quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Deus que se cuide: aquecimento é de lascar

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Ler para compreender o que está nas entrelinhas desta novela do aquecimento global é um exercício fantástico. Traduzir certos discursos numa linguagem popular é o jeito para transmitir o irritante, grotesco e risível. Para compreender a linguagem esotérica das mentes doentias regiamente pagas com recursos carreados pelos estados que compõem a ONU, hoje um verdadeiro laboratório de insanidades.

Os estados membros contribuem com o fruto do trabalho de gente honesta, para que um grupo de apátridas, internacionalistas sedentos de poder, imponham regras universais. Estão trabalhando para a maior concentração de renda no planeta. Trabalhando para influenciar, seduzir, (comprar!) os governantes dos estados membros, na defesa do absurdo: “Eu mando, vocês obedecem... ou então vai se ferrar!”.

Quem manda de fato são cerca de trezentas famílias, incluindo reis no trono, descendentes de casas reais espalhados pela Europa e EUA, banqueiros que nem os Rothschild, Rockfeller, Morgan e grupos fechados de investidores como os Carlyle. São os Bilderberger, proprietários e controladores de mais de 50% das grandes corporações espalhadas pelo mundo. Os tais que instalam a “crise”, financiam as guerras, vendem as armas e drogas e mantém o terrorismo.

A serviço desta gente, estão os “estudiosos” da ONU, gerando relatórios e diretrizes infames. Dizem por exemplo que o controle de natalidade na China é exemplar, porque economiza algumas toneladas de peidos que poderiam contribuir para o aquecimento da terra. O Brasil também deve reduzir seu rebanho bovino, caprino, porcino... tudo pela redução de peidos!

A população da China está ficando velha porque é costume privilegiar o nascimento de filhos varões. A prática do infanticídio de nascituros femininos ou deficientes físicos é “normal” por lá nas áreas rurais. Assim faltam mulheres para o casamento. É um grande e maravilhoso programa de controle de natalidade!

Exemplar! Para os psicopatas da ONU. Assim querem justificar é um rigoroso controle de natalidade no mundo inteiro. Menos gente, menos peidos, menor aquecimento do planeta! Mobilizam recursos imensos para doutrinar, contaminar as mentes das novas gerações, principalmente nas áreas que rotulam como “países em desenvolvimento”, onde se deve preservar o verde em seu estado natural, reduzindo as possibilidades de vida e de trabalho produtivo.

Inúmeros documentos comprovam que os propósitos de Paz Universal objetivados pela Organização das Nações desUnidas, obedecem a uma agenda secreta, diferente da meritória e propalada ajuda mútua contra a pobreza, a fome, o analfabetismo e a guerra. E mais agora, com a direção de um comunista.

Um documento dos anos 60, gerado por cérebros contratados pelo Governo Kennedy e que parecia arquivado por seu conteúdo e conclusões, escandalosas para a época é o “Iron Mountain Report” transformado em livro pouco conhecido. O trabalho consumiu 3 anos, analisando as conseqüências políticas de um ambiente mundial pacificado. Pinçamos algumas conclusões daquela sigilosa investigação sócio-científica, econômica, militar, filosófica e os cambau, revelando que, tudo quanto tentam rotular como “teoria da conspiração” é uma prática real continuada, aterrorizante.

É o propósito de um grupo que pretende ser ditador dos destinos e pensamentos de cada pessoa, escravidão global controlada com sensores, câmeras, escutas eletrônicas, implantação de chips, rastreadores e práticas de vigilância “para a nossa segurança” em um mundo caótico e permanentemente aterrorizado por hordas armadas, contidas apenas pelo exército policial, das “Forças de Paz Mundial da ONU”, que o diga Orwell.

"A Paz Indesejável” está descrita no Iron Mountain Report, datado de 1969. A paz é dada como intangível e inútil, porque, segundo os tais estudiosos, a guerra é o principal estabilizador político das sociedades e necessária para manter o poder dos governantes por longos períodos. O estado de guerra, ou seja a instabilidade emocional de pessoas aterrorizadas, fundamenta as escolhas comportamentais, submete a sociedade, influi na escolha de valores para fazer frente aos inimigos diversos, com máscaras mutantes, variadas.

O relatório aconselha a identificação de “um risco de destruição pessoal real, numa escala compatível com a envergadura e a complexidade dos modernos sistemas sociais”, um risco real ou imaginário capaz de promover a coesão social planetária e aceitação de uma só autoridade política. Como a tentativa de coesão mundial social contra seres extra terrestres não funcionou, utilizaram intensa propaganda com um substitutivo: construíram a credibilidade sobre uma mentira “científica”.

"Um substitutivo político efetivo... Pode ser, por exemplo, a brutal poluição do meio-ambiente, (...) como a principal ameaça aparente à sobrevivência das espécies (...) Um substitutivo de qualidade e magnitude críveis (...) deve ser encontrado (...) É mais provável, a nosso ver, que uma ameaça que tenha de ser inventada ao invés de ser criada a partir de condições desconhecidas".

As condições foram inventadas e Al Gore escalado como arauto do reino. Por trás da mensagem, a intenção deliberada inscrita naquele relatório: "É inteiramente possível que o desenvolvimento de uma forma sofisticada de escravidão possa ser um pré-requisito absoluto para o controle social, num mundo de paz". É este o rolo em que todos estamos metidos. O esquema gorou! Mas os poderosos vão continuar concentrando forças, poder. Deus que se cuide!

Arlindo Montenegro é Apicultor.

O caos prossegue

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Adriano Benayon

O ano de 2009 termina sem ter acabado o caos nem a manipulação dos mercados financeiros. Ao contrário, ambos continuam aumentando.

A lógica aponta, há muito tempo, para o colapso final do sistema imperial do dólar - cada vez menos sistema, e cada vez mais caos. Entretanto, os controladores das finanças mundiais forçam a sobrevivência desse intolerável pseudo-sistema, causando estragos cada vez maiores.

Eles se valem para isso do imenso poder de corrupção acumulado mediante os ganhos inimagináveis das manipulações financeiras, por meio das quais são criados - do nada, nos discos rígidos dos computadores dos bancos centrais, dos Tesouros e dos grandes bancos e instituições financeiras - dezenas e até centenas de trilhões de dólares, exclusivamente para servir ao poder dos concentradores.

Respingam para a economia real frações desprezíveis da avalanche de moeda e de títulos inventados nos bits da informática, fazendo definhar a estrutura produtiva e deteriorar-se as condições de vida dos habitantes do planeta.

Nesse império do absurdo, a lógica é espezinhada junto com as pessoas. O poder financeiro, mais concentrado que nunca, se tornou absolutista, pois os atuais detentores do poder dispõem de meios tecnológicos de comunicação e de moldagem das mentes, que lhes permitem exercer totalitarismo muito maior que os monarcas dos Séculos XVI e XVII e as ditaduras do Século XX.

Transgênicos

Este é um caso exemplar da destrutividade reinante também na economia real, dita produtiva. Nela cresce o espaço dos produtos nocivos à saúde e à vida humanas, em prejuízo dos que lhes são favoráveis. Um dos exemplos mais candentes dessa escalada para liquidar a humanidade são os cereais e outros alimentos transgênicos.

No Brasil, apenas um governador, o do Paraná, tenta evitar essa calamidade, enquanto a grande maioria dos demais e o governo federal a promovem.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), criada em 2005, beneficia as transnacionais da biotecnologia com aprovações consecutivas, e sem exceção, dos pedidos de liberação de variedades transgênicas no Brasil. Entre 2005 e o final de 2009, a CTNBio terá liberado o plantio comercial de duas variedades de soja, dez de milho e seis de algodão.

A EMBRAPA é a empresa estatal de pesquisa agropecuária. Depois de ter realizado excelentes desenvolvimentos, ela ficou controlada de fato pelas transnacionais, as quais, além disso, absorveram as firmas privadas de capital nacional do setor.

As sementes transgênicas são controladas, em âmbito mundial, por transnacionais: Monsanto, Cargill, Bunge, Syngenta, Bayer, BASF e Dow AgroSciences.

A CTNBio é composta por doutores pesquisadores da EMBRAPA - que ali tem cinco conselheiros – e de universidades, como USP, UFPE, UFRJ, UFMG, UNICAMP, UNB, UFV, UFRGS, UFES, PUC-RS, UFAL, UNIFESP E UEL. Também da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) de Piracicaba.

O x da questão é que a maioria absoluta dos conselheiros da CTNBio participa de projetos de pesquisa em associação com uma ou mais das transnacionais mencionadas. Isso explica porque essa Comissão aprovou, em maio deste ano, o milho transgênico da Bayer, altamente danoso. Isso se deu contra o parecer do Ministério da Agricultura e da EMBRAPA, sem que, entretanto, o governo, em defesa da segurança alimentar e da saúde pública, vetasse esse plantio.

Alguns dos efeitos destrutivos dos transgênicos são expostos por Ruy Nogueira no artigo “O sumiço das abelhas”, publicado em A Nova Democracia, junho de 2007 e por Marcos Arruda, em agosto de 2007, em “Brasil livre de transgênicos”.

Nos EUA, onde também já houve enormes danos à agricultura por causa dos transgênicos, alerta-se a respeito da extinção das abelhas e, consequentemente, da polinização, indispensável à reprodução das plantas.

Mesmo que não causasse esse terrível dano, capaz de acabar com várias espécies, inclusive a humana, o plantio dos transgênicos coloca os países que o admitem, inteiramente à mercê das transnacionais que dominam o mercado das sementes transgênicas e outras híbridas.

De fato, ficam os agricultores sem meios de obter sementes senão comprando-as do cartel mundial das transnacionais. Estas detêm total poder de impor preços e de chantagear, com a negação do fornecimento, os que não se curvem ao Império.

Não bastasse isso tudo, a dependência dos transgênicos obriga, ainda, a empregar herbicidas químicos específicos para esses plantios, como o glifossato da Monsanto, altamente danosos ao ambiente e à qualidade da terra, ademais de serem armas adicionais de extorsão, por meio do monopólio do fornecimento.

O modelo

De perversidade semelhante à vista no exemplo acima, há, sem dúvida, mais casos em outras indústrias, os quais ilustram como os interesses nacionais e os de cada um dos brasileiros são massacrados pelo abuso de poder de grupos concentradores sediados no exterior, decorrente do modelo econômico formado no Brasil desde 1954.

Em artigos, inclusive os dois mais recentes publicados em A Nova Democracia, “País Ocupado”, em novembro, e “País saqueado”, em dezembro, mostro que o Brasil, em conseqüência desse modelo, deixa de desenvolver o magnífico potencial que lhe deveriam assegurar seus maravilhosos recursos naturais.

