domingo, 25 de julho de 2010

Três Cavaleiros do Apocalipse

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

O primeiro, também conhecido como “caçador de marajás”, ao assumir o seu mandato fez de tudo para aparecer. Até “pilotar” caças com o uniforme de combate da Força Aérea o homem fez. Arrogante, empinado como um falcão predador, disse que ia fazer e acontecer com os larápios de colarinho branco, um verdadeiro safári saneador contra a corrupção.

Acabou cassado por um congresso pressionado pela opinião pública, por motivos que ninguém desconhece nesse País. Antes de ser convidado a deixar o cargo, entretanto, sem estatura para resistir às pressões de “forças ocultas”, deu uma de bom moço colocando sua pá de cal em projeto de dissuasão definitivo para a defesa nacional, justo aquele que evitaria a luta pelo medo que impõe.

Já o segundo, com trejeitos de “sociólogo fugaz”, este chegou após breve inserção mandatária, pisando como se usasse sapato alto e “pince-nez”. Foi acusado de entreguista pelo furor das privatizações que, muitos acreditam, só faltaram colocar o País em leilão. Sua responsabilidade no episódio da assinatura do TNP é, no mínimo, lamentável, uma vez que, como comandante-em-chefe de nossas Forças Armadas, deveria ter demonstrado um pouco que fosse de respeito e consideração pelo soldado brasileiro que, sem outra saída, terá que lutar na selva para garantir a posse da nossa região norte, armado tão somente com “arco e flechas” contra inimigos dotados com material bélico convencional de última geração,

Eis que surge o terceiro, linguagem matreira, piadista, adora uma blague, aquela tão bem chegada aos artistas de “teatro mambembe”. Seu legado é eminentemente desagregador e de difícil reversão para a sociedade. São nada mais nada menos do que oito anos em que uma cizânia, embrionária no período anterior, se desenvolveu e ganhou foros de legalidade, desarmonizando as etnias que compõem o povo brasileiro.

Um processo de “kosovonização” do território já está se desenvolvendo a passos largos, mercê de uma política indigenista equivocada, fato agravado pelas reivindicações de quilombolas que se julgam com direito de posse sobre cantões estaduais considerados por estes como extensões naturais, no Brasil, dos longínquos terreiros de suas aldeias nas savanas africanas.

A grande realidade é que estes ginetes malsinados fizeram muito mal à Pátria. Faltou-lhes a visão prospectiva, a sensibilidade do estadista, a previsão do general. Sobrou-lhes, em contrapartida, medo de resistir às pressões externas dominantes, resignação à idéia de que manda quem pode e obedece quem precisa, carência do que se costuma chamar de sentimento de brasilidade, mais precisamente aquele que coloca o Brasil acima de tudo!.

Eis a herança deixada para um quarto cavaleiro, que poderá ser ou não do apocalipse. Se for, completa o quarteto maligno, todavia pobre do nosso País. Se decidir não sê-lo, haja vontade política, coragem e determinação para fazer reverter este caminho sem volta que estamos trilhando. Para que se tenha uma idéia, tem gente de preparo, políticos, intelectuais, juristas, professores de universidades que acham que a nação deve barganhar com as potências atômicas a entrega do segredo do nosso processo revolucionário de enriquecimento de urânio, muito mais em conta do que o delas, em troca de uma redução convincente de suas ogivas.

Durma-se com um barulho destes, pois, se não são entreguistas de carteirinha, padecem então de uma anacrônica ingenuidade de franciscanos.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior. Artigo originalmente publicado em O Sul, em 17 de junho de 2010.

6 comentários:

Ronald disse...

Cel. Rocha Paiva,
Obrigado pelo seu pertinente post de hoje. Não sou proprietário de terras mas vejo com grave preocupação esta questão no país. Temos na verdade uma miríade de problemas diversos nesta questão e acho que o mst deveria ser banido pois trata-se de um movimento criminoso, acima de tudo.
Obrigado mais uma vez por partilhar vosso conhecimento.
Sds

Manoel Vigas disse...

Saudações.

Três Cavaleiros do Apocalipse Ótimo artigo, realista, bela alegoria ...

AGORA PERGUNTO:
E O QUARTO CAVALEIRO DO APOCALIPSE ?

Uns amigos meus dizem que toda devassidão que está acontecendo no mundo atual está escrito na Bíblia.
É questão de saber interpretar !!!

Saí em busca de “iluminação” para tal empreitada.

Confesso que fiquei tentado a dar uma olhadinha no “livrão” do Manly P. Haal para “ganhar inspiração” ( “The Secret Teachings of All Ages”) mas resisti.

Então fiquei estasiado ao descobrir uma outra possível interpretação para o símbolo ou imagem alegórica do QUARTO CAVALEIRO DO APOCALIPSE.

Como um “neófito náuseo nesta área interpretativa”, fiquei otimista:

O quarto cavaleiro é mencionado em Apocalipse 6:8:

NOTA: O que esta entre parênteses é minha interpretação.

“E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro ( um militar garboso que honra sua farda), sendo este chamado Morte; e o Inferno (sentimento de Pátria destruída) o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra ( Brasil --- 8,5 milhões de km ² ) para matar à espada, pela fome ( fome de virtude e honradez), com a mortandade (dos apátridas) e por meio das feras (os indignados civis que lutarão ao seu lado para salvar a Nação dos corruptos ) da terra (BRASIL)”.

Dizem que o quarto cavaleiro do apocalipse é um símbolo de morte e devastação.

Entretanto ... parece tudo indica ser apenas um parto doloroso, anunciando um ... ÁUREO RENASCIMENTO !!!

Atenciosamente.
Manoel Vigas

Anônimo disse...

O Cel não disse nada que não seja do conhecimento de parcela da população que estuda, trabalha, paga seus impostos e luta por um país melhor, menos desigual. Gostaria de saber onde está a previsão do general. Se houvesse não estaríamos amargurando esse sucateamento progressivo, enquanto os veículos funcionais são trocados a cada ano (hondas, corollas e outros)

Anônimo disse...

Um dos problemas principais é a ligação do PT com o trafico - grande proporção dos óbitos é devido ao apoio dada pelo governo as FARC, aos camarados de Bolívia e Venezuela. Enquanto continua esta situação - onde as autoridades legais são agora no lado do PT - nada vai ser resolvido. A Justicia está inerta, as Forças Armadas estão dormindo - o que temos para esperança??

Anônimo disse...

Sr Coronel... Sabias palavras, BRASIL ACIMA DE TUDO!!!!! Isso nao existe no nosso pais, só em Copa do Mundo.

Anônimo disse...

Coronel, muito bem lembrado. Agora, se me permite, lembro-lhe que, antes desses tres ..., durante o periodo do governo militar uma nefasta eminencia parda decretou que a subversao deveria correr solta e serelepe nas uniersidades brasileiras. Alias, penso que a tal eminencia no fuundo, no profundo do inferno era vermelha. Ele se auto-vangloriava como "bruxo". Para encerrar, o Brasil sempre surpreende; o quarto cavaleiro esta ai e, pasmem, e uma jumenta.