quarta-feira, 12 de maio de 2010

$talinácio analisa recomprar Embratel, Oi quer entrar na Tv a cabo e Globo reage contra concorrentes de fora

Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta Quarta)

Por Jorge Serrão


Exclusivo - Na polêmica recriação da Telebrás, para supostamente implantar o programa nacional de banda larga, o governo $talinácio já tem estudos para recomprar a Embratel, privatizada na Era FHC. O emprsário mexicano Carlos Slim toparia a parada. Outra tele que tem influência estatal (do BNDES e do fundo de pensão Previ), além de ligações com Lulinha (filho do presidente), pretende entrar no negócio de televisão. A Oi força a barra para adquirir concessões de TV a Cabo – igualando-se à Telefônica, que em São Paulo adquiriu, há tempos, a TVA do grupo Abril.

As interferências de petralhas em negócios de comunicação já geram reações do mercado de comunicação – principalmente da Rede Globo, que não aceita a entrada das teles no mercado de televisão comercial, além de exóticos concorrentes no meio impresso. A Globo teme que, fazendo a convergência de telefonia móvel, televisão e sistema de banda larga, as empresas de telefonia (sobretudo a Oi) acabem tomando conta do negócio das emissoras que têm concessão de rádio e TV.

Nos bastidores do conflito ainda não declarado, estoura outra batalha. Motivadas pelas Organizações Globo, a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) pediram à Procuradoria Geral da República que investigue a formação societária de duas empresas. Os alvos são a Empresa Jornalística Econômico S.A. e a Terra Networks S.A. As duas são suspeitas infringir o artigo 222 da Constituição, que impõe restrições ao capital estrangeiro em 30% no controle de meios de comunicação.

A Constituição define que o controle dos meios de comunicação deve ser exercido por brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos e a participação de capital estrangeiro está limitada a 30% do total. A ANJ questiona a formação acionária da portuguesa Empresa Jornalística Econômico S.A. - que edita o jornal "Brasil Econômico" e comprou os jornais impressos do grupo "O Dia". Nos bastidores globais, comenta-se que a empresa tenha ligações diretas com José Dirceu de Oliveira e Silva, um dos conselheiros diretos de Lula da Silva, cujo filho tem negócios com os controladores da Oi.

A ANJ e a Abert, também induzidas pelas Organizações Globo, atacam a Terra Networks S.A. – que pertence aos espanhóis, por medo de que a empresa entre no mercado televisivo através da Telefônica. A Globo também teme que se concretize uma intenção de parceria entre a Telefonica e a Rede Record do Reino de Deus, do Bispo Edir Macedo. A Globo prefere fazer negócio com o Diabo, a ver as teles entrando na área de radiodifusão comercial.

A Abert ameaça até recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade para brecar a proliferação de portais de jornalismo na internet controlados por empresas estrangeiras. A Abert também cobra uma atuação enérgica do governo federal e do Congresso Nacional para coibir o desrespeito à lei que assegura aos brasileiros o controle das empresas de comunicação.

A longa batalha pela futura hegemonia nos negócios de mídia no Brasil está apenas começando, e promete fazer muitas vítimas.

Grandes negócios

O diretor de Participações da Previ, Joilson Ferreira, avisou ontem que o fundo de pensão, através da Invepar, está negociando com grupos coreanos, japoneses e chineses a participação no projeto do trem-bala que vai ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas.

Joilson revelou também que a Invepar, que também tem participação da OAS, está interessada em projetos relacionados à Copa e às Olimpíadas, principalmente no Rio de Janeiro.

O diretor da Previ lembrou ainda que o grupo está interessado em projetos em outros estados, como o rodoanel de São Paulo, e até mesmo em adquirir uma estrada urbana em Lima, no Peru, em um modelo semelhante à Linha Amarela carioca.

Batom na farda

O jornalista Cláudio Humberto apresentou hoje, em seu site, o documento que comprova a ilegal investigação sobre a vida fiscal de seis oficiais do Exército, três deles generais da ativa – apesar da negativa oficial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e do Comando do Exército.

