

Se o STF avaliar que não cabe julgar a extradição de Batisti, ele poderá viver por aqui nos País das Maravilhas – onde os terroristas do passado querem o fim da Lei da Anistia contra os militares que os prenderam e atrapalharam seus planos de transformar o Brasil em uma União Soviética de verdade.

São grandes as chances de ser confirmado o perdão brasileiro a Batisti – que na Itália é condenado a prisão perpétua por terrorismo.

Da mesma forma como é enorme a chance de o STF “revogar” a Lei de Anistia de 1979, em julgamento sem data ainda marcada...

Engraçado...

Os mesmos defensores dos direitos humanos no governo brasileiro não abrem a boca para uma manifestação pública sobre o terrorismo na Colômbia.

Até agora, Tarso Genro, Paulo Vanucci e seus revanchistas amestrados não condenaram qualquer anistia aos guerrilheiros das FARC que atentaram contra os direitos humanos e as leis internacionais.

Tortura, seqüestro e terror praticados pelos membros (ou, vá lá, simpatizantes) do Foro de São Paulo, como os membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, são toleráveis do ponto de vista dos direitos humanos?

O petróleo é vosso

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) - que representa as companhias petrolíferas – defende que o Brasil deveria manter o sistema atual de concessões, sinalizando resistência à intenção do governo de rever o marco regulatório do setor.

No regime de partilha, o governo detém as reservas e recebe parte do óleo extraído como pagamento das companhias, enquanto o regime de concessões prevê que as companhias sejam proprietárias do petróleo e paguem impostos sobre a produção.

O IBP representa as principais companhias do setor petrolífero brasileiro, incluindo Repsol, BG, Exxon Mobil, Chevron, e Petrobras.

Papo indigesto

Para apaziguar os ânimos, acirrados com o risco de perdas na distribuição dos royalties do petróleo, o chefão Lula chamou os governadores de RJ, SP e ES para jantar domingo.

Juntos, os três Estados somam 126 votos na Câmara e podem complicar a aprovação dos projetos de lei que serão encaminhados pelo governo sobre o setor petrolífero.

Na próxima segunda-feira, Lula apresentará ao Congresso uma proposta que deverá descartar o modelo de concessões e adotar o regime de partilha, no qual o óleo extraído é dividido entre a empresa privada e a União.

A intenção capimunista de Lula é o controle do governo sobre as reservas de petróleo na camada pré-sal.

Tudo uma maravilha

A inadimplência (acima de 90 dias) subiu 5,9% para os empréstimos bancários concedidos às empresas.

Nas operações para pessoas físicas, o atraso é de 8,6%, nos últimos três meses.

Mas o desgoverno e o Banco Central garantem que está tudo bem com a economia brasileira.
Ainda bem que Papai Noel existe, e vai me emprestar algum, a perder de vista, quando a coisa ficar mais feia...

Negócio da China

São Paulo promete um arrojado sistema de iluminação noturna, nos moldes dos chineses.

A ideia é usar o LED – tipo de lâmpada de baixo custo e gasto menor de energia.

A novidade acende as lamparinas de nosso juízo para o fato de que os chineses têm tudo para serem grandes colaboradores da próxima campanha eleitoral...

Vai e vem

A Infraero adiou de setembro para junho de 2011 o início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, aposta do presidente Lula para a Copa de 2014.

O governo José Serra não concedeu licença ambiental para o projeto.

Mas o Tribunal de Justiça revogou liminar que suspendia licitação do Expresso Aeroporto – obra que interessa a Serra.

Conservadorismo às avessas

O partido conservador britânico lançou um novo logo, direcionado ao público gay.

Tem cores do arco-íris, em uma tentativa de se aproximar do eleitorado homossexual antes da conferência anual do partido.

O logo foi colocado no site do Partido Conservador para anunciar eventos chamados de Conferência do Orgulho que acontecerão no encontro político anual em Manchester.

Os perdulários

O Correio Braziliense informa que, nos 18 dias de atividade em julho, antes do recesso parlamentar, a Casa desembolsou R$ 6,4 milhões com horas extras.

O valor corresponde a 70% da maior despesa já efetuada com esse tipo de pagamento — R$ 9,4 milhões em abril.

Os gastos do Senado com horas extras até agosto de 2009 já superam os valores depositados nos anos de 2004 e de 2005

Honduras é aqui?