A principal característica do dito modelo é oferecer todo tipo de vantagens e de subsídios para as empresas transnacionais se apossarem dos mercados de bens e de serviços no País. Ora, quem controla os mercados, controla o que se vai produzir para eles, a tecnologia de produção e a que preço os produtos vão ser vendidos.

Quem manda nisso tudo, concentra os meios financeiros para controlar também os meios de comunicação, o ensino nas universidades e nas escolas, as campanhas eleitorais, a escolha dos supostos governantes e tudo mais.

Artilharia contra a cultura

A liquidação das empresas industriais brasileiras de capital nacional, ao se consolidar o modelo que privilegia as transnacionais, inviabiliza a defesa nacional, mantendo o País inerme diante da ameaça permanente de intervenções militares. Mas outro importante meio, empregado pelo Império, para manter o Brasil dominado é a sistemática destruição de sua cultura, processo que ganhou intensidade desde a Segunda Guerra Mundial, em que o Brasil foi envolvido no início dos anos 1940, manipulado pelas potências anglo-americanas.

Isso se faz por meio da penetração de produtos fonográficos, cinematográficos, televisivos etc. destituídos de beleza e de arte, e plenos de agressão à sensibilidade auditiva e visual das pessoas, ademais de destruírem valores saudáveis. Com o empurrar incessante desses produtos durante o “entretenimento” e também nos intervalos de publicidade, conseguiram fazer habituar-se a eles dezenas de milhões de brasileiros, transformados, assim, em sujeitos passivos, capazes de tolerar qualquer tipo de violência e de desrespeito.

Além disso, o deslumbramento com o “primeiro mundo”, a adoção de seus valores utilitaristas e a adoração à riqueza material, faz que a pseudo-elite absorva em suas mentes a propaganda enganosa dos detentores do poder mundial quanto às pretensas vantagens do livre-comércio e da abertura da economia ao capital estrangeiro: em suma, da globalização. Assimilam-se também mentiras sobre as questões de poder internacionais, os motivos das guerras, das intervenções etc.

Guerra para emitir moeda internacional

Quem acredita nessas estórias e lorotas, acredita também que o Brasil não sofreu com o colapso dos mercados financeiros mundiais, imagina que a “crise” global acabou e que não há perigo algum para nós em que o Brasil continue atrelado ao pseudo-sistema monetário do dólar e a mercados manipulados ao bel-prazer dos concentradores financeiros.

Não é apenas a pseudo-elite e o grosso de sua classe política do Brasil, telecomandada do exterior, que se deixam iludir. Muita gente nos próprios países hegemônicos e em países a eles associados também é enganada por notícias distorcidas e interpretações enviesadas.

Ao lado da pressão dos hegemônicos baseada no poder militar, isso permite entender como têm sido possíveis algumas fases de recuperação do valor do dólar, interrompendo seu longo declínio.

É o que ocorreu na semana de 7 a 12 de dezembro. O dólar, que se havia se desvalorizado em 50%, desde o início do ano, em relação ao ouro, recuperou cerca de 10% nessa semana. A manipulação pró-dólar originou-se da divulgação do desemprego nos EUA, em novembro, por ter este aumentado bem menos que nos meses anteriores. Embora a taxa oficial se mantenha em 10% (era 4,9% há dois anos), magnificou-se o aspecto positivo daquele dado, se é que contém algo positivo.

Ou seja: com a irracionalidade telecomandada, um dado sem importância pode, ainda que temporariamente sobrepujar nos mercados os fatos realmente relevantes.

Que fatos são esses? Nada mudou na realidade: o dólar está hiperinflacionado e não há como sustentar seu valor, quer haja retomada da atividade econômica, o que é irrealista, quer prossiga a depressão, o que é provável.

Os dados relevantes estão na colossal oferta potencial de dólares nos mercados: 1) moeda em poder do público nos EUA mais saldos das contas correntes e travellers checks (M1): US$ 8 trilhões; 2) o M1 + depósitos de poupança, depósitos a prazo abaixo de cem mil dólares e contas para aposentadoria (M2): US$ 10 trilhões; 3) o M2 + depósitos a prazo acima de cem mil dólares, depósitos em eurodólares, saldos em agências de bancos dos EUA no exterior, saldos em fundos de mercados financeiros (M3): quase US$ 15 trilhões.

As reservas em dólares em bancos centrais (fora o FED) são estimadas em US$ 6 trilhões. Há, também, dezenas de trilhões de dólares em contas de bancos e de fundos em todo o mundo, inclusive paraísos fiscais e cerca de US$ 300 trilhões de derivativos. A dívida federal em mãos do público chegou a US$ 7,6 trilhões em 12.11.2009, e a federal total, a US$ 12 trilhões. A dívida total (federal, estadual, local e a privada), já atingira US$ 57 trilhões em maio deste ano.

Desde 2008 o colapso financeiro levou a emissões de US$ 23 trilhões (de moeda pelo FED e de títulos e garantias pelo Tesouro dos EUA). Agora, não falta muito para estourarem novas bolhas, como a dos mercados de ações e de matérias-primas industriais, e recrudescerem as bolhas mais antigas como a dos imóveis, juntando-se os comerciais aos residenciais, e surgirem mais títulos tóxicos nos derivativos e credit default swaps.

Para cobrir isso tudo serão necessárias novas e imensas emissões de dólares, e, neste fim de ano, perdura o quadro que caracterizou 2009: os bancos guardam o dinheiro emitido para eles pelo FED, para tapar novos rombos. Afora isso, usam parte dele investindo nas bolhas.

Esse potencial de oferta, de que citei alguns indicadores, implica que ninguém mais deveria aceitar dólares nas transações internacionais. Com efeito, quem recebeu essa moeda e formou reservas com ela já teve prejuízos de grande monta, mesmo antes de o potencial de oferta do dólar ter crescido com a velocidade incrível dos últimos dois anos.

A guerra de pressões e de manipulações, movida pelos concentradores anglo-americanos contraria as leis da economia, já que eles forçam contra o interesse dos envolvidos, a existência de procura por uma moeda contaminada por sua própria proliferação.

Apesar de terem abusado indecorosamente do privilégio, gerando os acima indicados volumes de dólares, esses concentradores não se conformam em perdê-lo. Querem continuar emitindo a seu bel prazer quantidades ilimitadas de moeda capaz de comprar riquezas reais de todo tipo, governos e até “consciências” em qualquer lugar do mundo.

A guerra apontada é continuação da que foi movida contra o Iraque, quando este não quis mais dólares em troca de seu petróleo. Está na “lógica” também do cerco ao Irã. E também é guerra de extermínio, pois prolonga e agrava o caos monetário, priva as atividades produtivas de financiamento e, em consequencia, faz enraizar-se ainda mais a depressão, com desemprego abrangente, duradouro e crescente.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Quem acode a Soberania Nacional?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão


O chefão Lula da Silva e seu ministro da Justiça, Tarso Genro, colaboram, institucionalmente, para mais um ataque à soberania nacional – em fidelidade ao esquema globalitário que os controla. Os militares, em particular, e os brasileiros, em geral, serão obrigados a prestar continência, homenagem e lealdade a uma nova bandeira: o pavilhão do Mercosul.

Pertinho do Natal, os dois impuseram a Lei Nº 12.157 - que institui o culto ao internacionalismo, modificando a Lei Nº 5.700, que cuida sobre a forma e apresentação dos símbolos brasileiros. Pelo artigo 13 da nova lei (seria coincidência com o número petista?), devem ser hasteadas, todos os dias, em conjunto, as bandeiras do Brasil e do Mercosul. É o desmanche simbólico do Estado Nacional Brasileiro.

A nova regra terá de ser cumprida nos seguintes locais: I - No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República; II - Nos edifícios-sede dos Ministérios; III - Nas Casas do Congresso Nacional; IV - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais Federais de Recursos; V - Nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal; VI - Nas Prefeituras e Câmaras Municipais; VII - Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de fronteira; VIII - Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismo Internacionais e Repartições Consulares de carreira respeitados os usos locais dos países em que tiverem sede. IX - Nas unidades da Marinha Mercante, de acordo com as Leis e Regulamentos da navegação, polícia naval e praxes internacionais.

Para quem ainda não acredita que o processo revolucionário do globalitarismo está em marcha, usando Lula e seus aliados como meros instrumentos, esta é apenas mais uma prova simbólica da destruição da soberania brasileira.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Dezembro de 2009.

Lula é autoexplicativo

Edição de imagens polêmicas no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

O tempo é mesmo o “senhor da razão” para o chefão Ignorantácio, o apedeuta mais sabido do mundo, que acaba de ser escolhido pelo jornal britânico Financial Times “como uma das 50 personalidades que moldaram a última década” – porque "é o líder mais popular da história do Brasil".

O vídeo abaixo – que circula na Internet – mostra as contradições entre a fala de Lula, antes de ser Presimente, e o seu discurso político atual que tenta explicar o inexplicável. Como bem diria o esperto $talinácio, as imagens valem tanto quanto suas mil palavras de mais pura demagogia.

video

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Militares em ritmo de “arakuru”?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão


O chefão-em-comando $talinácio Filho do Brazil sai de férias com uma profunda insatisfação, quase crise, no seio das Legiões. Os militares estão na bronca com o ministro da Justiça, o tenente R2 do EB Tarso Genro, que resolveu alimentar a polêmica sobre a Lei de Anistia, nas 54 páginas do recém-lançado livro “Teoria da Democracia e Justiça de Transição” (Editora UFMG).

Antes do Natal, Lula teve de conter uma briga séria sobre o mesmo tema “revanchismo x direito à memória”. Circula nos e-mails de oficiais-generais, via Internet, a informação de que no dia 21 de dezembro, pouco antes da Cerimônia de entrega de “prêmios” a quem se diz vítima de tortura nos tempos da dita-dura, o ministro da Defesa, o genérico Nelson Jobim e os três Comandantes Militares, pediram demissão ao Presidente. Será que tiveram mesmo tanta coragem? Ou ocorreu alguma Batalha de Itararé?

No e-mail, os militares contam que houve pressão do Ministro Paulo Vanuchi (dos Direitos Humanos) para a presença do Jobim no evento. O plano era que, nos discursos do evento oficial, os militares serem acusados de covardes por não estarem ali. Jobim teria dito a Lula que não compareceria para ser coerente com a opinião dele sobre o assunto. Jobim defende que a Lei da Anistia, de 1979, promoveu a reconciliação nacional ao perdoar os excessos cometidos pelos dois lados – o regime militar e seus opositores. Jobim já declarou publicamente: “Uma coisa é o direito à memória, outra é revanchismo e, para o revanchismo, não contem comigo”.

