quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Henrique Meirelles se filia hoje ao PMDB, e vira valioso Coringa para suceder Lula ou ser candidato ao Senado

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Por Jorge Serrão


Henrique Meirelles é o mais valioso “Coringa” para a eleição do ano que vem. O presidente do BC do B confirmou no início da noite de ontem que decidiu se filiar ao PMDB. O banqueiro aposentado apenas formalmente assinará sua ficha de filiação às 11 horas da manhã de hoje em Goiânia (GO), sua terra natal. Assim, fica prontinho para concorrer ao Senado, ser vice de algum presidenciável ou até realizar seu grande sonho de concorrer ao Palácio do Planalto (até lá, reformado).

O tempo joga totalmente a favor da estratégia de Meirelles – que não assume nada politicamente. Ontem à noite, voltou a ser paparicado por empresários e financistas em festinha na capital paulista. Meirelles repetiu a conversinha de que apenas vai decidir de concorrerá a um cargo político em março de 2010. Até lá, alega que estará totalmente focado no trabalho dentro do BC. Até porque não vê problemas em continuar conduzindo a política monetária do País mesmo filiado a um partido político.

Durante o seminário "O Brasil saindo da crise", promovido pelo Grupo de líderes empresariais (Lide), em São Paulo, Meirelles avisou: “Eu vou tomar uma decisão em relação ao que será da minha carreira futura até março. No momento estou 100% focado no BC, sem nenhuma atividade política até março do ano que vem, e essa é uma decisão que tem implicações políticas, caso eu considere a carreira política no futuro”. Antes do evento, Meirelles esteve com Lula.
Meirelles cumpriu a primeira parte do ritual.

O prazo final para novas filiações partidárias termina no fim desta semana. Agora, o presidente do BC tem até o fim de março para decidir se vai concorrer às eleições de 2010, já que esse é o prazo de desincompatibilização das autoridades que disputarão as eleições. Enquanto isso, continua participando de eventos e dando entrevistas como “o homem que tirou o Brasil da crise antes de todo mundo”. A imagem de Meirelles já é cuidadosamente trabalhada. O que ele fará depois com os dividendos políticos são outros quinhentos (milhões de dólares, é claro).

Os planos

Apesar de não assumir publicamente, Meirelles tem um plano A: concorrer a algum cargo nas eleições de 2010, como senador por Goiás.

Mas tem um plano B: ser o candidato a vice-presidente numa chapa com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

E tem também um Plano C, que pode virar A, dependendo das circunstâncias: disputar o trono de Lula.

Para a Oligarquia Financeira Transnacional seria perfeito ter um banqueiro, literalmente, no poder aqui no Brasil.

Briga inconveniente

Henrique Meirelles tinha interesse no governo goiano – que seria um atalho para o Palácio do Planalto, possivelmente em 2014.

Meirelles chegou a negociar muito de perto com o PP sua filiação.

Mas recuou porque não conseguiu tirar do caminho o atual prefeito de Goiânia, Íris Rezende (PMDB), que pretende sair candidato pela legenda ao governo do estado.

O chefão Stalinácio chegou a ponderar com Meirelles que não seria uma boa arrumar uma briga eleitoral em Goiás.

Mineirando no Planalto

Aécio Neves – presidenciável tucano - foi recebido ontem pelo chefão Luiz Inácio Lula da Silva.

Na conversa, em Brasília, Lula teria feito uma sondagem sobre a disputa entre o mineiro e o paulista José Serra.

Embora Serra continue liderando as pesquisas, o mineiro deixou claro para Lula que ainda está no jogo.

A arte de esperar

Quem manda é o Stalinácio, e, quase sempre, nem aceita palpite daqueles que tentam ser seus “aliados”.

Contrariando as recomendações dos juristas Gilmar Mendes, Carlos Ayres Britto e Nelson Jobim, Lula sancionou ontem o minirremendo eleitoral, sem vetar o artigo 5º - que permitiria a apuração eletrônica dos votos por meio da recontagem do voto impresso conferido pelo eleitor.

Também não vetou o voto em trânsito, que autoriza o eleitor a votar quando estiver fora de seu domicílio eleitoral.

Como as duas medidas só valeriam para 2014, Lula preferiu não se desgastar e esperar para ver o que acontece até lá – quando muita água vai rolar.

Inutilidade

Além do voto impresso, Lula também manteve a proposta de voto em trânsito para presidente da República.

O relator da matéria na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), matou a charada sobre a decisão de Stalinácio:

Manter o voto em trânsito e o voto impresso é inócuo. Vai virar letra morta porque não tem como executar. E o voto impresso é só para 2014”.

Vetos convenientes

Lula vetou a proposta que igualava as regras para debates entre os candidatos na web às regras da televisão e rádio.

Com o veto, os sites poderão fazer debates com áudio e vídeo sem a obrigação de convidar todos os candidatos e nem precisarão dar a eles o mesmo espaço.

Tais regras entram em vigor na eleição do ano que vem.

Besteirol

O texto da Câmara estendia aos debates realizados em sites comerciais as mesmas regras existentes para debates nas emissoras de rádio e TV, que são concessões públicas.

Pelas regras aprovadas na Câmara, e que continuam valendo para rádio e TV, todos os candidatos com representantes no Congresso teriam direito a participar dos debates, que poderiam ser feitos em blocos de 3 ou mais candidatos.

As regras para os debates no rádio e TV precisam ter a concordância de dois terços dos candidatos.

Meia liberdade?

O texto da Câmara já liberava a cobertura da campanha eleitoral em sites jornalísticos, blogs e sites de relacionamento, argumentando que "é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores" e "outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica".

O texto sancionado por Lula assegura o direito de resposta.

Só que lá está escrito que as representações pela utilização indevida da rede "serão apreciadas na forma da lei".

Quem interpreta a lei, poderá usá-la da maneira mais conveniente – como sempre acontece – o que não garante liberdade de coisa nenhuma.

Risco de desgaste

Barack Obama periga passar por um enorme embaraço internacional se Chicago perder a disputa com o Rio de Janeiro para os jogos olímpicos de 2016.

Para esta campanha, Obama até acionou a equipe que trabalhou na sua vitoriosa campanha presidencial.

O Departamento de Estado americano e o Conselho Nacional de Segurança estariam produzindo relatórios sobre a disputa.

Dois a um?

O Rei Pelé desembarcou ontem na capital dinamarquesa Pelé, desdenhando a ida de Obama a Copenhague:

O Obama é de uma cidade, é de Chicago, mas eu já falei, o brasileiro tem o Pelé e tem o Lula. Dois a um para nós".

Outro trunfo brasileiro é o escritor Paulo Coelho, que hoje será mestre de cerimônias de um jantar em que terá como convidadas esposas de delegados do Comitê Olímpico Internacional.

Rio prejudicado?

A decisão sobre a cidade olímpica será tomada na sexta-feira pelo COI.

Mas Stalinácio foi comunicado hoje cedo que a candidatura do Rio tem sérios problemas por causa da "violência urbana".

Lula foi aconselhado a não ficar "decepcionado" se Chicago de Obama levar a melhor...

Apelido perfeito

O presidente constitucionalmente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, marketeou ontem que analisa uma proposta feita ontem por líderes empresariais - que apoiaram sua deposição - para que ele volte à Presidência com poderes severamente limitados e sob prisão domiciliar.

Manuel – que continua indevida e ilegalmente abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa – ganhou ontem um apelido perfeito da turma do Casseta & Planeta: “Zéruelaya”.

A sorte do Odorico Hondurenho – famoso por seu chapelão e pelo bigodão – é que tem muito mais gente fazendo jus ao apelido na política internacional.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo analítico, independente e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Setembro de 2009.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Golpe eleitoral do Stalinácio: Presidente vai mesmo vetar recontagem do voto impresso conferido pelo eleitor

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta terça)

Por Jorge Serrão

Enquanto se aproveita da novela Honduras, com Odorico Zé-Laya em papel de trapalhão, o chefão Stalinácio se prepara para dar seu golpe pessoal contra a lisura do processo eleitoral brasileiro. Lula seguirá as recomendações do seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto: vetará o artigo 5º da minirreforma eleitoral – que permitiria a apuração eletrônica dos votos por meio da recontagem do voto impresso conferido pelo eleitor. Lula também vetará o voto em trânsito.

Sexta-feira passada, o TSE enviou ao Ministério da Justiça um estudo técnico com a fundamentação para que o voto impresso não seja retomado nas eleições. Carlos Ayres Britto teve um teretetê pessoalmente com Tarso Genro, recomendando o veto ao voto impresso e ao voto em trânsito. O projeto que alterou a legislação eleitoral foi aprovado no último dia 16 pelo Congresso Nacional e enviado para a sanção da Presidência da República. Alegação de Britto: “São esses dois pontos do projeto de lei que mais nos trazem dificuldades operacionais irremovíveis”.

Ayres Britto reclama que o voto impresso não tem sentido, considerando que já foi testado nas eleições de 2002 e resultou em atraso na votação e travamento das máquinas impressoras. Sobre o voto em trânsito, Britto alega que a dificuldade de adaptação seria prática, uma vez que para permitir que o eleitor brasileiro vote quando não estiver em seu domicílio eleitoral seria exigido que ele se cadastrasse pelo menos cinco meses antes. O ministro pondera que, sem o cadastramento prévio do eleitor para que o nome dele conste no programa da urna eletrônica do local previsto para votar, o sistema de votação teria que ser colocado em rede, o que traria riscos para a segurança do processo eleitoral.

Assine a petição pública contra o veto do art. 5o:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=UE2009BR

A lista dos assinantes em:

http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=UE2009BR

Medinho

O coordenador do movimento Votoseguro.org, engenheiro Amílcar Brunazo Filho, pergunta:

Por que eles tem tanto medo da sociedade poder conferir o resultado eleitoral?

Brunazo ainda faz uma ironia àqueles que a criticam que o pleito pela conferência dos votos é uma iniciativa das viúvas de Leonel de Moura Brizola:

O Tribunal Constitucional da Alemanha decidiu que urna eletrônica sem voto impresso não pode ser usado, por ser insegura, em homenagem a Leonel Brizola. O da Holanda, também. Até aqui, o do Paraguai e a OEA, na Venezuela, exigiram voto impresso em homenagem a Leonel Brizola. O NY Times fez editorial contra a urna eletrônica sem papel e os cientistas de Princeton e da Universidade de Nova Iorque defenderam isso apenas em homenagem a Leonel Brizola”.

Vice-Factoide

O Bolcheviquepropagandaminister plantou uma informação, colhida naturalmente por quem vasculha os bastidores de notícias, de que o chefão Lula da Silva poderia ser candidato a vice presidente na chapa-quente da mãe Dilma.

