segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governo usará Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro para acuar adversários políticos

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão


Em mais uma evidente tática de produzir escândalos no campo privado, para abafar eventuais denúncias no setor público, o governo $talinácio vende a imagem promocional de uma Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. Mais de 70 órgãos públicos atuam conjuntamente o objetivo de definir ações para evitar a ocultação de dinheiro obtido por meio de atividades ilícitas nas áreas de pecuária, combustíveis, futebol, compras públicas e comércio exterior (operações cambiais para exportação e importação).

Diretamente, no primeiro momento, os relatórios de inteligência da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro não citam nomes de pessoas nem de empresas. Mas o objetivo oculto, não declarado explicitamente, é deixar os “inimigos do Estado” ou adversários políticos devidamente acuados. Quem deve vai temer mais ainda o rigor seletivo da máquina estatal.

Inicialmente, o objetivo declarado é identificar as práticas criminosas para, em seguida, propor alterações legislativas ao Congresso e também no campo de normas da Receita Federal, da Fazenda e do Banco Central. A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro será operada em parceria com o Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi).

As remessas de dinheiro para fora do país atingiram US$ 610 bilhões no ano passado. Por isso, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro quer focar os bancos. Atualmente, os bancos não são obrigados a repassar às autoridades os detalhes de cada uma das 18 mil operações cambiais realizadas todos os dias no Brasil. Mas o BC do B registra todas as operações de remessas, pagamentos, importações, exportações e dividendos.

A autoridade monetária anota arquiva a operação, o número do contrato e as suas justificativas legais. Agora, a Super Receita Federal quer quebrar tal sigilo. A ideia consiste em criar um sistema centralizado que permitiria o controle de operações de câmbio como era feito antes pelo Banco Central. O objetivo é fechar as portas para que esses contratos não sejam mais utilizados como meio de remessas ilegais e de lavagem de dinheiro tanto para capitais que saem quanto para aqueles que entram no País.

Releia o artigo de ontem: $talinácio e a arte de estuprar

Peixe gigante

O desembargador aposentado Manoel Carpena Amorim, ex-corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio, acaba de ser enroscado pela Polícia Federal em um esquema internacional de lavagem de dinheiro.

Documentos apreendidos na casa de um casal de doleiros revelaram que o magistrado criou duas empresas offshore em paraísos fiscais para camuflar depósitos estimados em US$ 500 mil em contas de bancos da Suíça e do Principado de Liechtenstein.

Carpena Amorim negou todas as acusações de participação em um esquema internacional de lavagem de dinheiro e declarou nunca ter enviado qualquer quantia para contas bancárias em paraísos fiscais.

Caso famoso

O ex-corregedor-geral, Carpena Amorim ganhou fama pela abertura de processo disciplinar contra a juíza Márcia Cunha, da 2ª Vara Empresarial, em 2005.

A magistrada teve a conduta questionada após dar decisão liminar que permitiu à Previ e outros fundos de pensão retirar das mãos do grupo Opportunity o controle da Brasil Telecom.

No mesmo ano, Márcia denunciou o lobista Eduardo Raschkovsky por tentativa de corrupção em nome do Opportunity.

Agora, a investigação da PF revelou uma ligação entre o lobista e o corregedor.

De 2003 a 2004, Raschkovsky foi sócio de Marlene de Souza Carpena Amorim, mulher do então corregedor, e de pelo menos dois doleiros, na empresa imobiliária Ocean Coast.

Todos ganham

A venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil – fechada, amigavelmente, entre os “adversários” Lula da Silva e José Serra – já rende excelentes dividendos.

A Prefeitura de São Paulo concentrará, no Banco do Brasil, todas as suas operações e serviços bancários.

Para fechar com o BB, a prefeitura irá romper os contratos de administração da folha de pagamentos dos servidores e a centralização das disponibilidades do caixa municipal, que estavam a cargo do Itaú, além de rescindir o acordo do pagamento dos fornecedores, sob responsabilidade do Bradesco.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e os dirigentes das duas instituições financeiras farão uma quebra de contrato amigável, na qual a prefeitura pagará R$ 96 milhões de multa pela rescisão antecipada dos contratos.

Voando alto

As grandes empreiteiras estão em estado de graça com o ministro da Defesa.

Nelson Jobim apresentará a Lula, assim que ele voltar da Europa, um decreto com o modelo de concessão de aeroportos.

O decreto prevê um leque de opções de concessão, entre elas a por outorga, em que o valor pago seria destinado a um fundo para financiar os aeroportos deficitários e as malhas regionais de aviação sob administração do governo.

Freud explica

O Canal Brasil vai exibir 55 vezes, entre 27 de novembro e 31 de dezembro, os filmetes “Lula, a crônica do filme”.

São treze programetes (de seis a oito minutos) sobre o filme “Lula, o filho do Brasil”.

Detalhe para tanta exibição: Luiz Carlos Barreto, produtor do lucrativo filme sobre o genial $talinácio, é um dos sócios do Canal Brasil.

Sábado à noite, em São Bernardo do Campo, Lula se emocionou ao assistir, pela primeira vez, ao épico que conta a trajetória desde sua infância humilde em Garanhuns (PE) à ascensão como líder metalúrgico no ABC paulista.

Sucesso interplanetário

Famosa mundialmente depois que foi hostilizada por alunos da Universidade Bandeirante (Uniban), em São Bernardo do Campo, por ter ido à aula usando um microvestido, a universidade Geisy Arruda agora vai virar celebridade no mundo do samba carioca.

Geisy desfilará, em 2010, na Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra, cujo enredo será: "Com que roupa...eu vou? Pro samba que você me convidou", do carnavalesco Paulo Menezes, baseado na famosa música do imortal Noel Rosa:

Este enredo foi feito para mim. Não tenho experiência, mas vou dar o melhor de mim”.

Foi o recado da loura da Uniban, que nunca mais voltou à faculdade, mas sexta-feira passada esteve em São Gonçalo (RJ), na quadra da Porto da Pedra, onde vestiu uma curta camisa da escola (de samba), por cima de uma saia, também curta, para mostrar bem as pernas que fizeram sucesso ou geraram protestos na Uniban.

Chamar o Seu Alfredo adianta?

De um senador da oposição, relacionando as recentes denúncias contra Lula e a “homenagem” que ele recebeu em um comercial de papel higiênico Neve:

Tem uma piada que ironiza: ´O brasileiro é igual a papel higiênico: ou está no rolo; ou está na merda´”.

O senador comentou que a mesma ironia, agora, se aplica ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) – que estava “bem”, cheio de popularidade, cotado para ser o vice numa eventual chapa do o tucano José Serra, e agora tem tudo para ser detonado do poder, com um impeachment, acusado de corrupção.

Realmente, haja papel higiênico no Brasil...

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2009.

domingo, 29 de novembro de 2009

$talinácio e a arte de estuprar


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão


O apedeuta Luiz Inácio Lula da Silva – que a turma do Casseta & Planeta rebatizou de Stalinácio – não é feito de teflon. No entanto, as denúncias de irregularidades ou fatos negativos dificilmente colam no Chefão. Não porque ele seja a 33ª pessoa mais poderosa do mundo. Mas porque sua máquina de propaganda responde depressa. Seu poder defensivo inibe os eventuais ataques de inimigos ou de adversários.

Nos últimos 20 dias, Lula tomou muito chumbo. O apagão quase ofuscou sua linda imagem de “Filho do Brazil” com 80 por cento de popularidade. Também ficou preocupado com a revelação do Mário Torós, ex-diretor do Banco Central, sobre como o governo socorreu bancos durante a “marolinha” de 2008. Desgaste gigante foi o caso Cesare Battisti, com o Supremo Tribunal Federal passando a Lula a decisão final de extraditar ou não o terrorista italiano.

O desgaste gerado pelo caso Zé Laya acabou evoluindo para uma confusão com os EUA sobre as eleições em Honduras. A visita do iraniano Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil só não casou prejuízos para Lula porque o cara é mesmo um sindicalista de resultados. Conseguiu neutralizar um problema gigante fechando lucrativos acordos bilaterais com Israel. Lula fez o mesmo com os italianos, que ganharão fabricando novos tanques para o Exército. Mas pode ter problemas com a FAB - por quem tenta passar por cima – ao impor o acordo com os franceses para a compra dos caças Rafale.

Precisa lembrar de mais uma do Lulinha? A denúncia foi outro dia, mas a mídia nem se lembra mais. Em mais uma demonstração de que dá mais valor aos seus negócios familiares – e se importa menos com os princípios de democracia, transparência e boa governança -, o chefão $talinácio ordenou que a Presidência da República não divulgue a lista de 15 convidados do filho Fábio Luiz Lula da Silva, que pegaram carona de São Paulo para Brasília em um dos aviões presidenciais, no dia 9 de outubro. Até o presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, estava no voo que teve de desviar a rota para apanhar os parceiros de Lulinha.

Agora, explodiu a revelação do ex-companheiro Cesar Benjamin – que resgatou, do nada, uma história de que Lula teria lhe contado, em 1994, detalhes de como tentou estuprar um preso político, colega de cela, nos 31 dias em que ficou preso no DOPS, em 1980. Releia detalhes na edição de ontem: Lula não vai processar Cesar Benjamin por escrever que “filho do Brasil” tentou estuprar colega de cela na dita-dura Tudo indica que a denúncia faz parte do pacote de pressões da esquerda para que Lula não extradite Battisti. Lula já teria rifado o italiano em nome de futuros interesses. A famíglia da Silva já tem dupla nacionalidade italiana...

O assunto do Lula estuprador tem tudo para morrer por inanição jornalística – a exemplo das caronas do voo público do Lulinha. A grande mídia - amestrada pelas verbas publicitárias do Bolcheviquepropagandaminister – minimizou o caso ao máximo. As televisões nem tocaram na denúncia de Benjamin – que apenas evidencia o caráter predatório de $talinácio. E para garantir que a mídia amiga contasse com farto material esquecer o caso Lula no “buraco do Boi”, o esquema defensivo do Palhaço do Planalto apelou ao farto arsenal de guerra política.

Foi só convocar a Polícia Federal, junto com o Ministério Público, e veio à tona, do buraco do BOI presidencial, uma imensa cagada que sujou a estratégia até dos adversários tucanos. A mídia desviou a atenção para as imundas denúncias contra o governador do Distrito Federal. José Roberto Arruda, que estava tocado para ser candidato a vice-presidente na chapa do PSDB, agora é cabra marcado para perder o mandato.

Ontem à noite, Arruda foi mostrado no Jornal Nacional em um vídeo-denúncia recebendo dinheiro (R$ 50 mil) de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF. Agora, Arruda (DEM) é suspeito de envolvimento em um super esquema de corrupção, junto com seu vice-governador Paulo Octávio (também do DEM). É isso aí! $talinácio já ordenou: Arruda neles! Os problemas de $talinácio acabaram. Parece mais uma estratégia de limpeza das Organizações Tabajara, em parceria com o Bolcheviquepropagandaminister. Eis a arte de estuprar os inimigos ou adversários.

Tirado do foco das atenções, Lula pode voltar aos seus negócios. Esta semana sacramente, com os franceses, a compra dos caças, atropelando um relatório do Alto Comando da FAB. Se eu fosse a turma da Dassault daria de presente para o chefão, quando acabasse o mandato, uma mansão nos arredores de Paris. Ele merece. Afinal, é o poderoso chefão dos -petralhas quem decide tudo. Ave, Duce!