Tarso detona seu velho colega de faculdade de Direito, em pelo menos dois trechos do livro: “Quem estabelece um vínculo artificial entre ‘memória’ e ‘revanchismo’ quer, na verdade, dizer que é preciso sacrificar a memória no universo da impunidade(...)”. “O direito à memória, que desenterra o passado e o põe sob luzes públicas, não pode ser considerado como revanche (...)”. Tarso prega que a tese de Jobim – a mesma dos comandantes militares - impõe ao país “uma política de perdão ao inverso”.

Os militares não perdoam Tarso pelas atitudes revanchistas. O e-mail militar revela que, na hora do pedido coletivo de exoneração a Lula, o Brigadeiro Juniti Saito (da FAB) e o General Enzo Peri (do EB) prestaram solidariedade ao Ministro da Defesa, de imediato. O Almirante Moura Neto (da Marinha) estava no Rio de Janeiro. Mas foi convocado de emergência para uma reunião com Jobim. Os quatro (os três estrelas e o com nenhuma) combinaram como agiriam caso houvesse referencias negativas aos militares nos discursos do evento de Vanuchi – no qual a candidata Dilma Rouseff chorou...

Lula teria evitado a possível crise militar determinando que, na cerimônia, não houvesse referência aos militares. Lula foi coerente com seu discurso no dia 14 de dezembro, no tradicional almoço de fim de ano com oficiais-generais. Na festa, Lula atropelou o protocolo militar e chamou de “companheiros” os civis José Alencar, Nelson Jobim, Samuel Pinheiro Guimarães (ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos), além dos militares Jorge Armando Félix (ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional), e os comandantes quatro estrelas Saito, Moura Neto e Enzo.

Os “companheiros” militares agora esperam que Lula consiga conter o revanchismo de Tarso, Vanuchi, Dilma e outros que surfam na onda do passado, com evidentes intenções revolucionárias de desmoralizar as Forças Armadas. Pois os “companheiros” fardados devem esperar bem sentados. Lula é como um Boi, que ataca ou fica quieto, dependendo do sinal vermelho que lhe dão.

O processo revolucionário está em marcha. Mas a maioria dos militares parece não dar bola para isso. A maior parte das Legiões só pensa em tirar, no futuro, alguma vantagem do Exército de Libertação Nacional em franca formação. É a tragicomédia anunciada. Quem tem vocação para gueixa – não para samurai - só usa a espada para cometer “harakiri”. Ou seria “arakuru”?

Como nada entendo de artes marciais, deixo a dor da dúvida para os especialistas no assunto, e faço que nem Lula: tiro o meu da reta...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Dezembro de 2009.

Termômetro Oscilante

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro


Acabo de receber um email de Christina Fontenelle, uma patriota destemida, que durante anos nos brindava em sua página “Imortais Guerreiros”, com documentos de conteúdo polêmico. Um conteúdo incômodo para os senhores no poder, principalmente nas páginas em defesa da Amazônia. Depois de “ser expulsa” da veneranda Escola Superior de Guerra, ela promete estar de volta, nos próximos dias. Seja bem vinda! Esta nação precisa de gente como você!

Durante sua ausência, muito aconteceu, algumas máscaras caíram, algumas ações foram ensaiadas e agora sabemos que o enfrentamento para conter as ameaças à liberdade e soberania, são forjados nos laboratórios da ONU, com a inspiração ideológica indubitável da comunista nova ordem mundial.

"Tudo o que precisamos é de uma grande crise, a crise certa e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial", disse David Rockefeller. Pois este senhor junto com seus pares da dinastia Rotschild e gente de sangue azul, os Bilderberger, que tratam a humanidade de modo perverso, podem hoje ser indicados sem sombra de dúvida, como os carrascos da liberdade e coveiros da soberania e independência das nações.

Recentemente tentaram impor mais um tratado, no modelo de centenas de outros “acordos globalitários” impostos pela revolucionária ONU, o mais desprezível antro de esotéricos, satanistas e comunistas que o planeta já conheceu. Todos a serviço da Nova Ordem Mundial, que com a mentira do aquecimento global revelou também como é duvidosa a natureza ética e intelectual de certos modernos “cientistas”, pagos para imitar Deus.

O modelo dos tratados internacionais explícitos, em linguagem sinuosa que parece carregar as melhores e mais santas intenções, tem sua versão secreta, somente para os assessores do “clube”. Para o vulgo, sobra uma verdadeira avalanche de propaganda enganosa para aterrorizar, distrair, desinformar a gente em cada recanto do planeta, seja na justificativa de campanhas guerreiras, defesa de “direitos humanos”, narcotráfico ou “democracia”. Na verdade, tudo cientificamente planejado, organizado e estrategicamente aplicado para ocultar a verdade.

Em toda parte os que ocupam cargos políticos, formadores de opinião, professores e religiosos, sindicalistas e empresários, trabalhadores e desempregados, gordos e famintos, estão contaminados. As promessas de figuras populistas, aparecem em forma e cores bonitas. Passa o tempo e os gestores “eleitos” ignoram as reivindicações dos cidadãos, protelam as decisões e promovem, isto sim, a criminalidade e a sujeira da corrupção institucional.

São as mini crises continuadas, reflexo das políticas globalitárias, que alimentam a credibilidade em engodos, como este do aquecimento da terra, que rendem votos para a continuidade. Vale tudo, mesmo a chantagem. A linguagem é sutil e disseminada por pesquisas de opinião, propaganda, palavras de ordem, tudo apoiado na imagem dos conflitos e da emoção, essenciais para o sucesso. Quanto mais crise, melhor para que o “líder”, aqui ou acolá, assuma mais poderes políticos, na contra mão da liberdade e do estado democrático de direito.

Muito bom para a ONU! Ótimo para os que controlam a ONU! Quanto mais crise e insegurança, mais espaço para o líder tomar de assalto mais rentáveis poderes políticos, na contra mão das liberdades individuais. Um Brasil independente destas políticas globalistas, com dirigentes voltados para a defesa, gente pensante e imune à corrupção, gente estimulando a educação, pesquisa, com forte redução da máquina de governo, é o que menos interessa à rapinagem dos terroristas verdes do aquecimento infernal.

Os documentos e tratados da ONU, com muita sutileza, têm ignorado a soberania dos países membros. Quando trata de Direitos Humanos (Art. 18 da declaração específica) defende o “direito à liberdade de pensamento consciência e de religião”... (art 19) “o direito à liberdade de opinião e de expressão...". Para concluir que, (art. 29): "Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, serem exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas."

Pois por aqui se copia o mesmo: em hipótese alguma as CPIs ou a mesma imprensa pode criticar o governo, suas políticas e falcatruas. Fiel ao globaritarismo, o governo dos socialistas tem poderes conferidos e controlados pelos banqueiros internacionais, que escolhem os chefes de equipe das províncias, encarregados de manter uma ilusão de democracia, sem cogitar na prestação de contas, valendo apenas um tapinha no ombro e o beijinho numa criança com foto sorridente.

Estamos sendo encaminhados para eleger (??) mais um dos que executarão as políticas do acordo capimunista: os comunistas adotaram e participam da economia de mercado. Em troca dirigem a propaganda e elaboram as estratégias da engenharia social que nos conduzirá aos braços da ONU: uma só religião, um só exército, um mundo sem fronteiras sob um governo ditatorial. Como já acontece com as mega empresas transnacionais, que controlam maioria destas outras, que apelidamos de empresas nacionais (Petrobrás, Vale...)

A crise que nos atinge é moral. A eliminação dos limites já vem sendo implantada com as lições de Antonio Gramsci, através dos milhares de fundações, ONGs e empresas que adotam os treinamentos Tavistock. A insegurança mundial exige controles sociais globalitários. A engenharia social utiliza o sexo sem limites, as drogas e os grandes shows que embalam o “Admirável mundo novo”.

Como disse Huxley: “a liberdade para sonhar acordado sob a influência das drogas, dos filmes e do rádio, ajudará (o ditador) a reconciliar seus súditos à servidão."

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Diferenças Decisivas

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Olavo de Carvalho


Ainda esclarecendo o meu artigo Armas da liberdade: se a política revolucionária continua avançando de vitória em vitória, a despeito da revelação de seus crimes e do seu fracasso estrondoso no campo econômico-social, é porque ela é, em essência, uma estratégia da tomada do poder, independente e desacompanhada de qualquer sabedoria quanto ao modo de exercê-lo em benefício do povo.

A administração estatal revolucionária consiste em nada mais que homicídio, roubo e mendacidade organizada, mas o conjunto de meios que os revolucionários criaram para destruir seus inimigos e conquistar o poder total é um prodígio de racionalidade e eficiência. Tão notório é esse fenômeno, que muitos liberais e conservadores, vendo a impossibilidade de deter o avanço das forças revolucionárias, acreditam que a única possibilidade de derrotá-las é esperar que cheguem ao poder e se destruam a si mesmas por incapacidade de administrá-lo.

O preço dessa estratégia quietista á tão grande, em danos e sofrimentos, que suas culpas se igualam às da própria revolução, mesmo sem contar o fato de que os revolucionários, por definição e hábito consagrado, jamais são demovidos de seus fins pela mera constatação de seus fracassos, os quais sempre podem ser descontados como erros acidentais ou debitados na conta da "reação" e assim transfigurados em novos estímulos ao avanço do processo revolucionário.

Como a essência da revolução é destruição e nada mais, sua própria autodestruição faz parte do processo e não debilita o movimento no mais mínimo que seja. Liberais e conservadores, como apostam tudo na eficiência econômico-administrativa, caem sempre na esparrela de medir o adversário por si mesmos, esperando que aquilo que seria letal para eles possa fazer a ele algum mal.

A pobreza e o caos derrubam governos democráticos, mas para uma ditadura revolucionária podem ser o pretexto salvador de que ela necessita para militarizar a sociedade e unificar o povo sob a bandeira do ódio ao inimigo. Cada vez que falta carne, pão e leite na mesa dos venezuelanos, cubanos ou norte-coreanos, a revolução prende ou mata mais alguns bodes expiatórios e emerge revigorada desse ritual macabro.

A diferença decisiva entre revolução e reação é que a primeira tem uma visão abrangente e unitária do alvo a ser destruído – a "civilização ocidental" –, enquanto a segunda se conforma com uma estratégia parcial e minimalista, encarando a proposta revolucionária como uma coleção de metas separadas e inconexas, combatendo umas e negociando com outras, seja na esperança vã de dividir as forças inimigas, seja no intuito de "adaptar-se aos tempos", sem perceber que com isto concede ao adversário o monopólio da interpretação da História e, assim, a vitória inevitável a longo prazo.

Dessa diferença decorre outra. O combate revolucionário é total, radical e implacável: nada releva, nada perdoa, nada deixa escapar. Quando cede num ponto, é em caráter provisório, pronto a retomar o ataque na primeira oportunidade. Para isso, todas as armas são válidas, todos os meios legítimos. Como o revolucionário não conhece valores mais altos do que o combate revolucionário em si, a completa falta de escrúpulos no trato com o inimigo é para ele a mais excelsa obrigação moral. Seus meios vão desde a violência genocida até a mentira organizada, a chantagem emocional, o suborno em massa e a redução da alta cultura a instrumento do engodo revolucionário.