Além de ser ilegal e casuística demais, a ideia é apenas um bom factóide para movimentar a candidatura Dilma Rouseff – que a cada dia perde mais força na base amestrada do desgoverno, com a chegada de Marina Silva à corrida presidencial e com o fortalecimento de Ciro Gomes nas questionáveis pesquisas pré-eleitoreiras.

Se Dilma for candidata – o que tem enormes chances de não acontecer -, O que Lula faria é tirar três meses de licença da presidência para tomar todas as providências no palanque dela.

Opção Meirelles

O Presidente Henrique Meirelles viaja hoje para a reunião do Fundo Monetário Internacional, já deixando assinadinha sua ficha de filiação ao PMDB.
Inicialmente, o acordo de Meirelles com o presidente do partido, Michel Temer, seria disputar uma vaga ao Senado, pelo estado de Goiás.

Mas, se a candidata governista não decolar, Pai Meirelles entraria em campo, no lugar da Mãe Dilma, para a sucessão do Stalinácio.

Meirelles conta com o apoio e sustentação do sistema financeiro que faz toda pressão política para que ele, mesmo filiado a um partido e pré-candidato declarado a um cargo político, permaneça no comando do BC do B – o Banco Capimunista do Brasil.

Isento?

Joseph Blatter, presidente da Fifa, tem encontro marcado hoje com Stalinácio, na Ilha da Fantasia do Planalto central.

Vem reforçar o que está escrito no termo de compromisso assinado entre o Brasil e a entidade para a realização da Copa de 2014:

Isenção de impostos ou reembolso de impostos pagos pelos fornecedores diretos e indiretos da Copa.

Os burrocratas do Ministério da Fazenda e da Receita Federal ameaçam não cumprir o acordo, para desespero da turma do Blatter e seus aliados da CBF.

Desclassificado

Criancinhas não poderão assistir ao épico cinematográfico sobre a “estória” do Stalinácio.

O governo alterou a classificação do filme “Lula, o Filho do Brasil” – que o cineasta Fábio Barreto também pretende transformar em minissérie televisiva.

A obra acabou imprópria para menores de 10 anos, por conter cenas de lesão corporal e agressão física”.

Já nasce babando o ovo?

Circula no dia 8 de outubro a edição número um do jornal Brasil Econômico – que pertence ao grupo português Ongoing.

O novo jornal fará, partir de domingo que vem, as campanhas institucional e de assinaturas, com a veiculação nacional de peças, criadas pela agência MPM, em TV aberta e paga, mídias impressa e indoor em aeroportos e peças para internet.

O chefão Lula da Silva já foi convidado, com honra, para participar do almoço de lançamento da publicação, no luxuosíssimo Hotel Unique (que tem o formato arquitetônico de um pedaço de melancia), na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo.

Tomara que o novo jornal não venha com notícias que só puxem o pré-saco do Stalinácio.

Lulinha na tevê

O empresário Fábio Luiz da Silva, filho do homem, ganhou mais poder na holding BR4 – que é dona de 65% das ações do canal Play TV – exibido pela Sky.

A G4, da qual Lulinha tem 50% das ações (e outros dois amigos, a outra metade) comprou um terço das ações que a Espaço Digital tinha na controladora da Play TV.

A Oi é dona de outros 35% da BR4.

Clubes de poder em ação

“Celebrando o Rio de Janeiro” é o tema do jantar anual organizado hoje pela ONG Brazil Foundation, no luxuoso Cipriani, em Nova York.

A entidade, que arrecada recursos para projetos no Brasil, vai homenagear a empresária Cosette Alves, por suas iniciativas filantrópicas.

Também recebem homenagens os brasileiros Albert Weisser, da Bunge, Oskar Metsavaht, da Osklen, e Otaviano Canuto, que é vice-presidente de Países do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Desmoralização

Do ex-Imperador do Rio, Cesar Maia, em seu exBlog, chutando a cabeça do fanfarrão de Honduras, que faz das suas usando até a bandeira do Brasil:

"Ou o governo brasileiro consegue salvo conduto e o tira de lá, ou se desmoraliza, desmoralizando-se quanto aos acordos diplomáticos internacionais como o Tratado de Viena"

http://farm3.static.flickr.com/2650/3965120155_3ea7f57ea7_o.jpg

Marketing Judiciário

O Supremo Tribunal Federal do Brasil será a primeira suprema corte no mundo a ter uma página oficial no Youtube - site de compartilhamento de vídeos do Google.

O presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, assina quinta-feira um acordo de cooperação com o Google.

Para o lançamento, será apresentado um vídeo com o histórico da comunicação institucional do STF.

A página entrará no ar com edições gravadas de seis programas da TV Justiça e receberá as novas edições, na íntegra, mas divididas em blocos de até 10 minutos, em média, depois que forem exibidas pela TV.

Leia mais detalhes no Fique Alerta - www.fiquealerta.net

Botando na poupança dos governistas

Em véspera de ano eleitoral, quem tem (...) tem medo mesmo, e não se arrisca a votar coisa polêmica e impopular, no Senado ou na Câmara.

Enquanto a equipe econômica quer enviar ao Congresso e aprovar o projeto que institui a cobrança de 22,5% de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos dos depósitos acima de R$ 50 mil na poupança, a partir de 2010, a base governista já tira o corpo fora do negócio.

O PMDB (principal partido da base) já avisou não há clima para a votação e que, hoje, ele votaria contra a proposta.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi advertido que o projeto tem risco de ser engavetado ou, no mínimo, profundamente alterado.

Golpe do pedágio barato

Mais uma mentira – incluída no conto do PACo – está prestes a cair, queimando o filme da nervosa ministra Dilma Rousseff.

As empresas que, há dois anos, ganharam a concessão de rodovias federais oferecendo pedágios com tarifas baixas agora pedem reajustes.

As empreiteiras alegam problemas administrativos e burocráticos, como a demora do governo em desapropriações.

Com isso, dizem, houve atraso de até 18 meses na instalação de praças de pedágio e as

As empresas querem compensar perdas de 18 meses de atraso na instalação de praças de pedágio mexendo com o bolso do motorista – nem que seja em alguns centavos.

Recompensa

A cantora Elza Soares oferece R$ 5 mil de recompensa para quem encontrar e devolver seus pertences, furtados na manhã de quinta-feira passada, no setor de desembarque do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O jovem namorado e empresário de Elza, Bruno Lucide, deu mole, e alguém afanou uma mochila com notebook, filmadora, HD com 30 horas de imagens pessoais, microfone de lapela, aparelho de MP3, contrato de shows, pen drive e agenda, além dos documentos de Elza.

Quem achar o material pode ligar para (21) 3988-0512.

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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Setembro de 2009.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Defesa escala especialistas na missão Haiti para um estudo de situação sobre eventual ação militar em Honduras

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Por Jorge Serrão

Exclusivo - O Ministério da Defesa recebeu “ordens superiores”, na última quinta-feira, para elaborar um “Estudo de Situação” para o emprego de forças brasileiras em Honduras, se o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas avaliar, em algum momento, que tal medida de “imposição da paz” é necessária. Os escalados para esta missão de planejamento estratégico foram os profissionais que tiveram o know how de atuar na missão da ONU no Haiti.

Por ironia da História, quando se tratam de operações voltadas para paz, o jargão das Forças Armadas define tal trabalho de “estudo de situação” como um PT (Plano de Trabalho). Nos bastidores militares, ninguém garante que a ordem para tal plano tenha partido do chefão-em-comando Luiz Inácio Lula da Silva. Até porque faz parte da rotina de um Estado Maior ou de um Alto Comando escalar equipes de especialistas para elaborar tais estudos – independentemente de “ordens superiores”.

Como a questão é diplomaticamente delicada, o Ministério da Defesa brasileiro resolveu apenas se antecipar a um eventual pedido de auxílio de tropas brasileiras pela ONU. Mas, nos bastidores, já está claro que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vai liderar uma pressão internacional para que o impasse de Honduras seja resolvido com a ajuda de uma força de paz – nos moldes da bem sucedida operação da Minustah (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti), militarmente comandada pelo Brasil, através de um contingente de 1200 homens do Exército e Marinha.

A Doutrina é clara

Doutrinariamente, as Forças Armadas contam com especialistas em Estado Maior que trabalham com cenários e elaboram planos gerais sobre várias hipóteses de emprego militar.

O Brasil, por exemplo, trabalha com a Hipótese de Emprego Regional, desenvolvendo uma “Doutrina Alfa-Gama” para emprego regional, em situação pouco provável de ocorrer.

Também trabalha com a Hipótese de Emprego Amazônia, que desenvolve a “Doutrina Gama-R” – de “Resistência”.

Ambas são hipóteses de emprego para Operação de Guerra.

Já os Planos de Trabalho (PT) são elaborados para missões de paz – que são definidas pela ONU e fogem à esfera de decisão do governo Brasileiro.

PT Inútil

O Plano de Trabalho em fase de elaboração tem tudo para ter utilidade nenhuma.

Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU deu sinais evidentes de que não embarcaria facilmente na tese brasileira (e da turma bolavariana do Foro de São Paulo, a favor de uma “intervenção” em Honduras pró-Zé-Laya).

Tanto que o Conselho, presidido por Barack Obama, não ameaçou sanções contra Honduras – como desejava o chanceler brasileiro Celso Amorim, que chegou a bater boca com a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice.

Nervosinho

Stalinácio reagiu, irado, ao anúncio do governo de Micheletti que ameaça retirar a imunidade diplomática da embaixada brasileira em Honduras, se continuar a fanfarronice com Zé-Laya:

O governo brasileiro não acata ultimato de um golpista e nem reconhece como governo interino. O governo brasileiro não negocia com ele. Quem tem que negociar é a OEA (Organização dos Estados Americanos) e o Conselho de Segurança da ONU”.

Lula afirmou não acreditar na possibilidade de a embaixada brasileira em Tecucigalpa ser invadida por forças e militantes golpistas.

Quem é golpista?

Do leitor Pedro Paulo Rocha, de Curitiba, um recado esclarecedor sobre a confusão Hondurenha:

“Grande parte da imprensa, equivocadamente, afirma que houve golpe em Honduras. Vejamos os fatos de forma concreta. Escaldados até as orelhas por ditadores, os hondurenhos congelaram o prazo dos mandatos presidenciais e proibiram reeleições, através de cláusulas pétreas, estabelecidas por zelo democrático. Bastaria um presidente desrespeitar estes preceitos contitucionais para incorrer em “crime de traição” e “ser afastado de imediato do desempenho de seu cargo” (arts. 4, 42 inc. 5, 239 e 374 da Constituição de Honduras)”.