No próximo dia 4, Lula tem outro grande negócio para analisar. Embarca para a Alemanha. Stalinácio vai conhecer o trem bala alemão. Percorrerá, em uma hora e meia, os 290 quilômetros entre Berlim e Hamburgo. Se gostar do passeio, quem sabe a Siemens não acaba vitoriosa para construir (o hoje caro e inviável) trem bala entre RJ-SP-Campinas. Afinal, é o poderoso chefão dos petralhas quem decide tudo. Heil, $talinácio!

Só toma cuidado porque, da mesma forma como a araruta tem seu dia de mingau, o teflon uma hora também acaba irremediavelmente arranhado. Quando isto acontece, o utensílio político acaba atirado na sarjeta da História. Ou, se preferir, no Buraco do BOI.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2009.

Por dentro do Bolsa Família

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Alberto Carlos de Almeida

Será que algum leitor deste artigo recebe regularmente o Bolsa Família? Eu diria, com relativa certeza, que dificilmente. Quem lê jornal no Brasil, ao menos jornais com o perfil do Valor, são pessoas de grau superior, os assim chamados formadores de opinião, pessoas de renda elevada que fazem parte, em maior ou menor grau, do debate político e econômico brasileiro. Trata-se de um perfil social distante do perfil médio de quem recebe o benefício social do governo federal.

Proponho que nós, leitores deste jornal ou deste blog, pensemos no Bolsa Família sob a ótica de quem o recebe. A pessoa que recebe esse benefício social reside, na maioria dos casos, em regiões com pouco ou nenhum dinamismo econômico. Esqueçamos por ora a prosperidade da cidade de São Paulo com a sua Mesopotâmia, as residências, os escritórios e os restaurantes que ficam entre os rios Pinheiros e Tietê. O ponto de vista dessa cidade, e dessa região específica de São Paulo, não serve para entender o significado do Bolsa Família para quem o recebe.

Alguns críticos de São Paulo, muitas vezes cariocas, dizem que se trata de uma cidade cheia de restaurantes cercados por escritórios. O interior pobre do Brasil, onde predomina o Bolsa Família, caracteriza-se por um grande aglomerado de casebres cercados de informalidade por todos os lados. É uma grande ilha, ou continente ilhado, de miséria.

Resultado: quem reside em São Paulo, na zona sul do Rio ou na Savassi de Belo Horizonte aprende desde criança que se tiver uma boa educação e trabalhar muito melhora de vida. Isso aconteceu provavelmente com todos os que leram e vão ler este artigo. Isso aconteceu e acontece comigo. Quanto mais trabalho, mais chances tenho de conseguir mais clientes, de vender mais e, consequentemente, de melhorar de vida. O ambiente de São Paulo favorece sobremaneira essa trajetória. Há empresas, negócios, dinamismo. Individualmente, há carreira, há profissão. Muitos dos que se formam nas faculdades cariocas e paulistas saem pensando em como construir uma carreira. Isso é possível no chamado Sul Maravilha.

É possível também no interior do Nordeste? Não, não é. Quem mora no interior de qualquer Estado nordestino e também tem escolaridade baixa, que é pai de família, não tem carreira. Não tem, nunca teve, nem nunca terá. Para esse chefe de família o trabalho não compensa. Trabalhar mais não levará necessariamente a melhorar de vida.

Vamos nos colocar no lugar dessa pessoa. Um homem, de uns 38 anos, que não completou o segundo grau, casado e pai de dois ou três filhos, morador de uma cidade vizinha a Petrolina, no interior de Pernambuco. Esse indivíduo não tem poder de barganha no mercado de trabalho. Naquela região, como ele, existem milhares. Assim, o empregador muito provavelmente não lhe dará um trabalho de carteira assinada.

Caso não se torne um migrante, ele vai trabalhar em algum roçado, vai construir ou manter a cerca de alguma propriedade, poderá tornar-se um vendedor de porta em porta de vassouras e rodos e, se tiver muito sucesso na vida, eventualmente, poderá conseguir um emprego urbano como "auxiliar administrativo", esta profissão pouco definida e muito mal remunerada pela qual qualquer brasileiro pouco ou nada qualificado poderá almejar.

Essa criatura imaginária é muito real. Ela não concebe a melhoria de vida por meio do trabalho. Isso é fato, não é uma simples percepção. Isso é real. É aqui que entra o Bolsa Família. Esse benefício social, recebido mensal e regularmente por esse chefe de família, se torna a única oportunidade de melhorar de vida no curto prazo.

Quando se diz que alguém "realmente precisa do Bolsa Família", está-se dizendo que sem o benefício social essa pessoa jamais melhoraria de vida. É verdade. O recebimento do benefício mudou a vida dela e de seus familiares. Houve um imediato aumento na renda corrente e, como se trata de um contrato de longo prazo, essa família passou a poder comprar coisas no crediário. Praticamente 50% dos que recebem o Bolsa estão atualmente comprando alguma coisa em prestações. O mais interessante é que o programa atinge cerca de 30% das famílias brasileiras e custa para o governo federal a quantia irrisória que corresponde a 0,4%, apenas, de nosso PIB.

O Brasil passou longos anos sem cuidar de sua população, sem educá-la formalmente de maneira apropriada. Apenas durante o governo Fernando Henrique, ou seja, depois de 1994, conseguimos universalizar o acesso das crianças à educação básica. Ainda não conseguimos universalizar o acesso dos adolescentes ao ensino médio. Além disso, a evasão e a repetência são um fenômeno avassalador nos dois níveis de ensino. Não investimos há 30 ou 40 anos em educação, temos que gastar agora um pouquinho (0,4% do PIB, como mencionado anteriormente) com política social para "compensar" o não investimento.

Há uma crítica de caráter moral ao Bolsa Família: ele cria acomodação. Ledo engano. O beneficiário do programa já era acomodado. A ambição já veio morta, de berço. Em áreas sem dinamismo econômico, como afirmei, o trabalho não compensa, a ambição não existe. O Bolsa não gera nem vai gerar ambição. Os pais nunca terão uma boa oportunidade no mercado de trabalho, é uma geração perdida em termos profissionais. Se alguém tiver oportunidades de empregos melhores, serão os filhos. Daí a necessidade da obrigatoriedade da matrícula escolar. O Bolsa melhorou o bem-estar geral da família e criou um incentivo a mais, para muitas famílias o único incentivo, para manter as crianças na escola. Salva-se a geração dos mais jovens.

A crítica moral a essa política social não encontra apoio na maioria da população brasileira. Nada menos do que 77% da população concorda com a seguinte afirmação: "Muita gente que recebe o Bolsa Família continua trabalhando, por isso ele tem que continuar". Essa proporção é menor entre as pessoas que têm o grau superior completo e maior entre as pessoas de escolaridade mais baixa. Quem tem o grau superior completo, ao contrário das pessoas de escolarização baixa, está muito distante da situação financeira e social de quem recebe o Bolsa. Assim, é menos compreensivo em face dos benefícios do programa social. A maioria de nossa população tem a renda e a escolaridade baixas. Sendo assim, o apoio social ao Bolsa Família é muito grande.

Se apenas 30% da população recebe o Bolsa, nada menos do que 60% afirmam ser totalmente a favor do programa. Quando somamos esse número aos 23% que dizem ser a favor, obtemos 83% da população adulta brasileira apoiando o programa social criado no governo Fernando Henrique Cardoso. Só 16% se dizem contrários ao programa. Destes 5% são totalmente contra e 11%, um pouco contra. Quem é mais contra? Quem tem diploma de grau superior. Praticamente um quarto de quem se formou em uma faculdade é contra o bolsa. Essa proporção é de somente 12% para as pessoas do mais baixo nível de escolaridade formal, o primário completo.

Qual é a consequência política dessa informação? Que o Bolsa Família está para a área social assim como a inflação está para a área econômica. A maioria os quer, aceita, valoriza e considera ambos um ganho já estabelecido e com poucas chances de haver retrocesso.

O presidente Lula escreveu e divulgou em 2002 a famosa "Carta aos Brasileiros", eufemismo para uma carta aos banqueiros e investidores internacionais. Nela, Lula prometeu e cumpriu manter os quatro elementos-chave da política econômica de FHC: câmbio flutuante, superávit primário, metas de inflação e responsabilidade fiscal. Em 13 de agosto de 2002, Lula declarou na "Folha de S.Paulo": "Eu me dei conta de que o PT que precisava construir era maior do que o PT de macacão que eu sonhava em construir". Tão grande que trouxe recentemente Fernando Collor como um de seus importantes aliados. Lula foi e é extremamente pragmático.

A oposição, PSDB, DEM e PPS, precisa cometer o "pecado" do pragmatismo para enfrentar Lula. Nesse caso, o pecado é quebrar o omelete de apoiar sem tergiversação o Bolsa Família.
Há várias maneiras de demonstrar que se é a favor de alguma coisa. Uma delas é simplesmente afirmar: sou a favor do Bolsa Família, aliás, ele foi criado durante um governo do PSDB. Outra maneira é afirmar: vamos duplicar o valor do Bolsa Família. Esse é um apoio contundente, um apoio que não dá espaço para desculpas evasivas de quem apoia ou para ataques infames do adversário.

A propósito, dobrar o Bolsa significa sair de 4,0 para 0,8% do PIB nesse gasto. Apenas um pouco a mais do que os 0,6% colocados no benefício da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), mais um programa de proteção social criado no período tucano. Se o programa é bom para quem o recebe, se foi criado (com inspiração de Milton Friedman) por um governo do PSDB e se trará dividendos eleitorais importantes, em particular para quem se caracteriza por gestões eficientes, por que não assumir o compromisso de duplicá-lo? Há uma única razão para não fazê-lo: uma visão de mundo, uma ideologia que rechace o bolsa. Uma ideologia que, nesse caso, é oposta à ideologia do pragmatismo.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" (Record). E-mail: Alberto.almeida@institutoanalise.com www.twitter.com/albertocalmeida Artigo publicado no Eu & Fim de Semana do jornal Valor Econômico de 27, 28 e 29 de novembro.

sábado, 28 de novembro de 2009

Lula não vai processar Cesar Benjamin por escrever que “filho do Brasil” tentou estuprar colega de cela na dita-dura

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Por Jorge Serrão

Versões da História – pouco abonadoras do seu mal contado passado – voltam a tirar do sério Luiz Inácio Lula da Silva. A mais recente foi contada ontem em um artigo “Os filhos do Brasil” - do jornalista César Benjamin um dos fundadores do PT, agora ligado ao PSOL – na página A8 do jornal Folha de S. Paulo. Benjamin relatou uma conversa com Lula, durante a campanha de 1994, na qual o sindicalista lhe narrou um fato bizarro: a tentativa de estuprar um companheiro de cela, durante os 31 dias em que ficou preso no DOPS, em 1980.

Lula teria ficado “triste, abatido e sem entender” o motivo do ataque de Cesar Benjamin. Pelo menos esta foi a versão apresentada ontem pelo chefe de gabinete de Lula. O ex-seminarista Gilberto Carvalho justificou que Lula classificou de “loucura” a versão de Bejnamin de que tentara violentar um colega de cela. Apesar de tudo ser chamado de loucura, Gilberto Carvalho ponderou que Lula não pretende processar Benjamin pelo que escreveu.