O Tribunal de Contas de Honduras encontrou desvios milionários da administração Manuel Zelaya.

Os rombos aconteceram nos ministérios da Saúde, Educação, Relações Exteriores, além dos gastos da Presidência...

Já imaginou se fossem abertas as caixas pretas do Brasil?

Fora, Chavez

Através do facebook e do twitter, um grupo de colombianos está convidando para uma manifestação mundial, no dia 4 de setembro.

O tema é: Basta de Chavez!

A intenção é que "um milhão de vozes" se manifestem nas principais praças das cidades pelo mundo afora contra o “democrata” venezuelano.

Em reunião hoje em Bariloche, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) tentará evitar a ruptura entre a Colômbia e a Venezuela.

Terror psicológico

Por volta de 9h40m da manhã de ontem, a Polícia Militar de São Paulo recebeu uma denúncia anônima sobre a presença de uma bomba na sempre congestionada Ponte do Limão, na marginal do Rio Tietê.

O local foi interditado por cerca de três horas, gerando um mega-engarrafamento por toda São Paulo.

Policiais vestidos com roupas parecidas com as de astronautas, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), só demoraram um pouco para constatar que o perigoso artefato não passava de um simples frasco, no formato de granada, do famoso perfume Arsenal Black, que pode ser comprado por R$ 126 pela internet.

O episódio demonstra como é fácil para o “quarto elemento” (a face operacional do crime organizado, formada pela narcoguerrilha urbana e rural) promover o terror psicológico e parar uma cidade grande pelo medo.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Agosto de 2009.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Petroleiras produzem os factóides de “fracassos de grande porte” para forçar Brasil a beneficiá-las no pré-sal

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Por Jorge Serrão

Os recentes anúncios de “fracassos de grande porte” em exploração de poços na área do pré-sal da Bacia de Santos são meros artifícios da Oligarquia Financeira Transnacional, que controla as maiores petrolíferas do mundo, para forçar o Brasil a colocar em prática um novo marco regulatório que lhes garanta a hegemonia do óleo &e gás. Tal tese já circula e é analisada, reservadamente, na Agência Nacional de Petróleo. O chefão Lula anuncia na segunda-feira as propostas oficiais para o pré-sal.

A produtora britânica de gás natural BG Group PLC informou esta semana que o teste num poço que ela e a Petrobras perfuraram em águas profundas não confirmou a existência de hidrocarbonetos, apesar de sinais de gás natural durante as perfurações. Em julho, a Exxon Mobil Corp. e a Hess Corp. também anunciaram que não encontraram petróleo num poço do bloco Guarani. Por enquanto, a ANP prefere o silêncio antes de interpretar os supostos “fracassos”.

A guerra do pré-sal promete capítulos nervosos. Se a oligarquia global não estiver por trás do aumento de capital que o governo fará na Petrobras, o chefão Lula deve se preparar para enfrentar súbitos problemas gerados pelos parceiros de fora que lhe dão sustentação. Vai mexer com o mercado o plano de capitalizar a Petrobrás com aportes de R$ 40 bilhões a R$ 100 bilhões - usando títulos lastreados no petróleo das "franjas" dos blocos já licitados e pertencentes à Petrobras na área do pré-sal. Com o aporte, a União espera ter entre 65% e 70% do controle total da Petrobrás. Atualmente, o governo detém 55,7% das ações ordinárias (com direito a voto).

Caso os demais acionistas não integralizarem sua parte no aumento de capital da Petrobrás, a fatia da União aumentará para 48%. Os acionistas que não participarem do processo terão uma diluição de pelo menos 30% em sua parcela. Os grandes acionistas devem seguir o movimento do governo. Mas os pequenos, entre eles os cotistas do FGTS, terão dificuldades. A preços de hoje, com a capitalização, o valor de mercado da Petrobras, atualmente em torno de R$ 300 bilhões, poderá chegar a R$ 700 bilhões.

Revisão geral

Após a divulgação do novo marco regulatório do pré-sal, marcado para segunda-feira, é possível que a Petrobras reveja seu programa de investimentos de US$ 174 bilhões para os próximos cinco anos.

Pelo menos foi o que sinalizou ontem o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Luciano Coutinho comentou que o aumento do índice de nacionalização da Petrobrás é uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Grande fonte

Coutinho avalia que a Petrobras tem condições de buscar os recursos no mercado, devido a seu porte e atuação, mas já avisou:

"Certamente, o BNDES também será usado como uma fonte de recursos".