“Ora, Manoel Zelaya, inspirado em seu ídolo Chavez, pretendeu ignorar o que estabelecia a constituição hondurenha e propôs a mudança daquela cláusula legal e democrática. Proibido pelo Judiciário, insistiu no seu propósito, convocando plebiscito a ser realizado com material fornecido pelo governo da Venezuela, que estimulava e apoiava o seu golpe. O Tribunal Supremo Eleitoral mandou recolher a mercadoria. Zelaya destituiu o comandante do Exército, enviou seus agentes para retomar tudo de volta. Diante disto, foi destituído pela Suprema Corte do país e preso, tendo sido substituído pelo presidente da Assembléia Nacional, o próximo na linha sucessória, que assumiu o governo apenas até as eleições de novembro”.

“De quem foi o golpe? Lamentável foi a atitude do governo brasileiro, que participou do trama para provocar convulsões populares em Honduras, conforme confessou publicamente o tiranete Chavez, acolhendo e permitindo que o verdadeiro golpista fizesse comícios de dentro de nossa embaixada. Mas Lula, como sempre, não sabe de nada!”

Criado (nada) mudo

Exclusivo - Tramita em segredo de Justiça, em Brasília, uma causa trabalhista que vai dar o que falar em 2010.

Um copeiro resolveu denunciar uma importante autoridade acusando-a de ser autoritária, de lhe xingar e de lhe jogar em cima, num momento rotineiro de fúria, um bule de café quente.

O caso vem sendo abafado politicamente, porque ainda tem gente que acredita que pode “chegar a um acordo” com a vítima, para que o escândalo não vá adiante e complique, ainda mais, a já polêmica biografia da personagem agressora.

Por enquanto, sentindo-se discriminado, o servidor público de carreira que foi agredido não pretende aliviar a barra da eventual ocupante de poderoso cargo que o destratou – da mesma forma como faz com várias outras pessoas, com poder abaixo, igual ou até acima dela.

Os subalternos que servem à poderosa figura não gostam de ser chamados por ela de “criados” – e alguns, mais revoltados com o tratamento, podem deixar de ficar mudos e contas estórias nada abonadores sobre a personagem.

Preferida do Chavez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propagandeou ontem quem é sua candidata para as eleições brasileiras de 2010:

"Dilma será a próxima presidente do Brasil. Sei que vão me acusar de ingerência, meu coraçãozinho é quem está falando. Minha candidata é a Dilma".

Foi a conversinha do Chapolim Colorado durante discurso na abertura da 2ª Cúpula América do Sul-África, realizada em Isla Margarita, ontem, na Venezuela.

O chefão Lula apenas sorriu ao ouvir o papo do companheiro do Foro de São Paulo.

Stalinácio forever?

Análise de um publicitário e atento observador da vida nacional:

Na minha profissão e com a experiência de décadas de trabalho duro aprendi a dar valor a pequenos sinais aparentemente não conectados, mas que formam um todo muito preocupante. E o quadro político atual sugere que em breve teremos uma drástica mudança de curso. Rumamos celeremente para uma ditadura lulista que deverá ocorrer em breve”.

O analista adverte: “Nós próximos meses, no máximo até o final do ano, acontecerá algum movimento no Congresso para permitir a recondução de Lula ao poder”.

Pessimismo não: História...

O especialista em comunicação enxerga vários sinais para a tentativa de perpetuação de Lula e seus esquemas no poder:

- Alta popularidade de Lula, mas que é intransferível.

- Mais de 100.000 sindicalistas no poder.

- Corrupção em escala nunca vista neste pais. Só a negociata de armamentos franceses deve gerar uma comissão de 4 bilhões de euros.- Acentuado viés nacionalista e estatista. Vide PetroSal e PetroBras.

- Evidentes tentativas de reestatizar a Vale e recriar outras estatais.

- Controle dos fundos de pensão que cotnrolam grandes empresas de comunicação.

- Privilegiar a Marinha e Aeronáutica e deixar o Exercito - que tradicionalmente foi a Força que promoveu mudanças políticas - à mingua.

- Anestesiamento das elites: Eike Batista afirmar que Lula é “o presidente dos deuses” é um sintoma grave que só tem paralelo na cooptação dos grandes industriais alemães pro Hitler..

- Política externa esquerdista e bolivariana. Notórias ligações com Chavez, Evo, Lugo, Zelaya, Correa.

- Previsível ausência de qualquer reação americana.

- Política agrícola que pune o produtor com indices absurdos de produtividade por manifesta pressão do MST que conflagra o campo.

- Atendimento a todas as pressões de ONGs e segmentos religiosos para favorecer sem terra, índios e quilombolas.

- Ausência de oposição ante a alegada popularidade presidencial.

- Colocar Dilma como candidata para perder.

- Congresso até agora cooptado, mas em vias de desagregação da base aliada ante a realista possibilidade de Dilma perder a eleição.- O sindicalismo não pode perder o poder: Lembrem-se que, não muito antigamente, quando percebiam que iriam perder uma eleição sindical, o pau quebrava, a luz se apagava e a urna era roubada.

Malvadeza recordada

Em 29 de agosto de 2006, o então senador Antônio Carlos Magalhães (do ainda PFL-BA) subiu à tribuna do Senado e chamou o Presidente da República de “indigno”, “mentiroso” e “ladrão”, pregando que o lugar dele era “na cadeia”.

Em 5 de junho de 2006, ACM tinha chamado Lula de “grande malandro do cinismo total”, por usar o programa Bolsa Família para conquistar votos na região Nordeste do País.

O discurso do falecido ACM parece mais atual que nunca, advertindo sobre os perigos de o Brasil cair em uma ditadura sindical.

Reveja o vídeo com o discurso de ACM voltou a circular feito doido na Internet neste final de semana, no link: Fantasma de ACM volta a assustar Lula?

Dane-se o avião

O Brasil vai mesmo comprar os caças franceses Rafale, da Dassaut, e PT saudações.

O negócio foi sacramentado, em Pittsburg (EUA), onde aconteceu a cúpula do G-20.

O chefão-em-comando Stalinácio da Silva teve uma reunião privada com o colega francês Nicolas Sarkozy e decidiu que o Brasil ficará com os caças franceses para reequipar a FAB.

A decisão deve ser anunciada esta semana – se não houver algum acidente político grave.

Releia o artigo: Fuck le avion

Censura à vista

Advogados de José Sarney já estudam como barrar, judicialmente, a venda do livro-bomba “Honoráveis Bandidos”, escrito pelo jornalista Palmério Dória, e publicado pela Geração Editorial, de Luiz Fernando Emediato.

A obra foi lançada quinta-feira passada na Saraviva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo.

No site da editora, Palmério descreve o personagem – que aparece na capa, em fotomontagem, com óculos de mafioso:

Sarney é um sobrevivente de uma geração, mas ele não é para sempre. Certamente seus seguidores continuaram a adotar a cartilha do mestre. Ele é um novelo de mentiras, vai envolvendo todo mundo. Neste livro o leitor vai saber como o poderoso consegue manipular tanta gente. Ele é o cara que as pessoas dão como morto, mas depois aparece como aquelas almas mal-assombradas num cemitério. Ele é o mais arguto, o mais habilidoso dos animais políticos em cena no país. Quem não enxerga isso será sempre enrolado pelo Sarney. Agora ele tem que estar vivo e atuante para eleger o Fernando Sarney – o cérebro financeiro da família – e dar-lhe imunidade parlamentar A verdade é que os filhos dependem dele”.

Bye, bye, PDT

O jornalista Pedro Porfírio – brizolista histórico – pediu desfiliação ao PDT.

Porfírio informou que “toma a iniciativa por considerar que a direção do Partido vem se afastando de seu compromissos programáticos, ao aceitar filiação, prometer legenda e apoio a políticos em notório confronto com o ideário partidário e que, em passado recente, investiram deslealmente contra o seu líder maior, LEONEL BRIZOLA, razão de ser da suas bandeiras”.

Pedro Porfírio comentou que a gota d´água foi a notícia de que o presidente da República chamou o seu ministro do Trabalho, Carlos Lupi (presidente licenciado do PDT), para encomendar-lhe uma tarefa: impedir que o senador Cristóvam Buarque tenha legenda para disputar a reeleição.

Em tempo: Porfírio escreve um livrinho que vai deixar Stalinácio PT da vida: “O Verdadeiro Lula”.

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O Fórum do Voto Eletrônico criou a Petição online: "Pela Auditoria Independente do Software nas urnas eletrônicas"

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=UE2009BR

Esta petição solicita ao Presidente Lula para SANCIONAR SEM VETOS o Artigo 5º da Minirreforma Eleitoral que cria a Auditoria Independente do Software das urnas eletrônicas por meio da recontagem do Voto Impresso Conferido pelo Eleitor em 2% das urnas sorteadas ao final da eleição.

Vale conhecer o site formado por especialistas em inteligência artificial – http://www.votoseguro.org/

Meio Ambiente em debate

A Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham) promoverá, nesta terça-feira, um café da manhã com o objetivo de discutir as novas diretrizes na gestão de áreas contaminadas no Estado de São Paulo.

Será no escritório da Tozzini Freire Advogados, na Rua Borges Lagoa, 1328, São Paulo.

O evento será ministrado por Rodrigo Cunha, gerente do Departamento de Desenvolvimento Institucional Estratégico da CETESB e Coordenador do Grupo Gestor de Áreas Contaminadas Críticas do Estado de São Paulo.

Pré-sal em debate

As propostas do Governo Federal para uma nova legislação do petróleo, tendo em vista a descoberta do pré-sal pela Petrobrás, serão debatidas, logo mais, a partir das 9 horas.

Será em Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Centro do Rio de Janeiro.

O presidente da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Fernando Leite Siqueira, será um dos palestrantes.

Concurso para Pastor

Mais uma inovação da Igreja Universal do Reino de Deus, do Bispo Edir Macedo.

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) abrirá o primeiro concurso para pastor da IURD.

A justificativa do pastor Ricardo Ibrahim, responsável interno da IURD pela organização do concurso que promete um salário inicial de R$ 8.234,82 para o cargo de pastor é:

Precisamos de profissionais não apenas ungidos pelo Espírito Santo e preparados no fogo do Pai das Luzes para cumprir nossa missão evangelizadora, mas também de pastores com conhecimento técnicos para darem continuidade a essa obra tremenda”.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo analítico, independente e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Setembro de 2009.

domingo, 27 de setembro de 2009

Fantasma de ACM volta a assustar Lula?

Edição de memória do Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Redação

Em 5 de junho de 2006, o então senador Antônio Carlos Magalhães (do ainda PFL-BA) tinha chamado Lula de “grande malandro do cinismo total”, por usar o programa Bolsa Família para conquistar votos na região Nordeste do País.