A desculpa de Gilberto Carvalho – não se sabe se falando por si mesmo ou por Lula – foi: "Não vamos dar a mínima importância (ao episódio). Vamos nos sujar se fizermos isso. Quando a coisa é séria a gente reage. Quando não é (ignoramos)". Mesmo assim, o sempre comedido Gilberto não poupou Benjamin de um violento ataque verbal: “Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia. O presidente está triste e falou que isso é uma loucura".

No artigo, Benjamin narrou uma conversa com o então candidato do PT à Presidência da República, em 1994. Benjamin contou que Lula lhe perguntou quanto tempo teria ficado preso durante a ditadura militar. Na versão de Benjamin, surpreendido com a resposta de que passara "alguns anos na prisão", Lula teria dito: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta...".

Benjamin escreveu na Folha de S.Paulo: “Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de menino do MEP, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do menino, que frustrara a investida com cotoveladas e socos”.
Traduzindo o ditadurês

MEP era a sigla do Movimento de Emancipação do Proletariado, dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB) que optou pela luta armada para tentar implantar o comunismo no Brasil.

Lula foi detido pela polícia política, cuja inteligência era comandada pelo hoje senador Romeu Tuma, no dia 19 de abril de 1980 e libertado no dia 20 de maio.

Nesses 31 dias chegou a dividir a cela com até 18 pessoas.

Testemunhas

Cesar Benjamin, o Cesinha, revelou que a conversa foi acompanhada por pelo menos quatro testemunhas:

Um marketeiro norte-americano (que não sabia português, e não entendeu nada que Lula falou, para sorte dele);

O publicitário Paulo de Tarso – que ontem teria negado tal versão a Gilberto Carvalho, alegando que “não entendeu o que deu na cabeça desse menino (Cezinha)”.

O segurança de Lula, chamado Espinosa – que também não botaria o chefão numa gelada...

E um quatro elemento, um publicitário brasileiro, cujo nome Benjamin escreveu ter esquecido...

O duro é se o tal publicitário misterioso vier a público confirma a historinha bizarra escrita por Cesar Benjamin – que é editor da Editora Contraponto e colunista da Folha de S. Paulo.

Viagem na maionese?

Um dos mais jovens companheiros de cela de Lula foi atual presidente do PSTU.

Na época com 23 anos de idade, José Maria de Almeida - então militante da Convergência Socialista – pôs em cheque a versão de Benjamin:

"Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. O Benjamim viajou na maionese."

E o nome do rapaz?

O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Enilson Simões de Moura, o Alemão, também estava na cela e Lula no DOPS.

Alemão classificou de "absurdo" o texto de Benjamin, e recordou:

"O que eu lembro é que, brincando com uma bola de basquete, Lula acertou sem querer a cara do rapaz do MEP".

Alemão só não lembra o nome do tal rapaz que foi “encestado” pela bola de Lula...

A Veja deste final de semana sugere que o nome do rapaz é João Batista dos Santos.

Referência ao “BOI”

No artigo “Os filhos do Brasil”, logo no primeiro parágrafo, Cesar Benjamin dá destaque, entre aspas, duas vezes, a uma palavra: “BOI”:

“A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de “boi”; a única água disponível era a da descarga do “boi”. Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade”.

Na versão pouco conhecida de policiais que atuaram no DOPS (Departamento da Ordem Política e Social), na época sob o comando do hoje senador Romeu Tuma, “Boi” era o codinome pelo qual era conhecido um famoso sindicalista que dedurava adversários no sindicato ao sistema de repressão da época.

Como o então delegado e hoje senador Romeu Tuma não fala sobre tal passado, toda a história fica no dito pelo não-dito.

O original do artigo

Confira o trecho do artigo em que Benjamin faz referência à história de Lula:

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.

Brigando com a notícia?

Curiosamente, mesmo publicando um artigo com tal teor, a Folha de S. Paulo não deu manchete para o polêmico assunto.

A versão on line do jornal praticamente ignorou ontem o rumuroso caso.

Teria sido medinho de alguma reação violenta do Palhaço do Planalto?

Ou uma simples falta de visão editorial acerca de um fato bastante grave?

Coincidência existe?

Pressão sobre Lula retomando historinhas polêmicas do tempo da dita-dura.

Pressão sobre Romeu Tuma, delegado que comandou a inteligência do DOPS, com processo civel.

Será que existe alguma relação entre os dois fatos, ou tudo é mera coincidência?

FAB desmoralizada

Os interesses particulares do chefão $talinácio geram mais uma crise na área militar.

O Alto Comando da FAB não aceita cumprir a ordem do ministro da Defesa, Nelson Jobim, para que se abstenha de indicar um vencedor entre os três candidatos na avaliação técnica para o fornecimento de 36 caças ao Brasil.

O presidente da comissão da FAB, Brigadeiro Dirceu Noro, pode desobedecer a ordem de Jobim na indicação entre os caças Dassault Rafale F3 (da França), Boeing F/A-18 E/F (dos EUA) e Saab Gripen NG (da Suécia).

Lula manda

O genérico Jobim reafirmou que quem vai decidir sobre a compra dos caças não é a FAB, mas o chefão-em-comando Lula da Silva.

Na FAB, circulam rumores de que o velho Brigadeiro Juniti Saito, que sempre foi muito chegado ao Planalto, jogaria o quepe.

Lula já fez sua opção pela compra do caça francês, em acordo que fechou com o presidente Nicolas Sarkosy – que é marido daquele avião chamado Carla Bruni.

Já não bastasse o caso da carona no voo do Lulinha, o pessoal da FAB não precisava de mais motivos para se sentir desmoralizado.

Negócios italianos

O governo do $talinácio – que, pessoalmente, ainda não sabe se vai entregar o ex-terrorista Cesare Batistti ao leões romanos – fecha mais um grande negócio com os italianos.

A Fiat/Iveco, sediada em Sete Lagoas (MG), vai fornecer os novos blindados do Exército Brasileiro.

O Guarani vai substituir os velhos Urutus e Cascavéis, da Engesa.

A turma do $talinácio sinaliza aos italianos com investimentos de R$ 6 bilhões, ao longo de 20 anos, para a fabricação de 2000 Guaranis.

Ano que vem, talvez a Justiça Eleitoral verifique quanto os italianos vão investir na campanha de 2010.

Recadinho para $talinácio

Lula corre o risco de adentrar em um labirinto, igual ao de seu ministro Tarso Genro, caso conceda asilo político ao ex-militante de esquerda Cesare Battisti.

O recado foi dado pelo presidente Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que advertiu Lula:

Toda semana nós decidimos uma ou outra extradição e nunca se pergunta se o presidente (da República) deve ou não cumprir. Eu acho extremamente difícil que o presidente agora possa, por exemplo, sem controle judicial e sem censura judicial, vir a conceder um refúgio que já foi negado, vir a conceder um asilo pelas mesmas razões pelas quais o refúgio já foi negado. Portanto, há aqui também uma ameaça de labirinto”.

Extravagância

Gilmar Mendes rebateu as críticas do ministro Tarso Genro, em sua entrevista à revista digital "Carta Maior", de que alguns ministros do STF tentaram assumir o papel do Executivo:

Se algo de extravagante aconteceu nesse processo foi exatamente a decisão do ministro da Justiça, revendo a decisão do Conare (Comitê Nacional de Refugiados), ao conceder o refúgio. Não há nenhuma usurpação. Em resto, estamos em um estado de direito democrático e compete ao STF fazer a apreciação dos atos administrativos. Todos os dias anulamos atos do presidente da República, como por exemplo, uma desapropriação. Anulamos atos do Congresso, emendas constitucionais - citou o presidente do STF, que concluiu: - Se houve politização ou qualquer outra sorte abusos, certamente não foi por parte do Conare ou do STF”.

Gilmar acusou ainda Tarso de "usurpar competências" da Justiça italiana e brasileira ao conceder refúgio a Battisti:

O tribunal deu uma grande contribuição para a biografia do ministro Tarso Genro, o retirou de um labirinto em que ele havia se metido. Ele acabou por usurpar competências de outros órgãos: da Justiça italiana, da Justiça brasileira. E, certamente, ele foi retirado desse imbroglio em que se meteu graças à decisão do Supremo Tribunal Federal”.

Gol contra

O Imperador desfalcará o Flamengo na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro - quando justamente o time precisa de uma vitória sobre o Corinthians, domingo, às 17h, em Campinas.

Tudo por causa de uma queimadura no tornozelo esquerdo - justamente o pé que ele utiliza para chutar.

A versão é que Adriano teria queimado no cano de descarga de um moto em que andou descalço.

O craque alega que pisou em uma lâmpada no jardim da casa dele, e queimou o pé.

Dando versões assim, Adriano fica cotado para jogar no time do $talinácio – que é craque em mitomanias.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Novembro de 2009.

CLIMA E CRACK

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro


Esta no blog da UNR que “repórteres do Correio Braziliense, do Estado de Minas e do Diario de Pernambuco percorreram 6.729km por todas as regiões do Brasil. Eles mostram que o crack, surgido há pouco mais de 20 anos nas ruas de São Paulo, invadiu as cidades do interior e as fazendas, espalhando-se pelos grotões do país. Subproduto da cocaína, a droga virou uma epidemia nacional, que causa dependência e morte aos usuários”. Acredita que isso é resultado das políticas da Nova Ordem Mundial?

Quem leu o contundente livro “Red Cocaine”, de Joseph D. Douglass Jr., disponível para download no endereço http://gu1337.com/ebooks/318225-red-cocaine-drugging-america-west.html, teve acesso ao mais completo e documentado arquivo de analistas de segurança internacional, mostrando como, por baixo do oba oba de “políticas de distensão”, “perestroika”, “fim do comunismo”, a KGB, – cérebro ativo do comunismo, continuou com guerra silenciosa, espalhando drogas para alcançar a total desmoralização da cultura democrática e das religiões ocidentais.

Lênin idealizou o projeto, Stalin montou a estrutura e espalhou agentes da KGB pelo mundo, Kruchov começou a executar, dando continuidade ao projeto leninista da Revolução Mundial. Não fossem os nossos governantes alinhados à nefanda ideologia, Red Cocaine seria a leitura mais indicada para médicos, padres, pastores, professores, militares, políticos, pais e todos os responsáveis por decisões que desfiguram as culturas e nações.

Falando aos Embaixadores das Nações Unidas em 1994, David Rockefeller disse que estava próximo o momento da “abertura possível para uma verdadeira paz, com a construção de uma ordem mundial” mas que esta oportunidade não duraria muito. E justificou: “existem forças trabalhando contra nossos esforços para implantar a cooperação global”. Todos os colaboradores presentes entenderam a cooperação global, como “coletivização global”, a essência do comunismo.

Em 1932, o líder do Partido Comunista Americano, William Z. Foster publicou um livro afirmando que o objetivo dos comunistas era uma “Nova Ordem Mundial”. Em 1985, os burocratas soviéticos F. Petrenko e V. Popov publicaram artigo na revista de relações exteriores soviética, afirmando que “a transição para a “Nova Ordem Mundial” envolve as nações reunidas sob autoridades regionais”. Em 1942, Stalin escreveu: “à medida que as nações se submetam à revolução é possível reuní-las sob um governo comunista mundial”. Lênin já havia escrito que o objetivo dos comunistas era “a união de todas as nações sob um único governo mundial”.