No comprovante da Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita, são citados os alvos e o solicitante: “Alfa 1 Presidência da República/GSI”.

Humberto explica que Alfa 1” é o grupo de auditores da Coordenação-Geral de Pesquisa e Investigação da Receita a serviço da Presidência da República.

Negar como?

O documento da Receita informa o período fiscal investigado, tendo como alvos oficiais do Exército: janeiro de 2006 a dezembro de 2009.

Ao lado dos nomes dos militares investigados pela Receita por ordem da Presidência da República, estão as letras “N/C”, de “Nada Consta”.

Com o documento exposto, como o GSI e o EB poderão negar as denúncias?

Piada

Ontem, no Senado, a quebra de sigilo fiscal dos generais do Exército virou piada.

Ao lembrar de crime idêntico, que ficou impune, contra o caseiro Francenildo dos Santos Costa, que teve sua conta na Caixa devassada, um senador soltou a gracinha:

“O Francenildo devia entrar com requerimento na Comissão de Anistia pedindo isonomia: a promoção a General de Exército, como compensação pelo que sofreu”.

Balançando

Diante da grave notícia de quebra de sigilo fiscal dos oficiais – para qual a mídia amestrada ao Palhaço do Planalto obrou e andou -, $talinácio quis pedir a cabeça do General Jorge Armando Félix.

Mas um assessor direto de Lula teria intervindo:

“Deixa o velhinho lá. Não mexe com ele, que não atrapalha ninguém...”

Quase cassado pela Redentora

Um dos oficiais que teve o sigilo violado, para o qual o General Félix telefonou jurando que o GSI não era responsável por tal ato, ficou muito magoado.

O militar chegou a lembrar que, em 1964, Félix quase foi cassado pela “Revolução”, quando era apenas um novato no EB e se mostrava simpatizante ao governo João Goulart.

Félix foi salvo da degola pelo personagem que agora acabou vítima da arapongagem fiscal da Presidência da República – que trata seus opositores com o mesmo carinho que o camarada Josef Stalin tratava os dele, na extinta União Soviética.

Processo extinto

A Justiça Federal pôs um fim ao processo contra dois ex-comandantes do DOI-Codi, os coronéis reformados do Exército Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel.

Na sentença, o juiz Clécio Braschi, da 8ª Vara Federal Cível, questionou a ação civel escolhida pelo Ministério Público Federal para tentar condenar os acusados por supostos crimes de tortura, prisão ilegal, homicídio e desaparecimento forçado de cidadãos:

"Não pode o Ministério Público ajuizar demanda cível para declarar que alguém cometeu um crime”, escreveu o juiz.

O juiz Braschi acrescentou que tornar crime responsabilidades históricas geraria um inquérito civil interminável.

De acordo com a sentença, além de esbarrar na prescrição dos crimes, a pretensão do Ministério Público Federal de condenar os réus esbarra na Lei da Anistia, ratificada pelo STF.

Pedido do chefão

Na madrugada desta terça-feira, depois de receber orientações do presidente $talinácio, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, pediu a Tuma Jr. que deixasse o cargo de Secretário Nacional de Justiça, mas ele não aceitou.

O ministro sugeriu, então, uma licença de 30 dias para esfriar o caso e permitir o avanço das investigações

Se nenhuma irregularidade fosse comprovada, Tuma Jr. poderia voltar ao posto, mas Tuma também não aceitou a ordem superior.

Férias para quem precisa

Como solução mágica, Tuminha resolveu pedir férias de 30 dias, após repetidas tentativas do ministro da Justiça de convencê-lo a sair do posto, pelo menos temporariamente.

À tarde, ele decidiu tirar férias de apenas dez dias.

Depois, fez um pedido para 15 dias.

No final das contas, acabou tirando mesmo os 30 dias regulamentares, para ver se fica fora do foco das denúncias de envolvimento com o chinês Li Kwok Kwen - preso por contrabando pela Polícia Federal, em São Paulo - sem deixar o cargo e ainda recebendo o adicional de 30% para dar uma descansada...