O vídeo com o discurso de ACM voltou a circular feito doido na Internet neste final de semana, ainda mais por que ele perguntou, na época, onde estavam as Forças Armadas do Brasil.

O discurso do falecido ACM parece mais atual que nunca, advertindo sobre os perigos de o Brasil cair em uma ditadura sindical.
video

Fuck le avion

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Jorge Serrão


Exclusivo - O Brasil vai mesmo comprar os caças franceses Rafale, da Dassaut, e PT saudações. O negócio foi sacramentado ontem, em Pittsburg (EUA), onde aconteceu a cúpula do G-20. O chefão-em-comando Stalinácio da Silva teve uma reunião privada com o colega francês Nicolas Sarkozy e sacramentou que o Brasil ficará com os caças franceses para reequipar a FAB. A decisão deve ser anunciada esta semana – se não houver algum acidente político grave.

Até Dona Marisa Letícia participou do encontro decisivo. O que Lula ganha com o avião francês? Talvez Deus saiba. E como o chefão Apedeuta sabe mais que Deus e cada vez mais esbanja seus poderes divinos de “presidente-sol”, a Força Aérea Brasileira que se dane. Ou melhor, no estilo bem chulo, porém em francês: “Fuck le avion”. Pouco importa se dois Rafale da Marinha francesa caíram, quinta-feira passada, no Mar Mediterrâneo. “Fuck le avion. La chose est la commission. E PT salutations" – como se diria, no francês mais vagabundo, lá na Praça Mauá ou na carioca Praça Paris – duas zonas onde a prostituição come solta na calada da noite.

A torcida do Flamengo sabe que os tais Rafale só foram vendidos para as Forças Armadas da própria França. A torcida do Corinthians também trem conhecimento de que o preço e a manutenção dos caças franceses são bem mais altos que os do Gripen NG da Saab (Suécia). Tudo indica que a vontade absolutista de Lula prevaleceu até sobre a forte pressão da norte-americana Boing – cujos lobistas fizeram de tudo para emplacar seus caças F-18 (operacionalmente mais confiáveis e testados no mundo inteiro). “Fuck le plan”. A FAB vai pagar o pato.

O desgoverno petista – que é uma continuidade aprimorada do desgoverno FHC - trata as Forças Armadas com desdém. Só os militares convertidos ideologicamente em militantes marcham contra esta realidade objetiva. O Exército precisou se submeter ao vexame de comprometer o esquema de funcionamento dos quartéis como tática de pressão política para arrancar do Ministério do Planejamento a liberação de verbas criminosamente contingenciadas pelos burrocratas inimigos da soberania e da segurança nacional.

A guerra assimétrica contra as Forças Armadas ganha neste domingo mais um ingrediente. O governo federal lança a campanha "Memórias Reveladas". Será um investimento de R$ 3,5 milhões em propaganda ideológica. Curiosamente, para isto, não falta verba. A campanha tem o dedinho ideológico do Bolcheviquepropagandaminister. Será comandada por her Ottoni Fernandes Junior, secretário executivo da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da Republica. Objetivo: mobilizar a sociedade a buscar informações sobre 140 desaparecidos políticos, entre 1964 e 1985, cujos corpos até hoje não foram encontrados.

A campanha consistirá de três filmes, com versões de 1 minuto e 30 segundos, criados pela agência Matisse e dirigidos por Cao Hamburger, Helvecio Raton e João Batista de Andrade. Também serão veiculados quatro anúncios impressos com amensagem: "Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça". O plano de mídia inclui peças de internet e cartazes que servirão de apoio à mobilização. No site da campanha, www.memoriasreveladas.gov.br pode ser visto um filme de 5 minutos com imagens de 140 desaparecidos políticos.

Ottoni adverte que não existe uma pretensão revanchista na campanha – que deve desagradar aos militares. Justificativa oficial: "Só queremos encontrar vestígios destas vítimas e saber exatamente o que aconteceu com elas". Os idealizadores da campanha alegam que, por se tratar de um tema sensível e abordar a morte de brasileiros que lutaram contra a ditadura e da dor daqueles que não tiveram direito de enterrar seus corpos, optou-se por um olhar autoral na realização dos filmes.

A turma do Stalinácio já apertou o botão “fuck” há muito tempo. O sentimento de triunfo histórico lhe transmite segurança. O chefão não dá bola para o imponderável. Onde ele vai chegar? O céu é o limite. E Fuck le avion! E vive la comission!

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

Lembranças históricas X Ações no marco regulatório

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por João Victor Campos

Com grande alarido, o atual governo apresentou no dia 31.08.09, decorridos 22 meses da Resolução nº 6 do CNPE de 2007, as mudanças julgadas necessárias no marco regulatório, amparado na Lei nº 9.478/97, visando, contemplar o novo paradigma da exploração e produção da nova província petrolífera do Pré-Sal.

Em decorrência desse importante fato, é oportuno lembrar uma sequência de eventos que o antecederam, e que seguramente influíram em decisões tomadas em governos anteriores e no atual, obedecendo, a seguinte cronologia:

1) Clube Bilderberg - 1954

2) A Comissão Trilateral - 1973

3) O Relatório Kissinger (NSSM-200) - 1974

4) O Diálogo Interamericano - 1982

5) Debt-for-Equity - 1983

6) O Projeto Antimilitar – 1988

7) O Consenso de Washington - 1989

8) ONGs - (?)

9) O Enigma Lula

10) Conclusões

O CLUBE BILDERBERG

Desde 1954, com a criação do famoso Clube Bilderberg (CB), na Holanda, que se conspira para a criação de um organismo único capaz de exercer amplo domínio, rumo a um governo mundial, uma economia global e uma religião também global.

A nata que constituiu o Conselho Diretivo foi formada por banqueiros, industriais, donos de meios de comunicação, políticos, famílias reais européias, presidentes, primeiro-ministros, ministros, secretários de Estado, lideranças militares e outras personalidades, que se reúnem anualmente para traçar os rumos do planeta, dentro dos moldes do que seria um governo mundial secreto.

O Conselho Diretivo deste Clube teria um máximo de 130 delegados, sendo 2/3 de europeus e o restante dos EUA e do Canadá.

As pretensões do CB, enveredam em duas hipóteses: a primeira seria a reunião da elite econômica e política do mundo Ocidental, para fazer face ao avanço do Comunismo do século XX; a segunda, hoje com maior aceitação, vê o CB dentro do que se convencionou chamar de teoria da conspiração, cujo movimento teria pretensões de dominar todo o planeta, estabelecendo um governo mundial.

Este objetivo seria alcançado pela ONU – Organização das Nações Unidas – ,onde atualmente prevalecem teses esquerdistas na construção de uma nova ordem mundial, com moeda, exército e religião comuns, para quebrar a espinha dorsal da soberania das nações emergentes ou subdesenvolvidas, especialmente aquelas detentoras de reservas estratégicas, como recursos minerais, água e biodiversidade, onde o Brasil se destaca em primeiro plano.

Junto ao CB e a ONU, podemos citar outros grupos tidos como “controladores”, como o Diálogo Interamericano, a Comissão Trilateral, o FMI – Fundo Monetário Internacional , o CFR – Council on Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores), cujos objetivos seriam simplesmente os de eliminar a ideia de soberania nacional e as forças armadas nacionais.

A COMISSÃO TRILATERAL

A chamada Comissão Trilateral, fundada em 1973 por David Rockefeller, reunia principalmente banqueiros dos EUA, Europa Ocidental e do Japão e, a partir de 1991, com o desaparecimento da União Soviética, viu-se um Primeiro Mundo reunido em torno desta Comissão, um Segundo Mundo agrupado em torno da falida ideologia socialista e um Terceiro Mundo subdesenvolvido, praticamente à mercê dos ditames destes outros dois mundos, com referência à proliferação da energia nuclear, terrorismo, direitos humanos, desmatamentos e venda de armas convencionais.

O RELATÓRIO KISSINGER – NSSM-200

No dia 10 de dezembro de 1974, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA emitiu o Memorando de Estudo da Segurança Nacional – NSSM-200 – também conhecido como “O Relatório Kissinger”. Este documento expõe, explicitamente, uma detalhada estratégia pela qual os EUA promoveriam, de forma agressiva, o controle da população de países em desenvolvimento de forma a regular (ou ter um melhor acesso) às riquezas naturais destes países.

De maneira a proteger os interesses comerciais dos EUA, o NSSM-200 cita um número de fatores capazes de interromper o fluxo contínuo de matérias primas oriunda dos países menos desenvolvidos. Dentre esses fatores incluí-se um que faz restrição a uma grande população da juventude anti-imperialista, a qual, de acordo com o NSSM-200, deve ser limitada pelo controle populacional. O documento identifica 13 nações, o Brasil dentre elas, que constituem o alvo primário dos esforços dos EUA em exercer o controle populacional.

Este Memorando foi mantido em sigilo absoluto até 1989 ( ou durante 15 anos), quando foi tornado público e transferido para o Arquivo Nacional dos EUA.

Enquanto que a CIA e os departamentos de Estado e de Defesa dos Estados Unidos emitiam centenas de comunicados sobre o controle populacional e a segurança nacional, o governo dos EUA nunca renunciou ao NSSM-200, limitando-se apenas a emendar certas porções da sua política. Por conseguinte, o governo dos EUA ainda mantém o NSSM-200 como o documento fundamental no controle da população.

Nota: embora por mim pesquisada junto à Fiocruz e o Ministério da Saúde sobre a origem da vacina anti-rubéola aplicada este ano (2009) em 68 milhões de brasileiros, aquela Fundação informou que não foi ela quem a fabricou, enquanto o Ministério da Saúde, que acusou o recebimento da indagação, até hoje não a respondeu, decorridos seis meses. A vacinação em massa é um ótimo meio de se inocular componentes esterilizantes.

O DIÁLOGO INTERAMERICANO

Aproveitando o aparente caos político e institucional na América Latina, em seguida à Guerra das Malvinas e à crise da dívida externa, ambas em 1982, interesses internacionais moveram-se rapidamente buscando manter seu domínio político e econômico na região. Em junho, julho e agosto de 1982 foram organizados três seminários para debater as repercussões da Guerra das Malvinas nas relações interamericanas, sob os auspícios do Centro Woodrow Wilson, uma espécie de banco de cérebros, com sede em Washington.

Desses seminários surgiu a ideia do Diálogo Interamericano e, de outubro de 1982 a março de 1983, o Centro patrocinou uma série de reuniões já dentro dessa ideia, nas quais 48 delegados da América Latina, a título pessoal, debateram um longo temário. FHC, presente, subscreveu a ata de fundação, sendo portanto, um de seus idealizadores. A fundação do Diálogo se deu em 15 de outubro de 1982 e contou com a presença do então Secretário de Estado George Shultz e do Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Thomas Enders. A partir daí, o Diálogo reunir-se-ia a cada dois anos.