Os Rockfeller, Morgan e Rotschild, que financiaram e lucraram com a “Nova Política Econômica” de Lênin, com a Revolução Maoísta, com o assalto e controle de todas as reservas econômicas do planeta, com os bilionários negócios do tráfico de drogas e armas, identificaram ser esse o momento de cobrar com juros e correção monetária todas as dívidas, o que soma um peso em lastro ouro maior que o peso do planeta terra.

O volume, medido na contabilidade que eles mesmos inventaram, supera o PIB somado de todas as nações do planeta. A partir da imposição, como credores dos governos, para emitir moeda sem lastro, começando pela Inglaterra e Estados Unidos com o Federal Reserve, estes bandidos, todos posicionados na administração Obama e na direção dos bancos e conglomerados empresariais do mundo, são nossos senhores e nós todos, seus escravos, sob quem eles tem o poder de vida ou morte.

Para assumir o controle total imediato, para instaurar a Nova Ordem Mundial objetivada pelos comunistas, que silenciosamente controlavam e com os quais estavam associados, dominaram o senso comum com espetáculos, televisão, revistas, costumes que destruíram todos os valores culturais, corrompendo e desmoralizando estruturas jurídicas, religiosas e instituições nacionais.

Próximo passo, ambientalismo, tão difundido e aceito emocionalmente – Greenpeace, WWF e outras – utilizando pesquisas falsas, recentemente desmascaradas. Os senhores da Nova Ordem Mundial, empurraram cerca de 2.500 profissionais a utilizar métodos de análise falseada e incluir nas conclusões de seus estudos a catástrofe climática, logo negada por mais de 30 mil cientistas, em manifestação que a imprensa mundial desprezou, já que a ordem era prestigiar amigavelmente os imperativos dados que interessavam à política da Nova Ordem Mundial.

Desligue a televisão. Forme grupos de estudo. Retome seu espírito crítico e sua independência para ver e sentir, para saborear o mundo humanamente, uma vida diferente dos hipnotizados Maria vai com as outras. Na tribo dos internautas, no clube, no trabalho, na igreja, na escola, comece a duvidar, duvidar, duvidar dos pratos feitos e servidos por artistas, atletas, campanhas e filminhos de ONGs, produzidos com lindas cores para conduzir-nos à escravidão total. É pra ontem!

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Muros que não ruíram

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ernesto Caruso

A queda do Muro de Berlin foi bastante festejada pelos vinte anos que sucederam de oxigenação nos países comunistas, sob jugo da União Soviética (1917-1989), livrando-os dos grilhões de uma economia de Estado, do partido único, da ditadura do proletariado, do culto à personalidade do ditador, do ser humano ser peça de uma máquina para produzir, despojado da liberdade de ir e vir, de pensar e dizer, de ter a sua crença, sem quem lhes pregasse que a religião é o ópio do povo, de viajar a uma nação vizinha, visitar um parente ou simplesmente fazer turismo.

Inimaginável por um brasileiro que em qualquer tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão pau-de-arara, sair do nordeste com destino ao sul, pegar um ita no norte e ir para o Rio passear, como na música de Caymmi, ou para morar, trabalhar, sem pedir autorização a quem quer que fosse, e para o destino que lhe aprouvesse.

A despeito das várias tentativas, o Brasil não viveu as agruras do mundo comunista, graças ao espírito religioso do seu povo e às Forças Armadas brasileiras sempre presentes em defesa da democracia.

O primeiro “muro de Berlin” foi concebido no Brasil no alvorecer nebuloso desse regime já em 1922, com o advento do Partido Comunista e intentado sob as armas da traição por Luiz Carlos Prestes em 27 de novembro de 1935, com a morte de brasileiros no silêncio da noite e da covardia rasteira. Fatos que iriam se repetir no entorno de 1964, desarticulados pela Contra-revolução de 31 de março, ainda na fase da preparação, orientada por agentes formados no exterior, e em 1968, com o incremento das atividades de guerrilha, terrorismo e seqüestros em várias partes do mundo, por organizações revolucionárias marxistas – leninistas, orquestradas pelo movimento internacional e não de resistência como mentem os anistiados de hoje, criminosos de ontem, regiamente premiados por eles próprios.

Nomes e siglas não faltam a lembrar das atrocidades terroristas, como as Brigadas Vermelhas (Itália), Exército Vermelho (Alemanha), Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai), Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda viva (Colômbia), e no Brasil várias organizações cujos nomes indicam os seus propósitos, como Organização Trotskista Convergência Socialista, Ação Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, Comando de Libertação Nacional (COLINA), Política Operária (POLOP), MR-8, etc.

Na Alemanha e na Itália vários desses criminosos foram condenados à prisão perpétua, como Cesare Battisti, da organização “Proletari Armati per il Comunismo" (PAC). De forma semelhante e bem recente no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu, de 60 anos, fundadora do Exército Vermelho, foi condenada a 20 anos de prisão por ter organizado a ação terrorista na embaixada da França em Haia, 1974, embora a promotoria tenha pedido prisão perpétua pelo ferimento de dois oficiais da polícia, mantendo como reféns o embaixador e membros do corpo diplomático, para exigir a libertação de comparsas. Shigenobu viveu durante quase 30 anos no Líbano, e que ao regressar, foi presa e julgada.

Terroristas de lá não foram anistiados e nem muito menos indenizados, como nesta Terra de Santa Cruz, que não conseguem apagar das suas mentes o muro que quiseram construir e que mantêm no pedestal dos seus ideais o ditador Fidel Castro, carrasco da ilha presídio. Não justificam crimes políticos contra o cidadão, na maioria das vezes, desarmado e assassinado covardemente.

Uns fazem dos muros sonhos no convívio com aqueles que os têm com vendas nos olhos, ou com aqueles do ego e superego intramuros.

Aqueles que aplaudem a queda do muro de Berlin devem imaginar os resultados de uma vitória dos que estudaram guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS, Argélia, as praticaram no Brasil, mas felizmente não venceram.

O exemplo do Khmer Vermelho, do regime maoísta de Pol Pot, no Camboja, é constrangedor. O comunista Kaing Gueg Eav está sendo julgado pelo Tribunal Internacional pela execução de quase 13 mil pessoas em uma única prisão, que chefiava, durante o “afago” comunista entre 1975 e 1979. Medo dos superiores, lembrou dos expurgos internos e que a política do partido era de matar os inimigos. Mortos: 380 mil.

Vendas nos olhos/muros encobrem o 17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul Castro/Che Guevara e milhares de afogados nas tentavas de fuga do “paraíso” comunista, o mesmo que Dilma, Minc, Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam implantar no Brasil.

Muros que não viraram pó na concepção de tantos quantos da Câmara Municipal de São Paulo concederam a Carlos Marighella, em homenagem póstuma, o título de cidadão paulistano, que cedo fizera a opção política pelo comunismo e via de regra, chegar ao poder pela luta armada, na mesma época dos demais movimentos empreendidos na Europa, Ásia e América, empregando o terrorismo seletivo e indiscriminado para semear o medo, obter apoio popular, concatenando assaltos e sequestros para conseguir dinheiro, armamento e outros suprimentos. Foi o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Terra da histórica cidade, ensanguentada pela morte do soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, que estava de sentinela na entrada do QG do II Exército, em São Paulo, e que teve o corpo em pedaços pelo carro bomba explodido pelos fanáticos da facção comunista Vanguarda Popular Revolucionária, lhe outorga tão dignificante título.

Muro de Berlin que ainda vive na pompa e plumas de ministros do STF que no julgamento da extradição de Cesare Battisti, não se conformando com a derrota por 5 a 4 dos votos, “viraram a mesa” incorporando um julgamento fora da pauta a respeito do poder discricionário do presidente da República — fato nunca dantes ocorrido — avalizando um ato sem que se possa questioná-lo posteriormente.

Ora, o Executivo detém as prerrogativas de prosseguir na análise da extadição do condenado pela Justiça italiana, tomando providências administrativas à luz dos preceitos legais, que não o fazendo corretamente, pode suscitar uma justa reação da outra parte litigante. No entanto, o STF já demonstrou à sociedade o seu posicionamento, concedendo uma absolvição prévia ao presidente, sem estar formalizada uma acusação sequer.

Muros do governo Lula/Dilma/Genro que separam os que devem ser repatriados como os pugilistas cubanos, inocentes, não acusados de crime, nem condenados, dos que devem ser protegidos, abrigados, mesmo que condenados, como Cesare Battisti, que recebeu apoio na Penitenciária da Papuda dos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM), e dos deputados Luis Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.

ambém não caiu a ficha nem ruiu o muro dos que fizeram um monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro da esperança”, “da luz”, dos que se aliam a Lula, desejam Dilma para dar continuidade a esse governo afinado com Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.

“Cavaleiro da esperança”. Quando? Como? Empunhando armas contra o Brasil, a favor da Rússia, como declarou?

Quem dos comunistas/exterroristas Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu, Martins, Dilma, etc, exerceria o papel dos algozes Fidel Castro, Pol Pot, Stalin, caso fossem os vitoriosos? Superariam os números dos mestres?

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Por ordem de Lula, Presidência, Defesa, GSI e FAB não divulgam quem passeou com Lulinha no voo da alegria

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Jorge Serrão

Em mais uma demonstração de que dá mais valor aos seus negócios familiares – e se importa menos com os princípios de democracia, transparência e boa governança -, o chefão $talinácio ordenou que a Presidência da República não divulgue a lista de 15 convidados do filho do filho do Brazil, Fábio Luiz Lula da Silva, que pegaram carona de São Paulo para Brasília em um dos aviões presidenciais, no dia 9 de outubro. O presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, estava no voo que teve de desviar a rota para apanhar os parceiros de Lulinha.

O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) já apresentou um requerimento para que a Presidência divulgue quem passeou no Boeing da FAB. Ontem, enviou mais dois requerimentos: um para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e outro para o Ministério da Defesa, exigindo explicações. Se forem identificados os passageiros, corre-se o risco de saber com quem Lula e seu filho fazem, no mínimo, tanto marketing de relacionamento. Daí seria um pequeno voo de observação para se desvendar quem faz bons negócios com os poderosos de plantão.

O Bolcheviquepropagandaminister de Lula já soltou um comunicado classificando tudo de “nornal”: "A possibilidade de o presidente da República convidar pessoas para deslocamentos em aviões oficiais baseia-se numa prerrogativa tradicionalmente exercida no Brasil: foi assim em governos anteriores, tem sido assim no atual". E PT saudações... Ao jornal O Globo, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República admitiu que não há qualquer legislação que respalde a utilização de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar convidados do presidente para a capital federal.

Mas a lei joga contra os segredos de Lula. O decreto 4.244 não estabelece regras para o presidente da República usar aviões da FAB. Mas tem um detalhe: as autoridades devem informar à FAB quem são as pessoas que as acompanham na viagem. A regra, em vigor desde 2002, faz referência apenas ao vice e aos ministros do governo, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Para eles é assegurado o direito de usar os aviões para viajar a trabalho e ir para casa nos fins de semana. Os aviões também podem ser usados "por motivo de segurança e emergência médica".