O BNDESpar tem 1,9 por cento das ações ordinárias da Petrobras.

Cade aprova

Finalmente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou ontem a união das duas maiores empresas de distribuição de publicações do País.

O Cade avalizou a Treelog S. A., controlada pela Abril, que unificou a logística e a distribuição de livros (das editoras Ática e Scipione), assinaturas (Editora Abril e outras) e revistas (Dinap e Fernando Chinaglia).

A aquisição da Fernando Chinaglia Distribuidora pela Distribuidora Nacional de Publicações (Dinap), empresa do Grupo Abril, aconteceu em outubro de 2007.

O negócio foi fechado em outubro de 2007 e uniu as duas maiores empresas de distribuição de publicações do País.

Restrições

O Cade determinou que a Treelog S. A terá que manter, por um período de três anos, o fluxo de títulos oriundos da Fernando Chinaglia.

A empresa terá de manter a política de não-exclusividade no serviço de distribuição de revistas para pontos de vendas

Também terá de criar distribuidores regionais em São Paulo e Rio de Janeiro para distribuição de títulos da Fernando Chinaglia nessas praças; e manter a política de não-exclusividade no serviço de distribuição de revistas para pontos de vendas, sejam distribuidores regionais ou editoras.

Proibido proibir

Lula aproveitou ontem a abertura do Congresso Nacional de Software Livre e Governo Digital para lançar mais um chavão:

Neste governo é proibido proibir. Não há boa ideia que não tenha um espaço para ser utilizada. O que é ruim não é a boa ideia. O que é ruim é não ter nenhuma ideia. Encham este país de ideias, porque nós estamos precisando”.

Lula, verdadeiro ditador

O ex-presidente da República Itamar Franco (PPS) avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "se diz muito democrata, mas foi menos que os militares, porque está interferindo” nos demais poderes:

"O Senado hoje é totalmente manipulado pelo presidente da República. Isso, no regime militar, não assistimos tão forte como se assiste hoje. No regime militar se podia ter presidentes de comissões, como eu fui".

Itamar abriu o verbo ontem quando foi homenageado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que rememorou o atentado ocorrido no dia 27 de agosto de 1980, quando cartas-bomba enviadas ao gabinete do vereador Antonio Carlos (MDB) e à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mataram a secretária Lyda Monteiro da Silva.

Voz rouca das ruas

O ex-presidente Itamar ressalvou que o Legislativo está permitindo que ocorra o que ele chama de interferência:

"O presidente na República está atuando violentamente no Legislativo, particularmente no Senado, e no Legislativo, de um modo geral, está permitindo. O que a gente começa a escutar nas ruas é ruim: 'Fecha o parlamento'. Não vão no núcleo central da crise, que é o presidente da República".

Dia da salvação

Logo mais, às 14 horas, o Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento que deve absolver Antônio Palocci Filho da acusação de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Em 18 de junho, o STF já tinha arquivado uma denúncia do Ministério Público contra Palocci, por suposto desvio de dinheiro de empresas de coleta de lixo de Ribeirão Preto, quando ele foi prefeito da cidade.

Inocentado, Palocci pode concorrer ao governo de São Paulo ou ser nomeado para o Banco Central, quando Henrique Meirelles sair para ser candidato ao governo de Goiás.

Vida que segue...

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Agosto de 2009.

General, o senhor poderia dormir sem essa!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ricardo Montedo

Os militares assistem, com estupefação contida e silenciosa, como convém à classe, a “saia justa” em que se enfiou o General Félix, Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, em face do imbróglio em que se meteu o órgão que chefia, por conta das gestões do Governo Lula para apagar os rastros da suposta reunião entre Dilma Rousseff e Lina Vieira, onde a Ministra teria sugerido à então Secretaria da Receita Federal a “agilização” do processo contra Fernando, filho do Senador Sarney.

Embora contrária ao jogo democrático, a preocupação institucional em surrupiar informações à opinião pública tem razão de ser, uma vez que a confirmação do encontro pode acarretar graves prejuízos ao projeto de Lula de fazer “a mãe do PAC” sua sucessora.

Furto-me de analisar o aspecto político da questão. Prefiro debruçar-me sobre um viés estritamente castrense, que consiste no fato de um oficial que atingiu o ápice de uma carreira que prima por valores pisoteados à exaustão pela classe política e cujo Estatuto preconiza, como primeira premissa da ética militar, “amar a verdade e a responsabilidade como fundamento de dignidade pessoal”, se submeta a interesses espúrios, auxiliando a jogar uma cortina de fumaça sobre os fatos.