Já a reação é travada não só por escrúpulos de polidez mas pela obsessão seletiva que a impede de combater o movimento revolucionário em si e na totalidade, francamente, diretamente, limitando-a a alvos parciais, quando não amarrando-lhe as mãos mediante o compromisso de "despolitizar" o combate para não ser acusada de exagero extremista, sem que ela note que, por definição, todo ataque despolitizado é de mão dupla, podendo ser facilmente desviado contra o atacante.

A "direita" continuará caindo de derrota em derrota enquanto não parar de esfarelar suas forças numa confusão de investidas parciais e concessões suicidas e não começar a dirigir seus ataques ao coração mesmo do inimigo. Mas para isso é preciso conhecer a identidade desse inimigo como ele conhece a do seu. Se o alvo de seus ataques é a "civilização ocidental", o da direita tem de ser, não esta ou aquela proposta isolada, mas o movimento revolucionário enquanto tal, tomado como unidade diversa na totalidade das suas manifestações as mais díspares e em aparência heterogêneas.

Já demonstrei, em centenas de aulas, conferências e artigos, em que consiste essa unidade, que os intelectuais liberais e conservadores jamais tinham percebido antes (v., por exemplo, www.seminariodefilosofia.org /node/630, www.seminariodefilosofia.org/ node/479, www.seminariodefilosofia.org/ node/358, www.olavodecarvalho.org/semana/070813dc.html, www.olavodecarvalho.org/semana/071010dce.html, www.olavodecarvalho.org/semana/071029dc.html, www.olavodecarvalho.org/textos/0801entrevista.html, etc.).

Enquanto o centro vital do movimento revolucionário não se tornar visível aos olhos de todos, ele não poderá ser atacado com a eficácia letal com que os revolucionários vêm ferindo e sangrando a "civilização ocidental". Uma vez articuladas em torno desse centro, as várias correntes da "direita" poderão colaborar numa estratégia unificada em vez de boicotar-se umas às outras.

Quando perceberem a unidade por trás dos alvos ocasionais e isolados – para não dizer completamente ilusórios – que têm procurado acertar em vão, conservadores religiosos e laicos, liberais clássicos e modernos e até extremistas de direita podem tornar-se um exército organizado em defesa da civilização ocidental, sem nada ceder de suas diferenças específicas.

No Brasil, o alvo ocasional por excelência é o "petismo", ou, mais particularizadamente ainda, o "governo Lula". Na esperança de unir todas as forças contra esse inimigo de ocasião, e, mais ainda, de arregimentar para isso até mesmo certas correntes de esquerda ou do próprio PT, o que a direita vai conseguir é uma vitória de Pirro, ajudando a esquerda a cortar na própria carne para, uma vez mais, sair fortalecida da revelação de seus crimes e pecados.

Olavo de Carvalho é ensaista, jornalista e professor de Filosofia.Artigo originalmente publicado no Diário do Comércio de São Paulo de ontem, 27 de dezembro de 2009.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O melhor para o Ignorantácio

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

O chefe da Passarinha, pela parabólica, manda avisar: a partir de janeiro, é a pobre da Dilmá quem vai apanhar... Uma grande revista de circulação nacional prepara uma série de reportagens batendo pesado na presidenciável petista. Motivo: a Dilmá não é a preferida da Oligarquia Financeira Transnacional para suceder $talinácio. Os controladores globais preferem alguém mais confiável para ser o fantoche deles por aqui. A instabilidade emocional da Dilmá joga contra ela.

O candidato ideal do sistema globalitário para ocupar o papel de Lula é Fernando Henrique Cardoso. O Diálogo Interamericano e o CFR (Council on Foreign Relations) confiam nele. FHC já foi testado e aprovado pelos clubes do Poder Real Mundial. Curiosamente, o retorno dele, em 2011, ao reformado Palácio do Planalto interessa, sobretudo, ao Grande Filho do Brazil. Sim, FHC é o candidato de Lula. A Dilmá é só para inglês ver. E para iludir os petistas inocentes que caem sempre no conto da cúpula petralha.

Até um Ignorantácio da Silva sabe que FHC é alternativa mais conveniente para o esquema globalitário ou mesmo para o atual Presimente. Motivo 1: a partir de 2011, o presidente Henrique Meirelles já advertiu seu companheiro $talinácio, existe a previsão de uma crise econômica internacional que – ao contrário da marolinha de 2008 – pode prejudicar o Brasil. Nada mais perfeito para o plano de retorno de $talinácio, em 2014, do que ter um sucessor que vai arcar com o desgaste de gerenciar tal crise, enquanto a memória coletiva guarda a lembrança de “tempos bons” com Lula no poder.

Motivo 2: Lula e FHC parecem aqueles irmãos gêmeos da paródia novelesca “Vim Ver Artista” do Casseta & Planeta Urgente. Um vive sacaneando o outro, mas, no fundo, são a mesma coisa. Um com o verniz intelectual; o outro com a pintura da malandragem da grande escola da vida; Os dois, desde 1994, cumprem o roteiro imposto pelo Globalitarismo à Grande Colônia Brazil. Por fazerem o dever de casa direitinho, ambos sempre são considerados “personalidades” do mundo e agraciados com os mais vaidosos prêmios e títulos distintivos.

Motivo 3 para uma provável candidatura FHC: ele não gosta de José Serra. Problemas pessoais entre os dois sempre são mascarados pelos tucanos. E para piorar para Serra, a Oligarquia Financeira Transnacional também não confia nele. Tanto que armou com seu candidato em preparação – Aécio Neves – para que tirasse o time da sucessão antes do previsto. Assim, do mesmo jeito que a Dilmá, Serra fica exposto para tomar as pancadas previstas de janeiro para frente.

FHC versus um candidato PT-PMDB. Eis o cenário provável para 2010. Logicamente, a cenografia política sempre corre o risco de sofrer mudanças radicais. FHC prepara seu retorno cuidadosamente, mas pode desistir da briga, por algum motivo que só ele saberá. Os petistas fundamentalistas só precisam saber que a Dilmá é cabra marcada para perder. Mesmo que eventualmente ganhe a eleição.

Uma coisa é certíssima: o próximo governo – com previsões de déficit púbico fora de controle, dívida interna em elevação e crise externa no cangote – tem tudo para ser pior que o atual. Quem ganha com isto? Lula, aquele que parece um Ignorantácio, mas que, na verdade, é o único Apedeuta que só sabe de tudo que lhe interessa.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Dezembro de 2009.

domingo, 27 de dezembro de 2009

A Lei da Resistência Cidadã

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Este é um convite a todos os cidadãos brasileiros, acima de ideologias, grupismo, religião, gênero, idade, cor e preconceitos correntes. E um convite para fazer valer a presença, a força da união e para mostrar que ainda somos capazes de bravura e decisão. É um convite para decidir, contra a vontade dos políticos para afastar do Congresso, dos Governos e Legislativos Estaduais, das Prefeituras e Câmaras de Vereadores, os candidatos “ficha suja”.

O Convite é feito a blogueiros, formadores de opinião, estudantes, religiosos, professores, associações, clubes, sindicatos, todas as organizações, para listar os pretendentes a cargo público, vasculhar suas vidas, levantar a história de cada um e divulgar por todos os meios.

O objetivo é defender e restaurar a democracia de direito desfigurada e cada vez mais ameaçada: mensalões, superfaturamento de obras, propaganda mentirosa, um trilhão e cem milhões de impostos contra 70% da malha rodoviária esburacada provocando acidentes, segurança nem se fala, polícias despreparadas, judiciário e legislativos amarrados a interesses contrários ao bem de toda a nação. Tudo como se fosse natural.

Um grupo de pessoas reuniu um milhão e quinhentas mil assinaturas e deu entrada num projeto de lei para mudar os critérios de inscrição de candidatos aos postos eletivos: quem estiver pendurado em crimes, esperando o pronunciamento da justiça que tarda e falha, fica fora da disputa. Mas o corporativismo fez que o projeto fosse engavetado pelo Sr. Michel Temer. E é difícil que os senhores deputados o aprovem já que a maioria tem culpa no cartório.

Então vamos fazer valer a LEI DA RESISTENCIA CIDADÃ. Os mais conscientes e esclarecidos devem abraçar a responsabilidade de divulgar quem é quem, mostrando como chegar junto, conhecer e poder exigir que os futuros novos legisladores correspondam à conveniência da nação, distanciando-se dos vícios das velhas raposas que tomaram o galinheiro de assalto.

O convite é para fazer faxina no governo federal, nos governos estaduais e nas Prefeituras. O convite é para exigir dos nossos futuros novos representantes um compromisso de mudança política e cultural, com programas e prazos que restaurem o orgulho e a vontade da nação. Sem personalismos e com plena liberdade para o trabalho individual e iniciativas empresariais.

A educação, a saúde e o objetivo do pleno emprego e redução de impostos e controles centralizados em Brasília são essenciais. O compromisso com uma forma de estado federativo de fato é fundamental. Hoje, governadores e prefeitos dependem de políticas centralizadas. Os biomas são ignorados. E todos ficam viajando a Brasília para passar o chapéu e mendigar verbas, dos impostos produzidos com o trabalho que se realiza nos municípios e nos estados.

Isto tem de mudar. As raposas têm de ser expulsas do galinheiro! Só a plena consciência e vontade dos brasileiros pode realizar este milagre! Principalmente nos rincões onde a maior ignorância é vitimada pela compra de votos e promessas de acabar com as secas, reduto onde se elegem os velhos coronéis e onde as ONGs estrangeiras e padres da Teologia da Libertação cativam os mais pobres com falsas promessas do reino dos céus na terra.

É preciso saber que livres para atuar com a orientação e ajuda dos governos locais que se apliquem aos problemas locais mobilizando as populações, é possível e viável fortalecer o país e sua economia com cada cidadão podendo ser dono do seu nariz, sem dever nada a qualquer político, como favor ou como esmola que reduz a vergonha na cara e a dignidade, reduz a liberdade de qualquer um.

O Brasil para os brasileiros é diferente do Brasil para usufruto de qualquer político ou qualquer partido. Quem gera os recursos econômicos - que eles têm desviado e usado a seu bel prazer em negociatas secretas - são os brasileiros que ralam, os empresários e os trabalhadores com carteira assinada, os que sem trabalho vivem de bicos, mascateando, camelôs quase na condição de escravos, suando e ralando dia e noite para sobreviver e criar os filhos.