O decreto 4.244 foi editado no governo Fernando Henrique, depois que ministros de seu governo foram acusados de ir passear em Fernando de Noronha em jatinhos da Força Aérea. Alguns deles foram processados pelo Ministério Público Federal por conta disso. Ronaldo Sardenberg foi condenado em 2001 pela Justiça Federal por ter usado inadequadamente aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens a passeio. O ex-ministro teria viajado, com a família, em jatinhos da FAB para Salvador e Ilhéus (BA), em seis ocasiões, nos feriados de carnaval, Natal e ano novo, em 1996 e 1997.

Sardenberg não foi o único integrante do alto escalão do governo FHC a ser acusado de usar avião da FAB em passeios. Também houve denúncia semelhante contra o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Alberto Cardoso, e os ex-ministros Paulo Renato de Souza (Educação) e Sérgio Amaral (Indústria e Comércio Exterior). Até o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, também foi acusado de voar para Fernando de Noronha em avião da Força Aérea Brasileira.

Tudo a ver

O dia 9 de outubro, uma sexta-feira, era véspera de um feriadão importantíssimo.

Segunda-feira seria comemorado, mundialmente, o Dia da Criança.

Assim fica bem justificado porque Lulinha podia levar quem quisesse em um dos aviões que serve ao seu querido pai.

Tarso negocia

Os quase US$ 30 milhões do chamado propinoduto, depositados no Discount Bank and Trust Company, serão devolvidos pelo governo da Suíça nas próximas semanas.

Tarso Genro está na Suíça negociando, pessoalmente, a volta do dinheiro originário de propinas pagas por empresas em troca de benefícios fiscais.

A gigante Nestlé foi uma das empresas extorquidas pelo esquema que acabou condenando 22 pessoas a penas entre 14 e 17 anos por corrupção, lavagem de dinheiro, e organização criminosa.

Entre os ilustres punidos, Rodrigo Silveirinha, subsecretário de Administração Tributária da Secretaria estadual de Fazenda durante a gestão de Anthony Garotinho, e os empresários de futebol Reinaldo Menezes Pitta e Alexandre Silva Martins, acusados de enviar o dinheiro do esquema do propinoduto para paraísos fiscais no exterior, através de suas empresas.

Haja papel higiênico...

O fabricante de papel higiênico Neve está levando ao ar, desde a manhã de ontem, nas principais emissoras de rádio do País, um comercial engraçadinho.

A peça publicitária - bolada pela DPZ sobre o "novo Pack (embalagem) de Neve" - faz uma alusão ao PAC do governo.

Sem citar o santo nome de Dilma, um imitador de Lula, o humorista Beto Hora, da Rádio Bandeirantes, utiliza os principais bordões usados pelo presidente, como "companheiros e companheiras" e "nunca na história deste país", para falar que está lançando um "pac que vai trazer mais economia para os brasileiros.

Quem precisa de ajuda?

O personagem prossegue batraqueando que quer "chamar aqui a maior responsável por esse sucesso. Com vocês, a ministra. Ué, cada a ministra?".

E no fundo, se ouve uma voz feminina gritando "Alfredooooo" (personagem de um mordomo que sempre marcou as propagandas do papel higiênico Neve).

E em seguida, o suposto "Lula" volta a discursar:

"Vamos aproveitar (diz rindo) que a ministra está em conferência com o Alfredo pra falar do pack econômico de Neve com 16 rolos. Nunca na história deste país o povo teve tanta maciez. Só papel higiênico Neve tem o toque da seda. É impossível viver sem Neve".

Pedido do Lulinha

O humorista admitiu ontem que não conhece Lula pessoalmente, mas, certa vez, teve um encontro com Fábio, filho de Lula, que pediu para que o humorista ligasse para o presidente e falasse bem dele:

Olha, vê se compra umas roupinhas novas para o Fábio, afinal ele tem que se vestir bem, é filho do presidente”.

Beto Hora acrescentou que Lula riu muito da imitação ao telefone.

Será que limpa?

O implacável Beto Hora ainda tirou uma casquinha da presidenciável Dilma Rousseff:

Sou humorista há 20 anos e sempre imitei o Lula, mas deixei bem claro que sou apenas um artista. Os responsáveis pelo comercial são a agência e a empresa. Acho até que os petistas e os mais conservadores não gostarão, mas o público mais jovem vai gostar. Talvez a ministra Dilma possa não gostar, mas, por outro lado, vai ficar a mensagem de que se ela fizer alguma bobagem no governo, o Neve limpa”.

O desafio será grande para o famoso papel higiênico.

Nada a declarar

O Palácio do Planalto já avisou ontem que não comentaria a peça publicitária criada por Fernando Rodrigues e Kleber Fonseca, com direção de criação de José Zaragoza, Fernando Rodrigues e Diego Zaragoza.

O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) disse que a propaganda ainda não foi analisada pelos conselheiros, mas a princípio afirma que não há proibição para que se faça paródia com governantes.

Segundo o Conar, usar de humor em comerciais não é antiético e não desrespeita a autorregulamentação publicitária, mas caso algum consumidor ou os políticos se sintam ofendidos, poderá ser aberto um processo no Conar para a discussão ética da propaganda.

Se o relator do caso verificar alguma infração ética, poderá conceder uma liminar e retirar a peça publicitária do ar.

Nova do Caetano

Caetano Veloso - que é hostilizado por alguns segmentos petistas desde que criticou a baixa escolaridade de Lula – voltou a irritar o Palhaço do Planalto em entrevista ao jornal O Globo de ontem:

Caetano considerou antidemocrática a postura dos que rejeitam qualquer tipo de crítica à figura do presidente, e avisou que não liga para as críticas:

Eu não me incomodo, por exemplo, que esteja todo mundo me xingando porque eu disse que Lula fala como um analfabeto, como se fosse uma novidade. Não me incomodo que um monte de gente esteja me xingando, porque eu não quero a aprovação de todo mundo. Eu acho que querer a aprovação de todo mundo é péssimo. Isso é um problema. Eu acho ruim, no Brasil hoje, ninguém poder dizer nenhuma palavra que pareça ser antipática, crítica ou hostil a Lula. Por que não pode? É muito ruim, isso. Isso é um projeto que aconteceu na União Soviética, com Stálin, na China, com Mao Tsé-Tung, acontece ainda em Cuba, com Fidel. Não se pode dizer, só se pode adular o líder. Isso para mim é o que há de pior. Nesse ponto, eu nem me incomodo de o jornal ter distorcido o que eu disse, botando, na primeira página, como se eu tivesse querido agredir o Lula e compará-lo com Marina. Eu estava comparando Marina com Lula e com Obama. Como Lula, ela é de origem humilde etc; como Obama - e diferentemente de Lula -, ela escreve bem, fala bem. Lula, de fato, usa metáforas cafonas, linguagem grosseira e erra a gramática do português, a norma culta. Todo mundo sabe que é assim. Os linguistas aplaudem, o povo acha bom, eu também acho bom, eu votei em Lula chorando, para se eleger - não para se reeleger. Eu chorei dentro da cabine. Chorei de emoção. Pode ser que eu chore quando vir esse filme, porque eu chorei vendo "2 filhos de Francisco" e possivelmente chorarei vendo "Lula, o filho do Brasil". Mas talvez não chore tanto quanto chorei no dia em que votei em Lula para presidente”.

Adriana censurada

A ONG Repórteres sem Fronteiras, com sede em Paris, em nota intitulada: “Dois blogueiros proibidos de criticar político acusado de peculato”, pede às autoridades brasileiras que se pronunciem no caso da censura aos blogs de MT, imposta pelo juiz Pedro Sakamoto em favor do deputado José Riva:

Esta é uma grave violação da liberdade de expressão como os dois blogueiros apenas expressaram as suas opiniões, o que não é um crime. Censura preventiva viola os princípios da Constituição democrática de 1988. Instamos as autoridades federais para tomar uma posição sobre este assunto e para pôr cobro a tais formas inaceitáveis de assédio por parte dos políticos, mesmo aqueles que apóiam o governo”.

Adriana Vandoni ressalva que as duas únicas autoridades brasileiras que se pronunciaram sobre a absurda censura, foram os senadores Arthur Virgílio (PSDB/AM) e Alvaro Dias (PSDB/PR).

Clique aqui e leia a íntegra da matéria – em vários idiomas.

EB, lembrai da loura da Uniban...

O 2o Sargento do Exército Jorge Vanderley Pedroso da Silva corre o risco de responder a um Inquérito Policial Militar (IPM), por "críticas a Instituição e a governos".

Tudo porque o Sargento entrou em contato com o jornal de sua cidade (Santa Maria – RS), e fez declarações públicas no espaço destinado ao leitor.

Foram declarações normais e inofensivas a qualquer pessoa ou Instituição, apenas com declarações sob a ótica do seu ponto de vista pessoal.

O EB devia pegar mais leve com o sargento, lembrando de que punição gera danos à imagem – a exemplo do ocorreu com a famosa loura da Uniban.

Sobrou para o Tuma

O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ontem duas ações na Justiça Federal pedindo a responsabilização do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela ocultação de cadáveres de desaparecidos políticos no período da ditadura, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa.

A ação pede que eles sejam condenados a pagar uma indenização de 10% do patrimônio pessoal para reparação de danos morais coletivos.

De acordo com o Ministério Público, desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do IML, do Dops e da prefeitura.

Maluf foi prefeito de São Paulo de 1969 a 1971, e Tuma (odeia que lembrem isto) foi chefe do Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) entre 1966 e 1983.

Efeito Toró?

O Banco Panamericano confirma ontem que está em negociação com a Caixa Econômica Federal para a venda de cerca de 49% do capital social votante e 20% do capital não votante.

Em fato relevante entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco informou que seu acionista controlado, ou seja o Grupo Silvio Santos, está mantendo entendimentos com a CEF por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), mas que até o momento não há qualquer documento assinado entre as partes.

Na crise de 2008, circularam informações de que o Panamericano recebera um socorro do governo – o que nunca foi, nem será, confirmado.

Divórcio carinho

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, fará de tudo para não pagar uma pensão compensatória de 3,5 milhões de euros mensais (mais de R$ 9 milhões) por seu divórcio.

A atriz Veronica Lario, ex-mulher dele, pediu 42 milhões de euros ao ano (mais de R$ 109 milhões), por não aceitar uma separação pactuada.

Cadada 19 anos com Berlusconi, Veronica Lario anunciou o divórcio de Berlusconi em 28 de abril, após saber que seu marido esteve Casoria para o aniversário de 18 anos de Noemi Letizia.

O mal-estar da ex-atriz cresceu com as notícias das noitadas de seu marido com prostitutas de luxo em sua residência romana.

Haja documento...

A cantora Rihanna, de 21 aninhos, revelou que não sai com homens que não sejam bons de cama e declarou suas preferências:

"Se eu estou saindo com alguém, vou checar o cara de cima a baixo", explicou. "Ele tem que ser bom de cama e o tamanho importa. A beleza interior conta, claro, mas sem o brinquedinho não é tão divertido".

Lá no Planalto tão perguntando se o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que alegou estar até com seu “pinto indignado” por causa de intrigas políticas, teria chances com a jovem Rihanna.

Já pensou?

O ex-piloto francês Alain Prost, tetracampeão mundial de F-1, reclamou que o piloto finlandês Kimi Raikkonen, ex-Ferrari, é "preguiçoso" e gosta de bebida e festas.

Ainda bem que Prost não é comentarista político no Brasil.

Imagina o que o pequeno francês bocudo não falaria do nosso piloto número 51 da Nação...