Esta estratégia, todavia, só começou a vir à luz a partir do início da crise da dívida externa ibero-americana, em 1982-1983, com a criação do cartel dos bancos credores – liderados pelos interesses Rockefeller – o qual se propunha a elaborar uma nova formulação para garantir aos credores o recebimento sem riscos dos rendimentos da dívida externa dos países do Terceiro Mundo.

No Brasil, este cartel influiu enormemente durante os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, onde um ativo lobby na Subcomissão da Ordem Econômica esteve a ponto de impor várias de suas ideias privatizantes, como foi oportunamente denunciado num Memorando Especial da revista Executive Intelligence Review – EIR – em junho de 1987.

DEBT - FOR – EQUITY

A estratégia dos bancos começou a materializar-se a partir de uma reunião em Vail, Colorado, USA, em agosto de 1983, onde o então consultor da empresa Kissinger & Associates e diretor do Banco Morgan Guaranty, Alan Greenspan (que viria a se tornar presidente do FED – Banco Central dos EUA), expôs as linhas gerais da nova política dos bancos: converter os títulos da dívida externa em poder dos bancos em títulos de posse de “ativos nas nações devedoras”. Na reunião, ficou determinada a suspensão total de novos créditos bancários aos países do Terceiro Mundo, para obrigar seus governos a adotarem o esquema proposto, que ficou conhecido como Debt-for-Equity (dívida por ativos), em detrimento de suas soberanias.

Segundo Greenspan, “está claro que, em lugar dos tradicionais empréstimos bancários privados, deve haver um grande número de investimentos diretos e acessos aos mercados de ações dos países menos desenvolvidos. Não podemos continuar a colocar dívida nova nos moldes tradicionais, porque isto cria situações críticas de pagamentos que os devedores não poderão cumprir, o que constitui uma causa principal da atual crise da dívida. Com os ativos, tais situações não existem... Devemos converter dívidas em ativos... Esses países devedores têm saldos de exportação e matérias-primas, o problema é: de que forma os credores teriam acesso aos ativos? Devemos ter formas de pagamento que não estejam especificamente relacionadas aos próprios limites de pagamento da dívida, mas aos futuros rendimentos das exportações e das explorações das matérias-primas”.

O encontro de Vail reafirmou o papel do FMI – Fundo Monetário Internacional – como o executor da nova estratégia, qual seja: impor políticas econômicas de submissão e austeridade para “espremer” os países credores e abrir caminho para as reformas financeiras e bancárias necessárias ao esquema.

Os apertos financeiros, resultantes da cobrança ou enxugamento dos pagamentos exercidos sobre o Brasil, Argentina e México, deveriam obedecer os pacotes do FMI e a “Nova Ordem Mundial” ou Globalização, após os governos militares.

Em 1982, a dívida externa brasileira girava em torno de 90 bilhões de dólares. Em 1992 havia duplicado, tendo atingido 240 bilhões de dólares no ano 2000.

No caso brasileiro, a detonação da dívida pelo FMI forçou e encorajou o plano de privatização das estatais, tendo como carro-chefe a privatização da Vale do Rio Doce e da hidroeletricidade, e ainda ditou as ideias para um plano mestre de privatização da Petrobrás, tudo incluído numa Carta de Intenção do FMI, que impunha a confissão da dívida e a concordância com as privatizações. FHC assinou esta carta.

A privatização da estatal Vale do Rio Doce era a prioridade do programa, pois possuía recursos minerais na área amazônica, incluindo grandes reservas em torno de 160 milhões de toneladas de nióbio, ouro, titânio e manganês, estimadas em 5 trilhões de dólares.

Nota: a Vale foi privatizada/doada por 3,3 bilhões de dólares, no governo FHC.

Também a gigantesca e estratégica hidroeletricidade, que é o único e mais eficiente modelo de matriz energética, que não tem similar no mundo ( em 1982, 90% da energia brasileira era produzida em hidrosistemas de baixíssimo custo) e, por isso, constitui grande atrativo para ser incluída na lista de prioridades do programa de privatização brasileiro, com particular interesse dos investidores estrangeiros e do cartel dos banqueiros.

O FMI ordenou e obrigou o Brasil – levado à falência por um “novo e miraculoso plano monetário temporário”, baseado numa âncora cambial e na indexação fraudulenta da inflação, de autoria do agrupamento de economistas de FHC, tendo à frente Gustavo Franco e Pérsio Arida – a executar as seguintes medidas, após 1995:

1 – Reduzir as importações em 17,5%;

2 – Destruir em 20% a força de trabalho brasileira;

3 – Proceder a uma completa e fraudulenta indexação (baixa) nas mudanças do sistema de indexação de salários;

4 – Impor o fim dos grandes projetos industriais no Brasil;

5 – Eliminar US$ 10 bilhões, em crédito subsidiado para a agricultura e industria nacional;

6 – Encorajar investidores estrangeiros a comprar e controlar empresas públicas e privadas necessitadas de capital;

7 – Implementar condições rigorosas para iniciar um grande plano de privatização das companhias estatais, incluindo as lucrativas indústrias mineradoras, de hidroeletricidade, energia e siderúrgicas estaduais brasileiras.

Nota: A Petrobrás, que deixou de ser incluída nas privatizações, quando do Diálogo Interamericano, por estar ainda protegida pelo monopólio estatal e também pelo mesmo motivo em 1995, foi objeto de um adendo, que prescrevia, entre outras medidas, que “importantes resultados e recursos de capital podem ser obtidos através das privatizações a nível de subsidiárias, tendo como candidatas óbvias a Petroquisa e a Petrofertil”.

A Petrobrás não chegou a ser privatizada por FHC devido à reação popular contrária, mas diversas tentativas foram feitas com os presidentes da empresa, Henri Phillipe Reischtul e Francisco Gros. Mas a largada fora dada, traduzida pela venda de ações da Petrobras na Bolsa de Nova York (40%) e disseminada entre testas de ferro e outros (20% no Brasil). A Petrobrás é hoje uma transnacional.

8 – Reduzir a expansão demográfica, como conseqüência da destruição da força de trabalho e da política de desemprego.

O PROJETO ANTIMILITAR

Na reunião de 1988 do Diálogo Interamericano (DI) em Washington, já acrescido de novos membros, foram acordadas as políticas e estratégias a serem adotadas para o domínio da América Latina e do Caribe. A divulgação deste evento resultou num modesto documento, sem entrar em pormenores, em função da gravidade dos assuntos tratados e da necessidade de sigilo. Todavia, no livro “ O Complô” (EIR, 1993, pg. 100, vide ref.), encontramos: “O traço mais marcante do relatório de 1988 do DI é o seu virulento ataque aos militares ibero-americanos”. Portanto, o documento apresentado não era tão modesto assim.

Possuia o DI, em 1988, 70 fundadores, dentre os quais destacamos as “personalidades brasileiras” presentes : Sr. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do CEBRAP; Sr. Celso Lafer, Ministro do Desenvolvimento; Sr. Roberto Civita, Presidente da Editora Abril. Mais tarde, a reunião do DI de 1992 contou com a presença do Sr. Luis Inácio Lula da Silva, convidado por FHC.

Foi questionada a missão dos militares (ainda fruto da repercussão da Guerra das Malvinas), contrários a aceitar a transformação do nosso território em uma imensa fazenda exportadora de matérias-primas e de produtos semi-manufaturados e sub-valorizados. O foco dos países ricos passou a ser não mais somente os movimentos comunistas, que já não eram considerados tão perigosos “após o fim da guerra fria”, mas também as ações dos militares em defesa de suas respectivas soberanias nacionais.

Em fins de 1986, o DI pôs em marcha um projeto que culminou com a publicação, em 1990, do “Manual Bush”, uma obra antimilitar, que sugeria o desencadeamento de uma guerra econômica contra os militares latino-americanos, assinalando que “o nível de recursos a ser destinado aos militares” deveria ser questionado e alterado, como uma das formas mais efetivas de “conter a influência das Forças Armadas” nos países ao sul do Rio Grande (fronteira com o México). Defendia também a substituição das Forças Armadas dos países subdesenvolvidos, .notadamente da América Latina, por forças regionais de defesa, com o título de Força Interamericana de Defesa.

O ex-presidente FHC, um dos fundadores do DI, em 1982, foi quem, a partir de 1995, em atendimento a esta política imposta, deu início ao sucateamento das Forças Armadas e que até hoje persiste, pondo em risco a segurança da Nação. Também, atendendo a uma declaração do Secretário de Defesa dos EUA, William Perry, em visita ao Brasil, em 1995 ( O Globo, de 06/05/1995) diz textualmente “que o seu governo quer que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentivar isso, assim como a ideia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas”.

O “agachado”e comprometido FHC atendeu prontamente, criando o Ministério da Defesa, em 1999, tirando todo o poder político dos antigos comandantes das três Forças Armadas.

O CONSENSO DE WASHINGTON

O que se denomina informalmente de “Consenso de Washington” é o resultado de uma reunião levada à efeito na capital dos EUA, em novembro de 1989, entre funcionários do governo norte-americano e organismos financeiros internacionais ali sediados – FMI, Banco Mundial e BID - cujo objetivo era proceder a uma avaliação das reformas econômicas empreendidas pelos países da América Latina. Estiveram presentes diversos economistas latino-americanos e funcionários de diversas entidades norte-americanas e internacionais envolvidos com a América Latina.

Embora com formato acadêmico e sem caráter deliberativo, o encontro propiciaria oportunidade para coordenar ações por parte de entidades com importante papel nessas reformas. Por isso mesmo, não obstante sua natureza informal, acabaria por se revestir de significação simbólica, maior que a de muitas reuniões oficiais no âmbito dos foros multilaterais regionais.

A avaliação objeto do Consenso de Washington abrangeu 10 áreas:

1. disciplina fiscal;

2. priorização dos gastos públicos;

3. reforma tributária;

4. liberalização financeira;

5. regime cambial;

6. liberalização comercial;

7. investimento direto estrangeiro;

8. privatização;

9. desregulação;

10. propriedade intelectual.

As propostas do Consenso de Washington nas 10 áreas convergem para dois objetivos básicos:

- a drástica redução do Estado e a corrosão do conceito de Nação

- o máximo de abertura à importação de bens de serviços e a entrada de capitais de risco.

Tudo em nome da soberania absoluta do mercado autoregulável nas relações econômicas tanto internas quanto externas.