O convite é para avivar a esperança, a fé, a consciência, o orgulho e a força organizada de um povo cristão ou de qualquer fé, na construção da verdadeira democracia de direito, responsabilidade de todos com cada um e com a terra de onde todos retiramos o de comer. Lembrando que ideologias e utopias, quaisquer que sejam, historicamente, conduzem a guerras e ditaduras. Vamos começar a respeitar a vida e agradecer a Deus, da maneira como cada grupo o concebe e venera.

O começo é escolher gente ficha limpa e trabalhar desde já para escolher, convidar, conhecer bem as pessoas e entregar, no dia do voto, cada posto de gerência da nação a gente de respeito e saber, gente com autoridade e competência. Gente como a gente, acessível e honesta.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

BRIC a BRAC

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Pedro Chaves


Pretender comparar o Brasil (o B dos Brics) com os outros emergentes do acrônimo é tarefa, no mínimo ridícula, se não inútil.

O Brasil é tão fabulosamente mais rico que todos os demais países do mundo que qualquer comparação é digna de dó.

Este fato nos causa vantagens e desvantagens. A inveja, a cobiça e o ódio alheios nos colocam em uma posição desconfortável.

Os ataques da Oligarquia Financeira Transnacional serão cada vez mais graves e frequentes.
Pela analise dos atos de guerra praticados contra o Brasil recentemente, podemos identificar os propósitos e objetivos de nossos inimigos externos e internos.

O ataque e depredação do centro de pesquisas da Aracruz Celulose S.A. foi comandado por estrangeiros, que destruíram anos de trabalho e dedicação dos técnicos da empresa.

As pixações, depredações e imundícies, propositalmente impostas às cidades brasileiras tem como objetivo destruir o habitat da “burguesia” com a consequente desvalorização dos imóveis e pontos comerciais.

São Paulo é um exemplo do estropício urbano causado pelo “calçadão” que transformou as outrora elegantes ruas do centro, em feira livre de quinto mundo onde são comercializados produtos de origem ilegal e muitas vezes nocivos à saúde da população, sob as vistas grossas das autoridades, que prevaricam sem temor.

A negligência governamental com a segurança pública nos causou mais de dois milhões de assassinatos nos últimos vinte anos, ao mesmo tempo em que se procura desarmar apenas a população honesta e não os bandidos.

O dia 15 de maio de 2.006 nos mostrou quem de fato manda na cidade de São Paulo. As facções criminosas, treinadas por especialistas estrangeiros, conseguiram paralisar o maior centro financeiro do hemisfério sul.

A pretexto de prevenir assaltos e outros tipos de violência, síndicos inescrupulosos -conluiados com “empresas de segurança privada” - impõem custos ilegítimos a proprietários e inquilinos de imóveis comerciais e residenciais, violam a privacidade alheia e criam obstáculos e constrangimentos ao direito constitucional de ir e vir.

Em mais vinte ou trinta anos os hindus provavelmente morrerão de sede (uma vez que está baixando o lençol freático); os chineses morrerão de fome e os russos, de medo das máfias instaladas no pós – comunismo.

A Oligarquia Financeira Internacional vive hoje um dilema hamletiano:

Não pode destruir fisicamente o Brasil com suas ogivas nucleares ou seus terroristas, porque precisa de nossa comida, de nossa água e de nossos minérios;

Não tem condições de nos conquistar militarmente e manter a ocupação devido ao tamanho continental do Brasil e à unidade linguística e cultural de seu povo.

Só lhe resta o caminho da tentativa de nos dividir, de criar artificialmente ódios e rancores, de identificar e pagar regiamente aos que se dispõe a trair a Pátria.

Pedro Chaves é Advogado.

Atenção, militares!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Andrade Nery


Como garantir a soberania nacional com as Forças Armadas sendo submetidas a um processo de carência de meios que determina a obsolescência e o sucateamento do seu material, além da intenção preconcebida de proletarização e fracionamento dos níveis hierárquicos.

Com a retirada, através de Medida Provisória, de tradicionais direitos adquiridos, com a conseqüente compressão do poder aquisitivo dos vencimentos, o governo busca restringir o interesse pela carreira das armas da camada social mais capacitada assim como a distribuição de vantagens desiguais dissociando os quadros e afetando a sua união.

Embora aparentemente limitada às corporações militares, a série de atos aqui referidos, componentes de uma política oficial sistemática e agregada à corrupção da maioria dos políticos, atinge a sociedade como um todo.

E os militares? Em resposta citarei o jornalista Themístocles de Castro e Silva quando disse:

"Se quer saber onde estão os militares, basta visitar os quartéis. É lá que eles estão, não engolindo sapos do tamanho de elefantes, e em posição de sentido, mas nas suas atividades profissionais, como em 64, quando o povo, nas ruas, os chamou para preservar a ordem democrática.

Os militares não podem deixar que a Nação seja destruída.

Durval de Andrade Nery é General da Reserva do EB.
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sábado, 26 de dezembro de 2009

Muito além da corrupção

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro


O Brasil é tido como um dos países do planeta, mais vulneráveis à corrupção. Podem-se alinhar justificativas históricas, sociológicas, políticas, educacionais, culturais, em fim a escolha é livre, mas o “ponto g” deste descalabro está mesmo na eterna luta pelo poder, na prepotência e na ação dos comunistas, infiltrados há gerações em todas as nossas frágeis instituições.

Vivemos muitos períodos de totalitarismo e acompanhamos os eventos marcantes por toda a América Latina, para saber que, a cada dia, mais governantes eleitos por vias democráticas, estão desprezando a construção do estado democrático de direito e privilegiando o totalitarismo. Utilizam as liberdades para praticar os abusos mais infames.

Pior que isso é a infiltração da ONU e organizações como a OEA, apreciando e aprovando os danos sociais, que estes governantes da nova era socializante impõem, desprezando valores e tradições culturais marcantes.

Cada tentativa de “salvadores da pátria”, populistas da direita ou da esquerda, tem resultado na continuidade e aumento da insegurança, tráfico de drogas, pobreza e analfabetismo, altos impostos, carências de saúde e saneamento, terrorismo político, desemprego, propaganda enganosa e coerção social.

A única alternativa dos ditadores totalitários, fascistas, nazistas ou comunistas, temos exemplos em curso em nosso continente: Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador e discretamente no Brasil, tem sido a supressão das liberdades democráticas, do uso livre da propriedade privada, a compra de votos e das consciências dos “formadores de opinião”, a invasão da privacidade e a ocupação de todos os postos de mando na estrutura de governo, por agentes da mesma ideologia que provoca e dissemina luta de classes: o marxismo.

A democracia e o estado de direito são os únicos parâmetros sociais que valem a pena defender. As sociedades mais destacadas e bem organizadas na história da civilização moderna emergiram da subordinação dos poderes do estado à Lei. A força da Lei, acima dos poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – agindo de modo independente. Leis subordinando os objetivos particulares dos homens designados para a gerencia do por prazo determinado.

Nossos problemas vão conhecer um curso livre de soluções, quando as liberdades individuais, empresariais, econômicas e institucionais, puderem estar sob a força da Lei. Quando a nação puder interferir com zelo consciente, em cada posto de trabalho, na defesa das liberdades, preservação da cultura e valores familiares e na defesa intransigente para a construção do estado democrático de direito. A evolução social é a condição primeira para a riqueza, a paz e o bem estar. É condição para entender e assimilar as mudanças naturais, diferentes de engolir as mudanças revolucionárias à força.

Podemos superar o terrorismo dos dias correntes, no Brasil e no mundo, sem a necessidade de decretos e leis exclusivas, que jogam uns grupos sociais contra outros. Então, cidadãos como os de Sarandí, um município cafeeiro do norte do Paraná com 85.000 habitantes, não vão se mobilizar mais em protesto contra a corrupção, o desvio de verbas e favorecimentos da Prefeitura que, copiando o costume das políticas nacionais, cria problemas e impostos que travam a livre iniciativa dos cidadãos, paralisando atividades enquanto esperam o pronunciamento da Justiça sobre dezenas de inquéritos.

Por todo o país, governos estaduais e municipais, políticos de todas as cores e tendências, copiam o que se reflete desde Brasília: nepotismo, subornos, extorsão, tráfico de influência, contas e contratos secretos, utilização da informação privilegiada para benefício pessoal, compra e venda de sentenças desmoralizando o Judiciário, presentes e pagamentos mensais, corrompendo políticos e ocupantes de cargos públicos.

Incompetência administrativa e roubo descarado em todos os níveis, com ameaças, processos, censuras e até assassinatos impunes. Os acusadores são acusados de opositores. E as provas dos crimes somem.

Isto que propalam como “democracia”, impede a punição de governantes e autoridades corruptas. Eles têm profunda paixão pelo poder e para mantê-lo, utilizam a ignorância, concentram, controlam, violentam as leis, mantêm as remunerações em desigualdade absurda, desviam verbas dos fins orçamentários, utilizam notas fiscais falsificadas para prestação de contas, alimentam vícios de toda natureza, viciam processos eleitorais e contam com a indiferença da ONU, da OEA e com louvores da mídia dominada por grupos de interesse igualmente corruptos e corruptores.

A propaganda é uma de suas ferramentas de desmontagem cultural e desinformação segmentada, cirúrgica, cientificamente aplicada para manter os currais eleitorais, para manter a miséria espiritual e material, que concentra o aplauso para um ídolo do esporte, da TV, do show milionário ou do governante ator, a serviço das falsidades que subvertem e corrompem a consciência coletiva, a consciência dos pobres de espírito e dos desesperados.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Roubar pode. E você, que paga a conta, fique quieto!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Thomas Korontai

O projeto de mudanças no TCU que o governo central propõe parece se adequar bem à realidade dos fatos demonstrados quase que diariamente na mídia. Ficar livre da fiscalização é o sonho de qualquer mandatário que, dentro do atual modelo de País que temos - e aí entram as três esferas de governo - pode fazer o que bem entender com o dinheiro que, afinal de contas, segundo o que se conhece nos bastidores do poder, “não tem dono”, pois é público.

Discutir os poderes de um órgão como o TCU, ou mesmo dos tribunais de contas estaduais e alguns municipais, não vai resolver muito a questão, e vai deixar o escoadouro de dinheiro público aberto continuamente. O que poderia ser analisada é a função ou mesmo questionar a existência dos tribunais de contas. Começa com o fato de que tribunais dessa natureza estão ligados ao Poder Legislativo. E exercem a função de Poder Judiciário.

Ora, a função de fiscalização é do Legislativo, que não precisava criar órgãos os quais, em volume crescente, possuem sedes nababescas, e quadros cada vez mais numerosos e custosos para a população, mais um a empobrecê-la. E, pior, seus conselheiros são decididos pelo Poder Executivo e Legislativo, cuja aprovação está sujeita portanto, ao tamanho da bancada governamental nas assembléias estaduais ou Câmara Federal, pelo Legislativo. Percebeu que bagunça? Longe do aspecto técnico, a coisa toda fica política.