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Novembro de 2009.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Neonazismo ilegal: reforma do código de trânsito criminaliza quem não se recusa a fazer teste do bafômetro

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Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Jorge Serrão

Os deputados praticam mais um atentado ao direito individual no Brasil. O crime da vez agora é cometido no meio das alterações no Código de Trânsito Brasileiro – cujos artigos servem mais para gerar controle e tensão social, e menos para disciplinar ou educar os condutores de veículos. A principal novidade – digna do mais refinado neonazismo legal – é criminalizar o motorista que estiver com sinais notórios de embriaguez, mesmo que ele se recuse a fazer o questionável teste do bafômetro.

Além de obrigar o cidadão a produzir provas contra si mesmo – o que contraria os princípios legais e democráticos - o projeto de lei de alteração do CTB, que começou a ser votado ontem na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, endurece a legislação de trânsito e aumenta o valor das multas para algumas infrações, como ultrapassagem e dirigir falando ao telefone celular.

O caso da punição por suposta embriaguez é um exemplo do mais puro neonazismo. Além da multa e da perda da habilitação, o motorista punido terá de cumprir pena de detenção de 6 meses a 3 anos. Atualmente, quem é flagrado em uma blitz com sintomas de embriaguez e não quer fazer o exame do bafômetro, tem o carro e a carteira de habilitação apreendidos, mas ainda pode ir para casa.

Os legisladores também querem impor uma medida inviável na (realidade prática da) cidade de São Paulo: proibir que os motociclistas trafeguem nos corredores entre os carros. Pela proposta, os motociclistas poderão trafegar entre os carros quando o trânsito estiver parado. A velocidade terá, no entanto, de ser reduzida, sem colocar em risco a segurança dos demais veículos e pedestres. Ou seja, na prática, nada muda. Apenas a lei enche o saco do cidadão-motorista e o ameaça no bolso, em favor da indústria das multas. Quem burlar a proibição vai cometer uma infração gravíssima, com multa hoje de R$ 191,54.

A restrição na circulação de motos entre os veículos estava prevista no texto original do CTB, aprovado no Congresso. Na época, o artigo proibia o trafego de motos entre os veículos, mesmo em trânsito parado. A regra foi vetada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso que conhece a realidade do trânsito de São Paulo – onde tal medida é inaplicável, na prática. Mais fácil seria que os legisladores propusessem a revogação da lei da gravidade. Ou que fizessem uma lei obrigando políticos a serem honestos, sob pena de terem o cérebro arrancado, em caso de descumprimento.

Ficção legislativa

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) – que nunca deve ter andado de moto em São Paulo - é autor do projeto que restringe a circulação das motocicletas:

"A proibição da ultrapassagem de motos pelo meio dos carros é um fator de segurança no trânsito".

A deputada Rita Camata (PSDB-ES), relatora do projeto, vai na mesma balada:

"Setenta por cento dos acidentes com motos são ao longo das vias. O Hospital das Clínicas, de São Paulo, gasta mais de R$ 300 milhões ao ano com a reabilitação de motociclistas acidentados".

Apenas o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR) foi um dos poucos contrários à restrição, alegando a própria realidade do trânsito paulistano – que não vai mudar por força de lei:

"As motos não poderão mais ultrapassar os carros. Fico imaginando isso em São Paulo: uma moto atrás da outra”.

Mais punição para direção-celular

Falar ao telefone celular e dirigir ao mesmo tempo vai custar mais caro para os motoristas infratores.

Assim que as mudanças no CTB forem sancionadas, a multa por falar ao celular saltará dos atuais R$ 85,13 para R$ 191,54.

Além disso, a infração deixará de ser considerada média, passando a ser enquadrada como gravíssima.

O que está por trás

Direção e celular, realmente, não combinam – mas os órgãos de trânsito aproveitam para faturar mais com a indústria da multa de trânsito.

Só em São Paulo, falar ao celular dirigindo representou, no ano de 2008, o quarto tipo de infração de trânsito mais comum, com 373.455 anotações.

No projeto em tramitação na Câmara, a infração para quem estiver utilizando fone de ouvido e dirigindo continuará a ser considerada média, com a multa de R$ 85,13.

Novas penas

O novo projeto prevê a adoção de novos critérios para a infração por excesso de velocidade.
Serão criadas quatro faixas de velocidades superiores à máxima permitida para o local.

Na linha da punição, a reforma do CTB prevê penas de prestação de serviços à comunidade de 6 meses a 2 anos para quem, no período de um ano, reincidir em excesso de velocidade igual ou superior a 50 km/h à velocidade máxima permitida.

Culpa dos carros

"A principal causa da mudança climática não são as emissões de gases, como se divulga, mas o desmedido consumo de oxigênio por parte dos veículos automotivos que circulam pelo planeta e que estão destruindo em progressão geométrica a camada de ozônio, nossa única reserva de oxigênio".

A polêmica é lançada pelo pesquisador uruguaio Luis Seguessa, presidente da Fundação Códigos (www.fundacioncodigos.org).

Luis Seguessa virá ao Brasil nos dias 10 e 11 de dezembro para tratar deste assunto.

Sobre assunto correlato, leia o artigo, abaixo, de Arlindo Montenegro: A farsa sobre o clima

Também sobre outra grave polêmica, leia o artigo de Ernesto Caruso: Excrescências de um estatuto racista

A explicação

Luís Seguessa explica que um automóvel consome entre 50 e 100 litros de ar a cada segundo. Levando-se em conta a atual frota de veículos que circula no planeta – cerca de 800 milhões de unidades – são mais de 20 milhões de quilolitros de ar consumidos por segundo, e que se devolvem à atmosfera através de queima e explosão.

Vinte por cento disto – cerca de 4 milhões de quilolitros por segundo – é oxigênio puro, retirado em sua maior parte da camada de ozônio, nossa reserva de oxigênio, e também do ar e do mar, porque sem oxigênio não há possibilidade de combustão.

Segundo Luis Seguessa, a cifra é tão gigantesca que nem com todo o verde do mundo e toda a plataforma marítima do planeta será possível repor esta perda.

Perdeu, Serra

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem o projeto de lei que proíbe a cobrança de assinatura mensal pelos serviços de telefonia fixa e móvel.

As concessionárias que desrespeitarem a nova norma serão multadas com valor dez vezes superior ao cobrado de cada usuário.

O projeto de lei 255/2002, do deputado Jorge Caruso (PMDB), teve o veto do governador José Serra derrubado em sessão plenária da Assembleia.

Devolve, Paulinho

O deputado Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito de São Paulo (1993-1996), foi condenado a devolver ao Tesouro municipal R$ 4,9 milhões por suposto ato de improbidade administrativa na construção do Túnel Ayrton Senna.

A punição também vale para o ex-secretário de Obras e ex-presidente da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), Reynaldo de Barros, três ex-diretores e o consórcio CBPO/Constran.

A obra do túnel teria sido superfaturada - peritos do Ministério Público identificaram medições forjadas e pagamentos por serviços não realizados.

Vai apelar

A decisão contra Maluf foi da 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital de São Paulo.

O juiz Wanderley Sebastião Fernandes aplicou multa de R$ 10 milhões, equivalente a duas vezes o dano, e a suspensão dos direitos políticos de Maluf por cinco anos.

Maluf e demais acusados devem recorrer ao Tribunal de Justiça.

Saia logo

A estudante Geisy Arruda não voltará à Universidade Bandeirante (Uniban), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para continuar o curso de Turismo.

Geisy vai prestar depoimento hoje na Delegacia da Mulher de São Bernardo do Campo, onde foi aberto um inquérito para apurar supostos sete crimes contra a jovem no episódio em que foi hostilizada por colegas na Uniban.

Releia o artigo: Educomunicação contra a Midiotice

Imortal comunista

O arquiteto Oscar Niemeyer, de 101 anos, lançou ontem, no Memorial Roberto Silveira, em Niterói, o quinto número da revista Nosso Caminho, editada por ele e por sua mulher, Vera Lúcia.

O idoso comunista desembarcou, triunfal, da Mercedes que o trouxe de Copacabana para o outro lado da Baía de Guanabara.

Em uma cadeira de rodas, Oscar Niemeyer mostrou que continua mais vivo que nunca.

Frase do ano

Faz o maior sucesso entre os opositores do $talinácio uma ponderação irônica do Macaco José Simão, em sua coluna da Folha de S. Paulo:

SÓ VOU ASSISTIR AO FILME SOBRE A VIDA DO LULA SE ELE MORRER NO FINAL”.

Há quem diga que tal sentença tem tudo para ganhar o prêmio de “frase do ano”...

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Novembro de 2009.

A farsa sobre o clima

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Já dizem ser o maior escândalo científico do século. No fim da semana passada, um hacker publicou documentos e emails, referentes à conspiração da cúpula de cientistas, dedicados aos estudos sobre os efeitos da ação humana sobre o clima. Foram revelados os acordos para manipular dados, destruir provas, pressões sobre revistas científicas para não publicar trabalhos teóricos contrários, ocultamento de documentos e até alegria pelo falecimento de um cientista dissidente.

Envolvidos na trama, os cientistas da NASA, do Competitive Entreprise Institute americano, e o Laboratório de Investigação do Clima da universidade britânica East Anglia, o mais ativo centro defensor da catástrofe climatológica, uma religião rendosa para ambientalistas como o Greenpeace, que chegou a fabricar mutações genéticas em peixes.

Para o presidente da República Checa, Václav Klaus, este debate é uma “guerra ideológica entre os que querem mudar o mundo e os contrários, que acreditam ainda na liberdade, no mercado, no engenho humano e no progresso técnico... os que defendem a mudança climática querem ditar como devemos viver, fazer, nos comportar, o que comer, como viajar... Isto é inaceitável!”

A historia recente do nazismo e do comunismo mostrou o que acontece com as nações que se distanciam do sagrado, que se distanciam dos valores democráticos de direito, que desprezam as Leis, por imposição de títeres, os de hoje populistas, promovidos pelos que desejam o governo mundial e uma só moeda, acabando com as nacionalidades e as diferenças culturais e religiosas.

É o que está na agenda de Copenhague: a imposição de uma legislação criando um novo organismo permanente, uma casta de burocratas e pesquisadores de aluguel, impondo os limites de cada país e mais um imposto transnacional que os mantenha no “ócio produtivo” e enganador.
Ainda estão na agenda a expansão das máquinas dos estados nacionais e a intervenção para limitar o uso de energia pelos países menos desenvolvidos. Medidas de controle da natalidade, doutrinação com imposição de novos valores e combate a todas as idéias contrárias ao infame projeto de controle do “problema” que são os humanos. Tudo pelo novo “ambiente”!

Obama, Lula, todos os banqueiros e famílias do grupo real e corporativo que manda no mundo e financia todos os governos, eleições e guerras, estão ansiosos para aprovar essa legislação, que dá uma rasteira nas Constituições nacionais e impõe o controle de uma autoridade planetária. É um grande passo em direção ao socialismo global.

Os do Greenpeace já providenciaram as fotomontagens, mostrando a destruição de florestas onde as fotos de satélite mostram matas verdejantes. Já descobriram peixes mutantes. Ministros e cientistas mentem para as nações, tudo para justificar os desejos de uns poucos, ambiciosos e loucos pelo controle total das pessoas e do planeta.

