terça-feira, 27 de julho de 2010

A comprovação da segurança da urna eletrônica

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Nelson Lima do Amaral

Ouço e também tenho há muito tempo dúvidas sobre a segurança e a lisura da adoção da urna eletrônica brasileira. Com a ocorrência dos vários escândalos políticos que assolam Brasília promovidos pelos que se encontram e dominam o poder, a população mais esclarecida anda cada vez mais desconfiada e insegura quanto à honestidade do sistema.

Mesmo com a certeza da boa intenção do TSE, a dúvida permanece. Basta um funcionário ou um técnico eletrônico corrupto — e dinheiro para esta corrupção existe e muito—, para que um comando venha a ser modificado visando privilegiar certamente quem já está encastelado no poder, para que haja uma mudança no resultado do pleito. Por mais avançado que o sistema possa ser, todos sabemos que “hackers” violam cotidianamente os mais sofisticados sistemas de segurança eletrônicos implantados.

O que sugiro é a adoção aleatória de urnas eletrônicas com comprovantes em papel, como acontece com cartões de crédito, que seriam confrontados com os resultados do voto eletrônico, ou seja, o eleitor de uma determinada urna, além de votar eletronicamente receberia uma comprovação de em quem votou e esta seria depositada em uma urna cujo resultado seria confrontado com o do sistema eletrônico. Bastaria que esse sistema de controle atingisse não muito mais do que 1% do total das urnas, para que a dúvida quanto à honestidade do pleito fosse sanada.

Acho que a adoção de uma medida simples como aquela poderia em muito afiançar a honestidade e a lisura das eleições. Deixaria em todos nós eleitores uma maior confiança no resultado e, ainda, serviria ao Tribunal Superior Eleitoral como respaldo da sua eficiente atuação. Essa seria uma medida barata, simples de ser implantada e que deveria ser supervisionada pelos partidos políticos, não só quanto à apuração, mas também quanto ao sorteio da distribuição das seções eleitorais que deveriam adotar tal sistema comprobatório.

Mesmo em tempos de democracia como vivemos, os cuidados com a liberdade devem ser permanentemente monitorados e a adoção de medidas preventivas podem ser, ao lado da imprensa livre, a segurança de toda uma nação contra os extremistas que se aboletam no poder e que se utilizam de todos os meios para nele permanecer.

Nelson Lima do Amaral é advogado. E-mail: amaralnelson@terra.com.br

5 comentários:

Kozel® disse...

Serrão,coloca os botõezinhos de facebook twitter e enviar por email do blogger debaixo dos posts.É fácil e original do blogger!

To Fora disse...

Se é seguro fazer a declaração via Internet, pq não seria votar pela internet?
Isso resolveria o gasto absurdo com essas urnas eletronicas e de cara teríamos o comprovante do voto.
Urna eletrônica, mesmo por amostragem, pode ser fraudada.
Pela Internet, bastaria o TSE chamar X pessoas e comprovar os votos através dos recibos.
O resto é conversa mole.

Anônimo disse...

É isso aí, To Fora.
URNA ELETRÕNICA é igual CARTOLA DE MÁGICO, nunca se sabe o que vai sair de dentro.

Não sei não, tem um cheiro estranho no ar....

Pesquisas dando resultados absurdos, a única
medida de segurança foi obrigar o otário, digo,
eleitor, a apresentar documento com foto...

Acho que vamos ter um show de ilusionismo
ao som de rumba cubana...

Anônimo disse...

Podes crer amizade! Até o Chavez já sabe quem vai ocupar o lugar do Lula.

Mendes disse...

Sobre a (in)segurança das urnas, em um texto muito interessante no blog da formiga.

http://oberrodaformiga.blogspot.com/2010/04/urna-eletronica-o-relatorio-cmind_16.html