Para se acabar com isso ocorrem duas opções:

Transformação dos atuais tribunais de contas em órgãos independentes, podendo até estar ligados ao Legislativo ou ao Judiciário (questão de estudos mais aprimorados) com seus conselheiros eleitos pelo Povo. Isso daria uma boa independência a tais órgãos. Seu funcionamento e financiamento seriam determinados pelo Legislativo, como de praxe, mas não poderia conter interferências de qualquer um dos Três Poderes.

Eliminação desses órgãos e contratação obrigatória por lei, através de licitação e rotatividade, de auditorias privadas conceituadas, com no mínimo 10 anos de experiência, podendo ser nacional ou estrangeira. A auditoria ocorreria a cada dois anos em cada esfera de governo ou a qualquer tempo, requisitada pelo Legislativo.

Isso seria muito mais barato, despolitizado, técnico, com menor possibilidade de propinagem e cooptações políticas. E o custo para a população seria muito menor do que os atuais custos fixos e variáveis que cada palácio que abriga tais tribunais, com as honrosas exceções, provoca.

Na implantação de um Federalismo pleno, no qual estados federados passam a ter plena autonomia legislativa, tributária, judiciária e administrativa, as técnicas de gestão e controle são exigências que passam a ser naturais para a transparência dos atos. No modelo centralizado, a burocracia e o excesso de formalismos terminam por blindar praticamente todas as operações, uma das razões do escoamento pelos bueiros da corrupção e clientelismo de tanto dinheiro arrecadado com o suor de cada brasileiro.

Portanto, o tema proposto poderia ser melhor aproveitado para se levantar a real necessidade de algo que está por perder o pouco poder que já tinha. Mas é importante lembrar que não existe nada perfeito, porém, ao buscarmos otimizar o que de melhor se apresenta, nos aproximará desse ideal. Do jeito que está, a única perfeição fica para os atos de improbidade praticados por não se sabe quantos em todos os brasis desse País Continente, que lidam com recursos públicos, ainda que denunciados.

Nesse atual modelo centralizado, a transparência de imagens veiculadas pode ser turvada por declarações de outros interessados, principalmente de um presidente da República, colocando-as em dúvida como “inconclusivas”, criando aquela sensação de “puxa, eu vi, mas deve ser montagem, miragem...”.

Thomas Korontai é presidente do Partido Federalista – www.federalista.org.br

Diferenças entre Brasil, Argentina e México

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Pedro Chaves

Tenho lido tantas incongruências sobre a crise mexicana e seus reflexos na Argentina e no Brasil que acho necessário fazer algumas comparações entre os três países.

Não obstante o fato de ter nascido em uma família radicada no Brasil há mais de 400 anos, deixo de lado o patriotismo ufanista para reconhecer a superioridade do projeto nacional argentino. O chamado ”Plano Cavallo” é apenas uma parte do esforço platino para resgatar o país de uma era desastrosa de sua história, iniciada com a ascensão de Peron ao poder.

Em cerca de 50 anos os burocratas pseudo “nacionalistas” quase reduziram a Argentina à miséria. O presidente Alfonsín – último paradigma de bom-mocismo – pediu para entregar o governo antecipadamente ao seu sucessor já eleito, Menem, porque se considerou impotente diante do caos social e da hiperinflação.

Menem passará para a história argentina em razão da sua melhor qualidade: a coragem. Depois de algumas tentativas fracassadas entregou o Ministério da Economia a Cavallo, que contava com a experiência de ter sido chanceler e o respaldo da Fundação Mediterrânea de Estudos Econômicos e Sociais. O seu plano econômico pode ser resumido na seguinte frase: “O governo é neutro e a moeda é assunto dos cidadãos.”

Em uma analogia de fácil compreensão, o governo argentino age como o dono de um cassino quando troca o dinheiro dos apostadores por fichas coloridas. Ele assim procede para poder ter estatísticas do seu negócio e evitar que os croupiers roubem as notas de papel – moeda caso estivessem postas diretamente sobre os panos verdes.

Ele dá o fichário azul para o cliente A, o vermelho para o B e o amarelo para o C. No fim da noite saberá que o A preferiu a roleta e jogou muito. B, o bacará e jogou moderadamente e C, o black jack e quase não perdeu. Quem quiser parar de jogar, ganhando ou perdendo, pode livremente ir ao caixa e destrocar suas fichas por dinheiro (papel-moeda).

A lei de Conversibilidade argentina funciona do mesmo jeito.

O governo vende um dólar por um peso e compra um dólar por 99 centavos de peso. Esta diferença de 1% em cada ciclo pode ser comparada ao preço da entrada que o dono do cassino cobra dos clientes para pagar os seus custos fixos. Os impostos internos correspondem ao zero da roleta e as tarifas públicas, à consumação de bar e restaurante.

Se o dono do cassino não fugir com o dinheiro do caixa os apostadores têm a certeza de que, a qualquer tempo e sem sustos, poderão destrocar suas fichas. Nas casas de câmbio de Buenos Aires troca-se papel moeda de qualquer país e os bancos e comerciantes podem negociar também em qualquer moeda.

O governo argentino reorganizou-se administrativamente reduzindo o quadro de funcionários a níveis civilizados; já privatizou quase tudo (até a operação do jardim zoológico) e como norma não concede aval aos grupos privados em suas operações de comércio exterior.

Desse modo, o eventual déficit na balança comercial argentina é privado e assim não põe em risco a paridade peso versus dólar. Isto tudo foi possível graças à coragem de Menem ao enfrentar empresários parasitas (defensores da reserva de mercado), burocratas e sindicatos politizados.

Estudando agora o Plano Real, vemos em primeiro lugar a vulnerabilidade do governo por ter tido ministros sem escrúpulos que manipularam dados tão relevantes como o saldo da balança comercial. Se não houve manipulação, houve incompetência porque se cometeu erro de cerca de US$ 1 bilhão e ninguém foi demitido ou pediu demissão.

Com uma política de “cabra-cega” que em apenas três meses reduziu e aumentou as tarifas de importação de veículos, o governo fica sob a suspeita de ser errático ou sugestionável aos apelos das montadoras que por mais de 30 anos nos empurraram”carroças” goela abaixo.

Enquanto a Argentina já privatizou com sucesso a “petrobrás deles” (YPF) e a 'telebrás deles” (Entel), os nossos políticos se outorgam 15 salários anuais e anistia-se um senador considerado pela Justiça culpado de ter se utilizado de recursos públicos como se fossem seus.
Mas o pior dos três casos é o mexicano. Lá não houve abertura política, há guerrilhas e não se privatizou quase nada. A incompetência estatal viu explodir há alguns anos uma enorme refinaria de petróleo e, agora, toda a economia asteca.

Notas do autor:

· O último parágrafo do texto original foi retirado porque me senti traído pela classe política.
· O plano argentino deu no que deu: um confisco e três presidentes numa semana.


Pedro Chaves é Advogado. Extrato do texto publicado no jornal “O Estado de São Paulo” em 08/05/1995 pg. B 2.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Se papai Noel existisse...


Artigo Natalino no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão

Querido Papai Noel, sou obrigado a lhe confessar que nunca acreditei em você. Nem quando era criança. Meio contrariado, no dia 9 de dezembro de 1971, fui obrigado a vestir até a roupa do Bom Velhinho. Era só uma brincadeirinha para os colegas da escola (o terceiro período do Jardim de Infância Guilhermina do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, em Niterói). Bisbilhotar álbum de família faz a gente pagar cada mico...

Minha mãe, Maria da Conceição, já tinha me avisado. Quem comprava o presente de Natal era o trabalho dela (como corretora de seguro) que sustentava a casa, porque meu pai, Fernando, ganhava mal como funcionário público (artífice do Centro de Armamento da Marinha). Pelo menos do meu pai, no Natal de 1976, ganhei uma bicicleta – na qual ando até hoje, depois de magistralmente reformada em um velho cicle de Icaraí.

Por isso, caro Papai Noel, mesmo nunca acreditando em você, agora dou um crédito à fantasia – mesmo que depois de burro velho. Eis por que lhe escrevo esta rápida cartinha – que devia ser um telegrama, para economizar a paciência dos meus leitores em 25 de dezembro – dia do aniversário do verdadeiro irmão Jesus Cristo.

O Filho do Pai, coitado, acaba esquecido pela maioria. E fica sem o presente de Natal que gostaria de ganhar da humanidade: amor, fé e esperança. Coitado dele, que depois de malhar tanto, virou modelo, símbolo sexual e acabou namorado da velha Madonna. Que pecado da marketagem! Só a midiotização do globalitarismo para fazer uma sacanagem dessas com Jesus. Ele não merece...

De Jesus, graças a Deus, insisto em lembrar todos os dias como um grande Mestre e Irmão. Mas o meu finalmente é com Papai Noel. Queria pedir ao bom velhinho pelo menos um grande presente. Talvez seja impossível. No entanto, peço a ele para esvaziar o saco e tentar me atender. Desejo um Brasil com pessoas capazes de observar, lembrar e agir - com amor, fé e esperança – para torná-lo o lugar mais feliz do mundo, com seres humanos comprometidos com a verdade.

Acreditando que Papai Noel lerá minha cartinha-artigo – e que irá me atender – parto para dois dias de férias paradisíaca com minha amante predileta: a Velhinha de Taubaté. Noel, Inté! Feliz Natal!

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
© Jorge Serrão. Edição Natalina do Blog Alerta Total de 25 de Dezembro de 2009.

Felicidade e Liberdade

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro


O sentido da vida, a essência eterna que perpassa cada forma, permanece imutável no tempo/espaço, na eternidade. Agora, as invenções e invencionices humanas são efêmeras, exercício de experimentação de gestos e sons variados, cores e sabores passageiros. Isto acontece desde o momento da concepção, até o retorno da forma de vida à matriz do “pulvis eris” – “és pó! E voltarás ao pó”.

Sobram registrados os valores, as experiências que ajudaram na travessia, como exemplos para os que estão no caminho. Nos muitos e variados caminhos, onde os contatos humanos são civilizados ou brutais. Costumes, idiomas, gestos mutantes, símbolos, tradições, conduzem ao entendimento ou à guerra.

Antes de antigamente, os padres entendiam mais que ninguém da alma humana. De tanto ouvir no confessionário e distribuir penitências, o instrumental coercitivo comportamental perdeu a eficácia: o temor ao pecado e ao inferno, saiu de moda, depois que inventaram o reino dos céus na terra e adotaram as idéias revolucionárias, pensando poder consertar o mundo, obra defeituosa, na concepção dos que se sentem mais onipotentes que Deus.