Flexível

Segue para o Senado o Projeto Ficha Limpa, aprovado ontem pela Câmara, com um monte de flexibilidades.

A proposta veda o registro eleitoral aos políticos condenados na Justiça em decisões colegiadas (adotadas por mais de um juiz) por crimes graves: crimes contra a vida, por tráfico de drogas, por improbidade administrativa, além da cassação de mandato eletivo.

O texto também amplia o prazo de inelegibilidade de três para oito anos.

Vai e vem

O problema é que a condenação que torna o político inelegível só valerá se o julgamento se der em instância colegiada (decisões tomadas por mais de um juiz).

E a proposta flexibilizada permite que o condenado, neste caso, recorra a uma instância superior para tentar suspender a inelegibilidade e disputar a eleição.

A suspensão tem que ser aprovada por outro colegiado de juízes e terá tramitação prioritária do processo criminal ou eleitoral no tribunal.

Licitação cancelada

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha, suspendeu uma polêmica licitação da Receita Federal para a compra de 37 scanners de alta potência que serão usados para vasculhar contêineres nos portos brasileiros.

O caso está na Justiça desde 2008, quando a empresa MRA conseguiu uma liminar concedia pelo TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), com sede em Brasília, suspendendo a licitação.

A licitação tem valor estimado em R$ 300 milhões.

Polêmica das reservas

As reservas internacionais do Brasil atingiram ontem o patamar recorde de US$ 250 bilhões.

Para alegria dos bancos internacionais onde nosso dinheiro é secretamente aplicado, o valor é quase 25% superior ao registrado há um ano.

No começo do governo $talinácio, o Brásil tinha menos de U$ 40 bilhões em caixa. Há três anos, ultrapassou os US$ 100 bilhões.

Desvantagens

Ao comprar moeda estrangeira, o BC injeta reais na economia.

Para tirar esse excesso de dinheiro do mercado, precisa vender títulos públicos atrelados à taxa básica de juros, o que aumenta a participação da Selic na dívida.

Como a remuneração da maior parte do dinheiro se dá a uma taxa próxima de 2% ao ano, o Brasil arca com os custos desse diferencial.

E o Copom, sob alegação de conter a inflação, aumenta a taxa de juros – agravando o problema do endividamento.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Maio de 2010.

3 comentários:

Anônimo disse...

Gerald Celent está fazendo previsões que envolvem toda a estrutura financeira globalizada. Entre dois e cinco anos o castelo de cartas vai ruir. E todas as nações vão estar envolvidas em violência idêntica ao que a Grecia está conhecendo estes dias. Espanha e Portugal serão os próximos países marcados para conhecer a quebradeira.
Isto vai carrear prejuízos e instabilidade para toda a União Européia.
Por outro lado a China se arma e avança com a marinha sobre territórios antes guardados pelos EUA.

Anônimo disse...

cont.
- Super-TARP -

According to senior U.S. intelligence and Democratic Party sources, beginning with last Thursday's 1,000 point temporary crash of Wall Street, triggered by the looming collapse of the European Monetary Union sovereign debt bubble, Geithner and Summers, with the active backing of President Obama, played a pivotal role in ramming through a $1 trillion-plus bailout of the major European banks, a bailout that will do nothing to solve the onrushing global financial disintegration, but will subject the populations of continental Western Europe and the United States to murderous Schachtian austerity, leading to an inevitable social explosion throughout the Trans-Atlantic world. According to official White House accounts, President Obama phoned German Chancellor Angela Merkel and French President Nicolas Sarcozy on Sunday morning, to press them to go along with a Super-TARP bailout scheme. While the public announcements of the deal focused on the role of the European Central Bank and the International Monetary Fund, sources confirmed that the key to the whole deal was the committment of the U.S. Federal Reserve to pump an unlimited supply of U.S. Dollars into the bailout. Indeed, at 9:15 PM EDT on Sunday, May 9, the Board of Governors of the Federal Reserve Board issued a terse two paragraph press release, announcing that the swap window, that had been used in the 2007-2008 international financial meltdown, would be extended, once again, to the ECB, the Bank of England and the Swiss National Bank, through January 2011.