Não há como crer que não existam registros dos visitantes do Palácio do Planalto no mês de dezembro passado! Qualquer cabo velho sabe disso! Se, numa insuspeitada demonstração de incompetência, os arquivos de vídeo foram apagados, como diz o GSI, certamente restarão registros escritos diários, que poderão comprovar (ou não) as visitas de Lina ao Planalto naquele período.

É constrangedor para os militares assistir políticos como Ronaldo Caiado e Álvaro Dias fustigarem um general de quatro estrelas, exigindo (com razão) explicações sobre as informações fornecidas, cópia do contrato com a empresa de segurança e articularem a convocação do ministro pela Câmara para dar explicações.

Não há meio termo: ou o General Félix vem a público e “duela a quien duela”, presta as informações que a sociedade exige, que são nada mais do que a verdade dos fatos, ou estará avalizando procedimentos que envergonham a classe militar e que passam longe dos preceitos de ética e moral que lhes são tão caros.

Ricardo Montedo é Militar da Reserva. Leia seu blog montedo.com

Pequena biografia da Dilma

Textos curiosos pela NET

Por Anônimo

Circula na Internet um resumo biográfico de Dilma Roussef, ministra da Casa Civil, que o presidente Lula da Silva quer empurrar guela abaixo dos brasileiros como sua sucessora. Infelizmente a mídia não divulga essas informações, deixando a população na ignorância. Eis o texto, sem autor assinando, que se espalha pela net:

O pai dela - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) -, filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim e ao cabo, fez negócios em São Paulo. Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos, Dilma Jane da Silva (rica filha de fazendeiro), e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia. Igor morreu em 1977.

Era uma família "bon vivant", com casa enorme, três empregadas, refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês. Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central. Nas férias, iam de avião para Guarapari/ES e ficavam no Hotel Cassino Radium. Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois mudou-se para o COLINA - Comando de Libertação Nacional -. Apaixonou-se e casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.

Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livrinho: "Revolução na Revolução", de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia. Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará. No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão; então, chegou, de chofre, e disse para o marido: "Estou com o Carlos!".

Carlos vivia antes com a geógrafa Vânia Arantes e, sedutor, já havia tido outras sete mulheres, aos 31 aos de idade. Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, cujo estatuto dizia: Art.1º - A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo."

Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da "Grande Ação", que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa/RJ, que rendeu-lhes 2,5 milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre, a maçarico, pelo metalúrgico Delci. Mas a organização se dividiu entre "basistas" - que defendiam o trabalho das "massas" e junto às "bases", e os "militaristas", que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista. A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão". Então foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto.

Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais -, foi presa, armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa. Enquanto isso, o Carlos Araújo teve um romande tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo. Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o marido infiel. Mas hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos. Diz que é feliz, mesmo a ex-esposa sendo Ministra e candidata do apedeuta/fronteiriço à Presidência da República.

Eis aí uma "síntese/sintética/resumida" da vida da Dilminha que, logo....logo...será apresentada pelo Lula como a "da paz e do amor". Quem sabe, antes, possa dar tempo de dar uma chegada a um "Camp Quest" qualquer, dawkinsiano por certo, para, cética e racionalmente, ficar com a "mente ainda mais aberta", em cursilho prepararatório para a Presidência da República. E em se tratando deste povinho brasileiro (batuque, bola, bolsa e bunda), tudo pode se esperar, infelizmente.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lobby de Hélio Costa empurra padrão nipobrasileiro de televisão digital também para os argentinos

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Por Jorge Serrão

Nem funcionou bem por aqui, e o desgoverno dos factóides e mentiras irrevogáveis consegue empurrar, para os hermanos argentinos, nosso padrão de televisão digital nipobrasileiro. O chefão Lula da Silva deve assinar na próxima sexta-feira, na visita que fará a Bariloche, um convênio bilateral com Cristina Kirchner, para a adoção do modelo comum ISDB-T. O Peru já tinha entrado na mesma dança.