Revistas e jornais europeus como Die Welt, El Diário Exterior e americanos como O New York Times e o Washington Post, já se pronunciaram a respeito e informaram a população. No Brasil, silêncio. Apenas a Rede Bandeirantes, rompeu o cerco com a pauta que pode ser vista neste endereço:
http://www.midiaamais.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1642&Itemid=88

O Dr. Jay Lehr, diretor do “The Heartland Institute”, diz em artigo disponível na web, que um dia as pessoas vão entender que tudo isso foi uma piada caríssima. E denuncia: “Mudanças climáticas não são um problema científico que obteve suporte político. Estamos falando de ativistas e políticos que encontraram numa questão científica a forma de obter mais poder e controle”.

Ou seja, os capimunistas, que aspiram instaurar a Nova Ordem Mundial, querem controlar a propriedade dos países da América, Ásia e África, com uma Lei impositiva que impede a independência econômica e ao mesmo tempo facilita a redução da natalidade. Nada melhor que títeres socialistas no comando.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Excrescências de um estatuto racista

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ernesto Caruso

A inclusão social não pode ser preconceituosa, nem seletiva pela cor da pele dentre os mais necessitados.

1. É racista porquanto é excludente dos outros semelhantes da mesma espécie humana, quando a grande maioria dos nacionais tem o DNA da miscigenação de índios, brancos, e negros.

2. É injusto, pois à guisa de obter tratamento privilegiado para compensar perdas do passado, cujos “condenados” pelos “crimes”, que não eram crimes à época, não estão vivos, punindo todo o povo brasileiro presente e futuro não classificado como negro pelos comitês raciais que serão implantados de acordo o Estatuto da Igualdade Racial. Sim, a sociedade atual que paga os seus impostos, será apenada por um tribunal fora dos parâmetros judiciais, através lei ordinária que impõe um ressarcimento aos classificados como negros, ferindo um principio básico de que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

3. É radical quando impõe uma regra abrangente em todos os campos da atividade humana, beneficiando uns em detrimento dos outros, na educação, no trabalho e na assistência médica, abominando o universalismo que representa a equidade como o ser humano deve observado e assistido.

4. O brasileiro desprovido de recursos de toda ordem necessita de assistência do Estado, ampla, geral e irrestrita. Homenagear Zumbi dos Palmares, que se insurgiu contra a escravidão e, portanto, merece os maiores louros pela luta contra o domínio de uns sobre outros, é um sólido ponto de apoio, mas chamar de consciência negra é uma confrontação à expressão consciência branca, substituta da consciência ariana hitlerista, repudiada, abjeta e condenada.

5. Assim, o Estado por norma constitucional se obriga a “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;” bem como “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

6. O Art. 6º da CF determina que “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”

7. A CF já impõe a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;” e cria uma “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, mas não para a mulher de cor tal e tal. Quando o Estado estipula um atendimento especial ao deficiente físico, o faz genericamente sem considerar a cor da pele, etc; idem quanto a mulher, mantendo o universo amplo de cobertura.

8. Aclara que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

9. Dá atenção ao passado no sentido de proteger “as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.”, afirmando que “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.”

10. Por outro lado, o Estatuto em pauta, já no seu Art. 1º, é acintosamente excludente ao instituir uma norma destinada “a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades”, excluindo os outros.

11. O Parágrafo único/Art. 1º EIR define discriminação racial, já considerada crime de acordo com a CF, bem como o que vem a ser população negra: “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, ...”, extinguindo o conceito de mestiço, a grande maioria da população brasileira.

12. O seu Art. 6º não tem propósito universal: “O direito à saúde da população negra será garantido pelo Poder Público mediante políticas universais, ....

13. Propõe que o segmento da população negra vinculada aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação, que redução da mortalidade materna entre as mulheres negras; redução de mortalidade infantil, de adolescentes, jovens e de adultos negros; redução de mortes violentas entre jovens negros. E os que não serão classificados como negros???????

14. Até nos esportes com grande participação de negros por dom e competência, o seu Art. 23, dispõe “O Poder Público fomentará o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, ...”, repete o consagrado “É inviolável a liberdade de consciência e de crença..”

15. Pretende assegurar à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infra-estrutura de logística para a comercialização da produção.

16. Ofende os demais necessitados, favelados iguais brancos e negros, quando atribui prioridade aos negros no direito à moradia: “Art. 37. O Poder Público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, ...”,

17. Determina a inclusão de negros na composição dos conselhos constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).

18. Assegura o acesso ao crédito, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras e financiamento para a constituição e ampliação de empresas, com estímulo à promoção de empresários negros.

19. Induz a criação de critérios para provimento de cargos em comissão e funções de confiança a fim de ampliar a participação de negros, proporcional à distribuição racial.

20. Concede incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros, claro que com comissões e mais comissões disseminadas pelo Brasil para designação de negros e não negros.

21. Determina que os órgãos públicos deverão incluir cláusulas de participação de negros nos contratos de produção de filmes, programas e peças publicitárias.

22. Institui o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR como forma de organização e articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços, naturalmente com mais servidores, chefes, DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo a Estados e Municípios e ditando que o Poder Público vai incentivar a participação das entidades privadas no Sistema.

23. O Poder Executivo priorizará o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades previstos na Lei aos estados, Distrito Federal e municípios que tenham criado conselhos de promoção da igualdade racial. E institui no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial.

24. O Estado assegurará atenção às mulheres negras em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.

25. Pretende a adoção de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra, que por justo deve ser para todo o cidadão, sem considerar que em certos Estados, como o Rio de Janeiro, o componente negro é muito presente nos efetivos policiais.

26. Adota medidas discriminatórias para a elaboração de planos plurianuais e orçamentos como para financiamento de pesquisas nas áreas de educação, saúde e emprego, para a melhoria da qualidade de vida da população negra, incentivo à criação de programas e veículos de comunicação, destinados à divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra, incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educação fundamental, média, técnica e superior, apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de entidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a população negra.

27. É minucioso no controle de verbas, pois garante que durante os cinco primeiros anos a contar da publicação do Estatuto, os órgãos do Poder Executivo Federal que desenvolvem políticas e programas as discriminarão em seus orçamentos anuais a participação nos programas de ação afirmativa. Prevê a utilização de recursos advindos da seguridade social, isto é de todos para alguns.

28. À semelhança do que ocorre como incentivo à participação das mulheres na política, mas de forma geral, sem considerar cor da pele, o Estatuto prescreve que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 10% para candidaturas de representantes da população negra. Mais uma descabida discriminação, se levarmos em conta a participação nos vários níveis do Legislativo, de afrodescendentes, nitidamente vistos pelos caracteres externos, ou apurados pelo DNA.

29. A escravidão não pode ser o argumento, não ocorria pela cor da pele. Os vencidos, quando não sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia relata. A História escreve. Os negros que saíram da África eram os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora o Brasil tenha sido o último na abolição da escravatura pela luta de brancos e negros, na América do Norte, na década de 60 ainda nos ônibus, os brancos sentavam nos bancos da frente e os negros nos de trás. Lá o cadinho do amor não existiu com cá, gerando o mestiço brasileiro. Não se pode repudiar um dos lados da ascendência.

30. O Estatuto agride as religiões, quando dá uma atenção diferenciada a uns e outros ou um tratamento diferenciado a determinados doentes pela cor da pele que os tinge. O benefício a uns não pode se transformar em intolerância aos seus semelhantes. Não é cristão, não é humanista.

Por derradeiro, é incrível como essa proposta, inconstitucional, que nasceu no Senado, lá foi aprovada, sofreu emendas na Câmara do Deputados, e retorna à Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos, muitos dos quais repetitivos das normas constitucionais, propositadamente inseridos, mas onde se encontram imiscuídos artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças à unidade nacional mestiça, que irão onerar sobremaneira os cofres públicos, com aumento de efetivos de servidores, com reflexos desagregadores em outras áreas, como já observados nas universidades devido às cotas e geradores de inúmeros processos judiciais no congestionado Poder Judiciário.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

STJ beneficia bancos, suspende ações individuais sobre perdas da poupança, e não marca quando julga coletivas

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alertawww.fiquealerta.net (atualizado nesta quarta)

Por Jorge Serrão

Dane-se o direito individual no Brasil. Viva o coletivismo! A Justiça deu ontem mais uma prova do processo de “sovietização” das instituições no País – sobrepondo supostos interesses da maioria ou da coletividade, em detrimento do indivíduo – que cada vez mais tem seus direitos e liberdades feridos pelo processo naziglobalitário comandado pela Oligarquia Financeira Transnacional. A cidadania vale cada vez menos – se não estiver atrelada às regras nada democráticas de algum “sistema”.

O Superior Tribunal de Justiça suspendeu a análise das ações individuais sobre as perdas da poupança por causa dos planos Cruzado (1986), Bresser (1998), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991). O STJ definiu que os processos individuais devem aguardar até que seja julgada a ação coletiva sobre o assunto. Só tem um pequeno probleminha: não existe prazo para que sejam julgadas as tais ações coletivas sobre as perdas de poupança. Azar do cidadão lesado pelas trapalhadas estatais. Devem ir para o saco mais de 550 mil ações que tramitam na Justiça federal e na dos estados.

A decisão do STJ beneficia diretamente os grandes bancos. A Confederação Nacional do Sistema Financeiro já tinha até ingressado com uma ação no Supremo Tribunal Federal para evitar que bancos paguem a diferença nas perdas no rendimento da poupança dos desastrados planos econômicos, entre 1986 e 1991. Os bancos se recusam a desembolsar até R$ 100 bilhões para ressarcir os poupadores lesados. Os valores seriam de R$ 14 bilhões referentes ao Plano Bresser, R$ 28 bilhões ao Plano Verão, R$ 43 bilhões ao Collor 1 e R$ 14 bilhões ao Collor 2.

Para pressionar a Justiça, alegando que a decisão desfavorável por causar desequilíbrios ao sistema financeiro, os bancos chegaram a especular que as ações podem lhes impor perdas de até R$ 180 milhões. Na mesma linha de terrorismo, alegam que o pagamento de tais indenizações reduziria a oferta de crédito no mercado brasileiro – o que prejudicaria o suposto bom desempenho da economia na gestão $talinácio.

A despeito da verdade ou não sobre os números, o STJ respaldou seu julgamento no rito da Lei dos Recursos Repetitivos do STJ, uma estratégia para supostamente agilizar os julgamentos no país, já que casos semelhantes têm o mesmo desfecho. Devia ter a mesma agilidade para não embromar decisões sobre casos fundamentais para o bolso do cidadão constantemente lesado pelo Poder Estatal e seus agentes beneficiários.

$ do Problema

O grande questionamento da ação cível pública é o uso indevido que as instituições financeiras fizeram do plano econômico em seu próprio benefício.

Além disso, os defensores dos bancos tentam empurrar goela abaixo a tese de que não há direito adquirido em face de novo regime monetário.

Insistir é preciso: O STF e o STJ deviam ser mais ágeis na decisão sobre tal questão, para não deixar no ar que a demora em decidir os casos seja reflexo de alguma pressão dos bancos, por debaixo das togas.

Tese dos bancos

A Consif entrou com uma ação de argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) alegando que são constitucionais as mudanças de planos econômicos ocorridas de 1987 a 1991 - Planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II.

Os banqueiros defendem a tese de que os planos foram promovidos pelo governo para combater a hiperinflação.