The decision to go for another hyperinflationary bailout of the entire international financial system, LaRouche warned, is going to trigger the kind of Hell on Earth that the British Monarchy has been advertising as its policy for years. "They want to reduce the world population to below two billion people, and this Fed bailout policy, pushed through by President Obama, is going to do exactly that, if not reversed immediately. Someone wants chaos throughout the Trans-Atlantic region."

http://www.larouchepac.com/node/14447

Anônimo disse...

Obama Out to Kill Glass Steagall, While Pushing Weimar Hyperinflation

May 11, 2010 (LPAC)—Lyndon LaRouche today fiercely denounced the Obama White House and Treasury Department, for simultaneously conducting a vicious campaign to kill the Glass Steagall amendment, introduced by Senators Maria Cantwell (D-Wash.) and John McCain (R-Ariz.), while pushing through a "Super-TARP" bailout of Europe, at American taxpayers expense. "If the Super-TARP bailout is allowed to go forward," LaRouche warned, "there will be blood in the streets. The American people are not about to tolerate another mega-trillion dollar bailout of a hopelessly bankrupt international monetary system—particularly when the U.S. Federal Reserve is put forward as the bailout lender of last resort for a bunch of European-based foreign banks. This is 1923 Weimar hyperinflation on the global scale."

In the past 24 hours, sources close to the Obama White House and the Democratic leadership in the U.S. Senate have confirmed that President Obama, Treasury Secretary Tim Geithner and White House economic advisor Larry Summers are waging an all-out campaign to kill the Cantwell-McCain amendment, that would reinstate the Glass Steagall standards, first established by President Franklin Roosevelt in 1933. According to these sources, following Saturday's defeat of incumbent Senator Robert Bennett (R-Ut.) in the Republican caucus, over his support for the 2008 TARP Wall Street bailout, Republican support for the Glass Steagall amendment jumped, assuring that the amendment, if introduced onto the Dodd financial reform bill, would overwhelmingly pass. In response, the White House worked through the weekend and into Monday night, with Senate Majority Leader Harry Reid (D-Nev.), Senate Banking Committee Chairman Christopher Dodd (D-Ct.), and Senators Carl Levin (D-Mich.) and Jeff Merkley (D-Or.), to draft and boost an alternative bill, based on former Federal Reserve Chairman Paul Volcker's so-called "Volcker Rules." The Volcker Rules would place some restrictions on speculative activity by banks and bank holding companies, but would do nothing to reestablish the Glass Steagall firewall, separating commercial banks from investment banks, hedge funds, insurance companies and private equity funds. As Lyndon LaRouche made clear on Saturday, May 8, in his international webcast, nothing short of a full restoration of Glass Steagall and a bankruptcy reorganization of the otherwise hopelessly bankrupt global financial system, can work.

The sources all confirmed that the intent of the Levin-Merkley amendment, as worked out with the Obama White House, was to kill the Glass Steagall effort.

In response to these reports, Lyndon LaRouche described the Volcker Rules as "less than worthless."

Paul Volcker has apparently lost his guts to defend the U.S.A. He prefers to be acceptable to this crazy Administration." LaRouche continued, "It is now time to be patriotic, to forget about things like popularity and legacy. Obviously, Volcker lacks my guts. He does not lack the brains to understand the consequences of his capitulation to pressure from the Obama White House. This is a sell-out of the United States, and he knows it. And the same is true of Senator Levin, who also knows better than to be putting his ambitions ahead of the American people."

LaRouche had even stronger words for President Obama, who he accused of "refusing to defend the United States, which, as President, is tantamount to treason." He warned that anyone who does not back the Glass Steagall amendment, which has the overwhelming backing of the American people, will be vilified by 80 percent of all Americans. "By moving explicitly to block the introduction of the Cantwell-McCain amendment," LaRouche warned, "the White House is going for dictatorship."