O grande articulador do lobby pró-japonês é o ministro das Comunicações brasileiro. Hélio Costa recebeu ontem um telefonema do Secretário de Comunicações da Argentina, Carlos Lisandro Salas, dando sinal verde para o acordo. A grande interessada na expansão do modelo digital nipobrasileiro é a indústria eletroeletrônica. A produção de televisores pode dobrar – principalmente no Brasil -, se pelo menos cinco países do continente adotarem o mesmo padrão de transmissão digital.

O modelo único atende a grandes interesses comerciais - muito além da mera venda de televisores pelos fabricantes Century, LG, Panasonic, Samsung, Sony e Visiontec. A intenção é usar o sistema digital para aplicações interativas como acesso à Internet, serviços bancários, compras pela TV, envio de opiniões aos programas em tempo real e multiprogramação. Os software são desenvolvidos pelas empresas EiTV, Hirix/HXD e TQTVD.

Hermanos, fumai

A Suprema Corte da Argentina deu um passo gigante para facilitar o uso das drogas – cuja flexibilização é defendida pelos propagandistas da Nova Ordem Mundial.

Decidiu descriminalizar o pequeno porte de maconha para consumo individual, em um local restrito e particular.

Los hermanos agora têm permissão legal para ficarem doidões.

A decisão polêmica

Na verdade, a Suprema Corte argentina declarou ser inconstitucional a criminalização do consumo de maconha no país.

Em sintonia total com a posição da presidenta Cristina Kirchner, a decisão criou um precedente histórico e acentuou uma tendência cada vez mais forte no continente.

Este mês, o governo mexicano sancionou lei permitindo a posse de pequenas quantidades de drogas para uso pessoal.

A Luta do Marinheiro

O lendário Cabo Anselmo vai mostrar sua cara domingo na televisão.

Será no Canal Livre, da Rede Bandeirantes, a partir das 23h 30min.

Anselmo, que cobra do governo sua concessão de anistia, poderá falar de qualquer assunto – conforme ficou acertado entre seu advogado, Luciano Blandy, e a direção de jornalismo da emissora.

A Luta dos Marinheiros

Antônio Duarte, um dos líderes dos marinheiros que botaram fogo no País antes dos governos militares e um dos que reforça a imagem do Cabo Anselmo como um grande traidor, lança hoje seu livro “1964 – A Luta dos Marinheiros”.

Será a partir das 18h30min, na Poty Livros, loja do Praia Shopping de Natal (RN) -Avenida Engenheiro Roberto Freire, 8790, Ponta Negra.

Em breve, segundo o autor, o livro será lançado no Rio de Janeiro.

Guerra santa

A bancada evangélica usa de todos artifícios para tentar impedir a votação do acordo entre o Brasil e a Santa Sé no Congresso Nacional.

Os evangélicos colhem assinaturas dos líderes para que seja incluída na pauta, ainda esta semana, a Lei Geral das Religiões, de autoria do deputado George Hilton (PP-MG), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Pela lei proposta, que é quase um clone do acordo com o Vaticano, a expressão católica é excluída ou substituída por "todas confissões religiosas".

Jobim desmentido

A empresa alemã HDW desmentiu ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que alegou não ter fechado com eles o acordo para a construção dos novos submarinos brasileiros, porque os germânicos se recusaram a transferir tecnologia.

Autores de um projeto com preço mais baixo do que o feito pela francesa Skorpène, os alemães enviaram por escrito, no dia 6 deste mês, um documento assinalando o contrário do que afirmou Jobim:

Antes de tudo, temos o prazer de informá-lo que o governo da República Federal da Alemanha aprovou o pedido feito pela HDW para transferir à Marinha brasileira a tecnologia do projeto do submarino, para o desenvolvimento de seu próprio grande submarino, que poderá receber a propulsão nuclear, atualmente sendo desenvolvido pela Marinha brasileira".

A HDW construiu, no Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro, os cinco submarinos convencionais que o Brasil vem usando atualmente.

Estranha matemática

Curiosamente, o mais novo submarino nuclear francês, o Barracuda - tido como o mais avançado do mundo - está orçado em 1,9 bilhão de euros.

Ou seja, 1 bilhão de euros a menos do que o casco de submarino que a França pretende vender ao Brasil.

Segundo o Comando da Marinha, só o casco francês custaria cerca de dois bilhões de euros.

E a transferência de tecnologia de projeto da embarcação sairia por mais 900 milhões de euros.

Cabral contrariado

Os governadores do Rio, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, recusaram o convite do chefão Lula da Silva para participar, na próxima segunda-feira, em Brasília, do lançamento do marco regulatório do pré-sal:

Não posso participar de uma coisa que não sei do que trata”.