Além disso, sustentam que os planos implementaram regras válidas tanto para poupadores quanto para devedores.

Assim, na visão do sistema financeiro, não faz sentido que os bancos paguem a diferença entre o rendimento calculado por índices antigos e o rendimento calculado pelos novos índices a titulares cadernetas antigas.

$talinácio com os banqueiros

O governo $talinácio joga inteiramente a favor dos banqueiros – e contra os poupadores - na questão das perdas impostas pelos planos econômicos.

No dia 14 de abril, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a fazer uma promessa à Agência Brasil:

O Executivo vai se empenhar para acabar com essa história de planos econômicos".

Defenda-se

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor mantém um blog para manifestação e informação de consumidores sobre as perdas da poupança com as mudanças nos planos econômicos.

Basta acessar a página “Bancos X Poupadores”: http://www.planoverao.idec.org.br/

Internautas cadastrados recebem, periodicamente, boletins com as últimas notícias sobre o tema.

Passo a passo

Os interessados na polêmica podem acessar os seguintes links do Idec:
1. Entenda o que foi o Plano Verão e as ações do Idec.

2. Quem pode se beneficiar das ações contra os bancos? Quais os bancos em que há execução?

3. E os demais bancos?

4. Como calcular o valor atualizado das perdas?

5. O que compõe o fator acumulado?

6. Em que fase se encontra o processo judicial contra o meu banco?

7. O Idec fará a execução só para seus associados?

8. O poupador não associado ao Idec pode se associar para participar da ação por meio do Instituto?

9. Associado residente fora de São Paulo também deve comparecer pessoalmente para entregar os documentos?

10. Quais os documentos necessários para que o Idec realize a execução e os custos envolvidos?

11. E se o associado do Idec, titular da poupança, tiver falecido?

12. O Idec fornece documentos processuais (como carta de sentença) a advogados?

13. O que é ação civil pública?

14. O que é execução?

Qual a diferença entre execução provisória e execução definitiva?

15. Por que há decisões que valem para todo o país e outras que valem somente para São Paulo?

16. O que são prazos prescricionais e como são contados?

Dieta do $talinácio

O chefão Lula da Silva foi ontem até os repórteres, fotógrafos e cinegrafistas para mostrar que vestia o terno que usou ao tomar posse em 2003, em seu primeiro mandato:

"Estão vendo? Eu uso o terno da posse de 2003".

Questionado sobre o segredo para conseguir emagrecer, Lula foi rápido na resposta:

"Muito trabalho e muita entrevista".

Brasil indefeso

Inacreditável que o Brasil vivenciando hoje uma economia de resultados, no limiar do alcance da quinta posição no ranking mundial, continue sem garras, o mesmo notório impávido colosso como sempre sem presas, absolutamente vulnerável para o enfrentamento de crises internacionais que, apenas por pura sorte, têm passado ao largo”.

São palavras do General Paulo Ricardo da Rocha Paiva, doutor em ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em artigo publicado ontem no Jornal do Brasil.

Confira, ao final desta edição o artigo dele: O impávido colosso indefeso

Top, top, Obama...

Um dos líderes do Foro de São Paulo e aspone especial para assuntos internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, reclamou ontem de um "certo sabor de decepção" com as atitudes do governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, até o momento:

Entendemos que o presidente Obama está enfrentando uma situação complexa em seu país, com uma agenda interna difícil e complexa, mas a grande verdade é a seguinte: isto está provocando uma certa frustração. Não digo que haja uma inflexão. O presidente Lula continua com expectativas de que possamos ter bom relacionamento com os EUA, mas a grande verdade é que, até agora, há um certo sabor de decepção, que esperamos que seja revertido”.

Garcia enumerou o que, em sua visão, tem provocado essa decepção:

1) O posicionamento dos EUA em relação à crise em Honduras - os Estados Unidos decidiram apoiar as eleições que ocorrem domingo para escolha do novo presidente, ao contrário do Brasil e grande parte dos países da América Latina, que não reconhecem o pleito.

2) A postura dos EUA , juntamente com a China, que poderá inviabilizar a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas.

3) O fim da Rodada de Doha, praticamente decretada por Obama em carta endereçada a Lula anteontem.

Comandos Blackwater em ação?

A revista esquerdista norte-americana The Nation revela que membros de uma divisão de elite da Blackwater (um dos maiores exércitos privados do mundo) cumprem uma missão secreta na cidade portuária de Karaki, no Paquistão, junto com o Comando de Operações Especiais Conjunto dos EUA.

Os combatentes da Blackwater foram escalados para a missão secreta de assassinar alvos suspeitos dos grupos terroristas Taliban e Al Qaeda.

A fonte que revelou a ação a The Nation informou que o programa secreto é tão compartimentalizado em suas informações que as principais figuras da administração Obama ou da cúpula militar dos EUA sequer têm informações precisar ou até sabem da existência de tal plano radical de eliminação de terroristas.

Operação negada

A Blackwater – que recentemente mudou seu nome para Xe Services and US Training Center – nega quaisquer operações anti-terror no Paquistão.

Quem garante é o porta-voz da Blackwater, Mark Corallo:

"A Xe Services tem apenas um funcionário no Paquistão realizando supervisão de construção para o Governo dos EUA".

Nossa Tropa de Elite

O governador Sérgio Cabral foi seqüestrado ontem, de mentirinha, no Estádio do Engenhão, na Zona Norte do Rio.

Mas tudo acabou bem, pois não passou de um treinamento simulado de 20 agentes do Batalhão de Operações Especiais (o famoso Bope) junto com dois representantes da polícia francesa.

A ação contou com o apoio de helicóptero descendo no campo de futebol, com dois atiradores de elite, cães treinados e negociadores.

Novo treino no Metrô

O Bope repete hoje o mesmo tipo de treinamento anti-sequestro no transporte e em pontos turísticos do Rio.

O treino desta quarta-feira - fechado para a imprensa - será na estação Maracanã do metrô.

A Tropa de Elite da PM do RJ já se prepara por conta da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Efeito Orloff?

A Justiça argentina começou ontem a julgar 17 acusados de submeter à tortura e ao cárcere privado 184 pessoas detidas em diversas prisões clandestinas durante a última ditadura militar no país (1976-83).

Entre os réus estão o ex-agente de inteligência Raúl Guglielminetti e os ex-policiais Julio "El Turco" Simón e Samuel Miara, já condenados por outros crimes.

O processo por crimes de lesa-humanidade, de caráter oral e público, pode durar oito meses, com a provável participação de 400 testemunhas, algumas delas sobreviventes dos centros de detenção.

Prova no Shabat

Estudantes judeus inscritos no Enem 2009 serão obrigados a fazer prova no Shabat, dia sagrado para eles.

O presidente Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a decisão que obrigava o MEC a fixar um novo dia de aplicação do exame que não coincidisse com o sábado, preservado pelos judeus ao descanso religioso, para 22 alunos do Colégio Iavne, em São Paulo.

Gilmar Mendes alegou que, "se os demais grupos religiosos existentes em nosso país também fizessem valer as suas pretensões, tornar-se-ia inviável a realização de qualquer concurso, prova ou avaliação de âmbito nacional, ante a variedade de pretensões, que conduziriam à formulação de um sem-número de tipos de prova".

O Enem está marcado para os próximos dias 5 e 6 de dezembro.

Vereabundagem

Os vereadores cariocas começaram seu fim de semana mais cedo.

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro teve a cara de pau de aprovar ontem o projeto da Mesa Diretora que acaba com as sessões de sexta-feira.

Foram 26 votos a favor e apenas três contra - Carlos Bolsonaro (PP), Clarissa Garotinho (PR) e Teresa Bergher (PSDB).

Prostituição literária

O errado também vira certo não só no Brasil, mas também na Itália.
Pivô do mais recente escândalo envolvendo o premiê italiano Silvio Berlusconi, a prostituta de luxo Patrizia D'Addario, de 42 anos, lançou ontem seu livro de memórias.

Na obra "Gradisca Presidente" ("Desfrute, Presidente", em italiano), ela afirma que manteve relações sexuais com o “sultão” Berlusconi porque ele prometera ajudá-la a montar uma pousada em Bari - cidade natal da famosa profissional.

Berlusconi nega as acusações, afirma que nunca pagou por sexo e atribuiu o escândalo a uma conspiração contra ele.

Pai-raguaio

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, ex-bispo católico que já enfrenta dois processos por reconhecimento de paternidade, teria mais uma filha.

Mirta Maidana, filha da primeira-dama e sobrinha de Lugo, afirmou à mídia que a suposta filha é uma jovem de 22 anos que se casou no fim de semana passado, com a presença de Lugo.

A sobrinha faladeira de Lugo revelou a suposta filha frequenta a residência presidencial e tem enorme semelhança física com o presidente.

Queimando Aécio

Circula na Internet um texto do Novo Jornal para queimar o filme do presidenciável tucano Aécio Neves.

A matéria cita um ex-assessor de Tancredo Neves que se espanta como o neto conseguiu comprar um apartamento que pertenceu ao avô, no Rio de Janeiro, pela bagatela de R$ 12 milhões:

Quem diria, aquele jovem vindo do Rio de Janeiro, após a eleição deseu avô ao governo de Minas em 1982, trazendo em sua mochila bermudas e camisetas. Seu primeiro terno foi comprado pronto na Mesbla, com recursos de seu avô”.

Leia o original em:http://www.novojornal.com/politica_noticia.php?codigo_noticia=11020

Problema do Álcool

Gozação que circula na Internet, citando uma suposta carta, escrita na década de 80, com ligeiros errinhos de grafia, que estaria arquivada na Shell:

“Olá!Tenho um Corcel II 1986 a álco e sou cliente dos posto Shell. Não abasteço em nenhum otro posto há mais de 5 ano. Tô escrevendo porque tô com uma dúvida na qual acho que vocês são os mais indicado a me ajuda. A questã é que tô progamando uma viage para domingo dia 27/10. Nesse dia será realizado o 2º turno das eleição e mais uma vez vai tê a proibição de venda de alco da meia noite até a meia noite de domingo. A chamada lei seca. Mas o trajeto que pretendo percorre no domingo é muito maior do que cabe de alco no tanque do meu carro, já que não vai tê venda de alco, vô te que carrega em alguma vasilha o resto que segundo meus cálculo é um tanque e meio quase 100 litro. Gostaria de sabe qual a vasilha mais segura pra transporta o alco ou se tem alguma outra solução pro meu pobrema. Pensei em talvez abastece com gasolina por que a proibição de venda é so de alco pelo que eu vi. Caso a solução seja mesmo a de transporta o combustive a se usado, gostaria de sabe se algum posto de vocês na região da Grande ABC poderia faze um desconto por que eu vo está comprando mais de 150 Litro de alco no sábado.
Conto com a ajuda de vocês. Assinado: Luis Inacio da Silva - Torneiro Mecânico - São Bernardo do Campo/SP”.

Shell responde?

Eis a suposta resposta da Shell a tão preocupada missiva:

Prezado Sr. Luis Inácio da Silva. Em retorno à sua carta, gostaríamos de esclarecer que a lei, a que o senhor se refere, proíbe apenas a venda de bebidas alcoólicas nos dias de eleições e não a de combustíveis automotores”.

Ainda bem que os puxa-sacos garantem que Lula morre de rir de cada piada que contam sobre ele...

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2009.