Dos tecnocratas nomeados por FHC, no seu 1º mandato para implementar o Plano Real, tais como Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Bresser Pereira, Eliana Cardoso e outros, vários deles integravam o grupo que participou da reunião em Washington, em 1989, durante o qual foi realizado o estudo do diagnóstico sobre o Brasil elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas (o mesmo que foi recentemente preso por duas vezes seguidas e a seguir liberado pelo STF. Deve saber muita coisa, daí advém o temor de que ele “solte a língua”, temor este que se liga diretamente à FHC.

ONGs

Como disse David Rockefeller, numa das primeiras reuniões do DI, em 1982:

“E a maior parte da Amazônia, quem dominar a Vale, dominará a Amazônia”.

Podemos, portanto, aí inferir o atual interesse das ONGs e das potências hegemônicas na demarcação das terras indígenas (Reserva Ianomâmi e caso Raposa-Serra do Sol).
Muitos dos minérios citados acima (ver Debt-for-Equity), principalmente o estratégico nióbio, encontram-se nas reservas mencionadas. Entre os principais interessados, estaria a realeza britânica, na pessoa do Príncipe Charles e sua ONG, a WWF (World Wildlife Fund). A presença do Príncipe Charles no Brasil, este ano, quando da criação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol e também quando da TI (Terra Indígena) Ianomâmi, atestam esta cobiça.

A homologação da TI Raposa-Serra do Sol, pelo STF, neste ano de 2009, para gáudio de Sua Alteza, é um acinte ao povo brasileiro, principalmente quando se tem ciência da existência de um objetivo não mais fortuito de “balcanização” da Amazônia, com a criação de diversas “nações indígenas” que uma vez homologadas se apossariam de imensas reservas minerais e rica biodiversidade.

O ENIGMA LULA

“Aparentemente incompreensível, na lista dos membros do Diálogo Interamericano na reunião de 1992, é a presença do atual presidente da República, Sr. Luís Inácio Lula da Silva, lado a lado com FHC, Lula, então presidente de honra do PT e candidato à Presidência da República, e que frequentemente atacava a “política” empreendida pelo presidente FHC, a qual nada mais era do que o fiel cumprimento das normas ditadas pelos “donos do mundo” através do Diálogo Interamericano”. (Marcos Coimbra em “Brasil Soberano”)

Segundo consta, no passado político de Lula existem passagens, como aluno (1968), pelo Iadesil (antigo Instituto Americano para o desenvolvimento do Sindicalismo Livre), escola de doutrinação mantida em São Paulo, pelos norte-americanos da AFL-CIO, que manteve financeiramente a CUT, com apoio da social-democracia italiana; pelos EUA, em 1972/1973, quando foi treinado em sindicalismo na Johns Hopkins University (o Lula fala inglês?), em Baltimore, USA (“Jogo Duro”, Mario Garnero, Editora Best Seller, pgs. 130 a 132), foi membro da AFL-CIO (não sei se ainda continua), a Central Sindical Americana, onde criou amizades com Stanley Gacek e John Sweeney, respectivamente advogado sindicalista da área internacional e o outro é o atual presidente da mesma.

Recentemente, quando da viagem de Lula aos EUA para entrevista com o Presidente Barack Obama, “foi tomar a benção” primeiro com o Presidente da AFL-CIO, Sweeney. Porquê? Segundo Fernando Tollendal, “o PT e a CUT foram criados sob inspiração norte-americana, para cindir a completa hegemonia que os comunistas antes detinham no movimento sindical brasileiro”.

É de se supor, por conseguinte, que algum comprometimento tenha o Sr. Lula assumido com as diretrizes do FMI, senão como julgar as suas atitudes em harmonia com as ações de FHC durante todo o seu primeiro mandato e só recentemente, em setembro de 2007, com a retirada de 41 blocos da 9ª Rodada da ANP, 26 na área do pré-sal, veio a esboçar uma ligeira reação ao status quo imposto por FHC durante o governo dele. Mas, parou por aí. Veja-se abaixo:

CONCLUSÃO

Em que pese o avanço que representa as modificações do marco regulatório, ora propostas pelo governo, sobre à situação anterior estabelecidas pela Lei 9478/97:

A proposta do governo para o pré-sal, por não prever a retomada total do monopólio estatal, é frustrante”.

Fica difícil situar a posição do presidente Lula no atual contexto, ainda mais quando se leva em conta que ele, como candidato à Presidência, havia prometido instalar a CPI das Privatizações, a qual chegou a ser instalada no seu governo, porém morreu no nascedouro. Não tinha ele uma arma nas mãos? Ameaçar a oposição com a reinstalação da CPI das Privatizações, caso levassem avante a CPI da Petrobrás, quando ainda ideia? E, porque não o fez?

Após a apresentação dos quatro Projetos de Lei, pelo governo atual, contendo as modificações propostas no marco regulatório, e tendo em mente o exposto acima, não é difícil explicar o porque da tentativa (por enquanto) da adoção de:

- O sistema de partilha(?) – o que seria INQUESTIONÁVEL é todo o petróleo para o povo brasileiro

- A continuidade dos leilões da ANP (?);

- A criação da nova estatal – a PETROSAL (?);

- Por que não a restauração da Lei 2004/53, com adaptações, em substituição à Lei 9478/97(?) e,

- Por que não a recondução da Petrobrás (100% estatal, com a recompra das ações) à condição de executora do monopólio estatal(?).

O ideal mesmo teria sido o Contrato de Prestação de Serviços, única e exclusivamente, como bem se houve durante a vigência do monopólio estatal.

La revanche du Sud - Le Monde, 11 de junho de 2008 (trad. A. Pertence):
“ Uma empresa séria procura parceiros, basicamente, por três razões: carência de capital, carência de tecnologia e excesso de risco. A Petrobrás não se enquadra em nenhum dos três casos. Capital não é problema. Os lucros da empresa nos últimos dez anos têm sido astronômicos. Em relação à tecnologia, a Petrobrás, em seu campo, é líder mundial há décadas no desenvolvimento e domínio de tecnologias para exploração e produção em águas profundas e parte agora para mais um salto tecnológico, ao descobrir áreas muito mais promissoras abaixo da camada de sal, na plataforma continental em águas ultraprofundas. Quanto ao risco do negócio, a situação é idêntica. A Petrobrás foi progressivamente criando “expertise” e hoje suas chances de sucesso nesta nova fase são consideráveis. Ainda assim, nas novas descobertas ocorridas, especialmente na Bacia de Santos, tomamos conhecimento que há parceiros do Norte que irão usufruir dos bônus que a parceria com a Petrobrás lhes confere. No caso da exploração e produção de petróleo e gás no mar brasileiro, a regra do jogo vigente é clara em ensinar que empresas na situação da Petrobrás deveriam dispensar taxativamente qualquer oferta de parceria. No entanto, a Petrobrás as tem. Durma-se com um barulho desses!”

O Brasil, em seus quinhentos e nove anos de história, já passou por diversos ciclos de espoliação, começando por aquele que praticamente extinguiu o Pau Brasil, o do ouro, do açúcar, do café e o da borracha e, se bobearmos lá se vai o Pré-Sal. Chega de subserviência. Vamos à luta.

E para concluir, parafraseando o colega da AEPET, Raul Bergmann, do Rio Grande do Sul:
“parece que a única urgência no caso do Pré-Sal é a retomada para a União da propriedade integral do petróleo, garantindo que toda a cadeia produtiva do Setor fique sob controle do Estado Brasileiro, para não acarretar entraves, por interesses particulares, ao Desenvolvimento Sustentável do País”.

REFERÊNCIAS

- O COMPLÔ para aniquilar as Forças Armadas e as nações da Ibero-América (EIR – Executive Intelligence Review, 2ª Edição, março de 2000)

- Os Cabeças-de-Planilha (Luís Nassif – 2ª Edição – Ediouro, 2007)

- Brasil Soberano (Marcos Coimbra, - Ed. Autor, 2009)

- Kissinger Report 2004 – A Retrospective on NSSM-200 (Human Life International)

- A Verdadeira História do Clube Bilderberg (Daniel Estulin, Editorial Planeta, 2005)

- EIR – Memorando Especial: Brasil: Soberania sob Ataque (1989)

- Diversos artigos na Internet de autores diferentes, entre os quais podemos citar:
Adriano Benayon, Carlos I. S. Azambuja, Pedro Porfírio, Gélio Fregapani, Paulo Nogueira Batista, CMI Brasil

João Victor Campos é Diretor Cultural da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras). Artigo publicado no Aepet Direto (www.aepet.org.br) que circula em 28 de setembro.

Muito além da CPI da Petrobras

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por João Batista Vinhosa

O jornal do Sindipetro (sindicato dos petroleiros) denunciou, de maneira explícita, a ocorrência de corrupção na constituição da GEMINI – sociedade formada pela Petrobras com a White Martins para produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito (GNL). Lideranças sindicais ameaçaram incluir a questão da GEMINI na Campanha pela Nacionalização do Petróleo e Gás, e, também, levar o caso ao Ministério Público.

Em 2007, um detalhado dossiê foi oferecido à Ministra Dilma Rousseff – que, do início do primeiro Governo Lula até junho de 2005, acumulou as duas principais funções na área do petróleo: Ministro de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cargo que ocupa até os dias de hoje.

Em maio de 2009, um dossiê revisto e atualizado (10 folhas de texto e 25 documentos anexos) foi novamente oferecido àquela em cuja área foi arquitetada a espúria sociedade. Para aumentar a probabilidade de chegar à Ministra Dilma, tal oferecimento foi formalizado por meio de carta protocolada nos dois locais onde ela poderia ser encontrada: na Presidência da República e na sede da Petrobras.

Em programa da Web Rádio Petroleira, a sociedade GEMINI foi acusada de ser um crime de lesa-pátria que beneficiou o grupo norte-americano Praxair Inc. – proprietário da totalidade das quotas da White Martins.

A constituição da GEMINI foi acusada de comprometer diretamente a alta direção da Petrobras, que – por ação ou omissão – avalizou a espúria sociedade.

Por fim, a omissão da alta direção da Petrobras permite inferir que certos estão os líderes petroleiros que afirmam que há alguma coisa muito “suja” envolvendo a GEMINI.

TCU impedido de atuar

A divisão societária – Petrobras (40%) e White Martins (60%) – blindou a GEMINI contra a fiscalização do TCU, pelo fato de a União não ser a sócia majoritária da sociedade.
A GEMINI contratou (eternamente e a preços sigilosos) sua sócia majoritária para a prestação de todos os serviços necessários a colocar o GNL nos clientes; eternamente, porque o Acordo de Quotistas, vinculado ao Contrato Social, deu a opção à White Martins de continuar prestando tais serviços para sempre, bastando que, numa eventual licitação futura, ela equipare seus preços aos preços da proposta vencedora.