Agora são os médicos os confessores. Um deles, sobrinho por eleição do afeto, vasculha profissionalmente a alma humana, para reunir os traços de somatização, guias do diagnóstico das doenças auto infligidas, por desencanto, por abandono, por solidão, por medo, falta de amor, pela perplexidade diante das contradições mundanas. Não se receitam mais comportamentos, nem reflexão, nem orações. Agora são receitadas drogas, que aliviam dores físicas mas não curam a doença da alma!

Dando voltas, nem sei como dizer que ele, o médico, me enviou algumas dezenas de imagens de canibalismo, exercido por um grupo de homens e mulheres jovens, sorridentes. Do corte cirúrgico à seleção de “peças” e cozimento, até a degustação do alimento macabro. Texto: “Exercício de sobrevivência na China”.

Incrédulo, indaguei sobre a fonte. A resposta foi um açoite: “Séria e confiável. É um exercício para a nova ordem mundial”. Lembrei Swift, indicando à nobreza inglesa num artigo de jornal, como solucionar o incômodo problema das crianças pobres, que tomavam as ruas da City londrina. Os nobres poderiam adotá-las, alimentá-las bem, assá-las e comê-las nos banquetes, pois a carne humana tenra, segundo ele, era tão saborosa como a carne de porco.

George Orwell, também inglês, descreve a fábrica de reciclagem de corpos humanos, transformados em pílulas distribuídas como ração à população sob controle do Big Brother, o olho sem cara, ditador da única ordem mundial. (Para não dizer da nova ordem mundial).

Dizem os especialistas que o alimento que é colhido e processado no planeta, hoje, é suficiente para alimentar o dobro da população. Entretanto populações como a do Haiti, de países africanos e guetos de miséria espalhados pelo planeta, são vitimadas pela fome, drogas, guerras e morte prematura. Os bem nutridos civilizados, arquitetos das estruturas sociais escrevem suas teses, fazem seus discursos, mas de fato nem ligam. Estão voltados para concentrar poder. Um poder de vida e morte.

Um poder que muda os valores tradicionais, característicos do humanismo mais digno do rótulo de civilização evolutiva. Esses senhores buscam revolucionar, dominar, controlar, aterrorizando populações, para submeter toda gente à suas vontades, bem diferentes das diretivas e crenças religiosas ancestrais, que convidam e orientam para a compreensão e doçura.

Falam de solidariedade e omitem que em seus códigos, o significado exclui a maioria dos humanos e contempla apenas os discípulos, os seguidores, os escravos do seu terreiro. Falam de normas no sentido da obrigação para uns, sem o cumprimento pelos que ditam as regras.

O vocabulário esotérico e fechado dos grupos e corporações dominantes, tem a força de iludir, tem o poder de falsear verdades essenciais e direcionar para caminhos contrários à vida plena e saudável, contrários à liberdade e a busca da felicidade que mobiliza as pessoas.

Felicidade! Foi transmutada em posse de bens criados para o bem estar da maioria e o desejo de supérfluos acessíveis apenas para uma minoria. A felicidade do encontro entre sexos foi privada do sentido duradouro, da responsabilidade mútua dos casais, na construção e realização familiar gratificante. É percebida apenas como sexo, prazer sanitário, quase solitário.

A felicidade do sentimento amoroso foi desvirtuada pelos vícios implantados na linguagem conflitiva e desagregadora, pelos vícios que ironizam as virtudes. A felicidade como senso profundo de paz interior é conhecida por poucos, pelos que ousam desafiar os poderes temporais e mergulhar nas profundezas interiores, no encontro com a própria essência.

Esta busca fortalece a mente e pacifica os demônios implantados na paisagem. E mais que tudo, amplia a compreensão, fortifica moralmente e compromete com o próximo, facilitando a escolha entre o joio e o trigo. Entre a vida plena e o desencanto depressivo. Entre a ação construtiva e a passividade conformista. Os novos tempos ampliam estas percepções, para uns poucos que preservam a liberdade da comunhão eterna.

Jesus Cristo deu o bom exemplo. Vamos segui-lo para nossa verdadeira felicidade e liberdade. Feliz Natal!

Arlindo Montenegro é Apicultor.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Com quantos paus se faz uma canoa

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Há séculos, hoje sabemos, grupos de mentes delirantes, sociopatas, reuniam-se em grupos fechados, secretos, com o objetivo de dominar, submeter todos os povos do mundo sob um governo mundial - todo poderoso e controlador de uma única autoridade. Para a grande maioria, o trabalho; para os controladores, todas as benesses gratificantes.

A bestialidade arrogante utilizou-se das crenças, do saber científico, das inovações tecnológicas, dos assassinos de aluguel especialmente treinados, dos venenos e das armas de guerra, tudo para eliminar, extinguir com a existência dos que defendiam sua liberdade, independência, costumes e culturas.

Em nenhum momento na história humana aqueles grupos secretos deixaram de agir, infiltrar-se em todas as formas de agrupamento humano. Em nenhum momento deixaram de aliar-se aos perversos e utilizar seus serviços pagando em ouro, prata, jóias que foram juntando em tesouros, botim de guerras, metais e pedrinhas brilhantes que adotaram, convencionaram utilizar como medida de valor.

O que eram materiais arrumados para o prazer estético, dureza, resistência, maleabilidade e utilizado como atrativo para decorar templos e objetos de culto, roupagens e a cabeça das mulheres foi sendo explorado e amealhado, escondido em cavernas e mais tarde em cofres fortes, até ser substituído pelas moedas, que os guardiões dos tesouros passaram a emitir.

Tinham então o poder de comprar consciências e armas para submeter os povos que viviam em estado natural espalhados nos confins do planeta ainda em locais ainda desconhecidos. Onde chegavam com suas armas e prepotência, introduziam seus costumes e obrigavam os nativos a buscar metais e pedras, enchiam seus navios e os transportavam para suas cavernas e cofres.

“Descobriram”, dominaram e escravizaram, transformaram em colônias os povos dos continentes que batizaram como Ásia, África e Américas. Os descendentes em linhagem direta daqueles ritualistas em clubes secretos, passaram a utilizar linguagem simbólica, financiaram pesquisas científicas, promoveram mais guerras, sofisticaram o sistema de dominação.

Pouco a pouco, eliminaram os lastros convencionais do valor da moeda e espalharam papel pintado pelo mundo, onde já dominam as grandes corporações e compram a consciência de governantes solertes. Recentemente, para aprimorar seus controles, sumiram com os recursos e largaram no ventilador a fala ameaçadora de um agourento, mentiroso e mistificador.

A terra vai esquentar! Os países vão sumir! Muita gente vai morrer! Aí a gente começou a pensar: ora! Quem manda mesmo é o Criador e não esses caras aí.

Como mentira tem perna curta, na reunião onde queriam vender bugalhos por alhos, o vermelho diabo pintado de verde, o clima esfriou. Nevou!

Mas os sujeitinhos persistem na mentira. Alguns se envergonham. Outros desistem ou dão o dito por não dito. De mesmo, caem as máscaras e são revelados os propósitos deste despautério internacional. Os abestalhados exércitos de melancias, falam contra o imperialismo capitalista e querem mesmo é o governo ditatorial mundial. Os abestalhados gritam, a serviço dos nobres herdeiros das seitas secretas manipuladoras das vontades ignorantes.

Estamos no limiar de grandes mudanças sim. Mudanças bem informadas e trânsito de credibilidade. Avaliação de atitudes. Decisões que vão importar para um novo ciclo de civilização. Só esperamos que a razão e a responsabilidade sobre a vida, que depende da evolução espiritual, que depende de escolhas e muita disciplina do ser consigo mesmo, possa guiar os passos humanos.

Sabemos quem são. Sabemos que ocupam os postos de poder. Sabemos que confiamos nos discursos mistificadores. Sabemos quais as ferramentas que utilizam para submeter os povos. Sabemos que o conformismo e o silêncio ampliam a força do terror.

Aos poucos a humanidade, principalmente os mais jovens, vão abrir mão da violência mortífera e da presunção do poder. Há um poder mais forte e uma vontade mais poderosa no comando do coração de cada um. A receita utilizada até agora resulta num bolo amargo. Vamos ver as mudanças comportamentais que nos conduzam à razão responsável. À paz, valorização da vida e do trabalho.

A mensagem é desafiadora: “Amai-vos uns aos outros!” É possível! Acredite!

Arlindo Montenegro é Apicultor.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Todo Santo Dia

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro


Os brasileiros recebem na cara as porradas noticiosas sobre corrupção e impunidade. Os envolvidos são políticos e empresários. Através de jornais impressos, radio, televisão, blogs, chegam notícias do Brasil inteiro, situando o País entre os mais corruptos do planeta. Êpa! O País?

É assim que todos levamos a fama dos crimes continuados, de responsabilidade dos profissionais da política, dos poderosos do primeiro escalão e seus financiadores de campanhas: bancos, empreiteiras de obras e outros governantes estrangeiros tão ou mais corruptos e ditatoriais.

Esculhambada a cultura, a ética foi para o lixo, as instituições ficaram desacreditadas e a nação perdeu o rumo. Por insistência dos que ainda acreditam em princípios e valores éticos, espirituais, diferente dos que veneram o deus dinheiro sobre todas as coisas, ainda podemos exercitar um pouco de liberdade de opinião.

Em Brasília, centro do poder e da corrupção, realiza-se uma Conferência de Comunicação, onde os radicais da ideologia marxista, babando que nem cachorro louco, defendem teses fascistas de “controle social da mídia”. Querem fazer como em Cuba, como na Venezuela, como na Argentina, todos proibidos de criticar os governantes e seus asseclas que seguem as diretrizes do Foro de São Paulo.

Corruptos e corruptores competem com o crime organizado no país inteiro. Em decorrência da corrupção falta saneamento, falta merenda escolar, falta transporte digno, faltam estradas transitáveis, falta água, os apagões causam perdas, as enchentes levam dezenas de milhares ao desespero e desamparo, a miséria no norte e nordeste persiste à falta de investimentos, balas perdidas, acidentes de trânsito e homicídios enlutam famílias, as drogas engrossam fileiras de conformistas desmiolados e nos deparamos com notícias que citam:

“O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) por improbidade administrativa (...) em obra orçada em R$ 34,9 milhões, superfaturada, (...) autorizou "pagamentos indevidos" à OAS...”

“...ação civil pública de improbidade administrativa contra cinco funcionários da Infraero... construtoras OAS, Camargo Corrêa e Galvão, e pela Planorcon... por sobre-preço e faturamento de 145 milhões de Reais...”

“...ação civil pública por improbidade administrativa contra a Fundação José Sarney...”

“Agência Nacional de Vigilância Sanitária demora, em média, dez meses para expedir uma licença... as empresas brasileiras ficm em situação desfavorável em relação aos concorrentes estrangeiros.”

“Omenir da Cruz Cortopassi morreu em 9 de abril de 2007. Mesmo assim, o petista morto votou 2 vezes na eleição do Diretório Estadual do Rio em 2009.”