Cabral é um dos mais próximos aliados de Lula – imagine se fosse um dos inimigos mais ferrenhos...

As empreiteiras agradecem

O Globo de hoje denuncia que técnicos do Tribunal de Contas da União identificaram um superfaturamento de 1.490% no pagamento de verba indenizatória nas obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na região de Itaboraí.

Foram pagos pela Petrobras ao consórcio que toca o empreendimento R$ 23,2 milhões a mais do que seria devido, levando-se em conta o período entre 15 de maio e 25 de outubro de 2008.

A empresa responsável pela obra é o Consórcio Terraplanagem Comperj (CTC), composto pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Queiroz Galvão – todas generosas financiadoras de campanhas eleitorais.

Mais superfaturamento?

O gerente-geral de Implementação de Empreendimentos para a Refinaria Abreu Lima (PE), Glauco Colepicolo Legatti, jurou ontem, na CPI da Petrobras, que não existe superfaturamento na obra.

Mas advertiu que o empreendimento, previsto para ser inaugurado em 2011, custará o triplo do previsto.

De acordo com Legatti, o projeto inicial previa US$ 4 bilhões e, agora, a estimativa é de que o custo total seja US$ 12 bilhões.

Na versão do técnico, o encarecimento da obra ocorreu por indefinições no projeto básico,do aumento nos preços de equipamentos e produtos, além da inclusão de um sistema de tratamento de enxofre e de diminuição de emissões de gases tóxicos.

Feudo do Sarney

O diretor de Operação e Comercialização do Sistema Furnas, Fábio Resende, que deixará o cargo no dia 1º de setembro por iniciativa própria, reclamou ontem que ingerências políticas em Furnas estão provocando quebra de hierarquia interna, com riscos para o bom funcionamento do sistema elétrico brasileiro:

As correntes políticas que hoje predominam nas indicações para dirigentes de Furnas estão deteriorando as relações de confiança entre os empregados e suas chefias em algumas áreas do escritório central - declarou o diretor, evitando citar os políticos que mais o incomodam”.

Há seis anos e oito meses no cargo, sendo que tem 41 anos de Furnas, Fábio Resende é irmão do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende.

Efeito muito retardado

Foi patética ontem a cena do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) dando um cartão vermelho da tribuna do Senado.

O “árbitro” Suplicy voltou a pedir a renúncia do presidente do Senado, José Sarney.

O irônico Heráclito Fortes (DEM-PI) questionou se o petista mostraria o cartão também ao presidente Lula.

Resta saber se o cartão vermelho também é irrrevogável – tal como a renúncia que não houve de Aloízio Oliva à liderança petista no Senado.

Ética petista

A senadora Ideli Salvati (PT-SC) externou ontem ter orgulho da "ética petista".

Foi no ato de lançamento da candidatura do José Eduardo Dutra à presidência do PT que ela mandou o recado:

Para os envergonhados que saíram quero dizer que tenho muito orgulho de ser do PT. Nada mais corrupto do que submeter a população à miséria e o governo Lula, na crise, enfrenta a pobreza. Temos orgulho da ética petista”.

Pesquisa

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, citou uma pesquisa feita pelo site UOL sobre qual partido o internauta considera sério.

Segundo ele, antes de ir para o lançamento da candidatura Dutra, ele consultou o site e 48% dos 33 mil internautas tinham votado no PT:

O PT não vacila na hora dos enfrentamentos. O PT está pronto para fazer alianças de cabeça erguida”.

Pela ética petista, o partido pode se aliar a mais uns 10 Sarneys que está tudo bem...

Volta ou não?

O líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza, advertiu ontem que o partido só vota a Contribuição Social para a Saúde (CSS) se houver acordo com a oposição.

Acontece que o resto da oposição não aceita a volta do imposto proposto pela bancada do PMDB.

Resta saber como Lula conseguirá aprovar a velha nova CPMF...

Foi-se

Morreu ontem à noite um dos congressistas mais influentes na história dos Estados Unidos.

Aos 77 anos, o senador Edward Kennedy perdeu, finalmente, a luta contra um câncer no cérebro, que foi diagnosticado em maio de 2008.

Ted Kennedy foi o terceiro senador com maior tempo de mandato da história americana, com 43 anos de trabalho.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Agosto de 2009.