Pelo acima exposto, constata-se que, sem ferir a legislação, a Petrobras levou sua sócia ao paraíso empresarial: a White Martins – por ter a GEMINI como cliente cativa – poderá auferir lucros incalculáveis, mesmo que a GEMINI seja altamente deficitária.

MPF: preocupações com a idoneidade da White Martins

Em resposta ao questionamento feito pelo Sindipetro sobre a idoneidade da empresa escolhida para ser sua sócia, a direção da Petrobras afirmou que nenhum dos processos contra a White Martins tinham tido sentença condenatória transitada em julgado. Indiscutivelmente, é por demais preocupante constatar que a Petrobras justifica a idoneidade de seus sócios com o fato de contra eles não haver sentença condenatória transitada em julgado; com esse critério de avaliação, o contribuinte corre o risco de, a qualquer momento, ver a Petrobras se associando à famigerada Gautama.

Deve ser ressaltado que no histórico dos atos lesivos ao patrimônio público praticados pela White Martins encontram-se superfaturamentos contra o Exército Brasileiro, contra a ABIN, e contra hospitais do governo, além do crime de formação de cartel.

É de se destacar que o Ministério Público Federal (MPF) não manifestou a mesma tranqüilidade da Petrobras. Pelo contrário, ao decidir sobre uma Representação que questionava a idoneidade da sócia majoritária da GEMINI, o MPF afirmou que eram pertinentes as preocupações com o histórico da White Martins, por estar a empresa envolvida em diversos episódios de malversação de recursos públicos.

Inconstitucionalidade anunciada

A GEMINI dispõe de uma única unidade de liquefação. Localizada em Paulínia-SP, tal unidade recebe o gás natural de um ramal de gasoduto saído diretamente do gasoduto Brasil-Bolívia. Depois de liquefeito, o produto é levado aos clientes em carretas. Para ser utilizado pelos consumidores, o GNL é aquecido, voltando ao estado gasoso.

O fato de a Petrobras vender o gás natural diretamente para a GEMINI – sem a intervenção da concessionária estadual – contraria a Constituição (conforme consta do Parecer elaborado pelo Senador Jarbas Vasconcelos, Relator da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal no Projeto de Lei da Câmara nº. 90 de 2007, que dispõe sobre atividades relativas ao Gás Natural).

Além de inconstitucional, o fato de a GEMINI receber sua matéria prima diretamente da Petrobras inviabiliza outros concorrentes no mercado de GNL, pois, com toda a certeza, ninguém vai se arriscar a concorrer com uma gigante que recebe a matéria-prima a preços privilegiados.

O fascínio dos preços sigilosos

Como se sabe, os preços do Gás Natural que a Petrobras repassa à GEMINI e os preços dos serviços que a White Martins presta à sociedade são absolutamente sigilosos. A seguir, detalhes do processo judicial movido pela GEMINI contra a determinação do CADE que proibia o sigilo no preço do Gás Natural a ela repassado pela Petrobras.

Na decisão que indeferiu a liminar requerida pela GEMINI contra o CADE, o Juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz, da 20ª Vara da Justiça Federal em Brasília afirmou categoricamente que “conhecendo a forma como é feita a remuneração dos integrantes do CONSÓRCIO GEMINI, os concorrentes poderão fiscalizar a atuação da PETROBRAS, saber, dia a dia, se a PETROBRAS está ‘jogando limpo’, ou está tentando beneficiar o consórcio de que é parte”.

Apesar da decisão judicial acima referida não fazer nenhuma menção ao fato, acontece que – na aventada hipótese de a Petrobras tentar “beneficiar o consórcio de que é parte” – o verdadeiro beneficiário da ilegalidade seria o grupo norte-americano Praxair Inc., proprietário da totalidade das quotas da White Martins.

Outro aspecto merecedor de alta suspeição é o transporte do GNL para os clientes, a partir da única unidade de liquefação da GEMINI, situada em Paulínia-SP.

Considerando que quanto mais distante de Paulínia se localizar o consumidor de gás natural, mais lucrará a White Martins, lícito é de se esperar que a “transportadora-sócia majoritária” esteja estimulando o consumo do produto em regiões distantes da unidade de liquefação, como já acontece com Brasília e Goiânia.

Necessidade de mudança na legislação do petróleo

O caso GEMINI demonstra a necessidade da seguinte mudança na legislação do petróleo: a Petrobras e suas subsidiárias deverão ser impedidas de se associarem minoritariamente a outras empresas em projetos a serem executados no território nacional; tal mudança evitaria a blindagem da sociedade, relativamente ao TCU.

Contrariamente, a permissão legal para a Petrobras ser sócia minoritária em projetos desenvolvidos no exterior deve continuar. Essa permissão se justifica pelo fato dela aumentar a capacidade competitiva da Petrobras no mercado internacional: caso apareça uma oportunidade na Nigéria, por exemplo, é natural que o dono da matéria prima reserve a si o direito de ser o sócio majoritário do empreendimento.

Oferecimento do dossiê

O dossiê cujo oferecimento não mereceu a aceitação da Ministra Dilma Rousseff é intitulado DOSSIÊ GEMINI: MAIO DE 2009. Nele existem, inclusive, links para matérias publicadas no jornal do Sindipetro denunciando corrupção na constituição da sociedade da Petrobras com a White Martins. Tal dossiê se encontra à disposição de todos aqueles que manifestarem intenção de recebê-lo, bastando, para tanto, solicitar ao autor, que subscreve a presente.

João Batista Pereira Vinhosa é Professor e ex-Conselheiro do extinto Conselho Nacional do Petróleo. E-mail: joaovinhosa@hotmail.com

Trapalhões da diplomacia

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ernesto Caruso


Entre as desgraças televisivas dos abusos sexuais sobre indefesas e inocentes crianças por avô, tio e padrasto, sobre os produtores rurais que têm que dobrar a produção “na lei ou na marra”, ou perdem as terras como querem Lula – Dilma ­– MST, lembrando Goulart – Brizola – Ligas Camponesas, surgem sob os holofotes os trapalhões da diplomacia a desconcertar o que estava afinado pelos Poderes constituídos, harmônicos e independentes da pequena Honduras, diverso deste bagunçado, ébrio e prostituído país.

Lua-Sgt Pincel com cartola e fraque apela para a platéia interrogando que se deve acreditar nas palavras dele ou dos golpistas, maquiado pela longa experiência nos palanques-picadeiros, como grande ilusionista, tirando leite de pedra, moeda de nariz e relógio, tudo o que pode, escondendo com maestria. Aos olhos do mundo, diretamente dasONU.

Amoril-Dedé faz um gesto com o dedo indicador — como se fosse um fuzil, como diz — voltado para a própria cabeça, olhar pequeno, arregalado, garoto esperto, divertido, afiançando que o Exército daquela nação, alvo da sanha vermelha Chávez-Morales-Fidel, que só deseja alternância no poder, depôs um presidente eleito.

Magtoptop-Zacarias (Zacarias de alegre memória) chama a unanimidade legalmente estabelecida, constitucional de Honduras, não aliada-combinada-mancomunada como cá, de golpistas e mentirosos. Só faltou dar aquele rizinho de ironia e repetir o gestual célebre que caracteriza o seu comportamento às escondidas, mas captados pelas câmeras indiscretas.

Atores respeitados que fazem palhaçadas para a alegria da petizada e não governantes aloprados que agem em benefício da petezada.

Só os vendo com zombaria, pois é humanamente impossível observá-los sob outro prisma, tal o descaramento e a coragem dessa gente como dispõe dos microfones e imagens enganando, pois eles próprios menosprezam a inteligência dos outros e agridem os princípios que norteiam as relações entre as nações. A autodeterminação não é considerada, as regras de asilo são desprezadas.

A normalidade, os fatos históricos tradicionais, relevantes e registrados, expõem que alguém perseguido politicamente em seu país busca abrigo em uma Embaixada e que via de regra, após gestões diplomáticas, se lhe concede salvoconduto para sair como asilado. Nem sempre muito fácil, principalmente em se tratando dos países comunistas.

Foi assim, com o Cardeal Jószef Mindszenty refugiado até 1971 na Embaixada norte-america­na em Budapeste, ele que fora condenado à morte, depois prisão perpétua, pelo regime comunista em 1949 e libertado por ocasião da Revolução Húngara de 1956 (na foto com os seus libertadores), reprimida pelo exército russo.

Em Honduras se deu o contrário, o impedido legalmente, como Collor, já fora daquele território retorna afrontosamente para ser acolhido na Embaixada do Brasil. Não a respeita. Leva uma turba, um bando, guardacostas, a invade, toma de assalto, faz dela um palanque, típica ação do MST, com discursos desafiantes e apoiados pelo governo LULA/AMORIM/GARCIA, que fomenta a anarquia para produzir mártires , mortos e feridos, por eles dito, e repetido pelos repórteres.

O incrédulo disso tudo no contexto da nefasta ação governamental nas áreas da segurança, crimes e mais crimes, cada vez mais bárbaros, pelos maus exemplos que dão; da saúde, com tanta gente desassistida e morrendo nas portas de hospitais, perambulando de porta em porta em busca de socorro; da educação, com os professores, muitos dos quais adeptos do PT, agredidos por alunos enfurecidos, drogados, com o parãmetro do ministro-funkeiro.

Honra seja feita. Os telejornais, de um modo geral, mudaram os pronunciamentos. Hoje informam o desrespeito de Zelaya aos ditames constitucionais e o seu afastamento imposto pela Justiça de Honduras.

O Exército daquele país cumpriu com as suas obrigações com a Pátria e não com governos e poderes carcomidos.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

Apostando contra o tempo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Olavo de Carvalho

Quando comecei a alertar os leitores quanto ao Foro de São Paulo, mais de uma década atrás, ainda era possível fazer alguma coisa para deter, sem muitas dores ou traumas, o crescimento do monstro. Agora, que ele tem o apoio do governo americano e transformou a OEA em instrumento de suas ambições ilimitadas, só atos de bravura incomum, sustentados numa visão estratégica implacavelmente lúcida, podem livrar a América Latina do risco iminente - ou promessa segura - de uma ditadura socialista continental. Mas será concebível que duas décadas de adestramento contínuo na prática da covardia e da alienação produzam de repente uma explosão de coragem e lucidez?

Sei que, medido na escala mental da elite brasileira, o problema, ainda hoje, parece nem existir. Basta ler as palavras entusiásticas com que o presidente da Confederação Nacional da Indústria, deputado Armando Monteiro Neto, saudou o presidente da República ao homenageá-lo com o Grande Colar da Ordem do Mérito, conferido por aquela entidade:

"A abertura ao diálogo marcou sua história e, no presente, se consolidou como característica de seu governo... Com uma agenda de preservação dos fundamentos macroeconômicos e de inovação social, o Brasil se diferenciou. Ganhou confiança interna e transformou-se em exemplo para a América Latina e o mundo" (V. http://pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=80330&Itemid=195).

