sábado, 15 de maio de 2010

Venezuela: Socialismo desmoralizado

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Ball

Argentina, Cuba e Venezuela conheceram moedas fortes e respeitadas, com poder aquisitivo, no tempo em que os bancos centrais eram instituições sérias e independentes, o que impedia que os governos roubassem o povo, imprimindo cédulas à vontade ou denominando “forte” a moeda nacional.

Hoje, os Pesos cubanos e argentinos não pesam nada e o chamado Bolívar Forte é um insulto à memória do Libertador. Desde a desvalorização impactante do Bolívar, em Janeiro, a moeda venezuelana continua em queda livre. E a queda foi mais acentuada no mês passado, com o roubo (dito expropriação) das instalações da empresa de alimentos Polar em Barquisimeto.

Durante a segunda metade do século XX, a Polar se tornou uma das mais eficientes e exitosas empresas industriais venezuelanas. A historia da empresa começou durante a Segunda Guerra Mundial, concorrendo com empresas muito maiores. Conseguiu crescer e aumentar as vendas, graças à gerencia eficiente e a excelência dos produtos.

Isto, incomoda e provoca a inveja dos governantes comunistas, que agora se empenham em prejudicar e interromper as operações e prejudicar os acionistas... e muito mais aos trabalhadores e aos milhões de venezuelanos que consomem produtos de qualidade a preços competitivos.

O governo venezuelano oferece três moedas com valores diferentes, para enriquecer seus cúmplices e prejudicar todos os demais. Na internet e no you tube é possível constatar a boa vida que levam os chavistas, enquanto a maioria dos venezuelanos sofre com o desemprego, adere à economia informal e desaparecem os empreendedores e o acesso a fontes de capital para o desenvolvimento de novas empresas privadas.

Aquela cidade de Caracas que não faz tanto tempo costumávamos chamar de “sucursal do Céu”, está sendo convertida numa triste sucursal da Havana castrista.O Bolívar de mais alta cotação é supostamente utilizado para importações essenciais. Mas se um chavista quiser importar algo “essencial” o dólar lhe vai custar 2.6 Bolívares. Para as importações consideradas “não essenciais” - aparelhos domésticos, carros e bebidas – o dólar é cotado a 4.3 Bolívares.

Estes dólares estão disponíveis para os amigos dos chavistas e são conseguidos depois de umas semanas, desde que os contatos com a Cadivi – Comissão de Administração de Divisas do Ministério do Poder Popular de Administração e Finanças – forem “bons contatos”. Mas se os contatos não forem tão “bons”, o processo vai demorar vários meses e talvez nunca se consiga, se não houver disposição para pagar a “comissão” bor baixo do pano. Depois ainda há a espera para que o Banco Central libere os dólares.

Devido a esta série de armadilhas e longos trâmites, mais de 60% das importações é efetuada na base da taxa flutuante do dólar, que a inflação aumenta a passos acelerados, que na Venezuela já ultrapassa os 26% ao ano, refletindo a queda das reservas do Banco Central.

Esta é a nova Venezuela, onde é preciso importar gasolina porque as refinarias de petróleo tiveram sua produção reduzida, a Venezuela dos apagões e da falta de água, tudo devido ao controle e direção dos gerentes do socialismo do século XXI.

Fonte: Libertad Digital , Madri, 11/Maio/10
Tradução: A.Montenegro

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