“Deputado João Magalhães (PMDB-MG) apontado como o principal operador de um esquema fraudulento que desvio R$ 700 milhões de verbas do PAC... e tem que explicar para onde foi a verba (de 300 mil Reais) “destinada a eventos patrocinados nem sequer foram de fato realizados.”

“Brasil perdoa US$ 315 milhões da dívida de Moçambique.”

“Brasil perdoa US$ 83,1 milhões de dívida da Nigéria.”

“Brasil perdoa dívida de US$ 52 milhões da dívida da Bolívia.”

“Brasil perdoa US$ 141 milhões da dívida da Nicarágua.”

“Brasil perdoa 150 milhões de dólares da dívida de Cuba e Lula empresta 450 milhões de dólares para o ditador Fidel Castro construir obras portuárias, usina de álcool combustível e um hotel...”

“OAB critica perdão de Lula à dívida de US$ 36 milhões, do Gabão.”

“Lula libera milhões de dólares para a construção do metrô de Caracas, na Venezuela.”

“Através do BNDES, Lula emprestou milhões de dólares a BOLÍVIA para a construção de uma estrada.”

“O governo gasta, anualmente, mais de 10 milhões de reais com cartões de créditos corporativos distribuídos aos ministros”

“...acordos entre a construtora Camargo Corrêa e outras empresas para fraudar licitações e superfaturar contratos de 14 obras no país...na calha do rio Tietê, na Refinaria do Vale do Paraíba, na Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba e na Usina Termoelétrica da Petrobras, em Cubatão.nos metrôs de Brasília, Rio, Salvador e Fortaleza; duas refinarias no Paraná e uma em Pernambuco; o aeroporto de Vitória, o atracadouro de Alcântara (MA) e a BR-101...”

Tudo isto aí acima é pago com o trabalho, com os impostos, com o sangue e suor dos brasileiros, atônitos diante de tanto cinismo e palavrão, tanta mentira e roubalheira. Uma vez confiamos. Agora sabemos que eles não merecem nosso respeito nem a nossa confiança.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um discurso de FHC candidato?

Reprodução de entrevista no Alerta Total – www.alertatotal.net

O Alerta Total já advertiu que Fernando Henrique Cardoso tem enormes chances de aparecer como “a novidade” para disputar a Presidência da República em 2010, embora as pesquisas de opinião indiquem alta rejeição a seu nome. Ao comentar seu “espanto” diante da censura prévia imposta pela Justiça ao jornal Estado de S. Paulo, FHC aproveitou para fazer um discurso com todo jeito de candidato.

Pelo sim ou pelo não, leia ou releia a entrevista concedida por FHC à repórter Julia Dualib:

A censura prévia foi retirada da Constituição como forma de se evitar o autoritarismo. No Brasil, há um flerte com medidas autoritárias?

Isso no Brasil é permanente. Nossa raiz histórica não é democrática. As pessoas custam a aceitar o jogo da democracia, do respeito à lei. A tendência é da arbitrariedade do poder. A democracia aqui tem de ser cuidada permanentemente porque toda hora há forças, no fundo, contrárias a ela.

Que forças são essas?

Forças culturais. Isso vem da nossa cultura, que é formada numa visão onde a separação entre o público e o privado é confusa, onde o favoritismo, o clientelismo e o arbítrio permanecem como uma tendência. Aqui a ideia de quem pode pode, quem não pode se sacode é generalizada.

A ANJ diz haver uma escalada de decisões na Justiça contra liberdade de imprensa no País.

Não poderia dizer que há uma escalada, mas como isso tem uma base cultural, quando não há forças que contrapõem firmemente, isso renasce. Mesmo neste último congresso que teve sobre os meios de comunicação houve tendências controladoras. Não creio que prevaleçam. A minha aposta é que as forças mais abertas, mais democráticas, avancem no Brasil.

Há na América Latina esse risco à liberdade de imprensa, em razão de medidas recentes adotadas na Venezuela, na Argentina?

Também. Na América Latina toda, e em muitas partes, existe essa tendência que vem junto com outras coisas, como tendência ao monopólio, a achar que é o Estado que deve fazer tudo. Isso vem tudo junto, é um bloco cultural que já se expressa em tradições e instituições e, depois, em crenças e pessoas que se entusiasmam por ideias autoritárias.

Há correlação entre liberdade de imprensa e desenvolvimento?

Sim. No fundo, a integração da Europa generalizou regras de comportamento mais calcadas em valores da competitividade, da transparência e de respeito à regras. A gente não consegue aplicar essas regras nem no Mercosul. O Brasil fica hesitando entre assumir claramente esta posição, a da democracia, do respeito à regra e da transparência, e namorar com regimes que são mais controladores, mais autoritários. Como sempre, namorando com o outro lado.

Esse contexto demonstra fragilidade das instituições brasileiras?

Acho que sim. A própria opinião pública não cobra. Não é que a imprensa não cobra, a imprensa fala. A opinião pública se encolhe diante disso. Agora parece que a própria opinião pública não ecoa. Não toma posição diante das coisas. Vai para o outro caso, a questão da corrupção. Todo mundo sabe que para mudar a questão é a impunidade. Mas quem é que cobra punibilidade? As pessoas que foram alegadamente acusadas de corrupção são muito bem recebidas na sociedade, continuam atuando como se nada houvesse.

O sr. disse recentemente que há uma inércia no País hoje.

Há uma certa inércia. Precisamos tentar despertar o sentimento de maior consistência com os valores. Mas hoje vivemos numa sociedade que quem a organiza é o mercado. O mercado tem regra. Mas que outros valores existem, em que mais está baseada a sociedade? Na solidariedade? Muito pouco. Coesão? Muito pouco. Na participação, na vontade de que as pessoas realmente se informem e tenham uma opinião mais clara? Muito pouco. E um País não pode ser só o mercado. Tem de ter os valores. Valor da democracia, da liberdade da imprensa. Aqui está tudo sendo resumido a ‘cresceu ou não cresceu’ e ‘a quanto cresceu’. Aumentou o poder de compra? Isso é muito bom, mas não basta. O resto está um tanto descuidado. As instituições, ao meu ver, não se fortaleceram nestes últimos tempos.

Isso se reflete na questão da liberdade de imprensa?

Sim, porque as pessoas ficam mais ou menos preocupadas com outros valores.

O sr. acha que os contrapesos da sociedade estão frágeis?

Exatamente. Não há democracia se não houver contrapesos. E a liberdade de imprensa é fundamental para isso. Fui presidente, ministro, a crítica sempre incomoda. Mas a função de quem está na mídia é criticar, e de quem está no governo é entender a função da mídia. Claro que quando a mídia exagera, mente, distorce, tem que reclamar também. Se você é ofendido, tem de ter um tribunal que te defenda. Mas não pode, como agora, antes de qualquer coisa, dizer que você não pode entrar em tal matéria. Me parece absurdo.

Na Presidência, teve algum assunto que o sr. gostaria que tivesse sido censurado?

Nunca. Olha, aguentei durante dois anos uma chantagem de um negócio chamado Dossiê Cayman. Eu, o Mário Covas. Uma chantagem. Aquilo apareceu como se fosse uma possibilidade, sem que ninguém tivesse dito de onde saiu o dinheiro. O que eu fiz? Fui para os tribunais. Para reclamar não da mídia, mas de quem tinha feito. Aliás, diga-se de passagem, até hoje não foi julgado. Está errada também essa morosidade das decisões. Mas vontade de censurar, nunca.

Além da morosidade, a Justiça ainda está submetida à influência política?

Existe influência política, morosidade e legislação inadequada. Não é a Justiça só, é um conjunto. Mas trabalhamos pouco para mudar essas questões. Agora, devo dizer, o Conselho Nacional de Justiça tem tido um papel importante de acelerar decisões. Uma das razões pelas quais há sensação de impunidade na questão da corrupção é porque há mecanismos protelatórios de decisão. Tudo é protelado. Aquele cara nos Estados Unidos que deu um golpe (Bernard Madoff) está na cadeia. Aqui só está na cadeia o juiz Lalau, aliás desde o meu tempo. Não vou dizer que no meu tempo tinha muita gente, não, porque também não tinha. Não é uma questão do presidente, é mais amplo do que isso. Temos que continuar mantendo uma pregação pela liberdade e democracia. Denunciar o arbítrio, não deixar que esses valores mais atrasados voltem.

Há dicotomia entre liberdade de expressão e direito à privacidade?

Acho que é uma falsa dicotomia. Uma coisa é direito à privacidade, que todo mundo tem de ter. Outra é limitar o direito de expressão antes de saber se afetou qualquer direito de privacidade. Se você está metido numa falcatrua de ordem pública, aí não é privacidade. Você pode dizer: eu não quero ser condenado antes de julgado. Tem todo direito.

Qual o papel da liberdade de imprensa no fortalecimento democrático?

É fundamental. Mas liberdade você só sente quando deixa de tê-la. É como oxigênio. Como em geral não está acontecendo nada, as pessoas não dão valor. Mas é só começar a ter um processo de limitação de liberdade que as pessoas vão perceber que muda tudo. Como caiu o regime autoritário no Brasil? Houve muita pressão. Participei ativamente disso. Mas caiu efetivamente quando foi possível enfraquecer a censura e fazer com que as notícias circulassem. Fora isso, o que acontecia no Brasil, tortura e tudo o mais, pouca gente tomava conhecimento e poucos se mexiam para lutar contra. Eram poucos que gritavam. Na medida em que havia censura, isso não transpirava. No momento em que a opinião pública, sobretudo a televisão, começou a noticiar o que estava acontecendo, houve grandes mobilizações populares, que cercaram o regime. Mas isso não existiria se não tivesse havido a liberdade de imprensa.

Essa censura prévia ao Estado é um resquício de 1964?

Não tenha dúvida. Trabalhei na época do regime autoritário num jornal chamado Opinião. E havia censura. Era um inferno. Ao censor você mandava um artigo, eles cortavam palavras, frases. Você tinha que mudar, ficava naquele dilema: se diz então ‘não publico’, ninguém sabe por que não publicou. Se você publica, não publica exatamente o que está pensando, tem que mitigar. É inaceitável.

Qual mensagem fica para os que achavam que o Brasil estava livre da censura?

Infelizmente, dada a anestesia no Brasil, a reação é pequena. Deveria ter sido maior. Estamos vivendo um momento difícil porque vem junto com a expansão da economia. Como é o mercado que rege a sociedade no Brasil, infelizmente, o resto fica obscurecido. É uma pena. Espero que agora, com a eleição, a sociedade desperte um pouco mais.

Entrevista de Fernando Henrique Cardoso ao jornal O Estado de S. Paulo On Line - veiculada sábado, 19 de dezembro de 2009, 22:13