Não digo que a "preservação dos fundamentos macroeconômicos" tenha sido de todo irreal. Digo, sim, que julgar só por ela o desempenho de um presidente, ignorando que a política econômica do presente governo se enquadra na estratégia maior de dominação continental do Foro de São Paulo, é coisa de um oportunismo imediatista imperdoável, voluntariamente cego para as conseqüências históricas de suas opções de momento.

Já expliquei e vou explicar de novo, com requintes de didatismo que normalmente só seriam necessários no ensino pré-escolar: O Brasil foi o criador e é o centro de comando do Foro de São Paulo; como tal, fica na retaguarda, orientando e protegendo as vanguardas incumbidas das ações táticas mais imediatas, espetaculosas e arriscadas.

Acalmar e até contentar o empresariado local é a condição sine qua non para que o governo petista possa, sem risco de crises e hostilidades, ir fortalecendo discretamente a máquina de guerra do Foro de São Paulo, já hoje habilitada a ocupar manu militari o continente inteiro, só não o fazendo para não correr o risco de abortar um processo que, pelas vias mais indiretas da política, da subversão cultural e do fomento ao banditismo, se anuncia de sucesso praticamente inevitável.

Afinal, o governo que "preserva os fundamentos macroeconômicos" é o mesmo que acoberta a ação das Farc no Brasil, aplaude todos os arreganhos militaristas de Hugo Chávez, abre o nosso território à ocupação por organismos internacionais e sacrifica até os mais óbvios direitos da nação para favorecer o crescimento dos governos de esquerda nos países em torno.

Quando um presidente explode de indignação e chega a desferir palavrões contra um de seus próprios ministros pelo simples fato de que este cedeu à tentação de defender os interesses nacionais em vez de sacrificá-los à cobiça estrangeira (v. http://congressoemfoco.ig.com.br/coluna.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=29210), é óbvio que algo de muito estranho, para não dizer de abertamente criminoso, se passa nas altas esferas da República, transformadas em agentes locais de um esquema internacional de dominação.

Ajudando a consolidar o poder e prestígio desse governo, por simples gratidão a pequenas vantagens momentâneas que ele lhe oferece, a Confederação Nacional da Indústria contribui, involuntariamente decerto, para que em breve tempo o Brasil se transforme numa singularidade geopolítica jamais vista no mundo: uma nação capitalista cercada de regimes comunistas e governada pelo próprio agente que os criou.

Quanto tempo durará esse capitalismo quando o processo da revolução continental em torno estiver completado, é pergunta inteiramente desnecessária: ele durará o tempo exato para que cada empresário escolha entre submeter-se a um comissário político ou transformar-se ele próprio em comissário político.

Em tempo: Kenneth Maxwell, aquele mesmo consultor do CFR segundo o qual o Foro de São Paulo não existe (v. www.olavodecarvalho.org/semana/11232002globo.htm), aparece agora na Folha (onde mais poderia ser?) jurando que "os latino-americanos são unânimes em seu apoio a Manuel Zelaya, o presidente hondurenho derrubado".

Já desisti de pensar que o problema desse pretenso historiador é incompetência. Ninguém com diploma de curso primário pode crer seriamente que um governante foi derrubado por falta de inimigos. Maxwell é mentiroso, ponto final. É um desinformante profissional. Eis o único motivo pelo qual é tão apreciado pelo jornal do sr. Frias, órgão da mídia desconstrucionista que não acredita na existência da realidade.

Olavo de Carvalho é Jornalista e Filósofo. Publicado no Diário do Comércio de SP, 21 de agosto de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Momento decisivo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Adriano Benayon


Há bastante tempo trato do colapso mundial e de suas seqüelas. Insisto nesse tema, porque se está diante de algo cuja dimensão implica um salto de qualidade, para baixo, na história do homem.

A tendência é instalar-se longo período de trevas, como na Europa no final da Idade Média, ou ainda pior: o império totalitário, que se quer implantar em definitivo, controlando os recursos tecnológicos e tudo mais. É, portanto, importante que se despertem consciências para evitar a supressão da humanidade, em andamento por conta desse desígnio da oligarquia concentradora.

Continuam em expansão imensas bolhas especulativas nos mercados financeiros mundiais, aumentadas por meio de mais emissões de moeda e de títulos que as dinastias oligárquicas forçam os governos a fazer.

Nada disso foi revertido. Bem ao contrário. Entretanto, políticos e grande parte da mídia, na Alemanha e na França comemoram o “próximo fim” da crise e a recuperação da economia, porque as estatísticas indicam ligeira elevação no PIB desses dois países, de abril a junho, além da alta das bolsas de valores.

A causa dessa alta, que infla mais as bolhas, é que parte dos trilhões de euros despejados nos bancos são aplicados nessas bolsas e nas de mercadorias, como mostrei em artigo deste mês, “Às vésperas do desenlace”.

Leia-se Ulrich Rippert, na Global Research, em 23.08.2009:

“Comparada com um ano atrás, a economia alemã apresenta declínio de 7%. Dentro de poucos meses, o esquema alemão de ‘dinheiro para sucatas’ vai expirar, acelerando a queda da indústria automobilística e de autopeças. As conseqüências para as indústrias siderúrgica, química e de máquinas ferramentas alemãs já se fizeram sentir.”

Mesmo na França e na Alemanha, onde - ao contrário do Reino Unido, da Espanha, da Itália e da maioria dos demais na Europa - o Estado ainda não se considera falido, as dívidas públicas crescem vertiginosamente. Há, pois, sérias dúvidas sobre a capacidade financeira e política dos governos de conceder novos pacotes trilionários para cobrir os rombos das antigas bolhas, não de todo rebentadas, e os das mais recentes.

É o que acontece em maior dimensão nos EUA, onde o Tesouro federal e os dos Estados têm dívidas incontroláveis.

Cito Bob Chapman (Global Research, 13.08.2009): “A bolha do FED em favor de Wall Street, vai precisar de, pelo menos, US$ 2 trilhões mais em 2010, apenas para que a economia não soçobre.”

Há liquidações em massa por fazer nos bancos e indenizações de seguros. O que o Tesouro dos EUA e o FED terão de meter nisso ultrapassa, em muito, os US$ 23,4 trilhões já despejados, usando dinheiro dos contribuintes e emitindo moeda e títulos públicos.

Aduz Chapman que o FED está em processo de monetizar US$ 2 trilhões em títulos do Tesouro e das agências públicas da área imobiliária, bem como obrigações em colateral, detidas por emprestadores. Diz mais: “É segredo o que o FED está pagando por esses papéis quase sem valor.”

Enquanto isso, órgãos da imprensa mundial transbordam de otimismo: O semanário Die Zeit, de Hamburgo: “Finalmente, a Recuperação!” O New York Times: “Banqueiros de Investimentos estabelecem tendência de alta.” E o Wall Street Journal: “Mais progresso no mundo dos negócios”

Rippert observa que essas manchetes lembram as de 1931, quando as bolsas haviam recuperado parte do perdido em 1929, embora, em 1931, a depressão estivesse em marcha. Como tenho afirmado, ela só terminou nos EUA em 1943, enquanto a maior parte do Mundo era devastada com a 2ª Guerra Mundial.

O emprego nos EUA galopa para o fundo, já se tendo acumulado mais de 9 milhões de novos desempregados nos últimos 30 meses. Na Europa a taxa de desemprego também cresceu e aumentará mais, com a dispensa dos que estão em horário reduzido.

BRASIL

Há poucos indicadores positivos e sempre, é claro, dentro dos absurdos estruturais que fazem vegetar na miséria ou em condições inadequadas a maioria da população, em afronta a seu belo potencial e aos maravilhosos recursos naturais.

Em dois anos, de 2007 a 2009, a taxa oficial de desemprego dobrou para quase 15%. O salário médio caiu mais de 20% desde 2005. De janeiro a julho de 2009, em comparação com 2008, as inadimplências de empresas cresceram 30%, e houve queda de 24% no valor das exportações e de 30% no das importações.

Como tenho dito, o Brasil não está imune à depressão mundial, que se aprofunda. Em 1º lugar, as empresas grandes e medias estão nas mãos de transnacionais sediadas no exterior, à exceção de poucas estatais, como a Petrobrás, e alguns conglomerados privados, ainda assim com participação estrangeira.

Em 2º lugar, nas exportações os bens intensivos de recursos naturais têm participação cada vez maior, já da ordem de 70%, no total. Isso denota a estrutura semicolonial do País, uma vez que no comércio mundial a participação desses bens é da ordem de 10%.

As commodities tiveram alta em 2009, em função da especulação com o dinheiro que sobra nos países importadores, cujos detentores não investem produtivamente, em face da depressão. Com o prosseguimento desta e a acumulação de estoques, especialmente na China, a demanda pelas commodities vai cair muito.

A China, que se tornou o principal importador do Brasil, também está às portas de crise, decorrente da especulação, tendo os lucros das empresas caído 30%, enquanto o índice da bolsa de Changai se elevou em 80%. Ademais, forma-se naquele país colapso imobiliário de grande intensidade.

Há, ainda, enormes perdas à vista com o iminente afundamento do dólar. Para China, Japão e outros, o montante dos títulos em dólar é catastrófico. No Brasil, eles formam a quase totalidade das reservas. Ora, sem contar o impacto proveniente da queda econômica naqueles países, isso é suficiente para tornar insustentável a posição das contas externas.

Mesmo antes de isso ocorrer, a economia brasileira vem sendo, há muito tempo, enfraquecida por se ter tornado a zona livre de saqueio que descrevi em numerosos artigos anteriores.

A estreiteza do campo de visão, por ideologia e pela mesquinhez da ótica partidária, faz que a maioria da opinião se divida em dois grupos: 1) os que imaginam estar tudo bem, acreditando que Lula faz o melhor possível, dadas as pressões do poder econômico (estrangeiro); 2) os que crêem que as coisas estão péssimas, em face de crise ética, fomentada pela mídia e por políticos “atucanados”, cujo próprio rabo fingem não enxergar. Pretendem fazer esquecer os profundos estragos estruturais infligidos ao País nos oito anos do deletério reinado de 1995 a 2002.

Uns e outros ignoram o baixo potencial de progresso e de criação de empregos sob a atual estrutura econômica, que o próprio BNDES torna ainda mais concentrada, financiando principalmente empresas transnacionais, além de poucas estatais e conglomerados privados, como mostrou M.A. Campanella, em artigo disponível em www.horadopovo.com.br.

Vai ser precisa perspectiva bem diferente para que o Brasil se salve do naufrágio global.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br